THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 19

Espero que gostem do capítulo...
Boa leitura!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 19
Pov. Edward
_ Merda!_ Gritei alto e dei um soco na mesa, ganhando um olhar assustado do meu pai.
Desde que ele havia me dado as piores notícias que um ser humano podia receber, eu não conseguia me acalmar.
Queriam tirá-la de mim.
Aqueles malditos haviam aparecido para levar embora minha razão de viver.
Mas, eu não ia permitir.
Bella não sairia do meu lado.
Nunca.
_ Fique calmo, Edward. Você precisa de tranquilidade para resolver essa situação. Não ouviu o que o juiz lhe disse?
Soltei um suspiro e fui até a janela, olhando para o crepúsculo que tomava conta da cidade e tentando, em vão, me acalmar.
Eu e meu pai havíamos ido até o tribunal para verificar todos os detalhes do processo que a família de Bella estava movendo contra mim e lembrar-me disso só fazia com que eu sentisse ainda mais ódio daqueles malditos.
Até mesmo de sequestro eu estava sendo acusado.
Segundo eles, eu tirara Bella da Alemanha sem permissão do seu pai ou de um juiz local e isso poderia ser considerado crime.
Mesmo eu tendo tornado-a minha mulher.
Sem contar que eu não havia regularizado a situação de minha esposa como cidadã americana e, por isso, sua família podia requerê-la e voltar com ela para a Europa.
O juiz, que era meu amigo, me pedira calma e dissera que tudo se resolveria, sem que eu tivesse que ficar sem minha esposa.
Eu confiava em sua palavra, mas o fato era que a situação já estava me deixando desesperado.
E como se não bastasse tudo isso, eu ainda teria que ser tutor daquele soldado asqueroso.
Isso só podia ser um pesadelo!
Eu queria tanto acordar e descobrir que tudo não passara de um sonho ruim.
Mas, nada seria tão fácil assim.
Principalmente pra mim.
_ Eu ainda não consigo entender porque a família de sua esposa agiu assim. Eles deviam sentir-se satisfeitos por ela estar segura ao seu lado e ter feito um bom casamento e não pedir a anulação do mesmo._ Meu pai falou de repente e eu respirei fundo, indo-me sentar novamente a sua frente.
Eu queria ir pra casa e ver minha esposa, mas enquanto aquele soldado nojento não chegasse, eu não poderia sair da base.
Meu dever era acomodá-lo e garantir que ele não traria problemas e para tanto, eu precisava tratar de tudo pessoalmente.
E, enquanto isso, eu ficava sem notícias da minha menina, fazendo com que a situação me matasse aos poucos.
Eu sabia que ela estava segura, mas eu temia que alguém fosse buscá-la e minha mãe não conseguisse detê-lo.
_ Eles não podem ser chamados de família, pai. Aqueles malditos abandonaram Bella em meio a uma guerra e vieram para a América, deixando-a a mercê de todos os perigos. Sem contar que ela foi tão maltratada a vida toda, sofrendo privações e sendo tratada como um animal. Esse processo ridículo está sendo movido por puro interesse. Eles estão esperando que ofereçamos dinheiro para que desistam de tudo.
_ Se é isso que eles querem... Talvez seja o melhor a fazer. Pelo menos eles nos deixariam em paz._ Meu pai falou e eu neguei com um gesto de cabeça.
_ Não. Se fizermos dessa forma, essa chantagem nunca irá parar. Eles sempre irão encontrar um jeito de nos prejudicar para tentar arrancar mais dinheiro._ Expliquei e meu pai pareceu concordar com minha lógica.
_ Isabella é filha bastarda do tal Charlie Swan?_ Meu pai perguntou depois de uns minutos de silêncio e eu respirei fundo, tentando não sentir tanto ódio por aquele maldito que Bella chamava de pai.
_ Sim, pai. Ele teve um caso com uma serviçal e Bella nasceu desse romance. Quando sua mãe morreu, ele ficou responsável por sua criação e foi extremamente negligente, deixando-a sob os cuidados da madrasta, que só a maltratava.
Meu pai suspirou e meneou a cabeça.
_ Filhos bastardos são sempre maltratados, Edward. Já presenciei casos piores. Uma pena que, depois de tudo o que sofreu, Bella tenha que passar por isso. Justo agora que ela tem você para protegê-la, a família resolveu reclamá-la.
_ Ninguém vai tirá-la de mim, papai. Nem que para isso eu precise fugir com ela para os confins do mundo. Bella é minha e isso jamais vai mudar._ Falei decidido e meu pai ficou me encarando por vários minutos.
_ Você a ama, não é filho?
Eu respirei fundo e desviei o olhar, encarando o céu escuro através da janela.
_ Não sei._ Respondi simplesmente e ele continuou me encarando, curioso._ Mas... O que eu sinto por ela, jamais senti por ninguém. Nem mesmo por Elizabeth. Bella é a pessoa mais importante do meu mundo e eu não consigo imaginar minha vida sem ela. Eu não sei se a intensidade dos sentimentos que tenho por minha menina é devido à forma como nos conhecemos ou por tudo que passamos juntos... Eu só sei que não posso ficar sem ela. Só em cogitar essa possibilidade, eu me sinto morrer por dentro._ Falei, soando desesperado._ Ela fez de mim um homem melhor. Ela me livrou da morte e da solidão. Minha menina é o que há de mais lindo em minha vida.
Eu não me importava de parecer fraco na frente do meu pai.
Por tanto tempo eu me fiz de forte que agora, a única coisa que eu queria era extravasar toda a angústia que eu sentia no peito.
Eu acreditava que todos esses sentimentos intensos poderiam ser traduzidos em amor, mas a verdade é que eu não tinha certeza.
Quem sabe, meu pai com toda sua experiência, não poderia me ajudar a entender o que se passava em minha mente e em meu coração.
_ Isso é amor, Edward. Um amor puro e sincero._ Meu pai falou depois de uns minutos e eu estremeci._ Fique calmo, filho. Quando há amor, tudo acaba bem no final.
