FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 08

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
– Bella, não vai. Dorme aqui! – disparei e ela me olhou surpresa.
Será que pegou bem eu pedir isso?
Após passar a surpresa, ela riu. Ela riu? O que tem de engraçado em um namorado querer que a namorada durma em sua casa? Mesmo que o namoro tenha começado há 20 minutos atrás, isso é normal, não é?
– Edward, pra falar a verdade, eu não estava indo embora, só estava olhando as horas. – ela riu, e eu abaixei a cabeça. – Mas fico muito feliz pelo convite. – levantei a cabeça cheio de esperança.
– Então você vai dormir aqui?
– Não. – a decepção me tomou. – Não Edward, não faz essa carinha. – ela pôs a mão em meu rosto, e me deu um selinho. – Edward, não pega bem. Eu entrei nesse quarto sendo amiga, e saio só amanhã, e como namorada ainda por cima? Não dá.
– Bella, meus pais não vão ligar. Vão ficar felizes por nós dois. Eu nunca tive uma namorada. – acho que um cara de 27 anos, falar isso, não é muito comum, porque Bella fez uma cara estranha.
– Mas, nem antes do acidente? – neguei com a cabeça. – Bem, eu entendo que depois do acidente, você não se envolveu com mais ninguém, e me sinto muito feliz de você estar confiando em mim... – não a deixei terminar. A beijei com todo meu amor.
Aos poucos, fui encerrando o beijo, dando apenas selinhos em seus lábios deliciosos.
– Eu que me sinto feliz por você aceitar namorar comigo. Parece um sonho. – ela sorria pra mim. – Dorme aqui Bella. Eu tenho medo de que você vá embora, e caia na real de que está namorando um paraplégico, e não me queira mais.
– Edward, para de ser bobo. Eu vou, e vou pensar em como meu namorado é lindo, romântico, carinhoso... – ela dizia enquanto dava beijos em meu pescoço. Passou suas delicadas mãos em meus braços e peito. – E vou pensar em como você é gostoso. – ela franziu o cenho. – Edward, como você tem músculos, se... – ela se interrompeu, parecia não saber como terminar a pergunta.
– Como eu tenho os braços e peito musculoso, se eu sou paraplégico? – ela sorriu um pouco sem graça. – Eu malho Bella. Você viu aquela porta ao lado da sauna? – ela assentiu. – Então, mantemos lá uma pequena academia doméstica. Eu e Emmett adaptamos alguns aparelhos, pondo cintos. Assim eu me sento, e prendo meu corpo, e faço musculação normalmente.
Ela sorriu e me beijou novamente. Porra, eu não queria que ela fosse embora mais. Queria ficar beijando o resto da minha vida.
– Você é tão inteligente Edward. É coisa de empresário né, tem que ser inteligente pra mexer com essas coisas. – Putz, mais uma coisa que eu não esclareci com Bella.
– Então, eu até sou empresário, mas eu não trabalho em lugar nenhum. – pela expressão dela, ela não entendeu muito bem. – Bella, eu sou sócio da construtora do meu pai, mas não participo ativamente da empresa.
– Por quê? – ela ainda parecia confusa.
– Bella, é complicado. Eu não quero que os funcionários vejam que um dos chefes, anda de cadeira de rodas.
– Esse seu pensamento é bem preconceituoso. – eu concordava com ela.
– Eu sei que é. Mas não me sinto preparado pra encarar isso. – Ela me deu um abraço apertado.
– Eu estou com você agora. E vou te ajudar a encarar tudo. Eu estou do seu lado. – beijei sua testa.
– Eu sei. E estou imensamente feliz com isso.
– Ok, mas agora eu acho que já vou embora. – ela disse se soltando de meu abraço.
– Ah não Bella... não vai. – fiz manha.
– Eu vou sim, mas se você quiser, amanhã eu volto. – até parece que eu não ia querer.
– É claro que eu quero! – ela riu da minha rápida resposta, e eu acabei rindo também.
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– Por que eu não posso te levar em casa? – eu perguntava a Bella, que estava em pé ao meu lado no portão da minha casa.
– Porque não quero incomodar seu pai. Ele teria que sair do quarto dele pra dirigir até minha casa. Já fiquei super constrangida quando fui me despedir, e atrapalhei seu pai e sua mãe.
