THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 17


Boa leitura, pessoal...
The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Pov. Bella
Grávida.
Eu estava grávida.
E por mais que eu soubesse que não estava sonhando ou vivendo em uma realidade paralela, não conseguia acreditar que este fato era real.
Havia um bebê, meu e de Edward, crescendo dentro do meu ventre.
Pousei a mão sobre minha barriga plana e não pude conter as lágrimas.
Eu sabia que o tal médico e Edward me observavam, mas a emoção de receber essa notícia era muito grande.
Eu sempre quisera um bebê. Eu desejara um filho com todas as forças da minha alma e saber que esse sonho se tornaria realidade era maravilhoso.
Finalmente, eu teria alguém que me amaria de verdade, independentemente de minhas falhas e defeitos. Finalmente, eu teria alguém para chamar de meu e a quem eu poderia declarar todo meu amor e dedicação.
A voz do médico vinha de algum lugar, mas eu não conseguia fazer com que a compreensão chegasse até meu cérebro.
Nada importava no momento, porque eu estava grávida.
Eu teria um filho.
Passados alguns minutos, ou horas, porque eu definitivamente não estava em sintonia com o tempo, Edward me ajudou a levantar-me e seguiu ao meu lado até a rua.
Depois de alguns passos, ele segurou a minha mão, certamente notando meu estado catatônico e tentando evitar um acidente.
Era mesmo bom que ele me segurasse, pois dada a minha grande propensão a acidentes, eu terminaria caída no chão e com um sangramento em alguma parte do corpo.
E, a partir de hoje, nada de ruim poderia acontecer comigo, pois meu filho estava alojado no meu corpo e precisava ser protegido a todo custo.
Olhei para o céu nublado e tive vontade de gritar de alegria.
Meu Deus, eu seria mãe!
Olhei discretamente para Edward e notei que ele estava perdido nos próprios pensamentos, como se precisasse entender o que estava acontecendo.
Será que ele queria esse bebê?
Será que meu capitão ficara feliz com a notícia da minha gravidez?
Edward era um pai maravilhoso para Sophie e eu esperava que o mesmo amor que ele dedicava a nossa garotinha, fosse transmitido ao nosso filho.
Eu queria que ele amasse o bebê que fizemos juntos e que, nesse momento, estava guardado no meu ventre.
Eu ainda não estava certa sobre como esse bebê havia vindo parar na minha barriga, mas eu tinha a leve impressão que este fato estava relacionado com o que fazíamos todas as noites.
Edward teria que esclarecer esse ponto, pois eu não podia ignorar como meu filho chegou até mim.
Entretanto, se minhas suposições estivessem certas, o ato de fazer amor com ele tornara-se ainda mais especial, uma vez que me trouxera um bebê.
Respirei fundo e olhei para frente, deixando minha euforia esmorecer, para conseguir chegar até a mansão sem gritar e gargalhar feito uma louca pelas ruas de Washington.
As pessoas ali já não aprovavam e se eu desse uma de louca, a situação ficaria pior. Sem contar que até mesmo Edward poderia se afastar de mim, com medo das minhas loucuras.
Mas, no momento em que fixei meu olhar em um ponto a minha frente, estaquei assustada.
Eu não podia acreditar no que eu estava vendo, mas simplesmente não restavam dúvidas.
Eram eles.
Renée, Charlie, Lauren e Jéssica.
Minha madrasta, meu pai e minhas meias-irmãs.
Tentei respirar, mas o medo havia paralisado meus pulmões.
Eu precisava me lembrar de como ficar calma, pois agora, era importante pensar no meu bebê.
Mas, eu não conseguia.
Tudo que vinha a minha mente eram os momentos horríveis que eu passei ao lado daquelas pessoas e o fato de que eles não tiveram escrúpulos de me abandonarem em meio a uma guerra.
Se não fosse por meu capitão, hoje eu não teria uma casa, uma família e um filho.
Se não fosse por ele, eu teria sido estuprada por um soldado inescrupuloso e largada a minha própria sorte.
Se fosse por aqueles que um dia eu considerei minha família, eu estaria morta ou nem teria nascido.
E nesse momento, olhando para todos parados a minha frente, eu me dava conta de quanto ódio e ressentimento eu guardava em meu coração.
Eles nunca se importaram comigo e agora que nos encontramos de novo, eu tinha certeza que eles não me deixariam em paz. Meu tormento teria início outra vez.
Senti os braços firmes de Edward a minha volta e tentei voltar a respirar normalmente.
_ Tudo bem, Bella?_ Meu capitão perguntou suavemente e eu neguei com um gesto de cabeça.
Nunca estaria bem, pois minha madrasta havia me encontrado.
_ Eles me encontraram._ Eu sussurrei amedrontada e ele apertou ainda mais seus braços ao meu redor.
_ Ninguém vai lhe fazer mal. Tenha certeza. Agora, vamos para casa, pois você precisa descansar._ Ele falou, me conduzindo pela rua e desviando nosso caminho das pessoas que nos encaravam como se fôssemos fantasmas.
Caminhamos em silêncio até a mansão e eu não conseguia deixar de tremer.
Não era frio, e disso eu tenho certeza, embora a temperatura tivesse caído bastante.
Eu estava devidamente agasalhada e protegida pelos braços de Edward. O tremor que tomava meu corpo era de medo.
Medo do que estava por vir. Medo do que eu sabia que viria.
Chegamos em casa e Edward me levou diretamente para o quarto.
Não vi ninguém pelo caminho, o que agradeci.
Ainda não estava pronta para dividir minha novidade com alguém.
Meu bebê precisava ser só meu por alguns instantes, para eu acreditar que aquele presente era real e que ninguém, nem mesmo Renée, poderia tirá-lo de mim.
