FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 18

Hey, eu percebi uma agitação por conta da Tânia. Hey, calma. Ela é digna nessa fic. 
Mas isso não quer dizer que não vá haver interesse da parte dela rsrsrs
Mas não é uma bitch.
Esse capítulo, pra mim é um dos mais importantes da fic... porque é onde o Edward percebe algumas coisas.
As vezes o preconceito está também dentro de nós.
E ele dá uns passos importantes, e começa a se soltar mais, ficar mais alegre com a vida.
Eu particularmente, adoro esse capitulo...
let's go.

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



Minha nova fisioterapeuta perguntou muitas coisas sobre minha rotina, meus atuais limites, e me explicou todas as coisas que envolvem o tratamento. Onde eu poderia chegar, me explicou que isso seria a longo prazo, mas isso eu realmente já sabia.
E como eu previ, realmente não tivemos uma sessão hoje. Apenas apresentação.
– Então, até amanhã Dra. Denalli. – estendi minha mão para cumprimentá-la, assim que paramos na recepção da clínica. Ela, gentilmente me acompanhou até lá.
– Até amanhã Sr. Cullen. – ela apertou a mão que eu estendi.
– Estou ansioso pra começarmos logo. – ela sorriu ternamente.
– Vejo que está bem disposto para o tratamento. Formaremos uma boa equipe. – assenti.
Peguei o elevador, e quando cheguei ao andar da garagem, me dirigi ao carro. O motorista estava me esperando, lendo um jornal, como sempre.
Assim que saímos do estacionamento, pensei na Dra. Denalli. Ela era bem legal, e foi muito simpática comigo, e dava pra notar que não era algo forçado, pela nossa relação paciente/médico. Era algo natural. Por um momento, me senti como se estivesse conversando com uma amiga.
Igual nos tempos do colégio, onde eu sempre sentava pra conversar com Suzan. Nós tínhamos um jeito nosso de nos relacionarmos. Ela me falava sobre o que pensava sobre garotos, e eu falava sobre garotas com ela. E era natural. Sem interesse. Apenas amigos.
E em 10 anos, só me relacionei com meu irmão, meus pais e uma equipe médica. Eu não sabia que tinha sentido falta de um amigo ou uma amiga, até encontrar com Dra. Denalli.
A conversa fluiu naturalmente, nós rimos enquanto falávamos de coisas sérias. Coisa que só amigos conseguem fazer.
Definitivamente, Bella mudou minha vida. Ela me fez sair do meu casulo.
Por ela eu quis encarar seriamente esse tratamento, e vi que existia um mundo fora dos muros de minha casa.
Não que eu não saísse antes, mas era diferente. Eu sempre estava na proteção dos meus pais ou irmão, e queria ficar exposto o menor tempo possível.
Meu amor por Bella me fez enxergar que eu posso sim ter uma vida normal, apesar da minha deficiência.
Existe sim o preconceito, mas nem todas as pessoas me enxergam apenas como um cara em uma cadeira de rodas. Existem pessoas que me enxergam como um cara legal.
Como o cara que encontrei na porta do serviço de Bella, o Jasper. E até mesmo a Dra. Denalli. Eles conversaram comigo como se eu fosse um cara qualquer, com quem você conversa qualquer assunto. E sempre foi isso que eu sonhei. Normalidade.
Nunca gostei das pessoas me olharem atravessado, ou me tratar como criança só por eu ser deficiente.
Quanto tempo eu devo ter perdido de uma vida normal.
Emmett mesmo, sempre me chamava pra ir em bares ou em jantares com ele, sua namorada Rosálie, e alguns amigos. E eu sempre recusei.
Medo de ser rejeitado pela “galera”, ou apenas ser tratado como um coitadinho ou criança.
Mas eu não tinha como saber sem ir. E a coragem sempre me faltou.
O preconceito existe, mas não em toda parte. Talvez os amigos de Emm poderiam ser legais, e apenas me tratar como mais um cara, e de repente, poderiam até se tornarem meus amigos.
Sempre tive medo ou vergonha, ou talvez os dois, de sofrer com o preconceito alheio. Mas acho que talvez o preconceito tenha partido de mim mesmo.
