FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 35

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez







PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!


Um mês e meio se passou desde que eu descobri a traição de Bella.
Eu tentava de todas as formas agradá-la. Sempre concordava com ela. Em tudo. Mas eu ainda corria o risco de perde-la. Um risco enorme.
Nós ainda não havíamos feito sexo. Aliás, eu não havia funcionado desde aquela maldita mensagem.
Eu estava me esforçando cada vez mais em minhas sessões de fisioterapia.
Tânya, certa vez, chamou minha atenção.
– Edward, você não precisa forçar tanto. Isso pode até ser prejudicial. Relaxe e faça somente até seu limite. – ela disse enquanto fazíamos um exercício com minha perna esquerda.
Eu estava cada vez mais empolgado por estar recuperando, gradativamente, a minha sensibilidade. Claro, não voltaria ao normal. Mas eu tinha uma grande esperança de que a recuperação passasse dos 30%.
E eu já movimentava um pouco mais.
Conseguia mexer um pouco meus pés. Conseguia mover, com certa dificuldade, os joelhos. E até conseguia fazer leves movimentos com o quadril.
O que me ajudava em coisas como vestir uma calça, me virar na cama, sair e sentar na cadeira de rodas.
A vida estava ficando mais fácil nesse ponto.
Mas eu ainda não entendia porque eu não conseguia funcionar na hora H.
Justo na hora em que eu deveria provar o quanto sou melhor que Riley, o quanto vale a pena ela ficar só comigo.
Será que ela tinha voltado a encontrar Riley?
Eu espero que não. Quer dizer, eu tenho monitorado todos os seus passos.
Faço questão que Eric a deixe na faculdade pela manhã, e depois me leve ao trabalho. No almoço, Eric vai busca-la e levá-la até a loja. Ela não sabe, mas ele a fica vigiando de longe. E de tarde, ele a leva para casa e depois vem ao meu trabalho me buscar e levar para a fisioterapia.
O grande problema é a merda do grupo de estudos.
Bella continua freqüentando. E lá, eu não tenho como vigiá-la.
Não tive coragem de perguntar sobre Riley. Nunca mais toquei no nome desse indivíduo.
Se eu perguntasse algo sobre ele, e Bella resolvesse me confessar a traição, eu não aguentaria.
Lá no fundo. Bem lá no fundo, eu ainda não tinha total certeza.
Rezava todas as noites para que isso tenha sido alguma confusão da minha cabeça.
Mas aí a mentira de Bella, a mensagem, a forma estranha como ela chegou naquela noite, me fazem cair na real, e ver o óbvio.
Bella me traiu.
O grande amor da minha vida me traiu.
Se existe algo mais doloroso que isso?
Existe sim.
Bella me deixar. Isso seria mais doloroso.
Pior que ser traído pela pessoa que você ama com toda a sua alma, é perde-la.
Tomei o último gole do meu café, fechei meu notebook, guardei todas as minhas coisas, e empurrei minha cadeira para fora do meu escritório.
Acenei, brevemente, para a Sra. Robinson, e fui até o elevador.
Ao chegar ao andar do estacionamento, Eric já me esperava para levar-me à sessão de fisioterapia.
– Boa tarde, Eric. Como vai? – cumprimentei-o.
– Muito bem, Edward. Acabei de deixar sua esposa em casa. – um estalo passou por minha cabeça. Hoje, Bella não tinha grupo de estudos.
Com a ajuda de Eric, passei-me para dentro do carro, e ele fechou minha cadeira e foi guarda-la.
Assim que ele saiu do estacionamento com o carro, eu mudei os planos.
– Eric, nós vamos direto pra casa hoje. – ele me olhou um pouco confuso pelo retrovisor. – Vamos passar em uma floricultura, e vamos direto para minha casa. Não vou à fisioterapia hoje. – ele assentiu.
Se eu queria lutar por minha mulher, eu tinha que parar de me lamentar.
Eu não tinha muitas armas para usar. Eu era um cara inseguro e carente em cima de uma cadeira de rodas. Mas eu usaria, sem moderações, a maior arma que eu tinha para vencer essa guerra. Eu usaria meu amor por ela.
Riley podia ser melhor do que eu em muitas coisas. Ele podia andar, ele podia dançar com ela, ele podia ir a uma praia e nadar com ela. Coisas que eu nunca poderia. Mas ele não a amava. E eu?Ah, com certeza eu a amava. Mais que a mim mesmo.
Eu venho tentando mostra-la como sou melhor que ele, e nesse tempo, eu só tenho falhado. Nem vivermos como marido e mulher nós não conseguimos mais.
Hoje tudo mudaria.
