FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 16

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



– Emm, eu não estou pegando pesado com a mamãe. Cara, você estava lá, você ouviu as coisas que ela me falou. – disse, já cansado desse assunto, ao meu irmão.

Estávamos ao telefone, era uma tarde de sexta-feira, e eu pedi ao motorista para me levar ao centro, no trabalho de Bella, para buscá-la e irmos juntos para seu apartamento.

– Tudo bem Ed, mas é que eu fico mal em vê-la triste pelos cantos da casa, porque você não está falando com ela.

– Emmett, eu estou falando com a mamãe, apenas o necessário, mas estou falando. – suspirei. – Cara, ela precisa parar de querer me tratar como um bebê. Eu sou um homem, Emm. Um homem. – elevei minha voz, e quando o motorista me olhou um pouco assustado pelo retrovisor, eu me recompus. – Cara, eu só quero que ela me deixe viver. A psicóloga conversou comigo sobre isso. A super proteção dos familiares. E eu sabia que essa seria minha primeira batalha. Só não sabia que doeria tanto ter que enfrentar minha mãe. – suspirei triste.

– Edward, eu te entendo. E eu até concordo com tudo que você disse. Mamãe te protege muito. Ela não te enxerga como um homem feito. Pra ela é como se você ainda fosse uma criança que ela precisa proteger. – pausou, falou algo com alguém, provavelmente sua secretária. – Mas cara, tente entendê-la. Na época do seu acidente, ela ficou muito mal. Sabe aquela coisa da mamãe urso querer defender seu filhote do mundo?

– Eu sei Emm. – sua pergunta era retórica, mas mesmo assim respondi.

– Então, ela fez isso com você. Ela só tem medo de você sofrer mais, Ed. – argumentou.

– Emm, eu sei disso. Eu só queria que ela me visse como um homem adulto e que pode sim ter uma companheira, assim como eu estou me vendo agora. – meu irmão ficou em silêncio do outro lado da linha. – Emm, foram 10 anos que eu vivi me achando inferior. Eu via você saindo com garotas, e eu achava que isso estava fora do meu alcance. Eu conversava com aquelas pessoas pela internet, só pelo prazer de parecer normal para alguém, já que lá, ninguém sabia da minha deficiência. E agora que eu encontrei Bella. – meu coração disparou, só de falar o nome de minha namorada, e se Deus quiser, em breve, esposa. – Emm, eu quero viver. Se eu quebrar a cara, eu vou morrer por dentro. Mas pelo menos, eu vou ter vivido. E cara, eu to tão feliz, você não tem noção de como eu estou feliz ao lado dela. – um sorriso bobo já brotava em meu rosto.

– Eu sei, meu irmão. Eu sei que você está feliz. E acredite, todos nós estamos felizes por você, inclusive mamãe.

– Tudo bem, Emm. Eu sei disso. Agora eu vou desligar que já estou quase chegando em frente ao trabalho da Bella. Tchau, até amanhã.

– Até amanhã? Vai dormir na casa dela? Você está virando um tarado mesmo. – nós rimos. –Agora que experimentou não quer mais parar, né safado. Bella está agüentando seu ritmo? – Emm gargalhava.

– Meu irmão, é ela quem me dá uma canseira. – nós dois rimos.

Encerrei a ligação.

Desde quarta de manhã, o clima lá em casa não estava dos melhores.

Após meu desentendimento com minha mãe, eu entrei em contato com a imobiliária que trabalha em parceria com a construtora da minha família.

Meu pai e meu irmão me apoiaram em minha decisão. Eles sabem como sempre me senti inferior, e agora que estou conseguindo superar minhas inseguranças, complexo de inferioridade e medo de viver, eles entendem que eu finalmente deixei de ser aquele eterno garoto de 17 que chorou durante 10 anos, a cada aniversário onde percebia que o tempo passava e nada em sua vida mudava, para me tornar um homem de 27, que quer ter uma casa, uma esposa, uma família.

Não condeno minha mãe por sua atitude. Era ela quem dormia abraçada a mim, toda vez que eu questionava o porquê de não ter morrido de uma vez naquele acidente.

Sempre foi ela quem me disse que eu ainda seria muito feliz.

Ela me encorajou no primeiro dia que Bella foi lá em casa. Ela sempre me incentivou a encontrar uma namorada. Mas a rápida transição de Bella, de amiga a namorada em uma mesma tarde, a deixou cismada.

Eu entendo sua implicância. Eu sou um cara deficiente, inexperiente e rico. Uma presa fácil para mulheres golpistas.

