THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 15.

Oie...
Outro capítulo prontinho.
Espero que gostem.
Boa leitura!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama





Pov. Edward
Acordei ouvindo o barulho da chuva batendo na janela e olhei para o relógio ao lado da cama, constatando que já era de manhã.
Contemplei Bella dormindo tranquilamente ao meu lado, agarrada ao meu corpo e não pude conter o sorriso.
Minha esposa era a parte mais linda do meu dia.
Amanhecer ao seu lado, sentindo seu cheiro suave e ter o privilégio de tocar sua pele macia era, simplesmente, maravilhoso. Voltar para casa todos os dias e tê-la me esperando, sempre ostentando um sorriso sincero e guardando um delicioso beijo de boas vindas me trazia um contentamento e uma felicidade sem fim.
Eu odiava ter que ir diariamente até a base militar e deixá-la sozinha em casa, pois sabia que minha mãe não a aprovava e se empenhava, dia após dia, em atormentar minha menina.
Bella tornara minha vida mais feliz, e a única coisa que eu poderia fazer para retribuir, era protegê-la contra qualquer mal.
Mesmo se esse mal fosse minha mãe.
Esme não costumava ser assim. Minha mãe sempre fora uma criatura doce e carinhosa, com quem as pessoas tinham o prazer de conviver.
Apesar de eu ter sido sempre um menino solitário, minha infância fora muito feliz, pois ela sempre estivera ao meu lado, ensinando-me o que era certo e errado e me apoiando em todos os passos que eu dava.
Ela e meu pai se amavam muito e a família que constituíram, era, muitas vezes, invejada por todos.
Mas, no momento em que meu irmão se apaixonara por Rosalie e resolvera casar-se com ela, minha mãe se tornara uma pessoa fria e controladora.
Ninguém sabia qual a real origem de minha cunhada, ao não ser eu e o próprio Emmett, mas eu tinha certeza que minha mãe desconfiava da verdade.
Emmett não quisera seguir a carreira militar e tornara-se engenheiro. Minha mãe tinha muito orgulho do filho mais velho e sentia-se aliviada por não ter que se preocupar com ele em meio aos campos de batalha.
Mas, Emmett sempre dera outras preocupações para minha mãe.
Meu irmão sempre fora muito mulherengo, enlouquecendo dona Esme com esse fato, uma vez que toda a sociedade de Washington comentava e criticava seu comportamento despudorado.
Ele não se importava com o falatório das pessoas, e seguia tranquilamente com seu ritmo de vida.
“Não nasci para ser aprisionado em um casamento.”_ Era o que ele sempre dizia, até que em uma de suas visitas ao maior bordel de Washington, conhecera Rosalie.
Eu não podia negar a beleza surpreendente de minha cunhada, que era sem dúvida, uma das garotas mais atraentes do local.
Mas, eu não aprovava o romance.
Sabia que isso não terminaria bem e temia pela paz de minha família.
Não que eu desgostasse de Rosalie, afinal, ela, mesmo sendo prostituta, era muito mais decente do que muita dama da sociedade. Inclusive tinha mais caráter do que minha primeira esposa, que me traíra e me enganara da pior forma possível.
Na época em que meu irmão a conhecera, eu também frequentava o bordel e acabei sendo cúmplice de seu romance, mesmo não o aprovando.
Emmett tornara-se o cliente mais assíduo de Rosalie e, por muitas vezes, pagara por toda sua semana apenas para não ter que lidar com o fato de que outros homens também tinham o diretito de tocá-la.
E, depois de um tempo, foi inevitável ele apaixonar-se e querer torná-la sua esposa.
Meus pais tinham outros planos pra ele, que foram frustrados quando Emmett anunciou seu casamento com Rosalie.
Ele a apresentou para eles como uma camponesa pobre e nunca, ninguém, fez menção ao seu verdadeiro passado. Emmett a ajudava com o sustento de seus irmãos e os dois eram felizes com sua filha Claire, que nascera há poucos meses.
É claro que minha mãe não cansava de lamentar esse casamento, dizendo que meu irmão trilhara maus caminhos e que Rosalie não era a mulher mais adequada pra ele. Mas, como sempre, Emmett não ligava para os preconceitos de minha mãe, nem de ninguém e seguia com sua vida como se nada o incomodasse.
Emmett sofria com os maus tratos que nossa mãe dispensava a Rosalie, mas sempre parecia disposto a protegê-la de qualquer mau, ameaçando deixar a casa, caso Dona Esme não respeitasse sua esposa.
E tudo isso, deixava nossa mãe mais estranha a cada dia.
Eu penso que o fato de eu ter ido para a guerra, também contribuiu grandemente para a mudança de seu jeito de ser.
Desde que eu decidira seguir a carreira militar, ela vivia se lamentando e dizendo que não suportaria mais uma vida de incertezas, como a que ela vivera ao lado do meu pai.
Não saber se alguém que você ama voltaria vivo de uma guerra era uma dúvida destruidora.
Eu sabia disso e me sentia culpado por seu sofrimento, mas, ser um soldado fora meu maior sonho e meu pai orgulhava-se da minha escolha.
A guerra fora cruel, mas eu voltara vivo, trazendo comigo uma garota que conseguia ser mais importante para mim do que toda minha família junta e minha mãe notava isso.
Eu percebia os olhares que ela me lançava sempre que eu estava com Bella.
Eram olhares pesarosos e preocupados, como se ela temesse que eu viesse a sofrer tudo que sofrera com Elizabeth outra vez.
Por isso, eu tinha certeza que o que movia muitas de suas atitudes era a insegurança, a preocupação e o ciúme.
Esme não era má, mas precisava de tempo para perceber que minha menina era a única capaz de me fazer bem.
Quando ela notasse esse fato, tudo se acertaria.
Eu tinha certeza.
Suspirei pesadamente e voltei a olhar para Bella, que agora me encarava com um sorriso sonolento e os olhos brilhantes e inchados pelo sono recente.
