THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 10

Presentinho para os meus leitores lindos...
Espero que gostem...
Beijos!

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama
Pov. Edward
Era difícil descrever a beleza da mulher sentada a minha frente.
Bella era simplesmente perfeita.
Em todos os sentidos.
Torná-la minha esposa fora uma das mais sábias decisões que eu já tomara na vida e olhá-la agora, sabendo que ela era oficialmente minha, me trazia uma satisfação imensa.
Nem mesmo meu casamento com Elizabeth me fizera tão bem.
Na época, eu era jovem e estava deslumbrado com a idéia do primeiro amor.
Não posso negar, entretanto, que fui feliz no curto período de tempo em que vivi com Elizabeth, mas aquela felicidade não se comparava ao sentimento que tomou minha mente ao ver Bella vestida de noiva e dizendo sim para mim, na frente do juiz e das testemunhas.
Vê-la naquele vestido adorável, com os cabelos escuros soltos em cachos até o meio das costas, emoldurando seu rosto delicado e contrastando com sua pele clara e macia me fez ver o quanto ela era perfeita.
E fez com que eu me desse conta do quanto eu a desejava.
Já fazia muito tempo que eu não me deitava com uma mulher.
Depois que Elizabeth morrera, eu me entregara ao prazer de estar com algumas prostitutas, mas, minhas relações íntimas resumiram-se a isso.
E nenhuma dessas transas envolveram sentimentos.
Apenas necessidade e luxúria.
E tudo isso porque meu irmão e meus companheiros do exército insistiam que eu precisava de uma mulher para satisfazer minhas necessidades primitivas.
Depois que fiquei viúvo, prometera a mim mesmo nunca mais me envolver emocionalmente com ninguém. A felicidade de estar ao lado de uma pessoa amada não superava a dor de perdê-la para a morte e eu não queria passar por esse trauma outra vez.
Sem contar, que nenhuma outra mulher tocara meu coração a ponto de me fazer esquecer essa promessa.
Pelo menos, não até agora.
Nesse momento, eu me dava conta de que, na verdade, tudo que eu sempre precisei estava bem aqui, nos campos de guerra da Alemanha.
Minha felicidade estava, nesse momento, completamente ao alcance de minhas mãos.
Eu precisava de Bella.
Tinha a necessidade de saber que ela estava protegida, segura e feliz ao meu lado.
E eu nunca tivera escolha quanto a isso.
Desde o momento em que eu a salvara, ela se tornara uma necessidade em minha vida.
Como se fosse o último gole de bebida para um alcoólatra.
Eu não entendia esse fascínio que desenvolvera por ela, mas pouco me importava saber que eu estava completamente em suas mãos.
Enquanto ela estivesse comigo, tudo estaria bem.
Talvez eu estivesse dando mais importância a ela, do que meu juízo recomendava, mas o fato da minha pequena me fazer tão feliz só me fazia querê-la ainda mais perto.
Escutei um suspiro entrecortado e olhei atentamente para Bella, deixando de lado minhas conjecturas.
Teria bastante tempo para pensar.
Agora, eu deveria me dedicar a minha esposa.
Dedicar-me inteiramente para satisfazê-la.
Para torná-la completamente minha.
Bella estava visivelmente nervosa, me encarando com aqueles olhos castanhos, que eu sabia que, um dia, seriam o motivo da minha ruína e eu me perguntei como proceder com ela.
Já estivera com uma virgem antes, mas na ocasião eu era tão inexperiente quanto Elizabeth.
Todavia, nesse momento, eu tinha em minhas mãos a responsabilidade de guiar uma inocente pelos caminhos do sexo, sendo eu um homem relativamente experiente, e estava verdadeiramente nervoso com essa situação.
Respirei fundo, segurando suas mãos geladas.
_ Bella... _ Chamei seu nome baixinho e ela me olhou ainda mais atentamente. O sorriso que me oferecera a pouco, quando eu a fizera sentar-se ao meu lado, se foi, dando lugar à timidez e ao nervosismo. Soltei suas mãos e deslizei meus dedos pela pele macia do seu rosto e ela fechou os olhos, suspirando pesadamente mais uma vez._ Alguém, alguma vez, já lhe disse o que acontece entre um casal?
_ Não..._ Ela sussurrou, balançando a cabeça levemente e eu sorri compreensivo._ Eu lhe disse... Não sei como... Como... É muito ruim?_ Perguntou por fim, colocando a mãos sobre meus dedos, que ainda estava em seu rosto e eu a olhei, curioso.
Sua pergunta me deixara confuso.
Por que ela achava que seria ruim?
_ Ruim? Não... Pelo contrário... É muito bom. Mas, quem lhe disse que era ruim?
Mesmo com a semi-escuridão da cabana, pude ver que ela enrubescia.
_ Bem... É que... Na verdade, ninguém... É que eu sempre ouvi as mulheres que trabalhavam na casa do meu pai reclamando dos maridos e algumas diziam que o casamento era uma tortura. Imaginei que fosse por ISSO... Já que ninguém fala sobre esse assunto e é algo tão misterioso. _ Ela explicou e eu me aproximei, beijando seu rosto de leve, na tentativa de acalmá-la.
Bella fora vítima de mulheres mesquinhas e mal casadas, que adoravam assustar moças inocentes com suas experiências frustradas.
Muitas vezes, esse medo do desconhecido, causava a ruína de muitos casamentos, pois assoladas com tantas regras e pré-conceitos, as moças não conseguiam se entregar inteiramente aos maridos, deixando-os irritados, frustrados e, muitas vezes, violentos.
E a culpa disso, era da própria sociedade, que não conseguia encarar a relação íntima como algo natural e bonito.
