THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 03

Outro capítulo prontinho...
Espero que gostem...
Boa leitura...

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama

CAPITULO 03 - DESCOBERTA


Pov. Edward
Dormir era uma verdadeira benção quando se estava preso em um campo de batalha.
Era o momento do esquecimento.
Era quando um guerreiro entregava-se ao mundo dos sonhos e se esquecia de quantas pessoas ajudou a matar e quantos amigos perdera para a morte.
Mas hoje, estava impossível fechar os olhos e me entregar, finalmente, ao cansaço.
Ouvia a todo o momento respiração suave da moça, seus movimentos agitados na cama, seus suspiros e não conseguia, simplesmente, fechar os olhos e dormir.
Estava a tanto tempo sozinho naquele alojamento, que ter alguém dormindo no mesmo teto que eu era muito estranho e me deixava inquieto, principalmente pelo fato da pessoa a dividi-lo comigo ser uma mulher.
Levantei-me lentamente do colchão perto do fogão onde eu me deitara após desejar-lhe boa noite e fui até o jarro de barro, pegar um pouco de água fresca.
Quem sabe o líquido refrescante me ajudasse em minha tentativa de dormir.
Olhei atentamente para a moça adormecida e mesmo com o quarto iluminado apenas pela luz da lua, pude observar seus cabelos revoltos sobre o travesseiro e seu rosto suave, entregue ao cansaço e ao sono.
Livre de toda aquela sujeira e com os machucados devidamente limpos podia-se notar o quanto ela era bonita.
Sua pele pálida em contraste com os fios escuros dava-lhe um ar exótico e extremamente delicado.
Seus cílios também eram escuros e longos e sua boca vermelha e bem desenhada completava uma aparência estonteante.
Enquanto a carregara para meu alojamento, pude sentir suas curvas, sua pele delicada e seu cheiro envolvente e nesse momento me surpreendi com o fato de estar desejando-a.
Seu conjunto era irresistível e eu fechei os olhos com força, tentando afastar da mente esses pensamentos perturbadores.
Tudo o que eu não precisava agora era desejar uma mulher.
Uma guerra não era o lugar ideal para viver as sensações da carne.
Os homens envolvidos nos conflitos ficavam muito vulneráveis e qualquer apelo sentimental podia ser fatal.
Bebi o resto da água e resolvi sair para tomar ar fresco.
Abri a porta com cuidado para não acordar a moça e fui me sentar nos degraus encardidos de frente à mata.
Passei as mãos pelos cabelos e fechei os olhos.
Como eu queria estar em casa.
Nesse momento, tinha uma necessidade quase vital de estar ao lado da minha família, contemplando as faces daqueles que eu tanto amava.
Depois de algum tempo, quando já estava pronto para seguir novamente para o interior do alojamento e tentar finalmente dormir, senti uma aproximação vinda da mata e me coloquei em alerta.
Meus instintos de soldado voltados para defender-me de qualquer perigo.
Mas quando vi que era Jasper quem se aproximava, fiquei mais calmo.
_ Problemas de insônia, Edward?_ Ele me perguntou com a voz grave eu sorri ironicamente.
_ Quem não tem problemas assim em um lugar como esse?
_ Vai ver o seu problema, nesse instante, é devido ao fato de ter cedido sua cama a uma desconhecida._ Ele falou sério e eu suspirei irritado.
Jasper deveria ter ido embora assim que eu cheguei para assumir o posto de capitão, mas a base americana preferiu mantê-lo em campo para me auxiliar no controle dos soldados mais antigos.
De alguma forma, Jasper conseguia tal façanha, pois os soldados o temiam.
Ele era um guerreiro sem escrúpulos e passava por cima de qualquer coisa para manter a ordem do exército americano e ter suas ordens obedecidas.
Eu não possuía sangue tão frio e por vezes, embora tentasse evitar, acaba em conflito com os soldados.
Como hoje.
Tinha certeza que a presença de Jasper ali, nesse momento, não se tratava de uma visita de cortesia.
Eu sentia que estava perto de levar uma reprimenda por ter salvado e acolhido a moça.
E isso me irritava imensamente.
Eu era um capitão, afinal.
Também possuía minhas próprias regras e condutas e gostaria de ser respeitado e obedecido.
Façanha quase impossível quando se tem que dividir o poder com outra pessoa.
Principalmente se essa pessoa for quase da família.
_ Jamais deveria ter travado uma briga com um soldado para defender uma mulher, Edward. Por Deus! Saiba que se esse fato chega aos ouvidos de nossos superiores pode perder o posto de capitão!_ Jasper falou ríspido e eu senti meu sangue ferver.
_ Dane-se o posto de capitão, Jasper. Eu não podia deixar que àquele crápula machucasse uma moça inocente apenas para aliviar seus instintos de animal. Não estamos aqui para isso. Não é esse o objetivo desta maldita guerra!_ Gritei e ele fechou os olhos, certamente tentando conter a irritação.
