FANFIC THE WAR OF BROKEN HEARTS

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama




Pov. Bella
_ E essa é a letra A. É uma vogal e compõe seu nome... Vê?_ Edward me perguntou atenciosamente, apontando para uma palavra qualquer, que ele insistia em dizer que era meu nome.
Assenti de leve e acompanhei o contorno da tal letra A com o lápis em minhas mãos.
Edward estava decidido a me ensinar ler e escrever e, eu adorava nossas aulas diárias.
Todas as tardes, desde que saímos da Alemanha, ele dedicava duas horas do seu tempo para me fazer entender o misterioso mundo da escrita.
Eu já tinha avançado bastante e sabia a diferença entre consoantes e vogais.
O difícil era juntar as letras e formar palavras completas.
Mas, mesmo com toda minha dificuldade, Edward jamais perdia a paciência comigo.
Pelo contrário.
Ele até se divertia com minhas confusões e nós dois sempre acabávamos a aula rindo iguais a dois bobos.
_ Será que um dia eu vou conseguir ler?_ Perguntei em dúvida, soltando um suspiro e ele me encarou com a expressão divertida.
_ Está duvidando do meu talento como professor?
_ Não, capitão. Conheço bem seus talentos. Mas, eu sou muito burra. Acho que não vou conseguir._ Falei triste e ele levantou-se, vindo até mim e me abraçando por trás.
_ Você não é burra, Bella. Basta ter paciência e persistência e logo estará lendo e escrevendo qualquer coisa._ Disse, com um sorriso carinhoso nos lábios e beijou meu pescoço de leve, causando um tremor por todo meu corpo.
Era sempre assim quando ele se aproximava.
Não importava a hora do dia ou da noite, bastava um toque e meu corpo todo reagia imediatamente a ele.
Às vezes, tinha medo que Edward pensasse que eu era uma depravada, já que jamais havia me negado a ele.
Senti meu rosto esquentar ao lembrar-me de nossa primeira noite no navio.
Eu nunca havia sido tão ousada em toda minha vida.
Depois que o barco zarpou do porto, Edward e eu nos despedimos da Sra. Forbes, e ele me levou até onde seria nossa cabine.
Apesar de grande, o barco não era luxuoso.
Imagino que isso se devesse ao fato de ser um navio preparado para soldados em conflito. Quanto menos conforto a bordo, mais fácil seria adaptar-se aos campos de guerra.
Os quartos eram pequenos, contando apenas com uma cama de casal estreita, uma mesa com duas cadeiras, um armário e um quarto para banho. Nossa Cabine, preparada para um capitão, era privilegiada e tinha também uma linda varanda, de onde se podia ver o mar azul.
Fiquei olhando tudo encantada, pois em toda minha vida, nunca tinha estado em um lugar tão limpo e tão bonito, mesmo Edward insistindo em dizer que o barco não era tão confortável quanto ele gostaria.
_ Bom, não é grande coisa, mas é melhor do que a cabana._ Edward falou, enquanto colocava as malas aos pés da cama e eu franzi as sobrancelhas para ele.
_ Não fale assim da cabana. Ela foi nosso lar durante muito tempo._ Repreendi e ele sorriu, aproximando-se e beijando meu rosto.
_ Tem razão... Apesar de feia e velha, foi o lugar onde eu lhe conheci e passei a noite mais incrível da minha vida._ Ele falou com a voz baixa e eu não pude deixar de rir, mesmo estando muito envergonhada e corada.
Ele se inclinou ainda mais em minha direção, me segurou pela cintura e me beijou delicadamente. Rodeei as mãos em seu pescoço e correspondi ao carinho dos seus lábios.
Beijá-lo era muito bom.
Estar ao seu lado me fazia bem.
Mesmo tendo-o beijado poucas vezes, eu estava ficando viciada nesse ato e separar-me dele, ainda que por curtos períodos de tempo, tornava-se cada vez mai difícil.
Nos afastamos relutantes, depois de alguns minutos perdidos um no outro e ele sorriu tristemente para mim, acariciando meu rosto.
E todas as vezes que ele sorria pra mim, eu sentia meu coração afundando no peito, tomado por uma sensação estranha, mas deliciosa.
Edward havia me tornado um poço de contradições, mas eu não me importava realmente com isso.
Eu estava amando a nova mulher que nascera em mim.
_ Tenho que falar com o comandante, agora..._ Ele murmurou e eu fiz um biquinho, fazendo-o rir.
Desde quando eu me tornara tão manhosa?
Edward tinha trabalho a fazer e não poderia ficar o tempo todo me paparicando.
Era me dever de esposa aceitar este fato.
_ Eu não demoro. Prometo. Não saia dessa Cabine, Sra. Cullen. Quando quiser dar uma volta eu a acompanharei, mas não ouse se aventurar por aí sozinha. Pode ser perigoso._ Recomendou e eu assenti.
Ele não precisava me pedir isso duas vezes.
Aquela sensação de estar sendo observada ainda me perseguia e eu não queria me arriscar a encontrar o soldado que me atacara.
Não sabia qual seria minha reação ao estar frente e frente com ele e também, não queria causar problemas a Edward com este fato.
O melhor que eu tinha a fazer era ficar quieta, protegida pelas paredes da cabine.
Arrumei nossas roupas no pequeno armário e quando o crepúsculo finalmente chegara, resolvi tomar um banho enquanto Edward não voltava.
Me surpreendi ao perceber que existia água quente no navio e fiquei muito feliz por não ter que tomar um banho frio.
Olhei desconfiada para o cano cheio de buraquinhos, mas acabei gostando da experiência de não tomar banho na tina.
Seja lá como se chamava esse instrumento estranho de banho, ele era muito eficiente.
Terminei de me arrumar e fui até a varanda, para observar o céu.
Há muito tempo eu não fazia isso.
Lembro-me que durante as noites nas quais dormia ao relento, eu adorava ficar olhando para as estrelas e imaginar que, de alguma forma, elas tomavam conta de mim.