O sexo era a forma mais adequada de aproximar um casal, de criar intimidade, confiança e companheirismo.
E eu faria de tudo para satisfazer minha esposa nesse aspecto.
Jamais permitiria sua frustração e não alimentaria seus medos.
Pelo contrário, curaria cada um de seus traumas e feridas.
Respirei fundo e puxei seu corpo para mais perto do meu, dando um beijo casto em seus cabelos cheirosos, enquanto ela se aconchegava em meu peito.
_ Alguns homens não sabem como tratar uma mulher e por isso nem todas se satisfazem com o casamento. Dessa forma, essas mulheres mal amadas saem por aí assustando moças como você._ Falei com a voz suave e ela ergueu o rosto, me encarando curiosa._ O que vai acontecer entre nós, não é ruim. È muito bom e certo. Basta que sejamos sinceros e saibamos nos respeitar devidamente._ Completei e ela estreitou os olhos em minha direção.
Provavelmente, a próxima questão me deixaria sem graça.
_ Você sabe satisfazer uma mulher?_ Ela perguntou suavemente e eu senti meu rosto esquentar.
_ Eu vou fazer de tudo para conseguir, mas isso só você vai poder me responder._ Respondi sinceramente.
Eu realmente não sabia se podia satisfazer uma mulher, embora nenhuma com a qual eu estive reclamou. Mas, nesse caso, só ela poderia me dar uma resposta efetiva.
Ela engoliu em seco e eu decidi que já era à hora de acabar com aquela expectativa.
Não tinha simplesmente como explicar aquilo em palavras.
Bella teria que experimentar para saber como era a vida conjugal.
Só esperava não decepcioná-la.
_ Bella, eu preciso que confie em mim para que eu possa levar isso adiante. Eu não vou machucá-la. Eu prometo._ Falei solenemente e ela beijou meu peito, por cima da camisa fina que eu vestia, mas fazendo tremer da cabeça aos pés.
_ Eu confio em você. Mais do que em mim mesma._ Ela falou suavemente e eu sorri satisfeito.
Lentamente, eu a virei na cama, fazendo com que ela se deitasse suavemente sobre o travesseiro.
Vi que ela segurava o lençol alvo abaixo do seu corpo com força, eu peguei suas mãos, fazendo com que ela relaxasse os dedos.
Ela me olhou timidamente e eu desci meu rosto, beijando seu queixo suavemente.
Segui com os beijos pelo seu pescoço, até alcançar o alto dos seus seios. Parei de beijá-la no instante em que ouvi sua respiração pesada.
_ Você tem um cheiro maravilhoso. Vai me deixar viciado em morangos._ Falei com a voz rouca e ela ficou ainda mais vermelha, como se isso fosse possível.
Bella estava tentadora vestida naquela camisola branca, que realçava, ainda mais, a cor dos seus cabelos e dos seus olhos escuros.
Cada curva do seu corpo estava marcada pelo tecido fino e esse fato estava mexendo com meus sentidos.
Subi as mãos lentamente por sua perna e me assustei quando ela segurou meu pulso com força, afastando meu toque.
_ Não... Por favor... Não._ Ela pediu desesperada, com os olhos atormentados e eu parei imediatamente.
Não queria de forma alguma assustá-la.
_ Bella, fique calma. Eu sou seu marido, agora. Tenho permissão para tocá-la._ Falei com a voz calma e ela fechou os olhos com força, deixando algumas lágrimas escaparem._ Ei, não chore. Por favor._ Pedi desesperado e ela soltou meu pulso, levando as mãos até o rosto molhado.
_ Não fique bravo, por favor. Mas, eu não gosto que me toquem aí._ Ela falou, com a voz sofrida e eu senti meu coração apertar-se diante de tamanha angústia.
Deus, o que fizeram com minha menina?
_ Bella... Alguém já te machucou assim?_ Perguntei tentando conter o ódio em minhas palavras, mas sem muito sucesso.
Não era um ódio dirigido a ela, é claro, e sim ao desgraçado que ousou tocá-la e machucá-la.
Ela continuava cobrindo o rosto com as mãos e eu puxei gentilmente seus braços para que ela me encarasse.
_ Me diga... Só assim saberei como ajudá-la a superar seus traumas._ Falei, enquanto secava suas lágrimas delicadamente.
Ela engoliu em seco e sentou-se desajeitadamente contra a cabeceira de metal da cama, se afastando e me encarando com os olhos tristes.
