THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 07

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama
Pov. Bella
Medo.
Hoje eu podia afirmar que nunca sentira medo de verdade.
Em nenhum momento em minha vida, tivera que lidar com o pavor de perder alguém importante.
Minha mãe se fora antes que eu tivesse idade para entender o que a morte significava de fato e, portanto, eu quase nada sofrera.
Meu sofrimento viera depois, quando eu tivera que lidar com uma realidade sem amor, proteção ou carinho.
Minhas angústias e medos tomaram forma quando eu tivera que enfrentar uma madrasta violenta e um pai cruel.
Mas, agora eu estava sofrendo com o medo de perder Edward para a morte.
E este medo estava tomando formas alarmantes conforme o tempo passava.
Ele estava muito mal e a cada dia ficava pior.
Eu já não sabia o que fazer para ajudá-lo.
Olhei atentamente para seu rosto suado devido à febre alta e não fui capaz de conter as lágrimas de desespero.
Edward fora a única pessoa que se preocupara com meu bem estar e que cuidara verdadeiramente de mim, sem exigir nada em troca.
E eu, simplesmente, não suportava a idéia de perdê-lo.
Ele era uma pessoa maravilhosa e merecia como ninguém, ter uma vida plena, longa e feliz.
Morrer dessa forma e nesse lugar horrível seria desumano.
Ele odiava a guerra e merecia sair dela com vida, para deixar essa realidade para trás e nunca mais se lembrar que esse pesadelo existiu.
Passei a mão por sobre seus cabelos acobreados e beijei sua testa suavemente, desejando, na verdade, beijar seus lábios.
Eu não sabia de onde vinha esse desejo, mas a verdade era que ele crescia a cada momento passado ao seu lado, ou mesmo longe dele.
Todas as vezes que ele se aproximava e eu sentia seu cheiro único e envolvente, minha pele se arrepiava e meu coração disparava.
Certas partes do meu corpo, que eu nem sabia que existiam, eram estimuladas com sua aproximação e eu me sentia ruborizada só em pensar nisso.
Ninguém jamais me explicara o porquê dessas sensações tão estranhas e eu nunca me sentira tão atraída por um homem. Geralmente eu tinha pavor de indivíduos do sexo masculino.
Todos que eu conhecera, até agora, só me fizeram mal.
Mas, com Edward era diferente. Eu queria estar perto dele de todas as formas possíveis.
E só não entendia o porquê.
É claro que o fato de ele ter cuidado de mim com tanto empenho e carinho contribuía para aumentar essa vontade de tê-lo por perto, mas havia muito mais aí.
Não era apenas gratidão.
Era uma mistura intensa de carinho, admiração, preocupação, amizade e...
Suspirei.
Entender-me nunca fora uma tarefa fácil, mas ultimamente tinha se tornado ainda mais difícil.
Avaliar o que eu sentia por Edward era impossível, pois eu nunca sentira nada parecido.
Ouvi um gemido baixo e dei um pulo assustada, deixando meus devaneios de lado e me concentrando outra vez em Edward adormecido na cama.
Eu não poderia me distrair.
Meu dever era ficar o tempo todo ao seu lado, cuidando para que a gripe não piorasse e me mantendo alerta a qualquer complicação.
Eu precisava salvá-lo.
Muitos homens já vieram procurá-lo, mas eu não atendia ao chamado de nenhum.
Tinha muito medo que entre eles estivesse o soldado que me atacara na noite em que Edward e eu nos conhecemos e que ele me fizesse algum mal.
Meu anjo protetor não estava em condições de me defender, então eu precisava me manter afastada de qualquer perigo.
Mas o fato de ter que ficar enclausurada na cabana, estava contribuindo para agravar o quadro de Edward.
Desde que minha mãe morrera, eu tivera que aprender a me virar, pois não tinha ninguém disposto a cuidar realmente do meu bem estar.
Dessa forma, tendo que cuidar a vida toda dos meus próprios ferimentos e enfermidades, eu havia aprendido a manipular plantas e fazer medicamentos diversos, que sempre se mostraram eficazes.
Conhecia um campo perto dali, que se não tivesse sido destruído totalmente pela guerra, teria as ervas necessárias para fazer alguns preparos e me auxiliar nos cuidados com Edward.
