THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 08

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama
Pov. Edward
A voz, o toque, o cheiro, a delicadeza, o sorriso...
Ela.
Bella.
Apenas sua imagem ficara gravada na minha mente em todo o tempo que estivera doente.
Eu conseguia lembrar-me dos seus cuidados, embora, na época, estivesse confuso devido à febre e as dores intensas que tomavam meu corpo todo.
Mas a dedicação que tivera comigo, seria difícil de ser esquecida.
Mesmo se tivesse estado em coma, me lembraria do seu carinho e dos seus cuidados.
Suspirei e olhei para o céu cinzento mais uma vez, agradecendo ao fato de poder contemplá-lo.
Graças a ela.
Ninguém sobrevivia àquela praga.
Nenhum homem que a contraíra vivera para contar a história.
Nesses tempos de guerra, essa maldita doença matava mais que os próprios conflitos.
Mas, nenhum desses pobres homens, tivera a sorte de serem cuidados por um anjo tão bom como Isabella.
Eu sempre considerei uma sorte tê-la encontrado, pois conseguira livrá-la a tempo da dor e humilhação de ser molestada por um homem e, assim, amenizar um pouco minha culpa por matar tantas pessoas na guerra.
Mas ela fizera muito mais por mim, do que simplesmente abrandar minhas culpas.
Encontrá-la e tê-la ao meu lado me resgatara de um mundo completamente devastado e sombrio no qual eu vivia.
Bella trouxera um pouco de luz para minha vida e agora, eu lhe devia minha sobrevivência, fazendo com que a dívida com ela apenas aumentasse.
A guerra, ao que tudo indicava, tinha chegado ao fim.
Os conflitos armados cessaram-se e muitos homens, que por algum milagre permaneceram vivos, preparavam-se para voltar para casa.
Os últimos acordos estavam sendo firmados entre as nações e o silêncio nos campos de guerra era estranho.
E eu, que antes tinha tanta pressa em deixar todo esse pesadelo para trás, não queria ir embora.
Tudo isso porque não sabia como deixá-la para trás.
Os mantimentos estavam acabando e eu precisava voltar aos Estados Unidos, acompanhando o exército que ficara sob minhas responsabilidades para o fim dos conflitos.
Era meu dever liderá-los na volta para a América e eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria que cumpri-lo.
Mas, a dor de me imaginar deixando para trás um pedaço tão bonito, e talvez o mais bonito, era muito grande.
Já fazia mais de uma semana que eu havia melhorado da gripe e não parava de correr de um lado para o outro, acertando os últimos detalhes para o fim definitivo da guerra e para a volta dos meus soldados para a América.
A Entente havia vencido o conflito graças a entrada dos Estados Unidos na guerra e tudo terminara definitivamente quando o imperador da Alemanha abdicara ao trono, pressionado pela população que já estava cansada de tanta miséria.
O império Germânico estava destruído e ir embora parecia uma saída fácil na tentativa de deixar essa realidade monstruosa para trás.
Foi isso que eu desejei desde que chegara aqui.
Dia a dia.
Mas desde que ela chegara a minha vida, de uma forma tão inesperada, essa vontade diminuíra gradativamente.
E a cada dia minha aflição crescia.
E essa aflição nada tinha haver com saudades de casa.
Ela estava relacionada com o fato de que eu não era capaz de deixá-la.
E talvez, eu nunca tivesse essa capacidade.
Isso poderia ser considerado preocupante, já que desde a morte de Elizabeth eu me mantera afastado de qualquer sentimento, mas eu não me importava de fato.
Minha pequena me fazia bem e sentir-me assim era muito bom.
Bella parecia contente com o fim do conflito, mas eu notava que ela também estava angustiada, certamente pensando o que seria dela depois da minha partida.
Ela ainda era a mesma menina doce e alegre e os momentos passados ao seu lado eram os melhores do meu dia.
Mesmo quando ela brigava comigo por insistir que eu ainda devia repousar e me chamava de mula teimosa quando eu não a obedecia.
