THE WAR OF BROKNE HEARTS - CAPITULO 21

Oie, minhas leitoras mais lindas...
Gostaria de agradecer a Jessye  pelos comentários lindos! <3 span="">

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Capítulo 21
Pov. Bella
Olhei amedrontada para as pessoas que andavam pelas ruas e senti um frio na espinha.
Jacob estava me seguindo de perto e Alice e Esme estavam ao meu lado, mas mesmo assim, eu não conseguia deixar de sentir medo.
Eu temia que Renée e Charlie aparecessem e me levassem a força para a casa deles, me obrigando a reviver todo o inferno que eu passara com eles.
Respirei fundo e continuei andando lentamente, rumo ao armarinhos da cidade.
Segundo Esme, nós íamos comprar lã e linhas para a confecção das primeiras roupinhas e sapatinhos do meu bebê.
Eu estava super empolgada, embora não fizesse a menor ideia de como eu ia manusear agulhas de tricô ou de bordado.
Eu não era uma mulher muito prendada, devido a motivos óbvios, mas tinha a sorte de contar com o talento e disposição das outras mulheres da família. Até Emma, que cuidava dos serviços domésticos da mansão, se propusera a ajudar e Rosalie não via a hora de começar o bordado.
Entramos na loja e eu fingi que não percebi a forma hostil como as atendentes me olharam.
Eu não me importava de fato, pois nenhum olhar mal humorado ou palavras ofensivas mudariam o fato de que EU era mulher e esposa de Edward Cullen.
Meu desejo era de que todas essas pessoas que me odiavam e invejavam meu casamento, se explodissem.
Meu humor vinha sofrendo muitas oscilações ultimamente, e se eu fosse elas, não ficaria no meu caminho, pois às vezes, minha fúria era perigosa.
Edward que o diga.
De uns dias para cá, eu percebia certo receio em lidar comigo por parte do meu marido, pois por nada, eu me debulhava em lágrimas e gritava como uma louca.
Minha sorte era poder culpar a gravidez por meus surtos psicóticos.
Suspirei e acompanhei minha sogra e cunhada até a prateleira de lãs.
Era tudo tão fofo, que só a imagem do meu bebê vestido com algo feito com aquelas lãs, me causava uma forte emoção.
_ Essa é toda a lã que temos, Senhora Cullen._ A atendente falou e Esme assentiu, colocando alguns novelos em sua cesta._ Se me dizer para o que é, posso ajudá-la a escolher..._ A moça ofereceu e minha sogra me olhou, sorrindo orgulhosa.
_ É para meu neto. Minha nora, Bella, está grávida e vamos começar a preparar o enxoval._ Esme falou contente e a atendente deu um sorriso falso, me olhando por longos minutos.
_ Quem bom! Parabéns pelo acréscimo na família. Tenho certeza que o capitão Cullen está muito satisfeito._ Ela comentou e eu a encarei com o olhar faiscante.
O que ela sabia sobre a satisfação do MEU marido?
E que intimidade era essa ao falar de Edward?
A atendente me deu um sorriso irônico, certamente percebendo o efeito que suas palavras tiveram sobre mim.
Bufei e me virei, indo em direção à porta.
Esme e Alice seriam perfeitamente capazes de escolher as lãs e todo o material necessário para o meu enxoval.
Minha vontade era de arrastar aquela nojenta pelo chão da loja e depois raspar a guia com sua gengiva, mas eu não faria isso, pois não queria agir como uma selvagem perto de Esme.
Não agora que ela aprendera a me respeitar e a gostar de mim.
Então, o melhor era me manter a uma distância segura daquela vadia.
Jacob, que me observava de longe, sorriu ao me ver indo em sua direção.
_ Algum problema?_ Ele perguntou e eu neguei com um gesto de cabeça.
_ Não... O de sempre: algumas vadias me odiando por eu ser a esposa do meu marido._ Falei emburrada e ele riu.
_ É... Acho que não deve ser nada fácil ser esposa do capitão mais desejado de Washington._ Ele comentou e eu revirei os olhos.
_ Acho que eu nunca serei aceita pela tal alta sociedade. Serei sempre a caipira achada na guerra, que tomou o lugar e a chance de muitas mulheres tornarem-se a nova Senhora Cullen._ Falei amarga e Jacob suspirou.
_ Não liga para essas coisas, Bella. O importante é que você é a esposa do capitão e mãe dos seus filhos. Ninguém jamais vai mudar esse fato. A propósito: sua barriga já está aparecendo bastante._ Jacob falou, apontando para meu umbigo e eu sorri.
Ele tinha razão.
Segundo o médico e minhas contas, eu devia estar grávida de aproximadamente quatro meses e minha barriga já era perfeitamente visível.
Qualquer pessoa que me visse na rua, saberia que eu estava grávida.
Eu ficava encantada com cada centímetro aumentado, embora tivesse um pouco de receio que Edward não ficasse contente com minhas formas desproporcionais.
De qualquer forma, eu estava aproveitando bastante minha gravidez, mesmo estando rodeada de tantos problemas.
_ Você sabe para quando é o bebê?_ Jacob perguntou e eu voltei a prestar atenção em suas palavras.
_ Maio. Pelo menos é o que o médico espera. Mas, é claro, que se tratando de bebês, nada é previsível._ Falei com a voz suave, acariciando minha barriga e imaginando como seria quando meu bebê estivesse pronto para nascer.
Edward ainda tinha medo de que algo acontecesse comigo e por mais que eu o tranquilizasse, não podia garantir que tudo sairia como o esperado.
Bebês eram imprevisíveis.
A vida era imprevisível.
Só me restava torcer para que nada de ruim acontecesse, pois meu capitão não suportaria mais golpes em sua vida.
Eu percebia que ele tinha muitos receios em se entregar completamente a nossa relação, pois não queria sofrer caso algo viesse a acontecer comigo. Eu esperava ansiosa pelo dia de sua declaração, para que assim, eu pudesse me abrir com ele também, e dizer-lhe o quanto eu o amava.
Mas tinha plena consciência que esse dia só chegaria depois do nascimento do nosso filho.
Antes disso, Edward continuaria protegido pelo casulo resistente, criado por ele, depois da morte de sua primeira esposa.
_ Você será uma excelente mãe. Tenho certeza. Você já ama essa criança, sem nem ao menos conhecê-la. Seus olhos brilham quando fala dela e por isso eu tenho certeza que não existirá, no mundo, uma mãe mais dedicada e amorosa do que você._ Jacob falou, me resgatando dos meus pensamentos e eu senti meus olhos marejados, emocionando-me verdadeiramente com suas palavras.