_ Eu já lhe disse que sou filha bastarda de um nobre inglês e que depois da morte de minha mãe, ele resolveu cuidar de mim, a sua maneira._ Ela falou com a voz baixa e eu apenas assenti, segurando sua mão com carinho, para oferecer-lhe apoio. Algo me dizia que o que eu ouviria agora não seria nada agradável._ Bem... Eu não vivi com sua família de forma convencional, pois sua esposa e suas filhas me odiavam. Eu dormia ao relento nas noites mais quentes e quando estava muito frio, me era permitido ficar na cozinha. Poucas vezes eu tive acesso ao conforto de uma cama. Isso só acontecia quando eles viajavam, pois aí as empregadas me permitiam usar os aposentos dos serviçais. Meu pai tinha um irmão de criação, Bryan, do qual ele tomava conta desde a morte dos meus avôs. E, assim como todos, esse meu tio me tratava muito mal. Chegou jogar comida no chão, várias vezes, para que eu comesse lá, no intuito de me humilhar ainda mais._ Ela fungava o tempo todo, tentando conter o choro e em nenhum momento ergueu o olhar para me encarar. E isso me fazia concluir que a história ainda ficaria pior._ No entanto, quando eu comecei a ficar mocinha, esse irmão do Charlie começou a me tratar diferente. Eu ainda tinha medo dele, pois não podia esquecer a forma como ele sempre me tratara, mas ele se mostrava bem mais gentil que outrora. Carta vez, em uma noite muito fria que eu dormia sobre uma manta de palha na cozinha, ele veio até mim e começou a me dizer coisas sem sentido. Bryan ficava repetindo o quanto eu era linda e começou a passar as mãos pelas minhas pernas, erguendo meu vestido velho no processo. Eu estava muito assustada e comecei a gritar, mas é claro que ninguém ligava para os meus gritos. E então ele, ele... _ Ela suspirou e começou a soluçar. Eu a puxei para os meus braços e a apertei contra meu peito. Sua dor me fazia muito mal nesse momento._ Ele só não concluiu, seja lá o que ele queria fazer, porque a cozinheira entrou onde estávamos e expulsou-o de lá. Mas, antes disso, ele me deixou toda marcada, porque além de me segurar, me agredira várias vezes. E é claro que ele tentou fazer aquilo de novo. Não perdia a oportunidade de me visitar a noite. Muitas vezes, eu preferira dormir do lado de fora, pois ele não era capaz de enfrentar o frio para me molestar. Esse tormento só acabou quando ele foi embora casado com uma Russa. E depois de tudo isso, teve aquele soldado... _ Bella suspirou, limpou as lágrimas e me encarou intensamente._ Você é o único homem que pode me tocar sem que eu sinta repulsa. Mas, eu ainda tenho medo._ Ela concluiu e eu beijei seus cabelos._ Tenho medo de sentir as mesmas dores e o mesmo terror daqueles momentos.
Ela tremia e eu também. Mas o meu tremor tinha haver com o ódio extremo que eu sentia por àquela família desgraçada que ficou com minha menina durante todo esse tempo.
_ Bella... Eu sinto muito. Mesmo. Eu nem sei o que lhe dizer, ao não ser que eu odeio o que esses monstros fizeram com você._ Falei contra seu cabelo e ela se agarrou ainda mais a minha camisa.
_ Eu também odeio. Muito. Mas, hoje eu consigo pensar nisso apenas como uma ponte para alcançar a felicidade. Se eu não tivesse vindo para a Alemanha com eles, jamais teríamos nos conhecidos e eu não seria sua esposa. Nesse momento, eu ainda seria escrava daquelas maldades_ Ela falou com a voz triste e eu a afastei do meu corpo, para poder encarar seus olhos.
_ Que bom que pensa assim. Eu quero curar todos os seus medos, Bella. Quero cuidar de você. Mas, terá que confiar em mim para que isso aconteça.
_ Eu confio... Mas, tenho medo._ Ela sussurrou, enquanto tocava meu rosto e eu me inclinei, beijando o canto dos seus lábios._ Desculpe.
Jamais iria obrigá-la a fazer qualquer coisa que ela não quisesse, pois não queria, de forma alguma, contribuir para o aumento dos seus traumas.
_ Você não precisa fazer nada hoje. Vamos dormir como todas as noites. Precisamos de tempo para criar intimidade e eu vou nos dar esse tempo. Teremos a vida toda para viver nossa noite de núpcias._ Falei, olhando em seus olhos e ela ficou me encarando por longos segundos.
Eu estava sendo sincero.
Muito.
Apesar de termos vividos tanto tempo juntos na cabana, ainda não tínhamos desenvolvido toda a intimidade necessária para darmos um passo tão sério em nossa relação, ainda mais porque Bella viera de uma realidade sofrida e precisava recuperar-se.
Eu a desejava. Isso não dava para negar.
Mas, o carinho e o respeito que eu sentia por ela, superavam qualquer coisa.
Ela continuava me encarando e eu comecei a me preocupar com a intensidade do seu olhar.
_ Bella... O que foi?_ Perguntei suavemente e toquei seu rosto, tentando resgatá-la dos seus pensamentos.
_ Não quero esperar. Confio em você. Quero que você seja o único homem a me tocar do jeito certo. Eu preciso ser sua de verdade, para que só assim, possa esquecer meus medos. Não adie essa noite... Por favor._ Ela falou, enquanto me abraçava e uma quantidade incandescente de desejo correu pelas minhas veias.
Era muito fácil resistir ao apelo que Bella exercia sobre mim quando ela estava amedrontada e sofrendo.
Mas agora, tendo-a implorando para que eu a fizesse minha, resistir tornava-se quase impossível.
_ Bella... Eu não quero assustá-la. Não tenho certeza se você está pronta para isso._ Falei, tentando soar racional e ela afastou-se de mim, me encarando com o olhar triste.
_ Nunca ninguém me quis de fato. De forma nenhuma. Minha mãe odiava o fato de eu ter nascido. Meu pai jamais me amou e me considerou um fardo a vida toda. Bryan e o soldado queriam apenas me machucar. Eu preciso ter a certeza que com você é diferente. Quero acreditar que você me quer da forma como eu sou, com meus defeitos e qualidades, com meu passado conturbado, com minha realidade traumática e com meu futuro inteiramente ao seu dispor. Eu preciso ser sua. Hoje. Agora. Minha vida precisa ser normal, pelo menos em uma fase dela. Eu sou sua esposa e preciso ser de fato, em todos os sentidos. Eu quero isso. Confio em você e vou me entregar em suas mãos. Sei que eu disse que tenho medo, mas eu não quero mais senti-lo. Me ajude a superá-lo... Por favor._ Ela disse com tanta convicção, que minha única reação foi agarrá-la, trazendo-a para perto do meu corpo e a abraçando com força.
Ela estava muito confusa hoje, mas como, nesse momento, sua vontade era compatível com a minha, eu faria o que ela me pedia.
Faríamos amor.
Isso poderia até soar egoísta, mas eu a queria demais.
