THE WAR OF THE BROKEN HEARTS - CAPITULO 12

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Pov. Edward
Eu me sentia em um pesadelo.
Ter estado na guerra não se comparava com o inferno que iria começar dentro de instantes.
Respirei fundo e desci os degraus que davam acesso à grande sala, me aproximando da comitiva que me esperava e levando Bella comigo.
Não queria que ela ficasse a mercê da batalha que seria travada naquela sala, mas não havia muito que eu pudesse fazer neste momento.
Tinha a impressão que Bella não sairia do meu lado, mesmo se eu implorasse.
Da mesma forma em que eu sentia uma necessidade estranha de protegê-la, ela também queria me manter em segurança, e isso só provava o quanto éramos perfeitos juntos.
Os Denali me olhavam com raiva e meus pais tinham uma clara expressão de desgosto em seus rostos.
Emmett e Rosalie mantinham-se afastados e meu irmão me encarava com o olhar de pena.
Ele sabia perfeitamente bem o que eu estava passando, já que tivera que lutar muito para que sua esposa fosse aceita pelos nossos pais.
Não que eles soubessem sobre o passado obscuro de Rosalie, mas, como ela não pertencia a uma rica e tradicional família americana, meus pais tiveram uma imensa resistência em aceitá-la.
Olhei para minha cunhada atentamente e notei que ela não ostentava mais sua grande barriga de gestante.
Certamente, meu sobrinho ou sobrinha já havia nascido, mas eu teria que esperar mais para conhecer o novo membro da família Cullen.
_ Boa noite, capitão Cullen. Fico feliz que tenha voltado vivo da grande guerra. É uma sorte para poucos._ Antony Denali comentou e eu agradeci com um aceno de cabeça.
Notei que Alice estava parada ao meu lado, protegendo Bella dos olhares hostis de todos e eu a agradeci em pensamento.
Pelo visto, minha irmã seria minha grande aliada na missão de manter minha esposa segura, e isto, de certa forma era um alívio.
Bella precisava de uma amiga e Alice seria perfeita para o papel.
_ Obrigado, Sr. Denali. Sobreviver à guerra é realmente um grande desafio. Mas, graças a Deus pude viver para contar a história._ Respondi ao comentário de Antony Denali e ele me deu um sorriso irônico.
_ Minha filha esperava ansiosa pelo seu retorno._ Ele falou e eu encarei Tânya pela primeira vez desde que entrara na sala.
Ela ainda parecia à mesma moça, bonita e elegante, da qual eu me lembrava.
Tânya olhava para Bella com curiosidade, mas por trás de sua expressão de dama da sociedade pude detectar uma fúria mal contida, fazendo-me temer pela segurança de minha menina.
Jamais deixaria que alguém lhe fizesse mal, mas não tinha como prever as reações da moça a minha frente.
Tânya sempre fora imprevisível.
_ Edward, diga-me que é mentira... Diga-me que você e eu vamos nos casar como o prometido... Por favor._ Tânya pediu com a voz baixa e eu respirei fundo.
Não queria magoá-la, pois apesar de tudo, ela nunca me fizera mal.
Nossas famílias trataram do nosso casamento como se fossemos crianças, mas a culpa não era de nenhum de nós dois.
E embora Tânya tenha aceitado a idéia do casamento com facilidade, ela queria de mim algo que eu não podia lhe dar.
Ela queria meu amor e isso, eu não podia oferecer a ninguém.
Nem mesmo a Bella.
Mas, com minha menina era diferente.
Estar com ela era maravilhoso.
Sua voz, seu cheiro, sua pele, seu cabelo, seus olhos, seu corpo... Tudo nela me atraía e curava minhas dores e minha solidão.
E nenhuma outra mulher seria capaz de me fazer bem igual Bella fazia.
Por isso, eu jamais a deixaria.
Não me importava quantos compromissos tivesse que romper, eu ficaria com ela para sempre.
_ Sinto muito, Tânya... Sinto muito, Sr. e Sra. Denali... Gostaria que não tivéssemos que passar por isso, mas o fato é que eu me casei e não poderei honrar meu compromisso com sua filha._ Esclareci com a voz firme.
Tânya arfou e caiu sentada sobre o sofá, colocando o rosto entre as mãos.
Elisy Denali, mãe de Tânya, me olhou com desprezo, enquanto tentava consolar silenciosamente a filha e eu me senti o homem mais odiado do mundo, nesse momento.
_ Você é um moleque, irresponsável, Edward Cullen. Noivou com minha filha, foi para guerra na intenção de defender o país e volta casado com uma morta de fome. Meus parabéns... Tenho certeza que como capitão, você terá um imenso sucesso, já como homem, eu não sei. Suas atitudes não condizem com as de um varão honrado._ Antony Denali falou e eu senti minha raiva aflorar ao ouvi-lo chamar minha Bella de morta de fome.
Não me importava nem um pouco com suas injúrias contra minha honra, mas eu não permitiria, jamais, que ofendessem minha pequena.
Bella já sofrera demais, para ser humilhada por pessoas baixas, que se achavam melhores que os outros por terem status social e dinheiro.