_ Vou dedicar a essa criança o amor que eu nunca tive, Jacob. Quero estar presente em todos os momentos de sua vida, amando-a e protegendo-a... As pessoas só dão valor naquilo que não possuem ou naquilo que perderam e, portanto, eu saberei valorizar meu filho e a relação que existirá entre nós, já que eu nunca tive um vínculo com ninguém. Não tenha dúvida que, assim como Sophie, essa criança será a mais amada de todo o planeta. Pelo menos por mim._ Declarei e ele sorriu, apertando minha mão, que ainda estava pousada sobre meu ventre dilatado.
_ Como eu disse: a melhor mãe do mundo._ Ele falou suavemente e eu sorri, suspirando.
Só esperava que ele tivesse razão, pois eu nãoi podia me permitir errar com aquela criança.
Meu filho seria a criança mais feliz do mundo e eu seria capaz de morrer para assegurar-lhe esse direito.
Ouvi som de passos e percebi, graças a Deus, que Alice e Esme haviam concluído as compras.
_ Vamos? O que acham de passarmos pela confeitaria para tomarmos capuchinos e comermos algumas guloseimas?_ Esme perguntou, depois de pagar pela compra e vestir seu casaco e eu tive certeza que meus olhos brilharam.
Confeitaria. Capuchino. Doces... Essas eram, sem dúvida alguma, minhas palavras preferidas.
Andamos pelas ruas geladas apressadamente, tentando fugir dos inconvenientes flocos de neve que caiam sobre nossas cabeças.
Olhei ao redor e fiquei encantada com os enfeites de natal, chegando à conclusão que eu nunca vira nada tão lindo.
Estava empolgada com a proximidade das datas festivas e, às vezes, me sentia uma verdadeira criança, esperando ansiosa pela chegada do Papai Noel.
É claro que eu não acreditava mais nessas lendas, mas o fato de este ser o primeiro natal normal da minha vida me deixava na expectativa de como seria a ceia, a troca de presentes, a roupa que eu usaria, o cheiro, a decoração...
Faltavam poucos dias para a data e eu precisava me conter, pois minha ansiedade não faria bem ao meu bebê.
Entramos no ambiente acolhedor da confeitaria e escolhemos uma mesa afastada da porta, para nos escondermos do vento frio.
Jacob ficou parado na porta, sem tirar os olhos de mim nem por um minuto sequer, e eu agradeci seu cuidado excessivo.
No começo, sua escolta me incomodara um pouco, mas agora eu já me acostumara e até gostava de sua companhia.
Eu me sentia segura tendo-o por perto, pois sabia que ele daria a própria vida para me proteger.
Olhei ao redor e percebi que, de uma forma ou de outra, todos prestavam atenção à nossa mesa.
Tentei ignorar os olhares e aguardei impaciente pela vinda dos nossos pedidos.
_ Eu gostaria de levar alguns doces para Sophie. Se ela souber que viemos aqui e não levamos nada para ela, certamente ficará chateada._ Falei e Esme assentiu.
_ Eu concordo. Quando formos pagar a conta, você escolhe os doces, pois sabe melhor quais são as preferências dela._ Minha sogra respondeu, e eu assenti.
Logo nossos pedidos chegaram e eu me deliciei com os cookies e rosquinhas que eu tanto gostava.
Sempre que podia, Edward levava doces para mim e confesso que sua atenção e cuidados mexiam bastante comigo.
Ainda me lembrava do dia em que ele me dera leite para beber, quando estávamos na guerra. Eu sabia que mesmo sendo capitão, ele tinha dificuldades para conseguir algumas coisas, mas se algo me fizesse bem, ele movia céus e terras para levar o que fosse até mim.
E isso não mudara.
Bastava eu pedir qualquer coisa, para que ele me desse, independente do que fosse.
Suspirei apaixonada, pensando na perfeição do meu capitão e Alice me olhou divertida.
_ Pensando no meu irmão, Bella?_ Ela perguntou e eu corei, baixando os olhos.
_ Deixe de ser indiscreta, Alice. Onde já se viu ficar perguntando para as pessoas o que elas pensam. Tenha modos, por Deus!_ Esme a repreendeu e eu sorri ao vê-la revirar os olhos e bufar.
Alice jamais seria domesticada e por isso, vivia sendo repreendida pelos pais.
Eu tinha a impressão que seu futuro marido sofreria bastante em suas mãos, já que ela via no casamento uma forma de libertar-se da opressão dos pais.
Embora, tendo conhecido seu noivo, eu temia que ela fosse ainda mais oprimida.
Suspirei, concentrando-me no meu prato e de repente, Jacob veio parar ao meu lado, fazendo meu coração gelar.
Atitudes como essa que ele acabara de ter, indicavam que eu estava em perigo e, se isso estivesse acontecendo, era porque Renée ou alguém relacionado a ela estava por perto.
Levantei meu olhar e olhei para porta, vendo Tânya me encarando friamente.
Respirei fundo me sentindo um pouco aliviada por não ser Renée e senti a mão de alguém sobre a minha. Era Esme, tentando, certamente, me pedir calma.
Mas, eu estava tranquila, pois sabia que a ex-noiva de Edward não tinha nenhuma relação com minha madrasta.
Tânya andou lentamente até uma mesa e sentou-se, sendo rapidamente atendida.
Eu sabia perfeitamente que ela me odiava por eu ter me casado com Edward, mas não imaginava que tipo de mal ela poderia fazer a mim.
Ela era uma moça de família rica e certamente não sujaria as mãos armando uma vingança ridícula contra a esposa do seu ex-pretendente.
Pelo menos era o que eu esperava.
_ Vamos?_ Esme nos chamou, assim que terminamos de comer e eu senti Jacob respirar, aliviado.
Eu também estava aliviada, pois apesar de acreditar que eu não corria perigo, não gostava de ficar no mesmo ambiente que a ex-noiva do meu marido.
O ódio que ela não fazia questão de esconder que sentia por mim, me fazia mal.
Levantei-me lentamente, já sentindo certa dificuldade por causa da gravidez, e segui minha sogra até ao caixa, percebendo todos os olhares sobre nós.
Fiz o pedido dos doces que levaria para Sophie e Esme pagou nossa conta, segurando meu cotovelo de leve e me levando para fora.
Alice e Jacob nos seguiam de perto, mas antes que alcançássemos a porta, ouvimos a voz mordaz de Tânya.
_ Vejo que se bandeou para o lado do inimigo, Esme. Pensei que não quisesse uma morta de fome como nora._ Ela falou e Esme respirou fundo, virando-se em direção a mesa de Tânya.
_ Boa tarde, Tânya. Saiba que eu não me bandeei para lado nenhum. Eu apenas me dispus a conhecer melhor a mulher encantadora que Edward tomou como esposa. Meu filho está feliz e, portanto, eu também estou. Sinto muito se isso a desagrada, mas não há nada que eu possa fazer._ Esme falou com educação e Tânya se levantou irritada, deixando sua postura de dama elegante e educada de lado.