_ Você não vai se arrepender de ser minha, Bella. Eu lhe garanto. Vou cuidar para que todos os seus medos sejam superados. Eu quero te fazer feliz. Muito. Quero que você me faça feliz, que transforme minha vida como veio fazendo até agora, desde que eu a encontrei._ Falei emocionado e em seguida, a deitei sobre o travesseiro novamente, me inclinando e beijando seus lábios vermelhos. Uma. Duas. Três vezes.
Bella tinha um gosto maravilhoso de inocência e beleza e beijá-la era simplesmente viciante.
Levei minha mão até os seus cabelos e aprofundei o beijo, deixando minha língua invadir sua boca e gemendo ao senti-la tão receptiva.
Desci meus lábios por seu rosto, passando pelo queixo e indo em direção ao pescoço, sentido-a arfar.
Coloquei minhas mãos sobre a barra da camisola e comecei a puxá-la para cima.
Queria ver seu corpo inteiro, ainda que a cabana estivesse um pouco escura. Eu precisava sentir sua pele contra minha, para comprovar se ela era tão macia quanto aparentava.
_ O que está fazendo?_ Ela perguntou ofegante e eu parei de despi-la, olhando-a nos olhos.
Ela me encarava assustada e indignada.
Eu acharia graça da situação se não estivesse tão atormentado pelo desejo que sentia por ela.
_ Estou tirando sua roupa._ Respondi simplesmente e ela arregalou os olhos, chocada.
_ Nós vamos ficar nus?_ Perguntou incrédula e eu tive que rir.
_ Sim, Bella. Nós vamos fazer amor e para isso não precisamos das roupas._ Expliquei com paciência, contendo a vontade de apertá-la em meus braços.
Ela franziu o cenho, ficando vermelha e mordendo o lábio, aumentando ainda mais minha vontade de beijá-la e vê-la completamente nua.
_ Tudo bem?_ Perguntei, perscrutando sua expressão e ela me olhou por um momento, desviando timidamente o olhar em seguida.
_ Uma vez, me disseram que eu jamais deveria ficar nua na frente de um homem, independentemente se ele fosse, ou não, meu marido._ Ela disse com a voz tímida e eu tirei uma mecha de cabelo do seu rosto, virando-o para mim e fazendo-a me encarar.
_ Esqueça essas regras, Bella. Elas só servem para afastar os casais da intimidade de do prazer. O que vai acontecer quando estivermos sozinhos, só diz respeito a nós dois e, portanto, ninguém deve se intrometer. Faremos nossas próprias regras. Encontraremos nosso ritmo e nosso jeito.
Ela respirou fundo e sorriu de leve, me fazendo comemorar silenciosamente.
Temia que ela desistisse.
Eu jamais ia obrigá-la, mas o fato de desejá-la tanto nesse momento, me deixaria muito frustrado caso ela não quisesse levar nosso interlúdio adiante.
_ Você vai ficar nu, também?_ Perguntou inocentemente e meu sorriso alargou-se.
_ Sim. É preciso._ Falei e ela tocou meu rosto, me fazendo fechar os olhos para apreciar melhor o seu toque.
_ Certo. Eu já te vi nu, mesmo._ Ela sussurrou e ergueu-se para me beijar, me surpreendendo e me deixando imensamente aliviado e satisfeito.
Só esperava que ela não tivesse mais nenhuma dúvida, porque eu estava a ponto de explodir.
Segurei outra vez a barra de sua camisola e a puxei por sua cabeça, tirando-a de uma vez.
Bella não vestia nada por baixo do tecido fino da peça e eu quase perdi o poder do raciocínio ao vê-la nua.
Minha pequena era adoravelmente linda.
Sua pele era pálida, sem nenhuma imperfeição. Apesar de pequena, tinha as pernas bem torneadas, na medida certa. A curva da cintura era proeminente, a barriga lisa e os seios pequenos e perfeitamente arredondados. Seu pescoço era mediano, dando ao seu corpo uma constituição completamente harmoniosa.
Bella era simplesmente perfeita.
Se não aos olhos de outros homens, que jamais a veriam assim, é claro, mas perfeita para mim. Feita sob medida para meu gosto.
Ela me olhava envergonhada, certamente por sentir-se exposta e eu sorri de lado, me inclinando sobre seu corpo e beijando sua barriga, vendo-a arrepiar-se.
Não queria que ela sentisse nenhum tipo de desconforto.
Nossa primeira vez tinha que ser perfeita.
_ Você é linda, Sra. Cullen._ Falei suavemente, subindo com uma trilha de beijos da barriga até aos seus seios, escutando-a arfar._ Linda, macia e muito cheirosa.
Passei as duas mãos pelas laterais do seu corpo e me inclinei, beijando-a novamente.
Ela enfiou as duas mãos em meus cabelos, puxando meu rosto em sua direção e me fazendo gemer ao aprofundar o beijo.
Meu membro doía, e eu quase podia ouvi-lo gritar para ser liberado.
Pressionei meu corpo ainda coberto sobre o seu, tentando aliviar-me de alguma forma, mas temendo assustá-la.
Ela nunca havia feito isso e eu precisava ir com calma.
Mesmo sendo muito difícil me controlar.
Eu a queria demais.
Nos beijávamos com loucura e nem mesmo a necessidade por ar, fazia com que nos separássemos.
Bella colocou as mãos em meu peito, acariciando-o lentamente sobre o tecido da camisa fina que eu vestia e eu gemi contra seus lábios.
Deus!
Como era possível desejar tanto uma mulher?
Me afastei minimamente do seu corpo e puxei minha camisa pela cabeça, deixando meu peito exposto ao toque suave e macio de sua pele.
Beijei seu pescoço e acariciei seus seios com as mãos, ouvindo-a gemer timidamente.
