THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 01

Olá, pessoal.

Sou eu em mais uma fic.

Espero que gostem...

Beijos e boa leitura...

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Ela, uma órfã abandonada em meio a uma guerra...

Ele, um capitão que não vê sentido na vida...

Ele a salvou uma vez...

Ela o salvará sempre...

Juntos vão descobrir que o amor é capaz de tudo...

Capaz de superar até mesmo a guerra...

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Pov. Edward
Estados Unidos, 1917, 1ª guerra mundial.
Olhei atentamente para minha mãe, parada em frente ao portão de embarque do avião que me levaria direto para o inferno, e engoli em seco, numa tentativa insana de segurar o choro.
Fui treinado desde cedo para conter qualquer tipo de emoção.
Eu era um soldado.
Um capitão.
Alguém que deveria comandar militares em uma guerra.
Alguém que não poderia ter sentimentos.
Homens assim não deviam chorar.
Jamais.
Mesmo que talvez não pudéssemos mais contemplar o olhar doce e preocupado de uma mãe.
Eu deveria ser forte.
Por ela.
Por minha mãe.
Pela única mulher que eu me permitiria amar sem reservas.
Saber que eu sofria em deixar aqui minha família poderia destruí-la e tornar essa separação ainda mais difícil.
Toquei levemente seu rosto e sequei as lágrimas silenciosas que insistiam em molhar sua feição tão bela.
_ Prometa meu filho, que vai voltar para casa._ Ela implorou com a voz fraca, denotando toda a sua dor e eu respirei fundo.
_ Não posso prometer isso, mamãe. Mas posso jurar que farei de tudo para manter-me vivo._ Disse com a voz firme.
Ela fechou os olhos e agarrou-se ao meu pai, que tentava, silenciosamente, consolá-la.
Meu pai era um grande homem.
Meu espelho.
Meu herói.
Olhei em seus olhos e pude ver que mesmo por baixo daquela aparência firme e arrogante, ele sofria em ver seu filho do meio indo para a guerra.
Carlisle Cullen era o que podia se chamar de cidadão perfeito.
Serviu durante muito tempo o exército americano e aposentara-se com honras.
Pai de família e esposo exemplar construíra um império gigantesco ainda muito jovem e era um homem admirado por todos aqueles que o conheciam.
Principalmente por mim.
Foi por ele que eu decidira seguir a carreira militar.
Foi seguindo seus passos que me destacara no exército e me tornara um dos capitães mais jovens da história dos Estados Unidos da América.
Toda essa admiração me trouxe um orgulho imenso em servir meu país na Primeira Guerra Mundial, defendendo seus interesses comerciais e apoiando a Tríplice Entente no conflito armado.
Minha tropa estava sendo enviada para ocupar parte do território alemão e auxiliar o exército inglês e francês nas trincheiras, dando fim ao conflito e garantindo vitória a nós e aos nossos aliados.
Jasper, meu futuro cunhado e também capitão, já se encontrava em batalha e eu assumiria seu posto assim que chegasse.
Alice, minha irmã mais nova, estava dividida em sentir-se aliviada pela volta do noivo ou sentir-se desesperada pela minha ida a guerra.
Mas eu sabia que para ela, o melhor era que Jasper voltasse vivo e bem.
Eles se casariam e teriam uma linda família.
Eles eram apaixonados desde criança, pois nossas famílias eram amigas, e não viam a hora de se casarem.
Eu estava noivo de Tânia Denali, mas definitivamente não a amava.
Se por uma fatalidade eu chegasse a morrer na guerra, não faria falta nenhuma, ao não ser por minha família que eu sabia que me amava.
Eu não teria futuro ao lado de uma mulher, pois a única que eu amei Deus havia levado.
Esse era o segundo motivo para que eu me entregasse à guerra.
Elizabeth morrera e nada neste mundo me interessava mais.
Minha família, em uma tentativa de me ver feliz outra vez, firmou compromisso com a família Denali para que eu pudesse cortejar e me casar com Tânia.
Eu os obedecera, mas a grande verdade era que eu não tinha o menor interesse neste casamento.
Já fazia quase seis anos que nada me interessava.
Meu irmão Emmett e sua bela esposa Rosalie me olhavam de longe.
Ninguém, além de mim e Emmett, conhecia o passado escuro de minha cunhada.
Ela fora prostituta desde os doze anos de idade, quando fora obrigada a vender o corpo para ajudar no sustento dos irmãos menores.
Emmett a conhecera em uma de suas muitas vizitas aos bordéis da cidade e desde então começara uma luta ferrenha para tirá-la das ruas e trazê-la para o âmago da nossa família.
E conseguira.
Fazia dois anos que estavam casados e Rosalie esperava o primeiro filho do casal.
Eles eram felizes.
Se amavam.
No fim, todos tinham alguém que amavam para dividir a vida, as lutas, as dores, as conquistas.
Menos eu.
A mim, restara lutar pela honra do meu país em uma guerra impiedosa.
E eu aceitaria meu destino como um verdadeiro homem deveria fazer.
Com coragem.