_ Bom dia..._ Ela falou com a voz rouca e eu sorri, me inclinando para beijá-la.
_ Bom dia, minha linda._ Respondi com a voz carinhosa e ela sorriu contra meus lábios, me fazendo sorrir também.
Perto dela, eu não me sentia um temível capitão do exército Americano.
Eu era apenas um menino.
Um garotinho que se entregava completamente em suas mãos e que seria capaz de fazer qualquer coisa para permanecer feliz ao seu lado.
Ela se espreguiçou como uma gata e levantou-se um pouco, inclinando-se mais em minha direção e descansando o rosto em meu peito.
Beijei seus cabelos e senti meu corpo arrepiar-se ao sentir seu cheiro único de lavanda e morangos.
Sua mistura deliciosa de perfumes acabaria por me enlouquecer.
_ Ultimamente eu ando sempre cansada. Não importa o quanto eu durma, no outro dia eu acordo morrendo de sono._ Ela reclamou, esfregando o rosto em meu peito e eu não pude evitar o início de uma ereção.
Sorri com o minha reação inapropriada, sabendo que grande parte do seu cansaço era culpa minha, já que eu não era capaz de ficar uma noite sequer sem tocar nela.
Fazer amor com ela era, sem dúvida, o momento mais esperado do meu dia e eu não desperdiçava uma noite sequer.
_ Você anda se alimentando direito?_ Perguntei, enquanto acariciava seus cabelos e ela assentiu de leve, fazendo um biquinho adorável e me fazendo sorrir feito um idiota._ É... Então eu acho que a culpa do seu cansaço é inteiramente minha._ Falei com a voz baixa, não me sentindo verdadeiramente culpado e ela ergueu o rosto para me olhar.
_ Eu não estou reclamando._ Ela pontuou, erguendo o dedo indicador em minha direção e eu gargalhei, apertando-a contra meu corpo.
_ Deus, eu criei um monstro!_ Falei, brincando, me referindo a sua libido insaciável e ela ficou vermelha, rindo também.
Bella mudara muito desde o nosso casamento. Apesar de ainda ser a mesma menina tímida e quieta perto de outras pessoas, quando estávamos a sós, ela se entregava inteiramente ao prazer que eu lhe proporcionava, sem nenhuma reserva, me levando a loucura com seu corpo perfeito, sua pele macia e cheirosa e seus gemidos e suspiros.
Um dos meus maiores receios em me envolver com alguém era tornar-me dependente dessa pessoa e sofrer caso eu ficasse sem ela por algum motivo, como acontecera com Elizabeth.
Mas, pelo andar da carruagem, eu temia já estar irremediavelmente dependente de Bella, tanto, que eu não imaginava mais minha vida sem ela ao meu lado.
No entanto, por mais incrível que pudesse parecer, eu não me importava.
Pelo menos, não no momento.
Bella estava ao meu lado e se dependesse de mim, não sairia jamais.
Eu não me permitiria passar pela mesma tortura de anos atrás, perdendo a mulher que eu escolhera para estar ao meu lado.
Lutaria contra tudo para mantê-la sempre ao meu lado.
_ Pois é... A culpa é sua se eu não consigo me manter longe de você e nem conter o seu desejo desenfreado. _ Ela respondeu e eu não pude fazer nada, ao não ser sorrir._ Sua mãe vai gostar menos ainda de mim se descobrir o que se passa nesse quarto todos os dias._ Ela resmungou e eu fiz uma careta.
Odiava quando Bella fazia menção a essas malditas regras.
_ Somos casados. Minha mãe não tem nada haver com isso, uma vez que você é minha esposa._ Ponderei e ela revirou os olhos.
_ Você sabe muito bem do que eu estou falando, Edward. Existem regras que deveriam ser seguidas e nós dois desrespeitamos uma a uma. Sua mãe ficaria chocada se soubesse que nós dois dormimos nus e que eu dou a você livre acesso ao meu corpo.
_ Já disse que não me importo com regras. Você é minha e eu tenho o direito de tocá-la como eu quiser._ Falei exasperado e ela balançou a cabeça, dando um beijo leve em meus lábios.
_ Ok, capitão. Não vamos mais discutir esse assunto, pois não vai nos levar a lugar algum. Você é muito teimoso para que eu leve qualquer discussão adiante. Vou me levantar, pois tenho aula daqui a pouco.
_ Aula?_ Perguntei confuso, vendo-a se levantar e vestir o robe, e ela me olhou sorrindo.
_ Sim. Sophie está me ensinando a ler, por que o pai dela desistiu dessa missão._ Bella falou, fazendo uma careta e eu sorri, culpado.
_ Desculpe, Bella. Tenho estado muito ocupado com assuntos militares, mas logo estarei livre e voltarei a ajudá-la.
_ Tudo bem. Eu ganhei outra professora, muito melhor que o antigo._ Ela respondeu, me provocando e eu apenas sorri, vendo-a afastar-se para o banheiro com um vestido nas mãos.
Meus dias ao seu lado eram sempre assim, repletos de sorrisos, alegrias e felicidade.
Pulei da cama e a segui.
Com sorte, eu conseguiria convencê-la a fazer amor comigo antes de descer para o café e sua aula.
Essa mesma sorte me faria o homem mais feliz do mundo com apenas um beijo, porque ao meu lado, estava a mulher mais perfeita do planeta.
*****
18:00
Olhei para o relógio e fiz uma careta.
Mais um dia perdido assinando documentos, dando ordens e recebendo telegramas.
Assinei o último papel que estava depositado sobre minha mesa e suspirei aliviado.
Pronto.
Agora, eu podia ir para casa em paz e ficar ao lado de minha esposa e da minha filha.
Odiava esses trabalhos burocráticos, mas eram melhores do que ter que ir para uma base militar e se submeter a treinamentos torturantes.
E eu não iria para lugar nenhum, onde minha esposa e minha filha não estivessem.