– Ew Bella, nem me lembre que aqueles dois tarados estavam trancados no quarto deles ás 7 horas da noite. – Acho que nunca vou me acostumar com a safadeza de meus pais.
– Edward, eles estavam só deitados vendo tv, não estavam fazendo nada demais, pelo menos não parecia. – ela ria da minha cara de desagrado com o assunto.
– Sei, só vendo tv. – bufei. – Mas voltando ao assunto. Não precisaríamos chamar meu pai, eu posso ir no táxi com você, te deixar em sua casa e voltar. – ela sorriu, e se sentou em meu colo. No primeiro momento fiquei surpreso por sua atitude. Mas logo travei as rodas da cadeira pra não correr nenhum risco de “acidente.”
– Edward, não precisa se incomodar. Amanhã eu volto. – ela beijava meu pescoço. Provocadora. Queria me persuadir com beijos.
– Amor... hummm – droga, eu gemi vergonhosamente por seus beijos. – Eu quero ir com você, pra poder ficar mais tempo do seu lado.
– Eu sei que você quer. Mas é melhor eu ir sozinha mesmo. – ela me deu um selinho, e se levantou de meu colo.
– Tudo bem. – suspirei rendido. – Mas eu te quero aqui amanhã bem cedo. – ela gargalhou.
– Que namorado mandão eu arranjei. – eu ria deliciado, toda vez que ela me chamava de namorado. Eu sei, é besteira, mas, eu me sentia nas nuvens.
– Não sou mandão. – fiz bico. Logo o táxi que havíamos chamado estacionou em frente ao meu portão. Ela veio andando até perto de mim, e se abaixou em minha frente. – Você promete que liga, quando chegar na sua casa?
– Prometo.
– Pareço muito desesperado? – ela riu.
– Não. Você parece apenas você. Um homem maravilhoso, carinhoso, preocupado e doce. – sorri com seus elogios. - E eu estou me sentindo nas nuvens com isso. Nunca fui tratada assim.
Ela me beijou. Sua língua invadiu minha boca, e eu logo respondi o beijo. Toda vez que nossas línguas se tocavam, eu sentia arrepios no meu corpo. E eu amava essa sensação.
Mas o beijo logo acabou. E ela entrou no táxi.
Destravei as rodas da minha cadeira, e fui até a janela do carro.
Eu disse o endereço de Bella, e o taxista me informou o preço. Eu paguei, e o carro se foi.
Suspirei, vendo minha Bella se distanciar de mim. Mas amanhã eu a teria comigo novamente.
Acho que vou dormir agora, pra amanhã chegar logo. O quão desesperado isso parece?
Ri dos meus pensamentos, e empurrei minha cadeira pra entrada de minha casa.
Assim que entrei em casa, vi minha mãe passar pra cozinha, e eu a segui.
– Mãe, até que enfim saiu do quarto. Essa safadeza de vocês já está exagerada. – minha mãe gargalhou, e eu a acompanhei. – É sério mãe. E o Emmett heim, vai morar na casa de Rose mesmo?
– Ele ligou, disse que ia ficar por lá até amanhã. – suspirou. – Já estou vendo a hora que ele vai juntar suas coisas e ir morar com ela. – seu rosto adotou uma expressão triste. Empurrei minha cadeira pra perto dela.
– A senhora fica triste, não é mesmo mãe?
– Ai filho, eu não fico triste de seu irmão ter encontrado uma companheira. Eu fico triste de tê-lo longe de mim. E ele está indo aos poucos. Eu sei que tenho você pra sempre comigo, mas eu queria os dois perto, você me entende? Por mim Emmett se casava com Rosalie, e os dois moravam aqui nessa casa, ela é enorme mesmo. Mas quem quer morar com a sogra?
– Ah mãe, não fica assim. A gente cresceu, e o Emmett tá seguindo a vida dele. Mas nunca vai abandoná-la, disso eu tenho certeza. E bem... – era a hora de contar a novidade. - Eu também estou seguindo com a minha vida. – ela me olhou com uma expressão de dúvida. – Eu e Bella, nós estamos namorando, mãe. Isso é não é maravilhoso?
Ela franziu o cenho, e olhou fixamente para algum ponto atrás de mim. Não entendi direito sua reação. Bom, poderia ser apenas preocupação de mãe.