_ Eu amava Elizabeth e acabei sendo enganado e ficando sem ela, no final._ Falei amargo e meu pai me encarou com o olhar severo.
_ Caso Elizabeth não tivesse morrido, você não teria tido a oportunidade de conhecer, salvar e cuidar de sua Bella. Quem sabe o que teria acontecido com ela sem você? Muitas vezes, a vida nos trás algumas tragédias para que saibamos dar valor ao que temos. Você podia amar sua falecida esposa, mas, tenho certeza que os sentimentos que nutria por ela, não chegam nem aos pés dos que você nutri por sua menina. Você mesmo admitiu isso! Elizabeth se foi, mas a vida lhe deu Bella de presente. E filho... Você não vai perdê-la. Tenho absoluta certeza que tudo acabará bem... Palavra de General._ Meu pai finalizou seu pequeno discurso com um sorriso e eu me senti um pouco mais esperançoso.
Tudo precisava se resolver logo, pois nada de mal poderia acontecer a Bella e ao nosso bebê.
Nossa vida precisava de tranquilidade, para que minha menina tivesse uma gravidez saudável e trouxesse nosso bebê ao mundo com saúde, vivendo tempo suficiente para continuar iluminando minha vida e a de todos que estavam a sua volta.
Passei as mãos pelos cabelos e me levantei apressadamente, quando ouvi os portões serem abertos.
James chegara e estava na hora de eu enfrentar outra etapa do meu interminável pesadelo.
Fui até o carro que parara no pátio e esperei pacientemente o soldado saltar do veículo.
Quando ele o fez, me encarou por longos segundos com um sorriso irônico estampado em seu rosto.
_ Ora, ora... Vejam se não é o ilustre capitão Cullen que veio me receber pessoalmente._ Ele falou de maneira insolente e tudo o que eu fiz foi respirar fundo.
Não seria prudente de minha parte entrar em conflito, mais uma vez, com esse soldado.
Eu tinha outros problemas para me preocupar, no momento.
_ Boa noite, soldado. Serei seu tutor pelas próximas semanas e espero que sua estadia em Washington seja proveitosa e que o senhor não tenha que sair daqui sem o seu posto de soldado._ Falei seriamente e ele me encarou raivoso.
_ Fique tranquilo, capitão. Meu posto de soldado está a salvo, pois não vou permitir que sujeitos como você tenham o prazer de me destituir. Vou passar essa temporada aqui e garantir que o que é meu, jamais me seja tirado.
_ Ótimo. Um bom soldado deve lutar pelo seu posto. Agora, venha. Vou levá-lo até o alojamento e passar-lhe suas tarefas pelos próximos dias.
Fiz sinal para que meu pai me esperasse e segui até os alojamentos.
James foi atrás de mim e eu sentia que ele me analisava a cada passo que dávamos.
Não me admiraria saber que essa brilhante ideia de tutoria fora de Jasper, já que ele insistia que não devia haver conflitos entre soldados e superiores.
Eu concordava com essa teoria, mas o soldado James nunca gostara de mim e não era de uma hora para outra que esse fato iria mudar.
Sem contar que nossas desavenças foram sérias demais para serem esquecidas.
Abri as portas e dei passagem para que ele entrasse.
_ Bom... É aqui. Como sei que está acostumado com esse tipo de acomodação, não preciso mostrar-lhe nada. Escolha uma cama e esteja acordado às cinco horas da manhã para o banho. Depois, quando já tiver tomado café, que será servido pontualmente as seis, limpe todo o alojamento e ajude os outros soldados a prepararem o almoço. Você também irá trabalhar na horta. Sugiro que faça isso à tarde, quando o sol estiver mais fraco. Passe todos os dias no meu gabinete para assinar sua ficha de atividades e jamais se esqueça de trancar todas as portas do alojamento. E qualquer gracinha, te envio diretamente para o general, e aí... Diga adeus ao seu posto de soldado combatente dos Estados Unidos da América._ Falei calmamente, tentando ignorar os olhares cheios de raiva que ele me lançava.
_ Você deve estar adorando isso, não é? Mandar em mim... Me humilhar... Você é um importante capitão, que fica o dia todo com o traseiro em uma confortável poltrona, assinando papéis e ficando com toda a glória que devia ser dedicada aos soldados, que são os verdadeiros combatentes dos conflitos. Ah, e é claro... Ficando com moças bonitas que os soldados acham em meio à guerra. Me diga, Edward Cullen: Como está sua esposa?_ Ele perguntou e eu senti meu sangue ferver.
Odiava ouvir o nome de Bella na boca desse desgraçado.
_ Eu já disse uma vez e vou voltar a repetir: NÃO. FALE. E. NÃO PENSE. EM MINHA. ESPOSA. JAMAIS. Ela é minha e eu farei qualquer coisa para poder protegê-la. Saiba que eu sou capaz de matar por ela. E deixe de lado essa sua amargura contra os capitães. Trabalhe, mostre serviço e talento e conquiste seu posto, ao invés de julgar seus superiores. Eu fui um soldado combatente antes de me tornar capitão e não foi minha amargura e inveja que me fizeram subir de posto._ Falei, tentando conter a raiva e ele riu com ironia.
_ Certo, certo... Belas palavras, capitão. Uma pena que, sendo um superior, tenha que aturar soldados como eu. Vou lutar por meu posto, mas vou garantir que enquanto eu fique aqui, você não tenha paz.
_ Isso não é algo inteligente, soldado. Como sabe, tenho um cargo privilegiado e posso, quando quiser, mandá-lo embora. Faça seu trabalho, não cause problemas e tudo acabará bem para nós dois. Principalmente para o senhor._ Falei com a voz firme e ele me encarou com ainda mais raiva.
Eu podia jurar que ele estava a ponto de me agredir.
A parte boa é que ele não era páreo para mim.
Por duas vezes eu mostrara a ele que era capaz de derrubá-lo em qualquer luta corporal e, por isso, e pelo fato de que eu realmente tinha poder sobre sua situação, eu tinha certeza que James não partiria para a briga.
