CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 56

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Coração Indomável

Parte IV

Capítulo 56

Edward

Abri os olhos e engoli em seco. Era real? Finalmente aquele dia chegara?
Sentei na pequena cama e olhei para o lugar que fora meu “lar” por 10 anos. Alguns livros numa pequena estante que me deixaram ter após anos de bom comportamento. Fotos de minha família pregadas no mural... Os desenhos que fiz de Isabella para jamais esquecê-la...
Eu já havia visto, em filmes, que muitos presos acabavam se institucionalizando quando estavam presos. Tornavam-se parte daquele mundo e tinham pânico de voltar a realidade fora daquelas paredes. Jamais pensei que isso pudesse acontecer comigo. Mas estava... Eu estava com medo.
Minha saída estava prevista para ás 15h. Até lá seria um longo dia.
O sinal sonoro indicou que as portas das celas se abririam em dois minutos para que fossemos para o café da manhã no refeitório. Em todos esses anos que passei aqui quase não houve problemas com os presos. Era um presídio pacato se fosse essa a palavra correta a usar.
Logo que a porta se abriu e saí pelo corredor e procurei Adam. O guarda estava na parte inferior atrás de uma fila de presos. Contudo ele direcionou seu olhar para mim. Sabia o quanto eu estava ansioso por sua resposta.
Fui caminhando lentamente atrás de outros presos até que ficar ao lado de Derek.
- Grande dia hein? - ele brincou em seu habitual bom humor.
Eu respirei fundo.
- Hey Edward?
Olhei para ele.
- É seu grande dia hoje cara! Não vai ficar com essa cara, não é?
- Daqui a um ano você vai saber o que estou sentindo - respondi a ele.
A pena de Derek terminava dali exato um ano.
- Que nada! Eu vou assoviar o dia inteiro. Eles vão até me liberar antes por não suportarem meu bom humor - ele disse e eu ri.
Estávamos quase chegando ao refeitório quando reforcei o que já havia falado a ele por diversas vezes.
- Quando você sair daqui me procure, Derek. Eu vou ajudá-lo. Não quero que seja como os outros que retornam ao crime por não ter opção.
Ele assentiu.
- Eu vou sim. Não vou ser orgulhoso, Edward. Eu tenho que me dedicar a minha família. Já os fiz sofrer muito.
Eu assenti.
Colocamo-nos a mesa que costumávamos ficar e Adam se aproximou discretamente. Tanto eu quanto Derek o olhamos em expectativa.
- Então? - perguntei.
Ele deu uma olhada para os lados verificando se alguém nos observava. Em todos esses anos de amizade eu e ele sempre procuramos discrição para que ambos não tivéssemos problemas.
- Ela veio. Pegou o diário ontem – Adam disse.
Senti minha garganta se fechar.
Ela tinha vindo... Isabella tinha pegado o diário que escrevi. O que isso significava? Que ela ainda não me esquecera? Que não estava mais casada? Que veio apenas por curiosidade?
- Isso aí brother! - Derek disse socando meu ombro. - A mulher ainda gosta de você.
- Isso... Isso não quer dizer nada...
- Deixa de ser pessimista, Edward. Se ela não viesse é que você poderia pensar negativo, mas ela veio. Algo significa - Derek disse enérgico.
- Ele tem razão - Adam concordou.
Meu coração ainda apaixonado, após todos esses anos queria ter esperanças. Mas eu me segurava para não me decepcionar, mais uma vez. Foram tantas vezes que achei que as coisas poderiam dar certo e sempre algo atrapalhou que preferia ser mais cauteloso. Afinal eu não sabia nada da vida de Isabella. Uma década era muito tempo e mesmo se ela não estivesse mais com aquele advogado... Linda do jeito que era poderia ter o homem que quisesse...
Não gostava de pensar...
Em breve eu saberia...
O dia se arrastou. Despedi-me de Derek e Adam e finalmente chegara a hora.
Estava na sala onde pegava meus pertences que deixei ali há 10 anos. Eram poucas coisas, porém ao vestir minhas roupas e não mais aquele uniforme de presidiário comecei a me sentir outro. O medo sendo substituído por confiança, esperança, segurança.
Eu estava pronto oficialmente para sair e recomeçar minha vida. E se Isabella aparecesse como acontecia em meus sonhos, ou se por acaso deixasse a mínima brecha que fosse eu lutaria por ela como jamais fiz.
Já pronto para saí em direção a grande porta que se abriria devolvendo minha liberdade.
Alguns guardas me desejaram boa sorte antes de abrirem o grande portão. Assim que vi a rua a minha frente estaquei parecendo não saber o que fazer. Com passos lentos fui andando até chegar nela. Ouvi um barulho e ao olhar para trás vi o portão do presídio onde passei os últimos 10 anos de minha vida, fechado. Era oficial. Eu estava livre.