Mas, para chegar até lá, eu precisava sair da cabana e me aventurar novamente pelos campos de guerra.
E eu sentia um pavor intenso em fazer isso sozinha.
Suspirei cansada e passei novamente a mão pelos cabelos acobreados de Edward.
Notei que ele ainda estava bastante quente e isso não era bom.
Há pouco ele delirara de febre e este fato estava me deixando com medo de que essa maldita praga lhe deixasse alguma seqüela.
Fui outra vez até a tina e enchi uma bacia com água fresca, voltando até a cama e iniciando meu trabalho de baixar-lhe a febre com o auxílio de trapos úmidos.
Infelizmente, era tudo o que eu podia fazer no momento.
Ele estava nu sob os lençóis e a tarefa de despi-lo havia sido bastante complicada.
Edward era um homem forte e robusto e não parecia muito disposto em me auxiliar na tarefa de tirar-lhe a roupa.
Demorei bastante tempo e quando finalmente consegui, tentei não prestar atenção ao tom pálido de sua pele e nem no formato bem definido de cada músculo que compunha seu corpo.
Era preciso lembrar que ele estava doente e que meu único dever no momento era cuidar para que ele se recuperasse depressa.
Mas, eu não podia negar o quanto ele era bonito.
Seu corpo possuía uma harmonia incrível de formatos, tamanhos e texturas e eu duvidava que algum dia conhecesse um homem mais perfeito.
E novamente as sensações estranhas de estar próxima a ele tomavam meu corpo, dificultando bastante a tarefa de ignorá-las.
Tentei fazer com que ele tomasse água, mas ele virava o rosto freneticamente em outra direção, tornando minha tarefa difícil.
_ Vamos, Edward... Beba._ Pedi baixinho e ele abriu os olhos febris em minha direção.
_ Elizabeth... Não._ Edward sussurrou em seu delírio e eu detive meus movimentos.
Quem, diabos, era Elizabeth?
Pelas conversas que tivemos, sabia que as únicas mulheres presentes em sua vida eram a mãe, Esme, a irmã, Alice e a cunhada, Rosalie. Eu não conhecia nenhuma Elizabeth.
Ele jamais mencionara qualquer outra mulher.
É claro que eu estranhara o fato de um homem tão atraente como Edward não ter nenhuma esposa, noiva ou namorada, mas, simplesmente, associara isso ao fato de ele estar envolvido com a guerra e não ter tempo para assuntos pessoais.
Mas estava claro que existia alguém e esse alguém atendia pelo nome Elizabeth.
Um sentimento estranho oprimiu meu peito ao imaginar quem poderia ser essa mulher.
Era um sentimento que eu não sabia definir, mas que incomodava bastante.
Será que Edward a amava?
Era possível que ela o estivesse esperando na América?
Suspirei pesadamente e levei novamente o copo até os seus lábios, decidida a esquecer o assunto.
Afinal de contas, eu não tinha nada haver com quem o esperava na América.
Edward não me pertencia e eu devia me contentar com os momentos que tínhamos juntos, pois esses possuíam dia e hora para chegarem ao fim.
Eu precisava salvá-lo, mesmo que fosse para entregá-lo nas mãos de outra mulher, porque eu preferia saber que ele estava bem, saudável e feliz ao lado de outra pessoa, do que vê-lo morto e esquecido em um maldito campo de guerra.
Sacrifícios eram necessários quando se gostava de alguém.
Depois de fazê-lo beber um pouco de água, depositei o copo em uma mesa ao lado da cama e passei um pano úmido sobre sua testa, para refrescar sua temperatura e deixá-lo o mais confortável possível.
_ Sophye... Me perdoe... Não!_ Edward falou outra vez e eu estreitei os olhos em sua direção.
Quantas mulheres ele podia ter?
Quem era Sophye, agora?
Deus!
Respirei fundo e me levantei da beirada de sua cama, indo em direção ao fogão, tentando conter a fúria que tomava conta do meu corpo.
O confinamento nessa cabana não estava me fazendo bem.
Eu precisava parar de achar que Edward era meu, porque ele não era.
Sendo rico e capitão de um exército tão poderoso ele poderia ter quantas mulheres quisesse e eu, uma simples camponesa órfã, não tinha que sentir raiva de todas elas e nem julgá-lo pelo número de casos amorosos que ele tivera.