Mas, eu precisava tomar cuidado com ele.
Seu ódio e seu ressentimento seriam armas poderosas contra mime minha família.
_ Ameaças não vão aplacar o ódio que eu sinto pelo “senhor”_ Ele falou a última palavra com desprezo e uma eu respirei fundo, tentando conter as ondas de raiva que tomavam meu corpo._ Você me humilhou em frente a muitos soldados para defender aquela garota e isso não vai ficar assim. Ela era minha. Eu a encontrei e não vou sossegar até fazê-lo pagá-lo pelo roubo e pela humilhação. Tenha isso em mente... Sempre. Seguirei suas ordens para manter meu posto, mas não me peça para respeitá-lo, pois para mim você não passa de um verme.
_ Não me respeite se não quiser. Problema é seu. Mas, não ouse falar sobre MINHA esposa outra vez. Ela é minha. Eu a salvei de um monstro asqueroso como você e a fiz minha esposa. Esqueça esse assunto e siga sua vida, antes que se arrependa._ Falei ríspido e me virei para sair.
_ Boa noite, capitão..._ Ele gritou e eu revirei os olhos, exasperado, indo de encontro ao meu pai.
Tinha certeza que esse maldito me causaria problemas, mas eu não permitiria que ele se aproximasse de Bella.
Minha menina precisava ser protegida desses malucos e eu daria minha própria vida para mantê-la segura.
Meu pai me esperava no portão, enquanto conversava com o porteiro e eu me apressei em ir ao seu encontro.
Queria chegar logo em casa e ficar com minha menina.
Só depois de verificar se estava tudo bem, eu conseguiria ficar um pouco mais tranquilo e esquecer todos os pesadelos vividos nesse dia infernal.
*****
Entrei apressadamente na mansão, seguido por meu pai e fui diretamente para o quarto, quando percebi que minha menina não estava na sala.
Não cumprimentei ninguém, mas não conseguia me arrepender por minha falta de modos.
Eu precisava vê-la. Precisava ter a certeza de que Bella estava realmente bem e que ninguém havia tirado-a de mim.
Abri a porta do quarto lentamente e olhei para nossa cama, encontrando-a dormindo tranquila sobre os lençóis.
Minha menina andava muito sonolenta e queixando-se de cansaço, o que era normal devido à gravidez.
Pelo menos era o que eu imaginava.
Eu ainda não me permitia pensar em nada grave que pudesse tirá-la de mim.
Preferia acreditar que tudo de estranho que acontecia com ela era devido à gravidez e que ao final desses meses, tudo acabaria bem, como tinha de ser.
Seus enjoos ainda eram frequentes, mas eu conseguia me sentir mais tranquilo ao vê-la passando mal, pois segundo o médico, esses mal-estares eram normais em uma gestação.
Aproximei-me da cama e me ajoelhei, ficando a altura do seu rosto lindo.
Passei a mão por seu cabelo e sorri ao sentir seu cheiro suave de morangos.
Esse cheiro era meu afrodisíaco pessoal e senti-lo era maravilhoso, pois me dava à certeza que Bella estava por perto e que ficaria ali, onde era seu lugar.
Depois das notícias bombásticas que meu pai me dera, eu procurei ser o mais rápido possível na tomada de decisões, pois não podia permitir que alguém me tirasse minha esposa.
Isso era algo que eu jamais deixaria acontecer.
Bella iluminava minha vida de uma forma que ninguém jamais fizera e eu precisava dela assim como precisava do sangue que corria em minhas veias.
Respirei fundo e sentei-me a beirada da cama, enterrando meu rosto no emaranhado dos cabelos dela, espalhados sobre o travesseiro.
Eu adorava quando ela os deixava soltos.
Certo dia, ao chegar do trabalho, eu encontrei-a toda penteada, com os cabelos castanhos presos em um coque elaborado.
Embora o penteado estivesse bonito e fosse apropriado para uma senhora da alta sociedade, eu fiz questão de soltar novamente seus cabelos.
Alice quase tivera um ataque ao ver seu trabalho de horas desfeito em questão de segundos, mas eu não conseguia me importar com seu mau humor ao me dar conta do quando minha menina ficava encantadora com os cabelos emoldurando-lhe a face.

Eu não queria que ela se transformasse em uma mulher elegante, cheia de frescuras.
Minha vontade era que ela fosse sempre minha menina. E a minha menina vivia com os cabelos lindos e cheirosos soltos, caindo pelas costas e deixando-a ainda mais bela.
E, desde aquele dia, ela não prendera mais os cabelos.
Sabia que esse fato deixava minha mãe e minha irmã incomodadas, mas Bella era minha esposa e era a mim que ela devia agradar.
Inspirei mais uma vez o cheiro doce dos seus cabelos e da sua pele e fechei os olhos, atormentado.
O que eu faria agora?
Como mantê-la segura ao meu lado?
Como proteger nosso filho e nossa família?
_ Está tudo bem?_ Ouvi sua voz suave e levantei meu rosto, encarando-a.
Ela sorria, meio sonolenta e passava as mãos pelos meus cabelos, carinhosamente, de um jeito que só ela sabia fazer.
_ Sim._ Falei suavemente e beijei seu rosto, me aconchegando em seu peito.
Ela continuou com o carinho e eu suspirei, satisfeito.
_ Você parece preocupado. E porque chegou tarde do trabalho?_ Ela perguntou com a voz suave e eu a apertei contra mim, tomando cuidado com sua barriga.
Não sabia o quanto ela estaria sensível neste período de gravidez e todo cuidado era pouco.
_ Precisei resolver uns problemas de última hora e receber um soldado. Mas, agora já estou aqui. Sinto muito por minha demora. Sei que estou falhando com você e Sophie. Eu tenho deixado vocês muito sozinhas._ Falei calmamente, sentando-me contra a cabeceira, puxando-a para o meio de minhas pernas e prendendo-a em meus braços.