_ Ah... Ele está feliz? Quem bom para ele, não é? Realmente deve ser fácil conseguir a felicidade quando não é preciso se reerguer de um abandono humilhante._ Ela falou amarga e eu senti meus pelos arrepiados com seu tom de voz._Vejo que sua nora querida está grávida... Verificaram se esse filho é mesmo de Edward? Porque do buraco de onde ela veio devia existir homens e um desses pode ser o verdadeiro pai dessa criança que ela carrega. E, mais uma vez, o capitão Cullen será responsabilizado por uma criança bastarda, sem sangue nobre e sem futuro... Seus filhos, definitivamente, precisam escolher melhor as esposas, Esme. O mais velho se casou com uma puta e o outro, depois de ser feito de idiota pela primeira esposa, casou-se com uma bastarda vinda do fim do mundo... Por Deus! A nobreza dos Estados Unidos está virando um lixo._ Tânya falou com desprezo e eu senti uma raiva borbulhante tomar meu corpo.
Ela podia dizer o que quisesse sobre mim, que eu não me importaria, mas jamais permitiria que ela ofendesse Sophie ou o filho que eu carregava.
Isso nunca!
Tirei Esme e Jacob do meu caminho e me aproximei de Tânya, olhando bem dentro dos seus olhos, para que minhas palavras invadissem seu cérebro de forma clara e eficiente.
A raiva que eu sentia nesse momento, fazia com que eu não sentisse o menor medo de enfrentá-la. Pelo contrário. Tudo o que eu queria nesse momento era arranhar seu rosto bonito, para que ela tivesse uma lembrança ainda mais tangível de mim.
_ Eu não preciso provar nada para você ou para quem quer que seja, Senhorita Denali. Posso ter vindo de um buraco, como gosta de afirmar, mas tenho honra e respeito meu marido. O filho que eu espero é dele, e disso eu não tenho a menor dúvida. E lhe garanto que nem ele. Lave a boca para falar dos meus filhos ou de qualquer membro da família Cullen. Edward e Emmett podem até ter escolhido mal as esposas, mas pelo menos, nenhuma delas tem a língua grande e venenosa como a sua. Preocupe-se com sua vida e tenho certeza que será muito mais feliz quando esquecer esse ódio que sente por mim. Suas palavras não me abalam, por mais ofensivas que sejam. Mas, elas abalam você, deixando-a amarga e fria e se continuar agindo assim, vai acabar a vida solteira e sozinha._ Falei calmamente, embora minha grande vontade fosse agredir sua carinha bonita._ E se eu a ouvir falando do meu bebê, ou de Sophie outra vez, tenha certeza que seu rostinho lindo sofrerá grandes danos, pois do lugar de onde eu vim, a gente resolve as coisas com violência e acredite: eu sei dar uma surra como ninguém. Lembre-se disso e tenha uma boa tarde._ Falei, voltando para o lado de Esme e deixando Tânya refletir sobre minhas palavras.
Eu jamais admitiria que alguém ofendesse o bebê que estava em meu ventre ou chamasse Sophie de bastarda outra vez.
Minha princesa era uma Cullen, mesmo que não fosse o sangue deles que corresse em suas veias.
E eu estava falando muito sério quanto à surra.
Se ela não mantivesse a boca fechada, conheceria intimamente minha falta de classe.
Devido aos muitos perigos vividos durante minha infância e adolescência, eu aprendera a me defender, e não teria a menor clemência caso ela não aprendesse a respeitar meus filhos.
Sempre tive receio de usar minha força, mas a partir de hoje, não deixaria que ninguém me ofendesse ou me desrespeitasse.
Antes, se alguém me fizesse mal ou quisesse me matar, eu até agradeceria. Mas, hoje eu tinha por quem lutar e lutaria até o fim.
_ Você é uma ordinária, Isabella Cullen. Mas, o que é seu está guardado. Pode esperar._ Ela falou, saindo da confeitaria e esbarrando em meu ombro.
Respirei fundo e levei a mão até minha têmpora.
Minha vida era um tumulto e isso, às vezes, me trazia sérias dores de cabeça.
_ Está se sentindo bem, Bella?_ Jacob perguntou, preocupado e eu assenti.
_ Vamos logo para casa. Andar por Washington não está muito seguro, ultimamente._ Esme falou, me conduzindo para fora e, milagrosamente, o carro da família nos esperava, estacionado em frente à confeitaria.
Agradeci mentalmente e me aconcheguei aos bancos macios, fechando os olhos e deixando que o nervosismo me abandonasse.
“O que é seu está guardado.”
As palavras de Tânya ressoavam em minha mente e eu temi por minha segurança e pelo bem estar do meu bebê, mesmo sabendo perfeitamente me defender de suas loucuras.
Aquela mulher alimentava um ódio mortal por mim, e não sossegaria enquanto não conseguisse se vingar.
Mas, eu estaria preparada para enfrentá-la, pois desde que Sophie entrara em minha vida e eu soubera da existência do bebê em meu ventre, eu sabia o que era ser mãe e faria qualquer coisa para garantir a segurança dos meus filhos.
Qualquer coisa!
*****
Pov. Edward
_ O que?!? Você só pode estar de brincadeira, pai..._ Falei irritado, jogando tudo que estava sobre minha mesa no chão.
_ O pior é que não estou, filho. James terá que passar o natal conosco. São ordens superiores que não podem ser desobedecidas._ Meu pai falou com a voz mansa e eu fechei os olhos, suspirando.
Tinha dias que eu, simplesmente, odiava ser eu.
_ Isso é um absurdo! Não me importo com as ordens. Não vou levar esse desgraçado para perto da minha família, pai. Nunca._ Falei decidido e foi a vez de meu pai suspirar.
_ Edward, não há nada que você possa fazer. James não vai voltar para New York e não pode ficar na base sozinho. Você é o tutor dele e é sua responsabilidade mantê-lo seguro e longe de problemas durante as festas... Portanto, não há meios de se negar a fazer isso. James irá passar o natal conosco e pronto.
Passei as mãos pelos cabelos, frustrado e irritado.
Como, diabos, eu ia levar aquele monstro para perto de minha esposa?
Até o momento, eu tinha conseguido mantê-lo afastado, mas diante dessa ordem, eu realmente não tinha o que fazer.
Mesmo sendo um capitão, eu tinha superiores a quem eu devia obediência e respeito e, esses mesmo superiores haviam ordenado que eu levasse James para minha casa na noite de natal, pois nessa data não haveria nenhum soldado na base e eles não gostariam que James fosse mantido sozinho aqui.
_ Por que eles não o liberam, para que James volte para New York? Até agora, ele teve um bom comportamento. Já está na hora desse castigo ridículo acabar. É um absurdo eu ser obrigada a receber esse soldado em minha casa. Um absurdo.
_ Absurdo ou não, só nos resta aceitar. Mas, fique tranquilo. Duvido que ele faça algum mal para Bella. Estaremos todos presentes, inclusive Jacob, que cuidará de sua segurança. Fique calmo, pois não deixaremos que nada aconteça a sua esposa e ao seu filho._ Meu pai falou e eu bufei, me sentindo impotente e vencido.