Mas porra, minha Bella não é isso. Ela me ama. Eu sei disso. Eu senti no dia em que fizemos amor. Foi a melhor sensação do mundo. Aquele com certeza foi o melhor dia da minha vida.

Eu só espero que em breve minha mãe entenda que eu cresci. Que amadureci nesse um mês de namoro com Bella, os 10 anos que fiquei estacionado. Parado. Apenas existindo. Respirando porque era necessário. Aceitando o destino que eu achava que era meu, viver sozinho pra sempre.

– Vire a direita. – instruí o motorista. Já estávamos chegando no endereço.

Será que Bella ficaria chateada por eu aparecer de surpresa em seu trabalho?

Eu pesquisei o endereço na internet, e resolvi vir buscá-la. Será que ela entenderia essa atitude como romântica?

O motorista parou em um estacionamento que ficava na mesma calçada que a loja em que Bella trabalha.

Ele pegou minha cadeira no porta-malas, e a abriu ao lado da minha porta. Soltei o cinto de segurança, ele me ajudou e eu sentei em minha cadeira.

Pedi para ele me esperar no carro, e fui empurrando minha cadeira pela calçada.

Estava ensaiando em minha cabeça alguma frase bonita para dizer a Bella. Merda, por que não comprei flores? Isso sim seria romântico.

Droga, ali não tinha nenhuma floricultura por perto.

Continuei empurrando minha cadeira, distraído em pensamentos, quando vejo uma cena que fez meu sangue gelar.

Bella na entrada da loja, linda e sorridente, conversando com um cara loiro. E esse, era todo sorrisos para minha Bella. MINHA bella.

Mas que merda é essa?

Meu coração falhou uma batida. Será que ele estava dando em cima dela? Será que ela estava dando condições a ele?

Me senti regredir. A insegurança e complexo de inferioridade me visitaram nesse momento.

O cara era bem bonitão. Parecia ser mais novo que eu. Não daria mais 23 pra ele. Loiro, roupa social, provavelmente estava em horário de serviço. E ele podia ficar em pé.

Pra mim, essa foi a pior característica que visualizei nele. Ele não era deficiente.

Será que se ele estivesse interessado em Bella, ela me deixaria pra ficar com ele? Eu não a condenaria. Afinal, ele pode andar.

Ele pode passear com ela em qualquer lugar. Ela não teria que enfrentar preconceitos pra ficar com ele. E ele provavelmente não tem as merdas dos espermatozóides fracos, poderia dar filhos a ela.

Com o fio de auto-confiança que ainda tinha em mim, expulsei esses pensamentos, e resolvi chegar perto do casal sorridente.
Eu estava muito puto. E não era com Bella. Era com ele. Por estar conversando com minha garota. Por estar sorrindo pra minha garota. E por ele ser perfeito.

Seria uma luta injusta.

– Atrapalho? – tentei soar indiferente, mas pareceu mais um tom debochado.

Bella se assustou e me olhou espantada.

– Edward, o que faz aqui?

– Vim te ver, mas já vi que está ocupada. – acho que meu tom não foi agradável, pela cara que ela fez.

– Não, eu não estou ocupada. Estava dando um tempo aqui fora, a loja ta vazia mesmo. Aí o Riley passou, estávamos conversando. – Riley, esse era o nome do meu mais novo arqui-rival. – Riley, esse é Edward, meu namorado. - ela veio em minha direção, se abaixou e me deu um selinho.

Percebi o sujeitinho arregalando os olhos, ele parecia incrédulo. E antes de Bella se virar novamente pra ele, o cara esperto como era, normalizou o semblante e sorriu. Forçadamente.

– É um prazer Edward.... – ele estendeu sua mão para mim. Peguei a contragosto.

– Edward Cullen. – falei altivo.

– Cullen? – ele pareceu se surpreender. – Como a Cullen Building Corporation?

– Sim, é a construtora da minha família. – respondi de pronto.

– Ah, claro. – seu semblante se tornou levemente debochado. – Sou Riley Biers. Bom, de qualquer forma eu estava de passagem. Ainda estou em horário de serviço, não venho de boa família como o amigo aqui. – deu dois tapinhas em minhas costas, e eu quis socar sua cara. – Até mais Bella. – ele chegou perto dela, e lhe deu um beijo no rosto. Mas que merda, ele beijou o rosto dela. – Até mais Cullen.

– Tchau. – disse seco.

O sujeito saiu caminhando calmamente. E eu quis socá-lo só pelo fato dele poder andar.

Eu nunca fui um cara que teve inveja, mas nesse exato momento, eu quis muito que ele estivesse preso nessa cadeira, e eu estivesse em pé, perfeito para minha Bella.

– Edward, o que você veio fazer aqui? – Bella chamou minha atenção. Girei minha cabeça para encará-la.