Sorri com o pensamento.
Até sorrir ao seu lado era uma tarefa fácil.
Mas o fato de ela parecer normal, não diminuía a tristeza crescente que eu via em seus olhos.
Dormíamos juntos todas as noites, e embora eu temesse que ela também fosse acometida pela gripe, nada acontecera.
Ela continuava saudável e linda como sempre.
Eu me permitia abraçá-la e protegê-la durante a noite, sentindo seu cheiro doce de morangos e o frescor suave de seus cabelos e de sua pele.
E essa proximidade só me fazia querê-la ainda mais o meu lado.
Bella despertava em mim desejos proibidos, difíceis de decifrar e quase impossíveis de resistir.
Certa noite, eu a escutei chorando.
A noite estava fria e chuvosa e ela estava encolhida na beirada da cama, fungando.
Me aproximei do seu corpo pequeno e dei um beijo suave em seu ombro, fazendo com que rapidamente ela se virasse para mim e limpasse as lágrimas.
_ Desculpe se te acordei..._ Ela sussurrou com a voz rouca e eu sorri, tirando os fios de cabelo colados em seu rosto.
_ Por que está chorando?_ Perguntei, ignorando seu pedido de desculpas e beijando suavemente seu rosto.
Eu queria muito beijá-la nos lábios, mas temia assustá-la.
E temia também minha reação após o beijo.
Poderia perder o controle e não queria, de forma alguma, que Bella pensasse que eu queria me aproveitar dela.
Pois eu não queria.
Minha menina era importante demais para que eu a magoasse desse jeito.
_ Nada._ Ela respondeu minha pergunta com a voz suave e desviou o olhar.
_ Pesadelo?_ Perguntei e ela negou com a cabeça._ Então o que?
_ Você vai embora._ Ela falou simplesmente, depois de uns minutos em silêncio e eu senti um aperto no peito.
_ Eu..._ Suspirei e a apertei contra meu peito. Bella se encaixou tão perfeitamente em meus braços que eu fiquei impressionado. Era como se ela pertencesse àquele lugar._ Não vou deixá-la... Eu prometo. Não sei ainda como vou fazer, mas não permitirei que fique sozinha outra vez._ Falei contra seus cabelos e ela fungou em meu peito.
_ Não prometa coisas que não pode cumprir, Edward. Sabe que não pode me manter ao seu lado. Meu destino está preso nesse país, onde fui abandonada. Eu tenho que me conformar... Mas, me dói saber que eu nunca mais vou vê-lo. Me acostumei com sua presença. Eu gosto de tê-lo por perto.
_ Eu também gosto de tê-la por perto. Não quero deixá-la._ Falei, um pouco desesperado por saber, que de certa forma, ela tinha razão. Eu não via uma saída para mantê-la ao meu lado.
Se eu a levasse do país sem que ninguém soubesse, poderia ser acusado de seqüestro.
Se eu tentasse as vias legais, a alfândega alemã certamente dificultaria meu trabalho, pois eu era um capitão americano e eles odiavam os americanos.
Já havia pensado em muitas formas de permanecer ao seu lado, como prometido, mas nenhuma delas parecia realmente eficiente.
Suspirei e a apertei ainda mais contra meu peito.
Eu iria dar um jeito nisso.
Já não podia viver sem ela por perto.
Eu me lembrava perfeitamente do toque suave dos seus lábios nos meus.
Fora seu beijo que me despertara e, por mais que eu tentasse me esquecer desse fato, não conseguia.
Queria beijá-la outra vez.
Queria sentir em meus lábios aquele sabor doce e intoxicante que parecia fazer parte de sua essência.
Mas, eu não tinha coragem.
Temia me viciar em seu gosto maravilhoso e não conseguir pensar com clareza em uma forma de mantê-la ao meu lado.
_ Já disse. Mesmo longe você estará sempre em minha memória. Sempre comigo, sendo lembrado como a melhor parte da minha vida._ Ela falou baixinho e beijou meu peito por cima da camisa.