Eu não tinha nada a fazer ao não ser aceitar essa imposição maluca.
Mas, se algo de ruim acontecesse a minha menina, eu teria a quem culpar.
Jasper pagaria com a própria vida, por me fazer passar por tudo isso.
Essa situação era culpa dele e de sua brilhante ideia de me fazer tutorar James, e eu não permitiria que ele saísse impune caso algo desse errado.
*****
Cheguei em casa após o jantar, e dispensei Jacob, que estava de plantão em frente a porta de entrada.
Ele esperava por minha chegada todos os dias e só depois, retirava-se para descansar.
Jacob estava me saindo um ótimo segurança e eu lhe seria eternamente grato por manter minha menina segura, quando eu não podia fazer isso.
Eu me sentia culpado por deixá-la tanto tempo sozinha, mas não havia meios de mudar minha rotina de trabalho na base militar.
No entanto, hoje, eu demorara de propósito.
Eu precisava esfriar a cabeça, pois não podia, de forma alguma, descontar meu ódio e minhas frustrações em Bella.
Minha esposa não tinha culpa dos meus problemas e deveria ser mantida de fora, para que não ficasse ansiosa ou irritada, já que isso não fazia bem à gravidez.
Pendurei meu casaco no hall de entrada e me dirigi para sala, encontrando minha menina sentada confortavelmente sobre o sofá, tentando manusear agulhas de tricô.
Ela estava tão concentrada na tarefa que não me viu entrar e eu fiquei observando-a durante alguns minutos.
Bella parecia disposta a aprender tricotar e bordar, pois queria ajudar na confecção do enxoval para nosso bebê, mas ela, definitivamente, não levava jeito para prendas domésticas.
Minha menina segurava as agulhas de forma engraçada e pelo jeito ainda não conseguira sair do primeiro nó, enquanto minha mãe e Alice já tinham quase acabado de tricotar o que parecia ser um casaquinho cada uma. Rosalie estava com um bordado nas mãos e parecia satisfeita realizando o trabalho, não se dando conta das dificuldades enfrentadas por minha menina. Até Emma entrara na dança e estava tricotando um sapatinho, enquanto tentava instruir Bella.
Sophie estava sentada entre as almofadas, perto da lareira, enquanto brincava com Claire, que não parava de mexer os bracinhos e fazer barulhinhos com a boca.
Meu pai e Emmett estavam entretidos em um jogo de xadrez e eu me senti acolhido pela harmonia silenciosa e agradável da minha casa.
Depois de um dia de trabalho duro e de notícias nada animadoras, tudo o que eu queria era um pouco de paz.
Respirei fundo e andei lentamente até onde minha esposa estava, abaixando-me e dando-lhe um beijo no rosto.
Bella virou-se para mim com um sorriso e pareceu aliviada em deixar a lã e as agulhas de lado.
_ Oi._ Ela falou contente, e rodeou o sofá para me abraçar.
Segurei seu corpo pequeno e a apertei contra mim, tendo nosso contato já um pouco limitado, devido ao tamanho de sua barriga.
Beijei seus cabelos e fechei os olhos, inalando seu cheiro doce e me dando conta do quanto eu sentira sua falta nesse tempo em que passava trabalhando.
Suspirei, apertando-a mais contra mim e olhei ao redor, percebendo que todos, inclusive meu pai, nos encaravam com um sorriso idiota nos lábios.
Revirei os olhos e abaixei meu rosto para minha pequena, que me fitava com os olhos brilhantes.
_ Como foi seu dia?_ Perguntei suavemente, acariciando suas bochechas e ela suspirou, recostando sua cabeça contra meu peito.
_ Foi bom. Sua mãe, Alice e eu fomos até a cidade para comprarmos lã e depois passamos pela confeitaria._ Ela falou simplesmente e eu assenti, aliviado por saber que seu dia fora tranquilo.
_ Tivemos um pequeno desentendimento com Tânya na confeitaria._ Alice falou e eu senti meu sangue gelar nas veias.
Bella virou-se e olhou para minha irmã de cara feia.
Eu imaginava que ela não me contaria sobre esse encontro, certamente não querendo me preocupar, mas eu precisava saber de tudo o que acontecia, para que só assim eu pudesse garantir sua segurança.
Tânya, de alguma forma, estava envolvida com Renée Swan, e saber que ela estivera próxima de Bella me causava uma fúria cega.
Eu tinha certeza que a família Denali, movida pelo ódio e despeito que sentiam por mim, unira-se a Renée para fazer mal a Bella e a minha família.
Eu colocara um advogado e amigo de confiança investigando-os, mas até agora ele não descobrira nada e, portanto, tudo o que eu podia fazer, era manter minha menina longe deles.
De todos eles, mas principalmente de Tânya.
_ Ela lhe fez alguma coisa?_ Perguntei preocupado e Bella negou com um gesto de cabeça.
_ Tânya nem chegou perto de sua esposa, Edward. Primeiro: porque Jacob não deixou. Segundo: porque acho que ela ficou com medo de Bella e de sua língua ferina. E terceiro: porque se ela brigasse com sua esposa, certamente seria muito humilhada, já que Bella demonstrou uma força e coragem inacreditáveis._ Alice falou sorrindo e eu encarei Bella, que tinha o rosto vermelho e mantinha os olhos baixos.
_ O que realmente aconteceu?_ Perguntei curioso e minha menina deu de ombros.
_ Ela ofendeu Sophie e meu bebê._ Bella falou baixinho e eu encarei minha mãe, que nos observava com um sorriso orgulhoso no rosto.
_ Bella demonstrou que seu instinto materno está bem aflorado e defendeu seus filhos e sua família. Apenas isso. Tânya não lhe fez mal algum, até porque Jacob, Alice e eu jamais permitiríamos isso. Foi Bella quem deu uma lição em sua ex-noiva, deixando todos na confeitaria embasbacados. E, eu tenho que lhe confessar que acho excelente o fato de você não ter se casado com Tânya, meu filho. Ela não me parece ter um caráter muito confiável, além de ser, claramente, desequilibrada._ Minha mãe falou e eu não pude deixar de sorrir, embora ainda estivesse apreensivo por saber desse encontro.
_ Bella arrasou! É só isso que eu tenho a declarar._ Alice falou e eu apertei Bella contra mim, beijando seus cabelos.
Eu já vira Bella irritada algumas vezes e por um momento, senti pena de Tânya por ter sido alvo do lado negro de minha menina.
Bella era doce e tímida, mas quando estava irritada, era capaz de enfrentar soldados em guerra, e eu sabia bem disso.
Ri baixinho e beijei sua testa, deixando-a ainda mais constrangida.
