FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 11

Gostaria de falar uma coisa pra vocês:
O Edward quando sofre acidente ele estava sem cinto, e teve as sequelas que sabemos. Ontem aqui em Angra dos Reis - RJ (cidade onde moro) estava chovendo muito, e eu saí com meu namorado, que veio passar o final de semana comigo.
Por volta das 18:30 estavamos voltando pro centro da cidade, e pegamos a BR- 101 Rio-Santos, e em uma curva acentuada, o carro que vinha na direção oposta estava com o farol alto, e impossibilitou a visao do meu namorado, que estava dirigindo. Ele perdeu a direção, e nós saímos da pista. O carro capotou duas vezes, e deu perda total.
Fui liberada do hospital ontem mesmo, e se hoje estou aqui, deitada em meu sofá, e postando esse capítulo, apesar das dores e marcas no corpo, que dos males foi o menor, é porque eu estava de cinto. Eu e meu namorado estavamos de cinto, e ele, o cinto, nos salvou de uma lesão mais grave.
Um conselho: Usem sempre o cinto de segurança. Não importa se a distancia a ser percorrida é curta ou não. Usem o cinto. Num acidente, as coisas acontecem muito rápido, você nao tem tempo de reação, eu senti isso na pele ontem. Por isso, usem o cinto galera.
Bem, é isso que eu gostaria de falar..
vamos ao capítulo