Tirei o casaco e os sapatos, assim que cheguei ao quarto e me deitei na cama, afundando minha cabeça nos travesseiros macios e observando Edward andar para lá e para cá.
Ele estava nervoso e isso era notável. Eu só não sabia se seu estado era causado pela notícia da gravidez ou pelo nosso encontro com minha família.
Eu ainda não conseguia acreditar que tendo um mundo tão grande para ser explorado, meu pai e sua família vieram parar justo em Washington.
Respirei fundo e fechei os olhos.
Por que minha vida precisava ser tão complicada?
_ Você está se sentindo bem?_ Edward perguntou suavemente, sentando-se a beirada da cama e me encarando preocupado.
Assenti de leve e ele acariciou meus cabelos.
_ Aquelas pessoas que encontramos na rua são as mesmas que te abandonaram na Alemanha?
_ Sim._ Falei em um sussurro e Edward suspirou, passando as mãos pelos cabelos.
_ Fique calma. Eles não vão se aproximar de você. Nem que para isso eu precise mobilizar todo o exército americano. Ninguém, enquanto eu viver, lhe fará algum mal._ Ele falou decidido e eu me joguei em seus braços, deixando que toda tensão e euforia da manhã tomasse conta de mim em forma de lágrimas.
_ Por favor, não deixe que minha madrasta se aproxime de mim. Eu não quero que nenhum mal aconteça ao nosso bebê._ Falei com a voz chorosa, me apertando em seus braços e ele beijou meu cabelo.
_ Fique calma. Você é minha esposa, agora. Eles não têm mais poder sobre você e não vão lhe fazer mal. Eu garanto.
Eu sabia que podia confiar em Edward, pois ele já me provou que poderia cuidar de mim de todas as formas possíveis.
Mas, o fato era que eu conhecia Renée e sabia que ela não me deixaria em paz, simplesmente porque ela me odiava e minha possível felicidade a incomodava.
Edward era rico e sua família muito poderosa.
Eu nunca havia me importado com sua fortuna, mas eu sabia que Renée tentaria tirar proveito disso, como ela já havia feito com vários candidatos a noivos de suas filhas.
Meu pai não possuía mais o dinheiro de antes e se mantinha em meio à alta sociedade devido à influência e tradição do seu nome.
Charlie recebia muitos favores dos nobres e, dessa forma, conseguia oferecer a sua família um nível de vida relativamente bom.
No entanto, dinheiro ele não possuía e Renée sempre dava um jeito de arrancá-lo de alguém disposto a ceder a sua lábia.
Suspirei pesadamente ao me lembrar das confusões que todos se metiam por sua causa e torci intimamente para que ela não tentasse fazer o mesmo coma família Cullen.
Eu não queria, de forma alguma, que eles fossem importunados por minha causa.
Senti um enjoo leve e me afastei de Edward, deitando novamente contra os travesseiros e fechando os olhos.
Ele ficou ao meu lado por um momento e depois se levantou, indo até o jarro de água e servindo-se de um copo, o qual me entregou em seguida.
_ Beba. Você está um pouco pálida. Eu preciso que fique tranquila, pois precisamos cuidar da sua saúde e da saúde do bebê.
Bebi a água lentamente e entreguei-lhe o copo vazio.
Ouvi-lo falando sobre nosso bebê, trouxe até mim a mesma emoção que senti ao saber de sua existência e inconscientemente levei a mão até meu ventre.
Olhei para Edward e notei que seus olhos estavam fixos em minha mão.
Ele não parecia feliz e eu precisava saber o que ele sentia com relação ao nosso bebê.
Por que se Edward não o quisesse, eu não saberia como agir.
Meu capitão era indispensável em minha vida, mas eu simplesmente não conseguiria prosseguir sem meu bebê.
No momento em que eu soubera de sua existência, ele tornara-se a pessoa mais importante do meu mundo.
_ Você quer nosso bebê, não é Edward?_ Perguntei suavemente e ele suspirou, encarando meu rosto.
Eu não saberia dizer o porquê, mas era medo que eu via estampado em sua face.
_ Eu... Eu... Sim, eu quero nosso bebê. Mas, eu..._ Ele respondeu, parecendo incerto, e eu senti meu coração comprimir-se no peito.
_ Mas?_ Incentivei e ele veio sentar-se novamente perto de mim e segurou minhas mãos.
_ Mas, eu tenho medo que, assim como Elizabeth, você morra no parto. Bella, desde que eu lhe conheci, minha vida tem sido melhor. Eu só um homem mais feliz desde que você cruzou meu caminho. Eu quis me casar com você para lhe proteger e mantê-la ao meu lado, mas existem motivos egoístas que me levaram a torná-la minha esposa e um deles é que eu, simplesmente, não posso viver sem você. Sem sua presença, sem seu cheiro, sem sua pele, sem sua personalidade, enfim, não existe uma forma de eu existir em um mundo no qual você não exista. Eu nunca planejei filhos com você. Eu não podia arriscar. Partos são complicados e as mulheres acabam morrendo. Você não pode morrer... Não pode... Entende?_ Ele falou desesperado e tudo que eu pude fazer foi continuar encarando-o.
Suas palavras entravam pelos meus ouvidos e bagunçavam todas as emoções no meu corpo.
Ele acabara de dizer que não podia viver sem mim e que tinha medo de me perder.
Edward admitira para mim e para ele próprio que eu era importante e essencial para sua felicidade.
Mas, o que isso significava de fato?
Eu poderia considerar suas palavras uma declaração de amor?
Será que meu capitão estava apaixonado por mim?
Será que eu poderia alimentar a esperança de ele me amar, sem que no fim eu saísse completamente machucada?
Deus!
Respirei fundo, tentando conter as batidas frenéticas do meu coração e libertei minhas mãos das suas, tocando levemente o seu rosto.