Por muito tempo, elas foram minha única companhia.
O céu era um lugar mágico e observá-lo me trazia uma paz imensa.
Mas, a paz que o céu me transmitia não se comparava ao sentimento que eu sentira após fazer amor com Edward.
Lembrei-me da noite passada e me perguntei se o mesmo aconteceria hoje.
Ainda podia sentir o toque de suas mãos e de seus lábios sobre minha pele e me recordava com perfeição de todas as sensações maravilhosas que ele me fizera sentir.
Como era possível a dor ser tão facilmente substituída pelo prazer? Como era possível que eu tivesse esquecido toda a minha timidez e me entregado a ele, superando meus medos e receios?
Será que Edward e eu sempre faríamos amor daquela forma?
Suspirei e sorri.
Esperava sinceramente que sim.
Me sentia outra mulher em seus braços.
Ouvi o clique da porta e me virei para olhá-lo.
Edward parecia cansado, mas sorriu ao me ver.
_ Trouxe nosso jantar. Vou tomar um banho e logo comeremos._ Ele falou, colocando sobre a mesa algumas vasilhas de alumínio, e eu assenti, voltando para o quarto.
Arrumei a mesa com as coisas que ele trouxera, enquanto ele se banhava e me sentei na cama a sua espera.
Logo ele apareceu, limpo, lindo e cheiroso e quando me viu sentada na cama, avançou em minha direção com um sorriso no rosto.
_ Vamos jantar?_ Perguntei, enquanto ele me deitava no colchão macio e enterrava o rosto em meu pescoço.
_ Não quer namorar antes?_ Ele perguntou com a voz provocante e eu engoli em seco.
Deus!
Como resistir a ele?
Mas, antes que eu pudesse responder, meu estômago roncou, lembrando a nós dois que não comíamos nada desde a hora do almoço.
Ele riu e se afastou, segurando minha mão e me ajudando a levantar.
_ Vamos comer, antes que você desmaie de fome. Não quero ser culpado por sua desnutrição._ Ele falou com um tom de zombaria e eu mostrei a língua pra ele, fazendo-o gargalhar.
Era impressionante a facilidade com que ele sorria, agora.
Nem parecia o mesmo capitão triste e carrancudo que eu conhecera.
Edward sofrera uma transformação visível e eu esperava ser a responsável por pelo menos um pouco dessa mudança.
E algo me dizia que eu era.
Fizemos nossa refeição em um silêncio agradável e, às vezes, eu o pegava olhando atentamente para mim.
Parecia me analisar de alguma forma, mas seu olhar insistente não me incomodava.
Esse era o mesmo homem que me salvara das mãos de um monstro, que cuidara de mim, me protegera, dormira ao meu lado por muitas noites, me respeitando acima de todos os limites e que na última noite, depois de me tornar sua esposa, fez de mim sua mulher.
Jamais me sentiria mal ou constrangida com seus olhares.
A comida era boa, mas eu preferia as coisas que Edward preparava para nós dois na cabana.
_ Homem não sabe cozinhar._ Ele declarou, quando terminou a refeição e eu o olhei, confusa.
_ Por quê? Você é homem e cozinha muito bem._ Declarei e ele riu.
_ Isso porque você nunca comeu os pratos que minha mãe ou a cozinheira lá de casa preparam. Aí sim você vai ver o que é comida boa. Mas, falo isso por causa dessa comida do navio. São os próprios soldados que a preparam e não tem gosto nenhum.
_ Eu gostei._ Falei simplesmente e ele fez uma careta engraçada, me fazendo soltar uma pequena gargalhada.
Daqui a pouco, meu rosto começaria a doer de tanto sorrir.
Edward tinha esse efeito sobre mim... De me fazer rir até de fratura exposta.
Pelo jeito, a mudança não havia atingido só a ele.
_ Vamos ter que apurar seu paladar, Sra. Cullen._ Ele comentou, ainda referindo-se ao meu apreço pela comida do navio, e eu dei de ombros, levantando-me e recolhendo a louça suja.
Não tinha nada de errado com meu paladar.
Eu apenas apreciava toda e qualquer comida por já ter passado muita fome.
Mas, não diria isso a ele agora, porque não queria estragar nossa noite agradável com lembranças desnecessárias e amargas.
_ Deixa. Vou levar os pratos para a cozinha. Não demoro, prometo._ Ele falou, tirando as coisas das minhas mãos e se dirigindo para a porta.
Depois que ele saiu, fui até o banheiro me preparar para dormir.
Escovei os dentes, penteei meus cabelos e vesti a mesma camisola da noite anterior.
Me sentia bonita com ela.
Seu tecido leve cobria meu corpo como se fosse uma segunda pele, revelando minhas curvas e fazendo com que eu me sentisse sensual e desejada.
Edward parecia ter gostado dela também, apesar de tê-la tirado com muita pressa do meu corpo.
Corei com o pensamento e olhei meu rosto através do espelho pequeno do banheiro.
Eu ainda era a mesma pessoa, aparentemente, mas depois da noite de ontem, sentia-me mais adulta... Mais mulher.
Meus olhos me encaravam grandes e brilhantes através do espelho, revelando neles desejos, até então, ocultos. Minha boca estava um pouco mais inchada e vermelha do que o normal, e minha pele estava corada e quente.
E tudo isso era novidade para mim.
Desejar o toque e a presença de um homem era uma situação pela qual eu jamais me imaginei passar.
Eu odiava os homens.
Nenhuma experiência vivida com eles me fizera pensar o contrário.
Homens eram criaturas monstruosas e cruéis, que não se importavam com o sentimento das mulheres, comprazendo-se em fazê-las sofrer.
Esse sempre fora meu pensamento, pelo menos até conhecer Edward.
Meu marido me mostrara que existiam exceções a tal regra e este fato, de certa forma, me fazia querê-lo sempre por perto.