Edward era adulto, livre e independente.
Quanto mais cedo eu aceitasse esse fato, melhor seria para os dois.
Meu destino era a solidão e nenhuma pessoa, por mais especial que fosse, ficaria ao meu lado.
E por mais triste que esse pensamento parecesse, não tinha como negar sua veracidade.
Sentei-me no banco próximo a mesa e debrucei sobre ela.
Eu estava exausta, mas não podia desistir dos cuidados com Edward.
Ele merecia minha atenção e eu morreria para garantir-lhe todos os cuidados necessários.
*****
Depois de tanto tempo trancada entre as paredes encardidas da cabana, apreciar os raios solares em contato com minha pele pálida, poderia ser considerado uma dádiva.
Mas, quando se sentia um pavor imenso de ser reconhecida e atacada por soldados cruéis, era impossível apreciar qualquer coisa que fosse.
Respirei fundo e continuei andando, tentando não pensar nos riscos que eu corria ao andar pelos campos de guerra sozinha.
Precisava colher algumas ervas para cuidar devidamente de Edward e se eu ficasse trancafiada na cabana, as plantas não viriam até mim.
O medo estava preso em minha garganta, mas eu lutava para tentar aparentar calma e não chamar a atenção.
Esgueirei-me até a entrada da mata densa que ainda não havia sido atingida pelos bombardeios e em pouco tempo eu tinha tudo que precisava nas mãos.
Guardei as plantas na sacola de estopa que trouxera e tomei meu caminho de volta, rumo à cabana.
Mais uma vez, tentei não prestar atenção aos detalhes a minha volta e andei rapidamente, fazendo de tudo para não ser notada.
Era deprimente ver crianças e velhos se arrastando pelos chãos e encolhidos em cantos imundos, buscando um pouco de comida e alento.
E pensar que eu podia estar exatamente nessa situação me deixava triste.
Essas pessoas não tiveram a sorte de ter um capitão que as salvassem e terminaram assim. A mercê da crueldade da guerra.
Os alemães eram pessoas orgulhosas e cheias de pose e vê-los assim, em meio à tamanha miséria era horrível.
Mostrava que a guerra era capaz de transformar qualquer realidade, por melhor que fosse, em um pesadelo sem fim.
Um grupo de soldados parou o que fazia e me observou atentamente, fazendo com que o medo, um pouco superado, voltasse com força total.
Apressei meus passos e praticamente saí correndo, quando me vi longe das vistas deles.
Mas antes que eu pudesse alcançar a porta da minha fortaleza e me sentir novamente segura, dois braços fortes agarraram meu corpo, me fazendo gritar desesperadamente para conseguir me libertar.
_ Me solta... Socorro!_ Eu gritava e tudo o que ele fez foi tapar minha boca e me virar de frente para ele.
_ Quem é você e o que faz na cabana do Capitão Cullen?_ O jovem soltado me perguntou, sacudindo meus ombros e fazendo com que uma dor lacerante tomasse o lugar onde ele apertava.
_ Me solta._ Eu gritei outra vez, quando ele libertou minha boca.
_ Cale a boca!_ Ele gritou em resposta e eu não fui capaz de contar as lágrimas de desespero que desceram por meu rosto.
Edward não podia me proteger agora e eu sabia, que se esse soldado assim quisesse, eu estaria perdida em suas mãos.
_ Quem é você?_ Ele perguntou novamente e eu respirei fundo, tentando ordenar meus pensamentos.
_ Não lhe interessa._ Falei baixinho e ele apertou ainda mais meu braço.
_ Ou você me diz quem é e o que fez com o capitão, ou terei que levá-la para o sargento, fazendo pagá-la por desrespeitar um soldado do exército americano._ Ele falou com a voz ríspida e eu estremeci.
De raiva e de medo.
Como assim, o que eu fizera ao capitão Cullen?
Quem esse maldito soldado pensava que eu era?
_ Eu não fiz nada com o capitão. Ele está doente, sendo vítima da praga que atingiu os campos de guerra. Tudo que eu quero é cuidar dele._ Falei, enquanto fungava e tentava limpar as lágrimas que insistiam em molhar meu rosto.