_ Eu não irei a lugar nenhum, Edward. Eu fui imune a uma praga poderosa em meio a um campo de batalha e serei perfeitamente capaz de trazer nosso filho ao mundo. Não quero que sinta medo, pois preciso de você ao meu lado. Agora mais do que nunca.
Ele suspirou e inclinou-se, beijando meu rosto.
_ Não posso evitar o medo que eu sinto. E sei que você e nem ninguém pode me dar garantias que você sairá viva do parto e até lá, o medo de perdê-la será meu companheiro dia e noite. Mas, eu vou apoiá-la. Esse bebê é nosso e será bem vindo._ Ele falou com a voz doce e eu sorri, me sentindo mais tranquila. Se ele queria nosso bebê, tudo daria certo ao final._ Eu preciso ir para a base, agora, pois tenho problemas para resolver. Mas, não quero que se preocupe com nada. Você estará absolutamente segura dentro dos portões da mansão. Peço que não saia sozinha, sem minha companhia e que descanse o máximo que conseguir.
Assenti de leve e ele levantou-se, vestindo novamente seu casaco.
_ Pedirei que Emma traga suas refeições no quarto, pois você precisa de repouso. Qualquer coisa errada comunique minha mãe e peça para que alguém me avise. Combinado?
_ Sim, senhor. Vá tranquilo. Eu ficarei bem._ Eu disse e ele sorriu de leve, beijando meus cabelos e se afastando.
Eu suspirei e deitei novamente, tentando esquecer tudo a minha volta e me entregar ao descanso.
Mas, todas às vezes que eu pegava no sono, a imagem de Renée e Charlie me vinha à mente e eu despertava assustada.
Desistindo de dormir sem Edward ao meu lado para que eu pudesse me sentir realmente segura, eu vesti meu sapato e desci ao andar debaixo, procurando a companhia de Rosalie ou Alice.
Procurei-as em vários cômodos, até ser informada que elas haviam ido ao mercado com Emma.
Então, eu resolvi tocar piano, já que minha pequena Sophie estava na escola e também não poderia me fazer companhia.
Entrei na elegante sala de música e corei ao lembrar o que eu e Edward fizemos ali na noite anterior.
Será que algum dia eu seria perdoada por transgredir tantas regras de conduta do casamento íntimo?
Eu esperava que sim, pois era muito difícil resistir a Edward.
Suspirei e sentei-me ao piano. Testei as teclas e logo estava tocando uma canção aleatória, que eu aprendera quando ainda era apenas uma garotinha.
Era incrível como minha memória e minha habilidade com as teclas não se perderam com o tempo.
Depois de algum tempo perdida na melodia combinada das notas musicais, ouvi um barulho e ergui a cabeça do piano, deparando-me com Esme me olhando com atenção.
Ela parecia surpresa e então eu encerrei a canção, afastando o banco do piano.
_ Você toca muito bem._ Esme falou, entrando na sala e fechando a porta e eu sorri, agradecida.
_ Obrigada.
_ Eu não sabia que você tocava piano. Aliás, eu não sei muitas coisas ao seu respeito. Não tenho ideia de como Edward a conheceu, de onde você veio e quem é sua família... E acho, que sendo sua sogra, eu merecia saber alguns detalhes._ Ela falou, sentando-se em uma poltrona disposta perto da janela e eu suspirei, virando-me no banco e ficando de frente para ela.
_ Eu também acho que você deve saber sobre minha vida, uma vez que eu me infiltrei no meio de sua família sem dar qualquer explicação. Eu só acho que, depois de conhecer minha história, a senhora me considere ainda menos adequada para ser esposa do seu filho._ Falei, optando por sincera e ela me olhou entre espantada e curiosa.
_ Acho que nada mais me surpreende, Bella. Eu não quero ofendê-la, mas nenhuma das mulheres escolhidas por meus filhos era adequada para eles. Então..._ Ela deu de ombros e eu apenas continuei encarando-a. Não ia travar um debate, defendendo meus argumentos para provar que eu era adequada para Edward, até porque, eu realmente não era._ Tudo o que eu quero é conhecê-la melhor, para poder entendê-la e mudar minha forma de tratamento em relação a você. Não quero passar a vida toda brigando com meu filho por não gostar da minha nora. Um dia, você será a mãe dos meus netos e tudo o que eu posso fazer é tentar ser agradável para manter a harmonia da minha família.
Eu respirei fundo e assenti, tentando não transparecer a emoção de ouvi-la falar em netos.
No momento, eu não podia revelar a ela que já estava grávida.
O melhor era esperar que Edward estivesse ao meu lado para dar a notícia a toda sua família.
E já que ela fazia questão de saber da minha história, eu contaria a ela.
Minha sogra tinha o direito de me conhecer melhor. Só assim, nossa relação teria uma chance para se tornar mais agradável.
_ Minha história de vida não é muito agradável, Dona Esme. Eu sou filha bastarda de um nobre inglês, que teve um caso com a empregada para fugir das frustrações de sua vida e de seu casamento. Minha mãe morreu quando eu era pequena e depois disso eu fiquei sob os cuidados do meu pai e de sua esposa, que me maltratou durante todo o tempo em que esteve comigo. Eu não tinha roupas decentes para vestir, sapatos ou brinquedos. Não tive a oportunidade de frequentar a escola e fui abandonada em plena grande guerra, esquecida em um país desconhecido por àqueles que se diziam meus familiares. Meu pai estava trabalhando na Alemanha quando a guerra estourou e foi embora sem deixar notícias._ Falei resumidamente e ela me encarava com uma expressão neutra, sem demonstrar nenhuma emoção.
_ E como Edward a conheceu?
