THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 20

E aí, galerinha linda... Como está o fim das férias?
Se assim como eu, acham que estaria melhor se não fosse o fim, ergam as mãos....
Mas, como prêmio de consolação, eu trago mais um capítulo fresquinho para vocês...
Espero que gostem...
Boa leitura!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Capítulo 20
Pov. Bella
Luz.
Muita luz.
Abri meus olhos lentamente, tentando me acostumar com a claridade do ambiente e aos poucos consegui firmar a visão.
E o que eu vi me preocupou.
Onde eu estava?
Olhei ao redor e não reconheci o quarto que eu dividia com Edward desde que viemos morar em Washington.
Levantei-me com cuidado e olhei ao redor, sentindo meu corpo gelar.
Aquela casa era a mesma que eu morava na Alemanha antes da guerra começar.
Comecei a tremer.
Deus!
Será que tudo o que eu vivera com Edward fora um sonho?
Será que meu capitão nunca fora real?
Nós não teríamos um bebê em breve?
Tentei me acalmar e conter as lágrimas a todo custo.
Não!
Aquilo não fora um sonho.
Não era possível que todos os beijos, abraços, carinhos, todos os momentos difíceis e lindos que eu passara ao seu lado fosse apenas uma alucinação.
Não era possível que o amor intenso e único que eu sentia por ele fosse apenas fruto da minha imaginação.
Andei até a porta e abri, dando diretamente para a sala.
Estranhei esse fato, pois eu sempre dormira na cozinha.
O que eu estaria fazendo em um dos quartos principais?
Olhei ao redor e não tive dúvidas: aquela era mesmo a sala da casa na Alemanha.
Os móveis velhos e elegantes e os tapetes gastos seriam reconhecidos por mim em qualquer lugar.
Quantas vezes eu não tivera que limpar essa tapeçaria, machucando minhas mãos e meus joelhos?
Quantas vezes eu não tivera que passar óleo de peroba nos móveis, para fazê-los brilhar e tentar camuflar a condição falida da minha família?
Mas, algo ali estava diferente.
Naquela casa não havia um berço de palha parado no meio da sala.
Respirei fundo e andei até o pequeno móvel, olhando com atenção o seu interior.
Sorri abobalhada com a beleza que encontrei lá dentro.
Eram dois bebês.
Um menino e uma menina.
Mas só era possível distingui-los devido às roupas, pois em todos os outros aspectos eles eram idênticos e lindos.
Tinham os olhos castanhos e os cabelos acobreados. A pele era branquinha, a boca incrivelmente vermelha e eles sorriam e balbuciavam para mim, como se me conhecessem de algum lugar.
E de repente, eu me dei conta que amava aquelas crianças, de uma forma intensa e única.
Passei a mão por seus cabelos fininhos, me deliciando com a textura suave sob meus dedos. Um cheirinho gostoso emanava deles e minha vontade era de segurá-los e apertá-los em meus braços, a fim de protegê-los de todo o mal.
Levantei o rosto assustada, quando ouvi um barulho vindo da porta da frente e deixei de encarar os anjinhos no berço.
E, para o meu completo desespero, lá estava ela.
Renée.
Gritei assustada e entrei na frente do berço, pois não podia deixar que ela se aproximasse daquelas crianças.
Ela sorriu e veio em minha direção.
Eu sabia que minha ousadia poderia me render mais uma surra, mas não me importei.
Eu protegeria aqueles bebês de qualquer jeito, nem que para isso eu precisasse dar minha vida por eles.
_ Saia daqui... Deixe-os em paz._ Gritei desesperada e ela gargalhou, me fazendo estremecer com o som diabólico de sua risada.
_ Você nunca vai se livrar de mim, Bella. Nunca._ Ela falou, me empurrando para longe e pegando os bebês, que a essa altura já choravam desesperados.
Eu tentei impedir, mas ela os levou e tudo o que deixou foi uma dor insuportável em meu coração.
Ela faria mal a eles, como fizera a mim.
_ Não! Devolva-os. Por Deus!_ Eu gritava desesperada, mas ela e nem ninguém pareciam me ouvir.
_Não... Não...
_ Ei, Bella... Meu anjo, se acalme, por favor..._ Ouvi a voz suave de Edward e só depois, percebi que eu gritava em alto e bom som, provavelmente assustando-o.
Abri os olhos de repente e me vi deitada na cama, com ele inclinado sobre mim e passando a mãos por meus cabelos.
Olhei ao redor e percebi que tudo não passara de um pesadelo.
E então, eu comecei a chorar igual a uma boba.
De alívio, de medo, de raiva...
Eu era uma mistura e contradição de sentimentos e a lembranças daquele pesadelo horrível só fazia piorar as coisas.
Edward me abraçou e eu enterrei o rosto em seu pescoço, chorando e soluçando copiosamente.
_ Ei, meu bem... Se acalme. Já passou... Eu estou aqui... Shii..._ Edward tentava me consolar, certamente preocupado com meu estado lastimável, mas eu não conseguia parar de chorar.
_ Vou buscar um copo de água com açúcar para ela..._ Ouvi a voz angustiada de Esme e só aí me dei conta que existiam outras pessoas no quarto.
Alice segurava Sophie pelos ombros e ambas pareciam abaladas e preocupadas.
Engoli o choro para não assustá-las mais, mas fiquei abraçada a Edward, pois apenas sua presença e a certeza de que tudo o que vivemos não fora um sonho, conseguiriam me acalmar.