Acho que eu sempre tive preconceito com o meu estado.
Sempre me julguei inferior. Sempre tentando esconder minha deficiência. Sempre me achando um coitadinho por sofrer aquele acidente e ficar paraplégico.
Acho que se eu quiser ser visto como um cara normal, EU tenho que começar a me ver como um cara normal. E não como um prejudicado do destino.
Céus, tanto tempo apenas me lamentando, quando eu poderia ter feito o tratamento para recuperar uma sensibilidade parcial, eu poderia ter feito a faculdade que sempre quis, eu já poderia estar trabalhando.
Eu poderia ter tido uma vida normal, com algumas limitações é claro.
Mas eu poderia ter vivido, e não apenas existido.
Isabella!
Meu Deus, ter Bella comigo me fez ver tantas coisas novas. Me fez amadurecer, me tornar um homem. E ela me dá a confiança que eu sempre precisei ter.
Se hoje enxergo todas essas coisas, devo a Isabella. Por ela eu quis ir ao médico novamente, por ela eu voltei a sessão com a psicóloga, por ela eu vou voltar minha fisioterapia. Por ela, eu saí pro mundo.
Ela.
Ela é meu tudo. Agora eu entendo porque fiquei 10 anos em estado de inércia. Sem realmente viver.
Eu estava esperando Bella pra me encorajar a enfrentar o mundo. A enfrentar o preconceito que eu mesmo tinha com minha deficiência.
Bella. Bella. Bella. Bella.
Meu amor, minha vida, minha futura esposa.
– Pare! – pedi rapidamente ao motorista, enquanto passávamos em uma rua no centro da cidade.
Ela procurou uma vaga e parou. Desceu do carro, pegou minha cadeira de rodas, e me ajudou a me instalar nela.
– Eric, será que você poderia me acompanhar em alguns lugares que preciso ir? – ele se espantou com meu pedido, e por tê-lo chamado pelo nome. Eu nunca parei nem pra cumprimentá-lo. – É que pode ter alguns lugares que não tenham rampa.
– É claro Sr. Cullen. – ele sorriu amigavelmente pra mim.
Eric parecia ser um cara legal, e pelo meu isolamento automático das pessoas, talvez tenha perdido umas boas conversas com ele.
Indiquei a loja pra ele, e entramos para encontrar uma pessoa que sempre tentou se aproximar de mim, e eu nunca permiti.
Assim que cheguei ao meio da loja, a bela loira veio em minha direção, com o rosto um pouco confuso.
– Você aqui? Er, aconteceu algo com Emmett? – Rosálie, minha cunhada, me perguntou.
Claro que ela estranharia minha visita. Sempre que ela ia a minha casa, eu evitava ficar na sala entre eles, ela puxava conversa comigo, e eu sempre respondia o mínimo e fugia para meu quarto, meu refúgio, e na verdade, minha masmorra durante 10 anos.
– Não, graças a Deus não aconteceu nada a Emm, pelo menos eu acho. – ela riu um pouco desconcertada. – Rosálie, eu sei que nunca me esforcei em ser seu amigo, mas eu preciso de um favor. E a mulher mais próxima de mim, além da minha mãe, é você. – disse um pouco sem graça. Ela não era próxima. Apenas porque eu não deixava.
– Claro, se estiver ao meu alcance. Mas, e a sua, bem... Emmett me disse que estava namorando... – ela parecia indecisa se entrava no assunto ou não.
– E estou. Mas o que eu quero fazer, eu não posso pedir ajuda a ela. – ela sorriu.
– Ok, então me diga no que posso te ajudar, Edward. – sorri.
[...]
– Sabe Edward, fico muito feliz em te ver assim. – Rose já estava bem mais a vontade comigo, após um tempo resolvendo as coisas que pedi. Já eram 5 da tarde, e tínhamos andado um pouco pelo centro.
– Assim como, Rose? – bebi um gole do meu café. Estávamos em um café simples, sentados do lado de fora. Eric aproveitou que paramos para beber e comer algo, e foi resolver um problema pessoal. Apesar de eu ter insistido muito para que ele se juntasse a nós em nosso café.
