FANFIC CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 58

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 58

Edward

Todos olhavam para mim sem piscar. Eu mesmo não acreditava em tudo o que havia descoberto hoje. Eu era pai. Pai de uma menina linda. Filha de Isabella.
Sim eu estava chocado. Fui àquele apartamento com o intuito de jogar meu charme sobre minha boneca e resolvermos nossa situação e saí de lá perplexo sabendo que tinha uma filha de 9 anos de quem nunca soubera. No entanto eu nem pensava em culpar Isabella.
- Isso é inacreditável! - minha mãe falou me trazendo de volta.
Toda minha família estava reunida e ouviram tudo o que contei a eles, calados.
- Então você sabia este tempo todo e não me falou nada? - Emmett indagou encarando a esposa.
- O segredo não era meu pra eu sair falando por ai. Além disso, Bella é minha amiga. E para finalizar quem deveria ser o primeiro a tomar conhecimento era o Edward - Rose falou altiva sem medo do olhar de reprovação do marido.
- Rose...
- Emmett...
Os dois se encaravam como galos de briga, mas por fim, como sempre, meu irmão recuou.
- Bella não tinha o direito de fazer isso! - Carlisle falou.
- Não é assim, Carlisle - tentei argumentar.
- Carlisle está certo - Emmett confirmou. - Ela não tinha o direito de nos privar dessa forma...
- Eu não quero que ninguém julgue Isabella - falei firme. - Ela fez o que achou que era certo. Se alguém tem culpa sou que não li as cartas que ela escreveu.
- Ninguém tem culpa - meu avô até então calado se manifestou. - Foram consequências... A menina fez o que tinha que fazer para proteger a filha. O importante é que temos mais uma Cullen na família.
Minha mãe veio até mim se sentando ao meu lado.
- Querido... Uma menina... Eu tenho uma neta - disse emocionada.
- Sim. Não a conheci, mas pelo que vi ela é linda.
- É sim - Rose confirmou. - Linda. Uma menina adorável. Bella a criou muito bem.
Naquele momento Rosálie se tornou a pessoa mais especial na sala. Ela conhecia bem minha filha. Antes que eu pudesse enchê-la de perguntas, Alex que estava ao lado de Sharon, se adiantou.
- Pai? Você tem uma filha de verdade? Então não vai mais querer ser meu pai?
- Filho... Claro que não! Você é meu filho. Vem aqui campeão - ele veio sentando-se perto de mim e minha mãe. - O que acontece é que agora você terá uma irmãzinha. Mas não mudará nada o que sinto por você.
- Alex, você vai adorar Beatriz. Ela é um amor - Rose completou.
Um pouco depois todos voltaram aos seus afazeres e eu fui atrás daquela que tinha respostas.
- Rose... - sentei próximo a ela. - Me fale sobre Beatriz.
- Ela é maravilhosa, Edward. Inteligente, obediente e ela louca pelo pai príncipe.
- Pai príncipe?
- Sim, ela o chama assim.
Fechei os olhos, feliz. Se era assim era por que ela me amava. Mesmo sem conhecê-la o amor brotou dentro de mim. Forte, vivido.
- Outra coisa, Edward. Bella está arredia, desconfiada, mas ainda ama você.
- Obrigada, Rose.
- Eu tenho um presente para você - falou em suspense.
Ela me entregou uma caixa que eu nem havia percebido que estava ali. Ao abrir eu vi um pequeno álbum. Emocionei-me assim que vi as primeiras fotos. Eram fotos de Beatriz ou Bia como ela gostava que a chamassem. Muitas fotos. De todas as épocas de sua vida.
Ela parecia ser uma menina adorável. Estava sempre sorrindo. Olhando aquelas fotos eu nem vi o tempo passar. Fiquei horas contemplando o rostinho feliz de minha filha.

