FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 06

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



CAPITULO 06 - EU ADORO BRIGADEIRO


Brigadeiro
Eu e Bella entramos em casa, e logo minha mãe veio abraça-la.
– Bella querida, muito prazer em conhece-la. – minha mãe falava enquanto dava um abraço apertado em minha Bella.
– Que isso Sra. Cullen, o prazer é todo meu. – Bella respondeu com a voz um pouco abafada. Coitada estava sendo esmagada pelo abraço. Minha mãe a soltou, e a olhou como se ela tivesse duas cabeças.
– Sra. Cullen? Isso é um absurdo. – ela olhou pra Carlisle e perguntou. – Amor, estou parecendo uma Senhora? Estou parecendo Edward? – Bella a olhava assustada, e eu e meu pai já segurávamos o riso. Nós sabíamos muito bem como Esme odiava ser chamada de Senhora.
– Me... me desc... – minha mãe a interrompeu.
– Calma Bella, eu estou brincando. – o rosto de Bella revelou uma expressão de alívio. – Seja muito bem vinda em nossa casa, e por favor, sinta-se a vontade.
– Obrigada. Por falar nisso, sua casa é muito bonita. – É, passou a breve fase tímida de Bella, ela voltou a ser ela mesma.
– Olá Bella, fico muito feliz com a amizade entre você e meu filho. Fique a vontade, a casa é sua. – meu pai deu um breve abraço nela e todos se sentaram no sofá da sala. Menos eu, é óbvio.
– E então Edward, cadê o Emmett? – Bella me perguntou depois de um tempo conversando com meus pais.
– Ah, ele dormiu na casa da Rose, namorada dele.
– Ah, entendi. – ela começou tamborilar os dedos sobre suas coxas. Gesto de quem está impaciente. Olhei pra meus pais, que logo sacaram e nos deixaram sozinhos. Meu pai dizendo que ia pro escritório, e minha mãe dizendo que ia conversar com a cozinheira sobre o almoço.
– Enfim sós. – eu comentei, e ela deu sorriso, parecia mais a vontade. – Então Bella, você quer conhecer a casa?
– Claro Edward. Sua casa é bem grande. – ela comentou se levantando e caminhando ao meu lado, enquanto eu empurrava lentamente minha cadeira de rodas.
– Pois é, tem que ser grande. Ela só tem um andar. – suspirei. – Depois do acidente, não tinha mais como ficarmos na nossa antiga casa. Então meu pai comprou essa, sem escadas, e adaptou a casa toda pra mim. – fiz uma careta, eu não estava confortável em falar isso na frente dela. – Se você reparar as portas são mais largas, por causa da minha cadeira de rodas. Na sala mesmo você deve ter visto algumas barras de inox.
– É, eu reparei. – ela me olhava sorrindo lindamente.
– As barras são pra eu poder sentar no sofá quando der vontade. Sem ter que depender de alguém. Tem essas barras no meu quarto também. Na cozinha. Enfim, na casa toda. Nós projetamos todas as adaptações da casa. – Quando me dei conta, estávamos em frente a porta do meu quarto. – Olha Bella, me desculpa, fiquei concentrado conversando com você, que esqueci de te apresentar os cômodos da casa. – ela riu também. – Então... ér... esse é meu quarto. Você quer... – não terminei de perguntar, ela já estava abrindo a porta e entrando.
– Nossa Edward, é lindo seu quarto. Tudo tão arrumadinho. – ela sorria maravilhada. Como se meu quarto ser arrumado fosse uma coisa espetacular.
– Pois é Bella, não é só porque tenho minhas limitações que eu não possa ser organizado. – Oh merda, não deveria ter falado assim com ela. Pela cara que ela fez... puta merda!
Ela se abaixou a minha frente, chegou seu rosto perto do meu... Céus, ela é ainda mais linda quando está brava. Olhou em meus olhos. Aqueles olhos lindos, chocolate derretido, hipnotizantes.
