FANFIC CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 59

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência



Coração Indomável
Capítulo 59
Bella
Ouvi risos baixos que contribuíram para me tirar da inconsciência. Percebi que havia dormido no sofá do quarto de hospital. Abri os olhos e vi Bia e Edward.
Ele havia deitado ao lado da filha na cama que descansava a cabeça no ombro dele. Era o retrato mais lindo que podia imaginar. Segurei-me para não chorar e não alerta-los que eu estava acordada.
Eles tinham folhas em branco sobre a cama e Bia desenhava sob o olhar do pai.
- O que acha deste, papai? – Bia perguntou mostrando a ele o que havia no papel.
Edward olhou e sorriu.
- Perfeito, princesa! - elogiou.
A menina abriu seu mais lindo sorriso.
- Parece que a mamãe acordou - Bia disse me olhando. Não percebi que havia sido pega.
Sentei-me no sofá, dolorida por ter dormido naquele pequeno móvel.
- Olá - falei observando os dois, intimidada pelo olhar que recebia de Edward. Era um olhar quente que eu já havia visto nele outras vezes. Aquele olhar que me desarmava.
Fui até a beirada da cama pegando a mão de Bia.
- Como se sente filha? - coloquei a mão em sua testa verificando a temperatura.
- Bella... Ela está bem – Edward falou tentando obviamente me acalmar.
- Certo.
Bia sorriu para mim.
- Olha que lindo, mamãe. Foi o papai que fez.
Olhei e vi alguns desenhos, mas o que ela me mostrava era o desenho feito de mim enquanto dormia no sofá. Era... Perfeito. Fiquei encabulada por ser desenhada por ele enquanto dormia.
- Tantas coisas bonitas e foi desenhar isso? - tentei brincar.
Ele me encarou.
- Não há nada mais bonito que você - respondeu intenso.
Meu coração traiçoeiro se manifestou batendo furiosamente em meu peito. Desviei de seus olhos e olhei minha filha que sorria com certeza pelas palavras do pai.
- Onde acharam folhas para desenhar? – perguntei disfarçando, tentando me proteger.
- O papai pediu as enfermeiras. Elas pareciam umas bobonas quando vieram trazer. Estavam babando nele - Beatriz disse irritada e Edward sorriu de lado.
- Imagino que sim - olhei rapidamente para aquele belo homem, pai de minha filha. Quem poderia culpar as pobres enfermeiras por babarem por ele? Ele era realmente um homem deslumbrante. E agora eu sabia que não apenas por fora.
- Mãe, o meu pai também desenha. Vamos desenhar muito juntos - ela disse contente.
- Que bom, docinho! - sorri feliz por ela.
Em todo este tempo o olhar de Edward estava apenas em mim. Intimidada declarei:
- Eu vou falar com médico... Hum... Ele já deve estar ai para liberar Bia - falei olhando para Edward.
Ele apenas assentiu, e eu saí apressada tentando colocar alguma distancia entre nós.
Caminhando pelo corredor eu não sabia explicar por que ficava tão defensiva na presença dele. Agora que ele estava livre e que queria tudo àquilo que eu sempre quis... Agora que ele claramente disse que me amava... Eu não sabia explicar. Era apenas um medo insano de me machucar novamente. Já estava calejada de ter esperanças, de tudo ir por água abaixo. Agora eu tinha uma filha que era a coisa mais importante de minha vida. Não podia brincar com meu coração, pois ele tinha que estar inteiro para amar e proteger minha única razão de viver, Bia.
Decidi ir à lanchonete do hospital, pegar um café antes de ir à procura do médico. Ainda era cedo e eu precisava de um café forte. Quando me dirigia para o local um homem conhecido vinha em minha direção. Bryan andava com a expressão tensa.
- Bella... Desculpa... Eu só soube hoje quando Ângela ligou dizendo que provavelmente você não iria trabalhar... Como ela está? - perguntou preocupado assim que chegou a mim.
- Se acalme. Ela está bem. Foi apenas um a febre emocional. Já irá ser liberada - respondi tentando acalmá-lo.
Ele respirou fundo.
- Ângela disse que não era nada demais, mesmo assim... Você devia ter me ligado assim que ela ficou doente. Eu a ajudaria a trazê-la para o hospital. Fiquei preocupado e tive que vir aqui ver com meus próprios olhos que está tudo bem. Onde ela está? Quero ir vê-la, eu trouxe aos doces que ela ama - falou e vi a pequena caixa em sua mão.