_ Está mais calma?_ Edward perguntou em meu ouvido depois de longos minutos e eu assenti com a cabeça, sentindo-me finalmente segura e protegida.
Não fora mentira.
Meu capitão havia mesmo se casado comigo e me salvado do inferno e em breve, teríamos um bebê.
E, mesmo que Renée jamais me deixasse em paz, ele sempre estaria ao meu lado para me proteger.
Olhei para seu rosto bonito e senti um aperto no peito ao me dar conta do quanto ele parecia preocupado e a lembrança do que havia acontecido tomou minha mente aos poucos.
Eu desmaiara depois de saber que Jacob precisava me proteger de algumas pessoas e de ver Renée me olhando no portão.
Eu sabia que havia algo errado, mas ninguém me dissera.
Preferiram esconder a verdade de mim e quando eu descobrira, um desespero tão grande tomou conta do meu ser, que eu não fora capaz de suportar e acabei desmaiando, colocando, muito provavelmente, a vida do meu bebê em risco.
Encarei Edward, ressentida, me dando conta de que ele mentira para mim.
Afastei-me de seu corpo e me encostei à cama, olhando-o seriamente.
_ Você mentiu para mim._ Falei com a voz fraca e ele fechou os olhos, suspirando e passando as mãos pelos cabelos, nervoso.
_ Eu não menti, Apenas Omiti, pois não queria deixá-la preocupada. Bella, você está grávida. Não pode passar nervoso._ Edward falou e foi minha vez de suspirar.
_ Por que eu preciso de um segurança? Por que Renée está rondando a mansão? Por que Jacob tem que manter algumas pessoas afastadas? Fale logo, Edward. Pelo amor de Deus!_ Pedi desesperada e ele bufou irritado, levantou-se da cama e indo até a janela.
Alice, que até aquele momento, observava tudo em silêncio, resolveu manifestar-se.
_ Conta pra ela, Edward. Não vê que lhe escondendo as coisas, acaba deixando-a ainda mais nervosa?
_ Saia, Alice. Quero ficar a sós com Bella. Leve Sophie até o quarto dela e mantenha-a lá. _ Edward pediu e ela obedeceu, mesmo parecendo contrariada.
_ Mamãe, você está bem mesmo?_ Sophie perguntou, antes de atravessar a porta e seu rostinho preocupado cortou meu coração em mil pedaços.
Odiava ver minha pequena sofrer.
_ Estou, meu amor. Foi só um susto. Fique tranquila. Eu e seu irmãozinho estamos muito bem._ Respondi, tentando tranquilizá-la.
_ Não brigue com ela, papai._ Ela pediu a Edward e ele beijou seu rosto com carinho.
_ Claro que não, princesa. Vamos apenas conversar._ Edward falou e ela, finalmente, deixou se levar por Alice.
Depois que elas saíram, Edward voltou a sentar-se e me encarou, seriamente.
_ Você está mesmo bem?
_ Sim. Só não me sinto melhor porque descobri que meu marido mentiu para mim... Percebi que ele não confia em mim._ Falei com a voz fraca e ele se aproximou um pouco mais, segurando minhas mãos.
_ Claro que eu confio em você, Bella. Você é a pessoa em quem eu mais confio no mundo, mas meu dever é protegê-la. Eu não lhe contei o que estava acontecendo apenas para poupá-la. Você está grávida e por mais que todos me digam o contrário, eu sei que sua condição é delicada e eu não quero que nada de mal lhe aconteça, pois eu preciso de você. Mas, meu instinto de proteção falhou e por conta da minha omissão, você acabou passando mal. Sinto muito. De verdade. Prometo nunca mais lhe esconder nada._ Ele falou, parecendo emocionado e eu não resisti.
Joguei-me novamente em seus braços, pois ali era o único lugar onde eu me sentia completa.
Sem contar, que Edward triste, arrependido e carente mexia demais com minhas emoções.
Ficamos assim, unidos em um abraço, por um longo tempo, até que ouvimos o clique da porta.
Separamos-nos a contra gosto e Esme entrou, me oferecendo um copo de água.
_ Beba, querida. Você precisa se acalmar. Já mandei chamar o médico e logo ele estará aqui para saber como você e o bebê estão._ Ela falou gentilmente e eu aceitei o copo de água doce, bebendo rapidamente.
_ Mãe, eu preciso conversar com ela. Quando o médico chegar, nos avise, por favor._ Edward falou e Esme assentiu, dirigindo-se para a porta.
_ Vá com calma, filho. Ela não deve sofrer emoções fortes._ Esme o aconselhou e eu fiquei imaginando o que de tão grave ele tinha para me contar.
Quando sua mãe saiu, ele me encarou atentamente e eu respirei fundo, esperando por suas palavras.
_ Conte-me. Por favor._ Pedi com a voz baixa e ele respirou fundo, vindo sentar-se atrás de mim. Depois, ele me tomou nos braços e me fez recostar-se em seu peito.
_ Bom... Eu vou lhe contar. Mas, quero que me prometa que não vai ficar nervosa._ Ele pediu e eu bufei.
_ Primeiro você me conta, depois eu decido isso._ Falei decidida e foi a vez dele bufar.
_ Bella..._ Ele suspirou e eu apertei suas mãos que estavam pousadas sobre minha barriga.
_ Ande logo, Edward. Não vê que essa expectativa me deixa ainda mais nervosa?_ Falei frutada e o senti respirar sobre meus cabelos.