Apenas ele conseguia aplacar os desejos inusitados que tomavam conta do meu corpo, desde o momento que ele me tocara pela primeira vez.
Respirei fundo, três vezes e saí do banheiro, indo para o quarto.
Fechei a porta que dava para a varanda e me deitei na cama estreita.
Eu estava muito cansada, pois o dia fora longo, mas não queria dormir sem Edward.
Me acostumara tê-lo ao meu lado durante as noites.
Sentir o seu cheiro e o seu calor me acalmavam e me davam um conforto jamais sentido antes.
Suspirei e fechei os olhos.
Podia ser que ele demorasse, apesar de ter dito que logo voltaria, e o jeito era tentar dormir.
Pouco depois, Edward voltou para o quarto e em silêncio preparou-se para mais uma noite de sono.
Apagou a luz e deitou-se ao meu lado, permanecendo imóvel e afastado do meu corpo.
Me mexi incomodada, morrendo de vontade de me aproximar, mas não querendo contrariá-lo.
Se ele não queria me tocar, eu não iria forçar uma situação.
O tempo passava e Edward continuava imóvel.
E eu acordada.
Será que ele já dormira?
Suspirei pesadamente e me virei na cama outra vez, me assustando quando ele pousou a mão em meu braço e sussurrou em meu ouvido:
_ Algum problema?_ Ele perguntou suavemente e eu abri os olhos, encarando-o.
_ Não..._ Murmurei e ele sorriu, me virando de frente e tocando meu rosto com a mão.
_ Você está inquieta e isso não é normal. Conheço minha pequena esposa. Então, me diga... O que foi?_ Ele pediu e eu respirei fundo.
Senti meu rosto esquentar, mas optei por ser direta.
Ele disse que eu precisava confiar nele, e imagino que nessa confiança a sinceridade estivesse incluída.
E que se dane o recato!
Eu precisava dele esta noite.
_ Nós não vamos fazer amor hoje?_ Perguntei em um fio de voz, sentindo meu rosto ferver ainda mais e ele me olhou entre espantado e divertido.
_ Você quer?_ Ele me perguntou e eu assenti timidamente, sentindo meu rosto pinicando de tanta vergonha._ Então, sim... Nós vamos fazer amor hoje._ Respondeu sorrindo e eu quase gritei de alegria.
Dito isso, ele deitou-se suavemente sobre mim e me beijou, infiltrando sua língua em minha boca e me fazendo gemer baixinho.
Eu exultava por dentro.
Meu corpo todo ansiava pelas sensações que só suas mãos e seus lábios conseguiam me fazer sentir e saber o que estava prestes a acontecer me deixava mole de expectativa.
Ele me despertara para um mundo maravilhoso e agora era justo que me satisfizesse quando eu sentisse vontade.
Levei minhas mãos até os seus cabelos e o puxei mais para mim, querendo senti-lo ainda mais perto.
Ele desceu as mãos pelo meu corpo todo, me acariciando e me apertando e puxou a camisola por minha cabeça, me deixando completamente nua.
Edward me olhou por uns momentos, através da semi-escuridão do quarto, e depois desceu o indicador desde o meu pescoço até o início dos meus pêlos íntimos.
Um arrepio intenso tomou conta do meu corpo e eu fechei os olhos para apreciar melhor o contado do seu dedo com minha pele nua e quente.
_ Você nunca usa calção?_ Ele me perguntou, beijando meu pescoço e eu sorri, sentindo meu corpo tremer.
_ Não por baixo da camisola..._ Respondi com a voz rouca e ele beijou meus seios, me fazendo gemer alto.
Mordi os lábios, tentando não fazer tanto barulho.
Afinal, tínhamos vizinhos de quarto.
_ Que bom... Me poupa trabalho..._ Disse, enquanto subia os lábios em direção ao meu pescoço, deixando em meu tronco um rastro de beijos deliciosamente molhados._ Adoro vê-la nua. Sua beleza é quase hipnótica.
Que bom que ele gostava da minha falta de roupas, pois eu odiava usar calção para dormir.
Puxei sua camisa fina pela cabeça, espalmando minhas mãos em seu peito desnudo e beijei seu pescoço, ouvindo-o gemer.
Não tinha idéia se eu poderia ser assim, tão ousada, mas eu decidi seguir meus instintos e dar vazão ao meu desejo.
E meu desejo nesse momento era tocá-lo.
Desci minhas mãos pelo lado do seu corpo, apertando-o e arranhando-o.
Edward gemia, me apertava também e me beijava com loucura.
Acho que ele estava gostando do meu atrevimento, afinal de contas.
Ele se afastou minimamente de mim e tirou a calça, libertando seu membro e me fazendo arregalar os olhos para o tamanho avantajado daquela parte de sua anatomia.
Deus!
Acho que jamais deixaria de me impressionar com isso...
Olhei para Edward e ele me encarava atentamente, analisando minhas reações.
_ E essa carinha? Já te provei que nos encaixamos muito bem..._ Ele falou maliciosamente, beijando meus lábios de leve e eu sorri sem jeito.
_ Eu sei... É que... É que... Bem, quando eu cuidei de você, ele não me parecia tão grande._ Comentei e ele riu, passando a mão pelo meu rosto.
_ Ah, minha doce e inocente esposa... É você que faz isso com meu corpo._ Edward falou e eu o encarei, confusa.
_ Eu?_ Perguntei, um pouco assustada e ele assentiu solenemente.
_ Sim... Você. O seu cheiro delicioso, sua pele macia, seu corpo perfeito, seus gemidos suaves... Tudo isso contribui para aumentar meu desejo e minha excitação, deixando meu corpo preparado para lhe dar prazer.
Estávamos agora, sentados nus na cama e a situação não podia ser mais inusitada para mim.
Olhei novamente para suas partes baixas e depois, respirando fundo e encarando seus olhos, levei uma de minhas mãos até seu membro, tocando a pele aveludada com cuidado, enquanto ele fechava os olhos e gemia baixinho.