_ Eu jamais vou esquecê-la, Bella. Jamais._ Disse e ela sorriu tristemente, se aconchegando mais em meus braços e se entregando novamente ao sono.
Naquela noite, eu passei muito tempo acordado, pensando em uma saída para esse dilema, mas até o momento não tinha encontrado nenhuma.
Passei as mãos pelos cabelos, nervoso e entrei na base hospitalar, em busca da enfermeira chefe.
Precisava saber se ela já havia despachado os soldados feridos e os suprimentos restantes, para que assim eu pudesse liberá-la e fechar o posto médico que serviu, durante todo o tempo de guerra para amparar homens feridos.
_ Boa tarde, Sra. Forbes._ Cumprimentei a enfermeira que sorriu a me ver.
_ Olá capitão. Fiquei sabendo que esteve doente.
_ Sim. Mas já está tudo bem. Na verdade, vim até aqui para liberá-la.
_ Oh... Que maravilha. Não vejo a hora de voltar para casa._ Ela falou alegre e eu me perguntei se alguma vez essa senhora já esteve triste.
A velha enfermeira estava sempre sorrindo, não importando quantos problemas tinha que enfrentar no posto médico.
Era uma de suas qualidades que eu sempre admirara.
_ Pois bem. Preciso que assine os prontuários de alguns soldados e depois disso está liberada. Um navio saíra amanhã de manhã e quero que embarque nele._ Expliquei e ela apenas assentiu e continuou me olhando.
Depois de um tempo, suspirou e tocou meu braço de leve.
_ Querido, não sei se fiz bem, mas os medicamentos foram levados para o hospital da cidade. Tem muitas pessoas precisando de cuidados, pois foram acometidos pela praga e, devido à guerra, não têm recursos para os tratamentos adequados._ Ela falou suavemente e eu suspirei.
Em outros tempos, ela levaria uma reprimenda por sua atitude.
Os alemães eram nossos inimigos e apesar do conflito ter chegado ao fim, não tínhamos obrigação nenhuma de ajudá-los.
Mas, depois de ter quase morrido, vítima desta mesma praga, eu realmente não me importava com o destino que esses medicamentos tinham tomado.
Nem todos tinham uma Bella para cuidar-lhes. Medicamentos seriam úteis nesse caso.
_ Tudo bem, Sra. Forbes. Eles precisarão dos medicamentos mais do que nós.
Ela sorriu satisfeita e suspirou aliviada, me fazendo sorrir também.
Depois disso, ela foi sentar-se em uma mesa afastada da ala dos doentes e eu a segui, pois precisava colher suas assinaturas.
Mas, não via a hora de sair de lá.
Aquele lugar me dava arrepios.
_ Sua menina fez um bom trabalho. O senhor está perfeito._ A velha enfermeira comentou e eu encarei-a com curiosidade, sentando-me a sua frente.
_ Minha menina? Conhece Bella?_ Perguntei confuso e ela sorriu.
_ Nunca a vi pessoalmente, mas sei que foi ela quem cuidou de você enquanto estava doente. Essa moça é a menina para que você levou os produtos de beleza e para quem o soldado Jacob veio buscar medicamentos.
_ Jacob?_ Falei, me sentindo cada vez mais confuso.
O que Jacob tinha haver com Bella?
_ Sim. O soldado Jacob veio aqui algumas vezes e levou medicamentos para a moça que cuidava de você._ Ela explicou e eu respirei fundo._ E, eu só os entreguei pois sabia que era para os cuidados com sua saúde.
Assenti de leve, mas o fato de Jacob conhecer Bella não me saia da cabeça.
Isso não me cheirava bem.
Não queria ninguém rondando Bella.
Nenhum homem.
Nem mesmo Jacob.
_ Eu não sabia disso._ Falei baixinho e a Sra. Forbes sorriu compreensiva.
_ Bom, ele só queria ajudar. É um bom menino e estava preocupado com você.
_ É... Jacob é um bom garoto._ Comentei e ela apertou minha mão, que repousava sobre a mesa de leve.