_ Depois que meu pai e sua família foram embora, eu deixei a casa onde vivia com eles pois sabia que em breve os soldados inimigos a ocupariam para fazê-la de alojamento. Eu não conhecia muito bem a Alemanha, mas sabia que de um jeito ou de outro eu deveria chegar até a cidade e pedir ajuda. Só assim eu teria uma chance de sair viva da guerra. Eu fiquei muito tempo perdida nos campos, tentando de alguma forma não ser vista. Mas, um dia os soldados me encontraram e queriam me fazer mal. Só que seu filho não permitiu. Edward me resgatou das mãos de seus homens e me levou para seu alojamento, me protegendo e cuidando de mim como ninguém jamais havia feito.
Esme respirou fundo e fechou os olhos, recostando-se na poltrona.
_ Mas, ele não precisava casar-se com você. Ele já havia lhe ajudado. Bastava que a levasse até a cidade e tudo estaria resolvido.
Eu sorri tristemente ao me lembrar que era exatamente isso que eu pensava que Edward faria.
Na minha cabeça, eu seria deixada na Alemanha quando ele viesse para os Estados Unidos e tudo o que restaria a mim, era a doce lembrança de sua presença.
Mas, graças a Deus eu me enganara.
Segundo ele próprio, o fato de não conseguir ficar sem mim o havia feito pedir-me em casamento e, agora, eu era sua esposa e estava esperando um filho seu.
Muitos poderiam considerar esse fato irrelevante, mas para mim, minha condição atual era de uma plenitude divina.
_ Seu filho era um homem muito solitário, Dona Esme. Mais que sua protegida, eu me tornei sua amiga e sua única companhia em meio a uma guerra que ele detestava. Nós nos ajudamos mutuamente e Edward me prometeu, por vontade própria, que jamais me deixaria sozinha. Quando ele soube que poderia retornar aos Estados Unidos, ele quis me trazer com ele. Mas, o único jeito de fazer isso era casando-se comigo. Eu sei que não sou a esposa que a senhora sempre sonhou pra ele e nem me pareço com a noiva que ele deixou aqui, mas eu amo seu filho e quero o melhor pra ele. Edward me salvou de todas as formas que um homem pode salvar uma mulher e minha gratidão vai além de tudo que eu já senti na vida. As emoções que seu filho me causa são a parte mais nobre e mais bonita que existe em mim._ Eu falei, tentando conter as lágrimas e ela ficou me encarando por longos segundos.
_ Você o ama?_ Ela perguntou em um sussurro e eu assenti de leve, deixando que uma lágrima solitária descesse por meu rosto.
_ Eu nunca soube definir exatamente o que é o amor. Mas, eu não consigo imaginar outra vida que não essa que levo ao lado do seu filho. Eu não suporto a ideia de outro homem me tocando. Eu não quero estar com mais ninguém. Só ele me faz sorrir, me sentir viva e feliz... Então, se isso não for amor, eu não sei definir o que é. Portanto, sim. Eu amo seu filho. Amo-o mais do que a mim mesma.
Esme ficou em silêncio novamente e eu sequei as lágrimas que desciam em abundância por meu rosto.
Só esperava que minha declaração não a tivesse assustado.
Tudo o que eu menos queria e precisava no momento era de mais problemas com minha sogra.
_ Sabe? Eu errei com meu filho um dia. Eu apoiei seu casamento com Elizabeth em nome da honra e dos bons costumes e meu filho foi traído e enganado da pior forma possível. Aquela mulher não servia pra ele e eu só me dei conta disso quando Edward já estava destruído. Eu e Carlisle escolhemos Tânya a dedo, para poder garantir a felicidade do nosso filho. Quando ele chegou casado com você, eu me vi perdida. Tudo o que eu havia planejado para meu filho estava indo por água abaixo. Eu cheguei a odiá-la. Ofendê-la e desmerecê-la eram minhas armas para fazê-la desistir dele. Mas, eu falhei miseravelmente e hoje me dou conta que isso é bom. Vocês se completam e precisam ficar juntos. Fico muito feliz por não ter conseguido separá-los.
Eu sorri com suas palavras e me aproximei de onde ela estava sentada.
_ Sinto muito por toda a confusão que minha chegada causou. Eu não sabia que Edward era noivo. Ele nunca havia me dito. Tudo o que eu sabia é que ele era viúvo. Nem mesmo sobre Sophie ele me contou. Eu só descobri quando cheguei aqui.
_ Isso é bem típico dele. Edward não gosta de se expor ou de expor seus sentimentos. Olha, eu a agradeço por ter cuidado dele quando a praga o atingiu. Tenho certeza que se Edward estivesse sozinho, ele não teria sobrevivido. Não pense que sou uma megera que lhe odeia. Eu apenas... Bem, eu apenas não a considerava a escolha certa para um homem da classe do meu filho. Entenda: Edward pertence à alta sociedade e você não sabia nem como usar os talheres. Mas, hoje, vendo a forma como ele lhe trata e como está feliz ao seu lado, tudo o que eu posso dizer é muito obrigada. De uma forma que eu desconheço, você resgatou meu filho da solidão e da tristeza. Sinto muito pela forma horrível como lhe tratei e espero que um dia você possa me perdoar. E... Bem... Quanto à ontem à noite... Eu preciso pedir-lhes que sejam mais discretos em seus atos íntimos, pois poderia não ter sido eu a entrar aqui. Sem contar que, mulheres de família não devem permitir certas liberdades aos seus maridos.
Fiquei rubra ao lembrar-me do flagra de ontem e apenas assenti.
Não iria discutir sobre regras de condutas íntimas com ela, por que isso certamente faria com que minha sogra brigasse com Edward.
E se ela soubesse de todas as loucuras que cometemos, ela mandaria que me queimassem viva em praça pública.
_ Hum... Prometo que seremos mais cuidadosos. _ Falei envergonhada e ela assentiu, parecendo aliviada._ Bem, eu entendo todas as suas atitudes e não tenho nada para desculpar-lhe. A senhora é mãe e apenas quer o melhor para seu filho. Mas, Edward é especial para mim, de uma forma única e sem fim e tudo o que eu quero é que ele seja feliz. Prometo cuidar dele.