_ Esse é o preço que nossos inimigos precisam pagar pela guerra, Edward. Esses homens estão confinados a trincheiras há bastante tempo, lutando para defender os interesses do nosso país. Estar com uma mulher faria bem a eles. Poderia até mesmo fortalecer nosso exército. Desanuviar essa maldita tensão entre os soldados e nós, capitães._ Ele contrapôs e eu bufei.
_ Jasper, pelo amor de Deus! Estamos falando de um ser humano e não de um animal qualquer. Ela não veio ao mundo para que homens se aliviassem nela. Ela não pediu para estar envolvida em uma maldita guerra. Eu não poderia deixar que eles a machucassem. Iria contra todos os meus princípios aprendidos com meu pai, minha mãe e meus irmãos. Alice, sua noiva, ficaria horrorizada se o ouvisse falando assim._ Rebati e ele avançou em minha direção, parando à apenas alguns sentimentos do me rosto.
Mas eu não senti medo.
Nenhum.
Morreria pelo poder de defender meus princípios e atitudes julgadas corretas.
_ O Jasper, noivo de sua irmã, é um homem completamente diferente do Jasper capitão. Eu estou aqui para traçar estratégias e melhorar, pelo menos um pouco, a vida dos meus homens. E se uma mulher for a solução para algum deles, que a usem. Eu não me importo. De nada adianta ter escrúpulos aqui. Estamos em guerra. E essa moça deveria saber disso. Andar por um campo de batalha, sozinha, é pedir para ser estuprada._ Ele gritou e eu segurei-o pela camisa.
_ Ninguém toca nela. Eu não permitirei. Eles terão que encontrar outra forma para se aliviarem. Aquela moça não tem nada a ver com essa guerra e não sabemos os motivos que a levaram a andar sozinha por um campo de batalha. Se você não se importa, problema é seu. Mas eu a protegerei. Darei minha vida se for preciso.
Ele me olhou por mais alguns segundos e depois soltou um suspiro, afastando-se com um safanão e arrumando a farda.
_ Você sabe que terá problemas se manter uma alemã presa em seu alojamento, não sabe?_ Perguntou mais calmo.
_ Ela não está presa. Está machucada e fraca e eu a estou protegendo dos ataques. Não vejo problema nenhum nisso._ Falei simplesmente e ele me encarou irritado.
_ Isso aqui não é brincadeira, Cullen. Você está aqui para comandar um exército e não para defender mulheres. James está irritado e não hesitaria em denunciá-lo. Você pode ser mandado para os Estados Unidos e aí eu quero ver você proteger essa moça. Se é que ainda é uma moça, mesmo!_ Ele falou ironicamente e eu me irritei além dos limites.
_ Não permito que fale assim dela. Não a conhecemos para colocar em dúvida sua honra. Caso precise voltar para meu país, ótimo! Mas não a deixarei desamparada. A levarei comigo se for preciso, mas ninguém toca nela e essa é minha última palavra. Eu mando aqui também. Sou capitão e não quero e não vou obedecer a suas ordens. E nem as ordens de ninguém que queira que eu deixe uma inocente a mercê de monstros._ Gritei de volta e me afastei, para que não o agredisse.
Entrar em uma luta corporal com outro capitão me colocaria em maus lençóis e como ele mesmo apontou, não poderia proteger a moça se fosse enviado aos Estados Unidos.
Entrei intempestivamente em meu alojamento e tranquei a porta.
Jasper não ousaria entrar sem minha permissão, mas não custava nada garantir.
Por algum motivo desconhecido, eu não queria que ele colocasse os olhos sobre a garota que eu tanto lutava para proteger.
Olhei para ela e notei que ainda dormia.
Espero que não tenha ouvido minha discussão com Jasper.
Não fazia idéia do porque querer tanto defendê-la, mas a idéia de homens tocando-lhe e lhe fazendo algum mal me deixava irado.
Jasper não tinha o direito de contestar minha vontade de protegê-la.
Não fui treinado para maltratar mulheres, aliviando nelas meus desejos animais.
Eu tinha mãe, tinha irmã e cunhada e não gostaria que em uma eventual guerra homens as violentassem.
E Jasper deveria pensar da mesma forma.
Ele era um ser humano, afinal.
Dotado de sentimentos e que estabelece laços com as pessoas.
Não entendia o que o levava a falar aquelas coisas e a ficar contra mim por eu defender uma inocente.
_ Não quero causar-lhe problemas._ Ouvi uma voz suave e olhei assustado em direção a cama onde pensei que a moça dormia.
Ela estava sentada, com o rosto iluminado pela lua, os cabelos revoltos e me encarava com seus olhos grandes e preocupados.
Eu fiquei absorvendo sua voz doce que ressoava pelo meu cérebro e me dei conta do quanto aquele som me agradava.
_ Você não é muda, afinal._ Falei com a voz zombeteira e ela continuou me encarando.
_ Eu disse que não era. Apenas não tinha coragem de dirigir-lhe a palavra. Não confiava no senhor.