_ Bella..._ Edward sussurrou entre dentes e eu apertei seu membro com um pouco mais de força, friccionando a pele que o envolvia para cima e para baixo, me deliciando com o contato e com os gemidos que saiam de seus lábios._ Deus... Bella..._ Ele repetia meu nome como uma mantra e eu me inclinei em sua direção, beijando-o delicadamente nos lábios, enquanto continuava a acariciá-lo.
Não saberia dizer de onde tirara tanta coragem para tocá-lo tão intimamente, mas o fato era que eu queria conhecer seu corpo e saber o que lhe agradava na hora do amor.
Eu precisava testar seus limites, assim como ele fizera comigo em nossa primeira vez.
E, de hoje em diante seguiria seus conselhos e esqueceria as convenções da sociedade relacionadas aos momentos íntimos de um casal.
Não queria de forma alguma ser considerada uma mulher mal-amada e amargurada, como ele já mencionara.
Também, não podia permitir que meu marido procurasse em outras mulheres o que não tinha ao lado da esposa.
Edward era meu e eu jamais aceitaria dividi-lo.
Ele subiu suas mãos até meus seios e pôs-se a acariciá-los, me fazendo ofegar e interromper nosso beijo.
Seu toque em minha pele era muito bom.
Inclinei meu tronco em sua direção e ele beijou meu pescoço, respirando fundo entre meus cabelos.
_ Edward..._ Murmurei seu nome, atordoada com seu toque firme em meus seios._ Oh, Deus!
Meus movimentos em seu membro ficaram mais rápidos e ele, de repente, segurou meu pulso com força, levando minha mão até seus lábios e beijando-a.
_ Chega, Bella... Se não nossa noite vai ter que terminar aqui..._ Ele falou com a voz torturada, e antes que eu pudesse entender o significado de suas palavras, ele se deitou na cama e me puxou para cima de seu corpo, fazendo-me sentar sobre seu membro ereto.
Eu estava completamente úmida e por isso o contato doeu menos do que eu imaginava.
Ou melhor, não doeu quase nada.
Eu só senti uma pequena fisgada, pois o resto do contato me trouxe apenas prazer.
Fechei os olhos e movimentei meu quadril instintivamente de encontro ao corpo de Edward, fazendo-o gemer e apertar minha cintura.
Ele subiu as mãos por minha barriga, até os meus seios e os apertou, enquanto também investia contra meu corpo.
O prazer que eu sentia com a conexão dos nossos corpos era maravilhoso.
Me deitei sobre seu tronco e o beijei.
Ele me abraçou com força e virou nossos corpos na cama, de modo que ficasse sobre mim e continuou os movimentos ritmados contra minha entrada, me fazendo gemer alto.
_ É muito bom fazer amor com você, Bella... Você é uma delícia..._ Edward falou em um sussurro rouco e eu abri meus olhos, encarando-o, enquanto meu corpo era tomado por espasmos intensos.
E de novo aquela sensação de quase morte me atingiu, fazendo-me fechar os olhos com força e morder os lábios para não gritar.
Edward parecia tão perdido quanto eu, me apertando e me beijando com loucura, até que senti um jato quente dentro de mim e ele desabou sobre meu corpo, suado e ofegante.
Deus, isso era maravilhoso!
Depois de alguns minutos em silêncio, ele se separou de mim e levantou-se cambaleante, indo até o banheiro e voltando com uma toalha molhada nas mãos.
Edward sentou-se sobre a cama e com muito cuidado, limpou o meio das minhas pernas.
Eu me sentiria muito envergonhada e até tentaria impedi-lo em outra ocasião, mas no momento eu simplesmente não tinha forças para isso.
Ele deitou-se novamente e me abraçou, mantendo meu corpo completamente entorpecido, amparado pelo seu próprio corpo, forte e quente.
_ Durma minha pequena esposa... Eu estarei aqui com você... Sempre._ Ele sussurrou no meu ouvido e eu sorri de leve, emocionada com suas palavras.
Senti o toque dos seus lábios contra meus cabelos e dormi, finalmente, feliz e satisfeita como nunca em minha vida.
Edward, definitivamente, me fazia muito bem.
Ser casada não era nem de longe ruim como as pessoas diziam.
É claro que eu não tinha nenhum parâmetro de comparação, já que convivi com poucas pessoas em minha vida, mas por enquanto eu estava vivendo o que eu chamaria de meu próprio conto de fadas.
Os dias e as noites no navio estavam sendo mágicos.
E o meu marido era o único responsável por toda essa magia.
Suspirei pesadamente e me assustei ao percebê-lo parado bem a minha frente, ostentando um sorriso divertido nos lábios.
_ Bella?_ Dei um pulo ao ouvir o som de sua voz e ele riu de minha reação, tocando minha bochecha com os dedos longos, em uma espécie de carinho.
_ Sim?_ Respondi, encarando-o e deixando minhas doces lembranças de lado.
_ Parecia distante. Chamei por você várias vezes. No que estava pensando?
Eu enrubesci e baixei o olhar, tentando não revelar muito com minha expressão facial.
Não queria que ele soubesse no que eu estava pensando, ou ele me consideraria mesmo, uma depravada.
_ Nada. Só estava distraída.
Ele me encarou com o olhar desconfiado e divertido, mas depois deu de ombros e me estendeu a mão, a qual eu segurei prontamente.
_ Já estudamos demais por hoje... Quer dar uma volta?_ Ele me perguntou e tive a certeza que meus olhos brilharam.
Não era sempre que ele me oferecia a oportunidade de sair da cabine.
_ Sim... Eu adoraria._ Respondi sorrindo e ele me puxou para si, dando um beijo em meus lábios, me fazendo derreter.
_ Pronto. Agora podemos ir._ Ele falou sorrindo e me puxando para a porta.
Andamos por um longo tempo pelo convés do navio, sentindo a brisa do mar acariciar nossas peles.
