THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 13

Notas no final do capítulo...
Boa leitura...


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Pov. Edward
Olhei atentamente para o bebê adormecido nos braços de minha mãe e soltei um longo e doloroso suspiro, sentindo uma agonia intensa tomar conta do meu ser.
Aquela criança era minha filha. Minha e de Elizabeth, mas o fato de ser a responsável pela morte de minha esposa me impedia de amá-la como um pai deveria.
Eu simplesmente não conseguia aceitá-la.
Ir para a reserva militar no Caribe não fora uma escolha, e sim uma maldita obrigação. Jamais quisera deixar minha esposa sozinha.
Mas o dever com o país me fizera ignorar meus instintos e partir, deixando-a desamparada.
Só de pensar em tudo o que ela passara sem mim durante esse tempo, me fazia sentir-me o pior dos homens.
Eu que deveria ter morrido.
Não ela.
Elizabeth era uma mulher alegre e cheia de vida e saber que ela estava morta, enterrada nas profundezas da terra, fazia com que meu coração se contorcesse em uma agonia sem fim.
_ Eu não quero esse bebê..._ Murmurei para minha mãe e ela me encarou, chocada.
_ Como assim não quer? Ela é sua filha. Você tem que aceitá-la.
_ Ela matou Elizabeth._ Falei com a voz ríspida e minha mãe estreitou o olhar em minha direção._ E esse bebê pode não ser meu._ Falei irritado e ela suspirou.
_ ISSO, nunca saberemos, mas a morte de Elizabeth foi uma fatalidade. Ela teve uma gravidez difícil e não resistiu. Mas, isso foi culpa dela, que não seguia minhas recomendações e vivia fazendo estripulias. Não coloque a culpa em uma criança que jamais pediu pra nascer. Você pode ser o responsável por sua criação e tem o dever de ampará-la. E vai fazer isso, Edward Antony Cullen... Vai fazer, nem que eu precise obrigá-lo._ Minha mãe falou com a voz ameaçadora.
_ Eu jamais deveria ter deixado minha mulher sozinha. Eu deveria estar ao seu lado para ampará-la e protegê-la. Mas, não. Fui para um maldito treinamento e minha esposa morreu, sem nem me dar à chance de despedir-me._ Falei com a voz angustiada e minha mãe respirou fundo, aproximando-se de mim com a criança ainda nos braços.
_ Ela se foi, mas deixou um pedacinho lindo para você tomar conta. Não rejeite sua filha, Edward. Por Deus!_ Minha mãe falou com a voz suave e eu encarei a pequena criatura pela primeira vez.
Ela era minúscula, careca e branquinha.
Tinha enormes olhos azuis e algumas sardas nas bochechas rosadas.
As pessoas a consideravam fofa, mas eu não conseguia ver beleza em seu pequeno rosto.
Tudo que eu enxergava era a criatura responsável pela morte da minha esposa.
Eu via nela apenas a criança que poderia ser a prova de uma traição.
Eu voltara do Caribe há poucos dias, louco de saudades e fui recebido apenas pelos meus pais.
Quando perguntara sobre Elizabeth, eles se entreolharam hesitantes e me encaminharam para casa, em completo silêncio.
Tinha certeza que algo estava errado, mas não sabia dizer exatamente o que era.
Minha esposa nunca havia respondido nenhuma das cartas que eu enviara e eu não conseguia entender por que.
Quando eu partira para o Caribe, ela jurou me esperar e me amar até o fim, no entanto, suas atitudes faziam com que um medo frio tomasse conta de mim.
Foi só quando já estava em casa, vendo aquele pequeno bebê nos braços de Esme, que eu me dera conta de que minha esposa se fora.
Elizabeth havia morrido ao dar a luz aquela criança, e nada do que eu fizesse mudaria esse fato.
Todos me encaravam com pena e uma raiva imensa tomou conta de mim.
Será que eu jamais teria o direito de ser feliz ao lado de alguém?
Naquele momento, ao me descobrir mais uma vez sozinho, traído e sem minha mulher, eu tomara uma importante decisão.
Daquele dia em diante, jamais amaria alguém. Dedicaria-me exclusivamente ao exército e seria o melhor soldado americano, mas não criaria laços com as pessoas.
Nem com meus pais, nem com meus irmãos e muito menos com aquele bebê.
A dor da perda era intensa demais para me arriscar amar outra vez.
_ Ela ficará no internato. Cuidarei para que não lhe falte nada, mas eu não quero essa criança por perto._ Falei com a voz decidida e mesmo os protestos de toda minha família não me fizeram mudar de ideia.
Minha mãe escolhera seu nome e eu apenas assinara a certidão, aceitando-a como minha filha, mas não a querendo de fato.
Meses depois, tivera a certeza que essa fora a melhor decisão que eu tomara.
Uma visita me fizera entender que eu nunca tivera responsabilidades sobre aquele bebê, mas mesmo assim eu não a desamparara.
Afinal, ela era a única lembrança da mulher que eu amara.
Registrei Sophie em meu nome e paguei todas as suas despesas, mas jamais tive a coragem de visitá-la.
Meus pais e minha irmã, mesmo sabendo que ela podia não ser minha filha, sempre iam vê-la e, nas festas de fim de ano, a traziam para casa.