Não seria uma boa que ele fosse até o quarto naquele momento. Edward estava lá e eu não queria uma cena na frente de Bia.
- Ela vai amar o presente apesar de mãe dela ficar brava com você por estar dando doces a ela... - falei e Bryan sorriu. - Quanto a não te ligar, você tem sua família Bryan não posso ficar te incomodando no meio da noite...
- Não tem nada a ver isso, Bella, sabe disso. Eu e Sylvia amamos Beatriz - falou.
Eu assenti.
- Eu estou indo tomar café, me acompanha? - pedi temendo que ele fosse ao quarto atrás de Bia.
- Claro.
Seguimos em direção a lanchonete, e com os cafés fumegante em mãos, nos sentamos em uma mesa. Após um bom gole da bebida me senti melhor, aquecida e olhei para meu amigo:
- Bryan... Bia esta com Edward no quarto. Não acho uma boa você ir lá agora.
Ele me olhou por um tempo.
- Não sabia que eles já... Já estavam assim... - falou sem graça.
- São pai e filha... É natural não é?
- Sim... Estou me sentindo meio bobo de vir aqui assim, desesperado. Ela já não precisa mais de mim... - disse triste.
Coloquei minha mão sobre a dele em um gesto de conforto, ele me olhou.
- Sabe que não é isso, Bryan. Você é o padrinho dela. Ela sempre vai amá-lo, mas...
- Isabella?
Ouvi a voz rouca de Edward que estava ao lado da mesa em que estávamos e encarava serio, principalmente minha mão sobre a de Bryan. Retirei a mão rapidamente. Bryan ficou rígido na cadeira.
Levantei-me meio sem saber como agir com aqueles dois homens que se encaravam como dois touros bravos.
- Bia... Ficou sozinha? - perguntei tentando fazer Edward me olhar e parar de encarar Bryan. Parece que a muito custo ele se deu conta e me olhou.
- Sua mãe chegou, eu vim avisá-la - falou me fitando serio.
- Tudo bem. Vou falar com o médico - falei saindo de perto deles.
Era muita testosterona para mim. Esperava que eles não se estranhassem em pleno hospital.
Ao procurar o médico descobri que ele estava no quarto de Bia. Quando cheguei, ele já havia dado alta a minha pequena.
- Senhorita Swan? Sua filha está ótima foi apenas um evento isolado - jovem médico declarou.
- Obrigada, Doutor. Podemos ir para casa? - perguntei.
- Devem. Tchau, Bia! - ele se dirigiu a minha filha que lhe presenteou com seu lindo sorriso.
Com a saída do médico me voltei para minha filha.
- Ok, mocinha, vamos para casa! - falei animada e aliviada em tirá-la daquele lugar. - Oi, mãe - beijei o rosto de Renée.
- Vamos mamãe, mas cadê meu pai? - questionou já ansiosa pela presença dele.
Troquei um olhar cúmplice com minha mãe que riu pelo desespero de Bia em saber de Edward.
- Ele foi até a lanchonete, querida, já deve estar voltando - respondi começando a arrumar as coisas dela na bolsa improvisada que fiz na noite passada quando a trouxe as pressas.
- Ele vai com a gente? Para o apartamento? - minha filha perguntou me deixando sem palavras.
Com a relação deles se estreitando era óbvia que a presença de Edward seria constante na vida dela, e consequentemente, na minha.
- Bom eu não sei se ele tem algum compromisso, mas se ele quiser pode ir sim - falei e vi minha mãe me encarar.
Bia sorriu feliz e voltou aos desenhos enquanto eu arrumava o restante das coisas. Minha mãe se colocou ao meu lado me ajudando.
- Ele continua um lindo homem, filha - falou baixinho para que Bia não a ouvisse.
Não falei nada me concentrando no que estava fazendo. Eu iria dizer o quê? Sim, ele esta lindo de morrer e não sei o que fazer... Não sei o que devo fazer? Era melhor continuar calada até que eu soubesse o que realmente faria. Se, abriria meu coração novamente para a paixão que ainda sentia por ele, ou, se finalmente tentaria seguir minha vida sem ele.