_ Fique calmo, Sr. Denali. Tenho certeza que Edward dará um jeito nessa situação. Ainda não conversamos sobre isso, mas é certo que podemos pensar na anulação do seu casamento, já que este não se realizou em terras americanas e a noiva é uma estrangeira._ Meu pai falou e, quando meu cérebro registrou suas palavras, meu ódio atingiu o nível máximo.
_ Não discutimos a anulação, porque não existe essa possibilidade. Isabella é minha esposa e nós estaremos casados até que a morte nos separe. Quanto ao fato de eu ter sido irresponsável, não concordo. Ninguém, jamais me perguntou se eu queria me casar com a Senhorita Tânya Denali. Apenas impuseram essa condição e eu acabei acatando-a, para não causar problemas a ninguém. O fato de eu ter mudado de idéia não me faz menos homem. Prova apenas que tenho vontade própria e não serei manipulado por pais que só pensam em status social. E, jamais, chame minha esposa de morta de fome, Sr. Denali. O Sr. não a conhece e, mesmo que a conhecesse, não tem o direito de ofender as pessoas. Exijo respeito com a mulher que eu escolhi para estar ao meu lado pelo resto dos meus dias._ Falei com voz firme e todos me encararam boquiabertos.
O filho obediente desaparecera e, em seu lugar, nascera um homem capaz de enfrentar qualquer coisa para defender seus direitos e opiniões.
Passaria por cima de qualquer coisa para defender a melhor pessoa que cruzara meu caminho, em anos.
_ Edward, por Deus! O que deu em você?_ Minha mãe perguntou alarmada e eu dei de ombros.
_ Eu sou o mesmo homem de sempre, mãe. Talvez um pouco mais maduro... Mudado. Mas, eu apenas cansei de ter todos controlando minha vida. Nunca quis me casar depois da morte de Elizabeth, mas vocês insistiram. Ótimo... Estou casado, mas com a mulher que eu escolhi.
_ Essa mulher jamais estará à altura de um homem como você._ Tânya gritou e eu a olhei, um pouco assustado com o tom desesperado de sua voz._ Ela é uma morta de fome e miserável, que saiu do inferno para roubar aquilo que me pertence. Maldita... Maldita.
Tânya estava descontrolada e tentou atacar Bella, me obrigando-o segurá-la e empurrá-la para longe.
_ Já chega, Tânya! Conforme-se. Bella não tem culpa de nada. Eu escolhi desposá-la. Culpe a mim._ Gritei de volta e ela me encarou com os olhos vermelhos e lacrimejantes.
_ Nós dois seríamos perfeitos juntos... Fui criada para ser uma boa esposa e mãe perfeita. Estaria ao seu lado a cada passo que desse, apoiando-o em suas vitórias e derrotas. Nosso casamento é a união mais esperada de Washington. A aliança entre nossas famílias seria ideal. Mas, você estragou tudo. Eu não me importaria se você tivesse se divertido com ela, Edward. Muitos soldados fazem isso. Você é homem e já estava há muito tempo sem um afago feminino. Mas, casar-se com ela foi erro. Um erro irremediável.
Do que diabos ela estava falando?
Jamais me aproveitei de mulher alguma, nem mesmo das prostitutas com quem me deitava e jamais faria isso com alguém tão especial quanto minha Bella.
_ Eu não me divirto com mulheres, Tânya. Eu as respeito. E por mais que você diga que nossa união seria perfeita, foi Isabella quem eu escolhi para estar ao meu lado e tenho certeza que nosso casamento me fará muito feliz. Sinto muito pelo constrangimento que esse rompimento lhe causará, mas tenho certeza que existem muitos homens que adorarão desposá-la. Desejo-lhe sorte, do fundo do meu coração, e que você encontre alguém que lhe faça tão bem como Bella me faz._ Falei sinceramente, e ela me olhou com uma expressão aturdida e furiosa.
_ Pois bem... Fique com sua menina, pobre e morta de fome... Mas, eu desejo que você se arrependa, Edward. Muito. Entrar para a sociedade e ser aceita não é uma tarefa fácil e essa fulana não está apta para a missão. Você se casou uma vez, e se arrependeu, pois Elizabeth não era digna de ser sua esposa e... Bella também não é. Faça um bom proveito desse casamento, enquanto ele durar._ Ela falou com ódio e se dirigiu para a porta, sendo seguida de perto pelos pais.
Carlisle e Esme os acompanharam e eu fechei os olhos, aliviado por ter me livrado de parte do tormento.
Suspirei, cansado e abracei Bella pela cintura, sentindo-a tremer ao meu lado.
Beijei sua testa e notei que ela chorava.
Senti meu coração apertado ao notar seu sofrimento.
Faria qualquer coisa para não vê-la sofrendo outra vez.
_ Alice, leve Bella para meu quarto e a ajude com o banho, por favor. Ela precisa descansar._ Pedi com a voz baixa e Alice assentiu, segurando a mão de minha pequena e guiando-a pela escada.
Bella me olhou amedrontada, mas eu sorri incentivando-a e ela foi com Alice, em silêncio.
_ Que belo problema você arrumou, hein capitão..._ Jasper comentou irônico e eu o encarei, exasperado.