_ Parem com isso. Estão deixando minha esposa sem graça. Sem contar que Tânya pode ser perigosa e vocês deviam manter-se afastadas dela. Esse confronto, do qual Bella foi vencedora, pode nos trazer sérias consequências, pois a família Denali ainda não me perdoou por eu ter rompido com Tânya. Bella deve ser mantida longe dela e de qualquer membro daquela família._ Falei, repreendendo-as e minha mãe revirou os olhos.
_ Não exagere, Edward. Que mal eles poderiam nos fazer? Os Denali são uma família tradicional e não sujariam suas mãos com uma vingança boba. Fique calmo, por Deus! Essa sua preocupação com a segurança de Bella já está virando neurose._ Minha mãe falou e eu bufei.
_ Eu sei do que estou falando, mamãe._ Falei rispidamente e segurei as mãos de Bella, indo em direção à escada.
Eu precisava ficar sozinho com minha esposa para garantir que tudo estava realmente bem.
Ela me parecia bem, mas eu, simplesmente, precisava ter certeza.
Sem contar que, eu odiava a implicância de minha família com os cuidados exagerados que eu tinha com ela.
Bella era minha esposa e era meu dever protegê-la, mesmo que para isso, eu extrapolasse um pouquinho.
_ Você não vai jantar?_ Bella perguntou baixinho, quando chegamos ao pé da escada e eu suspirei, me dando conta que estava realmente com fome.
_ Coloque Sophie na cama, enquanto eu como e vá para nosso quarto._ Falei, beijando seu rosto e ela assentiu, indo até nossa filha, que continuava sentada em frente à lareira.
Fui para a cozinha, onde meu prato me esperava sobre o fogão e comi rapidamente, ansioso por ficar sozinho com Bella.
Assim que terminei minha refeição, lavei meu prato, um hábito aprendido no exército, e fui para o andar de cima, dando boa noite a todos quando passei pela sala.
Passei pelo quarto de Sophie, que já dormia e dei-lhe um beijo de boa noite.
Fui ao encontro de Bella e estranhei ao encontrar o quarto vazio.
Onde ela estava?
Tirei minha farda e fui até o banheiro, quando escutei um barulho de água corrente e lá estava ela.
Vestida em uma camisola adorável, enquanto preparava água na banheira para o meu banho.
Bella era sempre muito atenciosa e eu adorava sua faceta de mulher dedicada. Seus cuidados acalentavam meu coração e a tornava a cada dia mais especial para mim.
_ Eu sei que teve um dia difícil. Um banho vai ajudá-lo a relaxar._ Ela falou suavemente e eu sorri, descalçando minhas botas e tirando minha calça.
Bella ficou me observando atentamente, sem desviar os olhos nem por um minuto do meu corpo, mesmo quando eu fiquei completamente nu.
Andei lentamente até ela e comecei a desabotoar sua camisola. Fiz um coque em seus longos cabelos e entrei na banheira, puxando-a para meu colo.
Ela não fez objeções e recostou-se no meu peito.
_ Eu já havia tomado banho..._ Ela declarou e eu sorri, beijando seu rosto.
_ Tudo bem. Você não é feita de açúcar e não derrete. Pode muito bem me acompanhar em outro banho._ Falei suavemente e ela suspirou.
_ Antes que você comece com o interrogatório, saiba que eu estou bem. De verdade. Nada de grave aconteceu na confeitaria._ Ela falou e foi minha vez de suspirar, lembrando-me do perigo que ela passara por estar perto de Tânya.
_ Eu sei, meu anjo. Mas, eu fico preocupado, pois não quero que corra riscos. Eu sei que é injusto lhe pedir isso, mas se puder evitar sair da mansão, eu me sentiria muito melhor._ Pedi, acariciando seus cabelos e ela me olhou, com aqueles olhos castanhos mais lindos do mundo. Eu pedia a Deus para que nosso filho tivesse aqueles olhos, pois eles eram perfeitos demais para que existisse apenas um exemplar no mundo.
_ Sua mãe pediu para que eu a acompanhasse e eu não encontrei formas de recusar. Já fazia muito tempo que eu não ia a lugar nenhum e queria tanto ver os enfeites de natal pelas ruas. Além disso, tratava-se da compra da lã para o enxoval do nosso bebê. Mas, se isso lhe faz sentir-se melhor, não sairei mais. Pelo menos não se você não estiver comigo._ Ela falou suavemente e eu sorri, beijando seus lábios.
_ Obrigado..._ Sussurrei, beijando a ponta do seu pequeno nariz e ela sorriu.
_ Disponha... Saiba que eu faço qualquer coisa para vê-lo feliz._ Ela falou baixinho e eu senti meu coração derreter com suas palavras.
“Ah, minha menina... Se você soubesse o que EU sou capaz de fazer por você”.
Estiquei meu braço e alcancei a esponja que ficava em uma bancada ao lado da banheira. Entreguei o objeto a ela e vi seus olhos brilharem.
Já havíamos feito isso antes e eu sabia que ela apreciava os momentos que passávamos dentro da banheira, assim como eu, que aproveitava cada segundo para fazê-la completamente minha.
_ Me lave. Tire de mim toda a tensão, a irritação e o estresse do dia a dia. Faça-me esquecer do meu posto de capitão e me mostre o quanto é bom pertencer a você._ Falei baixinho, beijando seu ouvido e ela se arrepiou, colocando as pernas, uma de cada lado da minha cintura, e espremendo sabonete na esponja.
Ela passou suavemente a esponja ensaboada pelo meu pescoço, descendo pelo meu torso e eu suspirei.
Fechei os olhos e me deixei levar pelo seu toque delicado, realmente esquecendo-me de todos os problemas que nos rodeava.
Eu desejava esquecer que sua família queria tirá-la de mim, que Tânya se unira a Renée para fazer-lhe mal, que eu teria que aturar James no natal, colocando em risco a vida de minha menina, que daqui a alguns meses, ela entraria em trabalho de parto e poderia morrer, me deixando sozinho e acabado...
Eu precisava esquecer-me de tudo ao meu redor, e apenas seus toques e seus beijos eram capazes de me trazer essa amnésia momentânea tão desejada. Sua presença anulava qualquer outra coisa a minha volta e eu adorava me perder em seus braços.
Espalmei minhas mãos em sua barriga dilatada e me senti completo, como se tudo o que eu precisasse para ser feliz estivesse ali, ao toque das minhas mãos.
Bella escorregou pelas minhas pernas, fugindo do meu toque e esfregando minha barriga.
Meu membro já estava duro de desejo por ela e, assim que percebeu minha animação, ela me encarou corada, mordendo o lábio inferior e respirando com dificuldade.
Bella inclinou-se sobre meu corpo, e com as mãos cheias de espuma, segurou meu membro, movimentando a pele que o envolvia de uma forma que só ela sabia fazer, me enlouquecendo e me fazendo gemer baixinho.
_ Bella..._ Sussurrei e ela intensificou o movimento que fazia com as mãos.