– Mãe, você escutou o que eu falei? Eu e Bella estamos namorando.
– Mas que notícia ótima meu filho. – meu pai apareceu na cozinha também, e me deu um soquinho no ombro. – Esse é meu filhão. – meu pai sempre brincalhão. – Esme querida, que cara é essa, você não gostou da notícia do namoro do nosso filho?
– Claro que gostei querido. É só preocupação de mãe mesmo. Sabe como eu sou. – ela riu um pouco sem graça, mas algo em seu olhar não me deixou acreditar que era somente isso.
– Mãe eu vou pro meu quarto. – virei minha cadeira pra sair da cozinha, ainda confuso com a reação da minha mãe. – Ah, nem precisa me chamar pra jantar. Eu estou sem fome, vou aproveitar pra dormir cedo, já que hoje eu acordei cedo, não é mesmo? – minha mãe veio e me deu um beijo de boa noite. Eu ainda desejei boa noite pro meu pai e saí rumo ao meu quarto.
Assim que cheguei ao quarto, minha Bella me ligou.
– Chegou bem, Bella?
– Cheguei sim, lindo.
– Que bom, fico mais tranquilo.
– Sabia que já estou com saudade? – nessa hora meu coração disparou e uma alegria tomou conta de mim. Ela já sentia saudade de mim.
– Eu também, Bella. Pra falar a verdade, eu nem queria que você fosse embora. – ela riu.
– Tá bom, agora eu vou tomar um banho e vou me deitar. Boa noite, Ed.
– Boa noite, Bella.
Ainda fiquei um tempo olhando o visor do telefone celular. Tão surreal isso tudo. Eu fantasiei tanto isso, e agora que está acontecendo, parece que é mentira.
Minha Bella, minha namorada. Sorri. Eu sou um filho da puta de um sortudo.
Entrei no banheiro do meu quarto pra tomar banho.
Tirei minha camisa, me abaixei e tirei meu tênis. Segurei em uma das barras adaptadas de meu banheiro, e levantei meu corpo. Sustentando com um braço só, e com o outro tentava tirar rapidamente minha calça e minha cueca. Essa é uma parte que dói bastante. Mesmo malhando os braços, sustentar seu peso em um braço só, dói.
Soltei o corpo, e terminei de tirar a calça e a cueca, que estavam na altura do joelho.
Empurrei minha cadeira pra área do box, travei as rodas, peguei minhas pernas e pus no apoio da cadeira de banho, segurei nas barras, e levei meu corpo pra outra cadeira.
Empurrei a cadeira de rodas pra longe, e liguei o chuveiro.
Enquanto a água caía em meu corpo, eu pensava em minha vida.
Eu teria que ir no médico, afinal, eu queria ter uma vida normal. E uma vida normal envolve sexo.
Antes eu nunca quis pesquisar muito, pois eu não tinha a ilusão de namorar ninguém. Mas agora, que eu tenho uma namorada, eu preciso encontrar um jeito de podermos ter relações sexuais.
Sou muito tarado em pensar em sexo, ainda no primeiro dia de namoro?
Eu acho que não.
Desliguei o chuveiro, me sequei. Puxei a cadeira de rodas novamente, passei meu corpo pra ela, e fui para meu quarto.
Peguei um boxer na gaveta, passei ela pelas pernas até os joelhos. Me apoiei em uma das barras ao lado de minha cama, novamente em um só braço, e terminei de subir a cueca boxer por meu corpo.
Peguei meu notebook, o coloquei na cama, e logo, me apoiando nas minhas amiguinhas, as barras, eu passei meu corpo pra cama.
Arrumei os travesseiros, e me encostei na cabeceira. Liguei o notebook, e fiz o que há muito tempo eu não fazia, pra ser mais exato, desde antes do acidente.
Afinal, além de aprender algumas coisas, eu teria que me testar.
Apaguei a luz, e olhei pra tela do aparelho.
E após 10 anos, eu vi um filme pornô!


Então, gostaram?
Mais uma vez, obrigada pelos comentários.
Então, não crucifiquem a Esme, ela é mãe e está preocupada, e nos próximos capitulos vocês vão descobrir o motivo da preocupação dela. Não é nada de outro mundo, apenas coisa de mãe.
Beijos a todas, e se tiver meninos por aí, beijo pra vocês tambem...

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