_ Bobagem. Eu sinto sua falta, mas é porque estava acostumada com sua companhia constante na Alemanha. Mas, você é um homem ocupado e eu tenho que me acostumar com isso. Meu dever como esposa e ficar em casa e cuidar dos nossos filhos._ Ela falou, suavemente, acariciando a própria barriga e eu sorri, beijando seus cabelos.
_ Certo, esposa. Desculpe, mais uma vez, pela demora, mas, agora que estou aqui, quero aproveitar cada momento que tenho ao seu lado, pois são as horas e minutos mais preciosos do meu dia._ Falei, apertando-a contra mim e a senti suspirar contra meu braço.
_ Eu também gosto de estar com você. Muito. Me sinto segura ao seu lado.
_ Que bom... E fique sabendo que sempre estará protegida, pois darei minha vida para vê-la bem e feliz._ Falei contra seus cabelos e ela virou-se para me olhar.
_ Obrigada por cuidar de mim, Edward. Obrigada por me fazer a mulher mais feliz do mundo._ Ela disse com a voz chorosa e eu sorri, inclinando-me e beijando seus lábios.
_ Eu só retribuo o que recebo de você, meu anjo._ Falei, apertando-a contra mim e deixando que a emoção do momento nos embalasse.
_ Sabe?... Nós não namoramos a algum tempo..._ Ela comentou, mexendo nos pelos do meu braço e eu estremeci.
O que eu diria a ela, agora?
Que eu tinha medo de machucar o bebê?
Ela certamente me acharia um idiota.
Que eu não estava com cabeça para isso?
Aí ela me consideraria um frouxo.
Deus, o que fazer?
_ Eu tenho andado ocupado, Bella. Sinto muito. Sei que estou falhando como homem e marido._ Decidi ser, em partes, sincero. Só assim ela não me odiaria.
_ Ah... Mas, você não está ocupado agora..._ Ela falou com a voz baixa e eu sorri, achando graça em sua tentativa inocente de sedução.
Bella era uma mulher tímida, mas quando se tratava das suas vontades, ela encontrava coragem para revelar seus desejos mais íntimos.
Eu sabia que ela sentia falta das nossas noites de amor.
Eu também sentia. Muito.
Mas, eu tinha medo.
Não queria arriscar e complicar sua situação de grávida.
No entanto, ela queria.
E eu também queria. Muito.
Que mal podia haver nisso, afinal?
Éramos metades que se completavam e a única forma de estarmos realmente felizes era ficando juntos.
Da forma que fosse e como conseguíssemos.
_ Me diga o que você quer?_ Perguntei, depois de uns minutos e ela virou o rosto para me encarar.
_ Eu quero fazer amor com você. Agora.
Em momentos, como agora, sua sinceridade me desconcertava.
Pisquei algumas vezes e me inclinei em sua direção, beijando seus lábios com paixão.
Tudo que eu esperava, nesse momento, era que nada de grave acontecesse com nosso bebê, pois eu a desejava demais.
Precisava senti-la perto de mim, me enterrar em seu corpo para ter a certeza de que ela era minha.
Bella gemeu quando minha língua invadiu sua boca e se virou para mim, sentando-se em meu colo e grudando meus cabelos com as mãos pequenas, mostrando-me o tamanho do seu desejo.
Alcancei a barra de seu vestido e puxei-o pela cabeça, deixando-a apenas de combinação.
Ela era linda. Uma visão de tirar o fôlego.
Desci com beijos pelo seu pescoço e quando cheguei aos seios, tirei sua roupa íntima, me deliciando com suas formas, que pareciam ter sido feitas todas para mim.
Sua pele pálida e macia era uma criação divina, feita apenas para me enlouquecer.
Eu já estava pronto para ela, mas sabia que precisava ir com calma, para não feri-la e não assustá-la.
Beijei seu seio direito, enquanto acariciava o outro com a mão e ouvi seus gemidos baixos.
Aquela era uma das regiões mais sensíveis do seu corpo e eu adorava conhecê-la desse jeito.
Deitei-a na cama e beijei sua barriga, descendo até encontrar o centro do seu prazer.
Eu sabia que o que eu estava prestes a fazer deveria ser pecado, mas eu não conseguiria resistir.
E se isso me classificasse como um depravado, então sim... Eu era mesmo um pervertido e imoral.
Há muito tempo sonhava com seu gosto e seu cheiro e tê-la a mercê dos meus desejos era, simplesmente, irresistível.
Dei um beijo suave em sua entrada e segurei suas pernas com firmeza, quando ela tentou fechá-las.
Beijei seu ponto mais uma vez e, de novo, ela quis fechar as pernas.
_ Edward... Não..._ Bella sussurrou baixinho e eu sorri, soltando lufadas de vento em sua entrada e fazendo-a se contorcer e arrepiar-se.
_ Não, o que?_ Perguntei, fazendo-me de inocente e a escutei bufar.
_ Não faça isso... Não está certo..._ Ela falou ofegante e eu beijei meu novo lugar preferido mais uma vez.
_ Ah... Mas, eu quero... Quero muito. E eu vou fazer, Bella. Vou fazer nesse exato momento. Esse é preço que a senhora terá que pagar por me tentar... Por me seduzir..._ Falei com a voz mansa e, em seguida, enfiei minha língua dentro dela, de forma nada convencional.
Eu sabia que, moralmente, essa prática era condenável.
Muitos homens, deixavam suas esposas em casa e se permitiam ter esses prazeres com prostitutas, pois as mulheres com quem se casavam, deviam ser consideradas e tratadas como santas.
Mas, eu desejava a MINHA mulher dessa forma. A ela e a mais ninguém. Eu queria e precisava fazer tudo com ela.
E esse era um prazer sublime.
Senti-la tão entregue e tê-la se contorcendo de prazer era algo impagável.
Chupei com força os lugares mais sensíveis de sua anatomia e precisei segurar seu corpo com firmeza, pois a essas alturas, já ondulava pelo colchão.
_ Você é uma delícia..._ Falei baixinho, olhando-a por um momento e percebi quando seus olhos rolaram nas órbitas.