Desde que assumira o posto de capitão, eu tinha que lidar com inúmeros documentos e odiava cada um deles, embora, atualmente desgostasse menos, pois eles me mantinham perto de Bella e Sophie.
Fechei meu pequeno gabinete e me dirigi para fora da base militar, em direção às ruas geladas de Washington.
Estávamos em novembro e o frio estava chegando com força total.
Fechei mais o casaco grande que eu vestia e me dirigi até a confeitaria, disposto a comprar alguns doces que eu sabia que Bella gostava.
Ela parecia uma criança quando eu levava doces pra ela e eu adorava contemplar seu sorriso de contentamento e felicidade enquanto degustava todas as guloseimas, uma a uma.
Desde que viemos para os Estados Unidos, ela ganhara alguns quilos, o que aumentara ainda mais suas curvas deliciosas.
Sua pele estava sedosa e corada, seus cabelos brilhantes e seus olhos não ostentavam mais aquela tristeza opressora.
Bella estava mais linda a cada dia e eu me sentia responsável, em parte, por seu bem estar.
Faria qualquer coisa para vê-la sorrir.
Até mesmo entrar em um estabelecimento repleto de fofoqueiras.
Notei que todas as mulheres me encararam, assim que eu entrei na confeitaria, o que me deixou um pouco desconfortável.
Eu já devia ter me acostumado com toda a atenção dedicada a mim, mas o fato era que eu não me acostumaria nunca.
Comprei tudo o que eu sabia que Bella adoraria e saí rapidamente.
Queria chegar logo em casa e ser recebido por Bella e Sophie.
_ Capitão Cullen?_ Ouvi uma estranha voz feminina e me virei, para ver quem era a dona da voz desconhecida.
Uma senhora muito elegante, dos olhos claros e cabelos acobreados me olhava sorrindo, o que eu achei muito estranho, pois nunca a tinha visto em toda minha vida.
_ A senhora falou comigo?_ Perguntei confuso e ela sorriu, aproximando-se.
_ Sim. Estava curiosa para conhecê-lo pessoalmente. O senhor é muito famoso na região._ Ela falou com a voz suave, e algo em sua forma de ser me deixou pouco a vontade.
_ Não me considero famoso. Sou apenas um simples capitão. Mas... Enfim. Quem estou tendo o prazer de conhecer?_ Falei, tentando soar simpático e ela sorriu, estendendo-me a mão.
_ O senhor não tem nada de simples, capitão. Pode acreditar. Eu me chamo Renée. Acabo de chegar da Europa e ouvi falar muito bem do senhor. Segundo rumores, foi um dos maiores responsáveis pela vitória da Entente.
Apertei sua mão fria e respirei fundo.
Algo nessa mulher me causava um mal estar.
_ Somos uma equipe, Senhora Renée. Eu e todos os sargentos, capitães e soldados fomos responsáveis pela vitória.
_ Claro, claro... Bem, eu estava na festa onde sua esposa foi apresentada para a sociedade Americana e tenho que dizer que lamento o fato de o senhor ser casado, pois adoraria poder apresentá-lo a uma de minhas filhas, que são moças incríveis, educadas pelos melhores professores da Europa.
Senti um ódio imenso por suas palavras, pois eu não queria nenhuma outra mulher.
Odiava quando qualquer pessoa fazia menção a isso, pois apesar de não ter sido educada em nenhum colégio europeu, Bella era perfeita pra mim.
_ Pois eu não lamento o fato de ser casado. Sou muito feliz ao lado da minha esposa. Isabella é uma mulher incrível. A melhor que eu poderia ter escolhido._ Falei com a voz firme e Renée fechou a cara.
_ Pois nem eu e nem ninguém desta cidade a considera ideal para o senhor. Todos puderam comprovar sua falta de classe e de uma educação primorosa. O senhor merece uma mulher muito melhor do que esta, que veio dos confins do mundo._ Ela falou com a voz cheia de veneno e eu segurei seu braço com força.
_ Não ouse falar nada sobre minha esposa. Eu não permito. Bella é perfeita para mim e ninguém, jamais me convencerá do contrário. A senhora não a conhece e não tem direito nenhum de dizer essas coisas. Jamais fale dela outra vez, caso contrário, sofrerá as consequências. Posso me esquecer que sou um cavalheiro e tenho certeza que a senhora não gostaria de me ver no papel de capitão. Passar bem._ Dito isso, soltei seu braço bruscamente e saí andando a passos largos pela rua, tentando esquecer essa mulher estranha que cruzou meu caminho.
Não deixaria que ninguém ofendesse e destratasse minha Bella.
Eu tinha razão em não gostar dessa mulher, afinal.
Algo nela me fazia acreditar que se eu permitisse, ela me traria muitos problemas e faria minha menina sofrer.
O jeito como ela menosprezou Bella e falou de suas filhas me causara calafrios.
Eu não queria outra mulher.
Bella era a única que me fazia feliz e apenas ela estaria ao meu lado até o fim dos meus dias na terra.
*****
Pov. Bella
_ E essa aqui, você já usou?_ Ouvi a pergunta de Alice e me virei em sua direção, encontrando-a com uma das minhas camisolas nas mãos.
Corei, envergonhada e baixei o olhar.
Já fazia horas que ela estava no meu quarto, me ajudando a separar algumas roupas, pois segundo ela, algumas das peças que compunham meu armário não eram dignas de uma Cullen.
Eu faria qualquer coisa para ser uma verdadeira dama e merecer o posto de esposa do Edward.
Por isso, aceitei a ajuda de Alice, embora tenha pedido a ela que não mexesse naquela gaveta, pois lá estavam minhas roupas íntimas. Mas, como sempre, Alice não atendia a pedido algum.
Às vezes, eu entendia porque Esme e Carlisle a traziam em rédea curta.
Ou isso, ou eles teriam sérios problemas com sua personalidade forte e sua desobediência frequente.
_ Alice..._ Falei, fechando os olhos com força e ela riu, vindo sentar-se ao meu lado na cama, com a camisola ainda em suas mãos.