Edward Cullen era o amor da minha vida, disso eu não tinha dúvidas, mas eu tinha mudado. Não era mais a garota inconsequente que viveu uma aventura com um bad boy e nem mais a advogada fria que vacilou entregando seu coração ao homem que já o havia destroçado. Agora eu era Isabella Swan, uma mulher de 36 anos que tinha uma filha e que aprendeu a duras penas que não se pode ficar sonhando com a ilusão de um amor impossível.
Não havia mais tempo para aventuras.
Edward
Assim que Isabella saiu, voltei a encarar aquele cara que fora no presídio tripudiar de mim no pior momento de minha vida, e mesmo que eu quisesse acertá-lo com um belo soco, eu não faria isso. Não lhe daria este gosto. Eu não era mais o bad boy. Era um homem serio, e se quisesse ter Isabella e minha filha, minha família comigo tinha agir como um homem maduro.
- O que foi? - ele perguntou me encarando de volta.
Conservado minha postura fria me sentei no lugar antes ocupado por Isabella.
- Estou apenas observando um cara que mesmo após ter sido chutado duas vezes por Isabella ainda fica correndo atrás dela como um cachorrinho - falei debochado.
Iria tripudiar dele também, eu tinha mudado, mas não era um santo.
- Sempre estive ao lado de Bella e Bia caso não saiba - ele disse firme.
- Não precisa mais! - falei duro me inclinando para frente até fixar meus olhos nos dele. - Agora eu estou aqui. Elas não precisam mais de você.
- Isso é o que você diz... - ele rebateu. - Por quanto tempo vai estar ao lado delas até aprontar algo e fazê-las sofrer?
- Nunca! Eu jamais as farei sofrer. Eu vou ficar para sempre - falei incisivo. - Você não tem família? Vá cuidar deles e deixe que da minha família eu cuide.
Ele pareceu entender o recado. Colocou algo em cima da mesa. Uma caixa de doces.
- Bia gosta desses doces. Eu trouxe para ela, pode entregar, por favor - falou se levantando.
Antes que ele saísse o chamei.
- Bryan? Não vou afastá-lo de Bia. Você é o padrinho dela e conversei muito com ela, que me falou do quanto gosta de você. Agradeço por tudo que fez por minha filha, mas agora é a minha vez. Deixe-me ser o pai que Bia tanto sonha - falei sincero.
Ele assentiu e se afastou.
Após a conversa fiquei pensando em muitas coisas. Principalmente na fuga constante de Isabella de mim. Será que eu estava enganado e ela já não sentia o mesmo por mim? Dez anos era muito tempo.
Fora isso, nossa relação nunca foi baseado em verdade e cumplicidade. Havia sempre coisas escondidas e talvez isso tenha minado os sentimentos dela por mim. Porém eu ainda não conseguia desistir ou aceitar que agora nossa ligação se daria apenas através de Bia, que era sim uma grande ligação, mas não era o que eu queria. Eu a queria como minha mulher. A mulher por quem sempre esperei.
Eu iria tentar outra abordagem, era ariscada, mas talvez desse certo. Se assim mesmo ela não mudasse suas atitudes eu seria obrigado a desistir.
Voltei ao quarto e Bia já estava de pé pronta para ir para casa. Mal cheguei e ela pulou em meus braços. Era grande e pesada, mas eu não negaria meu colo a ela.
- Papai!- colocou seus braços ao redor do meu pescoço.
Meu coração se aquecia ao ouvi-la me chamar daquela forma. Era maravilhoso.
- Olá princesa. Pronta para ir para casa, huh? - brinquei apertando-a em meus braços.
- Vamos para casa com a gente? - ela convidou com os olhos brilhando.
Olhei Isabella que nos olhava meio sem jeito. Conferi seu estado nervoso quando ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.
- Eu disse a ela que não sabia se você tem algum outro compromisso... - Isabella disse visivelmente nervosa.
- Que compromisso eu teria mais importante do que passar um tempo com a garotinha mais linda do planeta? - pisquei para ela que finalmente sorriu me lembrando da Isabella de anos atrás que corava.
Bia me deu beijo me fazendo olhá-la.
- Me acha a mais linda, papai?
Eu assenti.
- Mais que a mamãe? - indagou. Todos nós rimos. - Ninguém é mais bonita que a mamãe! - declarou.