Um carro parou quase a minha frente e esperei ansioso por quem sairia dali. Em minhas esperanças seria Isabella, porém aquela outra mulher dona do meu coração desceu sorrindo para mim.
- Edward... - disse emocionada.
Eu apenas sorri. A felicidade por estar livre era grande demais.
- Mãe...
Ela ainda era jovem apesar da idade já lhe cobrar certo preço.
Fomos um em direção ao outro e nos abraçamos. Aquele abraço que você deixa sua alma falar.
Após alguns minutos assim nos separamos e minha mãe olhava para mim com adoração.
- Meu filho amado...
- Estou livre, mãe. Realmente livre - falei.
Ela não entendia o significado de minhas palavras. Pois não era só livre em relação a estar preso. Era livre de qualquer vínculo com a gangue. Eu era pela primeira vez em 20 anos realmente livre. Poderia recomeçar...
Carlisle foi o próximo a me abraçar.
- Que felicidade este dia Edward - falou.
Eu apenas sorria. Por vezes parecia que até falar era estranho ainda. Permaneci muito anos falando com poucas pessoas. Eu teria que me adaptar a uma nova vida.
Olhei para os lados a espera... Olhei para a rua praticamente vazia. Não era uma rua muito movimentada.
O dia estava meio cinzento, normal para as características da cidade. Fiquei feliz até por isso, por sair da prisão em um dia de céu nublado.
- Estamos com uma festa montada a sua espera meu filho - minha mãe disse chamando minha atenção que estava voltada para a rua a espera de alguém que provavelmente não apareceria.
- Não precisava disso... - comentei.
- Eu sei. Vamos? Estão todos esperando ansiosos... - minha mãe disse e mais uma vez eu olhei para a rua. - Está esperando alguém filho? - perguntou receosa.
- Eu... Não. Acho que... Vamos logo - respondi.
Dirigimo-nos para o carro. Carlisle e ela entraram e quando eu estava quase entrando no veículo o barulho de um carro em alta velocidade entrando na rua me fez olhar e parar minha ação de entrar no automóvel.
O carro freou bruscamente cantando pneu. Logo que parou a porta abriu e dele saiu a pessoa pelo qual esperei...
Isabella...
*
Iris - Goo Goo Dolls
*
E eu desistiria da eternidade para te tocar
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais próximo do paraíso que já estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que posso sentir é este momento
E tudo que posso respirar é a sua vida
E mais cedo ou mais tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite
*
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
*
Não esperei ter qualquer reação coerente, corri em direção a ela. Se ela estava aqui algo queria dizer.
Não dei tempo a ela para dizer qualquer coisa. Ou para reagir. Quando cheguei próximo simplesmente a abracei apertado enterrado meu rosto em seus cabelos. Fechei os olhos e apenas senti o corpo dela junto a mim. Percebi que ela também me abraçou forte.
- Isabella... - falei sem esconder minha emoção. - Você veio!
- Edward... Eu... - ela murmurou, porém percebi sua emoção.
Eu me afastei um pouco, mas a mantive em meus braços. Olhei o rosto da mulher que era dona de minha alma. Ainda continuava linda, e nunca duvidei disso. Era uma mulher madura, mas ainda conservava aquele jeito de menina que me encantou.
- Eu...
Ela tentou falar, porém não permiti. Coloquei meus dedos em sua boca a impedido. Em seguida coloquei minhas mãos ao lado de seu rosto.
- Não fale nada - falei. - Agora é a minha vez de dizer tudo aquilo que eu não falei.
Percebi sua tensão. A encarei fixamente. Esperava que ela visse toda a emoção que eu sentia com aquele momento.
- Isabella... Eu demorei muito, e talvez esteja atrasado demais. Mas... Eu amo você. Sempre amei e você já sabe, pois leu o diário, porém eu nunca disse isso a você. Arrependo-me muito disso. Eu não sei como será daqui para frente, mas prometi que se tivesse uma única chance eu lhe diria com todas as letras... Eu amo você... Meus sentimentos não mudaram e vendo-a aqui agora tenho ainda mais certeza de que quero passar meus dias apenas dizendo isso a você. Eu te amo.
*
E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo se parece como nos filmes
É, você sangra apenas para saber que está viva
*
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
*
Desnudei minha alma a ela e vi o quanto seus brilhavam de lágrimas não derramadas. Eu não podia estar tão enganado, eu sentia que ela sentia o mesmo. Vi sua emoção, porém ela parecia se conter.
Olhei rapidamente sua mão e não havia sinal de alguma aliança. Contudo isso não queria dizer nada.