Bella

- Filha? Será que a gente podia conversar sobre...
Não pude terminar de falar, pois a campainha tocou.
- Eu atendoooo!
Beatriz pulou correndo para abrir a porta fugindo assim mais uma vez da nossa conversa.
- Oi, tia Ângela - falou contente se dependurando no pescoço de minha amiga.
- Oi lambivelzinha.
Ângela entrou e logo veio me cumprimentar. Notei que Beatriz sumiu. Deveria ter ido para o quarto brincar ou desenhar.
- E ai amiga? - perguntou. - Como estão as coisas?
- Hum... Difíceis. Bia continua fugindo do assunto.
- O que será que aconteceu? Ela era louca para conhecer o pai?
- Não sei, Ângela. Só sei que toda vez que tento tocar no assunto ela foge. Desconversa. Eu não quis forçar. Não sei o que fazer - falei frustrada.
Já haviam se passado quatro dias desde a minha conversa com Edward. Eu havia me comprometido de ligar para ele assim que falasse com Bia, porém isso estava sendo impossível.
Cada vez que eu tentava tocar no assunto Bia dava um jeito de fugir. Ora era a lição de casa, ora era porque uma amiguinha precisava falar com ela no facebook. Sempre havia uma desculpa.
- Será que minei o amor que ela tinha pelo pai quando contei que ele ficou preso? - indaguei minha amiga em busca de uma luz.
- Não. Não acredito nisso. O amor que ela tinha por ele não pode ter desaparecido assim - Ângela falou. - Hum... Que flores lindas!
Enrubesci de imediato. Em todos os dias após a visita de Edward, ele me mandou flores. Cada dia um arranjo mais bonito que o outro.
- Pelo seu silencio concluo que são do lambivel delicia...
- Pare com isso Ângela!
- O que?! riu - Ele está jogando pesado, hein? Quero ver até quando você vai resistir.
- Não estou pensando nisso agora - falei desconcertada.
Era óbvio que isso me afetava. Ainda mais as coisas que ele escrevia no cartão. Tão sedutor. Edward já seduzia mesmo sem fazer esforço. Se dedicando a isso então era quase impossível resistir, porém eu tinha outras coisas em que pensar.
- Minha preocupação é Bia - expliquei.
- Eu sei Bella, você só fala isso. Já falei e repito não espere tempo demais.
Ângela parou o que iria dizer quando Bia entrou na sala correndo e sentou ao lado de sua madrinha.
- Tia Ângela? Podia me levar de novo naquela loja do outro dia. Quero comprar outro lápis e pinceis para desenho - minha filha disse dengosa.
- É claro meu doce. Se a sua mãe deixar...
Beatriz me olhou em expectativa.
- Eu posso considerar, mas antes nós temos que conversar, não é filha?
- Mas mamãe...
- Não adianta mais fugir, Bia. O que está acontecendo, filha? Você sempre quis conhecer seu pai? Seu príncipe. E agora que ele está aqui pertinho louco para te ver você parece não querer... O que houve filha?
Bia não me olhava. Seu olha era direcionado para suas mãos. Ela costumava agir assim quando se sentia acuada.
- Bia? - insisti.
Ângela então me alertou com o olhar para que eu não forçasse.
- Lindinha vai se arrumar que nós vamos ir à loja comprar as coisas que você quer - Ângela disse e Bia enfim me olhou com os olhos tristes pedindo autorização.
Eu assenti frustrada. Ela saiu rapidamente da sala. Eu não estava conseguindo lidar com minha filha.
- Se acalme. Não a force. Algo está acontecendo Bella. E se você a forçar ela vai cada vez mais se fechar. Tenha paciência que ela vai se abrir.
Ângela tinha razão. Eu não queria magoar minha filha, no entanto também havia Edward que estava louco para conhecer a filha. Eu não achava justo que ele tivesse que esperar.
Ele estava se comportando impecavelmente me dando espaço. No dia anterior havia me ligado perguntando quando ele poderia conhecer a filha. Senti em sua voz a emoção e ansiedade em que estava. Meu coração se apertava em ter que dizer a ele que Bia não queria conhecê-lo se por ventura fosse este o caso.
Eu, Ângela e Bia fomos ao shopping. Passeamos e nos divertimos muito. Ali Beatriz não era a menina acuada que há pouco, em casa se recusava a falar sobre o pai. Ali, ela sorria. Brincava. Era carinhosa. Minha princesa...
Despedimos-nos de Ângela na porta do prédio. Eu estava cheia de sacolas. Quando chegamos ao nosso andar entreguei a chave a Bia para que ela abrisse a porta enquanto eu segurava os pacotes.
Minha filha se atrapalhou um pouco com a fechadura e quando conseguiu abrir ouvi aquela voz:
- Isabella?
Fechei os olhos antes de me virar. Já sabia que era ele. Quando coloquei meus olhos nele vi Edward com os olhos brilhantes encarando não a mim, mas a pequena garotinha que também o olhava.
Vi nos olhos de minha filha o reconhecimento. Ela sabia quem era aquele homem. Senti a emoção que emanava daquele momento. Apesar disso tentei me controlar. Observei minha filha paralisada olhando para o pai.