Desci minha boca por seu colo e abocanhei um seio, sugando-o com vontade.
Bella soltou um grito, aparentemente assustado, quase me fazendo hesitar. Mas, poucos segundos depois, depositou suas mãos sobre meus cabelos, pressionando minha boca em seus seios, certamente apreciando toque dos meus lábios.
Levei minha mão até sua parte mais íntima e me surpreendi ao percebê-la tão úmida e pronta para me receber.
_ Você está pronta para me receber, Bella. Pronta para se unir ao seu marido._ Sussurrei, enquanto beijava seus lábios e ela gemeu quando eu a penetrei lentamente com o dedo.
_ Edward, eu..._ Ela sussurrou e fechou os olhos, suspirando e gemendo ao mesmo tempo e a visão dela tão entregue aos meus carinhos era simplesmente delirante.
Beijei sua boca inchada por longos momentos e, em seguida, desci meus lábios por seu tronco, dando beijos molhados por toda a extensão do seu corpo exposto, sem, no entanto, deixar de acariciá-la mais intimamente.
Precisava que ela se acostumasse com minha invasão.
Seu sabor era maravilhoso, constatei enquanto beijava seus seios mais uma vez.
Continuei explorando sua entrada com o dedo e me dei conta do quanto éramos perfeitos juntos.
Eu a tocava ela gemia, respondendo ao meu estímulo, sem nem se dar conta de suas respostas.
Ela me tocava e eu delirava, me sentindo ferver como a lava incandescente de um vulcão.
Jamais me cansaria de agradecer a sorte de tê-la encontrado.
Nesse momento, tendo-a em meus braços, me recebendo com tanta confiança e carinho, eu me tornara um homem completo.
E pensar que essa noite estava apenas começando.
E pensar que esse era apenas o primeiro dos nossos muitos dias como marido e mulher.
Sorri com o pensamento.
Deus... Por que não a encontrei antes?
Porque tive que vir comandar uma guerra para poder conhecer a mulher perfeita para mim?
Eu esperava ter bastante tempo para encontrar as respostas, mas agora eu iria desfrutar o momento, por que ele estava sendo, sobretudo mágico.
*****
Pov. Bella
Aquilo era surreal.
Sensações como as que eu estava sentindo nesse momento, simplesmente não existiam de verdade.
No mundo em que eu vivia não existia prazer, satisfação ou felicidade... Existia apenas dor e tristeza.
Mas não era dor ou tristeza que eu sentia enquanto os lábios de Edward passeavam pelo meu corpo nu.
Confesso que me senti muito mal ao ficar nua na sua frente, mas no momento vergonha ou timidez eram as últimas coisas que eu estava sentindo.
Deus!
Era muito bom sentir suas mãos e seus lábios sobre minha pele, despertando lugares em meu corpo que eu nem sabia que existiam.
Sensações assim deviam ser pecado, mas o fato era que nesse momento nada importava.
Edward mantinha um dedo dentro de mim e eu apertei as pernas para amenizar um fogo estranho que me queimava no exato lugar onde ele me tocava.
Ele me olhou por um momento, certamente estranhando minha reação e se inclinou, tocando meus lábios com os seus.
Eu me entreguei ao beijo e senti espasmos por meu corpo todo, seguidos de arrepios e tremores.
Será que eu estava morrendo?
Por que se eu estivesse, a morte não era tão pavorosa quanto as pessoas costumavam dizer.
Ergui as mãos, sem saber muito o que fazer com elas, e as pousei sobre o peito musculoso do meu capitão.
Edward era tão bonito.
Seu corpo possuía uma harmonia magnífica e eu jamais me cansaria de admirá-lo.
Eu já o vira nu, antes.
Confessar isso a ele não fora tão difícil quanto eu imaginei que seria.
Quando cuidara dele durante sua doença, eu o banhara várias vezes e me lembrava com perfeição de cada parte do seu corpo.
Na época eu não sabia que podia sentir tanto prazer em tocá-lo. Não sabia que podia gostar tanto de ser tocada, já que desde muito nova aprendi a me afastar de qualquer aproximação.
Os medos que eu apresentei a ele eram reais.
Mas tinha certeza que ele me ajudaria a superar cada um deles.
Já estava ajudando, aliás.
Muito.
Ele se afastou minimamente de mim e com muito cuidado retirou a própria calça, ficando, que Deus o abençoe, completamente nu.
Fiquei olhando para seu membro e me lembrando que da última vez que o vira não tinha todo esse tamanho.
Olhei para assustada e ele sorriu.
_ Fique calma. Vamos nos encaixar perfeitamente._ Falou com a voz rouca e eu engoli em seco.
Tinha minhas dúvidas quanto a essa afirmativa.
Ele era tão... Grande.
_E onde será esse encaixe?_ Sussurrei e ele sorriu, inclinando-se e dando uma mordida de leve em minha orelha.
Eu quase pulei cem vezes com a sensação maravilhosa que isso me causou.
_ Meu membro vai substituir meu dedo, daqui a pouco. Só assim conseguirei aplacar o fogo que você está sentindo... E o meu próprio fogo, é claro._ Ele sussurrou e sua voz rouca me causou inúmeros tremores.
Sim, eu sentia esse fogo e agora ele estava começando a arder de verdade.
Mas, mesmo assim... Será que éramos compatíveis?
Será que nossa união me causaria alguma dor.
Me mexi desconfortável com o pensamento e ele, percebendo meu nervosismo, voltou a me beijar.
Sentir sua pele sobre a minha era maravilhoso.
Edward passeou as mãos por todo meu corpo, tocando suavemente meus seios, minha barriga, minhas pernas e pousando a mão, novamente, no lugar mais escondido do meu corpo.