– Edward... Você realmente acha que eu te julgo pela sua situação? Você realmente acha que eu te julgo inferior por isso? – tentei falar, mas ela segurou em meu rosto, com uma mão de cada lado, e chegou mais perto. Céus, se ela continuar com essa boca linda perto de mim, eu vou beijá-la. Não importa se vou tomar um tapa na cara depois, mas vou beijá-la. – Edward, você é um homem simpático, divertido, carinhoso.... – eu sorri pra ela, ela me achava carinhoso? Eu tenho muito mais carinho guardado dentro de mim, só pra ela. - ... e um homem extremamente lindo. Nunca, você está me entendendo? Nunca se julgue inferior a ninguém, porque você não é. – um nó já se formava em minha garganta, provavelmente meus olhos já brilhavam pelas lágrimas contidas.
O que essa mulher queria? Me ver chorar como um maricas?
Tem como uma mulher ser mais perfeita? O que ela me disse me deu uma injeção de coragem, e eu decidi que iria beijá-la. Afinal ela estava tão perto de mim. Tomei coragem, ia movimentar minha cabeça um pouco pra frente, quando ela de repente me abraça, e deita a cabeça em meu ombro esquerdo. Sua respiração tocando o meu pescoço.
– Fico muito feliz de termos nos tornado amigos. – ela declarou, em voz baixa. Mas eu senti como se ela tivesse gritado tão alto, e como se meu coração fosse de vidro, ele quebraria em mil pedaços.
Respirei fundo, e tentei controlar as lágrimas idiotas que estavam prontinhas pra rolar pelo meu rosto.
Consegui controla-las, e dei um beijo em sua cabeça, que ainda estava apoiada em meu ombro.
– Também fico muito feliz com a nossa amizade.
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– Esme o almoço estava ótimo, parabéns. – Bella conversava com minha mãe na varanda, as duas sentadas em um banco de frente pro belo jardim de minha mãe. O orgulho dela.
Já eram quase 3 da tarde. Nós almoçamos pontualmente, ao meio dia. Depois do nosso abraço em meu quarto, Bella quis conhecer melhor a propriedade, e a levei no jardim, na área da churrasqueira e piscina, na quadra de tênis que meu pai cisma em manter, mesmo não jogando sempre.
– Filho, se acontecer algum envolvimento amoroso entre vocês... – meu pai que estava calado ao meu lado, parecia cauteloso no que ia perguntar. – Como vai ser pra... bem... vocês terem relações sexuais?
Bom, eu estava evitando pensar nisso. Isso seria um grande problema que teríamos que enfrentar. Na época do acidente, eu perdi toda e qualquer sensibilidade da cintura pra baixo. Lembro-me que fiquei um tempo sendo submetido a algaliação.
O médico sempre me falou que meu quadro é parcialmente reversível. Eu posso até voltar a sentir, mas minhas pernas não recuperarão a força pra poder andar.
O processo é longo. São anos de fisioterapia. No começo eu levei muito a sério. Mas quando vi que os resultados estavam chegando muito devagar, fui relaxando. Hoje em dia, vou de 15 em 15 dias nas sessões.
– Pai, isso vai ser complicado. Eu não tenho uma... ér... ereção desde os meus 17 anos, antes do acidente. – suspirei, eu não sabia se seria capaz. – Pai, você sabe que eu sinto minhas pernas, é muito pouco, mas se eu me concentrar, eu sinto. Minhas necessidades fisiológicas não são mais desreguladas há anos. Eu... eu acho que consigo me excitar, quer dizer, a excitação é acionada pelo nosso cérebro não é mesmo?
– Bem filho, eu entendo. Só fico preocupado. Sabe, de vocês não estarem no mesmo estágio. Ela é uma jovem mulher, provavelmente, se arranjar um namorado, vai querer ter uma vida sexual sadia, e eu tenho medo de ocorrer alguma incompatibilidade entre vocês.
– Eu sei pai. Se um dia a gente se envolver assim, coisa que eu acho difícil, eu vou procurar um médico. Sei lá, eu vou dar um jeito. – olhei meu pai nos olhos.- Pai eu sinto que posso ser um homem normal pra ela, quando eu olho ela nessas roupas coladas, minha cabeça fica a mil, eu sinto aquelas coisas todas de homem. Acho... acho que eu não sou um caso perdido, é só eu me concentrar.