_ Não sei qual o problema de eu ver suas camisolas. Eu não sou tão boba assim e vou me casar em breve.
_ Eu sei muito bem que você não é boba, mas eu não gosto que mexa nessas coisas. É íntimo demais.
_ Ah, Bella... Não tem nada demais. Eu amo camisolas, mas até agora, minha mãe e eu não compramos nenhuma para o meu enxoval. Ela diz que isso é pra quando eu estiver perto de me casar. Mas, sabe? Eu quero comprá-las logo... Quero saber se estarei atraente para meu marido.
_ Quando será seu casamento?_ Perguntei, tirando a camisola de suas mãos e devolvendo-a na gaveta.
_ No ano que vem. Minha mãe quer esperar eu completar dezoito anos._ Ela falou, enquanto balançava as pernas, parecendo ser apenas uma menininha, da idade de Sophie._ Me diga Bella: É bom ser casada?_ Alice perguntou e eu me sentei novamente ao seu lado e soltei um suspiro.
_ Para mim é o paraíso, Alice. Tive uma vida muito difícil e seu irmão me faz muito feliz. Edward é muito carinhoso, atencioso e amoroso. Eu não tenho do que reclamar._ Falei, com um sorriso bobo nos lábios e Alice sorriu, sonhadora.
_ Meu irmão é lindo. Ele sempre soube como tratar uma mulher. Edward amava muito Elizabeth e a tratava como uma rainha. Mas, a forma como ele lidava com ela, não chega nem aos pés da forma como ele lhe trata. Está na cara que você é muito mais especial para Edward... Muito mais do que qualquer mulher chegou a ser. Meu irmão lhe ama muito, Bella._ Alice falou as últimas palavras segurando minhas mãos e eu não consegui desviar os olhos de seu olhar intenso.
_ Edward não me ama, Alice. Seu irmão foi muito ferido pela primeira esposa e tem medo de sofrer de novo. Ele mesmo me disse que não é capaz de amar._ Falei com a voz triste e ela balançou a cabeça, discordando de minha afirmação.
_ É claro que ele te ama. É notável na forma como ele lhe olha, lhe toca, lhe protege... Bella, acredite: Edward é completamente apaixonado por você. Mas, às vezes, ele é tão cabeçudo que não se dá conta. Você não tem ideia das mudanças que aconteceram em meu irmão desde que você entrou na vida dele. Edward era solitário, triste e amargurado. Desde que Elizabeth morreu, ninguém mais o viu sorrir. Ele se empenhou em tornar-se um bom soldado e não dava espaço para ninguém aproximar-se. Agora, ele está sempre alegre e sorrindo. Seus olhos brilham e ele, finalmente, conseguiu aceitar a filha. Ninguém muda assim por nada, cunhadinha. Edward te ama, e eu tenho absoluta certeza desse fato._ Ela falou convicta e eu respirei fundo, tentando conter as batidas desenfreadas do meu coração.
Deus, será que eu poderia acreditar nas palavras de Alice?
Será que Edward me amava?
Eu tinha tanto medo de me iludir e depois sofrer, quando descobrisse que ele nunca poderia me amar.
Edward era feliz ao meu lado, e isso era um fato que eu não podia negar.
Quando eu o conheci, ele realmente era um homem muito triste. Mas, aos poucos foi se transformando e hoje ele era um homem encantador.
Eu jamais havia amado ninguém, mas podia afirmar que estava apaixonada por Edward, pois nunca, outra pessoa, havia sido tão importante para mim.
E não era apenas gratidão.
Era muito mais que isso.
Todas as vezes que eu o via, sentia meu coração bater desesperado no peito e uma felicidade inestimável tomava conta de mim. Meu corpo respondia à sua presença de forma intensa e eu não era capaz de conter o desejo que nascia em mim sempre que ele me tocava. Quando Edward se afastava de mim por muito tempo, eu sentia uma saudade opressora e a ideia de perdê-lo um dia, me causava uma dor insuportável. Até mesmo Sophie era amada por mim, por simplesmente ser um pedacinho dele. Era impossível não venerar qualquer coisa que pertencesse ao meu capitão.
E, se tudo isso não fosse amor, nada mais seria.
_ E você também é completamente apaixonada por ele. Qualquer um vê isso._ Alice falou e eu sorri, sentindo meu rosto esquentar de vergonha.
_ É... Acho que eu amo seu irmão. Mas, tenho medo de confessar isso a ele. Não quero que Edward se afaste. Ele é importante demais para eu correr o risco de perdê-lo.
_ Tenha paciência, Bella. Meu irmão precisa de cuidados e você é a pessoa ideal para dedicar-lhe todo carinho, amor e atenção que ele precisa. Em breve, poderá dizer quanto o ama. Eu lhe garanto.
Respirei fundo e sorri agradecida para Alice.
Era muito bom poder conversar com ela.
_ Bella, posso lhe perguntar uma coisa?_ Alice falou depois de uns minutos de silêncio e eu a olhei, receosa.
Se ela precisava pedir permissão para me perguntar alguma coisa, era porque a tal pergunta era, no mínimo, perturbadora.
Engoli em seco e assenti de leve, esperando ansiosa pela tal pergunta.
_ O que, de fato, acontece à noite entre um casal?_ Ela perguntou e eu senti meu rosto ferver.
_ Alice! Eu não... Não posso falar dessas coisas com você._ Respondi, me levantando da cama e indo em direção à janela.
_ Por quê? Porque ninguém fala comigo sobre isso?
_ Quando você casar, seu marido vai tirar-lhe todas as dúvidas. Não cabe a mim fazer isso.
_ Bella, façamos o seguinte: eu faço perguntas curtas e você responde com um sim ou não. Certo?_ Eu neguei com a cabeça e ela pulou da cama, vindo em minha direção e me segurando pelos ombros._ Por favor... São só algumas perguntas. Ajude-me a matar um pouco da minha curiosidade.
Eu respirei fundo e a olhei outra vez.