_ Bella não é um problema. Ela agora é minha esposa e eu exijo que a respeitem. Não me importo com sua condição social, com o fato de ela não ter uma educação primorosa ou não ser de uma família nobre. Eu a escolhi e ela me faz bem, e ponto final._ Falei bravo e Jasper revirou os olhos.
_ Sempre recomendei para que você a deixasse, Edward. Jamais imaginei que fosse trazê-la com você. Eu esperava apenas que a deixasse em um lugar confortável, como sempre disse que faria. Mas, casar-se com ela, Edward? Isso é absurdo. Você nem sabe se as coisas que ela lhe disse sobre sua vida são verdades.
_ Não interessa o que você pensa sobre isso. Eu acredito nela, eu confio nela... E chega desse assunto. Bella faz parte dessa família e vocês terão que aceitá-la.
_ Aceitá-la, Edward? Nunca. A nora que eu escolhi acabou de sair daqui aos prantos, amaldiçoando-o. Jamais aceitarei outra mulher como sua esposa. Jamais._ Minha mãe falou, enquanto voltava para a sala e eu respirei fundo, passando as mãos pelos cabelos.
_ Você disse bem, mamãe: a nora que você escolheu. Não eu. E, de agora em diante, exijo respeito com minha esposa, caso contrário, serei obrigado a deixar minha família e mudar-me para um lugar onde ela não seja desrespeitada e nem maltratada._ Falei irritado e todos me olharam assustados.
Eu nunca concordara com a idéia de morarmos todos juntos na mesma casa.
Um casal deveria desfrutar da privacidade de ter o seu próprio lar, mas é claro que minha família jamais concordara com essa idéia.
Meus pais afirmavam que a mansão Cullen era grande o suficiente para abrigar todos os membros que compunham a família, sendo casados ou não.
Alice e Emmett pareciam não se importar com o fato, mas eu sempre quisera um lugar para chamar de meu.
Entretanto, meus pais jamais permitiram que eu cogitasse a idéia de sair de casa.
No fundo, eu sabia que ambos temiam a solidão.
Eles eram pais de três filhos adultos, que estavam tomando seus próprios caminhos e, inevitavelmente, os deixariam um dia.
E, portanto, se fizessem questão da minha presença naquela casa, teriam que respeitar minha menina.
Caso contrário, eu sairia de lá a levando comigo e protegendo-a das atitudes maldosas de minha família.
_ Edward, meu filho, não faça isso. Pense bem no rumo que dará a sua vida. Ainda está em tempo de voltar atrás de suas últimas decisões._ Meu pai falou com a voz cansada, abraçando minha mãe pela cintura e eu me dirigi ao pé da escada, onde estavam minhas malas e as de Bella, pegando-as.
_ Não preciso de tempo, papai. Bella é minha esposa e isso não vai mudar. Jamais. Acostumem-se. Com licença._ Falei, subindo lentamente os degraus e me dirigindo ao meu quarto, onde Bella me esperava.
Cuidaria da minha menina e a protegeria de todos os males que ainda estavam por vir.
E, ninguém, me faria desistir do meu casamento, porque ele fora a coisa mais certa que eu fizera em minha vida.
Sem sombra de dúvida.
*****
Pov. Bella
Eu já me acostumara com o desamor e com a rejeição.
Desde que nascera, ninguém me quisera de verdade.
Ninguém jamais me amara.
Mas, estar diante da família do homem mais importante de minha vida, e ser tão humilhantemente rejeitada, fora como estar presa dentro de um pesadelo sem fim.
Olhando para a tal Tânya Denali, noiva de Edward, eu entendia o porquê de eu não ser considerada ideal para meu capitão.
Ela era simplesmente linda...
Perfeita para todos os padrões desejados.
Bonita, rica, educada, elegante...
Eu jamais poderia competir com uma mulher assim.
Mas, segundo Edward, não havia competições.
Ele me escolhera e permaneceria ao meu lado, como meu marido.
No entanto, agora, eu me perguntava até quando?
Quando ele perceberia que eu jamais poderia continuar sendo sua esposa, uma vez que não me encaixava em nenhum dos adjetivos exigidos pela sociedade?
Talvez um dia, ele simplesmente me pedisse para deixá-lo, pois chegaria à conclusão que eu não era boa o suficiente para estar ao seu lado.
E nesse dia, certamente eu morreria.
Coloquei a mão sobre o peito, para tentar conter a dor que tomou conta de mim com esse pensamento e fechei os olhos com força.
Porque nada, na droga da minha vida, poderia dar certo?
_ Você está bem?_ Ouvi a voz suave de Alice e ergui meu rosto, encarando-a e deixando meus pensamentos de lado.
Eu estava sentada a beira da cama de Edward, perdida em pensamentos e olhando para minhas mãos calejadas, devido ao trato doméstico, esperando que Alice preparasse meu banho.
Desde que saímos da sala, ela não me dissera nada, certamente não querendo me assustar ainda mais.
E eu a agradecia sinceramente por isso.
Não sabia se conseguiria conversar com alguém no momento.
_ Sim..._ Respondi timidamente a sua pergunta e ela sorriu.