– Assim... Feliz, sorridente, confiante. Eu sempre quis me aproximar e você nunca deixou. E hoje, você deu esse passo. Fico muito feliz em me tornar realmente amiga do irmão do meu namorado. – sorri.
– Rosálie, na verdade, eu acho que se não fosse por Bella, eu nunca teria caído na real. Eu passei muito tempo me julgando inferior. E isso foi um erro. Porque eu perdi 10 anos da minha vida, que eu podia ter aproveitado. Claro, com algumas limitações, afinal a deficiência está aqui presente, mas eu poderia ter vivido, entende? Eu poderia ter feito mais coisas. O que eu fiz nesses 10 anos? Nada. – era legal como a conversa fluía com Rose. Ela estava sendo uma amiga. E isso era muito bom.
– Eu entendo. Eu e Emm já conversamos muitas vezes sobre você. Seu irmão te ama muito, Edward. E se preocupa realmente com você. – seus olhos brilhavam só em tocar no nome do meu irmão.
– Eu também amo muito meu irmão. A gente sempre foi parceiro, sabe. Nós temos uma diferença de apenas 1 ano. – Rose sorriu discretamente. – É, meu pai não perdoou mesmo. Suspeito que ele nem esperou acabar o resguardo da minha mãe. – rimos juntos. – Então, eu como mais velho, sempre quis proteger Emm, sempre o ensinava tudo que eu aprendia. Sempre fomos parceiros e melhores amigos.
– Eu acho a relação de vocês linda.
– E é.
– Mas então, vamos para o assunto Bella. – sorri só em escutar seu nome. – Eu, como mulher, posso garantir que ela vai amar. Você é o namorado que tipo, 10 entre 10 garotas querem ter. Você bem que podia dar uns conselhos de romantismo pro Emmett. – gargalhamos.
– Pode deixar. Vou dar uns conselhos pra ele. – brinquei.
– Então Edward, seu motorista está vindo ali. Eu tenho que voltar pra poder fechar a loja. – ela terminou de tomar seu café.
– Rosálie, mil desculpas por te tirar da loja assim no meio do expediente, mas eu precisava de ajuda, e só consegui pensar em você.
– Tudo bem Edward, tenho duas funcionárias para isso mesmo, quando eu precisar sair. – ela se levantou.
– De qualquer forma, muito obrigado. – ela se abaixou e me deu um beijo na bochecha.
– Somos cunhados, não tem porque me agradecer.
– Somos mais agora, Rosálie. Somos amigos. –ela sorriu carinhosamente.
– Somos amigos. – pegou sua bolsa. – Estarei esperando sua namorada na loja amanhã. Prepare o cartão de crédito. – disse brincalhona.
– Devo ficar com medo?
– Totalmente. – acenou, e atravessou a rua.
Sua loja ficava há uma quadra do café onde estávamos.
Bem, eu teria um bom desfalque na conta bancária amanhã. Afinal, na boutique de Rosálie, só existem roupas de boas marcas, e sempre das coleções atuais.
Mas eu pagaria tudo com um enorme prazer. Bella merecia. E minha namorada, futura esposa, tinha que ter sempre o melhor.
E bem, toda mulher gosta de roupas novas. Ainda mais quando vai viajar.
[...]
Dentro do carro, a caminho de casa, peguei meu celular e disquei o número da sex shop. Bella uma vez havia me passado esse número, só para o caso de o celular dela estar dando fora de área. Mas eu nunca havia precisado ligar.
Ao terceiro toque, alguém atendeu. Reconheci a voz de Bella.
– Sex shop, boa tarde. – sorri.
– Boa tarde, eu gostaria de falar com a mulher da minha vida. – escutei sua risada. Ela reconheceu minha voz.
– Hummm, o senhor poderia me falar como ela é pra eu poder verificar se ela está? – a danada entrou na brincadeira.
– Hum, deixa eu pensar. Ela é a mulher mais linda do mundo. Tem olhos castanhos enigmáticos, num tom de chocolate derretido. Ela tem um sorriso lindo, que toda vez que eu vejo, faz meu coração falhar uma batida. – escutava sua respiração se acelerando do outro lado da linha. – Ela é meiga, divertida e algumas vezes mandona. – ela deu um risinho. – Ela tem um coração enorme, sempre encara as coisas vendo o lado positivo. Ela tem uma mania sexy de morder os lábios, que me deixa louco. Ela tem um corpo perfeito. – abaixei o tom de voz. – Seus lindos seios cabem perfeitamente em minhas mãos, mas eu os prefiro em minha boca. E tem uma certa parte do corpo dela, que eu adoro lamber. Tem um gosto incrível.
