FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 34

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez







PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!


Acordei ouvindo um barulho estranho.
Lentamente abri os olhos e tentei localizar o causador do barulho.
Olhei para o criado mudo, onde a bolsa de Bella estava. O barulho vinha de dentro dela.
Estiquei o braço e abri a bolsa. Retirei o aparelho barulhento.
O celular de Bella fazia um ruído irritante, mesmo estando no vibra call.
– Alô. – atendi meio sonolento.
Ninguém falou nada.
Olhei na tela, e realmente, ninguém falaria nada do outro lado da linha. Não era uma ligação, era uma mensagem.
Cocei os olhos e a li. Antes não tivesse feito isso.
Oi Bellinha. Como você está? O Edward reclamou do horário que você chegou? Aposto que sim. Eu só queria me desculpar pela noite de ontem. Foi uma noite ótima, pena que tivemos uma pequena discussão no final. Vou passar de tarde na loja, pra nós conversarmos melhor. Beijão. Riley.
Acho que meu coração havia parado de bater.
Senti uma dor que eu não desejaria ao meu pior inimigo.
Senti a umidade em meus olhos.
Noite ótima?
Pequena discussão?
Bellinha?
Passar mais tarde na loja?
Beijão?
Riley?
Senti que estava ficando tonto.
Joguei o celular novamente na bolsa dela e fechei os olhos.
Não podia ser. Isso não. Nunca.
Tive que fazer força pra respirar, pois havia ficado difícil demais.
Talvez fosse melhor parar de respirar. Apenas morrer. Seria bem melhor do que sentir essa dor dilacerante.
Tapei a boca para sufocar um grito que irrompeu por minha garganta.
Senti Bella se mexer na cama. Eu não consegui abrir os olhos. Se eu os abrisse, as lágrimas transbordariam.
– Edward? – Bella me chamou. – Amor, você está sentindo alguma coisa? – me sacudiu. – Edward, pelo amor de Deus, fala comigo. Você está sentindo alguma coisa, meu amor?
Respirei fundo e abri os olhos. Ainda sem olhar pra ela, eu disse:
– Não aconteceu nada. É só uma dor no estômago. – não sei se meu tom de voz foi ríspido demais, mas ela não disse mais nada.
Me apoiando em meus braços, me ajeitei na cama para poder sair. Puxei minha cadeira pra perto, segurei nas barras existentes ao lado da cama, e passei meu corpo para a cadeira.
Fui direto para nosso banheiro.
Arranquei minha roupa e passei meu corpo para a cadeira de banho. Liguei o chuveiro.
Se a água estava quente ou fria, eu não senti.
Meu corpo estava anestesiado pela dor. Apenas sentia minhas lágrimas sendo levadas pela água do banho.
Seria possível que Bella tivesse me traído?
A mensagem não deixava dúvidas. Mas era uma coisa que custava entrar em minha mente.
Onde eu havia errado? O que eu havia deixado faltar?
Talvez ela precisasse de mais possibilidades, opções. Talvez ela tenha ficado com muita raiva pela minha saída com Jasper e Eric. Ou talvez, ela apenas quis ficar com um cara que era perfeito. Um cara que não estava preso a uma cadeira de rodas.
Mas que merda de acidente maldito!
Por que eu tive que sofrer aquele acidente? Por que eu tive que ficar paraplégico? Como eu poderia culpar Bella?
Comigo ela não tinha opções.
Comigo seria sempre a mesma coisa. O mesmo tipo de sexo, o mesmo tipo de programas, a mesma vida restrita.
Como ela poderia ter opções ao lado de um cara que não era capaz nem de caminhar ao seu lado, um cara que não poderia levá-la em uma dança? Um cara que não poderia tomá-la em seus braços e amá-la onde quer que estivesse.
Abracei meu corpo, tentando em vão, aliviar minha dor.
No fundo eu queria uma pontinha de esperança de que eu estivesse entendendo tudo errado. Que Bella nunca havia me traído. Mas como negar o óbvio?
Quando a perguntei na noite passada se Riley havia saído junto com ela, Bella negou.
Ela chegou estranha. Parecia desnorteada, torturada. Disse coisas enigmáticas que não entendi.
“O mundo lá fora é podre”, ela disse.