_ Eu sei que você irá cuidar dele, até porque eu estarei ao lado de vocês para garantir isso. E... Continue tocando. Você é muito boa nisso._ Ela falou, apontando para o piano, numa clara tentativa de mudar de assunto e eu sorri.
_ Obrigada. Edward me deu a permissão para usar essa sala e a intenção é exatamente continuar tocando.
E então, pela primeira vez desde que eu chegara ali, ela sorriu pra mim, de uma forma verdadeira e eu me dava conta, naquele momento, do quanto àquela senhora era bonita.
_ Tente ensinar Sophie. Tenho certeza que ela irá adorar._ Ela sugeriu e eu assenti.
_ Vou fazer isso. Preciso retribuir as aulas que ela me dá. Graças a ela, Alice e Rosalie eu já consigo ler. E também não posso deixar de agradecer a Edward, que sempre me apoiou e iniciou esse projeto de alfabetização dirigido a mim.
_ Edward é um homem muito dedicado, Bella. E apaixonado. Você não encontrará, no mundo, um homem melhor do que ele.
Esme parecia tão orgulhosa do filho que eu me senti genuinamente feliz e tranquila com suas palavras.
Sem contar que, ela era a segunda pessoa que afirmava que Edward estava apaixonado por mim.
Será que eu poderia confiar no seu julgamento e no de Alice?
Acho que só o tempo me responderia isso.
_ Bem, irei providenciar o almoço. Depois conversamos mais._ Ela falou, dirigindo-se a porta e eu a segui com o olhar._ Ah... Bella?_ Ela me chamou, antes da sair da sala e eu a encarei com atenção._ Obrigada por amar verdadeiramente o meu filho. Isso já a torna uma pessoa querida pra mim. De verdade._ Dito isso, ela desapareceu pela porta e eu fiquei na sala de música, boquiaberta.
Pessoa especial? Eu?
Sorri feliz e mais uma vez, pousei a mão sobre meu ventre.
Certo.
As coisas tinham ficado meio estranhas nas últimas horas, mas eu gostava do rumo que estavam levando.
Ao não ser, é claro, pelo encontro com minha família.
Suspirei pesadamente e mais uma vez me perdi nas notas musicais, tentando desesperadamente esquecer-me daquele encontro sombrio.
Minha vida tinha mudado para melhor com a chegada de Edward e não era agora que tudo se complicaria.
Pelo menos era o que eu esperava.
*****
Pov. Edward
_ Pai, me espera..._ Ouvi a voz de um garoto gritando na praça e parei de andar, observando atentamente a cena.
O menino devia ter uns quatro anos e o pai parecia muito feliz em segurá-lo em seus braços. A criança sorria contente e parecia que àquele homem, seu pai, era a pessoa em quem ele mais confiava.
Será que eu me sentiria feliz e realizado ao segurar o bebê que minha menina esperava?
Será que essa criança confiaria em mim e me deixaria carregá-la para todos os lados?
Suspirei pesadamente e continuei caminhando devagar pelas ruas geladas.
Bella estava grávida.
E essa informação ficava rodando em minha mente e por mais que eu me obrigasse a ficar tranquilo, o medo de perder minha menina era muito forte.
Ela me garantira que ficaria ao meu lado, mas mesmo assim eu tinha medo.
A ideia de não tê-la mais ao meu lado era apavorante.
Quando Elizabeth morrera, eu prometera a mim mesmo que não me apaixonaria novamente, pois ficar sem a pessoa amada era a pior coisa que poderia acontecer.
Bella entrara em minha vida de uma forma repentina e no início eu lutara para não apaixonar-me.
Mas, sua doçura, seu jeito meigo e sua carência derrubaram todas as barreiras que eu erguera a duras penas e hoje eu era obrigado a admitir que estava completamente apaixonado por ela.
Eu a amava muito mais do que um dia fui capaz de amar Elizabeth. Eu a amava mais do que a mim mesmo. Bella era a razão da minha existência e apenas ela conseguia me fazer feliz.
E agora, eu me perguntava o que seria da minha vida se algo acontecesse a ela.
Eu e Sophie nos tornaríamos duas pessoas solitárias e vazias, porque a luz da nossa existência teria se apagado.
Mas, isso não podia acontecer.
Deus não seria tão cruel ao ponto de me dar Bella e depois tirá-la da pior forma possível.
Eu queria me declarar e confessar a minha menina tudo o que ela significava pra mim, mas, eu temia não ser correspondido ou sofrer mais ainda caso ela se fosse.
O melhor era esperar que essa gravidez passasse.
Eu cuidaria dela e estaria o tempo todo ao seu lado, mimando-a e apoiando-a.
Mas, depois que tudo passasse e nosso filho já estivesse em nossos braços eu dedicaria minha vida a fazê-la a mulher mais feliz desse mundo.
Quando estava quase chegando à mansão, passei por uma floricultura e me dei conta que jamais havia dado flores a minha Bella e isso precisava ser remediado.
Toda e qualquer mulher deveria ser agraciada com flores e com minha menina não seria diferente.
Entrei no local e pedi para que eles fizessem um imenso buquê, repleto de flores da época.
O floricultor foi bastante solícito e em pouco tempo eu saía da loja carregando um grande ramalhete de flores e um pequeno buquê, que seria entregue a minha pequena Sophie.
Passei pela confeitaria e comprei uma caixa de doces que também seria entregue as duas, sendo que levei uma também para Alice, Rosalie e minha mãe.
Cheguei à mansão carregado de presentes e me apressei em entrar, pois a tarde estava bastante fria.
Mas, quando meus olhos caíram sobre as pessoas na sala eu paralisei de medo e desespero.
Que merda era aquela?