- Bia... Filha este é o Edward...
Não terminei de falar e Beatriz entrou correndo no apartamento batendo a porta do quarto em seguida.
Entrei rapidamente e percebi que Edward me seguiu entrando e fechando a porta. Larguei as compras no sofá e me voltei para ele.
- Edward... Você não podia ter vindo assim...
- Eu sei... Eu não... - ele parecia atordoado pelo encontro.
- Certo. Aguarde aqui eu vou falar com ela.
Fui em direção ao quarto abrindo a porta com cautela. Espiei e vi Bia enrolada em uma bola na cama abraçada ao seu urso favorito. Ela chorava. E isso acabava comigo.
- Bia... Filha... O que houve? Você não quer conhecer seu pai? - tentei soar calma apesar de me sentir arrasada. Nada me faria sofrer mais do que ver minha filha triste.
- Manda ele embora mamãe - ela balbuciou chorando.
- Mas... Por quê? Querida...
- Por favor, mamãe? - ela me olhou finalmente, e vi que minha menina sofria. - Manda ele embora...
Meu coração se apertou. Sentei na cama ao seu lado.
- Certo, querida. Vou pedir para ele ir. Se acalme, ok. Eu já volto.
Voltei à sala encontrando o olhar ansioso de Edward. Senti lágrimas quererem vir aos meus olhos.
- Como ela está? Deve ter sido um susto. Desculpe-me, Bella eu me empolguei. Estou tão ansioso em conhecê-la... Ela é tão linda - ele disse tudo de uma vez parecendo tão animado.
Então não resisti e chorei. Eu não suportaria ter que magoa-lo dizendo que a filha não queria conhecê-lo.
- Bella... O que foi? - ele veio até mim e não resisti quando me abraçou. Foi tão bom sentir seus braços ao meu redor. - O que houve? Ela está bem?
- Sim... – falei com a boca contra seu peito másculo e cheiroso. Eu estava um pouco mais calma. - Ela só está confusa... Acho... Acho que não é um bom momento para você conhecer ela agora...
Ele me afastou e vi em seus olhos o entendimento. E a dor.
- Ela não quer me conhecer, não é? Por isso fugiu...
- Edward...
Ele se afastou ficando de costas. Não queria mostrar sua fraqueza.
- Edward não fique assim... - fui até ele buscando sua mão. - Ela é uma criança... Entenda...
Ele nada disse. Ficou calado por um tempo. Até se virar para mim. A dor estampada em sua face.
- Eu não quero que ela sofra... - disse rouco. - Amaria ser o pai que ela sonha, mas... Se ela... Não quiser eu... Vou entender...
- Não! Não pense assim! É apenas uma fase. Tenho certeza disso - falei tentando amenizar a dor dele. Eu não conseguia vê-lo daquela forma.
Percebi que ele não acreditou em mim.
- Ela não deve querer um pai ex-presidiario. Eu entendo de verdade. Não sou em nada parecido com o príncipe que ela sonhou...
- Voce é! Edward...
Então vi os desenhos que Bia havia deixado em cima da mesa de jantar. Entre eles havia vários de Edward. Os peguei rapidamente e mostrei a ele.
- Olhe. Ela o desenha. Acha que uma menina que faz esses desenhos sobre o pai pode não ama-lo? Há algo acontecendo, eu ainda não sei o que é, mas assim que eu descobrir... Eu vou conversar com minha filha.
Ele olhava encantando para os desenhos.
- Ela que fez?
Eu assenti.
- São muito bons!
- Acho que ela tem onde puxar não tem? - comentei e vi o fantasma de um sorriso nos lábios dele.
- Eu vou aguardar você me ligar. Não quero forçar minha presença a ela. Espero o tempo que for. Por ela e por você - falou intenso e se ele não tivesse se afastado eu teria me jogado nos braços dele.
Ele saiu e voltei ao quarto de minha princesa. Ela ainda continuava na cama, mas já não mais chorava.
- Bia... O que está acontecendo meu amor? Você era louca pelo seu pai, mesmo sem conhecê-lo... E agora... Ele ficou tão triste que você não quis falar com ele.
Minha menina começou a chorar de novo. Apesar de me cortar o coração eu precisava saber o que estava acontecendo.
- Você não o ama mais? Não quer mais ele como seu pai?
Ela soluçou e eu a abracei ninando em meus braços.
- Me fala meu amor - implorei beijando seus cabelos.
- Mamãe... Eu tenho medo...
- Medo dele?- indaguei.
Ela negou.
- Não. Medo de ele ir embora de novo. De me deixar. Eu o amo mamãe. E não quero que ele vá embora...
Não era somente ela quem chorava naquele momento. Eu também. Minha doce menina amava o pai e tinha medo de conhecê-lo, pois seria mais doloroso perde-lo. Eu a entendia.
- Ah minha princesa... - a embalei em meus braços. - Não pense assim... Ele a ama. E não vai mais embora... Se você o quiser em sua vida ele ficará para sempre ao seu lado - falei convicta. Eu tinha realmente certeza disso. Se Beatriz o quisesse, Edward seria o melhor pai que uma menina poderia desejar.