Nessas ocasiões, eu simplesmente desaparecia, pois não queria ver Sophie e me sentir culpado por não ser capaz de amá-la.
Elizabeth fora meu primeiro e único amor, e a dor de perdê-la e de descobrir que ela não me amara como eu a ela, me fizera esconder-me do mundo e de mim mesmo.
Depois de tudo o que acontecera, eu perdera a capacidade de amar.
Eu não podia amar Sophie, não pudera amar Tânya e talvez nunca chegasse a amar minha Bella.
Mas, pelo menos ao lado dela eu conseguia me sentir feliz e completo.
Conhecer sua história e ter o prazer de sua doce companhia me fizera repensar minhas atitudes.
Sua personalidade forte e decidida e seus muitos encantos me salvaram dos horrores da guerra e tudo o que eu queria era ter uma vida plena e feliz ao seu lado.
Não sabia se um dia Sophie me perdoaria por tê-la abandonado, mas a partir de hoje, com a ajuda de Bella, cuidaria dela como minha filha e, finalmente, eu teria algo para chamar de meu.
Mesmo que não me pertencesse de fato.
Minha Bella, minha filha e eu formaríamos uma família e tentaríamos trilhar um caminho rumo à felicidade.
Eu deveria ter feito isso antes, quando todos viraram as costas para aquela criança.
Inclusive eu.
Nem mesmo seus avôs maternos a quiseram.
Eles sabiam do envolvimento da filha com outro homem e não quiseram ficar perto da neta, para evitar um escândalo.
E movido pela mágoa do momento, eu proibira minha família de levá-la para morar em nossa casa, pois não queria ter que conviver com Sophie.
Mas, hoje eu me arrependia de minhas atitudes.
Eu não era muito melhor que o pai de Bella, que sempre a maltratara por ela ser uma filha bastarda.
Eu, Edward Cullen, era um desgraçado que merecia a punição divina por ter abandonado uma criança.
Respirei fundo e balancei a cabeça de leve, tentando livrar minha mente dessas lembranças perturbadoras.
Tudo que eu poderia fazer agora era dar uma família para aquela criança e tentar reparar os erros do passado.
Só esperava que Bella estivesse disposta a me ajudar nessa missão.
Estávamos na sala de espera do internato, aguardando a Madre responsável pelas crianças trazer Sophie até nós.
A velha senhora ficara muito surpresa com minha visita, pois durante todo esse tempo em que minha filha fora interna ali, eu jamais aparecera.
Ela estava hesitante em nos trazer Sophie e eu entendia por que. A Madre temia que fôssemos magoá-la ou dar-lhe esperanças infundadas.
Ela, simplesmente não confiava em mim.
Na verdade, nem eu mesmo confiava.
Mas não faria mal a Sophie.
Não mais.
Bella estava calada e distante desde minha revelação sobre Sophie e eu temia que ela se afastasse de mim.
Sentia falta de sua voz e do seu sorriso, mas ela não me encarava nem por um momento.
A vida voltaria a ser o mesmo inferno de antes se Bella não me perdoasse e começasse a me tratar mal.
Eu sabia que ela precisava de tempo para assimilar todas as novidades que a rodeavam, mas eu necessitava da certeza que ela não me odiaria por meu passado.
_ Bella?_ Chamei baixinho e ela me encarou pela primeira vez e a tristeza que eu vi em seu olhar me fez sentir um medo terrível de perdê-la._ Você me odeia pelo que fiz?
Ela respirou fundo e desviou o olhar, encarando suas próprias mãos.
“Não, não fuja de mim. Não desvie o olhar. Faça-me acreditar que você não me despreza pelo que eu fiz.”_ Eu pensei, querendo gritar, na verdade.
O desespero tomava conta de mim.
Meu passado estava batendo à porta e me condenando pelos meus erros, fazendo com que a pessoa mais importante do meu mundo se afastasse de mim.
E eu não poderia suportar se isso acontecesse.
Perder minha Bella não era uma opção.
_ Não. Eu não posso odiá-lo, mas não entendo porque você fez isso com uma criança, Edward. Ela era um bebê. O seu bebê e você a abandonou aqui. Sozinha e desamparada. Você não faz ideia do quanto é ruim não ser amado. Do quanto dói ser rejeitado..._ Ela sussurrou e eu fechei os olhos, passando as mãos pelos cabelos, nervoso.
_ Foi uma época muito difícil. Eu era jovem e estava confuso. Não fiz por mal. No fundo, eu só queria o melhor para Sophie.
_ O melhor para Sophie era ter o amor do pai dela. Ela precisava do seu carinho, do seu apoio e da sua companhia e você a abandonou em um internato. Eu não o odeio, Edward Cullen, mas no momento quero distância para pensar em como proceder, pois o que fez não tem nome._ Bella falou com a voz baixa e eu senti um arrepio de medo tomar conta do meu corpo._ Essa atitude não condiz com as atitudes do Edward que eu conheço e que me livrou do sofrimento. Ela não combina com o homem maravilhoso e bom que se tornou meu marido.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ouvi um barulho na porta e ambos nos viramos em expectativa.
Na última vez que eu vira Sophie, ela era apenas um bebê.
Não tinha ideia de como ela estava agora.
Senti meu coração palpitar e fui para o lado de Bella, segurando sua mão com firmeza.