Eu não tentaria lhe mostrar o quanto sou melhor que ele.
Eu lhe mostraria que eu sou um cara deficiente, cheio de limitações, mas que a ama da forma mais intensa que um ser humano pode amar.
Hoje eu jogaria pra ganhar.
A traição ainda doía. Mas se eu tivesse que passar por cima disso e lutar pela mulher da minha vida, eu lutaria.
Ao chegarmos em casa, Eric me ajudou a sair do carro. Eu empurrei minha cadeira de rodas até a entrada.
Chamei por Isabella assim que passei pela sala, mas ela não respondeu.
Cheguei ao nosso quarto e ouvi o barulho do chuveiro vindo do nosso banheiro. Sorri.
Ela teria uma surpresa quando saísse do banho.
Ainda com o buquê de rosas vermelhas, que eu havia comprado no trajeto do trabalho para casa, em meu colo, eu apaguei as luzes do quarto, e acendi os dois abajures.
Tirei meu terno e minha gravata. Ficando apenas com a camisa social branca, minha calça social risca de giz e meus sapatos.
Ouvi o “clic” da porta do banheiro.
Ela saía vestida em um roupão branco. Estava com os cabelos molhados, penteados para trás. Seus olhos estavam vermelhos. Ela havia chorado? Meu coração se apertou.
Nossos olhares se cruzaram.
– Oi. – eu disse. O coração batia a mil. Minhas mãos suavam. Não era a primeira vez que eu a via assim. Mas em minha cabeça, esse era o momento de reconquistar minha mulher.
– Oi. – ela sorriu fracamente. – Chegou cedo em casa.
– Estava louco pra te ver. – lhe estendi as flores. – Pra você. – ela me olhou de forma carinhosa.
– Obrigada. – pegou o buquê e cheirou. – São maravilhosas.
– Não mais que você. – eu disse.
Ela me olhou nos olhos de forma séria.
– O que está acontecendo com a gente? – suspirei. Eu não queria falar sobre isso. Mas eu lhe devia uma explicação. Afinal, ela não sabia que eu sabia sobre a traição.
– Ciúmes. – eu disse apenas.
– Ciúmes do que? De quem? – ela pôs o buquê em cima de uma poltrona e se ajoelhou a minha frente.
Passei uma mão em seu rosto.
A pele tão lisa, tão macia.
– Ciúmes de tudo. Nada em especial. – menti. – Você está tendo uma vida mais agitada, conhecendo mais pessoas. E o medo de você ver que eu não sou o melhor pra você, me desestabilizou. Me perdoe, meu amor. – em parte isso era verdade.
Ela segurou minha mão que acariciava seu rosto, e beijou a palma.
– Edward, você é tão tolo. – suspirou e olhou diretamente em meus olhos. – Eu posso conhecer inúmeras pessoas, posso estar fazendo mil atividades. Eu sempre vou saber que você é o melhor pra mim. – chegou perto, circulou meu corpo com seus braços e depositou um casto beijo em meus lábios. – Você é meu marido, meu amor, minha vida. Não precisa ter ciúmes. Eu sou sua, e nunca, nada mudará isso. – como eu queria acreditar nisso. Minha mente gritava.
– Me desculpe pelo meu jeito inseguro. – abaixei minha cabeça e encostei minha testa em seu ombro.
– Não tem o que desculpar, meu amor. Só não gosto quando você se sente inferior. Fica pensando que eu poderia te deixar. – ela segurou meu rosto e o levantou, me fazendo olhar novamente em seus olhos. – Isso nunca vai acontecer. Você está me entendendo? – assenti. – Eu te amo demais. Só existe você. Só você e ninguém mais. Tenha isso em mente.
Meu coração se apertou. Essa declaração parecia tão real. Tão verdadeira.
Talvez fosse. Mas como, se ela havia me traído?
Talvez ela tenha cedido ao desejo, à simples vontade de estar com um homem que não tivesse limitações.
Ela me amava. Disso eu sabia. Seu amor apenas não foi forte o suficiente. Mas ele existia.
Eu vou fazer seu amor por mim se fortalecer, baby. Eu vou fazer isso. Não vou te perder. Minha mente gritou.
Decidido a esquecer essa traição, e começar novamente com Isabella, eu a puxei para meu colo e a beijei.
Minha língua encontrou a sua e me senti tremer com esse contato.
Lentamente, levei minha mão entre nossos corpos e desfiz o nó do roupão que ela vestia.
O roupão caiu em torno de sua cintura, deixando seus seios expostos.
Desci beijos por seu pescoço e colo, até chegar ao destino que eu queria.
Rodeei um mamilo com minha língua, e depois o mordisquei. Isabella gemeu.