_ Volte logo, meu filho. Estaremos todos esperando seu retorno com a vitória ao seu lado._ Meu pai falou e ouvi outro soluço vindo de minha mãe.
Apertei firmemente a mão que meu pai me estendia, tentando adquirir um pouco de sua força, confiança e coragem.
Não deveria prolongar essa despedida por muito tempo.
Odiava ver minha mãe sofrer.
Dei um beijo suave em seu rosto e com um breve aceno e me dirigi para o avião.
Não olhei para trás.
Podia sentir os olhares de minha tão amada família em minhas costas, mas não ousei encará-los mais uma vez.
Seria melhor assim.
Uma despedida sem drama.
Sem cenas.
A partir de agora, eu estava nas mãos da sorte.
*****
Quatro meses depois.
Esse lugar era o inferno.
Assinei o papel que estava em minhas mãos, entregando-o ao oficial responsável pela entrega dos corpos dos soldados americanos às suas respectivas famílias e me recostei na cadeia, sentindo-me imensamente cansado.
A guerra estava impiedosa.
Muitos dos meus soldados já haviam morrido. Se não atingidos por alguma arma durante os combates, a morte era causada por alguma doença adquirida nas trincheiras.
O exército americano fora preparado para guerras sangrentas, mas os soldados não estavam resistindo.
Já tinha perdido muitos homens.
Existiam alguns soldados que estavam a campo desde o início da batalha.
Esses eram os mais difíceis de controlar.
Era como se esse tempo em conflito tivesse os transformado em monstros sem coração.
Eles não aceitavam meus comandos e estratégias e faziam apenas o que queriam.
Muitas vezes comprometiam as batalhas com atos impensados e carregados de ódio.
Levantei-me, indo até a janela e observando a paisagem medonha que aparecia através do vidro encardido.
Estávamos alojados em uma antiga área rural na Alemanha.
As famílias que ali moraram algum dia não existiam mais.
Muitas haviam abandonado suas casas e propriedades antes que a guerra chegasse e os que resolveram ficar e lutar, acabaram morrendo, vítimas dos ataques das tropas inimigas.
Existiam, ainda, poucos cidadãos, que viviam aos cantos dos campos de batalha, implorando por um pouco de alimento e água.
Eram cenas deprimentes de se assistir.
Quanto mais tempo ficava aqui, mais tinha vontade de voltar para os Estados Unidos.
Eu não havia deixado nada para trás, além dos meus pais, irmãos e uma noiva que eu não amava.
Minha vida era um completo vazio.
Mas a guerra estava me fazendo muito mal.
Depois de meses preso em uma terra desconhecida, vendo pessoas e mais pessoas morrendo, sofrendo e dando fim a qualquer projeto de felicidade, eu queria minha vida vazia de volta.
Suspirei e continuei olhando o vazio.
Eu geralmente não me envolvia nas batalhas.
Era encarregado apenas de traçar as estratégias, controlar os soldados, manter contato com a base nos Estados Unidos e, infelizmente, decidir o que fazer com os corpos dos homens mortos.
Fechei os olhos e pensei em meus soldados mortos.
Homens cheios de sonhos, planos, ideais, que abandonaram a família e os amigos para servirem uma guerra que não traria nada além de tristezas.
E essa era uma triste realidade.
A minha realidade.
Mais um dia chegava ao final, mas aqui, não fazia diferença o nascer ou o por do sol.
Em qualquer hora do dia ou da noite tudo era como um pesadelo horrível.
Saí para a varanda da casa que servia como meu abrigo e contemplei os sons da noite.
Tudo parecia estranhamente quieto hoje.
Era estranho não ouvir o barulho dos canhões, das armas e dos gritos desesperados dos soldados.
Não sabia o que era mais deprimente no momento: o silêncio do vazio ou o barulho cruel da guerra.
Andei até um pequeno vale que ainda não fora detonado pela guerra e procurei sentir o cheiro de mato fresco, numa tentativa desesperada de evocar boas lembranças.
Fiquei parado por alguns instantes até que ouvi gritos desesperados.
De uma mulher.
Mas... O que uma mulher estaria fazendo em um campo de batalha, em plena grande guerra mundial?
Corri depressa na direção de onde vinham os gritos e ouvi risadas de alguns homens.
Quando me dei conta do que realmente estava acontecendo, corri ainda mais depressa.
Por mais monstruosa que fosse essa guerra, eles não tinham o direito de maltratar uma mulher.
Cheguei a uma clareira, destruída pelo fogo e pelas batalhas e lá estava a dona dos gritos, sendo apertada e estapeada por um dos soldados.
Ela estava suja e com a roupa toda rasgada e tentava se soltar das mãos de um soldado grandalhão, que eu reconheci como sendo um dos mais antigos em combate.
Eles sempre me deram problemas, mas estuprar uma garota era demais!
_ Parem com isso!_ Gritei me aproximando da roda de soldados que se divertiam com a cena.
Todos pararam o que estavam fazendo, inclusive o soldado que segurava a moça nos braços.
Ela me olhou amedrontada e pude perceber lágrimas descendo por sua face.
