FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 25

Notas iniciais do capítulo


Boa noite gente.
Bem, esse cap tinha que ser do ponto de vista da Bella...
Então espero que gostem...

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez




PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!
Estávamos no carro, Eric dirigia vagarosamente, no ritmo da cidade.
Eu estava nervosa. O que eu falaria para o meu pai? Ou pior, o que ele falaria pra mim?
Edward, percebendo meu nervosismo, segurou minha mão e a acariciou. Sorri sentindo seu toque macio.
– Não precisa ficar nervosa. Eu nunca te pediria pra conversar com seu pai, se não tivesse certeza que tudo iria dar certo. – seu olhar terno e seu jeito cuidadoso comigo, me sensibilizaram.
Sorri um pouco mais tranqüila.
– Você existe de verdade? Sério, porque às vezes penso que você é fruto da minha imaginação. Você é muito perfeito. – inclinei meu corpo e beijei seus lábios.
– Eu existo, amor. – ele disse com aquela voz rouca. Segurou em minha nuca, e passou sua barba cerrada por meu pescoço, e subiu até minha orelha, me provocando com sua língua. – Aposto que você não duvida que eu exista quando estou te provando.
Suspirei.
Merda, eu não podia chegar à casa dos meus pais, pra uma conversa séria, estando excitada.
– Nesse momento, eu sei o quanto você é real. – soltei por entre minha respiração acelerada.
– E quando você está me cavalgando, você sabe o quanto eu sou real? – Jesus! Ele está brincando com fogo.
– Humm, nesse momento eu sei o quanto você é grande e real. – pude escutar um rosnado escapando por sua garganta. Ele intensificou o aperto em minha nuca. E porra, eu achei isso quente!
– Eu sou grande, é? – sua pergunta saiu mais como um gemido.
Discretamente, ou nem tanto, levei uma mão ao seu colo, e apertei seu membro por cima da calça.
Ele observou o movimento.
– É enorme! – sussurrei.
Senti Edward tremer um pouco.
– Provocadora. – desceu beijos por meu pescoço. – Sabe, é uma linda visão te ver acariciando meu pau. – arregalei os olhos. Onde estava meu noivo tímido?
Quando eu ia dar uma resposta ainda mais ousada, escutamos um alto limpar de garganta de Eric.
Nos olhamos meio espantados. Será que estávamos falando essas safadezas em voz alta? Será que Eric escutou alguma coisa? Ou pior, me viu acariciando Edward?
Corei e abaixei a cabeça.
– Ta vendo o que você faz comigo?- resmungou meu noivo. – Me faz perder a cabeça, esquecer onde estou.
– Foi você quem começou. – revidei.
– Safada. – tentou soar sério, mas eu percebi ele segurando o riso.
– Tarado. – dei de ombros.
– Bandida. – ele já não era capaz de segurar o riso.
– Cachorro. – me olhou espantado. E logo, seus olhos ficaram em fenda. Ele chegou o rosto pertinho do meu. Sua boca a um centímetro de distância da minha.
– Sou um cachorrinho carente, e to louco pra você acariciar minha cabecinha e me botar na coleira. – Ofeguei imediatamente.
Céus, esse homem mudou! Definitivamente, meu noivo tímido não existe mais. E porra, como amo essa sua nova faceta.
– Já chegamos. – Eric disse. Olhei espantada para fora do carro.
Como diabos não percebi o carro parando?
Olhei para Edward, e o cachorro estava rindo de mim.
Estreitei meu olhar para ele.
– Você me pega. – fiz questão de dizer em alto e bom tom.
Pude perceber seu olhar de hesitação. Ahá, agora ficou com medo do que eu posso fazer contigo, não é mesmo senhor-vem-acariciar-minha-cabecinha?
Eric soltou um risinho tímido enquanto saía do carro e ia até o porta-malas retirar a cadeira de Edward.
Ficamos em silêncio dentro do carro. Eu apenas curtindo a pressão psicológica que infringi a ele.
Eric abriu a porta, já com a cadeira aberta ao lado. Edward soltou o cinto, e já empurrava seu corpo para sair do carro.
Eu abri a porta ao meu lado, e saí, dando o momento pra Edward receber a ajuda de Eric.
Apesar de toda nossa cumplicidade, esse ainda era um momento em que eu percebia que ele ficava envergonhado.