Minha menina ainda era bastante tímida, mas conseguia usar de uma ousadia sobrenatural quando fazíamos amor. Ela se entregava de uma forma única e completa e sempre parecia disposta a me agradar, usando seus lábios e mãos para me enlouquecer.
Todas as vezes que fazíamos algo mais ousado, ela insistia em dizer que íamos para o inferno, mas nunca se negava aos meus pedidos ou as minhas vontades, deixando se levar pelo próprio desejo.
Eu tinha plena consciência de que certas coisas eram erradas de se fazer, mas Bella era minha mulher e nenhuma regra idiota me privaria de desfrutar do privilégio de tê-la todinha para mim.
Existia algum motivo oculto para eu ter encontrado-a na guerra e a tomado como esposa, e eu me aproveitaria dessa dádiva maravilhosa todos os dias, nunca me cansando de amá-la e venerá-la.
Minha menina se inclinou sobre mim e beijou meus lábios, enquanto ainda me acariciava com as mãos pequenas.
Eu coloquei novamente minhas mãos em sua cintura, para aproximá-la mais do meu corpo e aproveitar esse contato íntimo que me fazia tão bem.
Levei uma de minhas mãos até sua entrada úmida e a penetrei com um dedo, ouvindo-a gemer e sentindo-a apertar mais meu membro em suas mãos.
Desci meus lábios por seu pescoço, deixando ali, uma trilha de beijos molhados, até alcançar seus seios, ligeiramente maiores devido à gravidez. Beijei os bicos túrgidos delicadamente, para não machucá-la e senti seu corpo estremecer.
Ultimamente, ela estava bem mais sensível as minhas carícias do que antes e eu adorava provocá-la e senti-la responder aos meus estímulos.
Bella guiou meu membro até sua entrada e sem esperar por mais nada, sentou de uma vez em mim, arrancando um gemido de prazer de nós dois.
_ Meu Deus, Bella..._ Sussurrei transtornado e ela começou a se movimentar sobre meu corpo, me fazendo perder o pouco controle que me restava.
Bella deitou a cabeça em meu ombro e eu rodeei seu corpo com os braços, a fim de firmar seus movimentos.
Beijei, lambi e mordisquei seu pescoço, tomando cuidado para não deixar marcas, já que ela sempre se irritava quando isso acontecia.
Mas, fazer o que se ela era tão irresistível?
Senti seus lábios em meu ombro e seu gemido rouco em meu ouvido, me levando a um nível extremo de excitação.
Puxei seu rosto para o meu e invadi sua boca, beijando-a com sofreguidão e tentando abafar nossos gemidos e suspiros, pois ainda havia gente acordada na casa.
Nossos corpos se movimentavam desesperadamente e eu notei que tínhamos derrubado quase toda a água da banheira.
Quando precisei de ar, afastei nossos lábios e enterrei meu rosto em seu cabelo.
Bella ofegava bastante e eu comecei a sentir medo que ela tivesse algum tipo de ataque.
Mas eu sabia que seus ruídos eram indícios do prazer imenso e maravilhoso que sentíamos nos braços um do outro e isso, jamais nos mataria, pois era bom e certo.
_ Vem Bella... Goza pra mim, minha princesa... Minha menina..._ Sussurrei em seu ouvido, quando percebi que ela estava prestes a perder o controle e em poucos segundos senti os espasmos involuntários de seu corpo, que sempre incentivavam o meu próprio êxtase, e depois de mais algumas estocadas, senti meu corpo se derramar dentro dela, marcando-a mais uma vez como minha mulher.
_Edward..._ Ela gritou, abafando seus gemidos contra a pele do meu pescoço e eu fiz o mesmo, salpicando beijos suaves em seu rosto, pescoço e ombros, vendo-a se acalmar aos poucos.
_ Adoro tomar banho com você..._ Falei baixinho contra seus cabelos e ela sorriu, me olhando com a expressão cansada.
Eu precisava me lembrar que, devido à gravidez, ela não tinha a mesma disposição de antes, me obrigando a ser mais cuidadoso.
_ Tudo bem?_ Perguntei preocupado e ela assentiu, beijando meu peito suavemente.
_ Tudo ótimo... A propósito: obrigada por me resgatar da sessão de tricô. Eu, definitivamente, não nasci para fazer aquilo..._ Ela sussurrou e eu ri.
_ De nada. Eu percebi sua falta de jeito com as agulhas. Mas, não se preocupe. Minha mãe, Alice, Rosalie e Emma darão conta do seu enxoval._ Falei, na intenção de tranquilizá-la e a ouvi suspirar.
_ Graças a Deus!_ Ela exclamou e eu sorri, me sentindo feliz.
Era sempre assim quando eu estava com ela. Eu me sentia feliz, completo e em paz.
Ficamos ali abraçados por um tempo, até que comecei a sentir frio.
Levantei da banheira e ajudei Bella a fazer o mesmo, nos embrulhando em uma grande toalha e nos conduzindo para o quarto.
Notei com diversão que, praticamente toda a água da banheira havia sido derramada e Bella fez uma careta adorável para a bagunça no chão do cômodo, me fazendo rir de sua expressão.
Minha menina vestiu a mesma camisola de antes e, enquanto foi escovar os dentes, eu arrumei a cama, me dirigindo para o banheiro mais uma vez, a fim de cuidar de minha higiene bucal.
Voltamos para o quarto e nos deitamos juntos, em posição de concha.
Dormir agarrado ao seu corpo era maravilhoso e eu já não podia ficar longe dela por nem uma noite sequer.
Beijei seus cabelos e deixei que seu cheiro suave e seu corpo macio embalassem meu sono e me fizessem esquecer, mais uma vez, de todos os nossos problemas.
Eu necessitava desses momentos de calmaria ao seu lado, pois, do contrário não conseguiria suportar tantas dificuldades e obstáculos a nossa volta.
Espalmei minha mão em sua barriga e senti suas mãos pequenas sobre as minhas, acariciando-as e, certamente, me agradecendo por estar ao seu lado mesmo sentindo tanto medo de perdê-la para morte.
Eu ainda tinha esse temor, mas estaria ao seu lado por todo o tempo, amparando-a e protegendo-a, até que tudo ficasse realmente bem.
Gostaria de me declarar, mas ainda não conseguia fazer isso.
Por enquanto, eu a amaria em silêncio, mostrando com gestos e atitudes o que eu queria e deveria dizer-lhe em palavras.
E, teria que bastar. Pelo menos até eu deixar de ser um covarde e me abrir com ela.
Fechei os olhos e me entreguei ao sono e à certeza de que minha menina estava ali, comigo, mesmo com todo meu temor, defeitos e hesitação.
E ela ficaria comigo para sempre, pois eu dependia dessa certeza para continuar vivendo.
*****
Pov. Bella
Duas semanas depois.
Natal. Presentes. Ceia. Comida. Fartura.
