FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 12

como vocês podem ver, é um capitulo do ponto de vista da Bella... então eu fiquei insegura... Apaguei várias vezes, e reescrevi várias vezes algumas partes... e só agora pareceu me agradar.
É dificil, eu estava focada no sentimento, na linha de pensamento do Ed, e do nada mudar pra Bella, ficou meio complicado pra mim rsrsrs
Mas a pedidos, esta ae um POV da Bella...
Obrigada pelas reviews....


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



POV Bella
Tudo é muito novo pra mim. Eu conheci um cara lindo na internet. Uma mistura de ruivo e loiro, não sei ao certo, olhos verdes, uma boca que parecia ser desenhada por anjos, um sorriso encantador. Um cara atencioso, engraçado e inteligente.
Não sei quando eu me apaixonei. Acho que ainda no primeiro mês de nossas conversas.
Num impulso resolvi convidá-lo pra jantar, quando já tínhamos dois meses de amizade pela internet.
Eu sonhei com o jantar o dia todo. Pedi um vestido emprestado para Alice, minha patroa. Pedi um adiantamento do salário também, já que o chamei para ir em um restaurante caro. Bom, ele me dissera que era empresário, então pensei que deveria chama-lo pra algum lugar mais chique.
Fui com meu coração aos saltos até o restaurante. Eu estava atrasada. Alice tinha demorado demais a voltar a loja. Eu tinha pedido o seu vestido emprestado, e ela imediatamente foi em sua casa e o pegou para mim. Mas o trânsito não ajudou, e em meio a imprevistos, cheguei quase uma hora atrasada no jantar.
Mas nada tinha me preparado para o que eu vi.
Edward, todo lindo, seus cabelos revoltos, uma linda camisa social preta. E em uma cadeira de rodas.
Senti meu ar faltar quando vi.
Confesso que pensei em dar meia volta e ir embora. Mas esse pensamento logo passou. Eu tinha que conversar com ele, e saber porque ele não me contou que era cadeirante.
Bom, no fim das contas acho que o entendo. Talvez se eu soubesse desde o início sua situação, eu não desejaria me envolver com ele, além da amizade.
Mas foi só eu sentar ao seu lado, e olhar naqueles olhos lindos, pra perceber que eu tinha que estar ali com ele.
Quando tocamos nossas mãos por cima da mesa, tive a sensação de receber uma descarga elétrica de 440 volts.
No carro, quando ele gentilmente insistiu em me levar em casa, ato que me emocionou, afinal ninguém nunca teve tanto cuidado e preocupação comigo, eu tive uma louca vontade de beijar sua linda boca. E eu ia, mas de última hora mudei o curso, e depositei um beijo nada comportado em sua bochecha.
Ao sair do carro, senti borboletas no estômago. E acho que nunca senti isso antes.
Saí de casa com 18 anos. Minha casa nunca foi um exemplo de lar de amor. Mas também não é exclusividade minha viver em um ar sem amor.
O casamento dos meus pais provavelmente acabou antes mesmo de eu nascer, porém parece que os dois não perceberam até hoje.
Não tínhamos jantar em família. Eu geralmente jantava na sala, sentada em meu sofá vendoFriends. Meu pai jantava na salinha que ele teimava em dizer que era seu escritório, mas na verdade era só um cômodo onde ele guardava seu material de pesca, e algumas medalhas que ele recebeu quando era um policial ativo. Após receber um tiro na perna, ele ficou manco, e se aposentou da polícia de Forks. Isso o deixou mais amargo ainda. E por fim, minha mãe, que sempre jantava na cozinha, em uma pequena mesa quadrada que ficava de frente pro micro-ondas. E acho que esse era seu verdadeiro amigo. O micro-ondas que ela ganhou na rifa da igreja.
Sempre me senti sozinha, deslocada em casa. E quando, com 17, conheci James, me apaixonei. Ele era descolado, livre e parecia apaixonado.
Eu estava um ano atrasada no colegial, então eu não me formaria naquele ano, como todos da minha idade.
Veio meu aniversário, e James, dizendo ser um presente, me levou em um hotel imundo, com luz precária, e eu não precisava me esforçar pra escutar gemidos e palavrões dos outros quartos.
Eu, como tola que era, querendo dar uma prova de amor a ele, entreguei minha virgindade.
Foi horrível. Doeu, foi desconfortável. James falava coisas que eu não entendia o significado, e logo após isso ele me apertou muito, e então parou.