Ela estava gostando, aproveitando cada momento e eu estava completamente satisfeito com esse fato.
Como eu senti saudades dela!
Como era bom poder tocá-la e amá-la dessa forma!
Ouvi seus gemidos ficando mais altos, e qualquer protesto que ela ainda tinha contra essa prática íntima foi esquecida, já que em pouco tempo ela chegou ao clímax.
Beijei sua barriga e fui subindo até encontrar sua boca, deixando-a sentir seu próprio gosto em minha língua.
Seu corpo se contorceu um pouco mais e eu esperei até que se acalmasse, para tirar minhas roupas e me enterrar nela da forma tradicional.
Eu jamais me acostumaria com a sensação de plenitude que tomava conta de mim sempre que nossos corpos se conectavam.
Nosso encaixe era perfeito e em pouco tempo, era eu quem gemia de prazer, ao sentir seu corpo suado colado no meu.
Beijei sua boca, enquanto investia contra o seu corpo e passeava minhas mãos por toda extensão de sua anatomia perfeita.
_ Edward, eu..._ Ela sussurrou, ganhando toda a minha atenção. Estava curioso para saber quais seriam suas palavras, mas o momento se perdeu e ela voltou a gemer, perdida no próprio prazer.
_ Você é linda... Perfeita e é minha..._ Sussurrei em seu ouvido e ela assentiu vagamente, concordando com minhas palavras.
_ Sua..._ Ela respondeu e eu a apertei mais contra mim.
Meus movimentos dentro dela eram bruscos e fortes e eu já não conseguia respirar direito, mas isso não devia ser tão importante.
O único som que se escutava no quarto era o dos nossos gemidos e suspiros e do choque entre nossos corpos, que se assemelhavam a tapas.
Sentia minhas pernas dormentes pelo movimento repetitivo, mas não fui capaz de diminuir a cadência das investidas.
Em pouco tempo, seu clímax veio com força total e eu senti seu corpo fechar-se e abrir-se em espasmos, estimulando meu próprio clímax com seus movimentos involuntários.
Gemi baixinho, me lembrando de que havia outras pessoas naquela casa e descansei meu rosto em seu pescoço.
Depois de alguns minutos, senti sua mão em meus cabelos.
_ Nós vamos para o inferno..._ Ela falou com a voz rouca e eu sorri debilmente.
_ Você gostou?
_ Gostei... E é exatamente por isso que vamos ser condenados ao fogo eterno. Nesse momento, me sinto mais pecadora que a própria Eva.
_ Você se preocupa demais com isso. O importante é estarmos os dois satisfeitos. Ninguém tem que saber o que se passa aqui._ Pontuei e a ouvi bufar.
_ Sempre teimoso._ Ela falou contrariada e eu ri, erguendo-me e encarando-a, preocupado.
_ Eu te machuquei?_ Perguntei seriamente e ela negou com um gesto de cabeça.
_ Não. Foi tudo perfeito. Fique tranquilo. Nós estamos bem._ Bella falou, acariciando a própria barriga e eu sorri, beijando seu rosto.
Sai da cama, indo até o banheiro e pegando uma toalha úmida para limpá-la.
Depois disso, entreguei-lhe uma camisola e deitei-me novamente, puxando-a para mim.
_ Agora durma, pequena. Você não pode se cansar muito. _ Falei, beijando seus cabelos e ela aconchegou-se em meu corpo.
_ Eu não estou cansada. Estou bem... Perfeitamente bem..._ Ela falou, parecendo satisfeita e eu sorri.
_ Certo. Mas, durma mesmo assim._ Insisti e em pouco tempo, minha menina estava adormecida em meus braços.
Deitei-a na cama com cuidado e beijei seu rosto.
Eu não queria deixá-la sozinha, mas precisava tomar umas providências para garantir sua segurança.
Na manhã seguinte, contaríamos a todos sobre sua gravidez, mas agora, eu precisava ter a certeza que ninguém chegaria perto dela para fazer-lhe mal.
E eu já sabia a quem recorrer.
*****
Cheguei em frente a casa de Billy Black e respirei fundo.
Eu sabia que me custaria muito fazer o que eu estava prestes a fazer, mas a segurança de minha menina valia qualquer sacrifício.
Até mesmo tolerar sua aproximação de Jacob Black.
Ele estava de férias, afastado do exército e eu pagaria para que ele protegesse minha menina enquanto eu não estivesse em casa.
Jacob seria o segurança particular de Bella e eu só poderia confiar nele para tal tarefa, já que eu sabia que ele nutria um carinho especial por minha esposa, mas me respeitava como seu capitão e patrão.
Bati na porta, decidido e esperei até que alguém atendesse.
O senhor Billy me olhou curioso assim que escancarou a porta e eu o encarei por alguns segundos, antes de dizer a ele o propósito da minha visita.
_ Boa noite, senhor Black. Gostaria de falar com Jacob._ Pedi educadamente e ele sorriu simpático, abrindo passagem para que eu entrasse.
_ Claro, menino... Entre. Vou chamá-lo. Pode sentar-se... Fique a vontade._ Dito isso, ele afastou-se pelo corredor e eu suspirei, sentando-me no sofá que ele mostrara.
Minutos depois, Jacob entrou na sala e me olhou entre curioso e hesitante.
_ Boa noite, Jacob. Gostaria de tratar um assunto muito importante com você. Será que podemos conversar?_ Falei, enquanto me levantava e estendia-lhe a mão.
_ Claro._ Ele falou, aceitando meu cumprimento e sentando-se a minha frente._ Sente-se.
Eu respirei fundo e voltei a sentar-me.