_ Praga?_ O soldado perguntou confuso e finalmente soltou meus braços.
Eu respirei fundo mais uma vez e peguei as plantas que estavam espalhadas pelo chão.
_ Sim. Ele está muito doente e eu estou cuidando dele. Saí para buscar algumas ervas para usar como medicamento._ Expliquei calmamente e o soldado me encarou atentamente.
_ Mas, quem é você?_ Ele perguntou novamente e eu revirei os olhos, já irritada com sua insistência.
_ Por que tenho que respondê-lo? Você não manda em mim. Não lhe devo satisfações._ Falei em um tom sério e ele ergueu as sobrancelhas em minha direção.
_ Você é uma mocinha muito insolente. _ Ele declarou e tudo que eu fiz foi erguer as sobrancelhas, deixando bastante claro o quanto eu estava odiando sua conversa._ Nosso capitão sumiu e eu te encontro rondando a casa dele. Como posso saber que você não é nenhuma espiã querendo fazer mal a ele e ao exército americano?_ Ele perguntou seriamente e eu quase ri de sua cara.
Como alguém, em sã consciência, podia acreditar que eu, como todo esse “tamanho” e esses “músculos” poderia ser espiã de alguma coisa?
Só sendo muito idiota mesmo.
_ Você acha mesmo que eu tenho cara e estatura de espiã?_ Perguntei de maneira retrógrada e ele não respondeu.
Bufei irritada e me virei novamente em direção a cabana.
Edward estava doente e eu não podia perder meu tempo com um soldado idiota, metido a machão.
_ Ei... Aonde você vai?_ Ele perguntou, segurando meu braço e eu me soltei com um safanão.
_ Eu tenho que cuidar do capitão. Ele realmente está doente e eu não posso ficar perdendo meu precioso tempo com você. Com licença._ Falei seca e segui apressadamente para a cabana. Não queria que mais ninguém me visse, pois tinha certeza que teria sérios problemas com outros soldados.
O rapaz moreno me seguiu para o interior da casa e eu fui diretamente até a cama, onde Edward ainda delirava de febre.
Toquei suavemente sua testa e ele abriu os olhos, me encarando debilmente.
_ Bella..._ Ele sussurrou e eu sorri, um pouco nervosa por estar sendo observada.
Deixava-me feliz saber que Edward ainda se lembrava de mim e não me confundia com outras mulheres que já estiveram ao seu lado.
Escutá-lo dizendo meu nome me causava sensações tão estranhas como quando ele se aproximava e, mesmo estando confusa com tudo isso, era uma sensação maravilhosa.
_ Olá... Eu providenciei tudo que preciso para cuidar de você. Logo estará bem outra vez, capitão._ Falei suavemente e ele suspirou, apertando fracamente minha mão entre as suas.
_ Não me deixe... Não vá._ Ele murmurou desesperadamente e eu senti meus olhos marejados outra vez, tocada pela intensidade que sentira em suas palavras.
Edward, como nenhum outro ser humano na face da terra, precisava de mim.
Sorri de leve e beijei seu rosto, completamente esquecida do soldado que observava a cena com olhares curiosos.
_ Eu não vou a lugar algum. Prometo.
Foi à vez de ele sorrir e eu senti meu coração se apertar diante de sua expressão serena.
Havia muitos dias que eu não o via tão tranqüilo.
Um medo mórbido tomou conta do meu corpo.
Tranquilidade sempre precedia alguma tragédia.
Deus!
Levantei-me apressadamente da beirada da cama e fui em direção à mesa, buscando separar as ervas por espécies, para que assim pudesse preparar os chás e ungüentos necessários para os cuidados com meu capitão.
_ Bella? É assim que você se chama?_ O soldado perguntou, vindo se sentar no banco próximo a mesa e eu assenti.
_ Sim... Esse é o meu nome. Não que isso te interesse._ Falei secamente e ele me encarou de forma divertida, me deixando ainda mais irritada.
_ Acho que eu sei quem você é. A garota que o capitão Cullen salvou das mãos do soldado James. A senhorita foi assunto por longos dias._ Eu bufei exasperada, enquanto escutava seu tagarelar insistente. Ele não ia parar de falar nunca?_ A propósito: eu me chamo Jacob._ Ele falou, estendendo a mão em minha direção e eu fiz questão de ignorá-lo.