Fiquei esperando alguma reação dele, mas só uns dez minutos depois ele se mexeu.
Se levantou, mandou eu me lavar, pois já iríamos embora. Disse que só tinha dinheiro pra pagar por meia hora, e eu não podia enrolar.
Eu fiz o que James pediu. Aliás, dali em diante, eu sempre fiz o que James pediu.
No natal, me descobri grávida de dois meses e meio. Meu pai exigiu conhecer o pai da criança, e James se recusou a ir enfrentar o ex-policial Swan.
Fui expulsa de casa, e minha mãe, sempre avoada, não intercedeu por mim.
Bati na porta de James, e o encontrei com as malas prontas.
Ele disse que já ia me buscar pra fugirmos, e no momento eu acreditei. Ou pelo menos quis acreditar.
No fim, vim pra Seattle com ele. Alugamos um quarto num hotel fuleiro, e ele me jurou que assim que arranjasse um emprego iríamos casar.
Mais dois meses se passaram, e nós ainda morávamos naquela porcaria de hotel. James, desde a primeira semana nossa em Seattle, saía a noite, e só voltava com o dia nascendo. Pelo menos trazia o pão.
Ele nunca se preocupava com a saúde do nosso filhinho. Pois é, era um menino. Eu descobri na primeira semana do quarto mês.
James raramente me procurava como mulher. E quando procurava, ele apenas tirava minha roupa, e me penetrava, sem saber se eu estava preparada ou não.
Sempre doía muito. Mas eu nunca tinha tido outro homem em minha cama. Eu achava que isso era normal. Prazer era um direito só dos homens.
Numa noite onde estava me sentindo mal, liguei para o recém adquirido celular de James. Ele me atendeu de uma forma bem grosseira, e quando eu disse meu estado, ele me xingou de coisas horríveis, mas por fim, disse que iria voltar pro hotel.
Aquela noite nunca sairia da minha cabeça.
James chegou com os olhos vermelhos. Ele tremia um pouco, e falava palavrões atrás de palavrões.
Me pegou pelo braço, e foi me empurrando porta afora. Quando estávamos já na rua, ele ia me empurrando pra um carro que parecia caro.
Eu não questionei, estava me sentindo mal, sentindo dores, devido o aperto e empurrões de James.
Mas antes de entrarmos no carro, senti uma forte pancada na nuca. Esperei a inconsciência me tomar, porém ela não veio.
Estava com a visão um pouco turva, mas ainda conseguia ver o que acontecia ao meu redor.
Dois homens altos e com toucas tipo ninja espancavam James com barras de ferro. De sua boca jorrava muito sangue.
Eu comecei a tremer. Estava mais nervosa ainda, e só percebi que gritava quando um dos homens me olhou, os olhos injetados de raiva. Ele veio em minha direção enquanto o outro ainda batia com força em James.
Ele olhou pra minha barriga, que já tinha um bom volume. Seu olhar se tornou diabólico.
– O ladrãozinho vai ser papai? – ele riu com deboche. – Nem pai, nem filho. – E após dizer isso, ele me matou.
Não no real sentido. Ele matou o único sentido da minha vida até então. O meu pequeno e indefeso bebê.
Ele bateu tão forte com a barra de ferro em minha barriga, que o barulho chegou a ecoar na rua vazia. Bom, não sei se foi exagero meu, mas em minha cabeça aquele barulho ecoava.
Por incrível que pareça, não senti dor. Dizem que quando estamos sendo submetidos a uma dor física muito forte, nós não sentimos. O corpo fica dormente. E foi assim que me senti.
Só lembro de ver o corpo de James no chão, todo ensanguentado. E o meu não estava muito diferente.
Fechei os olhos, e quando acordei, o volume já não existia mais em minha barriga.
Eu estava num hospital, e de acordo com o que a psicóloga me falou, me encontraram desmaiada na rua, toda ensanguentada, ao lado de um homem morto.
James estava morto. E eu até hoje não sei o por quê.
Não chorei quando a psicóloga confirmou minhas suspeitas. Meu bebê havia morrido.
Não sei porque não chorei. Apenas fechei meus olhos, e quis dormir. Pra sempre. Mas a vida nunca tomou o rumo que eu queria.
E eu acordei novamente. Já na enfermaria, e por ser um hospital público, estava dividindo o quarto com mais três mulheres.