Será que ela estava se referindo à pequena discussão que Riley mencionou?
Me abracei mais forte e chorei mais.
Como pode existir uma dor tão forte? Por que essa dor não me mata de uma vez?
Desliguei o chuveiro e me sequei.
Sequei meu rosto, mas não deu pra disfarçar os olhos e nariz vermelhos pelo meu choro.
Vesti o roupão e passei meu corpo da cadeira de banho para a de rodas.
Quando eu saísse por essa porta, eu teria duas opções.
A primeira seria confrontá-la, e consequentemente, perdê-la.
E a segunda seria...
– Amor, está tudo bem aí? Você ainda está com dor de estômago? – Bella bateu à porta.
Destranquei e a abri.
Bella tinha o rosto franzido e parecia preocupada.
Uma coisa não posso negar, ela sempre cuidou de mim.
Tomei fôlego e tentei soar com o tom de voz mais comum possível.
– Já melhorei, obrigado pela preocupação. Era só um mal estar passageiro. – tentei sorrir, mas não tive êxito.
Bella se ajoelhou em minha frente.
Ela estava com sua camisolinha curta, que eu lhe dei de presente na semana passada.
Engoli o nó que se formava em minha garganta.
Eu a amava demais.
– Amor, é claro que eu me preocupo com você. – acariciou meu rosto. Eu fiquei imóvel. – Você é meu marido, meu amor, minha vida. – beijou meus lábios.
Suas palavras foram bonitas, mas me machucaram.
Sei que ela me ama, mas seu amor não foi forte o suficiente pra ela ser fiel a mim.
Por um tempo, eu acreditei que seu amor era forte o bastante para superar minha deficiência, minhas limitações.
Mas não era.
Passei meus braços ao redor de sua cintura, enquanto ela repousava sua testa contra a minha.
Não posso culpa-la. Ela tentou.
Tentou me amar incondicionalmente, mas o sentimento não era tão forte.
Não sou um tolo de achar que Bella não me ama. Sei que ela tem sentimentos por mim. E devo ficar muito agradecido por uma mulher tão maravilhosa como ela, gostar de mim, estar casada comigo e me tratar tão bem.
Eu não estava disposto a perde-la, mesmo estando dilacerado por dentro.
Com o tempo eu poderia perdoar e esquecer isso tudo.
– Você está tão estranho. – ela comentou em voz baixa.
– Só não acordei bem. Nada com o que se preocupar. – ela assentiu e saiu de meus braços.
Se levantou e passou por mim. Tirou sua roupa e entrou no box, ligando o chuveiro em seguida.
Suspirei ao ver seu corpo nu.
Eu não fui o primeiro homem da vida de Bella, mas o fato de saber que Riley também conheceu suas curvas e a maciez de sua pele, me fez querer gritar, xingar, bater em algo.
Tentei controlar meus pensamentos e guiei minha cadeira pelo nosso quarto.
Peguei o celular de Bella novamente em sua bolsa, e tomando uma decisão, apaguei a mensagem.
Ela nunca saberia que eu li essa mensagem.
Após Bella sair do banho, pedi que ela não fosse à faculdade e nem ao trabalho. Aleguei não estar me sentindo bem, e ela se prontificou a ficar em casa comigo.
Liguei para minha secretária, informando que não trabalharia, e eu e Bella passamos o dia juntos.
A todo momento, ela foi atenciosa, carinhosa e protetora, como sempre.
Fiquei de olho em seu celular, talvez o idiota ligasse ou mandasse mensagem. Mas isso não aconteceu.
No fim do dia, eu tinha a sensação de que tudo havia apenas sido um sonho ruim. Mas lá no fundo eu sabia que tinha sido uma realidade bem cruel.
Nos deitamos cedo nessa noite.
Bella, com um conjunto de baby doll curto e sexy, me abraçou e começou a distribuir beijos em meu pescoço.
– Te quero, meu amor. – ela disse com a voz rouca ao pé do meu ouvido.
A abracei e a beijei com fervor.
Eu tinha que amar seu corpo com toda paixão existente em mim. Eu tinha que mostrar que eu podia ser melhor que Riley. Que ela poderia ficar só comigo, que eu faria de tudo pra suprir o que minhas limitações não me deixavam dar a ela.
Bella passou uma perna por cima do meu corpo, e ficou com seu corpo colado em cima do meu.
Nos beijávamos apaixonadamente.
Eu tinha que satisfazê-la. Provar que eu era suficiente.