– Ah meu Deus, Edward! – Bella gritou espantada. – Como você, consegue em uma mesma frase, fazer meu coração bater mais forte de emoção e me deixar com tesão? – tentei engolir um gemido.
– Ta molhadinha, amor? – sussurrei. Um arrepio passou por meu corpo só de imaginar.
– Com certeza estou. – ela suspirou. – Se Alice não estivesse por perto, eu obrigaria você a fazer sexo por telefone comigo.
– Manda a Alice sair da loja. Agora! – falei rapidamente.
– Não posso, amor. – ela riu. – Alice é a dona, como posso mandá-la sair? – ela ria. Como ela ria do meu desespero, depois de me falar uma coisa dessas?
– Ok, tudo bem. – respirei fundo. – Você é demais mesmo, heim. Eu ligo, tento te falar algo que vá mexer com você, mas no final, é você quem me deixa louco. – nós dois rimos.
– Foi muito lindo o que você falou. Não pense que eu não fico aos suspiros por cada palavra bonita que você me fala. Porque eu fico toda boba.
– Vou declarar meu amor, admiração e devoção por você pelo resto de minha vida. – pude escutá-la suspirar. – Mas vamos ao ponto. Eu não liguei pra falar com você.
– Não? Como assim? – estava confusa.
– Quero falar com Alice. E olha que a um minuto atrás eu estava pedindo pra você expulsá-la daí. Ta vendo como você me tira o juízo?
– O que você quer com Alice, Edward? – Bella falou séria.
– Ei, por um acaso, você não está com ciúmes, está? – falei brincalhão. Mas acho que ela não entrou na brincadeira.
– Não sei. Tenho motivos? – ela está de sacanagem, só pode.
– Claro que não meu amor. Eu só quero falar com sua patroa. – me expliquei.
– E eu posso saber que assunto você teria com ela?
– Hei, Bella, calma. Eu só quero conversar com ela. Eu nem a conheço pessoalmente. Eu só quero conversar, pode ser? – a escutei bufar.
– Claro, Edward. Tchau. – ela realmente ficou com ciúmes?
Céus, não sei se fico preocupado, ou se vibro. Eu sei, é meio idiota, mas Bella ter ciúmes de mim é uma coisa que me deixa terrivelmente feliz.
– Alô? – escutei do outro lado linha, uma voz bem fina, atender meio incerta.
– Oi. Alice, não é mesmo? – quis confirmar.
Nesse momento, Eric entrava com o carro na garagem de minha casa.
– Sim sou eu. Pois não? – ainda parecia um pouco incerta. Provavelmente Bella a estava observando.
Um sorriso besta apareceu em meu rosto.
Bella tem ciúmes de mim!
– Alice, aqui é Edward Cullen. Como você deve saber, namorado da Bella. – me apresentei formalmente.
– Sim, eu sei quem você é. Posso te ajudar em alguma coisa?
– Pode sim. Não é um ato muito profissional, mas eu gostaria de pedir a sexta-feira de folga pra Bella.
– Como? – acho que ela não entendeu.
– Eu gostaria que você liberasse a Bella de trabalhar na sexta-feira. Eu quero fazer uma viagem surpresa com ela, e gostaria muito de poder contar com sua ajuda e discrição. Pode descontar o dia do salário de Bella. Depois eu me entendo com ela. – e é verdade. Se o dinheiro do dia lhe fizesse falta no fim do mês, eu lhe ajudaria com o maior prazer. Aliás, já gostaria de estar ajudando-a, mas a teimosa insiste em negar.
– Bem. Acho que posso concordar com isso. – com certeza Bella estava ao seu lado, e como pedi discrição, ela tentou disfarçar.
– Fico muito agradecido, Alice. A propósito, seu noivo é uma excelente pessoa.
– Ah, er.. obrigada.
– Tchau Alice, e novamente, muito obrigado.