Ela acabara de dizer que queria distância, mas no momento eu precisava de seu apoio.
Minha menina me olhou por um momento, mas depois apertou minha mão, me transmitindo força e coragem.
Me senti melhor com sua proximidade.
Com o tempo, conseguiria fazer com que minha menina me perdoasse.
Eu contava com isso para continuar sobrevivendo.
A Madre abriu a porta e nos encarou por um momento, antes de se abaixar, cochichar algo e empurrar uma pequena criatura em nossa direção.
A garotinha a minha frente não lembrava em nada o pequeno bebê que eu conhecera um dia.
Ela tinha um pouco mais de um metro de altura, os cabelos loiros caindo em cachos largos até a pequena cintura, os olhos grandes e azuis e a pele muito branca.
Sophie tinha uma expressão amedrontada.
Ela nos encarava com os olhos claros arregalados e apertava as mãozinhas nervosamente.
Senti meu coração apertar-se diante de seu olhar amedrontado e escutei Bella fungando ao meu lado.
Desviei meu olhar da pequena, para constatar que minha menina estava se debulhando em lágrimas enquanto encarava Sophie.
Limpei seu rosto e ela me olhou enternecida, colocando sua mão pequena sobre meu peito, onde meu coração batia descompassadamente.
_ Ela é linda..._ Bella sussurrou e eu sorri de leve, olhando mais uma vez para a pequenina a nossa frente._ E é sua..._ Ela completou e eu respirei fundo, tentando conter a emoção.
Sim.
De certa forma, ela era minha e esse fato parecia torná-la especial para minha Bella.
_ Ela é nossa a partir de hoje, se você quiser..._ Falei baixinho e Bella sorriu radiante, indo em direção a Sophie e se abaixando a sua frente.
A menina deu um passo atrás, assustada com a proximidade, mas Bella não se deixou vencer.
_ Olá, pequena... Tudo bem?_ Bella perguntou baixinho, segurando as mãos de Sophie e a pequena olhou incerta para a Madre, que sorriu, incentivando-a.
Sophie assentiu timidamente e Bella tocou seu cabelo de leve.
_ Você é muito linda, sabia? _ Sophie corou e Bella sorriu, tocando sua bochecha levemente. Ela era tão carinhosa com minha filha, que a cena chegava a me emocionar._ Bem... Meu nome é Isabella e eu sou esposa do seu papai. Viemos buscá-la. A partir de hoje você, o papai e eu seremos uma família.
Sophie desviou o olhar de Bella e o fixou em mim por um longo momento.
_ Meu papai não gosta de mim._ Ela falou com a voz fininha e eu senti um baque no peito.
Era isso.
Sophie jamais me perdoaria por eu tê-la abandonado.
Eu fora um monstro ao deixar minha esposa grávida e sozinha, mas esse grau de monstruosidade aumentara quando eu resolvera abandonar minha filha em um internato.
Na época, tudo o que eu queria era esquecer a dor de perder a mulher que eu amava e da sua traição.
Àquele bebezinho era a lembrança tangente de todo o pesadelo que eu vivera naquele momento.
E a única coisa que eu queria era paz.
Sei que pode parecer egoísmo de minha parte, mas eu não estava em um momento muito bom.
Eu não podia lidar com a responsabilidade de cuidar de uma criança.
Precisava mantê-la longe para garantir minha sanidade.
Bella levantou-se e me olhou atentamente, enquanto puxava a pequena garotinha em minha direção e nos colocava frente a frente.
Engoli em seco ao olhar para expressão triste de Sophie.
_ Seu pai é um homem maravilhoso, Sophie. Um príncipe que me salvou do pior pesadelo e que veio para resgatá-la também. Basta apenas que você lhe dê essa chance._ Bella sussurrou e a pequena garotinha me encarou com os olhos curiosos.
_ Eu vou ter uma casa, agora?_ Ela me perguntou e eu apenas assenti.
Temia abrir a boca e desabar no choro igual a uma marica, pois estava tentando a todo custo conter minhas emoções.
“Homens não devem chorar.”
Era o que meu pai sempre dizia, mas confesso que existiam certos momentos na vida que era difícil conter as lágrimas.
Respirei fundo e olhei para Bella, que me encarava com a expressão alegre.
Olhar para ela me fazia entender que eu estava tomando a decisão certa, agora.
Bella, Sophie e eu seríamos uma família a partir de hoje.
_ Eu posso ir, Madre?_ Sophie perguntou esperançosa e a Madre nos encarou, desconfiada.
_ Tem certeza, capitão Cullen? Depois, não poderá devolvê-la._ Ela me avisou e Bella a encarou com o olhar faiscante.
Eu não culpava a velha senhora por desconfiar de mim, mas eu realmente queria tentar fazer aquela criança feliz.
_ Jamais faríamos isso. Edward é um homem casado, agora e conta com minha ajuda para cuidar da filha. Sophie vai conosco e frequentará apenas a escola regular, como muitas garotas fazem._ Bella falou com a voz firme e cheguei a sentir orgulho de sua postura segura.
Ela não lembrava em nada a menina assustada que eu salvara um dia.