Passeei minhas mãos por seu corpo, acariciando-a e adorando-a com paixão.
Arranquei toda sua roupa, abocanhei o mamilo do seu seio esquerdo e levei uma mão para conferir sua excitação.
Ela estava pronta pra mim. Molhada como sempre. Se ela sentia esse tesão todo por mim, por que ela ficou com outro?
Tentei arrancar esses pensamentos da minha cabeça.
Bella, louca de desejo, levantou um pouco seu quadril, e desceu minha bermuda e cueca por minhas pernas.
Ela franziu o cenho.
– Edward... – ela olhava do meu rosto para minha região pélvica. – Você não... Você... Você não me quer hoje, amor?
Espantado com sua pergunta, olhei para baixo, e notei que meu pênis não tinha nenhum sinal de excitação.
Mas como isso pôde acontecer? Eu a desejo tanto. A amo tanto. Sempre fui um louco, apaixonado, tarado por ela.
Corei com a situação.
Rapidamente tirei Bella de cima de mim. Ela me olhava confusa.
– Bella... acho que hoje não é um bom dia pra gente. – disse seco e me virei na cama. Ficando de costas para ela.
Senti seu toque suave em meu ombro.
– Amor, você quer conversar? Está acontecendo alguma coisa? Você está sentindo alguma coisa? – ela perguntava de forma carinhosa. E isso me deixava mais raivoso.
Eu tinha raiva de mim. Justo quando eu deveria mostrar a ela o quanto sou melhor que Riley, o quanto valeria a pena ficar só comigo, meu corpo não funcionou.
– Não aconteceu nada, Bella. – respondi ainda de costas para ela.
Senti um beijo sendo depositado em meu ombro. Seu carinho constante em minhas costas.
– Amor, você pode conversar comigo sobre o que quiser, você sabe disso. Sou sua esposa, você pode contar comigo pra tudo, meu amor. – seu carinho e delicadeza me deixaram pior.
Como isso foi acontecer? Será que nunca mais eu iria conseguir ter sexo com minha esposa? Se isso acontecesse eu a perderia.
Senti meu coração disparar só de pensar nessa possibilidade.
Nunca.
Eu não poderia perder Bella nunca.
– Edward? – ela me chamou.
– Bella, não aconteceu nada. Eu apenas não funcionei. – me virei e a olhei. Eu tinha raiva por não conseguir cumprir minha função de marido. – Meu pau não subiu. É isso que você quer escutar? Não subiu, não funcionou. Eu sou um paraplégico, lembra? Isso pode acontecer mais do que você imagina. – explodi.
Com um pouco de dificuldade, me virei novamente na cama.
Eu não devia ter descontado minha raiva nela. A culpa não era dela. Toda a culpa era minha.
Eu fui pretencioso demais em querer ter uma vida normal, quando EU não era normal.
Escutei um baixo soluço.
Merda, eu a fiz chorar.
Mais um motivo pra ela querer procurar outro.
Merda! Merda! Merda!
Respirei fundo.
– Me desculpe se fui grosso. – pedi.
– Tudo bem. – fungou. – Eu só queria ajudar. Desculpe se te ofendi. – senti meu coração se apertar.
Eu não cumpri com minha obrigação de marido, a tratei mal e ela ainda me pede desculpas.
Talvez eu realmente tenha merecido sua traição.
Fechei os olhos bem apertados. Eu não choraria agora.
Aquela mensagem me destruiu por dentro. Mas eu não perderia Bella. Não mesmo.
Eu engoliria o meu orgulho. Não poderia me dar o luxo de perder a razão da minha vida.
Abri os olhos lentamente, e fitei a lua pela janela de vidro do nosso quarto.
A vida já tinha sido boa demais para um cara como eu.
Seria uma ingratidão eu querer brigar, confrontar Bella. Eu a perderia.
Fechei meus olhos e deixei o sono chegar.
Com o tempo, talvez eu até esqueça dessa traição, e poderemos voltar ao nosso conto de fadas novamente.

Notas finais do capítulo

e então? me xinguem... me amem... como está?
rsrsrs
Espero que todas entendam o sentido do capitulo, e espero do fundo do coração que ninguem me chame de idiota kkkkk

1 comment :

  1. Naaaao!! �� eles nao podem ficar assim.... Dê um jeito logo hein hahaha tomara que eles se acertem e que seja um capitilo enorme hahaha beijos!!

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