Alice lembrava um cãozinho abandonado e por fim eu assenti, me rendendo ao seu pedido.
Ela sorriu feliz e me fez sentar-me na poltrona em frente a grande janela do quarto de Edward, sentando-se na outra, de frente pra mim.
_ Certo. Basta que me diga sim ou não. Vamos lá, a primeira é... Hum..._ Ela colocou a mão no queixo pensativa, e eu revirei os olhos, me sentindo a cada minuto mais nervosa._ A primeira vez dói muito?
Essa pergunta era relativamente simples.
Suspirei aliviada e apenas assenti com a cabeça.
_ Muito?_ Ela perguntou, arregalando os olhos e eu sorri.
_ Não._ Respondi simplesmente e ela pareceu mais aliviada.
_ Certo. Dói, mas não muito. Ok. Vamos para a próxima... Meu irmão já a viu nua?
Deus!
Que espécies de perguntas eram essas?
Fuzilei Alice com o olhar e, sentindo meu rosto queimar ao ponto de derreter, fiz que sim com um gesto de cabeça.
Ela arregalou os olhos e se aproximou mais de mim, como se quisesse me contar um segredo.
_ Sério?_ Ela perguntou incrédula e eu assenti mais uma vez._ Mas, isso vai contra as regras... E é pecado!_ Ela exclamou horrorizada e eu bufei.
_ Diga isso ao seu irmão. Edward não gosta de seguir regras.
_ Você já o viu nu?_ Alice soltou de repente e eu me empertiguei na poltrona.
_ Alice!_ Exclamei e ela riu.
_ Sim ou não, Bella.
Respirei fundo e a encarei com um sorriso malicioso. Se Alice queria a verdade, ela teria a verdade.
_ Sim. Eu já vi seu irmão nu. Aliás, eu o vejo assim todos os dias, pois fazemos amor todas as noites e dormimos nus, pele contra pele.
Alice me encarou boquiaberta e engasgou com alguma coisa, tossindo e tentando respirar, me fazendo gargalhar de sua expressão assustada.
_ Jesus, Maria e José! Vocês são loucos!_ Ela exclamou e eu ri mais ainda, me esquecendo de sentir-me constrangida pelas coisas que estava revelando a ela.
_ Alice, eu não devia estar conversando sobre isso com você. É íntimo demais. Quando se casar, você e seu marido vão desenvolver uma proximidade e intimidade próprias de vocês. O que acontece dentro de um quarto não tem nada haver com ninguém e, eu aprendi com o seu irmão, que não devemos estar presos a regras, pois é o momento em que nos libertamos e nos completamos nos braços um do outro.
Ela respirou fundo e se recostou na poltrona, fechando os olhos.
Temi tê-la deixado muito chocada, mas, conhecendo Alice, eu sabia que era impossível.
Ela não se deixava impressionar facilmente.
_ Fazer amor é bom?_ Ouvi sua voz baixa e sorri, me recostando na poltrona e fechando os olhos, me lembrando de todos os momentos lindos que eu vivera com Edward na cabana, no navio e naquele quarto.
Sim, definitivamente, fazer amor era muito bom.
_ Sim... Muito bom._ Falei baixinho e suspirei.
Quando abri os olhos, Alice me encarava com curiosidade.
_ Você é a primeira mulher que me fez acreditar que eu poderei ser feliz no casamento._ Ela falou baixinho e eu a olhei com carinho.
_ Você será muito feliz, Alice. Eu tenho certeza. Irá se casar com o homem que ama e terá o apoio de todos a sua volta para fazer sua relação dar certo. Basta agir com sabedoria e tudo dará certo. Mesmo eu que jamais acreditei que alguém fosse me querer, hoje sou feliz ao lado do seu irmão. Depois disto, acredito que tudo é possível.
_ Você já sofreu muito, não é?_ Ela perguntou e eu sorri tristemente.
_ Sim. Mas, hoje esse sofrimento está distante. Seu irmão me resgatou da fome, da miséria, da tristeza e da solidão, me dando um lar, proteção e uma família. Hoje eu sou feliz e não quero mais me lembrar de tudo o que já passou. O que importa, é estar ao lado dele pra sempre.
_ É tão lindo ouvir isso, Bella. Saber que você quer ficar ao lado do meu irmão, fazendo-o feliz é muito bom. Edward não estará mais sozinho. Mesmo que alguém de nós lhe falte, ele terá você.
_ Se depender de mim, ele me terá para sempre._ Falei sorrindo e Alice se levantou da poltrona, vindo até mim e me abraçando.
_ Obrigada por fazer meu irmão tão feliz. Obrigada por trazê-lo novamente à vida._ Ela falou emocionada e eu senti as lágrimas tomando conta dos meus olhos.
Nesse pouco tempo eu aprendera a gostar tanto de Alice, que a considerava como a irmã e amiga que eu nunca tivera.
_ Eu é que tenho que agradecê-lo por ter me aceitado, mesmo eu não tendo estudo, berço e classe. Seu irmão me faz imensamente feliz e sua amizade também, Alice. Obrigada por ser tão legal comigo.
_ De nada, Bella. Você é a única amiga que eu já tive. Minha vida sempre foi muito solitária e sua chegada me trouxe uma perspectiva do que é dividir algo com alguém da minha idade. Sem contar que, ter alguém fazendo bem ao meu irmão é muito bom.
Eu sorri para ela e limpei minhas lágrimas.
_ Bem, vamos descer. Sophie deve estar se perguntando o porquê do nosso sumiço._ Falei, levantando-me e Alice me seguiu.
_ Vamos. Rosalie deve estar na sala com Claire e nós poderemos segurá-la um pouco._ Alice respondeu, correndo para a porta e foi minha vez de segui-la.
Eu adorava ficar com Sophie e minha pequena já devia estar sentindo minha falta.
E se Claire estivesse mesmo na sala, meu contentamento seria completo, pois eu adorava ter o pequeno bebê de Rosalie no colo, imaginando que ela era minha.