Só conseguiríamos acabar com isso com o tempo. Teria que ser aos poucos, e eu sempre provando o quanto o amo sem limites.
Dei a volta no carro, e encontrei Edward já sentado em sua cadeira.
Caminhei ao seu lado, enquanto ele empurrava sua cadeira, e Eric um pouco atrás.
Eu não o faria ficar esperando no carro. Com certeza eu o chamaria pra entrar e tomar um café, enquanto eu teria “a conversa” com meu pai.
Ele ajudou Edward a subir no degrau único da varanda.
Parei em frente a porta da casa dos meus pais. Respirei fundo, tomando coragem de bater.
Senti o toque quente de Edward em minha mão. Olhei pra baixo.
– Vai ficar tudo bem. Fica calma. – Ele me deu um sorriso incentivador.
Me abaixei e depositei um beijo casto em seus lábios.
– Eu te amo. – Disse olhando em seus olhos.
– Eu te amo mais.- Sorrimos. Sempre brincávamos nessa disputa de quem amava mais.
Fiquei ereta novamente, e tomando coragem, bati à porta.
Logo minha mãe atendeu, nos dando um sorriso tímido.
– Olá, entrem, por favor. – nos deu passagem, e entramos. – Sentem-se. Fiquem a vontade. – minha mãe estava se esforçando pra conseguir interagir.
Eric se sentou no sofá, e Edward parou sua cadeira ao seu lado.
– Gostariam de um café, chá, suco...? – minha mãe perguntou.
Edward estava abrindo a boca pra responder, quando meu pai entrou na sala, sorrindo.
Peraí? Ele estava sorrindo?
– Ou gostariam de uma cerveja? – Ele chegou perto de Edward, apertou sua mão. Eles trocaram um sorriso amigável. Franzi o cenho. Eu tenho certeza que perdi alguma coisa. Quando essa amizade começou? – Prazer, Charlie Swan. – apertou a mão de Eric.
– Eric York. – ele respondeu.
– E então, uma cerveja pra começar bem o dia? – De onde raios saiu esse bom humor todo do meu pai?
– Bem, eu estou dirigindo... – Eric começou meio sem graça. Era notório que ele queria aceitar.
– Duas cervejas. – Edward disse. – Relaxa Eric, nós não vamos sair daqui agora. É só não beber muito. – Eric sorriu, e meu pai rapidamente foi até a cozinha pegar as cervejas.
Dei um olhar interrogatório a Edward. Desde quando ele bebe cerveja?
Ele entendeu minha pergunta muda, e apenas sorriu e deu de ombros.
Ok, estou na casa dos meus pais, com Edward e Eric na sala, esperando meu pai trazer a cerveja. E esse, rá, esse está mais simpático do que eu já vi em toda minha vida.
Minha mãe saiu da sala, e eu nem havia percebido.
Caminhei pra perto de Edward no momento em que meu pai retornou com as latinhas de cerveja.
Ele as entregou a meu noivo e Eric, e me olhou. Nesse momento fiquei gelada. Eu estava nervosa, isso era fato.
– Isabella, será que... será que nós... bem, nós podemos conversar? – ele gaguejou um pouco. Bom, pelo menos eu não era a única a estar nervosa aqui.
– Claro. – foi a única coisa que consegui dizer.
Meu pai trocou um olhar significativo com Edward. Algo foi dito naquele olhar, e meu pai assentiu.
– Vamos até a garagem? – Claro, a garagem. Na nossa casa, o lugar de fazer barraco e discutir era a cozinha, e de conversar calmamente, era a garagem.
Bom, isso explica porque a garagem era pouco utilizada.
Apenas assenti. Olhei pra Edward, que me deu um sorriso encorajador, me virei e segui rumo à garagem.
Chegamos lá, e eu me encostei no capô do carro velho que já parecia ser parte da decoração.
– E então? Estamos aqui, pode falar o que quer que seja. – disse seca.
Meu pai pareceu receber um tapa na cara. Seu rosto que parecia esperançoso, desmoronou.
Eu não fui para torturá-lo, mas é difícil esquecer as coisas ruins.
– Isabella... – ele disse, porém interrompeu o que quer que ele iria falar. Respirou fundo. Me olhou nos olhos. – Eu quero pedir desculpas por tudo que te falei ontem.
Ah ta, ele me chamou pra pedir desculp..... COMO É QUE É?
Charlie Swan pedindo desculpas?
Ok, cadê as câmeras? Isso deve ser uma pegadinha.