Ele beijou meu torço, deixando um rastro de beijos molhados, lambidas e mordidas, fazendo com que eu gemesse, arfasse e às vezes até gritasse.
Eu estava completamente descontrolada.
Fazer amor era, definitivamente, muito bom!
Ele colocou um joelho entre minhas pernas, abrindo-as para recebê-lo e se prostrou em cima de mim, guiando seu membro até minha entrada.
Deus...
Era chegada a hora do encaixe?
_ Bella..._ Ele me chamou ofegante e eu virei o rosto para olhá-lo._ Isso pode doer, por ser sua primeira vez, mas basta que me peça e eu paro na hora, ok?
Balancei a cabeça em resposta e beijei seus lábios mais uma vez.
Eu estava suada, cansada, descabelada, mas, nem morta, pediria para que ele parasse.
Queria chegar até o fim.
Precisava ser completamente dele.
Ele inclinou o corpo em minha direção e eu senti seu membro deslizando para dentro do meu corpo, enquanto ele segurava minhas nádegas.
Eu estava estranhamente úmida e por isso foi relativamente fácil acomodá-lo.
Suspirei aliviada quando não senti nenhuma dor, de fato.
Mas, quando ele investiu fortemente dentro de mim, soltei um gemido de protesto ao sentir uma dor lacerante em minhas entranhas, me fazendo puxar o ar com a boca, para não gritar.
Àquilo doía demais.
_ Quer que eu pare?_ Ele perguntou e eu abri os olhos, encarando-o.
Eu queria que ele parasse?
Não saberia responder.
Eu queria que ele fosse até o fim, mas eu não queria que doesse.
Poucos segundos depois, a dor foi passando e em seu lugar, o desejo retornou com força total, me fazendo ter certeza da resposta para sua pergunta.
Não, eu não queria que ele parasse.
_ Não... Continua._ Sussurrei e ele sorriu, me beijando e investindo novamente dentro de mim.
Doeu. Muito. Mas, seus beijos e seus toques suaves pelo meu corpo conseguiram, aos poucos, desviar minha atenção de qualquer desconforto, conectando minha mente ao prazer que eu sentia em todas as partes do meu ser.
A cada investida fui me acostumando com nosso encaixe e apreciando nosso contato.
Nesse momento, eu me sentia dele... Eu havia me tornado parte do homem mais importante da minha vida e era muito bom me sentir assim.
Levei minhas mãos aos seus cabelos e puxei seu rosto, para que eu pudesse beijá-lo.
Sua língua imitava os movimentos dos seus quadris, me invadindo duplamente e me levando a um mar de sensações desconhecidas e completamente envolventes.
Abracei seu quadril com minhas pernas e seus movimentos tornaram-se mais urgentes.
Senti um fogo diferente queimar minhas entranhas. Era mais intenso do que qualquer coisa que eu já sentira na vida. Minha respiração se acelerou e eu já não controlava mais meus gemidos.
Com Edward parecia acontecer a mesma coisa.
Arranhei suas costas e abafei meus gritos involuntários contra seu ombro largo, no momento em que uma explosão atingiu todas as partes do meu corpo.
Era a sensação mais incrível que eu já sentira na vida.
Tudo em mim eram pulsação e contração.
Era simplesmente maravilhoso.
Edward me apertou contra seu corpo e alguns segundos depois, soltou um gemido alto, desabando sobre mim e distribuindo pequenos beijos pelo meu colo e seios.
Aos poucos nossa respiração foi voltando ao normal e ele nos virou na cama, de modo que meu rosto ficasse repousado sobre seu peito.
Ele acariciava levemente meus cabelos e eu me mantinha imóvel, já que meu corpo parecia uma massa gelatinosa.
Será que era normal sentir-se tão entorpecida?
Se a Segunda Guerra Mundial estourasse bem abaixo da minha janela nesse momento, seria simplesmente ignorada, pois nada era mais importante do que sentir meu marido tão perto de mim.
Edward, definitivamente, sabia como satisfazer uma mulher.
Mesmo tendo sentido medo e dor a princípio, eu não conseguia imaginar como alguém podia considerar esse aspecto do casamento ruim.
Não era ruim... Era maravilhosamente bom!
Corei com o pensamento e escondi meu rosto no peito de Edward, tentando evitar que ele visse meu constrangimento.
_ Tem alguma coisa pra me dizer?_ Ele perguntou, com a voz baixa e eu dei um pulo assustada.
_ Deu pra ler pensamentos, agora, Capitão?_ Perguntei, sem encará-lo, mas sabia que ele sorria.
_ Eu não posso ler pensamentos, mas te conheço bem para decifrar sua expressão corporal. Você está constrangida e algo me diz que tem muitas dúvidas sobre o que acabou de acontecer._ Ele falou sabiamente e eu o encarei.
Edward me olhava com carinho e eu sorri, estendendo a mão e tocando seus lábios.
_ É sempre assim?_ Perguntei simplesmente e ele ficou pensativo.
Ele sabia do que eu estava falando.
Imagino que fosse óbvio para um homem quando ele conseguia satisfazer verdadeiramente uma mulher.
_ Depende. Ás vezes é melhor... _ Ele falou debochado e eu sorri sonhadora, esquecendo por um momento que eu devia estar constrangida por estar conversando com ele estando completamente nua.
_ Melhor? Nossa!_ Comentei e ele riu.
_ Devo considerar isso um elogio?_ Ele perguntou, e, mais uma vez, me senti envergonhada.
_ Acho que sim. Você disse que só eu poderia responder se sabe satisfazer uma mulher e a resposta é sim... Você sabe._ Respondi convicta e ele me apertou em seus braços.