Deslizei meus dedos por seu rosto próximo a boca dela. A vontade de beijá-la era quase insana. Tantos anos...
- Você está casada? - perguntei ansioso.
Ela balançou a cabeça negativamente.
- Não...
- Graças a Deus!
Foi o que bastou para que eu colocasse minha boca contra a dela que não resistiu e se entregou ao beijo tanto quanto eu. A saudade era tanta que eu a beijava sôfrego demais. Talvez exagerado demais, entretanto ela não reclamava e retribuía da mesma forma.
*
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
*
Quando paramos para respiramos eu colei minha testa contra a dela.
- Meu amor... - sussurrei quase sem fôlego.
- Eu sonhei tanto em ouvir isso no passado... - ela falou como se estivesse em devaneio.
- Não é sonho, Bella. Sou eu... Estou aqui.
- Edward...
- Vamos para minha casa. Há uma festa. Podemos escapar e então conversamos. Temos tantas coisas para acertar - pedi desesperado pela presença dela.
Ela balançou a cabeça.
- Eu não posso...
Senti que algo estava errado.
- Por que não?
Ela se afastou um pouco e olhou para o lado onde Carlisle e minha mãe assistia a cena.
- Não se importe com eles - falei.
- Não é por isso. Edward... São muitas coisas. Há apenas um dia eu descubro uma serie de coisas que eu não imaginava. Eu... Eu estou confusa. Preciso de tempo.
- Você ainda me ama? - perguntei direto. Necessitava saber isso.
Ela ficou um tempo calada aumentando meu martírio.
- Apenas amor não é suficiente.
Com essas palavras eu me calei. Não sabia o que ela queria dizer. Era claro que precisávamos conversar.
- Temos que conversar.
- Sim. Precisamos muito, mas agora não é o momento. Sua família está esperando. Nesta semana eu te procuro e então conversamos sobre tudo o que ficou entre nós.
Eu não queria isso. A queria comigo agora e sempre. Mas o que eu poderia fazer? Porém ela que não pensasse que iria escapar. Eu iria lutar o dobro para tê-la comigo.
- Certo - falei por fim.
Cheguei mais perto e ela me alertou com o olhar de que éramos observados. Eu não podia me importar menos.
- Edward...
- Esqueça-os. Eu vou beijá-la.
Falei firme e agarrei seu corpo junto ao meu. Eu a deixaria viciado como fora no passado, e se por caso, ela não fosse mais apaixonada por mim, eu a faria se apaixonar novamente.
Quando capturei seus lábios o instinto masculino a tanto adormecido em mim despertou de seu longo sono. Não era apenas por tocar em uma mulher. Era por tocar nela. A mulher que sempre despertou meu lado sexual como nenhuma outra. A mulher que era minha alma gêmea.
Novamente Isabella se dedicou ao beijo tanto quanto eu. Sua língua buscando a minha, deixando que me inebriasse com seu sabor.
Ao terminar de beijá-la vi o que se passava em seu íntimo. Aquele desejo desenfreado que sempre fez parte de nossa relação estava ali. Era claro.
- Até mais boneca - falei piscando e a deixei completamente sem ação.
Saí em direção ao carro entrando sem seguida no banco de trás rumo a minha família. Ao me voltar para olhar vi Isabella parada no mesmo lugar em que a deixei.
**
O lugar era belíssimo. Minha teve bom gosto em escolher a casa que pedi que ela comprasse para mim. Acertou em cheio.
Quando desci estavam todos em frente a bela casa a minha espera. Não fazia tantos anos que eu não os via. Mesmo assim fui tomado de emoção ao vê-los.
Alex foi o primeiro a vir correndo e me abraçar.
- Pai!
- Como está filho? - falei o abraçado e beijando seu cabelo escuro.
- Muito feliz por você estar aqui - disse o garoto que era a luz da minha vida.
- Eu também. Não vamos mais nos separar - falei olhando nos olhos negros que ele tinha.
- Pedi para mamãe, e ela me deixou passar uns tempos aqui com você - ele disse feliz.
E eu olhei Elisa com o pequeno bebê nos braços ao lado do marido. Sorri agradecido para ela.
- Isso vai ser ótimo filho - coloquei meu braço em seus ombros e seguimos em direção aos outros.
- Vou ensinar tudo de tecnologia que você não entende.
Eu ri.
Foi um festival de abraços e lágrimas. Toda a família reunida me acolheu como nunca pensei ser possível.
Fiquei sabendo, depois, que Isabella fora ali e contara o que eu tinha feito. Fiquei encabulado quando Carlisle fez um pequeno discurso dizendo que eu era um homem raro hoje em dia. Um homem que prezava a família acima de seu próprio bem. Depois foi meu avô que aos 91 anos, e com dificuldade de falar disse belas palavras. E por fim, Emmett. Quando ele agradeceu emocionado eu chorei.