Olhei ao redor da garagem procurando as câmeras. Com certeza é algum quadro do programa do Dr. Phill. Esse cara adora meter o bedelho na família dos outros.
– Isabella, por que você está olhando pro teto? – olhei para meu pai e corei.
– Procurando as câmeras escondidas? – merda, isso saiu como uma pergunta. Sério que eu falei isso? Agora é que ele vai me achar mais idiota do que já deve pensar.
Ele riu. Parecia um pouco aliviado.
– Já tinha me esquecido desse seu jeitinho engraçado. Não tem câmera nenhuma aqui, a propósito. – sua face voltou a parecer torturada. – Eu queria ser melhor com as palavras.
Permaneci em silêncio.
– Edward é um cara e tanto, não é mesmo? – os cantos de meus lábios, instintivamente se ergueram um pouco.
– Sim, ele é maravilhoso. – a mais pura verdade.
– Eu gostei dele. Ele parece cuidar muito bem de você. – assenti. – Eu pedi desculpas pelo modo como o chamei. Ele, com certeza, é o melhor cara que você poderia encontrar.
– Sim, ele é. E por isso vamos nos casar. – meu pai assentiu.
– Sim, faço muito gosto desse casamento. – ele suspirou. – Isabella, eu não vou ficar em paz se você não me desculpar. – Eu ia falar, mas ele me interrompeu. – Não, me deixe continuar enquanto eu tenho coragem. – Assenti. – Eu fiquei arrasado quando você me disse que estava grávida daquele cretino. Senti que tinha perdido meu chão. Minha menininha estava grávida.
– Pai... – ofeguei.
– Eu sei que dei a entender que queria você fora dessa casa. Mas eu não queria. Eu queria você aqui comigo. – ele fez uma careta, parecia tentar segurar possíveis lágrimas. Meu pai choraria? – E quando você foi embora, eu fui covarde demais, e não fui te pegar de volta. Eu fiquei devastado, filha. Minha menininha grávida e longe de mim. – ele parou por um momento, como se estivesse pensando exatamente o que falar. – Fiquei dias chorando escondido de sua mãe. Não queria que ela me visse chorar. Um orgulho besta, eu sei. – eu estava de boca aberta.
– Pai, eu pensei que... pensei... – eu não consegui concluir.
– Pensou que eu estava com vergonha, e não queria você por perto? – assenti. – Eu fiquei com vergonha sim. Uma cidade pequena. Todos iriam comentar sobre minha única filha engravidar sem estar casada. As pessoas iriam falar que eu não fui um bom pai, meus amigos provavelmente iriam rir de mim. – senti como se tivesse levado um soco no estômago. Eu, apesar de tudo, não queria que meu pai passasse por isso. – Mas eu não queria você longe de mim. – ele olhou em meus olhos. – Me desculpe Isabella, por não ter sido corajoso o suficiente e te ajudar no momento em que mais precisou de mim.
Senti uma lágrima escorrer por meu rosto. Era meu pai, bem em minha frente, admitindo suas fraquezas, me pedindo desculpas.
– Pai... – solucei.
– Me perdoa por não ter ido atrás de você. Por ter ficado aqui parado, apenas esperando o dia em que você voltasse. E quando você voltou, eu fui novamente um velho idiota. Me perdoa por tudo, minha filha. – suas lágrimas já desciam por seu rosto, e ele não se importava. – Me perdoa por ter falhado com você.
Acabei com a distância entre nós, e fiz uma coisa que não fazia desde os meus 5 anos de idade.
Eu abracei meu pai.
Ele me acolheu em seus braços, me abraçou forte. O único som que escutávamos, era o nosso choro.
– Eu te perdôo, pai. – solucei.
– Obrigado, filha. Eu te amo tanto, Bella, mas tanto. – chorei mais.
– Eu também, pai. Eu te amo. Eu senti falta de poder te abraçar. – desabafei.
– Me desculpe por ter sido um pai ausente. Me desculpe por tudo, por favor. – ele pedia aflito.
– Eu desculpo tudo, pai. – ainda estávamos abraçados. Nada conseguiria soltar nosso aperto.
– Obrigado por perdoar esse velho. – eu ri entre as lágrimas.
– Sempre sonhei com esse momento. – senti meu pai beijar o alto da minha cabeça.
– Eu também, minha filha. Eu também. – permanecemos em silêncio. Só curtindo nosso momento. Nosso abraço tinha muitos significados.