_ Não ligue para o que aconteceu há pouco. Com o tempo, minha família acabará aceitando-a. Você fez muito bem ao meu irmão e isso é notável. Não tem como eles ficarem contra esse casamento... Eu garanto._ Alice falou com convicção e eu apenas suspirei.
Tinha minhas dúvidas quanto ao fato de ser aceita, mas tudo que eu queria no momento era realmente esquecer o que acontecera há pouco.
_ Seu banho está pronto. Enchi a banheira, pois será mais confortável. Aproveite e depois tente descansar. E... Não se preocupe. Meu irmão estará sempre ao seu lado... E eu também. Somos Cullen, afinal. Quando defendemos uma causa, ficamos com ela até o fim. _ Ela falou sorrindo e saiu do quarto em seguida, me deixando sozinha para pensar em suas palavras.
Fui até o banheiro, admirada com a grandeza e o luxo do lugar e me despi lentamente.
Entrei na banheira e, quando estava submersa na água morna e cheirosa, fechei os olhos e me deixei levar pela paz momentânea.
Eu nunca tivera uma amiga.
Ninguém jamais se aproximara o suficiente de mim para tornar-se especial em minha vida.
Mas, Alice parecia disposta a se achegar a mim e ocupar esse posto vago em minha vida, até o presente momento.
Ela parecia ser a única Cullen, além de Edward, que me aceitara com facilidade.
E este fato, apesar de tudo, era reconfortante.
Alice poderia tornar-se minha aliada na conquista de sua família e tudo, apesar de parecer impossível, poderia dar certo no final.
Relaxei contra a borda da banheira e esqueci por alguns minutos dos meus problemas.
Me deixei levar pelo silêncio e pelo meu cansaço e em poucos segundos, caí no esquecimento do sono.
Até que Edward me acordou com seu toque leve.
_ Bella... Princesa._ Ele me chamou com a voz suave e eu abri os olhos lentamente, encontrando-o ajoelhado a beirada da banheira, me observando com os olhos preocupados.
_ Oi..._ Respondi e ele sorriu.
_ É perigoso dormir na banheira, mocinha... Você poderia se afogar._ Ele me repreendeu e eu encostei meu rosto úmido em sua mão.
_ Desculpe. Não achei que pegaria no sono.
_ Você está muito cansada. Ande... É melhor sair daí antes que pegue um resfriado. Pedi o seu jantar e depois de comer, a senhora vai pra cama._ Edward falou, me estendendo a mão e eu prontamente a segurei, me levantando e esquecendo-me por um momento, que eu estava completamente nua.
Senti meu rosto esquentar ao me dar conta do que acabara de fazer e ele, percebendo meu constrangimento, sorriu e inclinou a cabeça de lado, divertindo-se com a situação.
_ Está com vergonha de estar nua em minha frente?_ Ele perguntou com a voz suave e eu assenti._ Não precisa, meu anjo. Não há nenhum pedacinho deste corpo que eu já não tenha visto, tocado ou beijado... Você é minha, lembra? Posso lhe ver nua no momento em que desejar._ Edward falou, acariciando meu rosto e olhando descaradamente para meu corpo molhado e eu respirei fundo, tentando esquecer o constrangimento do momento._ Você é absolutamente linda, Sra. Cullen.
Eu sorri de leve e me enrolei na toalha, indo para o quarto, onde um vestido limpo já me esperava estendido sobre a cama.
Edward me seguiu, mas eu fingi não notar sua presença, pois só assim conseguiria controlar meu constrangimento.
Vesti um calção limpo e um corpete fino e coloquei o vestido por cima.
Ele se posicionou atrás do meu corpo e fechou os botões pequenos, afastando meus cabelos do meu ombro e dando beijos suaves sobre a pele exposta.
Senti meu corpo quente e arrepiado e fechei os olhos para apreciar melhor o toque dos seus lábios.
_ Flores..._ Ele sussurrou e eu virei meu corpo, encarando-o confusa.
_ O que?
_ Flores... Hoje você está cheirando flores.
_ Sua irmã colocou outro sabonete na água da banheira._ Expliquei e ele sorriu.
_ Não tem problema. Eu adoro seu cheiro de morangos, mas a fragrância natural de sua pele consegue aparecer com qualquer perfume que você use. E é esse cheiro que eu adoro.
Olhei em seus olhos, e todo sentimento de proteção e dependência que eu adquirira desde que o conhecera, me invadiram, tomando minhas forças e me fazendo abraçá-lo.
Ele beijou meus cabelos e me apertou em seus braços.
_ Fique calma. Tudo vai acabar bem. Meus pais irão aceitá-la, mais cedo ou mais tarde. Até porque, eu não lhes dei opções. Jamais vou deixá-la. Você é minha esposa e será para sempre._ Ele falou e eu senti as lágrimas acumularem-se em meus olhos.
_ Ele me odeiam..._ Falei fungando e ele me afastou do seu corpo, me fazendo encará-lo.
_ Eles não odeiam você, Bella. É impossível odiá-la. Carlisle e Esme apenas não esperavam que eu fosse voltar da guerra casado e que não fosse honrar um compromisso que eles tanto lutaram para que eu aceitasse._ Ele explicou e eu franzi o cenho, me afastando.