_ Certo. Não é nada tão grave. É apenas a constatação do que você já sabia. Do que você me avisou. Sua madrasta não ia deixá-la em paz e agiu com mais rapidez e destreza do que eu imaginava.
Estremeci a menção de Renée.
_ O que ela fez?_ Perguntei preocupada, tentando mais uma vez conter o choro.
Chega de lágrimas.
Eu precisava ser forte por meu bebê.
_ Ela e seu pai entraram com um pedido de anulação do nosso casamento._ Edward falou com a voz triste e eu senti um baque forte no peito.
_ O que?_ Perguntei em um fio de voz e ele me apertou nos braços.
_ É isso. Eles querem tirá-la de mim. Afirmam que eu agi de forma ilegal ao trazê-la da Europa para cá e, baseando-se neste fato, querem anular nosso casamento. Mas, antes que você se desespere, saiba que eu já falei com o juiz e ele me garantiu que isso não vai acontecer. Sem contar que eu também jamais permitirei que alguém a tire de mim. Nunca._ Ele afirmou, decidido e eu não consegui deter novas lágrimas.
Nem toda a força do mundo me preparara para as palavras que ouvi dos lábios de Edward.
Eles queriam me tirar dele.
Charlie e Renée queriam continuar a atormentar cada segundo da minha existência, me mantendo ao lado deles e me separando de Edward.
Chorei mais ainda com o pensamento e Edward me apertou contra seu corpo, murmurando palavras de consolo.
Não sabia se meu estado emocional fragilizado se dava por causa da gravidez ou da seriedade da situação, mas o fato era que ultimamente qualquer coisa, por menor que fosse, boa ou ruim, me fazia verter em lágrimas.
_ Eles são maus. Não vão desistir. Mas, eu não quero ir com eles. Não quero voltar para o tormento de ser maltratada por eles. Eu preciso proteger nosso bebê. Não deixe Charlie e Renée me levarem, Edward. Não deixe, por Deus._ Pedi desesperada e ele beijou meus cabelos.
_ Isso não vai acontecer, minha vida. Juiz nenhum vai conceder uma anulação sabendo que você está esperando um filho meu. O máximo que vai acontecer é termos que nos casar outra vez. E isso, a meu ver, não é nenhuma tortura. Eu me casaria com minha menina linda quantas vezes fosse preciso._ Ele falou com a voz suave, sendo extremamente fofo e eu sorri, enxugando as lágrimas com as costas das mãos.
_ Sinto-me lisonjeada em ouvir isso, Edward. Eu também me casaria milhares de vezes com meu capitão. Jamais irei me cansar de ser sua mulher. Mas, se não se tratava de nada tão grave, porque escondeu de mim?_ Perguntei fungando e ele suspirou.
_ Já disse. Não queria que você se preocupasse. Eu sou capaz de resolver isso sozinho, sem precisar envolvê-la em problemas._ Ele explicou e eu me virei para encará-lo.
_ Edward, eu não quero que esconda as coisas de mim. Não sou boba e percebo quando você está nervoso e agindo de forma estranha e isso me deixa preocupada e apreensiva. Não vou usar minha gravidez como pretexto, mas, eu não quero ser mantida no escuro. Somos marido e mulher e se eu sou boa para dividir outras coisas com você, quero ser boa para compartilhar os problemas também. Por favor._ Pedi, com a voz firme e ele suspirou, derrotado.
_ Tudo bem. Sinto muito pela forma como você descobriu. Não queria que fosse assim. Pedi a Jacob para que não permitisse que alguém se aproximasse, pois do jeito que sua família é louca, poderia tentar agir por trás da justiça e fazer-lhe algum mal. Foi só por isso. Eu não podia arriscar. Você é importante demais para que eu não a cerque de cuidados. Entenda isso, por Deus!_ Ele pediu desesperado e eu segurei seu rosto, dando-lhe um beijo nos lábios.
_ Certo. Eu entendo. Mas, também não quero que você corra riscos. Como disse, eles são loucos e capazes de qualquer coisa por dinheiro. Nosso filho, Sophie e eu precisamos de você._ Falei suavemente e ele sorriu, dando-me um beijo no rosto.
_ Não se preocupe. Eu estarei seguro. Sei muito bem me cuidar... Afinal, não é a toa que me tornei capitão do exército americano._ Ele falou presunçoso e eu revirei os olhos.
_ Você é muito convencido._ Falei emburrada e ele riu.
Ficamos em silêncio e eu me senti mais calma ao saber que Edward estava cuidando de tudo, impedindo que Renée e Charlie se aproximassem de mim.
Estava quase dormindo, quando me lembrei de um detalhe importante de minha breve conversa com Jacob pela manhã.
“Eu tenho que protegê-la de sua madrasta, do seu pai e do soldado James... E de quem mais vier atrás de você.”
Soldado James.
Onde aquele monstro se encaixava nessa história?
Desde que chegamos a Washington eu nunca mais o vira.
Porque Jacob teria que me proteger dele?
Olhei para Edward, de repente e estreitei meus olhos em sua direção.
_ O que James tem haver com a proteção de Jacob?_ Perguntei e ele bufou, evidentemente irritado.
_ Quem lhe falou sobre James?
_ Jacob. Ele disse que precisava me proteger de Charlie, Renée e James.