_ Pois bem. O Senhor Edward é a única pessoa que pode tirá-la do internato e eu não posso impedi-lo. Vou arrumar os documentos para que ele assine e assim que estiverem prontos, podem buscar a menina._ A Madre explicou e Bella segurou Sophie pela mão, encarando a velha senhora, indignada.
_ Vamos levá-la agora. Edward pode assinar esses documentos outro dia, mas Sophie não será interna desse colégio nem mais um dia.
Um silêncio absoluto recaiu sobre a sala e eu olhava de uma para outra sem saber o que fazer.
Minha Bella e a Madre se encaravam como se estivessem em um campo de batalha e fossem inimigas mortais.
Bella não parecia disposta a ceder e eu me perguntei por que um dia a julgara frágil.
Ela era mais forte do que aparentava e parecia sempre pronta a enfrentar o mundo, a fim de defender o que ela julgava ser certo.
Por fim, a Madre soltou um suspiro e deu de ombros, dirigindo-se até a porta.
Minha menina relaxou vivivelmente e eu quase ri da cena.
_ Vá arrumar suas coisas, Sophie. Você vai para casa._ Ela falou simplesmente e Bella sorriu lindamente, acariciando os cabelos dourados de Sophie delicadamente.
_ Vocês vão estar aqui quando eu voltar, não vão?_ Sophie perguntou incerta e Bella assentiu, fazendo com que ela se afastasse correndo.
_ Espero que saibam o que estão fazendo. Sophie é apenas uma criança e não merece ser magoada mais._ A Madre nos disse e afastou-se em seguida, fechando a porta e nos deixando isolados mais uma vez.
Eu estava apreensivo e ansioso, mas sabia ter tomado à decisão certa.
Era só olhar para a expressão alegre de Bella que eu tinha certeza disso.
Sophie teria a família que sempre mereceu e eu poderia curar meus traumas, tentando dar uma vida melhor para minhas meninas.
Só esperava não falhar, pois não suportaria decepcionar mais uma mulher, muito menos se ela fosse minha Bella.
Minha pequena era importante demais para ser magoada.
Importante demais.
E eu daria minha própria vida para impedir que ela sofresse mais.
*****
Pov. Bella
Deus, Edward tinha uma filha.
Essa revelação não saia da minha cabeça, mesmo depois de eu ter conhecido a pequena Sophie.
A menina era encantadora.
Loirinha, com os olhos incrivelmente azuis e meigos e com a pele macia, parecia ter saído diretamente de um sonho.
A pequena não se parecia em nada com Edward, mas esse fato não fazia dela menos fascinante.
Nesse momento, estávamos os três sentados no banco de trás do luxuoso carro da família Cullen, rumo à mansão, onde seria nosso lar por um bom tempo.
Gostaria de pedir a ele para que morássemos em outro lugar, mas não tinha coragem.
Edward não deveria mudar sua vida e sua rotina só porque eu entrara em sua vida.
O episódio dessa manhã já fora praticamente esquecido e, embora eu ainda me sentisse intimidada com toda àquela riqueza, eu trataria de me acostumar com as tais regras de etiqueta, pois jamais sairia do lado de meu marido e de Sophie.
Mesmo que para isso eu tivesse que viver para sempre na casa dos meus sogros.
Ao não ser, é claro, que Edward assim quisesse.
Eu ainda não me considerava a esposa perfeita, pois mesmo depois de tanto refinamento, não me transformaria em uma rica herdeira digna do posto de Sra. Cullen e, portanto, Edward poderia optar por outra mulher.
Eu só esperava que isso não acontecesse, pois se ele um dia me deixasse, minha vida estaria destruída.
Sophie encarava tudo com os olhos curiosos e encantados e eu senti um aperto no peito ao imaginar tudo o que essa pobre criança já passara em seu curto tempo de vida.
Era muito ruim ser desprezada.
Mas, de certa forma, eu entendia as atitudes de Edward.
Ele fora completamente apaixonado pela primeira esposa e a perdera de uma forma inesperada e dolorosa.
Cuidar de uma criança, estando amargurado e sozinho, seria uma tarefa muito difícil.
Então, ele optara pelo internato, pois assim, assumiria suas responsabilidades de pai, sem envolver-se tanto.
Mas, eu sabia como era horrível não sentir-se amada e protegida e tinha ideia do que aquela pobre criança passara até hoje.
E isso me cortava o coração.
No entanto, devia ser infinitamente melhor viver em um internato do que ser maltratada por alguém, como eu fora.
Sophie era tão pequena e não merecia sofrer assim.
Pelo menos no internato ela estivera protegida.
Passei a mão pelos seus cabelos e ela me olhou atentamente.
_ Você é muito bonita..._ Ela falou baixinho e eu sorri de leve, olhando rapidamente para Edward, que nos encarava.
_ Obrigada. Você também é muito bonita. Parece um anjinho. _ Respondi e ela sorriu de volta, fazendo meu coração aquecer-se.
Era a primeira vez que eu a via sorrir.
Fiquei observando seu rosto, procurando uma semelhança com Edward, mas não encontrando nenhuma.
Com que será que Sophie se parecia?
Será que era com sua mãe?
Se essa criança fosse parecida com a primeira esposa de Edward, não era de se admirar o quanto ele ficara perturbado com sua morte.
Elizabeth deveria ser estonteante.
Suspirei pesadamente e encarei a paisagem que passava rápido pela janela do carro.