_ Que bom... Fico muito feliz que tenha gostado. Gosto de saber que tenho o poder de curar os seus medos... Que posso fazê-la feliz.
Respirei fundo e me aconcheguei melhor em seus braços. Tudo que eu queria nesse momento era dormir envolta pela paz que ele me transmitia.
Eu era dele. E sempre seria.
Edward me fizera sua no memento em que me salvara, mas hoje ele me fundira a sua alma e me conectara ao seu coração, transformando-nos em um só.
*****
Acordei com a luz adentrando a janela e fui imediatamente atraída pelo cheiro de café fresco.
Pisquei lentamente, tentando me acostumar com a claridade e virei meu corpo preguiçosamente na cama.
Não me surpreendi ao perceber que ele estava inteiramente dolorido.
Fiz uma careta e me sentei lentamente, corando ao perceber que eu estava nua.
Nunca havia dormido nua em toda minha vida.
Pelo jeito, desde que eu conhecera Edward, tivera início todas as minhas primeiras vezes.
Primeira vez a ser protegida, primeira vez a receber cuidados, primeiro abraço, primeiro beijo, primeiras roupas e sapatos novos, primeira noite, primeira vez a dormir nua...
Deus!
Como minha vida pudera mudar tanto em tão pouco tempo?
Ontem eu era uma órfã abandonada em meio a uma guerra e hoje, eu era esposa de um importante capitão americano.
Sorri com o pensamento e me assustei quando Edward se materializou a minha frente, me oferecendo uma caneca contendo café fumegante.
Apertei o lençol contra meu corpo, tentando esconder minha nudez e ele inclinou-se, beijando meus lábios carinhosamente.
_ Bom dia, Sra. Cullen._ Ele falou com a voz rouca e eu o encarei por um momento, antes de retribuir seu lindo sorriso.
_ Bom dia..._ Respondi, aceitando a caneca que me oferecia e ele sentou-se ao meu lado.
_ Tudo bem?_ Perguntou e eu assenti de leve, corando.
Conversar sobre isso a luz do dia não era nem um pouco natura.
Pelo contrário, me deixava muito envergonhada.
Ele sorriu, parecendo satisfeito com minha resposta e colocou uma mecha dos meus cabelos atrás da minha orelha.
_ Nós vamos embarcar daqui a algumas horas. Terei que resolver alguns problemas na base militar, mas prometo não demorar. Arrume tudo o que quer levar e assim que eu voltar, almoçamos e seguimos para o porto._ Ele falou e eu assenti mais uma vez.
Notei que Edward encarava minha mão e corei mais uma vez ao perceber que seus olhos estavam fixos na aliança que ele colocara em meu dedo no dia anterior.
Baixei o olhar e encarei sua aliança, sorrindo timidamente ao pensar no real significado dos nossos acessórios dourados.
Eu era dele.
De todas as formas que uma mulher poderia pertencer a um homem, eu pertencia a Edward Cullen e estava muito feliz com esse fato.
Terminei o café e depositei a caneca vazia sobre a velha mesa de cabeceira.
Edward me agarrou de repente, me jogando na cama e ao invés de gritar assustada, eu soltei uma gargalhada, surpreendendo a mim mesma.
_ Você está muito tentadora hoje. Tenho vontade de beijá-la inteira, outra vez._ Ele falou com a voz sedutora, dando uma leve mordida em minha orelha e beijando meus lábios em seguida, fazendo com que meu corpo todo tremesse em antecipação.
_ Não podemos fazer essas coisas durante o dia..._ Sussurrei, tentando manter os pensamentos coerentes e ele encarou meu rosto afogueado com o olhar divertido.
_ Por que não?
_ Por que é pecado._ Respondi simplesmente e ele gargalhou, me beijando em seguida.
Me entreguei ao toque dos seus lábios, esquecendo até mesmo do meu próprio nome.
Que se dane o pecado.
Se fosse para repetir as sensações da noite anterior, eu iria contente para o inferno.
Depois de muito tempo me beijando, ele me soltou e ficou me olhando, com uma expressão carinhosa, enquanto mexia em meu cabelo.
_ Não vamos fazer nada agora, porque você deve estar dolorida depois de tudo o que aconteceu ontem. E não porque é pecado. Já disse: Esqueça essas regras. Somos nós dois que vamos estabelecer nossas regras e limites.
Eu respirei fundo e revirei os olhos, fazendo-o sorrir mais uma vez.
O que ele tinha contra as regras?
Seria muito difícil abandonar as normas e valores que eu adquiri durante toda minha vida.
Mas eu me esforçaria para tenta, caso isso o fizesse feliz e contribuísse para o sucesso da nossa relação.
_ Mesmo querendo ficar, eu tenho que trabalhar. Tem pão quente sobre o fogão e deixei água preparada para seu banho. Se arrume e me espere. Logo eu volto._ Ele falou, beijou meus lábios mais uma vez e se afastou.
Depois que ele saiu, eu suspirei pesadamente e encarei o teto, sorridente.
Era muito bom saber que não teríamos que nos separar.
Era maravilhoso possuir a certeza que eu poderia ir com Edward para onde quer que fosse, pois eu pertencia a ele, de uma forma irremediável e completa.
Me levantei e fiz mais uma careta para as dores no meu corpo.
O lugar no meio das minhas pernas queimava e eu me senti ruborizar quando lembrei o porquê dessa sensação.
Balancei a cabeça para afastar esses pensamentos e me enrolei mais no lençol, indo em direção ao biombo, onde meu banho, preparado pelo meu marido atencioso, me esperava.
A água conseguiu aliviar quase todo o desconforto que eu sentia e, depois de devidamente alimentada, eu me sentia outra mulher.
E eu era outra, de certa forma.
Respirei fundo e fui até a cama, disposta a arrumar minhas coisas.