O que aquela mulher estava fazendo ali?
Andei lentamente até a sala e olhei para a tal Renée com ódio.
Como ela ousava invadir minha casa e vir tirar o sossego da minha menina?
Aliás, onde minha Bella estava?
_ Boa noite, filho. Vejo que estava animado para comprar presentes, hoje._ Minha mãe falou rindo e eu respirei fundo._ Venha até aqui e conheça a nova integrante da sociedade de Washington, a senhora Renée Swan. Ela mudou-se com a família da Inglaterra há pouco tempo._ Ela continuou e eu estremeci ao me dar conta do quanto essa maldita estava perto da minha esposa.
Deixei os doces e as flores sobre o aparador e me aproximei, olhando-a, sério.
_ Já tive o prazer de conhecer seu filho, Esme. E tenho que confessar que o admiro muito. Ele fez um trabalho incrível na guerra e merece todo o prestígio e respeito dedicado a grandes autoridades._ Ela falou, tentando soar simpática, mas tudo que eu sentia era nojo de sua presença.
Agora que eu tinha certeza de quem ela era, tudo o que eu queria era distância dela e de toda sua família.
_ Não vai dizer nada, filho?_ Minha mãe perguntou, estranhando meu silêncio, já que geralmente eu era cordial com as visitas.
_ Onde está minha esposa?_ Perguntei, cada vez mais preocupado.
Será que Bella vira essa mulher aqui?
_ Eu também gostaria de saber onde ela está. Adoraria conhecê-la melhor._ Renée falou e eu a olhei com ódio.
_ Fique longe dela._ Falei ríspido e minha mãe me encarou com espanto.
_ Edward! O que deu em você?_ Minha mãe perguntou espantada e eu me aproximei de Renée, segurando-a pelo braço.
_ Eu não quero essa mulher perto da minha esposa. Mantenha-a longe daqui, mamãe ou não respondo por mim. _ Falei para minha mãe, que parecia cada vez mais assustada e conduzi Renée até a porta._ E você, não se atreva a chegar perto da mansão, ou esse magnífico capitão que a senhora tanto admira será obrigado a prendê-la. Passar bem._ Falei, empurrando-a porta fora.
Voltei para sala e notei que minha mãe estava em choque com minha atitude.
_ Edward, pelo amor de Deus, o que foi isso? Como ousa tratar assim uma dama?
_ Essa mulher não é nenhuma dama, mamãe. É um demônio que apareceu para atormentar a vida da Bella e eu não vou permitir. Mantenha-a afastada dessa casa, ou serei obrigado a ir embora com minha esposa e minha filha._ Falei, pegando as flores e me dirigindo para a escada.
Andei apressadamente até o quarto e quando entrei, suspirei aliviado ao ver que Bella dormia tranquilamente.
Ela não devia ter visto a visita de sua madrasta, o que era ótimo.
Minha menina não podia sofrer fortes emoções, pois estava grávida.
Aproximei-me da cama e toquei seus cabelos, tentando-a despertá-la aos poucos.
Quando ela abriu os olhos e viu as flores, me olhou por algum tempo, antes de me presentear com um lindo sorriso.
_ São para mim?_ Ela perguntou com a voz rouca e eu sorri, me inclinando sobre seu corpo e lhe dando um beijo nos lábios.
_ Sim. Passei pela floricultura hoje e me dei conta que jamais havia lhe dado flores. E isso precisava ser remediado. Toda mulher precisa ser presenteada com flores um dia.
Ela aceitou o buquê das minhas mãos e ficou olhando-o durante algum tempo.
_ Um dia você me disse que não era um homem bom. Disse que as pessoas não sabiam lidar com você e que sua vida era triste. Mas, você estava enganado, Edward. Você É o melhor homem desse mundo. Sensível, dedicado e romântico. Não existe possibilidade de não ser feliz ao seu lado._ Ela falou me encarando e eu senti um nó se formando em minha garganta.
_ Foi você que me mudou, Bella. Você trouxe o melhor para minha vida outra vez e se hoje eu sou feliz, você, minha menina, é a única responsável._ Eu falei, beijando novamente seus lábios e ela aconchegou-se em meus braços.
_ Eu adoro quando você me chama de sua menina, mas temo que esse termo seja inapropriado. Não sou mais uma menina. Você me fez mulher e agora, eu serei mãe de seu filho.
_ Você será sempre minha menina. Sua inocência foi perdida através de minhas mãos e, portanto, sua meninice me pertence. Além do mais, você não tem cara de mulher. Parece uma garotinha. Eu me sinto um velho perto de você._ Falei brincando e ela riu.
_ Velho mesmo. Já vejo até algumas rugas e cabelos brancos aparecendo._ Ela falou, me encarando e eu a fitei, preocupado.
_ Sério?_ Perguntei, passando a mãos pelo rosto e por meus cabelos, acreditando que talvez ela estivesse falando a verdade.
Ela tentou ficar séria, mas depois de alguns segundos, caiu na gargalhada, abraçando-se ao meu corpo mais uma vez.
_ Claro que não, seu bobo. Eu estava brincando. Você é lindo... E jovem._ Ela respondeu, beijando meu rosto e eu suspirei aliviado.
_ Ah, que susto. Por um momento eu achei que estivesse falando sério. Pensei que ia ter que me preocupar com outros homens, já que minha menina não parece gostar de velhos.
_ Fique tranquilo. Eu ficaria com você, mesmo que fosse careca e desdentado.
Eu ri e beijei sua testa.
_ E aquelas flores?_ Ela perguntou, referindo-se ao pequeno buquê que mandei preparar para minha filha e que estava pousado sobre a cama.
_ É para Sophie. Não quero que ela sinta-se enciumada._ Expliquei e Bella assentiu._ Eu trouxe doces, também. Mas, os esqueci no andar de baixo.