Pensar em outra mulher ao lado de Edward me fazia sentir-me muito insignificante.
Eu não era a mulher certa para o meu capitão, mas faria de tudo para permanecer ao seu lado, como sua esposa e agora, mãe de sua filha.
O carro parou em frente à imensa casa dos Cullen e eu respirei fundo, enquanto Edward e o motorista nos ajudavam a descer.
Edward pegou a pequena mala onde estavam as coisas de Sophie e nos dirigiu para a escadaria.
Eu estava nervosa, pois não sabia qual seria a reação da família de Edward ao nos ver com a pequena.
Ele respirou fundo e abriu a porta para que entrássemos.
Esme, Alice e Rosalie estavam na sala com seus bordados e não notaram nossa presença nos primeiros momentos.
Foi só quando Edward pigarreou que elas nos olharam e ficaram extremamente espantadas ao notar a presença de uma terceira pessoa conosco.
_ Sophie?_ Esme falou baixinho e se levantou rapidamente, vindo em direção à neta e abraçando-a contra seu peito.
Ao notar o carinho de minha sogra pela neta, pude acreditar nas palavras de Edward de que ela não era uma pessoa má.
Ninguém que amasse verdadeiramente uma criança poderia ser considerada ruim.
_ Filho, porque você foi buscá-la?_ Esme perguntou com os olhos brilhantes e Edward me encarou por longos momentos antes de responder.
_ Alguém me fez ver que Sophie precisa de uma família, mamãe. Já chega de ficar sozinha em um internato. Ela precisa de nós e eu estou aqui por ela. Eu e Bella seremos os pais de Sophie a partir de hoje._ Ele falou com a voz firme e Alice piscou feliz para mim, sorrindo largamente.
Ela também parecia muito feliz com a presença da sobrinha.
_ Meu Deus... Dou graças aos céus por você ter percebido isso, filho. Eu amo minha neta e sempre quis trazê-la para casa. Quero que ela fique sob minha responsabilidade, para que eu a transforme em uma dama. Não tenho certeza se sua... É... Esposa é a pessoa indicada para cuidar de Sophie. Afinal, ela não sabe nem como usar os talheres._ Esme falou, me olhando com desprezo e eu senti uma imensa tristeza tomando conta de mim.
Eu não tivera uma educação primorosa.
Não sabia ler, escrever e tão pouco usar saltos e talheres.
Mas, eu não era uma pessoa má.
Tinha certeza que poderia ser uma boa mãe para Sophie, pois eu tinha muito amor para oferecer.
Eu possuía uma imensa vontade de cuidar daquela pequena criança como nunca ninguém cuidara de mim.
Na verdade, eu gostaria de retribuir toda atenção e carinho que Edward me dedicara desde que nos conhecemos.
Eu poderia dividir com Sophie todos os sentimentos indefinidos que eu nutria por ele, pois essa era a parte mais nobre de mim mesma.
_ Bella é perfeitamente capaz de cuidar de Sophie. Não quero que minha filha seja transformada em uma bonequinha de porcelana manipulável. Ela precisa aprender valores e a nobreza e a bondade de minha esposa se encaixam perfeitamente nesse papel. Eu sou o pai dela e é minha a responsabilidade de criá-la. Sem que falhei e errei ao abandoná-la naquele colégio interno, mas estou disposto a reparar isso. E farei com a ajuda de Bella. Da minha esposa e mulher._ Edward falou com a voz firme, segurando Sophie pelos ombros e a afastando da avó.
Esme olhava para ele incrédula e Rosalie parecia muito assustada com o confronto.
Eu ainda não tivera a oportunidade de conversar com ela, mas, analisando suas reações, ela parecia ter muito medo de Esme.
E eu estava começando a ter também.
_ Alice, peça para que as empregadas preparem um quarto para Sophie. Bella e eu vamos cuidar dela agora. Com licença._ Dito isso, ele nos pegou pelas mãos e nos conduziu ao andar de cima.
Sentia-me muito aliviada em sair da presença de Esme.
Edward nos levou para o quarto dele e fechou a porta silenciosamente, nos encarando em seguida.
_ Dê um banho nela, Bella. Depois do almoço, vamos sair para comprar roupas e sapatos para vocês. Tenho que ir até a base militar, mas prometo estar de volta até a hora da refeição. Cuide dela pra mim. E a mantenha longe de minha mãe. _ Ele pediu delicadamente e eu assenti, deixando que ele se aproximasse e beijasse meus lábios de leve.
Senti-lo tão próximo a mim, depois de toda a tensão que passara desde manhã, era maravilhoso.
Retribuí o beijo e, depois de alguns minutos, certamente se lembrando de que não estávamos sozinhos, ele se afastou.
Edward sorriu de leve e acariciou os cabelos loiros de Sophie, me deixando feliz com sua aproximação, ainda que hesitante, da filha.
Depois que ele saiu, levei Sophie para o banheiro e ajudei-a com o banho.
Troquei seu uniforme por um vestido confortável, sequei seus cabelos e lhe fiz uma trança, prendendo a ponta com uma fita vermelha.
Ela estava adorável e eu sorri ao vê-la tão a vontade perto de mim.
_ Está com fome?_ Perguntei baixinho, acariciando seu rosto e ela meneou a cabeça._ Você precisa comer, pequena. Não queremos que fique doente.