Minha e de Edward.
Enquanto caminhava para a sala, pousei a mão suavemente no meu ventre liso, me perguntando quando seria minha vez de carregar um bebê e aninhá-lo em meus braços.
Esperava que não demorasse muito, pois eu adoraria carregar um bebê de Edward no ventre, fruto do amor lindo que eu sentia por ele.
Imaginei uma criança branquinha, de cabelos acobreados e lindos olhos verdes e me derreti.
“Deus, realize esse sonho e me torne mãe, por favor.”_ Pensei fervorosamente e quando cheguei na sala, Claire e Sophie sorriram pra mim, tornando meu dia ainda mais bonito.
*****
Pov. Edward
Cheguei em casa ainda perturbado pelas palavras daquela mulher desconhecida.
Renée.
Por que será que eu não me sentia bem perto dela?
Suspirei e entrei na sala, tentando me esconder do vento gelado.
Pendurei meu casaco e olhei em volta, em busca de Bella e Sophie.
Minha filha brincava com uma boneca aos pés de Bella, que segurava a pequena Claire nos braços e a olhava com ternura, enquanto murmurava uma canção de ninar qualquer e parecia muito feliz em segurar a pequenina em seu colo.
Desde que Sophie chegara em nossas vidas, eu passara a pensar em Bella como mãe, mas nunca tinha imaginado-a com um bebê nos braços.
Ela era minha esposa e nossa vida íntima ia muito bem e, portanto, logo minha Bella poderia engravidar.
Eu não sabia dizer se isso me traria alegria, pois Elizabeth tivera uma complicação no parto e morrera e eu não queria que o mesmo acontecesse a Bella. Se minha menina morresse, eu, certamente morreria também.
Respirei fundo, tentando afastar esses pensamentos perturbadores e Bella, percebendo minha presença, me encarou com os olhos brilhantes e com um sorriso imenso.
_ Diga oi para o titio, Claire._ Ela falou com a voz suave, inclinando o bebê em minha direção e eu não pude fazer nada ao não ser sorrir feito um idiota.
_ Papai!_ Sophie gritou e correu em minha direção, se jogando em meu colo.
_ Olá, pequena_ Falei beijando seus cabelos e depositando-a novamente no chão.
Fui até Bella e lhe dei um beijo suave nos lábios, me dando conta do quanto eu sentira falta dela durante as horas que passei longe de casa.
_ Olha o que trouxe pra você..._ Falei para Bella, entregando-lhe o pacote da confeitaria e seus olhos brilharam.
_ Doces?_ Ela perguntou e eu assenti.
_ Obrigada, Edward. Eu adoro doces._ Ela falou, enquanto entregava Claire para Rosalie que nos observava em silêncio.
Bella abriu o pacote e tirou de lá um cookie, e comendo-o imediatamente.
Sorri satisfeito ao perceber o prazer com que ela fazia isso.
_ Eu também quero, mamãe._ Sophie falou e Bella lhe entregou o pacote.
Minha mãe apareceu de repente e sorriu ao me ver.
Eu retribuí o sorriso, mas quando ela olhou para Bella e Sophie, fechou a expressão.
_ Não deviam comer nada agora. O jantar logo será servido._ Ela falou, reprendendo Bella e Sophie que ainda mastigavam os doces e minha esposa abaixou o rosto, envergonhada.
_ Fui eu quem trouxe os doces, mamãe. Repreenda a mim._ Falei seco e minha mãe suspirou.
_ Está acostumando muito mal sua esposa, Edward. Ela engordou desde que chegou aqui e se continuar nesse ritmo, daqui uns dias não passará por essa porta. Uma dama deve saber o que e quando comer.
_ Pare com essa história de dama, mamãe. Eu gosto de Bella como ela é. Simples e sem frescuras. Se ela quiser comer doces, o problema e dela e não seu. Chega de tanta implicância. Quero e exijo respeito com a mulher que eu escolhi para estar ao meu lado e que salvou minha vida._ Falei seco e todos olharam para mim, assustados.
Eles sabiam que eu não tinha o costume de erguer a voz com minha mãe.
_ Por que diz que ela salvou sua vida?_ Minha mãe perguntou com a voz baixa, olhando de mim para Bella, que ainda mantinha a cabeça baixa.
Aproximei-me de minha menina e a abracei pela cintura, trazendo-a para perto do meu corpo, como se pudesse protegê-la de todo e qualquer mal.
Eu sabia que o que eu diria a seguir mudaria muita coisa e me perguntei o porquê de nunca ter contado isso antes.
Eu poderia ter evitado muitos problemas com o que eu estava prestes a contar.
_ Durante a guerra, eu fui acometido pela praga que matou milhares de soldados. Fiquei mal durante dias e cheguei várias vezes perto da morte. Neste período, Bella não saiu do meu lado. Ela passou dia e noite cuidando de mim e lutando para que a morte não me levasse. Eu delirava de febre, mas durante meus curtos períodos de consciência, eu sentia sua presença, seu carinho, seus cuidados e sua devoção. Eu pensei que iria morrer e até desejei isso, pois o mal estar que sentia era terrível. Mas, saber que ela estava ali, lutando por mim, me deu forças para lutar também. Essa mesma mulher que você critica e humilha por ser pobre e não ter estudo foi a mesma mulher que livrou seu filho da morte, mamãe. Bella não só me devolveu a alegria de viver, como também não permitiu que eu morresse. Por isso, eu exijo que a senhora a respeite. Se não por ela, a respeite pelo amor que diz sentir por mim. Por favor._ Pedi, sentindo uma emoção tomar conta de mim, e apertei Bella em meus braços, pois sentia seus soluços baixos e suas lágrimas silenciosas.
Todos que estavam na sala, assistiam a cena, calados.
Alice nos olhava com ternura. Rosalie mantinha o rosto próximo ao bebê e também chorava, enquanto Emmett a segurava pela cintura e me encarava, incrédulo.