_ E a menina... Bella... Bem... Ela é especial. A mantenha com você, Edward. Continue salvando-a para que você também tenha salvação._ Ela falou com a voz suave e eu senti um aperto no peito ao ouvir suas palavras.
Eu queria salvá-la... Levá-la comigo, mas não sabia como fazer isso.
Suspirei pesadamente e encarei a velha senhora.
Não sabia dizer por que, mas ela me transmitia confiança e eu sabia que podia me abrir com ela.
_ Eu não quero deixá-la, Sra. Forbes. Mas, não sei o que fazer para levá-la comigo._ Confessei e a velha enfermeira apenas sorriu compreensiva.
_ Me diga uma coisa: Qual a sua opinião a respeito da aliança entre a Entente e os Estados Unidos?
Estranhei sua pergunta, mas me esforcei para dar uma resposta coerente.
_ Bom... Essa aliança deu a Entente a vitória. Os Estados Unidos tinha a força e o poder financeiro que a França e a Inglaterra não tinham mais. Vencemos a guerra graças a essa união._ Expliquei calmamente e ela continuou me encarando sorridente.
_ Pois bem... União. Aliança... Aí está sua resposta._ Danna falou calmamente e eu continuei encarando-a, tentando entender o significado por trás de suas palavras.
_ Eu... Eu não entendo._ Balbuciei e ela deu tapinhas em minhas mãos.
_ Querido... Una-se a ela. Torne-a sua esposa. Só assim você poderá levá-la. Só assim ninguém poderá tirá-la de você ou impedir que vocês fiquem juntos, como deve ser.
Parei de respirar por um momento.
Casar?
Tornar Bella minha esposa?
Eu nunca havia pensado nisso.
Mas, parecia sim ser a solução perfeita.
Se Bella fosse minha de fato, ninguém poderia me impedir de levá-la comigo e continua protegendo-a como era minha vontade.
Essa união seria perfeita.
Sorri aliviado e a Sra. Forbes retribuiu meu gesto, finalmente assinando os documentos que eu entregara a ela e se levantando em seguida.
_ Existe um juiz de paz em um vilarejo próximo que realizaria o casamento de vocês em um piscar de olhos. Ele é inglês e vive aqui com a esposa alemã. Dizem que ele gosta de casar estrangeiros._ Ela falou animada, rabiscando algumas palavras em um papel e me entregando em seguida._ Aqui está o endereço. Fale com ele o quanto antes. Não deixe a felicidade de ser feliz passar sem que você a agarre. Você prometeu protegê-la, Capitão, e deve honrar essa promessa.
Eu assenti de leve e guardei o endereço, planejando ir ainda hoje conversar com o tal juiz. Mas, antes eu precisava falar com Bella, pois não poderia fazer nada sem saber de sua opinião.
Afinal, seria o nosso casamento.
Senti um frio na barriga com o pensamento de torná-la minha.
Respirei fundo e me virei para apertar a mão da enfermeira que tanto fez por mim e pelos meus homens em todo esse tempo de guerra.
_ Obrigado por tudo, Sra. Forbes. Vou seguir seus conselhos e tornar Bella minha esposa. Quero que esteja naquele navio amanhã e volte o quanto antes para a América._ Falei com a voz firme e ela apenas sorriu.
_ Sim, querido. Nos veremos daqui algum tempo na reserva militar e, quando isto acontecer, quero vê-lo casado e feliz, ao lado da menina que você salvou dos horrores da guerra e que te libertou da morte e da solidão.
Eu assenti e apertei suas mãos, me virando e andando apressadamente em direção a minha cabana.
_“Sie sparen sie jetzt und sparen Sie für immer”…_ A Sra. Forbes falou com a voz suave e eu a olhei curioso, detendo meus passos e me lembrando que um dia ela me dissera a mesma frase.
_ O que significa?_ Perguntei e ela sorriu.
_ Você a salvou uma vez e ela o salvará sempre..._ Ela traduziu a frase e eu sabia que as palavras nela contidas se referiam a Bella.