_ Eu sinto um negócio aqui._ Ela falou, pousando a mão sobre a barriga._ Não sei se vou conseguir comer.
Ela estava nervosa.
Sophie nunca estivera em uma família antes.
Não sabia o que esperar e sentia-se perdida, assim como eu, quando chegara na América.
_ Meu anjo, não quero que fique nervosa. De hoje em diante, você faz parte dessa família e não precisa temer nada. Estarei ao seu lado, sempre que precisar. Quero ser sua amiga._ Falei suavemente e ela me olhou com os olhinhos azuis brilhando.
_ Você se parece mesmo com uma mamãe. É linda, bondosa, gentil e é casada com o meu papai. Eu nunca tive uma mamãe, mas se pudesse escolher, ela seria como você. Promete que nunca vai embora? Não quero voltar para o colégio. Não quero ter que viver sempre sozinha e no natal, ter a companhia apenas das freiras. Odeio usar uniformes. Quero ter vestidos bonitos como todas as meninas que estudam comigo. Eu só quero ser normal.
Senti lágrimas em meus olhos ao ouvir suas palavras.
Sophie era apenas uma criança, mas já fora muito magoada, assim como eu.
Eu sei que Edward não fizera por mal, porque ele era um homem maravilhoso, mas levaria um tempo até que ele conseguisse recuperar a confiança daquela criança.
Mas, eu estaria ao seu lado, em cada passo que desse e como ele dissera, seríamos uma família. Ele, Sophie e eu.
_ Claro que eu prometo, amor. Serei sua mamãe para sempre. Você também se parece muito com uma filha. É linda, pequena e muito fofa. Terei o maior prazer em cuidar de você. Não pense mais na vida que teve no colégio. A partir de hoje, você terá uma vida nova._ Falei, puxando-a para os meus braços, e beijando seus cabelos cheirosos.
Ficamos assim por um longo tempo, enquanto as histórias de nossa vida se entrelaçavam.
Duas meninas abandonadas e ignoradas por um longo tempo, mas que juntas, encontrariam o sentido da felicidade e do amor.
*****
Eu queria muito saber ler, para poder contar uma história para Sophie agora.
Apesar das muitas aulas que tive no navio, ainda não conseguia juntar as letras com perfeição e, por isso, preferia não me arriscar.
Edward tomara para si a missão de ler uma história para a filha e eu não conseguia parar de observá-los com um sorriso bobo nos lábios.
Eles eram perfeitos juntos e eu tinha certeza que em breve, toda e qualquer trauma seria esquecido.
Sophie parecia mais a vontade ao seu lado e era visível sua alegria com o fato.
Meu capitão parecia mesmo disposto a recuperar todo o tempo perdido com a filha e isso me deixava imensamente feliz.
O dia fora relativamente tranquilo.
Almoçamos junto com toda a família e Carlisle e Emmett ficaram encantados com a presença de Sophie.
Eles elogiaram a atitude de Edward e estavam muitos felizes em poder dividir a mesa com a pequena.
Esme e Alice também estavam em estado de graça e não paravam de dispensar cuidados com a menina.
Edward e eu apenas observávamos todos e eu me senti feliz por vê-los tão contentes.
Os Cullen eram bons, eu tinha certeza disso, mas parecia lhes faltar algo.
Talvez o brilho e a inocência de uma criança lhes fizessem bem.
À tarde, saímos para as compras e, com a ajuda de Alice, adquirimos tudo o que Sophie precisava, desde meias até brinquedos.
Edward fez questão de me presentear com vestidos e sapatos também, me deixando bastante constrangida.
Alice insistia em dizer para que eu deixasse de ser boba, pois presentear as esposas era um dever dos maridos.
Eu nunca havia ganhado tantas coisas novas e ficava tonta com o cheiro e a beleza das peças que eu provava.
Até mesmo peças íntimas ela insistia em comprar, dizendo que eu precisava estar bonita para meu marido.
Meu rosto esquentava, a ponto de derreter, nesses momentos.
Deus, Alice era uma moça solteira, como diabos ela sabia o que se passava entre um casal e que roupas deveria se vestir nesses momentos?
As moças da América eram muito adiantadas pro meu gosto.
Edward ria a me ver sendo vítima de sua irmã consumista e eu apenas a seguia de um lado para o outro dentro das lojas, não conseguindo freá-la.
Alice era uma forma irrepreensível da natureza.
Imagino que tenhamos deixado Edward bem menos rico depois desta tarde.
Mas, eu gostara dela.
Ela parecia ser a única Cullen, além de Edward e Sophie, que me aceitara com facilidade.
Talvez, ela pudesse se tornar minha amiga.
Eu nunca tivera uma, mas gostaria muito de saber como era dividir uma amizade com alguém.
Terminamos nosso passeio em uma cafeteria, e eu podia sentir os olhares curiosos e hostis em minha direção.
Até mesmo nas lojas, a vendedoras pareciam não quererem me atender e o faziam apenas porque eu estava acompanhada por Edward e Alice.
Ao que parecia, a notícia de que Edward deixara a noiva para se casar com uma desconhecida, havia se espalhado e eu não seria aceita tão facilmente pela sociedade de Washington.