Não. Ele não iria parar.
Tudo que eu queria era que esse estranho soldado fosse embora e me deixasse sozinha para cuidar de Edward em paz.
_ A senhorita é muito mal humorada, sabia?
_ Sabia. Principalmente quando estou sendo impedida de realizar algo que salvará a vida de um homem. E, além do mais, não tenho que ser cordial com alguém que machucou meu braço e achou que eu era uma espiã assassina._ Falei rispidamente e ele arregalou os olhos, surpreso diante da minha explosão.
_ Nunca falei que era uma assassina.
_ Você me perguntou o que eu tinha feito com o capitão Cullen. Se isso não é chamar alguém de assassina, eu não sei o que é.
_ Ele sumiu por vários dias e não atendeu a nenhum chamado. Estávamos preocupados e a cabana estava sendo vigiada. Pensávamos que ele já tinha mandado-a embora há muito tempo. Quando a vi saindo da cabana, fiquei na espreita, pois sabia que você voltaria. E quando finalmente voltou, eu a confrontei. Tudo pelo bem do capitão.
Respirei fundo e quando finalmente terminei de colocar tudo que eu precisava no fogo e encarei seriamente.
_ Sinceramente, se alguns de vocês se preocupassem realmente com o bem estar do capitão, teriam posto essa porta abaixo para saber se ele estava vivo ou não. A única preocupação de vocês é essa maldita guerra. Nada mais. Ouso até dizer que seria um alívio saber que ele estava morto, afinal teriam um posto livre.
Ele me encarou boquiaberto e empertigou o corpo, ficando de pé.
_ Não diga uma coisa dessas. Eu conheço o capitão Cullen desde sempre. Nossas famílias são amigas. Eu jamais desejaria o seu mal.
De repente, a vontade de conhecer um pouco mais sobre Edward me tomou.
Se esse soldado realmente o conhecesse desde pequeno, ele saberia muitas coisas a respeito de Edward e poderia me dizer.
Coisas que o capitão não me contara, mas que eu adoraria saber.
Ele poderia me dizer quem eram Elizabeth e Sophie, pois eu sabia que essas duas mulheres, sejam elas quem forem, são muito importantes para Edward.
Suspirei pesadamente e voltei minha atenção para o caldeirão que eu colocara no fogo.
Jamais investigaria a vida dele dessa forma.
Seria imoral e eu não tinha esse direito.
_ Você mora aqui com ele?_ Jacob, como ele dissera que se chamava, me perguntou e eu o olhei irritada.
_ Porque está tão interessado?
_ Porque nunca fiquei sabendo de um capitão que tenha mantido uma mulher morando com ele em uma guerra. Ao não ser, é claro, se ela lhe prestar alguns favores..._ Eu avancei em sua direção, mas antes que eu pudesse lhe atingir com uma bofetada ele segurou meu pulso._ Nem pensar, lindinha. Jamais serei atingido por uma mulher.
_ Não ouse colocar minha virtude ou os princípios do capitão em prova. Você não tem esse direito. Ele me manteve aqui para garantir minha segurança. Apenas isso.
Jacob não disse mais nada e soltou meu pulso logo em seguida.
Eu fui até a tina e enchi uma bacia com água fresca. Andei até a mesinha ao lado da cama e a depositei lá, me virando para encarar o soldado.
_ Gostaria que você me desse licença. O capitão está realmente doente e eu preciso cuidar dele.
_ Acho que eu devo levá-lo ao posto médico. Lá ele terá todos os cuidados necessários.
Olhei-o apavorada e engoli em seco.
Eu não queria que tirassem Edward de mim. Eu precisava cuidar dele. Tinha a necessidade de retribuir todo o bem que ele me fizera.
E ninguém cuidaria dele melhor do que eu.
_ Não é seguro removê-lo. Ele está bastante fraco. Caso ele piore, eu o comunico, mas por enquanto eu dou conta de todos os cuidados._ Expliquei com a voz firme e ele me encarou por longos e torturantes segundos.