Minha vontade era corroborar sua resposta e acrescentar outras coisas sobre a beleza única de minha Isabella, mas minha nova atitude não permitia. Eu precisava ser forte e não falar todas as coisas que eu tinha vontade sabia que isso poderia assustar ainda mais minha arisca boneca.
- Então vamos? - foi Renée que falou.
Bia seguiu comigo em meu carro para o apartamento. Passei bons momentos com ela lá. Mostrou-me todos seus desenhos e suas fotos. Ficamos horas no quarto. Enquanto isso Isabella se mantinha distante. Renée permaneceu com ela o tempo todo. Eu poderia estar enganado, mas tinha quase certeza de que ela pedira a mãe que ficasse ali com ela por medo de ficar sozinha comigo.
Tudo bem, eu poderia esperar.
Antes de eu sair ficou combinado que eu iria levar e buscar Bia todos os dias na escola. Assim eu passaria mais tempo com ela.
Quando fui me despedir segui o mesmo padrão para me despedir de Isabella e Renée. Causando certo assombro de minha boneca. Ela era tão transparente às vezes.
Logo que ela fechou a porta do apartamento me encostei a mesma, e fechei os olhos. Eu queria tanto abraçá-la, senti-la junto a mim. Por mais que estivesse a dez anos sem uma mulher eu não queria qualquer outra que não fosse ela, porém teria que ter paciência.
No dia seguinte cancelei as entregas de flores na casa de Isabella. Eu não poderia sufocá-la, além disso, precisava que sentisse a diferença. Sentisse falta de mim.
Aquela semana começou comigo buscando e levando Beatriz a escola. Juntamente quando descíamos Isabella nos acompanhava e seguia para seu carro se dirigindo ao escritório que trabalhava. Ainda com Bryan, e isso me deixava com um ciúmes louco, no entanto eu disfarçava.
Quando eu buscava minha pequena na escola nos divertíamos muito, sempre passeávamos um pouco antes de eu levá-la para o apartamento. Bella já estava em casa e era sempre muito simpática, porém era uma simpatia educada direcionada a um desconhecido. Eu detestava isso, mas respeitava.
Alguns dias depois propus a Isabella que era hora de Bia conhecer o restante de minha família. Ela concordou e fiou certo que naquele sábado, elas iriam almoçar na minha casa.
O grande dia chegou e eu estava ansioso. Queria mostrar minha pequena a todos e principalmente propiciar uma interação de Bia com Alex.
- Pode parar de andar de um lado para o outro. Já está me deixando tonta Edward - Rose comentou rindo. - Daqui a pouco elas estão chegando.
Todos, estávamos ansiosos pela chegada dela. Minha mãe mal se continha.
- Finalmente vou conhecer minha neta - minha mãe falou exultante.
- Edward?
Carlisle me chamou.
- E quanto à empresa? Quando pretende retornar? - meu tio e padrasto estava ansioso para meu retorno. - Seu cargo está a sua disposição - falou sorrindo.
Eu ainda não havia decidido, na verdade, estava com ideia de fazer outra coisa da vida. Agora que me sentia livre pela primeira vez na vida.
- Eu...
- O que foi? Não quer mais trabalhar na empresa?
- Não precisa se não quiser querido - minha mãe falou compreensiva.
- Na verdade... - comecei - agora pela primeira vez na vida me sinto livre realmente e pensei em fazer outra coisa. Algo que eu sempre quis.
Percebi que todos me escutavam.
- Pode parecer meio tolo...
- Se é algo que sonha não é tolo - Carlisle disse. Nos conte o que é.
- Meu pai podou meus sonhos de adolescente, porém eles nunca morreram. Eu quero voltar a escrever. Ser um escritor, talvez. Não sei...
Ouvi um ofego de minha ame.
- Querido... Eu sempre soube que era esta sua vocação. Você escrevia coisas lindas... E parou... Quem sabe se tentar novamente.
Sorri para ela.
- Sim, eu quero tentar novamente. Afinal historia de vida é o que não me falta.
Ouvimos a campainha e logo Isabella entrava com Beatriz pela mão. As duas pareciam tensas com a recepção que teriam. Não era necessário.
Fui até elas pegando a mão de Bia e nos aproximamos.
- Pessoal quero apresentar a vocês minha filha Beatriz - falei orgulhoso.
- Bia, pai! - ela sussurrou, mas todos puderam ouvir e sorriram.