De qualquer forma, saboreei os doces mais deliciosos que eu já provara na vida e me deliciei com um tal de capuchino, que eu pretendia provar outra vez, sem sombra de dúvida.
Minha vida estava melhor, afinal de contas, e mesmo tendo que lidar com o desprezo e hostilidade dos meus sogros e de toda sociedade, eu me sentia feliz, pois agora eu pertencia a alguém, de fato.
Edward cuidava de mim de uma forma que ninguém jamais fizera, me completando de uma maneira que alguém jamais conseguiria.
Voltamos para casa e, depois do banho fomos jantar.
Ninguém fizera nenhum comentário com minha falta de jeito com as taças e talheres e, dessa vez, até Sophie me ajudou, mostrando quais utensílios eu deveria usar.
Sorri agradecida para ela e, minha pequena, pareceu satisfeita em me ajudar.
Conheci a linda bebezinha, filha de Rosalie e Emmett, e minha cunhada me deixou até segurá-la.
Ela era tão pequena e frágil e eu imaginei se um dia eu teria um bebê também.
Nunca havia conversado com Edward a respeito e suspeitava que este não era o melhor momento.
Ele ainda estava muito abalado com a volta de Sophie.
Mas eu queria filhos, um dia.
Queria poder gerar uma criança, igual as mulheres que trabalhavam na casa do meu pai, quando eu era menor.
Eu via a barriga delas crescer e, depois de algum tempo, elas apareciam com um lindo bebezinho, ao qual eu não podia tocar, pois estava sempre suja, mas os admirava de longe e vivia me perguntando quando eu poderia ter um.
Certa vez, uma das cozinheiras me dissera que eu teria um bebê quando me casasse.
Bem, eu já estava casada, agora era só esperar por um filho.
Embora, eu já tivesse uma.
Olhei para Sophie adormecida e sorri outra vez.
Mesmo que viesse a ter muitos bebês, jamais deixaria de considerá-la minha filha, pois fora ela que iniciara minha nova família.
_ Dormiu._ Edward falou, me olhando e eu sorri.
_ Sim. Foi um dia muito agitado para ela. Devia estar cansada._ Falei com a voz suave e ele veio em minha direção.
Senti meu coração palpitar com sua aproximação.
Deixamos a luz do abajur acesa e nos dirigimos para seu quarto.
_ Obrigada por aceitá-la._ Edward falou, me abraçando depois que fechou a porta e eu dei um beijo suave em seu peito, por cima da camisa.
_ De nada. Sua filha é linda e totalmente apaixonável._ Respondi e ele beijou meus cabelos.
_ Sinto muito por tê-la abandonado. Mas, talvez eu precisasse fazer isso para conhecer você e torná-la mãe dela. Sophie lhe adorou, Bella.
Senti lágrimas nos meus olhos e o encarei, acariciando seu rosto levemente.
_ Eu também adorei sua filha, Edward. Sinto muito por tudo o que ela passou sozinha naquele lugar, mas tenho certeza que poderemos compensá-la. Sophie ainda será muito feliz.
Ele sorriu e se curvando, beijou meu rosto.
_ Você também será feliz, Bella. Estarei sempre ao seu lado para garantir isso._ Ele falou com a voz rouca e eu beijei seus lábios.
_ Eu sei. Confio em você.
Ele sorriu e me deitou suavemente na cama, cobrindo meu corpo com o seu.
Senti a excitação tomar conta de mim e me entreguei aos seus lábios e mãos, deixando que ele me levasse para o mundo desconhecido e maravilhoso do prazer.
Em seus braços eu me sentia linda, sensual e amada.
Me sentia especial.
Gemi baixinho ao sentir suas carícias em meus seios e me perguntei por que ele tinha esse efeito sobre mim.
Deus!
Como era maravilhoso estar com ele.
Não importava os erros que ele havia cometido um dia.
Estaria ao seu lado caso ele quisesse concertá-los.
Minha missão era salvá-lo de toda culpa, tristeza e dor para poder recompensá-lo de todo bem que ele me fez.
Estaria ao seu lado para garantir sua felicidade e enquanto ele me quisesse eu seria dele.
Sem barreiras e nem restrições.
Seria apenas sua Bella.
*****
Pov. Edward
Acordei quando os primeiros raios de sol invadiram o quarto e não pude deixar de sorrir ao notar Bella toda enroscada em meu corpo.
Minha cama era enorme, mas nós ocupávamos apenas um pequeno espaço, pois dormíamos agarrados um ao outro.
Beijei sua face e ela suspirou, enterrando o rosto em meu peito.
Era muito bom tê-la próxima de mim depois de tudo o que se passara ontem.
Pensei que ela se manteria distante, mas isso não acontecera.
Minha menina tinha um coração bom demais para odiar alguém e nem mesmo meu passado sombrio parecia ser capaz de afastá-la de mim.
E eu sentia-me muito feliz com isso.
Olhei para seu rosto mais uma vez e notei que ela me encarava sorridente.
Beijei seus lábios de leve e ela se aconchegou mais a mim.
_ Bom dia..._ Falei em seu ouvido e ela respirou fundo e beijou meu peito.
_ Não está tão bom. Ainda estou morrendo de sono._ Ela resmungou e eu gargalhei.