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



Acordei primeiro que Bella, e fiquei velando seu sono. Eu ainda não acreditava em tudo que estava acontecendo.
Há dez anos preso em uma cadeira de rodas. Há dez anos apenas existindo, e não vivendo. E hoje, me sinto o cara mais sortudo do mundo.
Dei um beijo carinhoso na ponta do seu nariz, e tirei uma mecha de sei cabelo que caía em seu rosto.
Bella se remexeu, e logo após abriu os olhos.
– Bom dia. – disse meio sonolenta. Eu abri um amplo sorriso. E um desejo de viver essa cena pelo resto da minha vida me invadiu.
– Bom dia, dorminhoca. – dei um beijo respeitoso em sua testa.
– Dormi muito porque um certo homem lindo de olhos verdes, me deu dois orgasmos ontem. – Céus, ela não brincou quando disse que aprendeu a ser um pouco cara-de-pau. – Não fica sem graça, eu amei. – ela me puxou pra um abraço apertado.
– Obrigado. – eu disse.
– Acho que eu era quem deveria estar agradecendo, você não acha? – ela riu.
– Não é isso. Eu estou agradecendo pela porta. – ela tentou falar algo, mas eu não deixei. – Eu sei que você quebrou pra eu poder passar com minha cadeira, e eu fiquei muito emocionado com esse gesto. E eu faço questão de me responsabilizar pelos custos da pequena obra que será necessária.
– Edward, não precisa. – ela tentou recusar.
– Isso não está em negociação. Você quebrou por mim, e eu fico muito agradecido com esse gesto. Mas agora me deixa cuidar um pouco das coisas, ok?
– Edward, isso é estranho. Você é meu namorado, não tem que ficar pagando as... – a interrompi novamente.
– Eu bem me lembro de você me dizer ontem que era minha mulher. – ela deu um sorriso meio de canto. Arrumei uma mecha do cabelo atrás de sua orelha. – Me deixa cuidar da minha mulher.
Pude perceber seus olhos brilharem. Ela parecia emocionada.
– Ninguém nunca cuidou de mim. – ela disse de forma tímida.
– Bem, agora você tem alguém ao seu lado. Alguém disposto a te ajudar. A cuidar de você. – dei um beijo casto em seus lábios.
– Ok. Agora vamos levantar e tomar café. – ela me deu outro beijo rápido nos lábios, e ainda nua se levantou. Não pude deixar de dar uma conferida no corpo de Bella. Porra, gostosa demais.
Ela saiu do quarto, provavelmente indo ao banheiro. E porra, eu queria ir também. Vontade de urinar me apertando. Só que minha cadeira ainda estava tombada no chão, e não tinha certeza se conseguiria sair sozinho.
Merda! Mil vezes merda!
Me arrastei até a beiradinha da cama, e fiquei tentando pensar em uma solução. Em vão, eu sei, já que minha coleguinha, a cadeira estava tombada, e fora do meu alcance.
Não percebi o tempo passar, e quando dei por mim, Bella já entrava no quarto, com o cabelo molhado e uma toalha enrolada no corpo.
Porra, Bella queria fazer miséria comigo desfilando desse jeito. Até tirou minha atenção do meu real problema.
– O que foi Edward?
– A... ér... a cadeira... tá longe. – disse um pouco envergonhado e abaixei a cabeça. Que situação.
– Ah, caramba, me desculpa. – Bella rapidamente trouxe a cadeira para perto de mim. A encostou ao lado da cama. – Você precisa que eu te ajude? – perguntou um pouco desconcertada.
Merda, pra um homem, essa é uma situação humilhante. Ter que pedir ajuda a namorada pra sair da cama. Mas eu não tinha como fazer isso sozinho. Em casa é fácil, tem as barras, mas aqui, realmente não teria como.
– Bella, ér... eu acho que sim... – suspirei. – Segura a cadeira de frente pra cama. Eu vou arrastar meu corpo até ela e força-lo pra trás. Preciso que você segure. Apesar da roda estar travada, ela pode deslizar pra trás. – expliquei e Bella rapidamente fez o que pedi.
Me apoiei em meus braços, fiz o movimento que faria meu quadril ir pra trás, saindo da cama e passando pra cadeira, e me ajeitei nela. Destravei as rodas, e pedi pra Bella puxar um pouco a cadeira, e enquanto ela me afastava da cama, eu segurava minhas pernas e as retirava de lá, e as colocava no apoio da cadeira.
Feito isso, permaneci de cabeça baixa. Apesar de ter encontrado um jeito de não ser tão humilhante, eu ainda precisei da ajuda de Bella, e isso me deixa muito constrangido.
Ela se ajoelhou em minha frente, e com a mão, levantou meu queixo e me fez olhar em seus olhos.
– Você ajuda sua mulher, e eu ajudo meu homem. – ela disse olhando profundamente em meus olhos.
Nada mais precisaria ser dito. Nos abraçamos, e eu senti uma lágrima solitária deslizar por meu rosto.
Eu tinha muita sorte de encontrar uma mulher como Bella em minha vida. E mais sorte ainda em tê-la comigo, me apoiando, me entendendo e disposta a enfrentar minhas limitações junto comigo.
[...]
Após ligarmos pra Emmett, tomamos café, e uma hora depois meu irmão nos buscava na casa de Bella.
Eu ainda fiquei constrangido quando Emm teve que me ajudar a entrar no carro, e Bella estava perto vendo tudo. Mas não foi aquela enorme vergonha que era antes pra mim. Aquele sentimento de derrota. Eu não saberia classificar o que eu senti, só sei que foi um pouco mais que desconforto, e menos que a humilhação completa.
Aos poucos eu queria me libertar disso. Eu desejo fervorosamente ter Bella ao meu lado pelo resto da minha vida. Então, eu sei que tenho que aceitar que nunca poderei ser um cara normal na frente dela. Tenho que aceitar que ela vai presenciar momentos em que minhas limitações vão evidenciar nossa diferença.
