THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 18

Olá, galerinha...
Aí vai um capítulo extra para que vcs conheçam um pouquinho da mente doentia de Renée...
Boa leitura...


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 18
Pov. Renée Swan
“A família Cullen convida a todos para participarem de um jantar dançante no Country Clube de Washington a fim de apresentar à sociedade a nova integrante da família, esposa do Capitão Edward Antony Cullen, Isabella Cullen.“
Isabella.
Isabella Cullen.
Respirei fundo, deixando o elegante convite sobre a mesa e olhei através da janela para a rua movimentada de Washington.
Estava extremamente curiosa para conhecer a tal Isabella.
Não conhecia muitas pessoas com esse nome, mas tinha que confessar que sentia uma verdadeira aversão às mesmas.
Ninguém com essa graça poderia ser uma pessoa de classe, ou mesmo agradável.
Foram anos tentando me livrar da praga que me impuseram e agora eu me sentia extremamente aliviada em imaginá-la morta.
Por que era óbvio que aquela maldita não havia conseguido escapar com vida de uma guerra como a que explodira na Alemanha.
Sorri com vontade ao imaginar seu corpo jogado em alguma valeta de esgoto.
_ Que o diabo a carregue..._ Murmurei baixinho e segui em direção ao meu quarto.
Escolheria o melhor vestido para ir ao tal baile, pois os Cullen eram uma família importante e eu não poderia transmitir-lhes uma má impressão.
Eu deveria conseguir me aproximar deles, para assim arrancar-lhes favores e voltar a ser a mulher rica e poderosa de outrora.
E descobrir, de uma vez por todas, quem era a nova senhora Cullen que toda a cidade não se cansava de falar.
*****
Era ela.
Isabella estava mais arrumada, bem vestida, bem penteada e saudável, mas definitivamente tratava-se da mesma garota que deveria estar morta na Alemanha.
Como diabos ela havia ido parar ali?
O que ela estava fazendo na América e casada com um rico capitão?
Isso não podia ser verdade.
Estreitei meu olhar em sua direção e me escondi entre os convidados para não ser reconhecida por ela.
Charlie deveria estar bêbado em algum canto e, certamente, não reconheceria aquela maldita bastarda, o que era um alívio.
Eu teria tempo de pensar em como prosseguir de agora em diante.
Por que era óbvio que eu tiraria proveito do casamento de minha querida enteada.
Minhas filhas a olhavam como se não acreditassem no que viam e eu fiz sinal para que se calassem.
A partir de hoje, todos seguiriam meu comando e em breve o dinheiro dos Cullen estaria todo em minhas mãos.
*****
_ Mamãe, vamos deixá-la em paz. Bella já sofreu muito e merece um pouco de felicidade._ Jéssica falou, discordando dos meus planos de aproximação e eu a olhei com ódio.
_ Aquela garota desgraçou minha vida e nossa família e o mínimo que eu espero é tirar algum proveito desse casamento. Não tenho ideia de como ela veio parar aqui, mas nós vamos descobrir e nos beneficiar dessa união._ Respondi rispidamente e ela baixou o olhar, desistindo da discussão.
Era assim que tinha que ser.
Ninguém deveria discordar de mim, pois eu sempre estava certa.
Bella me pagaria por ter atravessado meu caminho e começaria muito em breve, me dando acesso à fortuna de seu marido.
_ Aquele belo capitão deveria ter se casado comigo, que tenho educação, classe e beleza. E não com aquela morta de fome, filha de uma serviçal fedorenta. Bella deveria estar morta na Alemanha, mamãe. E não aqui na América em uma situação bem melhor que a nossa._ Lauren falou e eu a olhei, sorrindo.
_ Eu sei, minha flor. Mas, quem sabe não conseguiremos enviá-la de volta para o buraco de onde ela jamais deveria ter saído. Quem sabe...