Todos se apaixonaram por ela de cara. Era assim. Não tinha como ser diferente com a linda menina.
Ela foi paparicada e mimada por todos e sua ligação com Alex foi incrível. Os dois não se desgrudavam.
- Então você também é filho do meu pai? - ela perguntou.
- Sou um filho emprestado, mas sim. Ele é o meu pai! - Alex respondeu.
- Legal! - Bia respondeu. - Será que somos irmãos?
- Acho que não. Mas dividimos o mesmo pai, então podemos ser amigos! - o menino explicou e eu ri.
- Podemos sim. Não tenho amigos meninos. Vai ser legal - Bia completou.
Assim como minha filha, Isabella foi bem tratada e minha família não a culpou por desconhecerem a existência de Bia.
- Viu como não precisava temer - falei ao lado dela assim que me aproximei.
Ela sorriu.
- Verdade. Acho que eu ando meio sem coragem ultimamente - reconheceu.
Será que aquilo era algo direcionando a nossa relação também?
- Isabella... - comecei a falar, contudo fui interrompido pela chegada de Sharon.
- Olá, Bella. Eu gostaria de me apresentar. Sou Sharon amiga de Edward - minha amiga disse animada.
Isabella a olhou por um tempo e depois pegou a mãe estendida da loira.
- Como eu não poderia saber? Você está no diário - Isabella falou um pouco dura. - Muito prazer Sharon, sou Isabella Swan.
Era nítido que Isabella sentia mágoa por isso. Por eu ter confiado em Sharon mais do que nela. E isso seria um ponto que eu precisaria ultrapassar para conquistar novamente a confiança de minha boneca.
O almoço aquele dia se mostrou uma agradável reunião em familiar, que só não foi perfeita por Isabella, que apesar de simpática, o tempo todo tentava evitar um maior contato comigo.
Sharon veio falar comigo a respeito disso.
- Talvez ela esteja confusa com tudo isso ou...
- Ou o que? - desviei meu olhar de onde Isabella estava conversando com Rose e olhei para minha amiga.
- Já pensou que ela pode não... Não querer mais essa relação com você? - disse parecendo incerta do que falar. - Desculpe isso não é da minha conta, mas você é meu amigo e não gosto de vê-lo se arrastando atrás dela, que claramente tenta ignorá-lo.
- Eu já pensei nisso, Sharon, mas ainda tenho esperança...
- A filha de vocês é uma ligação para sempre, mas não sei. Está na hora de você viver sua vida, Edward. E se ela ficar nessa indecisão por muito tempo, não sei...
Voltei a olhar para onde Isabella estava, e ela me olhava desviando o olhar assim que a olhei.
Sim, ainda havia uma esperança. Eu apenas precisava de um pouco de paciência.
Os dias e semanas foram se passando e as coisas permaneceram da mesma forma. Eu cada vez mais me aproximava de Bia a medida que Isabella se afastava cada vez mais. E quando ela negou o convite para comparecer a festa do meu aniversario, que ocorreria no domingo seguinte, nos jardins da minha casa, eu comecei a pesar se as palavras de Sharon não faziam sentido.
Os jardins da mansão estavam enfeitados para a festa que começaria a tarde e se entenderia pela noite. Era uma espécie de festa de aniversario e libertação, já que fazia pouco mais de um mês que eu havia saído da prisão.
Minha família estava animada pela comemoração, e eu, mesmo meio desanimado pela desilusão de estar consciente de que minha relação com Isabella não tivera nenhum progresso nesse mês, permiti a festa. Talvez fosse bom para me animar.
Havia bastante conhecidos, que fiz naquele último ano em que trabalhei na empresa antes de ser preso. A maioria estava com suas famílias e havia muitas crianças correndo pelos gramados. Peguei-me sorrindo algumas vezes olhando as crianças brincarem.
- Papai! - ouvi a voz de Bia e a procurei pelo jardim.
Ela vinha de mão dada com Ângela e o noivo. A decepção por confirmar que Isabella realmente não viria quis me dominar, mas não permiti. Afinal eu tinha minha filha ali comigo, e isso, era um grande presente.
Bia usava um vestido lindo na cor lilás. Estava uma verdadeira princesa.
- Oi, princesa - falei quando ela me abraçou pela cintura.
- Bela festa, e bela casa a propósito - Ângela disse rindo.