Meu pai aproximou-se de Esme e colocou as mãos sobre seus ombros.
_ Está na hora de você aceitar que Bella faz parte da vida do nosso filho, Esme. Chega de tantas críticas e agressões. Se quiser que Bella seja uma dama, ajude-a a tornar-se uma. Vamos viver em paz, amor. Vamos cultivar a harmonia que nossa família tanto precisa.
Eu olhei mais uma vez para minha mãe e notei que ela chorava.
A mulher fria e calculista estava dando lugar à Esme de sempre, doce e bondosa.
_ Bem, eu... Com licença._ Ela falou e saiu andando apressadamente, rumo as escada, obrigando meu pai a segui-la.
Bella enterrou o rosto em meu peito e em pouco tempo estava soluçando, em um choro sofrido.
_ Calma, princesa. Está tudo bem._ Falei baixinho e ela me encarou com os olhos vermelhos e inchados.
_ Sua mãe nunca vai gostar de mim._ Ela falou com a voz triste e eu beijei sua testa.
Tinha certeza que depois dessa revelação, minha mãe mudaria de opinião.
Mas, teríamos que esperar para ter certeza e eu não queria dar falsas esperanças a ela.
_ Você foi muito corajosa, Bella. E valente. Tenho certeza que Esme saberá reconhecer o bem que fez ao filho dela e logo te aceitara como nora._ Rosalie falou, e eu a olhei, agradecido.
Alice se aproximou e pousou a mão no ombro de Bella, me olhando com carinho.
_ Lembre-se do que conversamos esta tarde, Bella. Tudo se resolverá no final._ Minha irmã falou e se afastou, me deixando extremamente curioso.
Sobre o que elas conversaram, afinal?
Minha irmã era um pouco destrambelhada e eu não sabia se ter segredos com ela era algo adequado.
Por fim, dei de ombros e levei Bella até o banheiro, para que ela lavasse o rosto e as mãos para o jantar.
Fomos para a mesa e minha mãe não desceu para nos fazer companhia, preferindo fazer a refeição no quarto.
Notei que Bella ficou constrangida com o fato, certamente pensando que a culpa era dela.
Pousei minha mão sobre a sua e sorri, tranquilizando-a.
Minha pequena não tinha culpa de nada e eu não queria que ela se sentisse mal pela crise de consciência da minha mãe.
Terminamos de jantar e eu me ofereci para colocar Sophie para dormir, dando a Bella um tempo para recuperar-se dos últimos acontecimentos.
Despedi-me de todos e fui para o segundo andar, seguindo minhas meninas.
Bella foi para nosso quarto e eu segui Sophie para o seu.
Pedi que minha filha colocasse o pijama e escovasse os dentes, enquanto eu arrumava sua cama.
Logo ela veio e se deitou entre os cobertores, me encarando em expectativa de ouvir uma história.
_ Qual vai ser hoje?_ Perguntei, ajeitando-a na cama.
_ Cinderela. É a que eu mais gosto, porque me faz lembrar a mamãe.
Eu sorri e peguei o livro, indo me sentar à beirada de sua cama.
_ Porque esta história lhe faz lembrar-se da mamãe?
_ Por que a Cinderela era uma moça pobre, que tinha uma madrasta e irmãs más, como ela e depois, veio o príncipe, como você, e resolveu tudo, dando muito amor e carinho para a cinderela, igualzinho ao que você dá pra mamãe._ Sophie explicou em sua lógica infantil e eu apenas sorri, abrindo o livro e começando a ler.
A comparação de minha pequena era perfeita, com uma única exceção: eu não dava amor para Bella, porque esse eu não conseguia dar a ninguém. Eu gostava muito dela, sentia um carinho imenso e não gostava de imaginá-la ferida ou longe de mim. Mas, eu não a amava. Amor era muito complicado e minha vida com Bella estava perfeita demais para se perder em meio a tolices sentimentais.
Nem terminei de ler a primeira página e Sophie já dormia profundamente.
Fechei o livro, beijei seu rosto e fui para o quarto, ao encontro da minha menina.
Entrei lentamente, não querendo assustá-la, mas encontrei o quarto vazio.
Fui para o banheiro e lá estava ela, linda, tranquila e completamente nua, mergulhada na água perfumada da banheira.
Bella estava com os olhos fechados e parecia muito a vontade ali.
Não pensei duas vezes.
Tirei minha roupa e me juntei a ela.
Bella abriu os olhos de repente e ficou muito vermelha ao me ver nu, entrando na banheira junto com ela.
_ Eu já terminei..._ Ela falou, levantando-se, mas eu a puxei novamente, fazendo com que caísse sentada em meu colo.
_ Nem pensar em sair daqui, mocinha. Quero sua companhia para o banho._ Falei, enterrando meu rosto em seu cabelo molhado e não pude deixar de notar os arrepios que tomavam conta de sua pele.
_ Edward, por Deus! O banheiro não é lugar para isso!_ Ela exclamou indignada e eu ri.
_ Isso o que? Eu só quero tomar banho._ Falei inocentemente e ela me olhou por um momento, revirando os olhos em seguida.
_ Claro!_ Ela respondeu cética e eu ri mais ainda do seu jeito adorável de duvidar de mim.
_ É verdade. Prometo._ Respondi, colocando-a sentada a minha frente e ensaboando lentamente suas costas.
Ela ficou em silêncio e eu segui com minhas mãos por seu corpo, não esquecendo-me de nenhum pedaço sequer.
_ Humm... Adoro suas massagens._ Ela falou com a voz rouca e eu beijei sua orelha, fazendo-a arrepiar-se ainda mais.
_ Eu adoro massageá-la. Mas, acho que mereço um pouco de atenção, hoje. Sabe? Tive um dia difícil.
Bella virou-se me encarando e sorrindo, um pouco envergonhada.
Deslizei para frente e ela foi para trás do meu corpo, iniciando o processo de ensaboar-me.
Apreciei o toque suave de suas mãos e me deixei levar pelo encanto do momento.