Depois de entender quais eram os medos de Beatriz em relação ao pai, eu esperei alguns dias para marcar um encontro entre ela e Edward. Expliquei a ele tudo para que ele não sofresse achando que a filha o desprezava.
Ficou combinado então que no dia seguinte, a tarde, Edward viria ao meu apartamento para conhecer a filha. Beatriz era novamente a menina alegre. Porém agora ela estava em excesso de euforia. Falava o tempo todo no encontro do dia seguinte.
Escolheu uma dúzia de roupas a qual queria usar e não se decidia por nenhuma. Falou a todas as amiguinhas que iria conhecer o pai. E voltou a se referir a Edward como o príncipe.
Foi tanta euforia e ansiedade que na noite anterior ao encontro ela começou a ter febre. Começou com algo sem muito perigo até que perto da meia-noite ela estava com 39,5 e eu me desesperei.
Já havia dado antitérmico e não resolveu. A fiz tomar banho varias vezes, e nada de a temperatura baixar.
Não pensei duas vezes quando enrolei seu copo mole em cobertor e a carreguei até a portaria. Seu Carlos, porteiro de anos, me ajudou a chamar um taxi. Eu não tinha condições de dirigir e nem queria me afastar de minha filha.
O taxi foi muito rápido até o hospital central da cidade. Logo minha filha era atendida por um médico jovem, mas muito dedicado.
- Ela começou com a febre à tardinha - respondi a pergunta do médico sobre quando ela começara a ter febre.
- Ela está com resfriado ou algo semelhante? - ele perguntou.
- Não. Estava tudo bem.
- Poderia ser algo emocional? - ele questionou enquanto examinava minha filha que estava sonolenta e não abria os olhos.
Pensei no que ele disse.
- Pode ser... Ela estava muito ansiosa... Amanhã iria conhecer o pai... - falei meio intimidada.
- Ah então pode ser isso. Senhorita Swan eu a mediquei e acredito que logo a febre cederá, mas vamos deixa-la em observação até amanhã de manhã.
Eu assenti.
- Ela ficará em um quarto e a senhorita poderá ficar com ela.
Mais tarde olhando Bia dormir eu liguei para Rose e minha mãe avisando sobre o que estava acontecendo. Rose ficou de avisar Edward. Achei que era melhor cancelar o encontro deles do dia seguinte. Precisávamos pensar primeiro na saúde de nossa filha.
Nossa filha?
Eu nunca tinha usando essas palavras...
Mas era sim... Uma ligação para sempre...
Olhei Beatriz tão linda dormindo e me aconcheguei ao sofá para dormir também, porém um vulto a porta do quarto me fez levantar e ir ate lá. Era Edward.
Ele olhava para a cama onde a filha estava.
- Eu... Não consegui ficar em casa ao saber que ela estava aqui... - ele falou sussurrando.
- Imagino.
- O que houve?
- Ela teve febre emocional. Ansiedade por encontra-lo.
Enquanto eu falava com ele os olhos de Edward estavam apenas em Bia.
- Posso me aproximar? - pediu temeroso.
- Claro. Ela está dormindo.
Nos dois fomos até a cama, um de cada lado. Edward olhava encantando. Parecia estar memorizando todos os detalhes dela.