- Obrigado por vir e por trazê-la. Eu tive muitas coisas pra resolver e não foi possível buscá-la.
Ângela se aproximou falando baixinho:
- Nós dois sabemos que você quis dar uma lição na Bella por ela estar sendo cabeça dura, não é?
Não falei nada.
- Tudo bem. Espero que resolvam esse jogo de gato e rato de vocês - Ângela completou. - Por falar nisso está um gato, Edward! Ai, Ben! Não precisa me beliscar. O lambivel só tem olhos para a Bella, e eu apenas para você, amor - Ângela falou beijando o rapaz que eu já havia conhecido em outra ocasião.
- Papai onde está o Alex? - Bia perguntou agarrada a minha cintura.
- Está por ai, querida. Vá procurá-lo.
Ela assentiu e saiu correndo em direção a casa.
- Ela não vem, não é? - perguntei a Ângela.
Antes que ela respondesse, Sharon chegou ao meu lado. Vestia um lindo vestido vermelho realçando sua beleza.
- Olá, aniversariante. Vim buscá-lo para dançar comigo - disse enganchando seu braço ao meu.
Sorri de lado para ela.
- Aproveitem a festa. Espero que se divirtam – falei a Ângela e o noivo pouco antes de ir dançar com Sharon.
Quando nos movíamos ao som da banda que tocava varias musicas lentas Sharon me encarou:
- Você está lindo de smoking.
Fiquei encabulado.
- Você também está muito bonita.
- O que foi? Está chateado? - perguntou.
- Não. Está tudo certo. Só acho desnecessário este tipo de festa. Poderia ser algo mais simples - desconversei.
- Sua mãe queria uma super comemoração pelo que ela representa. Não apenas seu aniversario, e você sabe disso. Seu avô queria esta festa. E o velhinho está todo animado conversando com uma senhora lá na mesa dele - rimos. - Mas eu sei o que te incomoda. A falta de uma pessoa. Se ela estivesse aqui, você pouco estaria se lixando pelo tamanho da festa...
Ela estava certa. Era falta de Isabella que eu sentia.
- Está na hora de superar meu amigo, e... Eu posso te ajudar...
Bella
Eu estava sentada a frente da televisão assistindo um episódio de minha serie favorita, mas não conseguia prestar a atenção.
Droga!
Hoje era a festa de aniversario de Edward. Estavam todos lá, de menos eu. Eu estava sendo teimosa e burra, eu sabia disso. Mas parece que eu estava presa naquele sofá, mesmo que minha mente me mandasse levantar e me arrumar e ir, que ainda dava tempo, eu não conseguia.
Meu telefone celular tocou e vi que era Ângela. Ela havia levado Bia à festa, já que Edward parecia ocupado demais para vir buscar a filha. Então atendi ao segundo toque.
- Oi, Ângela, está tudo bem? - tentei soar despreocupada mesmo muito curiosa quanto ao que rolava naquela festa.
- Isabella Swan levanta essa bunda agora do sofá e venha já para cá! - Ângela falou irritada.
- O que foi? Aconteceu algo com a Bia? - perguntei me colocando ereta.
- Não! Bia está ótima! Mas você vai perder o cara que ama se ficar agindo como essa covarde!
- Ângela...
- Não tem Ângela, nem menos Ângela! Venha já! Quer uma prévia da situação?! A loira peituda está nesse momento se jogando pra cima do Edward.
- Co- como assim? - perguntei com o coração aos saltos.
- Ele estava aqui conversando com a gente e ai ela veio toda cheia de charme e o arrastou para dançar. Ele não parece na dela, mas ele é homem, até quando acha que ele vai aguentar ou vai te esperar? - perguntou e ouvi o som que tocava. Era uma musica bem romântica.
A imagem dele com aquela mulher nos braços vieram à frente dos meus olhos.
- Eles estão dançando... - murmurei.
- Foi só isso que você escutou?!
- Vai ver ele está gostando. Ele não vive pra cima e pra baixo com essa mulher? - falei consumida pelo ciúme.
- Bella, não seja estúpida! Ela se oferece, e ele não andaria para cima e para baixo com ele se você estivesse com ele!
Respirei fundo.
- Ângela... Aproveite a festa...