– Tchau. – ela desligou.
Bom, tudo saindo como o planejado, Bella estará disponível pra viajarmos na sexta. Bom, nem tudo foi planejado. Esse repentino ataque de ciúmes de minha linda namorada, não estava nos planos. Mas porra, isso me deixou ainda mais louco por ela.
Ela também era possessiva em relação a mim. Também tinha medo de me perder. E eu não sei o quanto isso é doente. Mas me deixou mais apaixonado e com tesão.
E antes que Eric, que estava do lado de fora apoiado no capô do carro, provavelmente esperando minha ligação se encerrar, pudesse me ajudar a sair do carro, meu celular vibrou, e no leitor dizia Bella. Sorri.
– Oi minha vida. Já está com saudades de falar comigo? – eu sei, eu cutuquei a fera.
– Eu posso saber o que você queria com Alice? Já que ela não quer me contar nem sob tortura. – ela estava realmente irritada. Resolvi brincar um pouco.
– Eu já disse que te amo hoje?
– Edward Anthony Masen Cullen, eu estou falando sério com você. – gemi.
– Porra Bella, fala de novo meu nome todo. Isso me deu um tesão. – e era verdade. Logo lembrei dela no espartilho preto e rosa, me algemando e me batendo. Delícia de castigo.
– Edward, eu estou falando sério. Eu confio minha vida a você. E eu quero que você seja sincero comigo, o que você queria falar com Alice? – decidi parar de brincar com ela. Eu nunca tinha visto esse lado inseguro de Bella.
– Calma, meu amor. Eu não posso dizer o que é, porque é uma surpresa pra você. E eu precisei da ajuda dela. Mas não precisa ficar chateada, é uma coisa boa. Não precisa ficar assim. – tentei passar calma pra ela.
– Surpresa pra mim? – ela tinha uma voz chorosa.
– Sim, meu amor. Pra quem mais seria? Quem mais é a mulher da minha vida? Quem mais faz meu coração disparar como um louco?
– Ninguém. Só eu. – ela tinha a voz de uma menininha assustada,
– Só você, minha linda. Você é minha vida. Não precisa ter ciúmes, ok?
– Eu tenho sim, Edward. Eu morro de medo de te perder. – isso pode ser doentio, mas escutar isso, foi como escutar uma canção dos deuses.
– Não precisa ter medo. Você é a única que eu quero. Eu que tenho que ter medo de te perder. Tão linda e gostosa assim.- ela sorriu. O clima de carência já havia se dissipado.
– Sou linda e gostosa só pra você. – hummm, coisa boa de se escutar. – Mas você também é muito lindo. – sussurrou a próxima frase. – E faz o melhor sexo oral do mundo.
– Bella, não provoca. – nós rimos. Definitivamente, o clima ruim já havia passado. – Ah amor, já ia me esquecendo. Amanhã, no seu horário de almoço, quero que você vá em um lugar.
– Onde?
– Eu vou passar o endereço por sms pra você daqui a pouco. Lá, você vai conhecer a minha cunhada, a Rosálie. E presta atenção. Aceite tudo que ela te falar, ok?
– Mas por que eu vou conhecê-la sem você estar perto? E por que eu tenho que aceitar o que ela me falar? – desconfiada como sempre.
– Isabella, só por favor, aceite o que ela te falar. Por mim. Faz parte da surpresa. – pedi.
– Ok, tudo bem. Me mande o sms depois. E agora deixe-me desligar que entrou três moças aqui na loja. Beijo, te amo.
– Outro. Te amo mais que tudo. – desligamos.
Bella ciumenta. Gostei disso!
Abaixei o vidro e chamei Eric para me ajudar a sair do carro e ir pra minha cadeira de rodas.
Ao entrar em casa, vi minha mãe sentada no sofá, apenas folheando uma revista.
Suspirei.
– Mãe, tudo bem? – me aproximei.
– Oi meu filho. Como foi na fisioterapia? – ela pareceu surpresa por eu ter falado com ela.
– Foi só conversa hoje. Eu estou com uma nova médica agora. Dra. Denalli. Ela é bem legal e divertida. – minha mãe sorriu.