E eu trabalharia nisso.
Bella deveria voltar para o esgoto de onde saíra e eu me encarregaria para que isso fosse feito com sucesso.
*****
Observei o capitão saindo da confeitaria e o segui de perto.
Eu precisava abordá-lo e tentar descobrir como ele se sentia com relação a Bella.
_ Capitão Cullen?_ Chamei de repente e ele virou-se, me encarando com curiosidade.
_ A senhora falou comigo?_ Ele perguntou confuso e eu sorri, me aproximando.
_ Sim. Estava curiosa para conhecê-lo pessoalmente. O senhor é muito famoso na região._ Eu falei suavemente e notei que ele estava pouco a vontade com a minha presença.
_ Não me considero famoso. Sou apenas um simples capitão. Mas... Enfim. Quem estou tendo o prazer de conhecer?_ Ele falou simpático e eu sorri, estendendo-lhe a mão.
_ O senhor não tem nada de simples, capitão. Pode acreditar. Eu me chamo Renée. Acabo de chegar da Europa e ouvi falar muito bem do senhor. Segundo rumores, foi um dos maiores responsáveis pela vitória da Entente.
Ele apertou minha mão e respirou fundo, analisando meu rosto.
_ Somos uma equipe, Senhora Renée. Eu e todos os sargentos, capitães e soldados fomos responsáveis pela vitória._ Ele explicou e eu assenti.
Esse capitão era perfeito.
Rico, educado, bonito, modesto e simpático.
Definitivamente, aquela maldita não servia para ele.
Edward Cullen seria mais perfeito ainda se fosse meu genro.
_ Claro, claro... Bem, eu estava na festa onde sua esposa foi apresentada para a sociedade Americana e tenho que dizer que lamento o fato de o senhor ser casado, pois adoraria poder apresentá-lo a uma de minhas filhas, que são moças incríveis, educadas pelos melhores professores da Europa.
Ele fechou a cara e deu um passo para trás, como se minhas palavras o tivessem ofendido.
_ Pois eu não lamento o fato de ser casado. Sou muito feliz ao lado da minha esposa. Isabella é uma mulher incrível. A melhor que eu poderia ter escolhido._ Falou com a voz firme e foi minha vez de encará-lo, séria.
_ Pois nem eu e nem ninguém desta cidade a considera ideal para o senhor. Todos puderam comprovar sua falta de classe e de uma educação primorosa. O senhor merece uma mulher muito melhor do que esta, que veio dos confins do mundo._ Falei, movida por todo o ódio que eu sentia por aquela bastarda e ele segurou meu braço com força, me assustando.
_ Não ouse falar nada sobre minha esposa. Eu não permito. Bella é perfeita para mim e ninguém, jamais me convencerá do contrário. A senhora não a conhece e não tem direito nenhum de dizer essas coisas. Jamais fale dela outra vez, caso contrário, sofrerá as consequências. Posso me esquecer que sou um cavalheiro e tenho certeza que a senhora não gostaria de me ver no papel de capitão. Passar bem._ Ele falou e soltou meu braço bruscamente, afastando-se de mim a passos largos.
Eu fiquei observando-o e sorri com deboche.
Então o capitão Cullen era um marido dedicado, que defendia a esposa das maledicências do povo?
Ele sentia-se feliz ao seu lado e não tinha interesse em nenhuma outra mulher?
Ele estava apaixonado por aquela morta de fome?
Ora, isso com certeza deveria ser mudado.
Isso era fato.
Aquela imbecil da Bella não servia para ser esposa de um homem tão poderoso, rico, bonito e interessante.
Ela não nascera para ter o amor de alguém tão importante.
_ Isabella, querida... A mamãe voltou e já está chegando para resgatá-la..._ Murmurei e sorri._ Você vai voltar a ser o ninguém de sempre. Seu lugar é ao lado dos serviçais. Você não tem classe para ser esposa de ninguém e eu vou me encarregar disso.