Seus olhos brilharam quando fiz menção aos doces.
_ Será que eu posso comer doces durante a gravidez?_ Ela perguntou, me encarando seriamente e, pela primeira vez desde que soubera de seu estado, eu toquei sua barriga.
_ Acho que sim. Desde que não exagere._ Respondi baixinho e ela pousou a mão sobre a minha.
_ Obrigada, Edward._ Ela falou depois de alguns minutos e eu a olhei, confuso.
_ De nada. Mas... Pelo que está me agradecendo?
_ Eu pensei que você fosse afastar-se de mim. Imaginei que o medo fosse mantê-lo longe dessa gravidez. Mas, parece que você está aceitando bem o fato de que aqui dentro, existe um presente nosso e que mesmo que algo venha a acontecer, nada poderá apagar a magia de termos feito um filho. Juntos.
Eu abracei seu corpo pequeno contra o meu e beijei seus cabelos, desejando poder fundi-la a mim, para que nada de mal lhe acontecesse e eu não tivesse que passar pela dor insuportável de perdê-la.
_ Eu não posso prometer não me afastar. Mas, farei o possível para apoiá-la, como você merece. Estarei ao seu lado a cada passo que der. Nunca se esqueça disso.
Ela sorriu, parecendo feliz e eu me senti tranquilo por saber que ela estava bem.
Aquela mulher não conseguiu fazer-lhe mal e no momento era a única coisa que interessava.
Eu não permitiria que ela chegasse perto de Bella para roubar-lhe a paz.
Moveria céus e terras para mantê-la sã e salva.
_ Impossível eu esquecer. Graças a Deus, eu tenho você para me lembrar, todos os dias._ Ela sussurrou e eu a apertei ainda mais contra meu corpo.
_ E eu continuarei lembrando-a, para que jamais se esqueça do quanto você é importante para mim.
*****
_ Eu adorei as flores, papai. Mas, gostei muito mais dos doces._ Sophie falou, enquanto eu a colocava na cama e eu sorri.
_ Que bom que gostou, filha. Mas, nada de exageros com os doces, hein... Não quero ninguém com dor de barriga.
Ela assentiu suavemente e fechou os olhos.
_ Não vai querer que eu leia nenhuma história hoje?_ Perguntei, acariciando seus cabelos e ela negou com um gesto de cabeça._ Por quê?_ Perguntei curioso, já que ela nunca abria mão da história diária e Sophie abriu os olhos, me encarando seriamente.
_ Vou guardar meus livros para o bebê que você e a Bella vão ter._ Ela falou e eu a encarei, assustado.
_ Como sabe disso, Sophie? E porque não chamou a Bella de mamãe, como sempre fez?
Sophie baixou os olhos e sentou-se na cama, encarando as próprias mãos.
_ Eu ouvi a Bella conversando com a barriga dela, hoje. Eu cheguei da escola e a vovó disse que ela estava me esperando no jardim. Quando eu fui até lá, eu a ouvi dizendo que amava o bebezinho que estava dentro dela. Eu era filha da Bella enquanto ela não tinha um de verdade. Mas, agora, ela já tem um filho e não precisa mais de mim._ Ela falou com a voz triste e eu a puxei para meu colo.
_ Não diga bobagens, amor. A Bella é sua mãe e independentemente de quantos filhos ela tiver, e isso nunca vai mudar. Ela tem um coração enorme e cabem muitos filhos lá. Fique tranquila.
_ Então eu não vou voltar para o internato depois que a cegonha trouxer o bebê que está com ela?
_ Claro que não, Sophie. De onde você tirou essas coisas?_ Perguntei preocupado e ela deu de ombros.
_ Da minha cabeça, ué.
_ Pois sua cabecinha está cheia de besteiras. A MAMÃE te ama. Jamais se esqueça disso.
_ Você promete?_ Ela perguntou incerta e eu assenti, beijando sua bochecha.
_ Prometo. Agora, vá dormir, pois amanhã a senhorita tem aula. Vou pedir que a mamãe venha lhe dar um beijo._ Falei, arrumando-a sob as cobertas e logo ela estava dormindo tranquila.
Preparei-me para sair, mas assim que me virei para a porta, vi Bella parada nos observando com o rosto banhado em lágrimas.
_ Eu não sabia que ela tinha ouvido. Não queria que ela sofresse._ Minha pequena sussurrou e eu me apressei em abraçá-la.
_ Fique calma. Sophie lhe adora e está enciumada. É apenas isso.
_ Ah, Edward... São tantas coisas acontecendo. Renée esteve aqui, hoje... Sua mãe acabou de me dizer... Eu estou com medo. Não quero que ela se aproxime de você, de Sophie ou do nosso bebê. Aquela mulher é perigosa, Edward..._ Bella falou, soluçando e eu me apressei em levá-la até nosso quarto.
Sentei-nos na cama e a puxei para meus braços.
_ Ela não voltará aqui, Bella. Fique tranquila.
_ Edward, ela conhece o poder que sua família tem. Sabe que vocês possuem uma imensa fortuna. Você realmente acredita, depois de tudo que eu lhe contei sobre ela, que Renée irá nos deixar em paz?
Era uma boa pergunta e eu sabia a resposta.
Não.
Renée Swan não nos deixaria em paz e eu me perguntei quando eu teria uma vida normal, rodeada por pessoas normais e com uma rotina diária tranquila.
Talvez, nunca.
Mas, se esse fosse o preço que eu tivesse que pagar para ficar ao lado de minha menina e dos meus filhos, eu pagaria de bom grado.
Nenhuma tranquilidade valia a pena se fosse para ter Bella longe de mim.
E essa era a única certeza que eu tinha.
*****
Algumas semanas depois.
Tudo ia bem. Se não perfeito, pelo menos tranquilo.
A família ordinária da minha esposa não dera as caras novamente e eu agradecia imensamente por isso.