Fiz amizade com a mulher que estava no leito ao lado do meu. Ela havia se caído, e machucou o tornozelo. E ali minha vida começou a mudar.
Num impulso de desabafar, contei a ela toda minha vida.
Ela pareceu ficar tocada com minha história. Afinal, eu não teria nem onde morar quando saísse daquele hospital. James não me dava nem um centavo, e eu não teria dinheiro nem pra pegar um ônibus e voltar ao hotel pra buscar minhas roupas.
Ela me ofereceu um emprego e me deixou morar num quartinho nos fundos de sua casa durante um tempo.
Nunca voltei ao hotel, ela me emprestou duas mudas de roupa, e assim comecei minha vida em Seattle.
Aos poucos fui comprando roupas. Depois aluguei esse apertamento que vivo hoje, e vagarosamente fui comprando meus móveis. Alguns são usados, mas estão em bom estado.
Não sei o que teria sido da minha vida se não fosse essa mulher de bom coração.
– Pensando na vida, bela adormecida? – Alice me acordou de minhas lembranças dolorosas. Sorri.
– bela adormecida, Alice? Eu tô é muito acordada. – ela riu. – Tava pensando em você. – ela erguei as sobrancelhas, em uma pergunta muda. – Estava lembrando de como nos conhecemos, e como você me ajudou.
– Pensando nos momentos ruins Bella? – uma pequena ruga de preocupação apareceu em sua testa.
– Pois é. Nem eu sei porque estou pensando nisso agora. – suspirei. – Eu sei lá, eu não estou bem.
– Você parecia estar tão bem nessas últimas semanas. – ela pareceu avaliar meu rosto. – Problemas com Edward? – Alice me conhecia muito bem. Resolvi desabafar um pouco com minha única amiga.
– Alice, nós estávamos tão bem. Na sexta ele foi lá pra casa, nós passamos a noite juntos. – Alice arregalou os olhos e antes que ela começasse a gritar como uma adolescente quando encontra seu ídolo, eu esclareci. – Nós não transamos, Alice. Nós apenas fizemos umas brincadeiras. Aliás, Edward que fez brincadeirinhas comigo. – ela deu um sorrisinho malicioso.
– Então o bonitão é safadinho? – gargalhei.
– Muito safado, Alice. – olhei ao redor, pra confirmar que não tinha ninguém mesmo na loja. – Acredita que gozei duas vezes? – sussurrei em tom de segredo. Alice pôs a mão no peito.
– Duas vezes? E sem sexo? – assenti.
– Alice, ele foi tão carinhoso, e ao mesmo tempo safado. E eu pude perceber como ele me desejava. Como o corpo dele tremia a cada toque em meu corpo. Foi maravilhoso. E acredito que quando nós fizermos amor, vai ser indescritível. – suspirei sonhadora.
– Fazer amor? Hummm, temos alguém apaixonada aqui.
– Tô mesmo. Muito apaixonada, Alice. E depois de sexta então, não largo esse homem jamais. - nós rimos. E era verdade. Nunca senti tanto prazer com um homem como senti com Edward.
Depois que reconstruí minha vida, saí com alguns caras, e até acreditei que sentia prazer. E apesar de trabalhar numa sex shop, eu não era uma expert nesse assunto.
Já usei alguns apetrechos que peguei na loja, pra apimentar as noites com os caras com quem me relacionei, mas eu sentia que o prazer não era só aquilo. Sabia que tinha mais. Mas me contentava com o que obtinha. Afinal, pra quem só sentia dor com James, se sentir confortável com outro já era um lucro imenso.
Mas com Edward, eu senti o ar faltar. A gravidade não me segurava mais. Minha mente voou. Meu corpo superaqueceu, meus músculos se apertaram tanto, que pensei que morreria.
E olha que eu me julguei experiente, pelo fato de Edward ser virgem, e tentei dar uma de mulher sedutora. E no fim das contas, foi ele quem me seduziu. Me seduziu com seu toque, com palavras, e com a devoção e carinho que existe em seu olhar quando estamos juntos.
– Ei, tá viajando de novo? – Alice estalou os dedos em frente o meu rosto. E eu despertei. – Tô vendo que você tá apaixonada mesmo, heim.
– Amando Alice, eu estou amando. – sorri sonhadora.
– Se vocês tivessem transado, eu diria que é amor de pica, mas como não transaram, o que posso dizer? Amor de língua? – dei um tapa em seu braço, e acabamos caindo na gargalhada.
