FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 02.

Boa noite a todos. Postando agora, como o combinado. Espero que gostem.
O Edward é inseguro, como já deu pra reparar. Mas vai ter seus momentos divertidos...

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez

Capítulo 2 - Pinky e Cérebro


E se eu... Não, não é uma boa ideia.
Já sei. E se eu... Não, essa é uma péssima ideia.
Porra, como é difícil pensar em um plano. Minha admiração pelo Pink e o Cérebro aumentou mais ainda.
Duas horas. Faltam exatamente duas horas para meu encontro com a minha Bella.
A cada minuto que passa, odeio mais esse meu maldito estado. Me arrependo de ter entrado naquele carro, há malditos dez anos.
Por que Eu?
Essa é a pergunta que sempre fazemos quando algo acontece com a gente.
O ser humano tem a péssima mania de pensar que as coisas ruins só acontecem com os outros, nunca com a gente. Eu também pensava assim.
Eu estava no meu último ano do colegial. Eu era popular. Era atacante do time de futebol. Sonhava em fazer parte da Seleção de Futebol dos Estados Unidos. Sonhava em jogar uma Copa do Mundo. Fazer história no meu país, em um esporte que tem se tornado popular aqui, de uns anos pra cá. Sonhava em jogar contra as maiores Seleções do Planeta. Como Brasil, Itália, Argentina e Alemanha.
Na minha adolescência, eu sonhava em jogar na Espanha. No Real Madrid. Ser inspiração para os meninos de meu país, jogando no time escolhido pela FIFA, como melhor time do Século XX. Eu tinha certeza que seria um ídolo, não só no meu país, como no mundo todo. Assim como aquele jogador brasileiro era na época. Ronaldo.
Eu queria Jogar com RaúlSeedorfRoberto Carlos e Anelka. Sonhava em participar de jogos memoráveis, onde eu faria o gol da vitória no último minuto, correria pra perto da torcida enlouquecida, tiraria minha camisa e a lançaria na grande multidão, enquanto escutava o meu nome sendo ovacionado.
Mas não cheguei nem a fazer parte do Seattle Sounders F. C.
Não deu tempo!
Aos 17, após um jogo dos Sounders, que eu fui com meus amigos. Nós não fomos pra casa. Tudo seria diferente se eu tivesse vindo pra casa.
Nós iríamos pra casa, do até então meu amigo, Mike Newton. Seus pais haviam viajado, e ele daria uma festa.
Eu estava enlouquecido com ideia de finalmente transar com Lauren Mallory. Ser um garoto virgem aos 17, não era algo que me agradava.
Eu era popular, muitas garotas se jogavam em cima de mim, mas eu queria uma em especial. Eu queria Lauren. Eu não a amava, acho que tinha uma certa paixonite por ela na época. Ela era a única que não se jogava em cima de mim. Ela era dura na queda, e isso me dava um tesão. Perdi as contas de quantas vezes me masturbei pensando naquela garota ruiva, baixinha, mas que tinhas os maiores peitos que eu já vi em uma garota de 17.
Ensaiei várias vezes em frente ao espelho, o que eu falaria pra ela, pra convencê-la a transar comigo.
A gente ficava às vezes, mas ela nunca foi fácil. Eu tinha que gastar toda a minha lábia pra conseguir fazer com que ela me desse uns beijos.
Mas eu não cheguei naquela festa. Não transei com Lauren. Não me tornei um grande jogador de futebol.
Até hoje não entendo muito bem o que aconteceu. Me lembro de estarmos escutando som alto, e falando mais alto ainda. Cada um dizendo com quem iriam transar. O que cada um ia fazer com as garotas. Estávamos praticamente gritando, coisas idiotas, que garotos de 17 anos costumam falar quando estão nervosos ante a primeira vez, mas querem demonstrar pros amigos que são fodas, e que aprenderam direitinho com os caras dos filmes pornôs. E eu realmente achava que tinha aprendido.
E de repente, Tyler, que estava dirigindo, gritou uma série de palavrões, nós todos olhamos pra frente, acho que na tentativa de entender porque, Tyler estava xingando. Foi tudo muito rápido. Ao mesmo tempo em que olhei pra frente, todos os outros estavam gritando, e eu vi uma luz forte vindo em nossa direção.
Não deu tempo de eu gritar.
Senti um baque forte. Eu não estava de cinto. Eu ouvia os gritos desesperados dos meus amigos do banco de trás, mas o de Tyler eu não ouvia.
Eu não conseguia abrir meus olhos. Mas eu sentia que estávamos capotando.
Eu tentava, inutilmente, me segurar em algo. Mas eu tremia muito, e estava com um medo que vencia meus sentidos, e não me permitia me mexer.
Foi tudo tão rápido.
Eu sentia a escuridão me tomando aos poucos. Era engraçado, eu não sentia dor, exceto em minha cabeça.
Naquele momento, eu pensei que estava morrendo. E não tive medo, a morte não doía.
Eu sentia um filete de sangue descendo da minha testa até o meu queixo. Mas era só isso. Tentei abrir meus olhos, e enxergar pela última vez algo daquela minha vida. E vi que eu estava com o corpo atravessado pelo para-brisas. O carro estava capotado. E eu só sentia a dor na cabeça. Morrer não era tão difícil.