_ Não pense que vou pedir desculpas por mantê-la acordada durante boa parte da noite, pois ontem, não ouvi essa boquinha linda reclamando._ Falei, enquanto dava beijos provocantes em seu pescoço e quando a encarei, notei que ela estava bastante corada e envergonhada.
_ Edward..._ Ela protestou e eu sorri, rolando para cima do seu corpo e a prendendo abaixo de mim.
_ O que? Só estou dizendo a verdade._ Falei fingindo inocência e ela revirou os olhos, fazendo com que minha vontade de atacá-la aumentasse ainda mais.
Beijei seus lábios e a ouvi gemer, entregando-se aos meus braços como acontecia todas as vezes que eu a tocava.
Bella era minha e sabia disso.
E por esse motivo, jamais se afastava das minhas carícias.
_ Eu acho que devemos nos levantar. Sophie já deve estar acordada._ Ela falou com a voz rouca e eu a encarei fazendo uma careta.
_ Eu realmente queria fazer amor, agora._ Protestei e ela riu.
_ Edward, fizemos isso quase à noite inteira. Você nunca se cansa?
_ De você, nunca._ Respondi e ela corou mais uma vez, me fazendo rir.
Eu suspirei e sai de cima dela, deixando-a livre.
Tínhamos mesmo que verificar com Sophie estava.
Agora, eu só teria minha esposa outra vez à noite e, de repente, o dia me pareceu muito longo.
Quando eu ficara tão viciado nela, assim?
_ Sua filha é muito linda... Parece um anjinho._ Ela comentou, enquanto se dirigia para o banheiro e eu a segui.
_ Ela é linda sim. Mas, é NOSSA filha._ Falei e ela me encarou através do espelho, sorrindo de leve.
_ Sophie se parece com Elizabeth?_ Bella perguntou depois de uns minutos e eu respirei fundo, tentando me lembrar com detalhes da aparência da minha primeira esposa.
_ Não muito._ Respondi, quando a imagem de Elizabeth se formou em minha mente e Bella me encarou, intrigada.
Elizabeth era morena e tinha os olhos verdes e apenas sua pele pálida fora herdada por Sophie.
_ Ela também não se parece com você._ Bella constatou o óbvio e eu apenas sorri tristemente.
Minha menina era muito esperta para não notar que eu e Sophie não tínhamos nada em comum.
_ Sempre julguei que ela deve se parecer com o pai dela._ Falei suavemente e Bella me olhou espantada.
_ Como?_ Ela balbuciou e eu a virei para mim, olhando bem dentro dos seus olhos castanhos.
Só esperava que ela não ficasse muito confusa em meio a tantas revelações.
_ Sophie pode não ser minha filha, de fato. Na verdade, eu tenho quase certeza que ela não é. Elizabeth teve um caso com um homem quando eu fui para o Caribe e, aparentemente, ficou grávida dele. Como ela morreu no parto, jamais tive certeza desse fato. _ Expliquei e ela me encarou incerta.
_ Mas você assumiu a Sophie..._ Ela sussurrou e eu assenti.
_ Sim. Elizabeth era minha esposa e eu não queria que sua imagem fosse manchada. Assumi a Sophie e não me arrependo. Ela é uma Cullen. Minha filha, mesmo que meu sangue não corra em suas veias. E não, não foi por isso que eu a abandonei no internato. Eu só precisava me afastar para manter minha sanidade. Só isso. De um jeito ou de outro, sempre a considerei minha filha. Mesmo não cuidando dela como tal.
Bella me olhou por um momento, e depois me abraçou, escondendo seu rosto em meu peito.
_ Você é surpreendente, Edward. Deus! Cuidar de uma criança que não é sua é maravilhoso. Sophie é uma bastarda, assim como eu, mas teve a sorte de tê-lo em seu caminho. Você é bom e íntegro e eu acho que..._ Ela parou de falar, me encarando amedrontada e me deixando curioso.
_ Você acha que..._ Incentivei e ela me olhou triste.
_ Nada. Acho que você é lindo. E que está atrasado. Vamos nos trocar e ver se Sophie já acordou. NOSSA filha precisa de nós._ Ela disse sorrindo e eu beijei sua testa.
Pouco tempo depois, fomos até o quarto de Sophie e ela já estava acordada, esperando Bella aparecer para ajudá-la vestir-se.
Tomamos café e logo depois eu precisei ir para a base militar, resolver alguns assuntos pós-guerra.
A hesitação de Bella em completar àquela frase no banheiro não me saía da cabeça.
Algo me dizia que o que ela me diria poderia mudar minha vida e minha forma de ver as coisas.
Eu só torcia para que não fosse uma declaração de amor, pois eu não poderia retribuir seus sentimentos e não queria magoá-la.
Torcia para que nossa vida fosse perfeita como nossa manhã, hoje.
Era só o que eu esperava.
Bella, Sophie e eu...
Uma família de verdade, envolvida por todos os sentimentos, menos o amor.
Pois eu ainda não podia amar.
E talvez, nunca pudesse.


E aí, pessoal... O que acharam?
Eu, particularmente, não gostei muito desse capítulo...
Não sei se ele conseguiu transmitir todo o que eu queria, mas enfim...
Gostaram da Sophie?
E o que pensam da reação de Bella e da revelação de Edward?
Quero saber a opinião de vcs!
=D

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