_ Aquele soldado é um dedo duro... Ele não tinha nada que lhe dizer essas coisas. Bastava que a protegesse e estaria tudo resolvido._ Edward falou emburrado e eu continuei encarando-o.
_ Onde James se encaixa nessa história, Edward? Diga-me. Você prometeu que não haveria mais segredos._ Falei, fazendo manha e ele bufou, rendendo-se ao meu pedido.
_ Ah... Certo. Ele se meteu em problemas em New York e foi enviado para Washington a fim de cumprir uma espécie de castigo. Ele vai ficar sob minha responsabilidade até poder voltar para sua base militar. E você sabe como ele é. James me odeia por motivos que eu, sinceramente, não entendo e pode querer lhe fazer algum mal. E é apenas isso que eu quero evitar, pois ele sabe que para me atingir, basta apenas fazer alguma maldade com você._ Edward explicou e eu estremeci ao pensar no tipo de maldade que Edward poderia querer fazer comigo.
_ Até quando ele vai ficar?
_ Por um mês. Mas, se sair da linha, eu o envio antes disso, para que possa ser destituído do cargo de soldado.
Eu assenti e me virei, recostando-me sobre seu peito mais uma vez.
James na cidade não era uma coisa boa.
Aquele homem era um demônio e se, realmente, quisesse fazer algum mal para mim e Edward, quase nada poderia detê-lo.
Suspirei pesadamente e fechei os olhos, sentindo uma leve dor de cabeça por pensar em tantos problemas a minha volta.
_ Tudo o que eu queria nesse momento era paz. Paz para ver meu bebê crescer dentro de mim e para trazê-lo ao mundo com saúde. Tranquilidade para curtir você e cuidar de Sophie. Mas, parece que as coisas nunca ficarão boas para mim. Haverá sempre alguém no meu caminho para atrapalhar minha felicidade._ Falei com a voz triste e Edward beijou meus cabelos.
_ Eu farei questão de tirar do seu caminho qualquer pessoa que resolva atrapalhar sua felicidade, meu anjo. Nunca duvide disso._ Ele me garantiu e eu sorri tristemente.
_ Minha vida melhorou muito depois que você entrou nela, Edward... Mas... _Suspirei._ Sei lá... Perece que eu fui amaldiçoada de alguma forma e eu não consigo ser feliz por muito tempo. Sempre acontece alguma coisa... Sempre aparece alguém para me fazer mal... Isso é frustrante! Às vezes, eu tenho vontade de desistir de tudo e me esconder em um buraco, para dar sossego e paz às pessoas à minha volta e a mim mesma.
_ Não diga bobagens, Bella. Você não tem que fazer nada disso, pois eu sinto o maior prazer em defendê-la. Já disse: Minha maior satisfação é cuidar de você. Se você se esconder, que vai iluminar minha vida? Quem vai me fazer feliz? Quem vai me dar filhos lindos?_ Ele falou baixinho, contra meu ouvido e eu suspirei.
_ Você encontraria outra esposa... Tânya Denali, talvez.
Ele beliscou minha barriga de leve e segurou meu rosto, fazendo encará-lo.
_ Não existe outra esposa, porque só há uma Isabella. Minha menina é única e insubstituível. Tânya foi um erro e nem passa mais pela minha cabeça. Acho que noivei com ela apenas para ceder à vontade dos meus pais. Mas, acabou. Eu fui para a guerra e conheci uma doce menina que mudou minha vida e depois dela, foi morte para todas as outras._ Ele falou emocionado e eu sorri abobalhada.
Eu adorava quando Edward falava essas palavras bonitas.
Fazia com que eu realmente me sentisse única e insubstituível.
Fazia com que eu acreditasse que ele me amava.
Mas, meu capitão nunca havia dito ISSO.
A palavra amor nunca fizera parte de seus discursos.
Eu tinha tanta vontade de me declarar, de dizer que o amava como uma louca e seria capaz de dar a vida para estar ao seu lado.
Mas, a verdade é que eu tinha medo.
Medo de ser rejeitada, pois uma vez Edward havia me dito que jamais amaria outra mulher e eu o conhecia bem para saber que se por acaso ele não sentisse o mesmo por mim, se afastaria, por achar que estaria sendo injusto.
E se Edward se afastasse, eu morreria...
Morreria de solidão e desespero, pois não havia nada melhor que sua presença, seu carinho e sua proteção.
Era melhor tê-lo dessa forma, do que não tê-lo de forma nenhuma.
E, portanto, o melhor a fazer era ficar calada e amá-lo em silêncio.
Suspirei pesadamente, deixando os pensamentos perturbadores de lado e me deixei levar por seu abraço quente.
Eu me sentia exausta e sabia que o melhor era dormir, pois, no momento, eu precisava pensar na saúde do meu filho.
Só esperava não ter outro pesadelo, pois não queria acordar aos gritos e assustar a todos.
No entanto, se fosse para sonhar com aqueles bebês outra vez, eu poderia passar facilmente a eternidade dormindo.
Será que aquele sonho queria me dizer alguma coisa?
Quem seriam aqueles bebês e porque eu gostava tanto deles?
Será que eu devia contar a Edward sobre o sonho?
Talvez, não.
Não queria deixá-lo mais preocupado.
Ele tinha outros compromissos e não devia ficar o tempo todo me pajeando.
Pensei outra vez nos bebês e tenho certeza que adormeci com um sorriso nos lábios.
Depois de tudo, finalmente eu me sentia tranquila para descansar.