– Que bom que você está animado pro tratamento, filho. – ela ainda tinha uma pontada de tristeza nos olhos. E eu odiava ser o causador disso em minha mãe.
– Mãe.... – suspirei. – A senhora sabe que eu odeio ficar nesse clima ruim. Eu lamento por ter me alterado um pouco na semana passada.
– Tudo bem, meu filho. Eu te entendo. Eu juro que entendo você. – ela levantou-se do sofá, veio pra perto de mim, e se abaixou em minha frente. – Mas eu sou mãe, Edward. Sou sua mãe. E eu morro de medo de te ver sofrer novamente. De te ver magoado. – segurei sua mão.
– Eu sei, mãe.
– Eu não desaprovo seu namoro com a Bella. Admito que tenho minhas desconfianças. Você pode até ver como preconceito por ela ser pobre, mas não é. Eu só não entendo como ela chegou sendo apenas amiga, e já saiu como namorada naquela visita aqui em casa. Não entendo porque o lado dela ter mudado tão rápido, depois que conheceu nossas condições. – eu ia falar, mas ela se adiantou, e continuou. – Mas eu admito também, que pode ser apenas um excesso de proteção que eu tenho com você. Que ela pode ter vindo já interessada emocionalmente em você, e as coisas aconteceram naquele dia, porque tinham que acontecer.
– Mãe...
– Edward, não me entenda mal. Eu estou feliz de te ver alegre, mais seguro. E eu sei que isso tudo é por Bella. E você não tem noção do quanto agradeço aos céus por isso. – parou por um breve momento. – Eu só, eu só acho cedo essa coisa toda de morar juntos. Você está conhecendo a vida agora. Cumpra as etapas. Namore bastante, faça mais amizades, viva o que você não viveu nesses 10 anos. E depois sim, quando você estiver preparado, dê um passo tão importante como esse.
– Mãe, eu entendo o que a senhora está falando. De coração, eu entendo. Mas eu posso fazer isso tudo com Bella. Eu posso ter mais amizades, sair mais, viver todas as experiências, mas com Bella ao meu lado. – argumentei.
– Tudo bem, querido. Não vou me opor. Até porque você é adulto, não é mesmo? Não posso mais simplesmente dizer: Não, você não vai fazer isso! – sorriu um pouco forçado. – Vocês crescem tão rápido. É difícil soltar vocês no mundo. Ainda mais você meu filho, que já sofreu tanto nessa vida. – uma lágrima desceu por seu rosto, e os meus olhos já estavam marejados. – Parece que foi ontem, que eu conversava com você enquanto você estava dentro da minha barriga.
Mais lágrimas já desciam por seu rosto.
– Quando você era adolescente, eu não conseguia acreditar que aquela coisinha branquinha, com os olhos verdes bem grandões, tinha se tornado aquele garoto alto, com o cabelo todo bagunçado. – limpei algumas lágrimas de seu rosto. – Aí veio o acidente e a paraplegia. E eu queria te pegar no colo, e não largar você até sua tristeza passar. Igual eu fazia quando você chorava quando era um bebê. E eu fiz isso. Eu te abriguei em meus braços durante esses 10 anos, tentando tirar essa tristeza de você. – ela soluçou. – E agora ta difícil te soltar.
A abracei.
– Eu te amo, mãe. – a apertei forte.
– Eu também te amo muito, meu filho. Nunca se esqueça disso.
– Nunca esquecerei.
Ela se soltou do abraço, limpou um pouco o rosto, e me brindou com seu belo sorriso.
– Vai lá tomar um banho, vai. Em meia hora o jantar vai estar pronto. Seu irmão e seu pai já devem estar chegando, e agora que o senhor está falando comigo de novo. – sorrimos. Sabia que opuxão-de-orelha viria – Eu quero a família reunida à mesa.
Ela me deu um beijo na testa, e eu empurrei minha cadeira para o meu quarto.
Foi um dia intenso. Mas sem dúvida, o primeiro dia de uma vida nova.


Então, gostaram?
Quero dizer que amo a interação de vocês com a fic. Então, se não for incômodo ou algo assim, deixem a opinião de vocês. É muito importante pra um autor.
E divulguem a fic, se possível. O número de leitores tem crescido muito, e quanto mais melhor
Beijos a todos

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