Senti um ódio mortal me tomando ao vê-los se divertindo com o sofrimento de uma criatura tão frágil.
_ Ora, ora, ora... Vejam se não é o capitão Cullen se misturando com a corja americana. A que devemos a honra da visita? Veio se divertir também?_ O homem que estava segurando-a falou, levantando-se e segurando a moça pelos cabelos.
Ela gemeu de dor e meu ódio ferveu mais um pouco ao ouvir esse som.
_ Solte a garota, soldado. Agora!_ Falei com uma frieza surpreendente até para mim.
Ele riu com escárnio e cuspiu no chão.
_ Soltá-la?_ Ele perguntou e passou a mão livre pelo pescoço da garota._ Mas eu ainda nem me diverti com ela!_ Ele falou em um falso lamento, subindo a mão agora pela perna dela, levantando o vestido no processo.
Todos estavam em absoluto silêncio, enquanto observavam seu capitão em confronto com um dos soldados mais insolentes do exército americano: James Hansens.
_ Não vai se divertir com ninguém. Solte a garota, já disse._ Falei e me aproximei mais de onde ele estava.
Todos os outros soldados deram um passo atrás, mas James não se rendeu aos meus comandos.
_ Sabe a quanto temos não temos o prazer de estar com uma mulher? Tem ideia de quanto tempo estamos presos nessa maldita guerra, enterrados em trincheiras, defendendo a merda de um país, para bostas como você levar todo o mérito? Eu não vou soltá-la. Não até conseguir dela o que eu desejo. Quero que você e suas ordens vão para o inferno!_ Ele gritou e jogou a menina no chão, rasgando o que havia sobrado do seu vestido. _ Fique e assista, capitão. E depois, se quiser se divertir com minhas sobras, fique a vontade!_ Dito isso ele abriu as calças e deitou-se sobre a jovem, que chorava desesperada.
Eu não pensei, realmente, nas consequências dos meus atos e avancei para cima deles.
Eu tinha a obrigação de tirar aquela pobre garota dos braços daquele monstro.
Uma obrigação moral, que gritava dentro de mim para que eu, de alguma forma, impedisse aquele ataque.
Segurei James pela gola da farda encardida que vestia e o joguei longe, ajudando a garota levantar-se em seguida.
Seus olhos castanhos me olhavam amedrontados e eu a sentia implorar silenciosamente para que eu a ajudasse.
E eu faria isso.
James se levantou e me olhou raivoso, sacando um pequeno canivete do bolso e vindo em minha direção.
Coloquei a garota atrás do meu corpo e ela agarrou-se a minha roupa, escondendo os olhos em minhas costas.
_ Chega, James. Deixe-a em paz. Essa guerra já trouxe muitas desgraças para esse povo._ Gritei para ele, na tentativa de fazê-lo desistir da agressão.
_ Vai para o inferno, Cullen. Você não me dá ordens. Eu a encontrei primeiro e vou me aliviar nela. Saia da minha frente, maldito. Volte para sua fortaleza distante da guerra. Volte a dar ordens para os bananas dos seus soldados! Para mim, não._ Dito isso ele avançou em minha direção.
Eu empurrei a menina para trás e o enfrentei.
Eu não fora designado como capitão à toa.
Além de muito bom em traçar estratégias eu era muito rápido em meus golpes.
Imobilizei sua mão que estava com o canivete e o joguei no chão, dando-lhe uma chave de pescoço.
_ Não me obedeça se não quiser, soldado James. Mas não vai estuprar essa moça. Ela não tem culpa de suas amarguras. Ela não o ajudou na escolha da carreira militar. Acalme seus instintos e fique longe das garotas inocentes._ Desferi um soco em seu rosto e me levantei, deixando caído e atordoado no chão.
_ Nenhum de vocês tem permissão para tocar qualquer garota desse país ou de qualquer outro sem o devido consentimento dela. Vocês são soldados que devem lutar pela honra de seu país e não foram treinados para desonrarem moças pelo mundo a fora._ Gritei para os outros soldados que me olhavam amedrontados._ Se por acaso eu ver algum de vocês protagonizando uma cena grotesca como essa, eu os mando para um paredão, em frente a linha de guerra, para que sejam mortos da pior forma possível.
Andei rapidamente até onde a garota estava encolhida, chorando silenciosamente, ignorando os soldados que eu sabia que ainda me encaravam.
Não queria olhá-los e ver o ódio que eu sabia que alguns homens sentiam por mim.
Segurei a garota com cuidado e a ajudei levantar-se.
Ela estava bastante machucada e fraca.
Isso era evidente.
Cuidaria dela por ora e depois daria um jeito de tirá-la desse inferno.
Guerra não era lugar de mulher.
Pelo menos não era lugar para uma menina tão frágil como ela aparentava ser.
Ouvi James me amaldiçoando, mas não liguei.
Cuidaria dele depois.
Se dependesse de mim, ele seria mandado de volta aos Estados Unidos e desonrado frente ao serviço militar.
Minha preocupação no momento era a menina em meus braços.
Precisava descobrir quem ela era e o que estava fazendo aqui.
E depois eu a mandaria embora.
Salvaria sua vida do pior inferno na terra: A guerra.



Comentários?

No comments :

Post a Comment