Edward me falava sobre a América, enquanto caminhávamos de mãos dadas e eu sentia minha expectativa aumentar.
Ele parecia gostar muito do seu país e eu só esperava me apaixonar pelo lugar também.
O navio era muito simples e estava abarrotado de soldados.
Quando nos viam, uns abaixavam a cabeça, certamente em sinal de respeito ao capitão e outros, mais atrevidos, nos encaravam insistentemente, me deixando até mesmo, um pouco constrangida.
É claro que todos ali sabiam que eu era esposa de Edward e, de certa forma, também me respeitavam.
Mas todos também sabiam como tínhamos nos conhecido e, esse fato, diminuía drasticamente esse mesmo respeito.
Todas as vezes que saíra da cabine eu tinha a sensação de estar sendo observada e isso me incomodava bastante, pois mesmo não querendo admitir, eu sabia muito bem quem me observava.
James estava à espreita, apenas esperando a oportunidade para provocar meu capitão.
Respirei fundo, para afastar os pensamentos perturbadores e Edward me olhou de lado, apertando minha mão suavemente.
_ Não se preocupe. Ninguém vai lhe fazer mal enquanto eu estiver ao seu lado.
Sorri para ele e retribui o aperto.
A tarde passou rapidamente e eu me sentia feliz e leve.
Terminamos nosso passeio no restaurante do navio, onde fomos servidos de uma deliciosa refeição.
Com o passar dos dias, Edward parara de reclamar da comida e acabara concordando comigo que não era, de forma alguma, ruim.
Estávamos sentados no fundo do restaurante e quando, ao fim do jantar, dei uma olhada ao redor, tremi ao me deparar com o soldado que me atacara me encarando insistentemente.
Edward seguiu meu olhar e fechou a cara, respirando fundo e se levantando na mesma hora.
_ Vamos para a cabine._ Ele falou com a voz dura e baixa e eu assenti, me levantando também.
Não queria que nosso passeio terminasse em confusão.
Mas, quando passamos pela mesa de James, ele levantou-se e parou bem a nossa frente.
Senti o corpo de Edward se retesando e tremi pelo que estava por vir.
_ Ora, ora... Vejam se não é nosso querido capitão e sua linda esposa..._ James falou com a voz insolente e Edward fechou as mãos em punho, me empurrando para trás do seu corpo.
_ Saia da nossa frente, soldado._ Edward ordenou e James sorriu sarcasticamente.
_ Por quê? Por que você está mandando, capitão? Que moral o Senhor tem conosco, já que roubou a mulher que desejávamos e a tomou para si? Diga-me: É bom estar dentro dela como eu imaginei que fosse?_ James perguntou com a voz diabólica e eu, simplesmente, não consegui segurar Edward, que avançou sobre o soldado, dando-lhe um soco no rosto e mandando-o para o chão.
_ Jamais ouse falar de minha esposa, soldado. Jamais. Você não é digno de tê-la nem mesmo em pensamentos. Não olhe pra ela, não lhe dirija a palavra, não passe perto dela... Se fizer isso, eu acabo com você... Extermino-o como se fosse um inseto._ Edward falou, desferindo-lhe mais um soco no rosto. Ninguém ali ousava se mexer. Eu mesma estava paralisada, de medo, preocupação e terror. _ Eu não a roubei de ninguém... Eu a salvei das mãos de monstros malditos e me casei com ela. Tornei-a minha e não quero que porcos como você se achem no direito de ofendê-la e desrespeitá-la. E quanto à satisfação de estar dentro dela, você jamais saberá como é... E se não calar essa maldita boca e respeitar minha esposa, não vai ter a satisfação de estar com mulher nenhuma, porque eu o castro... Sem dó, nem piedade... Entendeu?_ Edward perguntou, segurando-o pelo colarinho e batendo sua cabeça no chão.
James o olhou com ódio, mas não disse nada.
Ele cuspiu um jorro de sangue no chão e Edward levantou-se, segurando minha mão e me levando para fora.
Mas, antes de alcançarmos a porta ele se virou e encarou todos os soldados presentes.
_ E isso serve para todos vocês. Qualquer gracinha referente à minha esposa e eu os mato e jogo para as criaturas do mar. Vocês serão apenas más lembranças. Boa noite.
Nenhum soldado respondeu-o, o que eu achei um alívio.
Não queria vê-lo agredindo mais ninguém.
Ao que parece, nenhum homem ali era páreo para a rapidez e força de Edward.
Chegamos ao quarto e ele serviu-se de uma bebida estranha que estava sobre a mesa.
Ele a tomava sempre que estava nervoso.
Sentei-me na cama e encarei minhas mãos em silêncio.
Meu corpo tremia incontrolavelmente e lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto.
Não queria que Edward passasse por essas situações para me defender.
Tinha certeza que ele enfrentaria problemas pelo que houve a pouco e isso não era justo.
EU deveria ser punida, já que a briga começou por minha culpa.
_ Pare, Bella._ Edward falou de repente e eu ergui a cabeça em sua direção, assustada com suas palavras.
_ Como?_ Perguntei confusa e ele sentou-se ao meu lado, tocando meu rosto e secando minhas lágrimas.
Notei que ele ainda tremia, mas não senti medo.
Ele jamais seria capaz de me machucar.
_ Sei o que está pensando. Sei que está se culpando pelo que aconteceu e eu peço que pare. Isso já era o esperado. James me odeia por motivos que eu sinceramente desconheço e não perde a oportunidade de me provocar. E eu jamais vou deixar que ele ou qualquer outra pessoa lhe ofenda. Lutarei contra isso com unhas e dentes. Por vontade própria... Pela simples necessidade de lhe proteger... Entendeu?
Eu o olhei por um momento e sem pensar realmente no que fazia, me joguei em seus braços, enterrando meu rosto molhado em seu peito.