Coisas que nunca fizeram parte da minha realidade, mas que nesse momento estavam me fazendo muito feliz, principalmente porque eu tinha Edward e Sophie ao meu lado e meu bebê crescendo em meu ventre.
Olhei a minha volta e a harmonia que percebi entre todos ao meu redor, me fez muito bem.
Segundo Alice, a ceia de natal da família Cullen era a mais famosa e frequentada de Washington, mas, devido a tudo o que acontecera desde a ida de Edward para a guerra, eles preferiram manter a festa deste ano apenas para os familiares.
Eu sabia que isso também tinha haver com o fato de Renée e Charlie estarem movendo aquele processo contra Edward, querendo anular nosso casamento. Todos ali queriam evitar que minha família se aproximasse de mim e do meu bebê.
Eu me sentia muito segura ao lado deles, mas sabia que nenhuma proteção seria suficiente para afastar meu pai e minha madrasta de mim.
Mais cedo ou mais tarde eu teria que enfrentá-los.
Passei a mão por meu ventre protuberante e suspirei.
Só esperava que quando esse confronto chegasse, meu filho já estivesse seguro, fora do meu corpo e sendo protegido pelo poder impressionante da família Cullen, pois nada de mal poderia acontecer a ele.
Meu instinto materno crescia mais a cada dia e as ameaças que eu fizera a Tânya, há algumas semanas atrás, não eram nada comparado ao que eu realmente podia fazer se soubesse que meu filho corria algum tipo de risco.
Mesmo tento um medo enorme de Charlie e Renée, eu os enfrentaria, se isso fosse necessário para mantê-los afastados do meu bebê.
Ou bebês.
Sorri abobalhada e espalmei a mão pelo meu ventre.
Podia parecer estranho, mas eu tinha quase certeza que eu esperava dois bebês.
Os sonhos com aquelas duas crianças desconhecidas eram cada vez mais frequentes e o amor incondicional que eu sentia por eles, era um indício de que eu poderia estar grávida de gêmeos.
Um menino e uma menina.
Sem contar que, Esme dissera que minha barriga estava muito grande para minha primeira gravidez e o médico também dissera algo parecido.
Pedi para que nenhum deles falasse de suas desconfianças com Edward, pois não queria vê-lo mais preocupado com meu estado de saúde na hora do parto.
Mas, o fato era que, a possibilidade de estar gerando dois filhos me deixava muito contente, mesmo que para isso, eu tivesse que morrer para dá-los a luz.
Respirei fundo, tentando afastar esses pensamentos e olhei para a grande árvore de natal ao canto da sala, sorrindo encantada.
Eu precisava deixar de lado minhas preocupações, pois queria que essa noite fosse perfeita.
Busquei Edward com o olhar e o encontrei entretido em uma conversa com Emmett e Carlisle, parecendo estar um pouco irritado.
Ele andava muito estranho nos últimos dias, recebendo a visita de um advogado e ficando a cada dia mais aborrecido, embora não deixasse, jamais, de ser carinhoso e cuidadoso comigo.
Com a proximidade das festas de fim de ano, que eram muito tradicionais nos Estados Unidos, Edward ficava mais em casa, o que estava me deixando muito feliz. Ele estava sempre por perto, atendendo as minhas necessidades e as de Sophie e só ia até a base para tutorar o soldado James e verificar se tudo estava em ordem.
Estremeci ao pensar naquele homem e balancei a cabeça de leve.
Hoje era um dia especial e eu só deveria pensar em coisas boas.
Aquele monstro jamais se aproximaria de mim, pois eu tinha certeza que Edward jamais permitiria.
Ele estava longe e é lá, nas profundezas da minha memória, em um lugar onde tudo deveria ser descartado, que ele deveria ficar.
Fui até a grande mesa e belisquei uma uva, pois já estava começando a sentir um pouco de fome.
Só esperava que ninguém visse minha pequena travessura, pois não queria parecer indelicada.
_ Eu vi o que acabou de fazer, senhora Bella..._ Ouvi a voz baixa de Jacob e pulei de susto, me virando em sua direção e sorrindo envergonhada.
_ Eu estou grávida, Jake. Acho que tenho permissão para beliscar algumas coisas, já que preciso me alimentar em dobro._ Falei em minha defesa e ele sorriu.
_ Certo. Acho bom, na hora da ceia, alguém lhe segurar longe da mesa por alguns instantes. Se não, não sobrará comida para os outros convidados._ Ele falou debochado e eu lhe dei um tapa no braço, rindo de suas gracinhas.
Era incrível como essa história de guarda costas havia nos aproximado.
E o melhor era, que agora, Edward já não se mordia de ciúmes sempre que Jacob falava comigo. Meu capitão tratava nossa amizade com naturalidade, me deixando muito feliz e satisfeita.
Olhei ao redor e notei que Vanessa, uma prima de Edward que viera do Alaska para o natal, não parava de olhar para o soldado a minha frente.
Ela era filha de Eleazar, irmão mais velho de Esme e de Carmem, uma mulher encantadora que me tratara muito bem. Vanessa, ou Nessie, como gostava de ser chamada, tinha dezoito anos e acabara de sair do colégio, estando pronta para ser apresentada para sociedade e conseguir um noivo.
Mas, ao que parecia, ela já havia escolhido o candidato.
Sorri com malícia e cutuquei o braço de Jacob, fazendo-o olhar em direção à moça, que não parava de encará-lo.
_ Ela gostou de você. Porque não vai até lá e conversa com ela?_ Falei baixinho e Jacob ficou vermelho na hora, desviando o olhar da menina.
_ Bella... Ela é filha de pessoas ricas. Jamais irá olhar para um soldado morto de fome e filho de um caseiro._ Jacob falou e eu o encarei, séria.
_ Jacob, meu marido é um rico capitão do exército americano e se casou comigo, uma bastarda, analfabeta, pobre e morta de fome. Não vejo qual o problema dessa mistura de classes. Você é um cara legal, bonito, tem caráter e princípios... Tenho certeza que possui capacidade de sobra para fazer qualquer mulher, seja rica ou pobre, muito feliz.
_ Os pais dela jamais permitirão nossa aproximação._ Ele falou, parecendo um pouco irritado e eu revirei os olhos.
_ Você jamais saberá disso se não tentar. Vai lá, Jacob. Ela é muito bonita e parece bastante interessada.
Ele olhou mais uma vez para Vanessa, que tomou coragem e se aproximou de nós.
Eu sorri radiante e senti Jacob empertigar-se ao meu lado.
_ Olá..._ Vanessa falou e eu respondi, cutucando Jacob com o pé para que ele cumprimentasse a moça. Ele me olhou de cara feia e depois respondeu à Vanessa._ Você é a mulher do meu primo, não é?_ Ela me perguntou a mim e eu assenti._ E esse moço é seu amigo?_ Vanessa questionou, referindo-se a Jacob e eu sorri triunfante, dando um passo à frente para poder apresentá-los.