_ Bom... Eu vou direto ao ponto. Você sabe perfeitamente bem quais foram as condições em que conheci Bella e a tornei minha esposa. Sabe que ela não foi obrigada a me seguir para a América e que todas as minhas atitudes foram tomadas unicamente para protegê-la._ Falei e ele assentiu, sério._ Bem... Acontece que o pai dela está em Washington e decidiu que quer anular nosso casamento e eu não posso permitir que isso aconteça, já que vamos ter um filho. Ele me acusa de tê-la sequestrado e casado com ela à força. E como se não bastassem todos esses problemas, o soldado James está na cidade e já me disse que não me dará paz. Diante de tudo isso, e aproveitando-me do carinho e respeito que sente por minha menina, quero pedir-lhe para que seja segurança particular de minha esposa quando eu não estiver por perto e enquanto essa história durar. Seu papel será cuidar para que nenhum estranho se aproxime e lhe faça mal. Você não poderá deixá-la sozinha por um minuto sequer. Estará vigiando-a, nem que seja de longe.
Ele ficou em silêncio por longos minutos, me encarando aturdido e eu entendia sua reação.
Várias vezes, ao vê-lo próximo de Bella, eu explodira de ódio e ciúme e agora, pedia-lhe que cuidasse dela, que ficasse o tempo todo perto dela.
A situação era no mínimo estranha, mas como eu não tinha muitas opções, era o melhor que eu tinha a fazer.
Por mais estranho que fosse, eu sabia que poderia confiar a segurança de minha menina a ele.
Jacob cuidaria de Bella tão bem quanto eu.
_ E então: O que me diz?_ Perguntei ansioso e ele levantou-se, indo até a janela e ficando de costas para mim.
_ A senhora Cullen está grávida?_ Ele perguntou e eu respirei fundo antes de responder.
_ Sim. Descobrimos há pouco tempo. Ela está grávida e precisa de toda proteção e segurança que eu puder oferecer. Estou lhe pedindo ajuda, mas saiba que será muito bem pago pelo serviço.
Ele abaixou a cabeça e sentou-se novamente, dando um longo suspiro.
_ Não vou cobrar nada. Se for para proteger a mesma mulher que salvou meu capitão da morte, então eu irei com o maior prazer. É só dizer quando e eu estarei lá, para garantir que ninguém faça mal a sua esposa._ Ele falou decidido e eu respirei aliviado.
_ Obrigado, Jacob. Você nem imagina o que isso significa para mim. Infelizmente eu não posso estar com ela durante todo o tempo, pois tenho que cumprir minhas obrigações como capitão, mas não vou permitir que algo de mal aconteça a Bella. Esteja amanhã em frente à casa grande e não permita que ninguém diferente entre. Não deixe que ela saia sozinha e nem que alguém se aproxime. Esse será seu dever. Assim que eu chegar em casa, você estará dispensado._ Expliquei e Jacob assentiu.
_ Certo. Amanhã estarei lá. E fique despreocupado... Sua esposa estará segura.
_ Muito bem... Então, até amanhã._ Falei, estendendo-lhe a mão.
Jacob retribuiu meu cumprimento e me acompanhou até a porta.
Andei lentamente até a mansão, olhando para o céu e pedindo silenciosamente que tudo ficasse bem.
A segurança e o bem estar da minha menina precisavam ser garantidos para minha própria paz de espírito.
Minha felicidade dependia dos seus sorrisos lindos e de sua presença graciosa.
*****
Pov. Bella
Olhei-me mais uma vez no espelho e fiz uma careta para as marcas avermelhadas no meu pescoço.
Como, diabos, eu ia escondê-las?
Bufei irritada e olhei para Edward, que estava concentrado, abotoando sua farda.
_ Você tem um cachicol?_ Perguntei mal humorada e ele me olhou, preocupado.
_ Por quê?_ Ele perguntou inocentemente e eu revirei os olhos.
_ Para esconder as marcas que você deixou no meu pescoço. Sua mãe já nos considera dois depravados e seu eu aparecer toda marcada, aí sim ela vai nos expulsar de sua casa em nome da moral e dos bons costumes._ Falei azeda e Edward gargalhou.
Ele rumou para o banheiro, sem dizer nada e voltou com um pequeno pote, aproximando-se de mim e analisando meu pescoço.
_ Isso aqui vai esconder as marcas._ Ele falou, aplicando finas camadas e um pó em minha pele.
Depois que terminou o serviço, me virou de frente para o espelho e eu respirei aliviada ao notar que as marcas tinham mesmo sumido.
_ Menos mal. Agora me sinto mais segura em aparecer para o café..._ Comentei e Edward riu mais uma vez.
_ Desculpe por isso. Mas, não ouvi ninguém reclamando ontem.
Eu corei com suas palavras e o encarei com um olhar mortal.
_ Epa... Não está mais aqui quem falou..._ Edward disse, erguendo as mãos de maneira defensiva e eu revirei os olhos, mais uma vez, seguindo em direção à porta.
Senti suas mãos em minha cintura e aceitei o fato de ser agarrada e impedida de sair do quarto.
_ Você está brava?_ Ele perguntou baixinho e eu respirei fundo.
_ Não. Só estou um pouco nervosa. Não sei como todos vão reagir ao saberem do nosso bebê._ Confessei amuada e Edward me virou para ele.
_ Todos vão gostar. Tenha certeza disso. Minha mãe apenas vai começar uma campanha para que venha um neto homem... Ah, e também vai querer ensinar você a tricotar._ Edward falou e eu sorri.
_ Será?_ Perguntei incerta e ele beijou meu rosto.
_ Sim. Não se preocupe._ Ele respondeu e me soltou delicadamente, indo terminar de se arrumar.
_ Como ele entrou aqui dentro?_ Perguntei, de repente e Edward me encarou em dúvida.
_ Ele quem?
_ O bebê. Como eu fiquei grávida?
Ele me olhou por alguns segundos, com a boca aberta e eu teria rido de sua cara se não estivesse preocupada com sua reação.
Será que ele tinha sofrido algum tipo de paralisia?
_ Edward?_ Chamei e ele piscou algumas vezes, desviando o olhar de mim.
_ Bem... Eu... Então... Bella, não podemos deixar essa conversa para outra hora?_ Ele falou, suspirando e eu fechei a cara.
_ Por quê?_ Perguntei, fazendo birra e ele suspirou outra vez.