– Eu quis te fazer uma surpresa, e também te buscar aqui no trabalho. O motorista está nos esperando no estacionamento. Por que, fiz mal? – perguntei,e soou de forma irônica.

– Não, claro que não. Eu só não esperava. – ela sorriu.

– É claro que não esperava, estava aqui fora de papinho com o Backstreet Boiola. – disse azedo. E Bella riu. ELA RIU. Eu não estava achando nada engraçado.

– Backstreet boiola? Ai meu Deus Edward, você com ciúmes além de fofo fica engraçado. Coitadinho do Riley. – coitadinho? Ah não, ainda teria que escutá-la defendendo-o.

– Coitadinho dele? Coitadinho de mim, que venho fazer uma surpresa pra minha namorada, e a encontro aqui fora de papinho com um sujeitinho que a estava comendo com os olhos. – ela fechou o semblante na hora.

– Eu não estava de papinho com ele. Ele é um amigo, e sempre que passa aqui, para pra falar comigo. E ele não estava me comendo com os olhos, Edward. – disse séria.

– Eu não gostei de vê-la aqui fora conversando com esse cara. – suspirei. Olhei em seu rosto, fitei seriamente seus olhos. – Eu não quero que isso se repita. – ela pareceu incrédula.

– Eu não estou acreditando. Você está querendo me proibir de algo, Edward?

– Bella, você é uma mulher bonita. Eu não quero que você fique dando papinho pra esses caras por aí.

– Edward, você está me desrespeitando. Eu não fico dando papinho pra cara nenhum. Eu sei que tenho namorado, e me dou o respeito. – pareceu ofendida.

– Eu vi como você se dá o respeito. Estava toda sorrisos pra esse Riley aqui fora. Você não deveria estar lá dentro trabalhando? – eu já não conseguia controlar meu ciúme.

– Eu não sou obrigada a ficar escutando isso. – ela me deu as costas e entrou na loja.

– Bella! – ainda chamei, mas ela não me olhou.

Fiquei do lado de fora, incrédulo. Ela realmente está me ignorando?

Que merda. Essa mulher me deixa louco. Eu a encontro conversando com outro cara, nós discutimos, ela me deixa plantado do lado de fora da loja, e eu só penso em chegarmos logo a casa dela pra fazê-la gozar a noite toda, e mostrá-la quem é o dono do seu corpo.

O quão doente isso pode ser?

– Ei cara, está precisando de alguma ajuda? – um homem loiro e simpático me abordou.

– Ah, eu? Não, não. Na verdade, estou aguardando minha namorada. Ela trabalha nessa loja. – apontei para a entrada da sex shop. Ele riu.

– Bom, só duas mulheres trabalham aí. A Alice que é dona e a Bella que é a única funcionária. E eu realmente espero que sua namorada seja a Bella. Pois Alice é minha noiva. – nós rimos.

– Pois é, pode ficar tranqüilo, minha namorada é a Bella. – gostei dele de cara. – A propósito, sou Edward Cullen. – estendi minha mão.

– Jasper Whitlock. – ele apertou a mão que eu oferecia. – E por que você não a espera lá dentro? – ri um pouco sem graça.

– Bem, você sabe como são as mulheres, a gente meio que discutiu, e ela me deu as costas e me deixou falando sozinho. – ele riu solidário.

– Convivência com Alice. Ela sempre faz isso comigo. – ele olhou em volta. – Bom, de qualquer forma, faltam 10 minutos pra elas fecharem a loja. Você não vai esperar muito. – assenti.

Mal ele terminou de falar, e uma Bella muito irada saiu de dentro da loja.

– Oi Jasper.

– Oi Bella, já vai?

– Já, Alice vai fechar a loja sozinha. – bufou. – Já conheceu, Edward? – apontou pra mim a contragosto. Nossa, ela está com raiva mesmo.

– Sim, seu namorado é um cara bem legal. Bem, vou entrar pra ajudar Alice. Até mais Edward. – apertamos as mãos novamente. – Tchau Bella.

– Tchau. – disse seca. Se virou pra mim, e eu pude ver que ela realmente estava com raiva. – Onde está o carro?

– No estacionamento ali na frente. – ela começou a andar, e eu rapidamente a segui. – Amor, você está andando rápido demais. – disse um pouco constrangido. Ela realmente estava andando rápido, e eu não conseguia acompanhar seu ritmo empurrando minha cadeira.

Ela, sem falar nada, reduziu a velocidade dos passos e seguiu até o estacionamento.

Paramos em frente o carro. E o motorista logo veio abrir a porta para Bella entrar.
Ela entrou, e permaneceu calada, e sem olhar pra mim.