Minha Bella.
Senti uma emoção estranha no peito e retribui seu sorriso sincero.
_ Cuide dela, Edward. Cuide dela e seja feliz.
Me virei e retomei meus passos em direção a minha casa.
Hoje eu decidiria meu destino e o de Bella e, se ela me quisesse eu seria seu para todo o sempre, assim como ela seria minha. Só minha.
Sorri com o pensamento e continuei meu caminho.
O dia, de repente, tornara-se perfeito.
*****
Pov. Bella
Ri mais uma vez das piadas sem sentido de Jacob e me sentei ao seu lado na varanda encardida da cabana, encarando o céu cinzento.
Já fazia horas que Edward saíra e até agora não dera nenhum sinal de vida.
Eu sentia sua falta e queria ficar ao seu lado, pois sabia que nossos dias juntos estavam contados.
A guerra finalmente acabara.
A Alemanha se rendera e as tropas inimigas já se preparavam para deixar o local dos conflitos.
Todos estavam eufóricos com a idéia de voltar para casa, mas eu me sentia triste.
Apesar de tudo, a guerra me trouxera a melhor coisa da minha vida: Edward.
E o término dos conflitos levaria Edward para longe de mim.
Abracei meu corpo, tentando juntar os pedaços que se desfaziam pouco a pouco com a idéia de nunca mais vê-lo.
Eu o salvara da morte.
De alguma forma, meus cuidados surtiram efeito e ele se curara da praga.
Estar perto de perdê-lo fora uma experiência terrível, mas saber que muito em breve eu não o teria mais de forma alguma causava uma dor ainda pior.
O que me consolava era saber que ele estaria bem e saudável, onde quer que estivesse e com quem quer que fosse.
_ Você está triste hoje... Tão calada. Algum problema?_ Jacob me perguntou, tocando meu braço de leve e eu apenas meneei a cabeça.
Jamais diria a ele tudo o que se passava em minha mente nesse momento.
Ele jamais entenderia meus sentimentos por seu capitão.
Jacob suspirou e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
_ Volto para América até o fim da semana. Queria poder levá-la comigo._ Ele declarou e eu sorri.
_ Meu lugar é aqui, Jacob. Devo me conformar com isso._ Falei tristemente e ele suspirou mais uma vez.
_ Você não é alemã, é?
_ Não. Sou inglesa._ Respondi e ele me olhou com curiosidade.
_ E como veio parar aqui?_ Perguntou, cheio de curiosidade e eu sorri de leve, encarando-o.
_ Vim com meu pai e sua família. Mas, eles foram embora e me deixaram aqui. Portanto, é aqui que devo permanecer.
Ele me encarava tristemente e eu sabia que pensava em uma forma de me ajudar.
Jacob tornara-se meu amigo em pouco tempo.
Seu jeito de menino me encantara e saber que eu podia conversar com ele me deixava muito feliz, pois ele me transmitia confiança.
Eu não confiava nele como em Edward.
Claro que não.
Mas, sua companhia me fazia bem.
Ouvi passos próximos e ergui os olhos, encontrando o olhar de Edward fixo em nós.
Ele estava parado a alguns metros de distância e não parecia nada contente em nos ver.
Quando Jacob acompanhou meu olhar e notou a presença de Edward, levantou-se rapidamente e ficou ereto, em posição de respeito ao seu capitão.
_ O que faz aqui, soldado?_ Edward perguntou firmemente e eu estremeci ao detectar a frieza em sua voz.
_ Vim ver como a senhorita Isabella estava, senhor.
_ E o que o estado da senhorita Isabella lhe interessa?_ Edward perguntou ao soldado, enquanto se aproximava a passos lentos e eu o fuzilei com o olhar.
Que espécie de interrogatório era esse?
_ Eu a ajudei enquanto cuidava do senhor e nos tornamos amigos._ Jacob respondeu rapidamente e eu notei que ele estava com medo.
Olhei para Edward novamente e vi seus olhos brilharem de raiva.
Constatei que Jacob tinha sérios motivos para sentir medo.