Eles não entendiam que tudo valeu a pena. Que ao ver toda a família em paz reunida naquela mesa eu faria tudo novamente.
Minha felicidade só não era completa por que Isabella não estava ali comigo.
Após ter uns minutos para me deliciar com um verdadeiro banho, coisa que não tive por dez anos, no amplo quarto que passaria a ser meu. Aproveitei para fazer a barba que estava bem grande. Olhei-me no espelho percebendo que o tempo passara para mim. Isabella me vira deste jeito... Devo tê-la assustado.
Vesti uma roupa confortável e voltei para a pequena festa em minha homenagem. Fiquei observando todos. A vida seguiu para eles. Olhei Emmett com Rose e o filho Mark. Pareciam felizes. Meu irmão estava ficando careca e ainda babava por sua esposa.
Voltei minha atenção então para Elisa e o marido, Artur. Agora tinham a pequena Rebecca. Formavam uma bela família. A família que deu a base que Alex precisou durantes estes anos.
Meu irmão Seth e sua noiva Carin. Ele já era um homem feito e se dedicava a empresa ao lado de Casrlisle. Já Thomas ainda era jovem e curtia a vida, porém se percebia o quanto tinha juízo. E ele era incrivelmente parecido comigo.
A felicidade era imensa por ver que a vida me deu a chance de ainda ter meu avô vivo após dez anos preso. Isso não tinha preço.
Notava também que minha mãe era muito feliz ao lado do homem que escolhera. Era nítido o amor que ela e Carlisle partilhavam.
Então havia Sharon. Minha grande amiga parecia não ter seguido sua vida como os outros. Ainda continuava sozinha. Assim como eu.
Analisando, eu era o único da família que a vida tinha ficado em suspenso. Até hoje. Quando ela recomeçaria novamente.
Voltei a pensar em meu reencontro com Isabella. Não foi como eu esperava, mas pelo menos ela fora e isso era algo importante.
Por mais que eu estivesse satisfeito em estar ali perto de minha família. De pessoas amadas, eu me senti inquieto. A falta de Isabella comigo apertando meu peito. Eu demorei demais em agir no passado. Não tornaria a repetir o erro.
Discretamente, sem que os outros percebessem, consegui falar com meu tio secretamente. Queria saber se Isabella ainda morava no mesmo prédio. Eu não iria esperar. Iria lá agora mesmo. Não tinha mais tempo. Queria viver minha vida plenamente.
Consegui descobrir que ela ainda residia no mesmo edifício. E para ajudar, Carlisle tinha um apartamento no prédio. O que faria que eu conseguisse entrar com facilidade.
Foi interessante dirigir novamente após anos. Principalmente aquele belo exemplar de carro esportivo.
Não precisei de mapas ou ajuda. Eu sabia bem onde ficava o endereço dela. Ao chegar lá fiquei com medo de não ser recebido se pedisse para falar com ela. Então resolvi a facilidade que me foi proporcionada. Utilizei o cartão de acesso do prédio e me apresentei a portaria. Consegui subir e logo me encontrava a frente da porta do seu apartamento.
Eu não sabia como seria essa conversa. Não podia negar estava um pouco receoso.
Bati decidido e aguardei. Em seguida a mulher por quem era louco de amor abriu e ficou visivelmente abalada por me ver ali.
- Edward... O que está fazendo aqui? ela perguntou e olhou para dentro do apartamento rapidamente.
- Eu... Eu não consegui esperar...´- assumi.
Percebi que ela olhou novamente para dentro do apartamento e parecia pálida. Com medo talvez... Outra coisa me chamou a atenção. Ela não me convidou para entrar. Ao contrario segurava a porta quase fechada para que eu não visse o que havia por dentro da habitação.
Então a compreensão do que talvez estivesse acontecendo me acertou em cheio.
- Você não está sozinha?
Ela assentiu.
- Não.
Respondeu direta.
Eu não sabia o que pensar... Em como agir. Pela primeira vez na vida fiquei sem palavras.
- Desculpe - ela disse. - Você veio sem avisar...
- Não, – consegui falar sem gaguejar - tudo bem. Eu que deveria ter esperado – falei sem conseguir olha-la.
- Edward... É difícil explicar agora... Eu prometo que logo vamos conversar. Agora eu tenho que ir - falou ansiosa para fechar a porta e voltar para a pessoa que a aguardava. - Tchau.
Eu apenas maneei a cabeça. A porta logo foi fechada, porém eu permaneci ali ainda algum tempo tentado raciocinar direito.
No carro dirigi quase em transe. Não acreditava que após todos esses anos algo pudesse me abalar mais. Porém estava enganado.
A consciência de que a mulher que eu amava estava neste momento, provavelmente, nos braços de outro conseguiu sim tirar o meu chão.

Continua...



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