_ Obrigada por estar ao meu lado e por ter me feito sua... Eu sou imensamente feliz com você. Mas, não quero causar-lhe mais problemas. Não posso fazer isso... Soaria injusto depois de tudo que vivemos..._ Falei, com a voz abafada contra sua camisa e ele apenas me apertou em seus braços.
_ Enfrentarei qualquer problema para defendê-la e eu não estou exagerando quando digo isso. Minha briga com James foi só uma mostra do que eu sou capaz de fazer, caso alguém lhe falte com o devido respeito. Você é minha e eu cuido muito bem do que me pertence._ Ele disse com a voz suave e me deu um beijo na testa, olhando atentamente dentro dos meus olhos._ Enquanto eu estiver ao seu lado, nenhum mal vai lhe acontecer. Eu garanto.
E eu acreditava nele.
Por uma série de motivos Edward era a pessoa em quem eu mais confiava no mundo.
Ele era meu porto seguro e salvador e, estando ao seu lado eu não tinha dúvidas que nenhum mal iria me alcançar.
Minha felicidade estava em suas mãos e eu não me importava verdadeiramente com isso.
Estar em suas mãos, da forma que fosse, era maravilhoso.
*****
Pov. Edward
Alguns dias depois.
Acordei lentamente, sentindo o corpo quente de Bella sobre o meu e fiquei olhando para seu rosto sereno, enquanto ela ainda estava completamente adormecida.
A cada dia que passava, ela se tornava mais importante para mim.
Tê-la ao meu lado, como minha esposa, me deixava muito satisfeito.
O incidente com James só servira para nos unir ainda mais.
Bella era delicada e atenciosa, preocupando-se com mínimos detalhes que contribuíssem para a harmonia de nossa relação.
Todas as noites ela se entregava pra mim de uma forma plena e perfeita, me levando a loucura com seu jeito inocente e provocante.
Bella estava descobrindo sua sensualidade aos poucos e eu estava apreciando cada pequena descoberta.
Finalmente, ela havia deixado de lado as regras recatadas da sociedade e se envolvia plenamente noite após noite, me deixando apreciar seu corpo nu, tocando-o, beijando-o, acariciando-o.
Ela apreciava da mesma forma o meu corpo, me levando ao limite da sanidade com suas mãos delicadas e curiosas e com seus lábios doces.
Bella era uma junção de vários sentimentos contraditórios e sua mistura estava me fazendo muito feliz.
Ela se mexeu na cama e apoiou o rosto sobre meu peito, me fazendo sorrir.
Sua proximidade era maravilhosa, mas às vezes inapropriada, já que fazia meu corpo despertar cheio de vontade de tocá-la.
Como agora.
Me mexi desconfortável, não querendo parecer um adolescente de 16 anos com os desejos a flor da pele.
Não queria que Bella me considerasse um tarado.
Ela abriu os olhos lentamente e me encarou sorrindo.
Certamente, meu movimento nada sutil a acordara.
_ Bom dia..._ Ela falou e eu sorri, beijando sua bochecha.
_ Bom dia, pequena._ Gostava de chamá-la assim e ela sorria lindamente, todas as vezes que eu o fazia.
_ O navio parou._ Ela constatou e eu assenti, passando os dedos entre as mechas sedosas do seu cabelo.
_ Sim. Acabamos de chegar a New York... Daqui, seguiremos de carro até Washington._ Expliquei e ela me olhou com aqueles olhos mais lindos brilhando de ansiedade.
_ Já estamos nos Estados Unidos?_ Perguntou empolgada e eu assenti, sorrindo._ Deus!
_ Fique calma. Dará tudo certo. Agora, preciso que se levante e se arrume. Tomaremos café e desembarcaremos. A viagem até Washington é longa.
_ Certo. Mas..._ Ela ficou vermelha e riu, olhando para o teto._ Tive a impressão que você queria fazer outra coisa, essa manhã.
Foi minha vez de ficar vermelho.
Ela havia sentido minha ereção.
Droga!
_ É... Mas, eu sempre quero._ Falei baixinho e ela riu, levantando-se e se embrulhando no lençol.
_ Pois é... Eu também._ Bella sussurrou baixinho e correu para o banheiro, não me dando a oportunidade de agarrá-la e mandar para o inferno qualquer responsabilidade, para apenas me perder nas profundezas do seu corpo.
Deus!
Isabella ainda seria o motivo de minha ruína.
Mas, pelo menos eu ruiria feliz.
*****
Sair do navio fora um alívio.
Saber que eu não precisava mais olhar para a cara daquele soldado maldito era muito bom.
Ele não perdia a oportunidade de me provocar e desrespeitar Bella e isso, eu jamais permitiria.
Bateria nele quantas vezes fosse preciso, para que entendesse que jamais deveria chegar perto da minha menina.
Bella estava quieta e apreensiva.
Imagino que estivesse com medo de conhecer minha família, mas eu tinha certeza que todos gostariam dela.
Não tinha como ser diferente.
Despedimo-nos da Sra. Forbes e seguimos de carro para a cidade da minha família.
Jacob viria conosco, já que morava em minha propriedade com o pai, mas eu providenciei outro carro, pois não o queria tão perto de Bella.
Apesar de ficar furiosa quando eu tinha essas crises de ciúmes, estranhamente hoje ela não dissera nada.
Melhor assim.
Não gostava de discutir com ela sobre esse assunto, pois nunca tinha argumentos suficientes para defender meu ponto de vista.
Viajamos em silêncio e ela olhava tudo, curiosa e encantada.
Depois de algumas horas, ela acabou adormecendo em meu ombro e eu sorri, pensando no motivo de tanto cansaço.
Noite passada eu quase não a deixara dormir.
Minha necessidade dela era tão grande que eu não conseguia, simplesmente, parar de fazer amor com ela e Bella correspondia a todas as minhas investidas.
Acariciei seus cabelos e dei um beijo suave em sua testa, me congratulando pela decisão de torná-la minha esposa.
Tinha certeza que jamais me arrependeria de ter feito isso.
Viajamos cerca de seis horas e paramos apenas uma vez para comer.