_ Você era noivo, Edward. Como se esqueceu de me revelar esse detalhe?_ Perguntei zangada e ele suspirou, sentando-se a beira da cama.
_ Eu me esqueci desse DETALHE. Enquanto estava na Alemanha, em nenhum momento me lembrei de Tânya. E, depois que eu lhe conheci, ela não era nem mesmo uma lembrança. Ela era nada. Ela é nada para mim. Sempre foi, na verdade. Nosso casamento seria realizado única e exclusivamente pela conveniência e vontade de nossas famílias.
_ Eu não consigo entender porque vocês aceitam esse tipo de matrimônio. Isso não funciona assim. Pelo menos, não na concepção que eu tenho de casamento e família.
_ ISSO, Bella, é a sociedade. A alta sociedade se orienta por conveniência e penso que isso jamais irá mudar. Eu faço parte desse mundo e para ser aceito preciso acatar certas regras. Depois da morte de Elizabeth, meus pais insistiram que eu deveria reconstruir minha vida, mesmo eu não querendo me envolver com ninguém. A família Denali e meus pais eram amigos há muito tempo e pareceu certo, para eles, me unir a Tânya. E eu me deixei levar por essa idéia, até porque eu não acreditava que voltaria vivo da guerra. Mas, aí eu conheci você e a necessidade e a vontade de mantê-la ao meu lado me fizeram esquecer-se de qualquer compromisso que eu tivera um dia.
Conter as lágrimas tornou-se impossível depois de suas palavras.
Senti meu rosto molhado e ele me olhou com a expressão carinhosa, estendendo-me a mão para que eu me aproximasse.
_ Eu só não quero que você tenha problemas por minha causa..._ Sussurrei e ele me sentou em seu colo, apertando-me em seus braços.
_ Terei os problemas que precisar para mentê-la ao meu lado, feliz e protegida. Não se preocupe com isso._ Ele disse suavemente e me beijou, fazendo com que eu me esquecesse até do meu próprio nome.
Me agarrei a sua camisa com os dedos decididos e me entreguei ao toque dos seus lábios nos meus, apreciando uma das melhores sensações que eu conhecia.
Deus, como era bom beijá-lo!
Ficamos assim por um longo tempo, até que ouvimos uma batida discreta na porta.
Edward encostou a testa na minha ofegante e sorriu pesaroso, me afastando e indo atender a porta.
Uma empregada entrou no quarto e deixou uma bandeja coberta sobre a mesa em frente à grande janela e saiu rapidamente, pedindo licença.
_ Pronto, mocinha... Venha, vamos jantar._ Ele falou, distribuindo a comida nos pratos e eu me sentei, sentindo meu estômago roncar ao sentir o cheiro delicioso dos alimentos.
Comemos em silêncio e como Edward dissera um dia, a comida de sua casa era infinitamente melhor que a do navio ou do que qualquer outra que eu já tenha experimentado um dia.
Olhei através da janela e notei que o céu aqui era bem mais estrelado que o da Alemanha e, pela primeira vez desde que chegara me senti feliz por estar na América.
Não importava quanto tempo Edward ficaria ao meu lado e sim, que ele ficaria por um período suficiente para me fazer feliz como eu jamais fora algum dia.
Bocejei discretamente e ele me encarou divertido, pousando os talheres sobre o prato.
_ Vá se arrumar para dormir, Bella. Você está cansada e precisa repousar. Vou preparar a cama._ Ele falou e eu me levantei, indo para o banheiro.
Não sabia dizer como foram parar lá, mas tudo que eu precisaria para minha higiene noturna estava disposto sobre uma larga bancada de pedra. Até minha camisola estava pendurada atrás da porta.
Balancei a cabeça de leve e tentei não pensar na eficiência fantasmagórica dos funcionários daquela família.
Jamais havia sido servida por alguém e a idéia de ter tantos empregados a minha disposição era um pouco assustadora.
É claro que poderia ter sido Edward, já que ele estava acostumado a cuidar de mim na cabana e durante a viagem e, essa idéia, por algum motivo, era mais reconfortante.
Meu capitão cuidando das minhas coisas me parecia algo correto.
Escovei os dentes, penteei os cabelos, vesti a camisola e voltei para o quarto.
A cama enorme já estava pronta e os utensílios usados durante o jantar já haviam sido retirados.
Escalei o amontoado de edredons e cobertores e me instalei confortavelmente na cama, sentindo o cheiro delicioso dos lençóis limpos e macios.
Olhei ao redor e não notei a presença de Edward.
Suspirei baixinho, sentindo sua falta e tentei controlar o sono até que ele voltasse.
Depois que nos casamos, fizemos amor todas as noites e, eu precisava saber se isso aconteceria hoje também.
A idéia que alguém de sua família pudesse nos escutar e saber o que acontecia naquele quarto era perturbadora, mas não o suficiente para me fazer abrir mão do prazer que eu sentia em seus braços.
Respirei fundo, fazendo forças para tentar manter os olhos abertos, mas dentro de poucos segundos eu cai no esquecimento do sono, embalada pelo conforto maravilhoso que aquele leito me oferecia e pela segurança que eu sentia por saber que em breve Edward, meu capitão, estaria o meu lado.