- Ok, Isabella! Eu desisto assim como logo o Edward irá fazer, e depois não venha chorar nos meus ouvidos. Que tenha uma boa noite em frente à TV de pijama, enquanto aquele gato de smoking é assediado pela piranha de vestido vermelho. Eles até fazem um belo casal...
Bati o telefone na cara dela. Quase espatifei o pobre o aparelho. Bufando de raiva eu tentei controlar a respiração.
Essas semanas tinham sido um inferno para mim. Eu lutava entre o que meu coração queria e o que meu cérebro dizia. Dizia para eu me preservar e não me jogar de corpo e alma naquela paixão que ainda sentia por ele... Sempre ele.
Eu o via quase todos os dias quando pegava Bia para levá-la a escola e depois a buscava trazendo para o apartamento. Muitas vezes ele entrava, porém a atenção dele era toda direcionada a ela. Ele já não mais me chamava de boneca. Tratava-me de forma cordial e só. As flores também pararam. Isso tudo mexeu comigo. Ele estava dando sinal de que estava desistindo?
Eu esperei por 10 anos e ele não podia esperar um pouco e já desistia?
As coisas se complicaram mais, dias atrás no dia que Beatriz chegou de um passeio com ele.
- Como foi o passeio? - perguntei quando a ajudava a retirar a roupa suada de tanto que ela se divertiu.
- Estava ótimo, mamãe. Eu o papai, Alex e Sharon nos divertimos bastante.
Congelei no momento que ela falou o nome daquela mulher.
- A Sharon foi junto com vocês? - perguntei insegura.
- Sim. Ela é bem legal. Brincou muito com a gente.
- Que bom.
- O Alex disse que acha que o papai deveria namorar com ela, mas eu acho que o papai quer namorar com você.
Voltei a reagir desconcertada.
- Querida vá para o banho que você está parecendo uma porquinha.
No dia seguinte, quando Edward veio buscá-la para mais um passeio, não resisti a perguntar:
- Sharon vai com vocês novamente?
Ele me encarou surpreso.
- Não. Somos apenas eu e Bia.
- Hum... Sabe não me oponho a sua namorada, mas quero ser avisada quando ela se juntas a vocês - falei o encarando.
Os olhos verdes dele faiscaram em minha direção.
- Ela não é minha namorada, é minha amiga.
- Não me interessa! - desviei para não demonstrar meu ciúme. - Só queria ser avisada se alguém que eu não conheço direito ficar perto da minha filha.
- Nossa filha - ele disse duro. - Por que você não vem conosco? Podemos fazer um passeio nos três.
Fiquei abalada pelo convite.
- Não... Não posso...
- Você nunca pode, não é Bella? - ele falou chateado.
- Eu tenho meu trabalho, Edward. Se a sua amiguinha não faz nada...
- O que você quer de mim Isabella? - perguntou.
- O-o quê? O que quer dizer com isso? - perguntei nervosa.
Naquele momento Bia apareceu se jogando nos braços dele e a nossa conversa foi interrompida.
Tomada pelo ciúme, disse que não poderia comparecer ao aniversario dele e agora estava aqui me consumindo pelas decisões que estava tomando. Todas baseadas no medo. Medo de ariscar.
*
Bryan Adams
Paraíso
Oh! Pensando em nossos tempos de juventude
Só tinha eu e você
nós éramos jovens, selvagens e livres
Agora, nada pode te tirar de mim
Nós já estivemos naquela estrada antes
Mas agora já acabou,
E você continua voltando pra ter mais
Meu bem, você é tudo o que eu quero
Quando você está aqui deitada em meus braços
Eu acho isso difícil de acreditar
Estamos no paraíso
E o amor é tudo o que eu preciso
E eu o achei aqui em seu coração
Não é tão difícil enxergar
Estamos no paraíso
*
Não! Eu não podia deixar as coisas irem por este caminho, ou iria me arrepender pelo resto da vida. Não esperei dez anos por ele a toa. Ele era um homem maravilhoso, como poucos, e eu estava jogando fora por burrice. Ele errou sim, muito, mas quem não erra?
Levantei do sofá e fui correndo para o quarto.
- Droga!
Gemi quando abri o closet, não tinha nenhum vestido deslumbrante de gala! A festa era a rigor, mas eu não tinha tempo de ir numa loja comprar um vestido agora. Peguei um vestido azul, que tinha usado no aniversário de uma amiga ainda França. Não era de gala, mas era bem bonito.