Levei uma mão para acariciar o outro seio, e comecei a chupar o mamilo que estava em minha boca.
Chupei como um bebê faminto por leite. Isabella puxou meus cabelos. Claro sinal de que estava sentindo prazer.
Num movimento rápido, ela saiu do meu colo e correu para a cama, deixando seu roupão cair pelo caminho.
Empurrei minha cadeira de rodas e parei ao lado da cama. Me apoiei nas barras e passei meu corpo para o lado de Isabella.
Ela, rapidamente, trabalhou nos botões da minha camisa e a tirou.
Arranhou levemente meu abdômen. Algo que me fez rosnar como um animal.
Ela abriu minha calça e a desceu junto com a cueca.
Sorriu.
Eu olhei para baixo, e meu pênis estava mais ereto que nunca.
Fechei os olhos e sorri emocionado.
Eu conseguiria superar isso. Nós começaríamos de novo. Seríamos felizes em nosso conto de fadas novamente.
Mesmo com a traição para manchar nossa linda história de amor, nós seríamos felizes. Porque nos amávamos. Nos desejávamos. E nós nos necessitávamos.
Puxei seu corpo para cima do meu e a beijei novamente. Com lasciva, com luxúria.
Desci uma mão por seu corpo, enquanto a outra prendia os cabelos em sua nuca, e a forçava a me beijar de forma ardente.
Minha mão chegou ao ponto que eu queria. Ela estava pronta pra mim, como sempre.
Deslizei um dedo dentro dela, e Isabella se contorceu.
Céus, esse tempo todo sem sexo, ela deve estar tão maluca quanto eu.
Bombeei duas vezes meu dedo dentro de Isabella , e já senti as paredes de seu canal o apertando.
Retirei meu dedo e o levei até sua outra entrada.
Com o dedo ainda molhado com seus sulcos, eu forcei a passagem, e ele entrou sem muitas dificuldades.
Isabella mordeu meu ombro.
– Você me quer aqui, Isabella? – forcei mais meu dedo. Já estava na metade.
– Que... Quero. – ela respondeu.
Retirei meu dedo de dentro dela, e esticando meu braço, peguei na gaveta do criado mudo um tubo de lubrificante que eu havia colocado lá na nossa segunda semana de casamento.
Ainda estava na validade.
Espalhei o gel lubrificante em meu dedo e o levei até a outra entrada de Isabella.
Bombeei algumas vezes meu dedo, para ir abrindo caminho.
Isabella rebolava em minha mão, e eu me sentia cada vez mais louco para me enterrar fundo nela.
Quando senti que ela já estava bem preparada, levei minha mão ao meu membro, e me toquei um pouco.
Meu líquido pré-seminal escapou por minha glande, e eu o espalhei em todo meu comprimento.
Trouxe Bella para a posição, e a desci lentamente em meu membro.
Seu corpo tencionou.
Beijei sua testa.
– Calma, amor. Se doer a gente para. Eu prometo que vou fazer bem devagar. – ela assentiu freneticamente.
Ela estava sentindo prazer, mas o medo da dor a estava dominando naquele momento.
Abaixei minha cabeça e abocanhei seu seio esquerdo.
Chupei, lambi e mordi seu mamilo.
– Ai... Isso, amor. – ela soltou um gemido que me incentivou.
Enquanto eu brincava com seu mamilo, eu a fazia descer cada vez mais em meu membro. Já estava na metade.
Minha sensibilidade, que cada vez estava mais forte, me permitia sentir o quanto aquele canal era apertado.
Eu gozaria rápido.
Cheguei ao limite. Permaneci parado por uns instantes, deixando Bella se acostumar com meu pênis em um lugar novo em seu corpo.
Subi os beijos do seu seio pelo seu pescoço, queixo e cheguei até a boca.
A invadi com minha língua.
Ah, o doce e picante sabor da minha esposa.
Lentamente, forcei seu quadril a subir e descer. Ela não reclamou.
Muito pelo contrário, com suas próprias pernas, começou a impulsionar o seu corpo para ajudar na penetração.
– Ai amor, isso é tão bom. – gemeu.
– Sim, amor. Tudo com você é bom. – trinquei os dentes para não gozar quando ela aumentou a velocidade da cavalgada.
– Edwa- ard... – ela gaguejou em meio ao seu gemido. – Eu não aguento mais, meu amor. – mordi seu lábio.
– Então goza, minha linda. Goza comigo. – meu corpo tencionou. – Agora! – gritei.
Isabella deu uma mordida forte em meu ombro quando seu clímax a dominou.
Ficamos parados, apenas esperando nossas respirações se acalmarem.
Bem devagar, levantei seu quadril, desconectando nossos corpos.