Bella estava mais calma e parecia que o medo de sua madrasta estava esmorecendo pouco a pouco.
Ela, finalmente, parecia entender que eu não permitiria que nada de mal lhe acontecesse.
Eu vinha para a base todos os dias, mas minha preocupação nunca me abandonava. Eu temia que, um dia chegasse em casa e descobrisse que os Swan haviam a levado embora.
Já havia até mesmo sonhado com isso e a possibilidade me apavorava.
Suspirei pesadamente e tentei me concentrar na pilha de papéis a minha frente, pois quanto antes eu terminasse meu trabalho, mais antes eu poderia ir para casa ficar com minha linda esposa.
As coisas estavam um pouco estranhas entre nós, já que desde que descobrimos sobre sua gravidez eu não tinha mais corangem de tocá-la.
Nós ainda não havíamos informado minha família sobre a chegada do novo membro e, portanto, eu não tinha com quem tirar minhas dúvidas sobre esse assunto.
Eu temia machucá-la ou machucar o bebê e isso eu não podia permitir.
Eles eram mais importantes do que qualquer necessidade minha.
Sophie ainda estava um pouco distante da mãe, mas parecia que aos poucos ia aceitar a chegada do irmão e isso me deixava contente.
Não queria que minha princesinha sofresse.
Minha mãe e Bella pareciam estar finalmente se entendendo e as coisas caminhavam para a normalidade.
Ultimamente estava tudo tão em paz que eu temia que uma reviravolta se aproximasse em breve.
Ouvi um barulho na porta e ergui os olhos dos documentos que eu examinava.
Sorri ao ver que era meu pai quem entrava.
_ Boa tarde, capitão._ Ele saudou, batendo incontinência e eu fiz o mesmo.
_ A que devo honra de tão ilustre visita?_ Perguntei e meu pai aproximou-se, sentando-se na cadeira a minha frente.
_ Na verdade eu venho trazer-lhe duas notícias. Uma ruim e outra péssima. Mas, deixo-o escolher qual quer ouvir primeiro.
Encarei-o preocupado.
Quais problemas eu teria que enfrentar agora?
_ Diga a ruim primeiro._ Falei, cruzando os braços e esperando a aproximação da bomba.
_ Um soldado de New York está sendo encaminhado para Washington e ficará sobre sua custódia. Parece que ele teve problemas com os capitães de lá e essa será sua última chance de não ser expulso do exército americano.
_ Isso não é assim tão ruim. Já estive com soldados na mesma situação._ Falei, me sentindo aliviado e meu pai coçou a cabeça.
_ Acontece que você já o conhece e, segundo Jacob, não se dão muito bem. Ele combateu com você na guerra._ Meu pai explicou e eu comecei a ficar preocupado.
Não podia ser quem eu estava pensando.
_ Não vai me dizer que é o soldado James?_ Perguntei, mesmo já sabendo a resposta.
É claro que as coisas não estavam tão ruins que não pudessem piorar.
Meu pai me olhou enternecido e assentiu com a cabeça.
_ Sim. Ele mesmo. Chagará amanhã e ficara sob sua responsabilidade por tempo indeterminado.
Eu respirei fundo e fechei os olhos.
Que maravilha!
A segurança ao redor de Bella teria que ser triplicada.
Hoje eu contaria a todos que minha menina estava grávida, pois assim, minha família me ajudaria nos cuidados com ela.
_ E qual é a notícia péssima? Por que não consigo pensar em nada pior do que isso.
Ele me olhou por um momento e depois soltou um longo suspiro, me fazendo chegar à brilhante conclusão que sim, havia coisas que poderiam ser piores do que cuidar daquele louco.
_ Me parece que a família de Bella enviou ao juiz um pedido de anulação do casamento de vocês. Você é americano e ela inglesa e tendo se casado em solo alemão, esse matrimônio pode ser anulado. E como Bella ainda não tem vinte e um anos...
Eu paralisei ao ouvir as palavras do meu pai.
_ O que foi que disse?_ Perguntei em um sussurro, tentando conter a ira e meu pai me encarou, preocupado.
_ Recebemos esse documento hoje pela manhã e eu quis averiguá-lo antes de lhe informar sobre esse inconveniente. Parece que a família não sabia onde ela estava e agora a querem de volta.
Eu me levantei, derrubando a cadeira e dando um murro na mesa.
Bella tinha razão.
Sua madrasta não ia desistir de fazer-lhe mal assim tão fácil.
Mas, ela nunca conhecera a ira de Edward Antony Cullen.
_ QUEREM O INFERNO! AQUELES MALDITOS A ABANDONARAM EM MEIO A UMA GUERRA E A ÚNICA COISA QUE QUEREM É TIRAR A PAZ DA MINHA MENINA... MAS, ISSO EU NÃO VOU PERMITIR. _ Eu gritei desesperado e meu pai continuou me olhando, assustado.
_ Fique calmo, Edward. Vamos dar um jeito nisso.
_ Ninguém vai tirá-la do meu lado. Bella é minha mulher, mãe dos meus filhos e seu lugar é COMIGO. Eu derrubo quem for e mato quem tiver que matar... Eu provoco uma segunda guerra se preciso, mas ninguém a tira de mim.
Meu pai me encarava espantado e eu sabia que devia estar assustando-o.
Mas, ninguém entendia o tamanho do meu amor e da minha necessidade de estar com Bella.
Ela era minha e ninguém, jamais a tiraria de mim.
Que viesse James, família Swan e até o exército do diabo.
Eu lutaria contra todos para garantir que ela estivesse segura e feliz ao meu lado.
Para sempre.



Oie, galera...
Espero que tenham gostado... 
O tempo fechou em Washington...
Vamos ver como tudo se desenrola...
Quero muitos comentários e recomendações...

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