_ Ok. Mas, vou ficar de olho._ Ele falou, enquanto se retirava silenciosamente da camada e eu suspirei aliviada._ Ah... Bella? _ Ele me chamou e eu o encarei atentamente._ Foi um prazer conhecê-la. E me desculpe pelo seu braço. Eu não queria machucá-la._ Dito isso, ele saiu finalmente da cabana e eu fiquei pensando em como um soldado podia ser estranho.
Eu chegara a pensar que teria sérios problemas com o soldado moreno e forte, que me confrontara do lado de fora da cabana.
Mas, ao final das contas, ele se mostrara gentil, apesar de muito intrometido e irritante.
Balancei a cabeça, tentando afastar a imagem do soldado da minha mente e me concentrei nos medicamentos que estava preparando.
Tirei o chá do fogo e separei as ervas para fazer o ungüento.
Fui até Edward novamente e iniciei o trabalho das compressas frias.
Geralmente ajudava a controlar sua temperatura.
_ Você ficará bom, Edward. Logo estará outra vez forte e saudável e poderá voltar para sua família._ Falei, beijando suavemente o canto dos seus lábios.
No fundo, era isso que importava: que ele voltasse sã e salvo para sua família. Ou para a mulher que tivesse a sorte de tê-lo como marido e protetor.
E eu garantiria isso, mesmo que depois de todo meu esforço eu o perdesse.
Mesmo que depois de tudo, eu terminasse sozinha.
Se ele estivesse bem, eu seria feliz de qualquer forma.
E em qualquer lugar.
Basta que ele esteja bem e feliz.
Mesmo que não ficasse ao meu lado.
*****
Algumas semanas depois...
Os dias passaram lentamente e por muitas vezes eu pensei que estava perdendo Edward.
Meus preparos com ervas não pareciam fazer efeito sobre aquela maldita doença e eu via, dia a dia, sua vida se extinguindo aos poucos.
Jacob viera todos os dias para saber do capitão e me ajudara a mantê-lo na cabana, pois sabia que eu teria sérios problemas caso outros soldados soubessem que eu estava cuidando de Edward sozinha.
O jovem soldado trouxera alguns medicamentos do hospital, o que eu agradeci, já que Edward estava desidratando muito depressa e eu não conseguia fazer com que ele bebesse água ou se alimentasse adequadamente.
Com o passar dos dias, o estranho soldado, antes tão temido, tornara-se meu amigo.
Era bom tê-lo por perto e conversar com alguém, para variar.
Mas isso não aliviava o fato de que Edward estava morrendo.
Não mudava o fato de que eu não podia fazer nada para realmente salvá-lo, apesar de todos os meus esforços.
Sua vida não estava em minhas mãos e não era meu papel decidir se ele viveria ou morreria.
E no auge do meu desespero, eu recorri a Deus.
Não era como se eu não acreditasse em seu poder, mas depois de tanto tempo sofrendo nas mãos de pessoas cruéis e vivendo situações tão horríveis, eu me tornara cética em relação à fé.
Eu me sentia como se Deus tivesse me abandonado há muito tempo.
Mas, ao ver meu anjo salvador morrendo, sofrendo e com sérias dificuldades para respirar, eu caí de joelhos ao lado da cama e implorei por sua vida.
_ Deus, eu realmente não sei se você me ouve, mas se estiver me ouvindo nesse momento, eu lhe imploro: não o tire de mim. Deixe-o viver. Deixe-o ser feliz. Por favor. Leve a mim que sou tão insignificante. Ele não. Edward não merece terminar assim. Por favor... Por favor...
Eu não saberia dizer quantas vezes repetira esse discurso, mas acabei dormindo ajoelhada na beirada da cama, exausta e sem forças para continuar observando a pessoa mais importante da minha vida morrendo aos poucos.
Quando acordei, algumas horas depois, Edward estava tão silencioso, que eu temi que ele tivesse morrido.
Com o choro preso na garganta, me aproximei do seu rosto para sentir-lhe a respiração e, para o meu alívio, ele apenas dormia tranquilamente.
Edward estava vivo.
Sorri aliviada.
Deus me ouvira, afinal.
_ Obrigada, Deus..._ Murmurei fungando e limpando minhas lágrimas de alívio com as costas da mão.
Passei os dedos suavemente pelos seus cabelos bagunçados e, em um impulso que não sabia de onde viera, beijei seus lábios, dando vazão ao desejo que sentira desde muito tempo.