*****
Acordei com a claridade do sol adentrando o quarto através da janela e pisquei até me acostumar.
Olhei para o lado e sorri quando notei Edward dormindo agarrado ao meu corpo.
Passei minha mão livre por seus cabelos e beijei seu rosto, fazendo abrir os olhos para me encarar.
Ele sorriu e me puxou para cima do seu corpo, encarando meu rosto com a expressão divertida e maliciosa.
E toda e qualquer lembrança do dia anterior desapareceu de minha mente.
_ Dormiu bem?_ Perguntou e eu sorri, assentindo._ Sabia que você é a primeira mulher que dorme nessa cama?
Encarei seus olhos, confusa com suas palavras.
Como assim a primeira?
E Elizabeth?
_ Minha primeira mulher nunca dormiu aqui, pois quando nos casamos minha mãe nos designou outro quarto. Depois de sua morte eu até agradeci Dona Esme por isso, pois assim eu poderia estar aqui sem que nenhuma lembrança me perturbasse.
_ Eu posso morrer também..._ Falei baixinho e todo e qualquer divertimento que estivera em seu rosto até agora, dera lugar a uma raiva mal contida.
_ Nunca mais repita isso, Isabella. Deus não me faria passar por essa provação outra vez. Eu não suportaria._ Ele falou com a voz dura e me tirou de cima dele, sentando-se na cama.
“Eu não suportaria...”
Pensei em suas palavras e fechei os olhos, perturbada.
Às vezes, Edward dizia coisas que davam a entender que eu era mais importante para ele do que julgava ser. Ele agia como se me amasse, e isso era muito estranho.
Ele se fechara para o amor desde que Elizabeth morrera e dissera jamais querer amar outra mulher.
Acreditar que eu, alguém tão insignificante, fosse importante ao ponto dele me amar, era realmente estúpido.
Ele gostava de mim, sentia um apreço e um carinho especial por minha pessoa, mas isso não chegava a ser amor.
E talvez, nunca chegasse a ser.
Mas, de qualquer forma, eu não queria magoá-lo ou perturbá-lo com uma ameaça de morte, pois sabia bem a dor que ela causava quando levava alguém especial.
Enquanto dependesse de mim, eu estaria ao seu lado.
_ Desculpe. Não sei por que disse isso..._ Falei suavemente e ele virou-se para me olhar.
_ O medo de perder alguém importante novamente sempre me fez afastar-me das pessoas. Não faça que esse medo me afaste de você, por favor. Eu preciso estar ao seu lado para me sentir bem e para ter a chance de ser feliz._ Ele falou com a voz sofrida e eu engatinhei na cama, até poder abraçá-lo.
_ Não quero afastá-lo. Foi só um comentário infeliz. Desculpe-me. Sinto-me muito honrada em ser a primeira a freqüentar sua cama. De verdade.
Ele sorriu e voltou a me agarrar, deitando-me na cama e pairando acima de mim.
_ Eu te perdôo se me deixar fazer o que eu estou pensando._ Ele falou com a voz travessa e senti minha pulsação acelerar-se ao me dar conta do que ele queria fazer.
_ Edward, é de manhã e alguém pode nos ouvir..._ Respondi, tentando ser racional, mas suas mãos em certos lugares do meu corpo tiravam toda minha capacidade de raciocínio.
_ Pensei que já tivesse superado esse negócio de horários... Não existe hora marcada para o prazer, Sra. Cullen. E eu te quero... AGORA!_ Ele falou com a voz rouca e decidida e tudo que eu pude fazer foi me entregar.
Rapidamente ele tirou minha camisola e suas roupas e jogou-as no chão, expondo meu corpo aos seus lábios e mãos, e deixando seu peito livre para receber minhas carícias.
Gemi baixinho ao sentir seus lábios sobre meus seios e subi minhas mãos até seus cabelos bagunçados, acariciando-os desesperadamente.
Edward deslizou os lábios pelo meu tronco e em pouco tempo, enquanto investia a língua em minha boca, em um beijo maravilhoso, ele penetrava meu corpo com seu membro rígido, me fazendo gemer de prazer por sua dupla invasão.
Ondulei meu corpo sob o seu e dentro de minutos éramos apenas suor, pulsação, gemidos, suspiros e contração.
O prazer que Edward me proporcionava era sobrenatural.
Não imaginava alguém no mundo sentindo as mesmas sensações que ele me fazia sentir.
Nossa conexão era única e perfeita.
_ Agora você está devidamente perdoada._ Ele sussurrou contra meus cabelos bagunçados e eu sorri.
_ Obrigada, capitão. Sinto-me honrada pela sua concessão. Só espero que ninguém tenha ouvido nosso pequeno interlúdio._ Falei, sentindo meu rosto esquentar ao pensar na possibilidade e ele riu alto.
_ Pois eu espero que tenham ouvido sim. Só assim entenderão um dos motivos por eu querê-la sempre comigo. Minha pequena é tímida e ardente, compondo uma ambigüidade perfeita e que me leva a loucura todas as vezes que eu a toco. Não posso mais viver sem isso._ Ele declarou e eu senti meu rosto pinicando de vergonha.