Depois de um tempo, decidi quebrar o silêncio, e limpar a última mancha que ainda tínhamos em nossa relação.
– Pai, eu preciso te contar tudo que aconteceu depois que eu saí de Forks. – ele afrouxou o aperto de seus braços, mas não me soltou por completo.
– Eu vou te escutar, filha.
E então, contei tudo, detalhe por detalhe desses três anos para meu pai.
Ele ficou louco quando contei sobre a perda do bebê, e o modo como James me tratava. Ficou aliviado quando contei sobre Alice, e sua bondade. E radiante quando contei sobre Edward.
Com certeza, meu noivo já conquistou meu pai também.
[...]
Estávamos almoçando, todos numa harmonia que eu nunca presenciei em minha casa.
Até mesmo Eric estava mais solto, e conversando animadamente sobre osPlayoffs com meu pai e Edward.
Após nossa conversa, eu e meu pai voltamos abraçados pra sala. Minha mãe ficou estática, e logo suas lágrimas deram vazão ao que ela estava sentindo.
Ela nos abraçou, e eu me senti de um jeito que há muito tempo eu não sentia. Amada e protegida pelos pais.
Edward sorria lindamente pra mim, enquanto eu contava aos meus pais sobre nossa viagem.
Quando minha mãe anunciou o almoço, todos nós fomos animados pelo cheiro, pra mesa.
Quando minha mãe aprendeu a cozinhar tão bem?
– E então Edward, quando vocês voltam? – fui tirada de meus pensamentos por meu pai, vulgo Best-friend-forever do meu noivo.
– Bem Charlie, não posso te dar uma previsão. Mas ficaria muito feliz se você e Renée fossem nos visitar em Seattle. É tão perto, não tem motivos para ficarmos longos períodos sem visitarmos uns aos outros. – os olhos de minha mãe brilharam. Ela nunca falou, mas eu sei que ela adorava viajar. Pena que fizemos tão pouco isso.
– Bem, é um assunto a se pensar, não é mesmo Renée? – meu pai parecia outra pessoa. E isso me deixou tão feliz.
– Claro, claro. – minha mãe respondeu meio atrapalhada.
Por volta das 3 horas da tarde, nós nos despedimos de meus pais, com a promessa de voltar assim que for possível.
Minha mãe se emocionou ao ver meu abraço com meu pai. E pra confessar, eu também. Parecia surreal o que estava acontecendo. Meu pai tão amoroso comigo. Só Deus sabe o quanto sonhei com isso.
Edward ainda trocou algumas palavras com meu pai, e não me deixou escutar.Ótimo, segredinhos entre meu pai e meu noivo.
Por fim, entramos no carro, deixamos para trás um capítulo finalmente resolvido em minha vida.
Sorri.
Edward era realmente fantástico. Acho que se não fosse por ele, eu nunca teria me resolvido com meus pais.
Meu Deus, como eu poderia ficar sem esse homem?
Melhor nem pensar nessa possibilidade.
Edward é meu. E nada mudará isso.
– Está sorrindo de que, meu amor? – fui tirada de meus pensamentos.
– Em você, amor da minha vida. – sorri mais ainda pra ele.
– Fico feliz com isso. – piscou brincalhão.
Depositei um beijo cheio de amor em seus lábios.
– Obrigada. Você é inacreditável. Muito obrigada pelo que fez por mim. Eu te amo muito. – falei olhando em seus olhos.
Seus olhos brilharam. Ele se aproximou de mim. Colamos nossas testas. Nossos olhos ainda conectados.
– Eu faço tudo por você. – ele disse sério.
Meu coração nesse momento golpeou fortemente meu peito.
A única reação que consegui ter foi beijá-lo com todo meu amor.
Eu encontrei o príncipe do meu conto de fadas. O homem que me ama, que me faz feliz. O homem com quem eu quero passar o resto da minha vida.
Encerramos o beijo com alguns selinhos. As palavras não eram necessárias. Nosso amor gritava em nossos olhos.
– Acho que sou o cachorrinho mais apaixonado do mundo. – Edward disse.
Gargalhei.
Esse era meu Edward. Romântico, apaixonado, devotado, brincalhão e safado. E sempre meu. Meu Edward.


Notas finais do capítulo

E então, gostaram?
E esse Edward mais soltinho heim rsrss

beijos beijos... e continuem comentando e reco
mendando (se quiserem)

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