Mas porque Edward estava com raiva?
Será que eu não podia ter amigos?
_ Me contaram sobre sua ajuda e eu agradeço. Mas, não quero que fique rondando a senhorita Swan, entendeu?_ Edward inquiriu e eu respirei fundo, pronta para me intrometer nesta conversa ridícula.
_ Sim, senhor... Com licença senhor._ Jacob falou e depois de uma reverência estranha dirigida a mim, afastou-se rapidamente de nós.
Esperei Jacob sumir de vista e encarei Edward, furiosa.
_ Porque fez isso?_ Perguntei e ele estreitou os olhos em minha direção.
_ Fiz o que?
_ Tratou Jacob dessa forma. Ele não merecia. Estávamos apenas conversando e ele é meu amigo._ Falei com a voz alta e Edward segurou meu braço com força, me assustando.
_ Não quero homens lhe rondando. Você é minha!_ Ele gritou e eu paralisei.
Sua?
Ele estava dizendo que eu era sua?
Senti meu coração disparar e engoli em seco, não querendo pensar no verdadeiro significado dessas palavras.
Eu não era dele.
Edward iria embora em breve e voltaria a ser um ninguém sem importância.
Isabella Swan não pertencia a ninguém.
Era essa a minha realidade.
_ Não sou sua._ Sussurrei e ele me encarou com os olhos atormentados.
_ Será que não entende? Eu não vou deixá-la. Você vai comigo... E sim... Você é minha, Bella... Me pertence desde o momento que eu lhe tirei das mãos daquele soldado. De quem mais você seria?_ Ele falou com a voz suave, soltando meu braço e acariciando suavemente meu rosto.
Ele estava visivelmente nervoso e seu estado alterado estava mexendo com minhas emoções, tornando impossível conter as lágrimas que desciam por meu rosto.
_ Você vai embora..._ Falei, inclinando minha cabeça em direção ao seu toque e fechando os olhos, para apreciar melhor o momento.
Senti sua respiração em meu rosto e segundos depois seus lábios tocaram os meus em um beijo doce.
Deus!
Ele estava me beijando.
Abri meus lábios trêmulos e ele aprofundou o beijo, fazendo com que nossas línguas se enroscassem e me proporcionando a sensação mais incrível que eu já sentira.
Subi minhas mãos até seus cabelos e aproximei nossos corpos.
Ele me apertou pela cintura e tudo que eu pensava era em como eu sonhara com esse momento.
Precisávamos de ar, pois meus pulmões ardiam, mas não queria imaginá-lo se afastando de mim nesse momento.
Um fogo estranho ardia em mim e eu tinha a impressão que só a proximidade de Edward o faria parar de arder.
Depois de muito tempo nos beijando, Edward se afastou ofegante e encostou a testa na minha, com os olhos fechados.
_ Bella, eu..._ Ele começou, mas eu o calei, colocando uma mão sobre seus lábios.
Não queria ouvi-lo se desculpar.
_ Shii... Está tudo bem._ Sussurrei e ele suspirou, abrindo os olhos e me encarando.
Ele respirou fundo várias vezes e tocou meu rosto de leve.
_ Não queria desrespeitá-la... Mas, você é minha... Só minha e eu precisava... Eu..._ Ele se afastou de mim e passou a mãos pelos cabelos, visivelmente nervoso._ Eu não vou deixá-la aqui... Você vai comigo, mas só tem um jeito... Eu não sei se você vai querer, mas tem que aceitar... Eu... Eu... Bella...
Eu o encarei, com medo de suas próximas palavras.
Porque tanta hesitação?
Ele estava com medo de suas próprias palavras... Por que?
Algo me dizia, que o que sairia de sua boca a seguir, mudaria minha vida.
Para sempre.
E eu não estava errada.
_ Bella... Case-se comigo? Por favor?


E aí... O que acharam?
Espero muitos comentários e acho que essa fic merece algumas recomendações...
O que acham?
=D
Até o próximo, povo...
Beijos!

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