Levantei-me apressadamente da cama, me desvencilhando dos seus braços e me enrolei desajeitadamente no lençol, indo para o banheiro e ouvindo-o gargalhar de minha reação.
Edward ainda iria me matar de tanto constrangimento.
Olhei meu rosto corado no espelho sobre a pia e sorri ao lembrar-me de tudo que acontecera há pouco.
Suportaria, de bom grado, o constrangimento se fosse para ter uma mostra disso todos os dias.
Suspirei pesadamente e passei a me arrumar.
Adoraria permanecer em nossa bolha pelo resto do dia, mas a família Cullen nos aguardava.
E que Deus abençoasse o próximo confronto.
*****
Pov. Edward
Segurei firmemente a mão de Bella enquanto descíamos as escadas, rumo à sala de jantar, para tentar aplacar seu nervosismo.
Resolvi que deveríamos tomar café com toda a família, pois eles precisavam aceitar que a presença de minha pequena seria constante em suas vidas.
Quando chegamos, todos pararam os movimentos e nos encararam.
A pele de Bella estava fria e úmida, mostrando quanto apavorada ela estava com esse segundo confronto.
Se eu pudesse, a esconderia de todos, mantendo-a protegida e bem cuidada só para mim.
Mas, minha pequena precisava conhecer e conviver com outras pessoas, para seu próprio bem.
Bella já havia sofrido demais por ser uma filha bastarda e eu faria o possível para mudar esse quadro em sua vida.
_ Bom dia._ Cumprimentei a todos e me dirigi ao meu lugar de costume a mesa, sentando Bella ao meu lado.
_ Bom dia, Edward. Vejo que está muito tranqüilo nesta manhã._ Meu pai comentou e eu me limitei a sorrir, encarando-o.
_ Sim, pai. Estou muito bem._ Respondi simplesmente e ele sorriu com ironia.
Minha mãe olhava para Bella com raiva e eu a encarei, tentando chamar-lhe a atenção.
Não deixaria que minha pequena se sentisse mal com a hostilidade da minha família.
Servi Bella de leite, café e suco e coloquei em seu prato ovos mexidos, pão e bacon.
Ela me olhou agradecida e eu toquei seu rosto de leve, incentivando-a a comer apenas com o olhar.
Minha família era tradicional e não dispensava o uso de uma infinidade de copos e talheres, nem mesmo na hora do café da manhã.
Bella deu uma olhada discreta para os utensílios a sua frente e me encarou preocupada.
Indiquei o talher que ela deveria usar e ela começou a comer em silêncio.
_ Vejo que não tem muita noção de etiqueta, minha cara nora._ Minha mãe comentou, fazendo Bella engasgar com a comida e eu a olhei, zangado.
Levei minha mão até as costas de Bella e a esfreguei gentilmente, oferecendo-lhe o copo de suco, que ela pegou de minha mão com os dedos trêmulos.
_ Mamãe, por favor..._ Pedi com a voz firme e ela me olhou, com os olhos crispando em desafio.
_ Por favor, o que? Já que trocou de noiva, poderia pelo menos ter escolhido uma que soubesse usar talheres e se portar à mesa.
_ Bella é perfeitamente adequada para mim e não me importo que ela não saiba usar talheres, que, afinal de conta, são totalmente dispensáveis. Não ligo para as regras de etiqueta, não ligo para que a sociedade diz ser o certo. Trata-se da minha vida e quem decide que rumo dar a ela, sou eu._ Falei bravo e dispensei meu talher, pegando o pedaço de bacon do meu prato com a mão e levando até a boca.
Minha mãe me encarou incrédula e vi Alice e Emmett tentando disfarçarem o riso.
Meu pai balançou a cabeça, como se não acreditasse no que estava vendo e Rosalie me olhava como se eu fosse um maluco.
Dei de ombros e continuei comendo.
Eles que pensassem o que quisessem.
Bella cutucou minha perna, depois de alguns minutos de tenso silêncio, e eu a olhei com curiosidade.
Ela me encarava com os olhar irritado, certamente reprovando minha atitude, mas parecia verdadeiramente triste.
Não ser aceita por minha família estava-a fazendo sofrer.
Respirei fundo e peguei um pedaço de ovo, outra vez com a mão, e levei-o até a boca, mastigando com vontade.
Apertei sua mão por baixo da mesa e sorri levemente para ela, tentando tranqüilizá-la.
Se minha pequena não sabia usar talheres, eu não os usaria também.
Era simples assim.
Jamais deixaria que alguém a humilhasse ou fizesse tempestade com suas falhas, pois a maioria delas fora agravada por sua história triste de filha bastarda de um homem aparentemente cruel.
E eu daria minha própria vida para tornar a dela melhor.
_ Eu não reconheço você, Edward. Não parece meu filho sensato e inteligente que foi para a guerra. Você é outro, capitão Cullen. Outro._ Dona Esme falou com a voz chorosa e eu suspirei pesadamente.
_ Tenho orgulho do homem que me tornei, mamãe. E você tem razão. A guerra me mudou. Hoje eu sei o que realmente importa na vida. Regras e sociedade não devem influenciar as decisões de ninguém. Fui transformado quando conheci alguém que me mostrou o que realmente importa. Me casei com esse alguém e estou muito feliz e satisfeito com o fato. Peço apenas que vocês respeitem minhas escolhas.