Prendi os cabelos em um coque, passei rimel e batom e era isso. Não dava tempo de mais nada.
Saí em disparada pelas ruas de Seattle. Começava naquele momento uma chuva fina. O que dificultou o trânsito até a casa no belo bairro residencial ao sul da cidade.
Estacionei o carro e corri para a entrada, por sorte o pessoal da segurança me reconheceu e me deixou entrar sem maiores identificações. Assim que pisei na propriedade pude ver o tamanho da comemoração. No jardim, devido à previsão de chuva, havia sido construído uma cobertura para que as pessoas pudessem aproveitar os jardins.
Havia muitas pessoas, e eu comecei a procurar entre eles o homem que habitava meu coração e pensamento há 15 anos.
Andando entre as pessoas tentei ver onde ele estava. Ao longe, vi Rose e Emmett na mesa juntamente com Carlisle e Esme, mas nada de Edward.
Então de repente, assim como no passado, há 15 anos, no meu aniversario, eu o vi com outra mulher.
*
Oh, uma vez na sua vida você acha alguém
Que irá fazer seu mundo virar
Te colocar pra cima quando você sentir pra baixo
É, nada pode mudar o que você significa pra mim
Oh, tem muitas coisas que eu poderia dizer
Mas só me abrace agora
Porque o nosso amor irá iluminar o caminho
*
Edward estava dançando com Sharon e diferente daquela ocasião, ele não estava beijando outra. Mas a cena era tão íntima de se olhar que parecia a mesma de anos atrás. Ele tinha atenção voltada para ela que lhe dizia algo serio. Ela colocou a mão no rosto dele e eu sabia o que viria a seguir, não precisava ver, este capitulo já estava registrado em minha memória.
Antes que me virasse e partisse dali os olhos de Edward encontraram os meus. Por um segundo registrei sua surpresa, mas não dei tempo para mais nada e corri dali em direção à saída.
A chuva estava um pouco mais forte e já estava me molhando bastante. Meu cabelo já começava a grudar no meu rosto.
- Isabella!
Ofeguei e parei ao ouvir quem me chamou. Era ele. Virei-me e vi Edward parado na chuva assim como eu.
*
E, meu bem, você é tudo o que eu quero
Quando você está aqui deitada em meus braços
Eu acho isso difícil de acreditar
Estamos no paraíso
E o amor é tudo o que eu preciso
E eu o achei aqui em seu coração
Não é tão difícil enxergar
Estamos no paraíso
Eu estive esperando por tanto tempo
Por alguma coisa que chegasse
Por um amor que viesse junto
Agora nossos sonhos estão se realizando
Através dos bons e dos maus momentos
É, eu estarei lá por você
*
Ele não estava muito longe, mas a chuva estava se intensificando, e eu não estava conseguindo vê-lo direito.
- O quê...? Iria embora? - falou se aproximando parando bem a minha frente.
- Eu... Volte para a sua festa, Edward.
- Não. Qual é o seu problema?! Você diz que não vai vir, mas vem. E então iria embora sem falar comigo...
- Edward... Eu...
- É por que me viu dançando com a Sharon? Ela é apenas minha amiga...
Eu permaneci em silencio.
- Isabella... - ele colocou as mãos ao redor do meu rosto, e eu fechei os olhos por um momento. Meu coração não aguentando mais ficar longe dele. - Eu não sei o que você quer de mim. Eu não posso fazer o tempo voltar atrás... Arrependo-me de muitas atitudes que tomei, mas infelizmente, se for isso o que você quer, que o tempo volte, eu não posso fazê-lo...
Fiquei olhando para seus lindos olhos verdes.
- Boneca... Deixe-me te amar... - ele falou com a boca quase colada a minha.
Joguei meus braços ao redor de seu pescoço.
- Sim... Eu te amo, Edward. Te amo...
Falei pouco antes de ele tomar minha boca com a sua, e fazer nossos corações baterem em sincronia acredito que para sempre.
*
E, meu bem, você é tudo o que eu quero
Quando você está aqui deitada em meus braços
Eu acho isso difícil de acreditar
Estamos no paraíso
E o amor é tudo o que eu preciso
E eu o achei aqui em seu coração
Não é tão difícil enxergar
Estamos no paraíso
Continua...
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Valeu a pena a espera?
Comentem!
Beijos
Ju.

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