Bella estava sonolenta e quase não comeu nada, alegando que poderia passar mal, já que não estava acostumada a andar de carro.
Chegamos a Washington por volta das cinco da tarde e como era de se imaginar, meus familiares estavam todos me esperando na base do exército americano.
Respirei fundo e acariciei o rosto de Bella, que dormia com a cabeça apoiada em meu colo.
_ Bella... Chegamos._ Falei baixinho e ela abriu os olhos, desorientada por um momento.
Ela levantou-se lentamente e olhou em volta, franzindo o cenho.
Me olhou nervosa e suspirou, fechando os olhos com força.
Odiava vê-la assim.
_ Fique calma, minha linda. Vai dar tudo certo. Vamos descer, pois minha família está nos esperando.
_ Eles estão esperando você, Edward. Eu serei uma pequena surpresa, lembra?_ Perguntou ironicamente e eu apenas sorri, descendo do carro e ajudando-a a descer também.
Segurei firmemente sua mão e, enquanto o motorista descarregava nossa bagagem, fui até a pequena comissão Cullen que me aguardava do outro lado da grade de ferro.
Pude notar que minha mãe e minha irmã davam pulinhos de alegria ao me ver e não pude deixar de rir de suas reações infantis.
Saí pelo portão, acompanhado de Bella e Alice correu em minha direção, jogando-se em meus braços.
_ Meu Deus, Edward... Você está vivo... Que saudades!_ Ela dizia chorando e eu apertei minha minúscula irmã em meus braços, me dando conta que eu também sentira muita saudade dela.
_ Também estava com saudades, nanica._ Falei, bagunçando seus cabelos e ela bufou, soltando-se dos meus braços, irritada.
Ela odiava que mexessem em seu cabelo.
Minha mãe foi a próxima a me agarrar em um abraço e eu a apertei contra meu peito, deixando-a saber que eu estava realmente bem.
_ Você nunca mais irá para guerra alguma, Edward Cullen. E isso é uma ordem._ Falou chorosa e eu sorri.
_ Sim, senhora. Obedecerei a sua ordem sempre que possível._ Falei de bom humor e ela me olhou, desconfiada.
Dona Esme não estava acostumada a me ver tão alegre.
Desde a morte de Elizabeth, eu me fechara para o mundo, mas agora eu tinha motivos para sorrir.
Cumprimentei meu pai, meu irmão e minha cunhada e percebi que Jasper ficara de longe, observando a cena com um sorriso debochado.
Ele já tinha notado Isabella ao meu lado e eu imaginava que ele soubesse o que esse fato significava.
_ Trouxe companhia, Edward?_ Rosalie perguntou, olhando para um ponto além de minhas costas e eu respirei fundo, segurando Isabella pela cintura e trazendo-a para frente do meu corpo.
Ela me olhou amedrontada e eu sorri, tentando encorajá-la.
_ Quem é essa moça, meu filho?_ Carlisle perguntou e eu encarei todos os membros da minha família antes de responder.
Eles me olhavam intrigados e curiosos e, apenas Jasper parecia divertido com a situação.
Certamente, ele não sabia que ela havia se tornado minha esposa, pois as notícias não chegavam assim tão rápidas de um lugar para o outro, mas ele desconfiava dos motivos de eu tê-la trazido comigo.
Ele sabia do meu instinto de proteção em relação a ela e que eu não estava disposto a deixá-la.
Nada mais natural do que mantê-la ao meu lado, então.
_ Edward?_ Minha mãe chamou e eu respirei fundo mais uma vez, tomando as mãos de Bella nas minhas e encarando a todos.
_ Essa é Isabella... Minha esposa.
Notei que Bella prendera a respiração e o ambiente ao meu redor parecia paralisado.
Todos me encaravam boquiabertos, até mesmo Jasper, e se a cena não fosse tão bizarra, certamente eu estaria rindo da situação.
_ Edward, você enlouqueceu?_ Minha mãe perguntou, depois de longos segundos em silêncio e eu suspirei, trazendo o corpo de Bella para mais perto do meu.
Ela tremia.
_ Não, mãe. Não enlouqueci. Eu e Bella nos casamos um dia antes de embarcarmos para os Estados Unidos. Eu a trouxe como minha esposa. Isabella é uma Cullen, agora.
Minha mãe estreitou o olhar em minha direção e passou as mãos pelos cabelos, um gesto que ela só fazia quando estava muito irritada.
_ Querido, você não pode ter se casado... Não pode._ Ela dizia em um fio de voz, encarando eu e a Bella e meu pai aproximou-se dela, tentando acalmá-la.
_ Edward, isso foi muito irresponsável. Você foi para a guerra a trabalho e não em uma missão romântica. Jamais deveria ter se casado._ Meu pai falou com a voz dura e Bella se encolheu ao meu lado.
Não queria que ela passasse por isso.
Minha menina já fora rejeitada a vida toda e não merecia ser maltratada por minha família dessa forma.
_ Mas, eu me casei e não há nada que possa ser feito. Não me arrependo do que fiz e acho que não vou me arrepender nunca. Bella é minha esposa e vocês terão que se acostumar com isso._ Disse com a voz firme e o silêncio apareceu outra vez entre nós.
_ Você é noivo, Edward... Lembra-se disso? Tem uma moça te esperando aqui. Como fica Tânya nessa história?_ Minha mãe perguntou e eu paralisei com sua pergunta.
Tânya Denali...
Eu havia me esquecido completamente dela e do nosso compromisso.
Desde que Bella entrara em minha vida, nenhuma outra mulher parecia ter importância, ao não ser ela e por esse motivo eu nem me dera conta que existia mesmo uma mulher me esperando na América.
_ Posso ver que se esqueceu deste detalhe, não é? Existe uma mulher aqui, preocupada com você e que vai até nossa casa todos os dias para saber notícias suas, ansiosa pelo seu retorno e mais ansiosa ainda para tornar-se sua mulher._ Minha mãe gritou e Bella soltou-se das minhas mãos, correndo em direção ao carro onde estavam nossas coisas.