Meu pai sorriu gentilmente pra mim, e bagunçou um pouco meus cabelos.
– É claro que você não é um caso perdido meu filho. – ele se levantou e foi pra perto delas. – Esme, acho que você está ocupando demais a Bella, meu filho está se sentindo abandonado. – ele virou e piscou pra mim. Meu pai é nota 10.
– Ah, claro Carl. – minha mãe sorriu sem graça, e segurou a mão de Bella. – Então querida, sempre que quiser aprender um pouco mais sobre jardins, estou a disposição.
– Claro Esme. – Bella se levantou e veio ficar ao meu lado. – E então, o que você quer fazer?
Com você, quero fazer tudo. Minha mente gritava.
– A gente podia ver filme. Sei lá... – ela me interrompeu.
– Claro, vamos ver filme. A gente podia fazer brigadeiro. – ela estava empolgada. Seu sorriso era meu combustível.
– Bella, eu não sei fazer brigadeiro. Mas vamos até a cozinha, e você faz. – ela caminhou ao meu lado até a cozinha.
Depois de pegar os ingredientes, ela botou na panela e ficou mexendo durante um tempo. Eu sei que parece um pensamento machista, mas vê-la ali na cozinha da minha casa, a vontade, sorrindo pra mim algumas vezes. Me pareceu uma cena tão boa de se ver, que eu desejei ver isso pelo resto da minha vida.
Claro, que eu não quero que ela seja minha cozinheira. Mas a ideia de ter Bella como namorada, companheira, esposa cada vez ficava mais forte e viva em minha cabeça.
Putz, como eu estou pensando em Bella como esposa, se nem beijo ainda trocamos? Eu sou louco, isso está confirmado.
– Está pronto! Vamos pro seu quarto? – Bella me tirou dos pensamentos absurdos.
– Claro Bella... vamos...vamos pra onde? – Peraí, ela quer ir pro meu quarto?
– Vamos pro seu quarto oras. Assim a gente fica mais a vontade. – ela piscou pra mim. Minha mente pervertida já estava imaginando coisas.
Fomos ao meu quarto, e Bella estava olhando na estante, qual filme nós veríamos.
– Edward, aqui não tem nenhum filme legal. – ela fez um biquinho lindo.
– E qual filme você queria ver? – empurrei minha cadeira pra perto dela.
– Eu queria ver UMA LINDA MULHER. Você tem?
– Eu acho que não. Mas a gente pode ver pela internet. Eu conecto meu computador na tv, e a gente vê, pode ser? – ela sorria feliz pela minha solução.
Depois de achar o filme na internet, e fazer toda a ligação do computador a tv. Olhei pra trás e Bella estava sentada em minha cama. Com as costas apoiada na cabeceira.
Porra, ia ser bem constrangedor na hora de sair da cadeira e sentar ao seu lado.
Empurrei minha cadeira pra ficar ao lado da cama. Respirei fundo olhando pra cama. Bella pareceu perceber meu desconforto.
– Edward. Olha pra mim. – fiz o que ela pediu. – Eu sei a sua situação, e entendo. Eu sei que você está um pouco sem graça de vir pra cama “do seu jeito” – ela fez aspas com os dedos. – Mas, por favor, não fique constrangido. Eu estou aqui, e estou porque quero.
Depois de suas palavras, relaxei um pouco. Travei minha cadeira, me apoiei nas barras, e me mudei pra cama. Com o apoio dos braços, fui empurrando meu corpo um pouco pra cima, pra encostar minhas costas na cabeceira da cama, assim como Bella estava.
– Olha Edward, presta atenção que o filme está começando já. – Bella já comia o brigadeiro. Reparei que ela só trouxe uma colher.
– Bella, só você vai comer o brigadeiro, sua malandrinha?
– Claro que não, lindo. – ela revirou os olhos. E lá estava ela de novo me chamando de lindo. Suspirei com isso. – Nós vamos comer na mesma colher. – ela estreitou os olhos de brincadeira. – Ou você tem nojo da minha boca?
– Nunca! – me apressei em dizer, e fiquei logo envergonhado pelo sorriso zombeteiro que ela me dava. – Quer dizer, claro que não tenho nojo da sua boca. Que besteira Bella.