Me lembro de sonhar coisas boas. A morte era engraçada, parecia um sonho. Eu estava adorando estar morto. Mas aos poucos fui me dando conta de que eu não tinha morrido.
Acordei num lugar claro, com minha mãe e meu pai ao meu lado. Eu estava cheio de tubos, e aquela porra estava me incomodando. Esme, minha mãe, não sabia se ria ou se chorava, acho que ela estava feliz por me ver acordando. E Carlisle, meu pai, me olhava de um jeito estranho.
Minha mãe chegou perto de mim. E aí meu pesadelo se iniciou.
Eu tentei levantar a mão pra segurar na da minha mãe. Mas não consegui. Entrei em desespero.
Eu não mexia nada!
Com o passar do tempo, e muita fisioterapia, eu consegui recuperar os movimentos normais dos braços e pescoço. A sensibilidade voltou ao normal. Eu voltei a ser um cara normal da cintura pra cima. Mas minhas pernas até hoje não me respondem.
Foi muito difícil pra mim, Josh e Zac, que estavam no banco de trás e ficaram com cicatrizes enormes, mas não perderam nenhum dos movimentos. Já Tyler, meu amigo desde meus 5 anos, infelizmente não suportou os ferimentos, e morreu no local do acidente. E eu sinto sua falta até hoje.
Mas tenho que confessar que certas vezes, tive inveja de Tyler. Certos dias eu preferia ter morrido, a estar totalmente limitado.
Esses pensamentos foram sumindo, à medida que meu tratamento psicológico avançava.
Eu adorava minha psicóloga, Sra. Carter.
Eu já estava acostumado com minha sentença, até minha Bella aparecer em minha vida.
E eu fui um estúpido covarde, quando tive chances de contar a ela minha real situação, e não contei.
Agora faltam exatamente 50 minutos para meu encontro. E eu continuo aqui, deitado nessa cama, fitando o nada, e sem conseguir elaborar um plano infalível pra não deixar Bella perceber meu estado. Acho um pouco impossível isso.
O jeito é me mostrar a ela como sou. E esperar pelo pior.
Por favor, meu Deus, não deixe ela rir de mim.
Fechei os olhos e pedi a Deus, quando escuto a porta do meu quarto se abrindo.
– Hey cara, tudo pronto pra irmos? – Emmett entrava em meu quarto agora. Ele vai me levar ao restaurante. – Você tá bonito heim cara, só esse cabelo que é um desgosto mesmo, não fica no lugar.
– Eu já desisti de arrumar esse cabelo Emm. – Sorri um pouco nervoso. Um pouco? Rá, essa é boa Edward, você está muito mais que nervoso. Zombava de mim, minha consciência traidora.
– Vem irmão. Vamos lá, não pode ser tão ruim. Você nunca deu uma cantada nela, nem nada. Pode ser que pra ela, você seja só amizade, e se for isso, ela nem vai ligar que você escondeu dela esse detalhe. – Emmett tentava me animar enquanto calçava um tênis em meu pé esquerdo. Detalhe?Essa é boa.
– Eu estou confuso Emm, ao mesmo tempo em que eu tenho medo da reação dela, eu queria tanto que ela me visse como mais do que um amigo. – Suspirei, enquanto olhava Emmett calçar meu pé direito. – Tá vendo Emm. Nem calçar tênis sozinho eu consigo. Como posso pensar em Bella como uma namorada? O que eu faria se ela me desse uma chance? Eu diria Hey baby, senta comigo nessa cadeira super potente, e vamos dar um rolé pela cidade?
– Cara para de se pressionar. Você não tem experiência nisso. Deixa as coisas acontecerem, e vai aprendendo. – Ele sentou na cama, ao meu lado. – Edward, você é um cara bonito, legal, divertido. Não tem como uma garota não gostar de você. E você é meu irmão. E eu te amo tanto cara, mas tanto. Se você se decepcionar, se você se machucar. Vai doer em você, e vai doer em mim também. E nós dois vamos enfrentar e superar isso juntos. Lembra? Eu e você. O Pinky e o Cérebro. – nos abraçamos. Eu tenho muita sorte de ter um irmão como Emmett.
– Eu sou o Cérebro. – declarei tentando descontrair o momento.
– Você sempre foi o Cérebro. – ele se soltou de nosso abraço e segurou minha mão. – E eu sempre fui o Pinky, apesar de não gostar muito desse nome. – nós rimos. – E o Pinky e o Cérebro nunca se separam.
– Nunca. Obrigado Emm. – dei um forte aperto na mão do meu irmão, e me arrastei um pouco na cama, para chegar à beirada, e segurei nas barras, me transportando para minha cadeira. Eu fiquei bem ágil com o passar dos anos.
– Estamos prontos? – perguntou Emmett, abrindo a porta pra eu passar.
– Se estamos juntos, estamos prontos, meu irmão. – ele sorriu, e nós saímos do meu quarto.


Então gente. Nesse capítulo o Edward lembrou um pouco do acidente. E a medida que a história for se desenrolando, e ele e a Bella conversarem, tudo vai ser explicado. O tratamento, as limitações, essas coisas.
Esse Emm é um super irmão. E eles são tão fofos um com o outro. Tenho um relacionamento assim com minha irmã, então tentei retratar isso nessa historia, porque achei que combinava muito. Beijos. 

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