_ Vanessa, esse é Jacob Black, soldado combatente do Exército dos Estados Unidos da América. Ele é meu amigo e guarda costas. O conheci na guerra, na mesma época em que conheci meu marido._ Falei docemente e Vanessa sorriu para Jacob, que continuava parado como uma estátua._ Jacob, essa é Vanessa, prima de Edward que veio do Alaska para o natal.
_ Prazer, senhor Black. Meu currículo não é tão bom quanto o seu, mas posso lhe garantir que sou uma boa garota._ Ela falou, estendendo-lhe a mão e Jacob aceitou o cumprimento hesitante._ A propósito, pode me chamar de Nessie._ Vanessa falou simpática e eu sorri largamente, dando alguns passos para trás, pronta para deixá-los a sós.
_ Bem... Vocês já foram devidamente apresentados. Vou circular um pouquinho para ver como Sophie está se comportando e vou à procura de Edward. Divirtam-se._ Falei alegre, ignorando o olhar fulminante que Jacob me lançava e saí rapidamente em busca da minha princesinha.
Ela brincava animadamente com a irmã mais nova de Vanessa, Allison, e parecia muito contente por ter encontrado uma amiguinha.
Apesar de tudo, Sophie ainda era uma garotinha muito solitária, e vê-la se divertir com outras crianças, me deixava muito feliz.
Senti braços ao meu redor e sorri, virando-me e dando um beijo doce em Edward.
_ Olá... _ Falei alegre e ele beijou meu rosto.
_ Olá, senhora Cullen... Eu a vi em ação agora pouco e achei a cena muito interessante. Como se sentiu no papel de cupido?_ Ele me perguntou e eu ri, me virando de frente para ele.
_ Ora... Me senti muito bem. Eu notei que sua prima ficou interessada em Jacob e resolvi ajudá-la, já que seu soldado é muito lerdo em relação às mulheres.
_ Fico muito feliz que ele seja um lerdo. Caso contrário, eu estaria sem esposa._ Ele falou sério e eu revirei os olhos, beijando de leve os seus lábios.
_ Não seja bobo, Edward. Para mim não existe outro homem, se não você._ Eu falei baixinho e ele sorriu.
_ Que bom, pois eu não hesitaria em matar o desgraçado que resolvesse atravessar meu caminho para tirá-la de mim._ Ele falou e eu senti meu coração baquear, tamanha a intensidade de suas palavras.
E eu sabia que ele não estava falando apenas de outros homens. Edward se referia também a Charlie e a Renée.
Eu já vira meu capitão em ação e, se fosse eles, desistiria da ideia maluca de nos separar.
Isso jamais ia acontecer, pois nem Edward e nem eu permitiríamos.
Ouvi o sino da porta e senti uma tensão estranha tomar o corpo do meu marido.
Ele encarou a porta de entrada e, quando segui seu olhar, para meu total desespero, vi o soldado James entrar por ela.
O que diabos aquele monstro estava fazendo ali?
Apertei-me contra Edward, sentindo meu corpo começar a tremer e Edward enlaçou minha cintura, olhando sério para o estranho convidado.
_ Sinto muito, meu anjo. Eu não pude evitar que ele comparecesse ao natal, mas prometo que nada de mal vai lhe acontecer._ Edward falou baixinho e eu assenti, engolindo o medo e a apreensão que tomava conta de mim.
James estava sorridente e cumprimentava a todos com simpatia, parecendo alheio à tensão que tomou conta do lugar com sua chegada.
Ele me olhou de longe e, assim que nossos olhares se cruzaram, senti um arrepio intenso passar por meu corpo.
Ele ainda possuía os mesmos olhos azuis, os mesmos cabelos loiros e o mesmo sorriso debochado.
Aquele homem era o mesmo que tentara fazer tanto mal a mim e eu sempre teria medo dele, pois sabia o quanto ele era cruel.
Respirei fundo e quebrei nosso contato visual, buscando Sophie com o olhar.
Eu não queria que ela ficasse sozinha no mesmo ambiente que aquele desgraçado.
Minha pequena precisava da proteção dos pais.
Quando a encontrei, chamei-a com um gesto de mão e ela veio sorridente em minha direção e, ao observá-la melhor, senti o ar me faltar.
Deus!
O seu sorriso era tão incrivelmente parecido com o de James, que a semelhança chega a ser chocante.
Seus olhos eram da cor exata dos olhos deles e seus cabelos tinham o mesmo tom dourado.
Mas, isso não era possível... Ou era?
Sempre julguei que ela deve se parecer com o pai dela.
Lembrei-me das palavras de Edward, quando eu disse que sua filha não se parecia com ele e mais uma vez olhei atentamente para James e depois para Sophie.
Sophie pode não ser minha filha, de fato. Na verdade, eu tenho quase certeza que ela não é. Elizabeth teve um caso com um homem quando eu fui para o Caribe e, aparentemente, ficou grávida dele. Como ela morreu no parto, jamais tive certeza desse fato.
Deus!
Minha princesinha era tão parecida com James.
Será que era possível que ele fosse o amante de Elizabeth e o pai de Sophie?
__...James me odeia por motivos que eu sinceramente desconheço e não perde a oportunidade de me provocar...
Mais uma vez, me lembrei das palavras de Edward e respirei fundo.
Sim. Isso era absolutamente possível.
E talvez explicasse o ódio que ele sentia por meu marido.
Edward casara-se com a mulher que ele desejava.
Duas vezes.
Primeiro com Elizabeth, depois comigo.
Embora comigo, James quisesse apenas se divertir.
Sophie chegou até nós e eu a abracei pelos ombros, erguendo os olhos e notando que James observava a nós três com uma expressão de ódio.
Desviei o olhar e encontrei Alice encarando o soldado com o rosto pálido e a expressão assustada.
Ela olhou para mim, parecendo apavorada e nesse momento eu tive uma única certeza:
James era o verdadeiro pai de Sophie e Alice sabia disso.

Agora, só me restava confrontá-la e torcer para que Edward jamais soubesse deste fato, pois aí, nossos problemas certamente aumentariam.


E aí, o que acharam?
Espero que tenham gostado, pois essa semana tive um sério bloqueio mental e quase que não consigo desenvolver o capítulo.
Mas, aí está ele, pronto e contendo a revelação bombástica que eu prometi.
Quero saber o que vcs acharam disso.
Pelo amor de Deus, nada de me abandonar de novo.
Quero agradecer imensamente a todos os comentários e as cinco recomendações que a fic recebeu essa semana.
Meninas, vcs são 1000!
Obrigada pela força, pelo apoio e por gostarem tanto de ler minha o que eu escrevo.
Sem leitores, não temos estímulo para escrever, mas como eu tenho as melhores, farei um esforço para não deixá-las sem mais capítulos.
BEIJOS!

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