Whitney Houston

I look to you
Eu Olho Pra Você
Ao me deitar
O céu me ouve agora
Estou perdida sem uma causa
Depois de dar o meu melhor

As tempestades de inverno vieram
E escureceram meu sol
Depois de tudo que passei
A quem recorrer na terra?

Eu te procuro
Eu te procuro
Quando toda minha força se for
Em ti posso ser forte

Eu olho pra você
Eu olho pra você (sim)
E quando já não há melodias
Em você ouço uma canção, eu olho pra você


A cena era tocante. O pai olhando pela primeira vez a filha.
Edward a olhava em transe. Levantou sua mão alisando delicadamente os cabelos delas. Ele parecia com medo de acorda-la e me olhava seguidamente como se pedisse autorização para toca-la.
- Ela é sua filha... - sussurrei.
Ele deu aquele sorriso lindo.
Continuou acariciando a filha. Passou a mão pelo rosto relaxado pelo sono de Bia. Foi para o nariz e me olhou.
- Ela tem o seu nariz...
Eu ri.
- Ela é toda você, Edward, pelo menos algo de mim.
- Ela está bem mesmo? - falou já assumindo aquele jeito de pai protetor.
- Sim. A febre já está baixando - falei sorrindo.
Ele assentiu. E continuou ali olhando-a. Sentou se na cadeira ao lado da cama e segurou a mão dela. Eu fui para o sofá e me acomodei ali adormecendo em seguida.

Edward

Senti cócegas perto da orelha. Algo quente e suave também passou pelo meu rosto. Percebi então que tinha dormido sentado na cadeira e com a cabeça apoiada na cama de hospital. Pisquei para abrir os olhos. Senti uma dor nas costas e me preparei para me sentar quando percebi que minha mão estava na mão da garotinha que passou a ser a minha vida, e que ela a segurava com força.
Ela estava acordada!
Devagar, com o coração pulando no peito comecei a levantar a cabeça e me deparei com um par de lindos olhos verdes me encarando.
Era o momento pelo qual sonhei durante essa última semana. Aquela linda menina me olhava atenta. Eu não queria parecer um maricas, mas não iria aguentar, eu iria chorar.
Mesmo assim tentei ser forte. Era ela quem precisava de mim naquele momento.
- Oi... – falei rouco e meio sem saber o que dizer àquela garotinha.
Ela sorriu.
- Oi, papai... - disse com os olhinhos brilhando.
A ponto de perder meu fôlego
Não há porque lutar
Afundando cada vez mais
Procurando por aquela porta aberta

E cada estrada que percorri
Me levou ao arrependimento
E eu não sei se vou conseguir
Nada a fazer, senão levantar a minha cabeça

Eu olho pra você
Eu olho pra você (sim)
Quando eu não tiver mais nenhuma força
Em você posso ser forte

Eu olho pra você
Eu olho pra você (oh sim)
E quando não houver mais melodias
Em ti ouço uma canção
Eu olho pra você

Não tinha como resistir quando ela disse essas palavras.
- Bia... Minha filha...
- Desculpa fugir aquele dia... - falou com a voz fraca. Eu mal conseguindo discernir o que ela falava tomado de emoção como estava. - Eu estava com medo de que você fosse embora... Que sumisse. A mamãe explicou que você não vai mais embora. Desculpa...
- Não... - engasguei. - Não precisa se desculpar, querida. Eu nunca mais vou embora. Nunca Beatriz por que você é um tesouro que eu nunca soube, mas que eu amo. Amo você princesa e nunca mais iremos no separar.
Ela sorriu com lágrimas nos olhos.
- Eu também te amo papai príncipe. Esperei tanto por você...
Ela se jogou nos meus braços e chorei como nunca em minha vida.

Me leve para longe da batalha
Preciso de ti para brilhar sobre mim

Eu olho pra você
Eu olho pra você
Quando eu não tiver mais nenhuma força
Em ti posso ser forte

Eu olho pra você
Eu olho pra você
E quando não houver mais melodias
Em ti ouço uma canção
Eu olho pra você

Eu olho pra você
Eu olho pra você


Continua...


MENINAS, PAPO SÉRIO AGORA:
A Ju ainda não disponibilizou os próximos capítulos, o que podemos fazer é esperar e rezar para que ela escreva logo ok? 

Aviso sobre novos capitulos no face do moms! Beijos!
























6 comments :

  1. Onde ta o cap 59? Nao consigo achar!

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  2. Por favor respondam eu AMOO essa fic demais, quero que tenha uns 100 capitulos POR FAVOR EU PRECISO LEEERR!! :(

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  3. Meu paiii vou surtaar kkkk
    Onde está o restante????

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  4. cadêeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee o restooooooooooooooooooooooooo
    logo agora que tava ficando bom, pls o 59 logooooooooo
    :.( :.( :.(

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  5. Pelo amor de Deus, onde estão os outros capítulos? Desesperadaaáaáaaaaaaaaa, tem outro site ou blog que tenha essa fic? Tem vários capítulos depois do 52 que estão em branco, socorrrooooooooooooo capitulossssssssss

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  6. Pelo amor de Deus, onde estão os outros capítulos? Desesperadaaáaáaaaaaaaaa, tem outro site ou blog que tenha essa fic? Tem vários capítulos depois do 52 que estão em branco, socorrrooooooooooooo capitulossssssssss

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