_ E confia agora?_ Perguntei aparentemente desinteressado, mas querendo muito que ela dissesse sim. Não sabia dizer o porquê, mas eu queria muito sua confiança.
Eu queria que ela gostasse de mim.
_ O senhor me ajudou, afinal._ Ela deu de ombros e passou a mão pelos cabelos, tentando ajeitá-los._ Mas não quero, de forma alguma, que se prejudique tentando me proteger. Já me acostumei em andar sozinha.
Suas palavras serviram apenas para redobrar o instinto protetor que eu desenvolvera por ela desde que a vira sendo atacada por James.
Nenhuma mulher deveria vagar sozinha pelo mundo.
Elas são seres frágeis e precisam dos homens para protegê-las dos perigos e amá-las incondicionalmente.
Não que eu chegaria amá-la.
Havia entregado meu coração a apenas uma mulher e como ela se fora, jamais o entregaria a outra pessoa.
Era desesperador amar e ficar sozinho.
O melhor era não amar.
Jamais.
_ Não se preocupe com isso. Terei os problemas que precisar para defendê-la. Não a quero desprotegida em meio a uma guerra. Isso é desumano.
_ Não existe nada de humano em uma guerra, senhor. Se prejudicar por minha causa não lhe trará vantagens. Agradeço sua ajuda, mas daqui para frente seguirei sozinha.
Respirei fundo, tentando conter o desespero de pensar na idéia de vê-la indo embora, seguindo sua vida e me deixando para trás.
Eu não queria isso.
Não ainda.
_ Não precisa pensar nisso agora, moça. Estará segura aqui. Estamos em guerra e episódios como o que passou nas mãos do soldado James podem se repetir a qualquer momento._ Falei, tentando não soar desesperado.
Não queria que a moça pensasse que eu era louco, mas não poderia deixá-la ir embora.
_ Bella..._ Ela falou baixinho e eu me aproximei de sua voz, como uma mariposa atraída pela luz.
_ O que disse?_ Perguntei, bem próximo a ela, que se encolheu, como se minha aproximação lhe fosse prejudicial.
_ Meu nome... Bella._ Ela explicou e eu sorri.
_ Bella... Combina perfeitamente com você._ Disse, pensando em sua beleza.
Ela corou e limpou a garganta, afastando-se mais de mim e encostando-se na cabeceira enferrujada da cama.
_ Obrigada._ Falou envergonhada.
Fiquei encarando-a por vários minutos e ela sustentou meu olhar.
Senti uma conexão poderosa com aqueles olhos castanhos e fui obrigado a desviar meu olhar quando meu coração disparou.
Que diabos estava acontecendo comigo?
_ Você não é alemã._ Afirmei de repente, tentando fugir da perturbação momentânea que eu sentira.
Ela sorriu pela primeira vez e de novo me vi encantado com sua beleza.
_ Não. Não sou alemã. Mas isso não é muito difícil de perceber. Não me pareço em nada com os moradores desse país._ Falou com uma ponta de divertimento e foi minha vez de sorrir.
Realmente.
Seus cabelos escuros e seus olhos cor de chocolate eram bastante diferentes dos olhos e cabelos claros dos alemães.
Apenas sua pele era clara.
Clara e suave como o leite.
E ela falava um inglês perfeito, com um sotaque um pouco diferente, mas ainda sim, sem erros, diferentemente dos moradores do país que, muitas vezes, não entendiam uma palavra do que nós, americanos, dizíamos.
_ Sua pele é clara._ Falei, lembrando-a da única característica que a faria passar-se por uma alemã e ela sorriu mais uma vez, olhando por um momento para as próprias mãos.
_ É. Muito clara para falar a verdade. Mas essa é o único adjetivo que me aproxima dos alemães._ Concluiu e eu sorri.
Estava sorrindo muito naquela noite.
_ E de onde você é?_ Perguntei, realmente curioso.
Ela suspirou e olhou atentamente para a janela encardida, soltando um longo suspiro.
_ Sou inglesa._ Sussurrou e eu paralisei com suas palavras.
Inglesa?
A garota que eu salvara das mãos de James era inglesa?
Se isso fosse verdade, Bella não era nossa inimiga, como Jasper dissera.
Ela era nossa aliada.
E sendo assim eu tinha obrigação de protegê-la.
Minha noite iluminou-se com essa descoberta.
Ninguém mais teria o poder de me criticar por mantê-la comigo.
Ela era inglesa, afinal.
Sorri imensamente, e mandei a pouca culpa que sentia por ampará-la para o inferno.
A partir de agora, defendê-la era mais que uma questão de honra.
Era questão de vida ou morte.
Ninguém lhe faria mal.
Nunca mais, enquanto eu vivesse.
Isso era uma promessa.
E eu, Edward Cullen, jamais quebrava uma promessa feita.
Jamais.


E então: O que acharam?
Edward é um fofo, não é?
Pessoas, posso lhes garantir que essa história será mais emocionante a cada capítulo.
Preciso desesperadamente da opinião e do apoio de vcs para continuar escrevendo.
Divulguem a fic...
Peçam para que outros a leiam...
Sei que é chato esses apelos, mas nós escritoras precisamos de incentivo para escrever...
BEIJOS!

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