_ Bella..._ Gritei e me preparei para correr atrás dela, mas meu pai me segurou.
_ Deixe-a ir... Você tem um compromisso aqui que precisa ser honrado. O melhor que tem a fazer é livrar-se dessa menina. Anule esse casamento, pois você irá se casar com Tânya.
_ Nunca... Jamais vou me livrar de Bella. Nem em cem anos, nem sob tortura. Jamais. Eu me casei com ela, tornei-a minha mulher e não quero abrir mão da felicidade que ela me traz por causa de uma droga de compromisso que, para mim era tão importante, que nem foi lembrado. Aceitem o fato de que essa menina faz parte de mim e que se me amam como dizem, terão que aceitá-la.
Dito isso, corri em busca da minha menina, deixando meus familiares para trás.
Eles gritavam meu nome e proferiam ameaças, mas eu não estava me importando.
A única coisa que eu queria era encontrar minha Bella.
Depois de alguns minutos, procurando-a, a vi aninhada no peito de Jacob, chorando descontrolavelmente e me aproximei irritado, puxando-a dos braços do soldado e trazendo-a para mim.
Jacob me olhou assustado, certamente esperando por uma reprimenda, mas eu apenas o dispensei com um gesto de mão.
O sofrimento de Bella era mais importante do que minha crise de ciúmes.
_ Eles me odeiam... Me querem longe de você... E você tem uma noiva._ Ela murmurava com a voz sofrida e eu sentia meu coração partir-se em vários pedaços ao contemplar sua tristeza.
_ Desculpe por não ter lhe dito sobre Tânya, mas eu realmente me esqueci dela. Jamais quis esse compromisso, Bella. VOCÊ é minha esposa e minha família vai aceitá-la. Com o tempo, eles vão gostar de você. Tenho certeza. Você é especial demais para ser diferente._ Expliquei, enquanto beijava seu cabelo e ela agarrou-se mais a mim.
_ Eu sou uma bastarda, morta de fome, Edward. Tenho a impressão que sua família nunca vai me aceitar. Eu não sirvo para ser esposa de um capitão. Já devia saber que isso não daria certo. Eu não nasci para ser feliz.
_ Não diga bobagens. Eu lhe aceito como é e minha família terá que fazer o mesmo. Pare de dizer essas coisas. Vamos para casa, pois você precisa descansar e comer. Deixa que com minha família eu me entendo.
Ela suspirou e se afastou do meu peito, limpando as lágrimas com as costas das mãos.
Alice apareceu do meu lado e tocou meu ombro de leve.
_ Vamos para casa. Nossos pais já foram. Aqui não é lugar para esse tipo de discussão._ Ela falou suavemente e se virou para Bella._ Prazer em conhecê-la, Isabella. Desculpe a reação de minha família a sua chegada, mas é que vocês pegaram todos de surpresa. A viajem foi longa e vocês precisam descansar. Vamos.
Segurei firmemente a mão de Bella e a puxei para o carro de minha família, que nos esperava.
Nossas bagagens já estavam guardadas e Bella sentou-se ao meu lado em silêncio.
Alice e Jasper também estavam no carro e ele me olhou com uma expressão de desagrado, que eu ignorei.
Queria que todos fossem para o inferno.
Eu era adulto e livre para tomar minhas próprias decisões.
Segurei Bella firmemente contra meu corpo e ela descansou a cabeça em meu peito, fechando os olhos, exausta.
Beijei seu cabelo e Alice me olhou atentamente, sorrindo de leve.
Eu sabia o que ela estava pensando.
Depois de Elizabeth eu jamais oferecera carinho para outra mulher.
E era por isso que minha família teria que aceitar Bella.
Ninguém me faria tão bem quanto ela.
Jamais.
Chegamos a minha casa e Bella parecia paralisada com a grandiosidade do lugar.
Ela olhava a grande fachada de pedra e o jardim imenso com uma admiração mal contida e eu beijei seu rosto.
Adorava tocá-la, da forma que fosse e onde fosse.
Ultimamente nem me importava com o fato de ser considerado bobo e grudento.
Eu deveria ser durão, pois meu cargo assim exigia, mas Bella abalava todas as minhas estruturas.
_ Vai ficar tudo bem, eu garanto._ Murmurei e ela respirou fundo, assentindo.
Levei-a para dentro e torci para que tudo ficasse bem.
Ela ainda estava abalada com a rejeição da minha família, mas eu faria o possível para que todos a aceitassem e logo tudo voltaria ao normal.
Minha família era maravilhosa e eu gostaria que acolhessem Bella como parte dela, para que pelo menos uma vez em sua vida ela se sentisse parte de uma família de verdade.
Mas, como tudo em minha vida tinha que ser muito complicado, não me surpreendi ao entrar e me deparar com a família Denali bem no meio da sala, me encarando com olhares incrédulos e furiosos.
Respirei fundo e me preparei para a batalha.
Acabara de vir de uma guerra e um simples confronto como esse não tinha o poder de me assustar.
Mesmo porque, desse confronto, eu teria a melhor coisa do mundo.
Me livraria de uma vez por todas do compromisso absurdo que assumira com Tânya e ficaria, definitivamente, livre ao lado de Bella.
Depois de hoje, toda minha família e eu teríamos a certeza que Bella ficaria do meu lado, como minha esposa, para sempre.
E não importava quantas batalhas eu tivesse que vencer para isso.
Enfrentaria a todas com coragem e determinação, pois Bella era minha vida agora.


E, então... Aprovado?
Espero que tenham gostado.
Bella ainda vai sofrer bastante para ser aceita, pessoal.
Será difícil para uma família tão rica e tradicional, aceitar que seu herdeiro se casou com uma bastarda e analfabeta.
Mas, Edward lutará por ela.
Posso garantir.
Obrigada pelos comentários e pela recomendação...

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