Mas logo meu sorriso foi morrendo, e Alice não deixou escapar isso.
– Agora fala o que está te deixando tão preocupada. – isso pareceu uma intimação.
– Sábado nós fomos almoçar, estava tudo tão bom. A gente parecia estar numa bolha de amor. – suspirei. – Na saída do restaurante, dois caras passaram por nós, e um falou umas gracinhas pra mim. Edward, naturalmente e de forma muito educada, disse ao cara que eu era sua namorada. E o cara se desculpou.
– Não vejo o problema ainda. – Alice comentou.
– Bom, o problema foi os comentários que os caras fizeram ao se afastar de nós. Um deles chamou Edward de aleijadinho. – Alice pareceu ficar chocada. – O outro ainda disse que eu deveria estar com Edward por dinheiro.
– E o quê você fez?
– Ta aí o problema. Eu não fiz nada. – ela arqueou a sobrancelha direita. – Eu escutei aquilo tudo, e senti uma revolta por dentro. Eles estavam falando coisas ruins a respeito de nós. A respeito do meu Edward. – suspirei. – Mas eu não soube o que fazer. Como contornar a situação.
– Bella... – a interrompi.
– E eu sei Alice, eu sei que Edward esperava que após isso, eu sorrisse e dissesse que estava tudo bem. Que os caras eram uns babacas. Ele esperava que eu desse forças pra ele, como sempre faço. – abaixei a cabeça. – Mas naquele momento, onde nós saímos do nosso mundo particular, e interagimos com esse mundo de merda, eu não soube o que fazer. – uma lágrima desceu por minha face. – E eu sei que ainda vamos enfrentar muitas situações desse tipo em nossa vida. Eu sei Alice. E eu não sei se terei força pra enfrentar isso. – eu já chorava muito nesse momento.
Alice me abraçou, e carinhosamente passou a mão em meu cabelo.
– Você o ama?
– Sim. Muito, Alice. E eu só descobri isso quando vi decepção nos olhos dele naquele sábado.
– Ele ficou muito chateado, não foi? – sua voz era doce, ela parecia querer me acalmar.
– Na hora sim, mas depois ele disfarçou bastante. Mas a noite, nós apenas dormimos lado a lado. Ele não me tocou. Ele não foi carinhoso como sempre é. – eu ainda fungava um pouco, com a cabeça apoiada no ombro de Alice.
– Bella, você tem que decidir se é isso mesmo que você quer. Porque você vai ser a força dele. Você me disse que ele é muito inseguro.
– E ele é. – Alice me afastou do abraço e olhou em meus olhos.
– Bella, ele se abriu pra você. Ele saiu de um casulo de 10 anos por você.
– Eu sei. – afirmei.
– Você tem obrigação de ser a força dele. De ajuda-lo a se redescobrir.
– Eu sei, Alice.
– Bella, posso te dar um conselho?
– Claro que pode, amiga. – funguei um pouco, ainda limpando as lágrimas do meu rosto.
– Pra começar, apenas mostre a ele esse sentimento todo aí dentro. – ela apontou pro meu coração. – Saber que é amado, vai ser a principal força dele. Pelo que você me conta, eu tenho certeza que por você, ele faz tudo. E saber que você também é capaz de fazer tudo por ele, vai ser o maior escudo contra todo preconceito que existe nesse mundo.
– Você tá certa. – mordi o lábio. Eu já pensava em umas coisas.
– Pela carinha que você está fazendo, posso entender que você está elaborando um plano, não é mesmo? – ela já me conhecia.
– Posso sair mais cedo hoje? – ela estreitou o olhar. Tentou fazer cara de brava.
– São seis da tarde. A loja fecha as sete e meia. – sua falsa cara de brava foi se tornando em um sorrisinho malicioso. – Vai lá, sua safada.
– Obrigada Alice. – dei a volta no balcão, peguei minha bolsa. Corri pelas prateleiras e peguei um pacote com três calcinhas comestíveis.
– Ei, vai assaltar minha loja? – ela fingia indignação.
– Põe na conta, chefinha. – peguei uma calcinha comum na parte das lingeries, já que eu iria direto pra casa de Edward, e não tinha uma extra em minha bolsa.
Já ia saindo da loja, quando Alice me chamou.
– Bella. – me virei. Ela apontou com a cabeça uma prateleira a esquerda do balcão. – Não se esqueça das algemas.
Edward, me aguarde!

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