– Então prova. – ela pegou um bocado do brigadeiro, levou a sua boca e depois trouxe a minha. – Tem nojo da minha boca ou não? – aceitei seu desafio e abri a boca. Ela trouxe a colher mais perto e eu comi todo o brigadeiro que estava nela.
– Uma delícia, Bella. – nossa quanto tempo eu não comia brigadeiro.
– Uma delícia o gosto da minha boca ou o brigadeiro? – Olhei atônito pra ela, e ela mordia o lábio inferior e me olhava com cara de sapeca. Meus Deus, essa mulher está me matando.
– Os dois. – ela deu uma risada gostosa, e virou pra frente pra ver o filme.
Ficamos durante um tempo vendo o filme. E Bella, ora levando a colher a sua boca, ora trazendo a minha. O personagem masculino se chamava Edward, assim como eu. E Bella brincava a todo momento que ela queria ser a Vivian (par de Edward na trama). Não sabia se era uma simples brincadeira, ou se por trás das palavras, tinha algum duplo sentido.
Bella estava tão distraída com o filme, que quando veio trazer a colher cheia de brigadeiro a minha boca, acabou sujando meu queixo.
– Ai Edward, desculpa. – ela pediu se virando pra mim, passando o dedo pelo meu queixo pra limpar, e o lambendo após. Céus, isso é tão sexy. Bella, não faz isso comigo, por favor.
– Tá... tá... tá tu-tudo bem, Bella. – merda, estou gaguejando de novo. Meu coração já estava disparado.
– Eu vou limpar isso. – ela passou o dedo novamente em meu queixo, e o lambeu. Minha respiração já estava descompassada. Ela mordeu o lábio, parecia um pouco indecisa.
Por fim, olhou em meus olhos e foi aproximando seu rosto do meu.
Ela encostou sua boca em meu queixo, e lambeu. Estremeci. Eu sentia que meu coração podia parar a qualquer momento.
Pude perceber que sua respiração também estava acelerada. Fixei meus olhos nos dela, e ela aos poucos foi subindo a boca. Até que seus lábios tocaram os meus. Paraíso. Ela chupou meu lábio inferior, e eu perdi o controle.
Segurei em sua nuca, e invadi sua boca com minha língua. Céus, 10 anos sem beijar na boca. Acho que meu coração vai parar.
Bella passou sua perna esquerda por cima do meu corpo. Sentando de frente pra mim, em meu colo. Provavelmente soltou o prato de brigadeiro em cima da cama.
Sua língua acariciava a minha, em um beijo muito gostoso.
Minhas mãos ganhavam vida, e enquanto a direita estava em sua nuca, a esquerda já apertava sua cintura. Eu não estava conseguindo me controlar.
Bella se apertava cada vez mais ao meu corpo, e eu pude perceber que ela se esfregava em meu colo. Eu podia sentir bem de leve o movimento que ela fazia em cima de mim. Céus, eu seria capaz de fazer fisioterapia todos os dias pra poder sentir cada vez mais esse tipo de contato físico de homem/mulher.
– Beijo bom. De chocolate. – Bella falou enquanto mordiscava meus lábios.
– Beijo ótimo. – voltamos a nos beijar. Bella infiltrou as duas mãos em meus cabelos, e dava leves puxões.
– Eu te sujei de propósito. – ela revelou em meio a selinhos que estávamos trocando. Ainda de olhos fechados.
– Por quê? – pode ter sido uma pergunta idiota, mas eu queria escutar.
– Porque eu estava morrendo de vontade de te beijar, desde o dia do jantar. – Vibrei internamente com essa revelação.
– Então não para de me beijar. – invadi novamente sua boca com minha língua que parecia ter encontrado seu habitat natural, e não queria mais sair dali.
Céus, como eu adoro brigadeiro!


E então? viva ao brigadeiro não é mesmo?
Eu reparei que algumas pessoas falaram que queria saber os pensamentos da Bella... mas não sei se eu conseguiria fazer um POV dela... Foquei minha cabeça nos pensamentos do Edward, a insegurança, a dúvida e a falta de experiência em relacionamentos, apesar dos 27 anos.
Mas nada é impossível...

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