_ Eu penso que Edward tem razão. Ele parece bem mais feliz ao lado de Bella. E, ela é adorável. Não saber regras de etiqueta é normal. Rosalie também não sabia, mas isso é totalmente aprendível. Eu posso ensiná-la, inclusive._ Alice falou e eu a encarei admirado.
Não era sempre que ela enfrentava nossos pais.
_ Cale-se, Alice. Não foi pedida sua opinião._ Meu pai falou e Alice crispou os lábios e baixou a cabeça.
Odiava quando meu pai tornava-se ditador assim.
Quando ele fazia isso, não se parecia em nada com o homem que eu admirava e amava.
_ Meus filhos não sabem, definitivamente, escolher esposas._ Minha mãe falou e tanto Bella, como Rosalie e empertigaram em seus lugares.
Emmett encarou nossa mãe com o olhar magoado e apertou levemente a mão de Rosalie, que estava pousada sobre a mesa.
Aparentemente, a esposa do meu irmão havia sido aceita, mas meus pais jamais perderiam a oportunidade de fazer referência ao seu passado desconhecido e pobre.
E isso era muito irritante.
_ Chega, mamãe. Já está na hora de aceitar que seus filhos cresceram e que eles sabem tomar decisões por si mesmos. Tanto Emmett, quanto estamos felizes com nossas esposas e vocês terão que respeitar esse fato, e quanto mais cedo isso acontecer, melhor._ Falei, levantando-me e puxando Bella pela mão.
Não sabia se ela tinha terminado sua refeição, mas eu precisava ir embora dali, antes que dissesse coisas das quais me arrependeria.
Ela me seguiu calada e eu saí pela porta da frente, indo diretamente para o carro, onde o motorista de minha família esperava.
_ Vamos para o internato, Richard._ Falei, com a voz seca e ele assentiu, abrindo a porta para que entrássemos no automóvel.
Bella tremia e eu a apertei contra meu corpo e beijei seus cabelos.
_ Fique calma... Logo eles te deixam em paz. Foi assim com Rosalie e hoje meus pais a aceitam como esposa de Emmett e mãe do neto deles.
_ Não sei, não. Pelo comentário de sua mãe, eu entendi que ela não gosta muito de sua cunhada.
_ Minha mãe é muito esnobe. Mas, não é uma má pessoa, posso lhe garantir._ Falei baixinho e ela suspirou, olhando ao redor.
_ Onde estamos indo?_ Ela perguntou, me encarando com os olhos brilhantes e eu respirei fundo.
Chegara a hora de Bella conhecer o lado negro do meu passado e essa idéia me assombrava demais.
Não sabia se ela entenderia minhas decisões, tomadas na hora da dor e do desespero.
_ Bella, eu quero que você conheça uma pessoa e que aceite-a em nossas vidas, pois eu preciso reparar todos os erros cometidos com ela._ Falei com a voz séria e ela me encarou com atenção.
_ Sophie?_ Ela perguntou e eu senti um choque ao ouvir esse nome.
Como ela sabia sobre Sophie?
_ Como sabe sobre ela?_ Perguntei com a voz sumida e ela sorriu tristemente.
_ No mesmo dia que você falou o nome de Elizabeth, enquanto delirava, você disse esse nome... E eu sempre me perguntei quem seria essa mulher.
Sorri com sua explicação.
A lembrança de Sophie sempre me assombrara e era normal que eu tivesse dito seu nome enquanto delirava.
Era a imensa culpa que eu sentia que impulsionava esses delírios.
_ Não é uma mulher, Bella._ Falei simplesmente e ela me olhou, entre curiosa e espantada.
_ Não?
_ Não. È uma menina. Sophie tem cinco anos.
Falar de Sophie nunca fora fácil pra mim.
A linda menininha loira de olhos azuis não me trazia boas lembranças e eu preferi deixá-la de lado, para evitar mais sofrimento.
Eu fora um grande covarde, na verdade, e hoje, depois de conhecer Bella, eu me sentia ainda pior pensando nas atitudes que tomara.
_ E o que essa menina é sua?_ Ela perguntou calmamente, me olhando com aqueles olhos castanhos lindos e no fundo, eu sabia que minha Bella já conhecia a resposta.
Minha pequena tinha uma sabedoria inumana e conseguia adivinhar certas coisas, mesmo sem eu revelar nem uma pista.
_ Sophie é minha filha... Minha e de Elizabeth._ Falei simplesmente e ela continuou me encarando.

Agora, era torcer para que ela entendesse meus motivos e não me odiasse pelas coisas que eu fizera, pois se Bella me abominasse e não me quisesse mais, minha vida perderia todo o sentido.


E então?
O que acharam?
Me contem tudo sobre as palavras e atitudes do nosso Edward lindo...
kkkkkkk
Gente, obrigada pelas recomendações e comentários...
Estou adorando escrever essa fic e o fato de ela ser tão bem aceita me deixa muito feliz.
Tem muita coisa ainda pra acontecer e tenho certeza que vcs vão adorar cada pedacinho dela...
Continuem lendo, comentando e recomendando...

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