Seu corpo caiu ao meu lado. Virei-me e a abracei.
– Obrigado por confiar em mim pra fazer isso. – beijei sua testa. – Você está sentindo dor? – ela sorriu preguiçosamente.
– Está ardendo um pouquinho, mas valeu a pena. – se ajeitou e me beijou na boca. – E não tem porque agradecer. Sou sua esposa. Minha alma e meu corpo são seus. – meu coração se acelerou.
Sim, sua alma e seu corpo são meus. Pensei. Mas não exclusivamente. Lamentei.
Espantei esses pensamentos.
Se eu queria passar por essa situação e continuar meu casamento, eu deveria parar de me lamentar.
Foi apenas um deslize de Isabella.
Analisando bem a situação, eu não poderia julgá-la.
Ela tem sido a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Não posso condená-la por fraquejar uma vez. Se é que foi apenas uma vez.
De qualquer forma, não importa.
A luta pelo meu casamento começou hoje. E eu não vou fraquejar.
Senti um beijo em meu peito.
– Vamos tomar um banho de banheira? – ela perguntou.
Fiz uma careta.
Não era uma tarefa fácil entrar na banheira. Mesmo com as barras adaptadas.
Nada impossível, mas não era uma ação simples.
Olhei em seus olhinhos brilhantes.
– Claro, meu amor. – respondi.
.
.
Assim que consegui me instalar na banheira, Bella entrou e se sentou no meio de minhas pernas. Suas costas coladas em peito.
Fechei meus olhos e deslizei minhas mãos em seus braços. Em uma forma de carinho.
Essa traição seria esquecida. Tinha que ser esquecida.
Eu não estava disposto a perder momentos como esse. Carinho e intimidade depois de fazer amor. Eu só teria isso com Isabella. Isso não funcionaria com mais ninguém. E eu não queria com mais ninguém. Apenas ela. A dona da minha vida.
Ainda dói quando a olho e lembro que ela traiu o juramento que me fez na igreja. Perante nossos convidados e Deus.
Mas não me cabia a responsabilidade de julgar.
Outro homem em meu lugar até poderia apontar-lhe o dedo e lhe confrontar. Lhe acusar.
Mas eu não podia.
Ela já sacrificava muito de sua vida estando casada com um deficiente.
Muitos momentos que qualquer mulher casada viveria com seu esposo, Bella não viveria comigo.
Que direito eu tinha de lhe acusar?
Nem mesmo um filho eu era capaz de dar a ela.
– Ai. – Isabella gemeu.
Abri meus olhos rapidamente.
– Amor, o que foi? Está sentindo algo? – perguntei preocupado.
Ela levou a mão à boca. Deu três respirações profundas.
Um pouco hesitante, tirou a mão que tapava a boca e pegou um pouco da água da banheira e jogou no rosto.
– Amor, fala comigo. Você está bem? – eu já estava ficando agoniado.
Será que nossa nova experiência a havia machucado tanto, a ponto de fazê-la passar mal?
– Não sei, Edward. Só senti um mal estar. Sei lá, acho que foi o sanduíche que comi quando cheguei em casa. – respirou fundo. – Não precisa se preocupar. Foi só uma tontura e um mal estar por conta do sanduíche.
Beijei seus cabelos.
– Você tem que se alimentar direito, amor. Essa mania de ficar comendo pouquinho, você acaba passando mal. – lhe censurei carinhosamente.
– Ai Edward, eu tenho é que comer menos ainda. Estou gorda. – eu ri. – Não ria, amor. É sério, tenho duas calças jeans que não fecham mais em mim. – beijei seu pescoço.
– Você não está gorda, amor. Está perfeita como sempre. – dei uma leve mordida. – Aliás, está cada vez mais gostosa. – ela gargalhou.
– Só você mesmo pra levantar minha autoestima quando eu estou quase uma baleia de tão gorda.
– Que exagerada essa minha esposa. – mordisquei sua orelha.
– Você está me provocando, Sr. Cullen. – gemi. Eu adorava quando ela me chamava assim.
Respirei fundo.
– Desculpe, amor. Não quero forçar mais seu corpo. Você ainda deve estar dolorida. – dei um beijo em sua nuca e a abracei apertado.
– Você é um lorde. – sorri.
– Tudo por você. – ela se aconchegou mais a mim.
Aos poucos, tudo se acertaria novamente.
Eu tinha fé nisso.
O deslize de Bella não seria um obstáculo em nosso casamento.
Eu tinha certeza que eu poderia esquecer esse incidente.
Tudo voltaria ao normal.
Era o que eu esperava.

Notas finais do capítulo

E então, gostaram?
Nas reviews passadas, muitas leitoras mataram a charada rsrsrsrs...

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