Respirei fundo e voltei sorrindo para casa.
O dia, de repente, havia tornado-se lindo.
*****
_ Bella..._ Ouvi Charlie murmurar, encarando a bastarda com espanto e bufei irritada.
Ele não devia vê-la.
O fato de Charlie saber que ela estava casada com um Cullen o impediria de me ajudar nos meus planos.
O estúpido do meu marido nutria sentimentos bons pela filha bastarda e sempre queria me impedir de fazer-lhe mal.
Observei-a parada a metros de distância de nós, entre os braços do seu marido, olhando-nos com medo e senti todo o ódio que eu nutria por ela tomando conta do meu corpo.
Maldita, maldita, maldita.
Eu odiava essa garota desde que soubera de sua existência.
Meu casamento fora motivo de piada entre a sociedade Londrina depois que ela nascera e eu não podia perdoá-la por isso.
Isabella pagaria por todo o mal que sua mãe e seu pai me fizeram e eu não a deixaria em paz, pois saber que ela estava feliz em algum lugar desse mundo me incomodava.
Bastardas deviam sofrer.
Muito.
E eu me encarregaria pessoalmente disso.
Mas, antes, o dinheiro dos Cullen viria parar em minhas mãos.
Cada centavo.
*****
_ Já disse, Renée: Deixe minha filha em paz. Ela está casada e feliz e nós não devemos interferir mais em sua vida._ Charlie falou, batendo com as mãos na mesa e eu o olhei com ódio.
_ Sou eu quem decido isso, Charlie._ Gritei, e ele me olhou quieto._ Sua filha não merece a vida que está levando. E se depender de mim, sua felicidade está com os dias contados.
_ Por que tanto ódio, Renée? Bella não tem culpa de nada. Ela é uma vítima dessa história toda. Culpe a mim.
_ Ah, mas eu culpo, Charlie. Disso não tenha dúvida. Eu o culpo a cada maldito dia por toda a vergonha que me fez passar. Mas, Bella é a prova de tudo o que você me fez e irá pagar pelos erros dos pais._ Falei, saindo da sala de jantar e deixando-o sozinho.
Ninguém me faria mudar de ideia.
Ninguém.
E hoje, Bella receberia uma visitinha minha, só para lembrá-la que eu NUNCA a deixaria em paz.
*****
Maldito!
Desgraçado!
Como aquele capitão ousava me expulsar da casa dele daquela forma horrível?
Mas, ele não perdia por esperar.
Claro que não.
Sua preciosa esposa sofreria as consequências dos seus atos.
_ Vejo que os Cullen não a receberam muito bem._ Ouvi a voz suave de uma moça e me virei para olhá-la.
Ela era loira, alta, tinha os olhos azuis e se vestia de uma forma muito elegante.
_ Olá. Sou Tânya Denali. Já a vi por aí. Sua família é nova em Washington, não é?_ Ela falou, me estendendo a mão e eu arrumei meu vestido, aceitando seu cumprimento.
_ Sou Renée Swan. Cheguei a pouco tempo da Europa. Você os conhece?_ Perguntei, referindo-me aos Cullen e ela me olhou com um sorriso debochado.
_ Eu era noiva do Capitão Edward Cullen, até ele voltar da guerra, casado com uma morta de fome._ Ela explicou e eu a olhei com interesse redobrado.
_ Noiva? Ora, ora... Temos muito que conversar._ Falei e ela me olhou curiosa._ Vamos. Estou convidando-a para tomar chá comigo.
Ela parecia em dúvida, mas me seguiu em silêncio.
Minha intuição me dizia que eu acabara de conseguir uma aliada e isso era simplesmente perfeito.
Eu já tinha uma vaga ideia de como tirar Bella do seu capitão e devolvê-la ao lugar de onde nunca devia ter saído.

Aquela maldita voltaria ser minha serviçal e eu não descansaria enquanto não conseguisse meu intento.



E então: O que acharam?
Logo posto a continuação, galerinha...
Estou adorando todos os comentários...
Sejam bem vindos todos os novos leitores e leitoras...

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