Eu iria dormir e esquecer-me dos problemas, já que esse parecia ser o único jeito de me livrar deles.
*****
Pov. Edward
Quando Bella finalmente adormeceu, deitei-a com cuidado na cama e fui para a sala.
Precisava me certificar que Jacob continuaria com seu trabalho de segurança e que nada de mal aconteceria a minha menina enquanto eu estivesse fora.
Eu necessitava voltar urgentemente para a base, antes que tivesse problemas com minha ausência, já que era meu dever vistoriar o trabalho e o comportamento de James.
Mas, quando cheguei à sala, percebi que os problemas não me esperariam na base.
Eles viriam até mim.
_ Olá, Jasper._ Falei a contra gosto e ele me encarou mal humorado.
_ Olá, capitão Edward Antony Cullen. O que faz aqui, quando devia estar cuidando de um soldado?
_ Vim cuidar da minha esposa que está grávida e passou mal pela manhã._ Respondi de forma ríspida e ele bufou.
Estávamos sozinhos na sala, o que de certa forma era bom, pois não queria que ninguém, principalmente Alice, ouvisse nossa discussão.
Por que eu sabia que aconteceria uma discussão.
Minha irmã o amava e não queria que ela se decepcionasse quando descobrisse que seu noivo, no papel de capitão, não possuía sentimentos.
_ Essa garota sempre atrapalhando seu trabalho! Será que não percebe que assim, vai acabar perdendo seu posto de capitão?_ Ele falou em voz alta e eu bufei, fechando minha mão em punho e me contendo para não colocá-lo para fora.
_ Quero que meu posto vá à merda. Se isso acontecer, eu encontro outro trabalho. O que jamais irei permitir é que algo de ruim aconteça a minha esposa. Bella não atrapalha em nada, mas não tenha dúvidas de que ela sempre estará em primeiro lugar... Acima de qualquer prioridade e eu deixarei qualquer outra responsabilidade para cuidar dela._ Falei seriamente e ele ergueu as mãos para cima, em um gesto de derrota e exasperação.
_ Essa garota fez uma lavagem cerebral em você? Por que não existe outra explicação para esses seu comportamento. A carreira de um militar deve vir acima de qualquer prioridade. Você é um capitão e deve fidelidade ao seu país. Há um soldado que precisa da sua tutoria e você não deve deixá-lo de lado por qualquer manha de sua esposa.
Suas palavras conseguiram fazer com que minha irritação atingisse o nível máximo.
Tive que me segurar para não agredi-lo.
_ Ela não estava fazendo manha. Bella desmaiou e está grávida. Mas, eu não tenho que lhe dar satisfações. Você não é meu superior e, portanto, não tem nenhum direito de estar aqui me aporrinhando com reclamações. Você é a mesma bosta que eu naquele exército e eu não admito que venha me cobrar. Eu sei de minhas obrigações e sou eu quem as classifico por nível de prioridades._ Cuspi as palavras e Jasper ficou me observando por longos segundos.
_ Ótimo, Edward... Faça isso: jogue sua carreira no lixo e depois, não venha se lamentar, pois eu lhe avisei._ Ele falou seco e eu ri de maneira irônica.
_ Você já avisou minha irmã que ela não é sua prioridade? Já disse a ela que jamais amará como ama o exército? Já mostrou a ela esse seu lado desalmado e mesquinho?_ Perguntei com ódio e ele sorriu com ironia.
_ Quem é você para me falar isso? Você já disse a sua esposa que a ama?_ Ele perguntou e eu senti um baque no peito._ Não. Você não disse. E sabe por quê? Porque você é um fraco que não tem coragem de se declarar para a mulher a quem você dedica tanta devoção. Eu pelo menos posso dizer isso. Eu amo Alice, mas tenho outras prioridades além dela e tenho certeza que sua irmã é capaz de entender isso.
Eu respirei fundo e não disse nada, pois sabia que no fundo ele estava certo.
Eu era um fraco.
Eu sabia que faria minha menina feliz se dissesse a ela que a amo, mas eu não podia arriscar.
Eu só diria essas palavras quando tivesse a certeza que ela ficaria ao meu lado.
Antes disso, eu permaneceria calado.
_ Posso ser um fraco, como me disse, Jasper. Mas, eu sei respeitar uma mulher. Jamais deixarei que o bem estar de Bella fique em segundo plano. Minha carreira é importante, mas minha esposa é um ser humano e tem sentimentos, portanto, sempre será minha prioridade. Abrirei mão de qualquer coisa para mantê-la segura.
_ Ótimo. Você é adulto e sabe o que faz. Só espero que sua esposa não termine como Elizabeth, pois seria muito triste ver tanta dedicação ser retribuída com uma traição._ Jasper falou e virou-se para sair, mas eu simplesmente não podia deixar que ele dissesse essas coisas sobre minha esposa e fosse embora como se nada tivesse acontecido.
Então, movido pela raiva e pelo desespero, eu o segurei pela farda e desferi um soco em seu rosto.
_ Eu não permitirei que diga essas coisas sobre minha esposa. Você não a conhece e eu nunca lhe dei liberdades para falar sobre meu passado. Não posso, infelizmente, impedir que venha a se tornar marido de minha irmã, mas, eu posso e vou exigir que jamais fale, pense ou olhe para Bella outra vez. Ela é pura e especial demais para ficar na mira desses seus olhos de rapina e língua de cobra._ Gritei, soltando-o e vendo com satisfação ele cair surpreso no chão.