A mancha de sangue sobre os lençóis chamou minha atenção e eu fiquei olhando-a por longos segundos.
Essa era a prova da minha pureza.
Mesmo contrariando toda minha realidade eu conseguira me manter pura.
E ontem eu me entregara ao homem mais perfeito que cruzara meu caminho e conseguira, com esse ato, mudar toda minha vida para melhor.
Muito melhor.
Tirei o lençol sujo da cama e o coloquei de molho.
Não sabia quem usaria essa cabana depois de nós, mas eu não podia deixá-la tão descuidada, afinal, ela me abrigara durante os melhores momentos da minha vida.
Arrumei tudo quanto possível e fiquei a espera do meu capitão.
Como será a América?
Será que a família de Edward me aprovaria como esposa dele?
Estava apreensiva quanto a isso, uma vez que eu era uma órfã analfabeta, pobre e estrangeira.
Suspirei e fui até a janela, tentando me distrair desses pensamentos perturbadores.
Daria tudo certo, no final das contas.
Eu precisava acreditar nisso, pois depois que Edward entrara em minha vida, eu tinha certeza que milagres existiam realmente.
Edward fora meu milagre e continuaria transformando minha vida para sempre.
*****
Olhei para o grande Navio e respirei fundo.
Esse grande barco me levaria diretamente para meu futuro e eu estava muito eufórica e apreensiva.
Edward estava ao meu lado e segurava firmemente minha mão, tentando me proteger dos olhares curiosos dos soldados.
A Sra. Forbes estava ao nosso lado e parecia tranqüila, mesmo rodeada por tantos homens.
Era tranqüilizador saber que ela estaria comigo durante essa viagem, pois pelo menos teria uma mulher com quem conversar.
Jacob estava subindo no navio pela grande esteira de madeira e olhou sorridente para mim, acenado animadamente.
Eu retribuí o sorriso e acenei de volta, recebendo um olhar de desaprovação de Edward.
Essa sua implicância com Jacob me irritava extremamente.
_ Qual o seu problema com ele?_ Perguntei baixinho e ele deu de ombros, respirando fundo.
_ Nenhum. Só não gosto que ele fique lhe rodeando. Você é minha mulher. Só minha._ Falou zangado e eu revirei os olhos.
_ Eu sou sua e sei disso, mas esse fato não me impede de ter amigos. Jacob sempre me respeitou e não merece ser tratado assim. Ele sabe que sou sua esposa, agora e respeita isso._ Falei decidida e Edward bufou ao meu lado.
_ Eu tenho ciúmes de você, só isso. É um direito meu._ Falou teimoso e foi minha vez de bufar.
_ E toda aquela história sobre confiança? Pediu para que eu confiasse em você e eu acatei seu pedido. Será que não pode confiar em mim também?_ Desafiei e ele me olhou por longos momentos, decidindo se replicava ou não, meu argumento.
_ Vamos conversar sobre isso depois._ Ele falou por fim, olhando para Sra. Forbes que nos encarava com a expressão divertida.
_ Não. Não vamos. Você vai parar de ser bobo em relação ao Jacob. Simples assim._ Falei, dando o assunto por encerrado e foi sua vez de revirar os olhos para mim, bufando em uma expressão claramente embirrada.
Ele parecia um garotinho mimado, para o qual a mãe negava um doce.
Tive vontade de rir com sua atitude infantil, mas me mantive séria.
Ele não me impediria de me relacionar com outras pessoas.
Isso era ridículo!
Edward teria que aprender a confiar em mim e respeitar meu espaço.
Esse também era um direito meu.
A Sra. Forbes riu discretamente quando viu que Edward não ia refutar meus argumentos e ele a olhou irritado.
Ele parecia tão bem de manhã, por que será que agora estava tão mal humorado?
“Homens!”_ Pensei exasperada.
Dei de ombros e continuei olhando a minha volta, ignorando seu acesso estranho de raiva.
Minutos depois, ouvimos o apito que anunciava a partida do navio.
Respirei fundo, três vezes e segui Edward pela longa passarela, rumo ao interior da grande embarcação.
_ Você será muito feliz na América, Bella. Posso lhe garantir._ A Sra. Forbes falou atrás de mim e eu a olhei, sorrindo agradecida.
Só esperava que ela tivesse razão.
Não importava se eu fosse para América, Europa ou para qualquer outro continente.
Minha felicidade dependia, na verdade, única e exclusivamente de Edward.
Se ele estivesse ao meu lado, eu seria feliz até na guerra.
E isso poderia afirmar por experiência própria.
Sorri feliz com o pensamento e entrei no navio, ainda segurando sua mão.
Ele me guiou até o parapeito da parte mais alta da embarcação e eu observei a terra que, durante algum tempo, abrigou minha tristeza, solidão e dor.
No entanto, mesmo tendo sofrido muito neste lugar, eu levaria comigo uma irrefutável e maravilhosa lembrança da Alemanha: Edward.
Meu marido.
_ América, aí vamos nós..._ Ele falou baixinho em meu ouvido, me abraçando por trás e me dando um beijo leve no rosto.
Sorri feliz e apertei suas mãos a minha volta, me sentindo protegida e segura.
“Futuro, aí vou eu...”_ pensei, enquanto o navio começa a se mover, me levando diretamente para o desconhecido.
Senti uma sensação estranha, como se estivesse sendo observada, mas tratei de ignorar.
Nada estragaria a magia do momento.
Edward estava comigo e tudo ficaria bem...
Eu tinha certeza.



E aí?
Gostaram?
Tenho muito receio de escrever cenas assim, pois não sei se consigo expressar todas as minhas idéias em palavras.
Mas, espero que tenha ficado do agrado de todos.

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