Como eu gostava de estar com ela!
Gemi baixinho ao sentir sua mão em meu baixo ventre e ela, na clara intenção de me matar, mordeu o lóbulo da minha orelha e beijou meu pescoço de leve.
_ Você se tornou uma grande provocadorazinha, Isabella Cullen._ Falei baixo e senti seu sorriso na pele das minhas costas.
_ Tive um bom professor.
Sorri com o seu elogio, sentindo meu rosto esquentar de vergonha pela primeira vez em anos.
_ Você é uma aluna muito aplicada. Foi um prazer ensiná-la.
Ficamos ali por mais alguns minutos, até que eu a trouxe novamente para meu colo e a beijei, como desejei durante toda a noite.
Acariciei-a até tê-la totalmente entregue. Eu beijava sua boca, seu pescoço, seus seios e depois, posicionei-a com uma perna de cada lado do meu corpo, penetrando-a lentamente.
Ouvi seu gemido abafado contra minha pele e a apertei ainda mais conta mim, gemendo em seu cabelo.
_ Ah, Edward..._ Ela suspirou, investindo contra meu corpo e eu gemi alto.
Em pouco tempo, chegamos ao clímax. Primeiro ela e depois eu.
Quando voltei a mim, notei que a água estava gelada e que minha pequena cochilava em meu ombro.
Nos levantei com cuidado, dirigindo-nos até o chuveiro a gás, onde desfrutávamos de água quente.
Quando a água caiu sobre nós, Bella pareceu despertar e se lavou sozinha.
Saí primeiro, me enxuguei e peguei uma toalha grande, tirando Bella do chuveiro e a enxugando com cuidado.
Dirigi minha pequena até o quarto, entregando-lhe uma camisola e um calção e ela vestiu tudo em silêncio, dirigindo-se para a cama e escalando o amontoado de cobertas e edredons, e enfiando-se debaixo deles.
Vesti uma calça de flanela e me aconcheguei na cama, trazendo seu corpo pequeno para junto do meu.
_ Porque está tão calada?
_ Estou cansada. Só isso._ Ela falou com a voz baixa e eu beijei seu rosto.
_ Sophie e eu começamos uma história nova, hoje. Ela me pediu para ler Cinderela, pois disse que a história lhe faz lembrar-se de você.
Eu não estava vendo-a, pois além de estar de costas para mim, o quarto estava escuro, mas eu tinha certeza que ela sorria.
_ Eu lhe contei um resumo de minha vida. Acho que ela ficou impressionada com as histórias da minha madrasta e das minhas meias-irmãs. Sophie é uma criança muito sensível e inteligente. Ela me disse que eu era como a cinderela, e eu apenas ri de sua lógica. Mas, sabe que ela tem razão? É claro que eu não devo ser bonita como a princesa dos contos de fadas, mas tudo bem. Minha história realmente se parece com a dela. Eu tenho até um príncipe._ Ela falou, apertando meus braços que estavam a sua volta e eu beijei seus cabelos.
_ Obrigada pelo príncipe... E você é tão ou mais bonita que as princesas dos contos de fada. Nunca duvide disso._ Disse, beijando seu rosto e ela virou-se para me encarar._ Sophie gosta muito de você. Jamais imaginei que ela fosse aceitá-la com tanta facilidade._ Comentei e Bella sorriu ternamente.
_ Eu a amo como minha filha, Edward e fico muito feliz que ela tenha me aceitado, marcando o começo de uma nova vida. Não gosto de pensar no meu passado. Contei minha história a Sophie apenas porque ela estava curiosa. Mas, não quero mais pensar nisso. Não quero deixar as pessoas a minha volta tristes com meu passado. O jeito agora é superar. Eu preciso ter meu próprio final feliz, como nos contos de fada.
_ Ok, minha princesa. Eu quero mesmo que você esqueça o passado. Farei de tudo para fazê-la feliz. Mas, não diga a palavra final. Nossa vida está apenas no começo._ Beijei sua testa e ela se aconchegou mais ao meu corpo, preparando-se para dormir.
Fiquei em silêncio, acariciando lentamente seus cabelos, até que, do nada, a imagem da mulher que eu conhecera hoje me veio à mente.
Renée.
Ela faria bem o papel de vilã.
Balancei a cabeça e sorri pelo meu pensamento idiota.
Acho que toda essa conversa de contos de fada e madrastas más não estava me fazendo bem.
O fato de eu não ter gostado da mulher, não significava que ela fosse uma má pessoa.
Respirei fundo e apertei Bella contra meu corpo.
_ Bella?_ Chamei baixinho para ver se dormia e ela se mexeu fracamente.
_ Como é o nome da sua madrasta?_ Perguntei suavemente, não entendendo qual o sentido da minha própria pergunta.
Por que isso agora?
Suspirei, esperando por sua resposta e ignorando minhas dúvidas.
_ O que? Minha madrasta? Não!_ Bella balbuciou e eu ri.
_ Ok. Tudo bem. Durma._ Falei, tentando me esquecer do assunto, embalando-a e ela aquietou-se novamente.
Mas, antes que eu pegasse no sono, eu a ouvi murmurar um nome, que paralisou todos os meus sentidos.
_ Renée...
E então, eu soube que nossa relativa paz estava com os dias contados.
A madrasta má estava mais perto do que eu imaginava e não tardaria a nos infernizar.


E então, pessoal... O que acharam?
Espero que tenham gostado.
Bem, as coisas vão começar a mudar nessa história.
Podem aguardar...
Alguém me perguntou sobre bebês...
E eu digo: Quem sabe em breve?
Agradeço a todos os comentários e espero estar atendendo a todas as expectativas de vocês, pois minha inspiração não anda das melhores ultimamente.
Fico muito feliz por minhas fic ser tão bem aceita por todos...
Quero muitos comentários e recomendações...
Vamos lá, povo...
Vamos alegrar a autora pra ela produzir mais capítulos...
Beijos!


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