_ Porque eu ainda tenho que pensar na resposta._ Ele disse simplesmente e foi minha vez de ficar sem reação.
_ É muito ruim?_ Perguntei e ele riu sem jeito, coçando a cabeça.
_ Não. Tem haver com o que fazemos todas as noites. Só isso.
Eu assenti e desisti das minhas dúvidas por hora.
Depois, ele teria que me explicar, de qualquer forma.
_ Certo. Depois você me explica. Vamos descer?_ Falei e ele assentiu, suspirando aliviado e segurando minha mão.
Chegamos à sala de jantar e todos me olharam, preocupados.
Por que será que eu tinha a sensação que algo grave estava acontecendo e que todos estavam escondendo de mim?
Edward puxou a cadeira para que eu me sentasse e se acomodou ao meu lado.
Ele serviu-me de todo o que sabia que eu gostava, mas a comida simplesmente não descia.
Eu estava nervosa e não conseguiria comer.
Olhei para Edward por uns instantes e quando, finalmente ele entendeu meu estado, limpou a garganta, chamando a atenção de todos para si.
Senti meu estômago ir parar no pé.
_ Bem... Eu e a Bella temos um comunicado muito importante para fazer._ Ele falou e eu apertei sua mão._ Eu... Nós, vamos ter um filho.
Respirei fundo e olhei para as pessoas a nossa volta.
O silêncio era total e todos nos encaravam com atenção.
A primeira reação veio de Alice.
_ Ahhhh.... Um sobrinho... Mais um sobrinho lindo... Meu Deus! Parabéns, Bella..._ Ela falou, pulando da cadeira e me abraçando efusivamente.
Eu ri de sua reação.
_ Obrigada..._ Falei timidamente e ela me deu um beijo estalado na bochecha.
_ Já chega, Alice. Vai acabar asfixiando minha esposa._ Edward falou, tirando os braços da irmã de meu pescoço e Alice mostrou a língua para ele, fazendo com que todos os presentes rissem.
_ Parabéns aos dois... Só espero que dessa vez venha o sucessor para o sobrenome Cullen._ Carlisle falou sorrindo e eu me senti feliz.
Olhei para Esme, que nos olhava com lágrimas nos olhos.
_ Fico muito feliz em saber que serei avó outra vez. Quero dizer que hoje entendo o papel importante que Bella tem na vida de Edward e na nossa também. Ela cuidou de Sophie como ninguém jamais fez e tenho certeza que será uma mãe excelente para esse bebê, que eu também torço para que seja um menino. Mas, se não for, vocês terão a vida inteira para terem outros filhos. Parabéns!
Respirei fundo, tentando conter minhas próprias lágrimas e Edward beijou meu rosto.
_ Eu disse..._ Ele falou no meu ouvido e eu sorri, aliviada.
_ Parabéns, Bella. Você verá que não existe melhor sensação do que segurar um filho nos braços. Principalmente se esse filho for do homem que você ama._ Rosalie falou, e embora suas palavras tenham me deixado feliz, me senti incomodada com sua última frase.
“O homem que você ama”.
Sim. Edward era o homem que eu amava, mas não sabia quais eram seus sentimentos e, portanto, não podia me declarar.
Preferia não falar de amor, no momento.
Suspirei e olhei para Emmett, que se levantara para cumprimentar o irmão.
_ Parabéns, capitão. Tenho certeza que será uma bela criança._ Ele falou, apertando a mão do irmão e me dando um suave beijo no rosto.
_ Eu peço que me ajudem a cuidar de minha menina, para que ela tenha uma gravidez saudável e que nosso filho possa estar, em breve, em nossos braços._ Edward falou e todos assentiram solenemente, trocando olhares entre eles.
E mais uma vez, eu senti que escondiam algo de mim.
Olhei para Sophie que se mantinha em silêncio ao meu lado e toquei sua bochecha.
_ Tudo bem, amor?_ Perguntei baixinho e ela assentiu._ Então, por que está triste?
Ela me olhou por um momento e depois voltou à atenção para panqueca a sua frente.
_ Você vai me amar, mesmo se tiver um montão de filhos?
Senti meu coração falhar uma batida e beijei sua cabeça.
_ Claro que sim, princesa. Mesmo que eu tiver dez filhos, você sempre será a primeira.
_ Mas a cegonha não me trouxe pra você. Ela me deixou na barriga da minha outra mãe._ Ela explicou, em sua lógica infantil e eu ri.
_ Não tem problema, porque eu te amo aqui._ Falei, colocando sua mãozinha em meu coração e ela suspirou._ Nunca duvide disso, certo?_ Ela assentiu e eu beijei seu rosto._ Agora, coma.
Sophie voltou sua atenção para as panquecas e eu comecei a comer minha própria comida.
Acho que agora, conseguiria engolir.
E eu estava com muita fome.
Olhei para Edward, que me encarava com atenção e ele inclinou-se pra mim, beijando meu rosto.
_ Obrigado._ Ele disse e eu sabia que ele se referia as palavras que eu dissera à Sophie.
_ De nada. Eu só disse a verdade.
Ele sorriu e continuou sua refeição.
Todos pareciam contentes com a notícia e começaram a discutir os possíveis nomes para meu bebê.
Esme prometeu que começaríamos a tricotar e costurar roupinhas e eu fiquei um pouco sem jeito, pois não fazia ideia de como realizar nenhuma dessas duas atividades.
_ Será que ele vai seguir carreira militar?_ Emmett perguntou e eu olhei para Edward, amedrontada.
Meu bebê nem nascera e Emmett já queria enviá-lo para a guerra?
_ Emmett, não é hora de falar sobre isso. Para ser um militar o bebê tem que nascer, depois crescer e por último ficar idiota._ Alice falou e eu arregalei os olhos, olhando de Edward para Carlisle.
Eles a olhavam de cara feia, mas não disseram nada.
E eu... Bem... Eu queria rir.