Não é uma coisa fácil de se fazer, mas eu sei que meu amor por Bella, vai quebrar esse muro de insegurança que eu tenho, e aos poucos, vamos sintonizar nossa relação na frequência perfeita.
Mas isso seria aos poucos, não agora.
Após chegarmos em minha casa, e eu tomar meu banho, decidi convidar Bella pra almoçar fora, já que meu pai estava viajando a negócios, e minha mãe em um desses eventos beneficentes.
Emm se ofereceu pra nos levar, mas como o restaurante era no mesmo bairro que nossa casa, eu disse que não precisava.
E então eu e Bella fomos andando até lá. Quer dizer, Bella foi andando, e eu fui empurrando minha cadeira.
Fomos devagar, conversando, apreciando a vista do lago Washington. Bella respondeu minha pergunta de ontem, sobre seu sonho. Me disse que sempre sonhou em ser professora.
E enquanto ela falava, eu já pensava numa forma de tornar esse sonho realidade.
Eu poderia bancar as despesas de Bella, e pagar seu curso de aceleração, e sua faculdade. Difícil seria convencê-la a aceitar.
Chegamos ao restaurante, e o garçom que já me conhecia, por eu vir algumas vezes aqui, considerando que no meu bairro, apesar de ser o mais nobre de Seattle, esse é um dos poucos restaurantes que tem rampa de acesso, logo nos encaminhou a uma mesa pra dois.
Fizemos nossos pedidos, e nos divertimos pra valer no nosso almoço.
Parecia um sonho. Nós dois, como um casal de namorados normal: Tivemos nossa noite de prazer, acordamos juntinhos, conversamos sobre besteiras e sonhos, almoçamos juntos e nos divertimos. Bom, apesar dos pesares, acho que no fundo éramos um casal normal.
Seria tudo perfeito, se não fosse quando saímos do restaurante.
Estávamos passando pelo lago novamente, quando dois caras de aproximadamente 19 ou 20 anos, passaram por nós.
Pelas roupas que vestiam, com certeza não moravam em meu bairro. E eles olharam de forma desrespeitosa pra Bella.
Eu teria engolido meu orgulho, e aceitado se ficasse só nisso.
Mas, não ficou apenas no olhar. O mais alto, um loiro com cara de rapper mal sucedido, parou e soltou uma gracinha pra Bella.
– Hum princesa, sabia que é um pecado ser tão gostosa assim? – os dois riram, e o loiro continuou a encarar minha Bella de forma desrespeitosa.
Meu sangue ferveu! Ele desrespeitou minha namorada. Me desrespeitou por mexer com ela, sendo que eu estava ao seu lado. E porra, ele a chamou de princesa. Só EU posso chama-la assim.
– Olha rapaz, eu acho bom você respeitar minha namorada... – ele não me deixou terminar.
– Sua namorada? – ele pareceu incrédulo. – Porra, foi mal aí. Nunca ia imaginar que ela estava contigo. – ele se virou e foi embora com o amigo.
Porra, a última frase dele me quebrou. Será que era tão difícil assim acreditar que eu tinha a capacidade de ter uma namorada como Bella?
E, por ironia do destino ou não. Por maldade, ou não. O loiro saiu resmungando para o amigo, mas eu consegui escutar perfeitamente, e acredito que Bella também.
– Porra cara, tu viu a mulher do aleijadinho? Gostosa pra caralho. Esse mundo tá louco. – aleijadinho? Porra, essa doeu. Me jogou lá embaixo.
E para terminar de me enterrar e tampar a cova, o outro respondeu.
– Ah cara, deve ser pela grana. Viu as roupas do cara. Maior pinta de ricaço. Aprende uma coisa: mulher gosta de dinheiro. – e depois disso eu não ouvi mais nada.
Minha cabeça girava, pela humilhação de ver minha namorada sendo paquerada em minha frente de forma desrespeitosa, pela humilhação de ser chamado de “aleijadinho” na frente dela, e pela humilhação de ser visto como um incapaz de ser interessante pra uma mulher, de acordo com a insinuação do outro cara.
Bella estaria comigo só pela grana?
Não, claro que não.
Absolutamente.
Eu podia ver o carinho que ela dispensava a mim quando me olhava nos olhos. A atenção, o respeito, até um pouco de admiração eu podia ver nos olhos de Bella quando ela me olhava.
Ideia fora de questão.
E Bella, que até agora estava estática ao meu lado, me olhou. E quando eu pensei que ela, minha namorada, minha mulher, minha força pra enfrentar meus obstáculos, iria me dizer as sábias palavras de sempre, as palavras de incentivo, e que me faria esquecer esses dois idiotas que tentaram acabar com nossa bolha de felicidade, nada disso aconteceu.
O que eu vi nos olhos de Bella me levaram a nocaute. Meu coração se apertou, e eu me senti o maior derrotado do mundo. E de repente as palavras dos caras voltaram a martelar em minha cabeça. “Aleijadinho” “nunca ia imaginar que ela estava contigo”.
Senti lágrimas pela humilhação querendo vir aos meus olhos, e fiz um esforço gigantesco para segurá-las.
Porque nos olhos da mulher que amo, eu vi pena.
E isso, me fez sentir a maior sensação de impotência que eu já senti na vida.
– Edwar... – não a deixei terminar.
– Vamos pra casa. – disse seco, e voltei a empurrar minha cadeira.


E então? bem, a vida não é só flor e amor... espinho e dor tambem faz parte.
Pra quem perguntou, o Ed é virgem sim, como já foi dito acho que no segundo ou terceiro capitulo...
Beijos a todas. 

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