Ele me ajudou a entrar, guardou minha cadeira, e entrou no carro.

Durante o trajeto, Bella continuou emburrada e calada. E isso estava me deixando já apreensivo.

Será que ela terminaria comigo pelo que falei pra ela?

– Bella, você não vai falar comigo? – pedi humildemente.

– Não. – disse simplesmente e começou a mexer na bolsa. Parecia procurar algo.

Engoli em seco. Minhas mãos na hora começaram a suar. Será que eu joguei tudo fora, só pelo meu ciúme?

O resto do trajeto foi feito em silêncio.

Quando o carro parou, Bella desceu e entrou logo no prédio, nem me esperou.

O motorista me ajudou a sair do carro, dei um trocado pra ele, já que tem trabalhado mais pra mim do que realmente para a empresa, e logo ele partiu.

Entrei no prédio. Ainda bem que era nivelado com a rua, por ser um prédio muito simples, era bem comum, pois se tivesse rampa, dependendo do grau de inclinação, eu não conseguiria subir sozinho.

Entrei no apartamento e não vi Bella. Tranquei a porta, com a chave que estava na mesinha ao lado.

– Bella? – chamei, mas ela não respondeu.

Provavelmente está no quarto, pensei.

Empurrei a cadeira até lá. E quando cheguei à porta, meu coração disparou.

Bella sentada na cama, de pernas cruzadas. Ela estava com uma lingerie muito foda. Espartilho preto com detalhes rosa. Cinta liga e meia ¾ pretas. Um sapato de salto alto preto. O cabelo estava solto, e ela me olhava de forma irônica.

Isso me deu um tesão absurdo.

– Você foi um menino mal. – ela disse como quem diz, vai chover daqui a pouco.

– Fui... – confirmei ainda meio abobalhado pelo mulherão que via a minha frente.

– E meninos maus merecem ser castigados. – ela falava baixo, de forma sensual. E céus, meu sangue fervilhava. Eu estava excitado com a situação.

Eu faço uma cena de ciúmes e ganho isso de presente? Quero nem imaginar quando eu for romântico com essa mulher. Vou ficar louco.

– E eu vou castigar você. – ela se levantou e veio em minha direção. Parou com o rosto a centímetros do meu e mordeu fortemente meu lábio inferior. Gemi. E antes que eu pudesse passar a mão em seu corpo, ela se afastou.

Foi até um pequeno cd player que estava na estante de seu quarto, e eu entendi que ela estava me dando esse momento para eu ir para a cama.

Empurrei rapidamente minha cadeira para perto da cama, e tomei todo cuidado do mundo para não derrubá-la quando me impulsionasse pra cama.

Feito isso, me ajeitei de modo a ficar sentado e com as costas na cabeceira da cama.

Bella colocou um cd com músicas que pareciam ser algo misturado com blues e hip hop. Veio andando de forma sexy para perto da cama. Meu coração batia enlouquecidamente em meu peito.

Ela pegou no criado mudo um par de algemas e um chicote.

Como eu não tinha visto essas peças ali?

Arregalei os olhos. Ela queria usar isso? Ela iria me algemar e bater?

Porra, isso me deu um tesão fora do normal.

– Agora você vai pagar por ter sido um menino tão mal comigo. – ela exibiu um sorriso vitorioso.

Gemi.

Porra, quero ser castigado sempre!


E então, gostaram? No próximo tem Bellinha dominante??? será? será?
Então, o Ed já começou a revelar um ciumezinho chato... E esse Riley heim... ele nao apareceu por acaso hahaha
O Ed por ainda ter traços de insegurança nele, é muito ciumento, e a Bella, ao ver dele, é a sua conexão com a vida, com a felicidade, e ele morre de medo de perder isso.
Muita gente comentou que ele é apressado e tal. E realmente é. Ele quis namorar já logo no primeiro beijo, quis que ela dormisse na casa dele no primeiro dia de namoro, quer casar com um mês só. 
Mas entendam, ele viveu 10 anos uma vida sem estímulos, uma vida que como ele mesmo diz, ele apenas existia. E agora que ele está encantado com a idéia do amor, ele quer tudo de uma vez.
A Esme não é vilã, como ele mesmo reconheceu nesse cap, ela só é muito preocupada, imagine uma mãe ver um filho viver deprimido durante 10 anos, e do nada ele arranja uma namorada e quer sair de debaixo de suas asas? É barra...
Vou parar por aqui, que tô fazendo bíblia... mas antes...
muahuahauhauha em breve entrará na fic aquela personagem que todo mundo ama - sóqnão!
Beijoooos

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