_ Alice! Não diga essas coisas. Seu pai, seu irmão e seu noivo são militares._ Esme a repreendeu e Alice revirou os olhos.
_ Mamãe, na minha singela opinião, eles são idiotas por arriscarem suas vidas por um país que jamais vai reconhecê-los como eles merecem. Meu pai e meu irmão foram me dados sem que eu tivesse escolha... Agora, o porquê de me apaixonar por um militar é algo que nem eu entendo... Acho que a tal idiotice é contagiosa.
Eu concordava com ela, em partes.
Imaginar, nesse momento, Edward e Carlisle em uma guerra era terrível. Mas, pensar que meu filho poderia ter o mesmo destino... Deus, tomara que nascesse uma menina!
_ Parem com isso... Estão deixando minha esposa nervosa. Se nosso filho quiser seguir carreira militar, ele será muito bem orientado e terá todo nosso apoio. Mas, não é o memento para cogitarmos isso. Como Alice pontuou, ele nem nasceu ainda.
Eu suspirei aliviada quando deixaram o assunto de lado e terminei minha refeição em silêncio.
Edward levantou-se para ir trabalhar e eu o acompanhei até a porta.
_ Não saia sozinha. Não receba visitas. Por favor._ Ele pediu e eu o encarei, séria.
_ O que está acontecendo?
_ Nada, oras... Eu só quero garantir sua segurança e tranquilidade._ Ele falou, aparentemente tranquilo, mas eu podia notar um tom de nervosismo em seus gestos e palavras.
Ele estava me escondendo alguma coisa.
_ Edward, você acha que eu sou idiota?_ Perguntei de repente, e ele me encarou, espantado.
_ Claro que não, Bella!_ Ele respondeu indignado e eu revirei os olhos.
_ Então, porque você não para de me esconder às coisas e me conta o que está acontecendo? Por que todos estão me olhando de uma forma estranha? Por que você parece tão preocupado?
Ele suspirou exasperado e me levou até o sofá, sentando-se comigo.
_ Você confia em mim?
_ Você sabe que sim. Mas..._ Tentei argumentar, mas ele me calou, colocando a mão sobre minha boca.
_ Mas nada... Então faça o que eu estou pedindo. Por favor._ Ele pediu e eu bufei, irritada. Não conseguiria arrancar nada dele, pelo jeito.
_ Ok. Mas, eu vou querer saber o que está acontecendo. Cedo ou tarde você terá que me contar._ Argumentei e foi à vez dele revirar os olhos.
_ Certo. Agora eu tenho que ir. Fique quietinha aqui._ Ele falou, beijando meus lábios e levantando-se.
Eu respirei fundo e recostei minha cabeça no encosto do sofá.
Algo me dizia que tinha alguma coisa muito grave acontecendo.
E Renée estava envolvida nisso.
Tremi ao pensar naquela mulher.
Já fazia algumas semanas desde que eu a vira na rua e até agora nem sinal dela ou do meu pai.
E isso era muito estranho.
Geralmente, quando queriam dar o golpe ou fazer alguma maldade, eles não perdiam tempo.
Levantei-me e fui até a janela, para observar o dia lá fora.
Já fazia muito tempo que eu não saia para um passeio e sentia falta desse contato com o ar livre.
Mas, foi uma coisa diferente dos pássaros, árvores e flores que prendeu minha atenção.
O que Jacob fazia parado em frente à porta da mansão e, ainda por cima armado?
Saí e andei até ele, que me olhou com um sorriso nos lábios.
_ Bom dia, Bella._ Ele me cumprimentou e eu o olhei, desconfiada.
_ Bom dia, Jacob... O que faz aqui?_ Perguntei e ele franziu o cenho.
_ Como assim o que faço aqui? Serei seu segurança particular. Meu dever é não deixar que ninguém se aproxime de você._ Ele falou, soando orgulhoso e eu comecei a tremer.
Edward não me dissera, mas eu tinha certeza do por que Jacob precisava me proteger.
Renée e Charlie estavam atrás de mim, e se eu os conhecia bem, sabia que eles não demorariam a realizar seu intento, que era transformar minha vida em um tormento.
_ De quem você tem que me proteger?_ Perguntei em um fio de voz e ele me encarou, preocupado.
_ Bella? Você está pálida. Quer que eu chame alguém?
_ Não. Eu quero que você responda a droga da pergunta que eu lhe fiz._ Gritei, alterada e ele respirou fundo.
_ Eu tenho que protegê-la de sua madrasta, do seu pai e do soldado James... E de quem mais vier atrás de você._ Ele falou e um zunido tomou conta do meu ouvido.
Então era isso: eu precisava ser protegida de três demônios que não demorariam a me tirar a paz.
Deus!
Coloquei a mão na barriga e pensei no meu bebê.
Enquanto eles não soubessem sobre meu filho, ele estaria a salvo.
Mas, logo eu não poderia esconder das pessoas que estava grávida.
Lágrimas desceram por meus olhos e eu encarei o portão.
E nesse momento, como se tudo já não estivesse ruim, eu vi Renée me encarando, com um sorriso diabólico.
E, depois disso, não me lembro de nada.
Acho que desmaiei de desespero e medo.
Mas, qualquer escuridão era melhor do que sentir o pavor de estar nas mãos daquela mulher outra vez.

Eu preferia morrer.



E aí... Gostaram?
Gente, eu sei que disse que Edward se afastaria dela, mas eu simplesmente não consigo fazer isso.
Eu adoro ele da forma carinhosa e dedicada que ele é e não tem como mudar isso...
Mas,o pavor de momentos difíceis pode operar algumas transformações.
Aguardem!
E antes que me perguntem... Sim, eu adoro um drama...
Quanto pior a situação, maior a recompensa...
Então, entendem porque eu as faço sofrer... kkkkkkkk
Mas, tudo vai se resolver.
A situação deles é complicada, mas os inimigos não contavam com o bebê.
Como alguém disse nos comentários, ninguém vai separar um casal que tenha um filho a caminho.
Então...
Estou adorando os comentários e peço recomendações...

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