_ Edward! Por que fez isso?_ Minha mãe gritou, alarmada e eu fechei os olhos, antevendo mais confusão.
_ Deixe, Sra. Cullen. Edward está passando por alguns problemas e eu compreendo seu comportamento. De qualquer forma, já estava de saída._ Jasper falou, levantando-se e minha mãe me encarou indignada.
_ Mas... Mas... Você está sangrando!
_ Tudo bem... Isso acontece às vezes._ Jasper respondeu, indo em direção à porta e eu o chamei.
_ Me diga uma coisa: de quem foi a ideia de me nomear como tutor de James?_ Perguntei, mesmo já sabendo a resposta.
_ Minha. Eu achei que seria uma oportunidade perfeita de vocês se entenderem. Já está na hora de deixarem as desavenças de lado e entender que vocês são como irmãos, lutando por uma única causa e defendendo um mesmo país.
Eu respirei fundo e sorri ironicamente.
_ Com um cunhado como você, Jasper, quem precisa de inimigos?_ Perguntei, retoricamente e ele apenas sorriu, finalmente saindo pela porta.
_ Isso é um absurdo, Edward. Por que você agrediu o noivo de sua irmã?_ Minha mãe perguntou irritada e eu dei de ombros, vestindo meu casaco e me preparando para sair.
_ Ele é um idiota, sem alma. Não me arrependo do que fiz, pois ele mereceu._ Respondi e minha mãe ficou me olhando, como se não me reconhecesse. E talvez fosse isso mesmo. Eu já não era o mesmo. Bella conseguiu me mudar em todos os aspectos._ Preciso ir para a base, mas quero que fique de olho em Bella. Quando o médico chegar, peça que a examine e não me esconda nada. Tentarei voltar o mais breve possível. Jacob continuará fazendo a segurança da casa e se algum daqueles malucos se aproximarem chame a polícia. Até logo.
Saí apressadamente, pois não queria dar mais explicações sobre minha atitude violenta com relação à Jasper.
Encontrei Jacob no portão e ele me encarou receoso.
_ Como sua esposa está, capitão?
_ Bem, Jacob. Foi apenas um susto._ Falei para tranquilizá-lo e ele suspirou, aliviado.
_ Sinto muito por ter contado a ela. Mas, Bella parecia nervosa e eu achei melhor lhe dizer de uma vez, antes que ela tivesse um ataque._ Ele explicou e eu assenti.
_ Não se preocupe, Jacob. O erro foi meu. Se eu tivesse lhe dito tudo, nada disso teria acontecido. Bem... Mas, agora você entende que essas pessoas são realmente perigosas. Mantenha-as longe de Bella a qualquer custo.
_ Sim, capitão. Fique tranquilo. Sua esposa estará segura._ Jacob garantiu e eu sorri.
_ Ótimo. Conto com você para isso. Agora, eu já vou. Até mais._ Falei e saí em direção ao portão.
Doía deixá-la sozinha, mas no momento, não havia nada que eu pudesse fazer.
Eu precisava vigiar aquele maldito soldado e cumprir com os meus deveres de capitão.
Só esperava não ter outra surpresa, como pela manhã.
*****
Pov. Bella
Eu já estava cansada de ficar trancada no quarto, mas, segundo o médico que viera me consultar a pouco, eu devia ficar em repouso pelo resto do dia.
Fortes emoções poderiam prejudicar minha gravidez e isso era algo que eu não podia permitir.
Meu bebê estava acima de qualquer prioridade.
Olhei para a janela e fiz uma careta para o céu nublado.
O dia parecia combinar com meu humor.
Ouvi um barulho na porta e sorri ao ver que Rosalie entrava com a pequena Claire nos braços.
O bebê sorriu ao me ver.
_ Vim trazê-la para alegrar seu dia. Eu sei o quanto é torturante o repouso._ Rosalie falou, me entregando a filha e eu me ajeitei, para poder acomodá-la em meus braços.
_ Obrigada, Rosalie. Ficar aqui, deitada e sozinha, é realmente uma tortura._ Falei, recebendo um sorriso simpático de Rosalie. Olhei para Claire e percebi que ela me encarava curiosa._ E você, princesa? Como vai?_ Perguntei com a voz mansa, beijando seu cabelinho cheiroso e ela balbuciou em resposta, me fazendo sorrir._ Sua filha é um encanto.
_ Sim... Realmente. Mas, quando ela resolve chorar, esse encanto se quebra em segundos.
_ Mas, ela é tão calma. Acho que nunca a ouvi chorar._ Falei, me dando conta de que aquilo era verdade.
Nunca tinha ouvido a pequena Claire chorar.
_ É que nossos quartos estão distantes um do outro. Mas, posso lhe garantir que quando ela quer algo, chora com força e vontade.
Rimos juntas e eu continuei acariciando os cabelos dourados de Claire.
_ Você está se sentindo bem?_ Rosalie perguntou e eu assenti._ Todos se assustaram com seu desmaio. Acho que no fundo, eles temem que você venha a ter uma gravidez difícil como a de Elizabeth.
_ Você a conheceu?_ Perguntei curiosa e ela negou com um gesto de cabeça.
_ Não. Quando Emmett e eu nos casamos, ela já havia morrido. Mas, Alice me contou como foi. Ela passou mal durante toda a gestação e não resistiu ao parto. Edward, depois de sua morte, tornou-se um homem muito triste e solitário e acredito que todos tenham medo que isso volte a acontecer.