Beijei uma... Duas... Três vezes.
E cada beijo foi melhor que o outro.
Senti meus lábios formigando e meu rosto afogueado de vergonha, mas não consegui sentir-me culpada pelo que fizera.
Parecia tão certo.
Fora tão perfeito.
Edward tinha um gosto doce e eu fechei os olhos para degustar esse sabor de forma completa.
Suspirei e sorri, abrindo os olhos e levando um susto quando percebi que Edward me encarava.
E diferente das outras vezes, ele estava consciente e não delirante de febre.
_ Oi..._ Ele falou com a voz rouca e eu me empertiguei ao seu lado, sentindo-me um pouco constrangida pelo que eu fizera.
Será que ele vira?
Será que sentira meus lábios tocando os seus?
_ Oi..._ Respondi baixinho e ele levantou a mão, acariciando suavemente meu rosto.
Eu devia estar horrível.
Depois de tanto tempo sem dormir, minhas olheiras estavam imensas, minha pele e meus cabelos ressecados e minhas roupas amassadas.
Mas nada importava nesse momento.
Edward estava finalmente bem.
_ Você me salvou._ Ele falou de repente e eu sorri, envergonhada.
_ Eu não fiz nada. Apenas cuidei de você como fez comigo._ Respondi, tentando a todo custo conter as lágrimas de emoção por saber que ele estava curado.
_ Bella, ninguém jamais cuidou de mim como você fez.
_ Sua família..._ Comecei falar, tentando argumentar com ele, mas Edward me calou quando tocou meus lábios com a mão.
_ Eu não permito que minha família se aproxime para cuidar de mim e tenho a impressão que eles sentem-se aliviados por isso, pois há muito tempo eu não sou uma pessoa fácil de lidar.
_ Você é o homem mais maravilhoso que eu já conheci e cuidar de você foi um prazer.
Era difícil acreditar que sua família sentia-se aliviada por manter-se afastada.
Apesar de aparentar um imensa tristeza, Edward era um homem bom e generoso e era muito bom tê-lo por perto.
Pelo menos eu pensava assim.
Ele sorriu lindamente, como há muito tempo não fazia e a emoção de vê-lo curado fez com que minhas forças cedessem, me fazendo deitar sobre seu peito, na tentativa de conter as lágrimas e em uma busca muda por consolo.
Edward era meu porto seguro e seria sempre a pessoa mais importante e especial que passara por minha vida.
_ Obrigada por tudo, Bella._ Ele falou me abraçando e finalmente, depois de dias de tormenta que pareciam não ter fim, eu me sentia completa.
_ Não tem que me agradecer, Edward. De verdade._ Levantei os olhos e peguei sua mão entre as minhas, beijando-a.
Vi seus olhos brilharem. e senti meu coração falhando uma batida.
O dia de repente se tornara perfeito.
Levantei-me da cama e corri em direção ao caldeirão de sopa, enchendo um prato e levando até Edward.
_ Agora coma tudo. Precisa recuperar as forças para voltar as atividades, Capitão. Seus homens precisam de você.
Ele sorriu, batendo incontinência e aceitou o prato que eu lhe oferecia, comendo com vontade.
Era notável sua fraqueza, mas se tudo corresse bem, logo ele estaria completamente recuperado e eu poderia seguir meu caminho em paz, sabendo que ele estava bem.
Vivo.
E mesmo sozinha, eu estaria feliz, porque teria a certeza que ele respirava em algum lugar do planeta.
Ao fim das contas, sempre seria isso que realmente importava.
Tentei não pensar nos beijos que lhe dera e torci para que ele não os tivesse notado.
Não sabia definir o que realmente sentia por Edward, mas de uma coisa eu tinha certeza:
Esse sentimento crescia a cada dia e continuaria aumentando, enquanto eu vivesse.
Sempre.
Por que ele era a pessoa mais importante da minha vida e sempre seria.

E aí, povo??? O que acharam?
É claro que eu não ia matá-lo...
Jamais teria coragem de fazer mal ao Edward...
rsrsrsrsrs
Agora as coisas finalmente vão esquentar...
(Todos vibram...)
E tudo pode começar a mudar...
Mas... Só lendo para saber...
Beijos e até o próximo!
=D

No comments :

Post a Comment