_ Eu pretendo viver por muito tempo. Então, acho que todos podem ficar tranquilos._ Falei calmamente e Rosalie sorriu.
Deitei Claire na cama e fique brincando com ela, me sentindo em paz por tê-la perto de mim.
Eu adorava crianças e a presença daquele bebê me fazia muito bem.
_ Faz quanto tempo que você e Emmett são casados?
_ Quatro anos.
_ Nossa... E você só tem uma filha? Fazem apenas alguns meses que eu me casei e já estou grávida._ Falei, achando graça da situação e Rosalie riu, sentando-se aos pés da cama.
_ Pois é. Eu tive muitas dificuldades para engravidar. Perdi alguns bebês, até que depois de muitos cuidados e repouso, Claire nasceu.
_ Ela é linda. Acho que valeu apena esperar._ Falei sorrindo e Rosalie assentiu, orgulhosa.
_ Eu sonhei com um filho durante muito tempo, mas sempre achei impossível realizar minha vontade de ser mãe. Apenas quando Emmett apareceu em minha vida que eu me permiti ter esperanças mais uma vez. E, aqui está ela: linda e cheia de saúde, enchendo a mim e ao meu marido de orgulho._ Ela falou sorrindo e eu a encarei por alguns segundos.
Ela sonhara com a filha, assim como eu, que sempre desejara ser mãe.
Rosalie e eu tínhamos mais coisas em comum do que imaginávamos.
_ Como você conheceu Emmett?_ Perguntei, pois queria realmente conhecer Rosalie melhor.
Ela sempre fora muito simpática comigo e eu gostaria muito que ela se tornasse minha amiga.
_ Emmett era meu cliente._ Ela falou simplesmente e eu a olhei, confusa.
_ Cliente? Como assim?
Ela sorriu amargamente e encarou as próprias mãos.
_ Eu era prostituta, Bella. Emmett me conheceu no bordel onde eu trabalhava e, depois de alguns meses, me tornou sua esposa. Assim como Edward lhe resgatou do inferno, Emmett fez o mesmo comigo, me livrando da humilhação diária de pertencer a vários homens. Talvez, essa seja a missão dos irmãos Cullen: salvar as mulheres de um tormento eterno.
Eu a encarei por longos minutos sem saber o que dizer.
Uma vez, Edward me contara que sua cunhada também não era aprovada por sua mãe, e agora, eu me perguntava se era porque Esme conhecia o passado de Rosalie.
_ Esme sabe?_ Perguntei baixinho e ela sorriu tristemente.
_ Não, mas eu sei que ela desconfia. Esme nunca pode conhecer meus pais, já que eles morreram e aí, fica difícil ela acreditar que eu sou de alguma família nobre. Meus irmãos vivem em uma cidade próxima daqui e Emmett me ajuda a sustentá-los. Nunca me orgulhei do que fiz, mas na época eu não tive opção. Era isso, ou que restou da minha família morreria de fome. Mas, graças a Deus, Emmett apareceu e me livrou daquela tortura. Hoje, sou uma mulher feliz e realizada. Tenho um marido que me ama e uma filha linda. Não preciso de mais nada._ Ela falou sorrindo e limpou uma lágrima solitária que descia por seu rosto.
Olhei para Claire e notei que ela dormira agarrada em meu dedo.
_ Você teve sorte, assim como eu. Edward apareceu em minha vida quando eu já não tinha nenhuma perspectiva de futuro. Como deve saber, eu sou filha bastarda de um nobre inglês. Minha mãe morreu quando eu era criança e me deixou sob os cuidados do meu pai e de sua família. Minha madrasta sempre me maltratou e depois de muito sofrer em suas mãos, eles me abandonaram na Alemanha em plena a guerra. Edward me salvou de ser estuprada por um de seus soldados e cuidou de mim como ninguém jamais fez, me tornando sua esposa e me presenteando com uma filha linda e mais um bebê que agora eu espero. Eu vou agradecê-lo e amá-lo pelo resto da vida, pelo simples fato de ter tornado minha vida melhor.
_ Edward nunca tratou nenhuma mulher como a trata. Depois que Elizabeth morreu, ele e Emmett passaram a frequentar bastante o bordel onde eu trabalhava e, acredite: Edward era frio e seco com todas as garotas que se aproximavam dele. Acho que porque ele não confiava em nenhuma, já que Elizabeth o traiu. Mas, depois que ele voltou da guerra com você, tudo mudou. Ele é mais doce, simpático, amoroso, carinhoso... Nunca vi um homem tão desesperado com um desmaio como ele. Saiba que ele expulsou sua madrasta daqui aos empurrões e ameaçou prendê-la, caso ela se aproximasse de você outra vez. Eu confesso que gostei vê-lo colocar aquela bruxa no lugar dela. Ela me parece ser muito má._ Rosalie falou a última frase em um sussurro e eu tive que rir.
_ Ela é má, Rosalie. Jamais duvide deste fato._ Falei, fazendo uma careta e ela riu.
_ Ela falou que veio para saber como você estava e para avisar que seu quarto já está sendo preparado, pois em breve você estará ao lado de sua família outra vez. Esme quase a agrediu, mas Carlisle a segurou, dizendo que atitudes impensadas poderiam piorar o caso. Alice falou muitos palavrões dirigidos a ela, mas, a tal Renée só foi embora depois que Edward a expulsou. Quando você desmaiou, o soldado que estava fazendo sua segurança a trouxe para dentro e pediu para que Emmett fosse avisar seu marido, que chegou à mansão dentro de poucos minutos, esbravejando para quem quisesse ouvir que se tivesse acontecido algo grave com você, alguém ia sair ferido.
Estremeci ao pensar na confusão que se armou nessa família por minha causa, mas, ao mesmo tempo um alívio me tomou por saber que havia tantas pessoas dispostas a me proteger.
_ Fique tranquila. Tenho certeza que ninguém vai tirá-la dessa casa. A família Cullen é muito tradicional em Washington e ninguém que tenha juízo ousa mexer com um de seus membros. A fortuna de Carlisle comanda quase tudo por aqui e se alguém não quiser ver a economia da cidade ir por água abaixo, é melhor não contrariá-lo. E tem mais... Juiz nenhum vai anular seu casamento, sabendo que você está grávida. Não é bom para a reputação da cidade que existam mães solteiras por aí._ Rosalie falou e eu fiquei mais tranquila com suas palavras.
Afinal, ela conhecia a família Cullen há mais tempo que eu e devia saber o que estava falando.
_ Obrigada por suas palavras, Rosalie. Sinto-me mais tranquila para enfrentar esses problemas, agora.
_ Que bom. Fico feliz em ajudar. Sempre que precisar, eu e Claire estaremos aqui._ Ela falou sorrindo, apertando minha mão e eu percebi que naquele momento havia feito uma amiga.
E isso me deixava muito feliz.
*****
Pov. Edward
Observei enquanto James assinava seu relatório de atividades diárias, não vendo a hora de me livrar dele e ir verificar como minha menina estava.
Tinha medo de que aquela maluca de sua madrasta voltasse a importuná-la e eu não sabia qual seria minha reação ao encontrá-la outra vez no meu portão.
Acho que seria capaz de matá-la.
_ Aqui está, capitão. Como vê, tenho me comportado direitinho. Diferente de você, que cegou atrasado hoje. O que houve? Divertiu-se muito com a esposinha, ontem à noite, e perdeu a hora?_ James perguntou, insolente e eu tive que me segurar para não agredi-lo, assim como fiz com Jasper.
Quando viu que eu não ia responder a sua provocação, ele bufou e saiu do meu gabinete, me fazendo suspirar aliviado.
Chega de confusões por hoje.
Mesmo James merecendo uns bons tapas, eu me manteria quieto.
Guardei todos os documentos, tranquei as gavetas, o cofre e a janela, apaguei as luzes e saí, me sentindo feliz por saber que em breve estaria com minha menina.
Passei pela confeitaria, comprei seus doces favoritos e segui em direção à minha casa.
Mas, quando passei pela mansão da família Denali, que ficava no mesmo rumo que a propriedade de minha família, uma figura me chamou a atenção.
O que a madrasta de Bella fazia ali?
Não era educado olhar pela janela das pessoas, mas quando eu reconheci aquela maldita, foi impossível conter meu impulso de bisbilhoteiro.
Renée conversava com Antony Denali e ele parecia bastante interessado em suas palavras.
Ele era advogado e eu me perguntei que assuntos aquela velha teria para tratar com ele.
Tânya estava sentada ao lado do pai e parecia ratificar cada palavra dita por Renée e de repente uma ideia me ocorreu.
Será que os Denali estavam a apoiando no processo que Renée e seu marido estavam movendo contra mim, na tentativa de anular meu casamento com Bella?
Não. Não era possível.
A família Denali era amiga da minha família há muitos anos e não seria capaz de me prejudicar dessa forma, ou seria?
Se bem que, depois que eu rompi o noivado com Tânya, eles deviam me odiar e se unir com Renée para me prejudicar seria uma vingança perfeita.
Mas, se achavam que podiam me vencer, estavam muito enganados.
Eles não sabiam com quem estavam se metendo e nem do que eu era capaz de fazer para proteger minha menina.
Ainda podia ouvir os gritos de desespero de Bella quando tivera um pesadelo pela manhã e eu tinha certeza de que neste sonho ruim, Renée lhe fazia algum mal.
Mas, aquela maldita e sua corja suja jamais se aproximariam de minha menina.
Eles podiam até ter se unido contra mim, mas eu tinha um aliado muito mais poderoso ao meu lado.
O amor.
E esse amor me levaria até as últimas consequências para conservar minha menina ao meu lado e garantir que ela e nossos filhos fossem felizes.
Sem mais ninguém para nos atrapalhar.



E aí? Me contem o que acharam?
Senti falta dos comentários de muitas leitoras no capítulo passado e isso me deixou triste.
Faz com que eu pense que minha fic não está agradando.
Eu PRECISO da opinião, crítica e sugestão de vcs... Por favor!
Peço que as leitoras fantasmas também se manifestem, pelo menos algumas vezes...
Eu gostaria tanto de mais recomendações... =
Eu sei que esses pedidos podem ser chatos, mas acho justo um incentivo depois de tantas horas de dedicação para finalizar um capítulo...
Então, pensem com carinho nisso.
Ainda tem muita coisa para acontecer na fic e no próximo capítulos todos tomarão conhecimento de uma revelação bombástica...
O que será?
E sobre o sonho de Bella? 
O que vcs acham que ele significa?
Bem... Já falei demais...









1 comment :