THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 24

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 24
Pov. Tânya
Alguns meses atrás
Eu tremia da cabeça aos pés.
Como àquela ordinária ousava me destratar daquela forma em frente a todos os clientes da confeitaria mais tradicional de Washington?
Mas, isso não ficaria assim.
E eu conhecia a pessoa perfeita para me ajudar em minha vingança.
Cheguei à casa de Renée Swan com as palavras da mulher de Edward borbulhando em minha mente.
Ela me ofendera e me ameaçara, mostrando toda sua falta de classe e compostura.
Como Edward pudera preferi-la a mim?
Isso era algo que jamais entraria em minha mente.
Toquei a sineta e dentro de poucos minutos a serviçal veio abrir a porta, me conduzindo imediatamente até onde sua patroa estava.
_ Tânya, querida, a que devo a honra de sua visita?_ Renée perguntou, assim que me viu, deixando o livro que lia de lado e se levantando para me cumprimentar com um beijo no rosto.
Sua falsa simpatia escondia a mulher diabólica que ela era.
Todos na cidade comentavam o quanto ela era fina e elegante, não imaginando que por trás de toda aquela classe, havia uma mulher imensamente cruel.
E era com essa crueldade que eu contava para me vingar daquela desgraçada.
_ Eu vim até aqui para declarar guerra à sua maldita enteada. Eu a odeio com todas as forças da minha alma e depois de hoje quero que ela exploda no quinto dos infernos._ Falei com ódio e Renée me olhou espantada, indicando-me o sofá para que eu me sentasse.
_ O que houve?_ Ela perguntou interessada e eu lhe contei o episódio da confeitaria, deixando-a a par de todos os detalhes.
_ Espera... Você disse que Bella está grávida? É isso mesmo?_ Renée me perguntou espantada e eu assenti.
_ Sim. Imagino que deva estar grávida de uns quatro meses._ Falei, lembrando-me da barriga ligeiramente proeminente dela.
_ Meu Deus!_ Ela exclamou e eu a encarei, cada vez mais curiosa com sua reação à notícia.
_ Qual o problema? Ela é mulher de Edward e é natural que esteja grávida. Não vejo nada de estranho nisso._ Eu falei e ela sorriu ironicamente.
_ Claro que não. Mas, é que eu achei que o capitão não tivesse coragem de tocá-la, afinal, ela é tão insignificante e sem atrativos, que não seria capaz de despertar desejos carnais em ninguém. Sempre imaginei que esse casamento fosse algo arranjado, apenas para tirá-la da Alemanha. Mas, se ela está grávida, essa relação é mais séria do que pensávamos._ Renée falou e eu revirei os olhos, exasperada.
_ É claro que esse casamento é real, Renée. Ouso até dizer, pela forma como eles se tratam, que estão apaixonados um pelo outro.
E esse pensamento me trazia uma raiva tremenda, pois mesmo tentando, eu nunca conseguira fazer Edward apaixonar-se por mim.
Embora ele fosse aparentemente fácil de ser envolvido em uma paixão, já que primeiro se encantara pela idiota da Elizabeth e agora por essa desqualificada da Isabella, por mim, nunca demonstrara nem sequer um mísero interesse.
_ Mas, isso é bom, Tânya, querida. Quanto mais envolvidos eles tiverem, maior será a dor da separação e mais eficiente nossa vingança será._ Renée falou com um sorriso diabólico, me tirando dos meus devaneios e eu suspirei, pensando se valia mesmo a pena humilhar-me por um homem que não me merecia.
Mas, agora eu não iria recuar.
Aquela maldita pagaria por ter me envergonhado hoje e por ter se casado com o homem que era para estar ao meu lado.
Mesmo que Edward jamais fosse meu, minha satisfação estaria em saber que ela não ficaria com ele.
_ Como está o pedido de anulação do casamento deles?_ Perguntei interessada e Renée sorriu.
_ Bem... O juiz vai analisar nossas acusações, mas como Bella ainda não é uma legítima cidadã americana, fica mais fácil Charlie conseguir trazê-la para nós.
_ E o que vocês farão com ela?
_ Bella voltará a ocupar seu lugar privilegiado nessa família, limpando chão, comendo com os cães e dormindo ao relento. Nada mais do que ela merece._ Renée falou inocentemente e eu ri, imaginando a cena.
Àquela maldita voltaria para o lugar de onde nunca deveria ter saído.
_ Mas, não vamos contar ao meu marido sobre a gravidez daquela bastarda maldita. Charlie seria capaz de desistir de tudo, pois é um fraco e não iria querer fazer mal à Bella e ao neto. E só ele pode continuar com esse processo de anulação, já que é o pai dela._ Ela falou e eu assenti, embora detectasse algumas falhas naquele raciocínio.
Afinal, era bastante difícil esconder uma gravidez, principalmente quando ela estava relacionada a umas das famílias mais poderosas de Washington.
_ Só acho um pouco difícil esconder uma gravidez. Ela já está com uma barriga evidente. Se seu marido a vir, certamente vai saber que ela espera um bebê. Sem contar que, sendo esposa de um homem importante, Bella é notícia e sua gravidez será muito comentada._ Expus minha lógica e Renée sorriu, aproximando-se mais de mim e falando com a voz baixa.
_ Bella quase não sai de casa e vive rodeada por seguranças. É pouco provável que Charlie a veja e quanto mais tarde ele souber dessa gravidez, melhor. E meu marido não se atém a comentários do povo. Charlie é... Digamos... Meio lento. Até ele associar a família Cullen à filha, essa criança, provavelmente, já nasceu.
Ela devia estar certa, até porque, conhecia o marido melhor do que eu.
A esposa de Edward realmente quase não era vista nas ruas e, quando isso acontecia, sempre estava acompanhada do capitão, de alguém da família ou do moreno musculoso que lhe servia de segurança.
Imagino que eles tinham medo que alguém fizesse mal à sua preciosa Bella.
Levando-se em conta quantas pessoas a odiavam, eles estavam certos em protegê-la.
_ Até quando teremos que esperar para saber a decisão do juiz?_ Perguntei curiosa e Renée soltou um longo suspiro.
_ Não sei. Os Cullen são poderosos e já recorreram à ao nosso pedido de anulação do casamento. Seu pai, Antony Denali, nos aconselhou a esperarmos, pois ele tem contato com o juiz e pode contar a nossa versão da história e fazê-lo sentenciar a nosso favor. Bella ainda não tem vinte e um anos e, portanto, precisaria da permissão do pai para se casar e sair do país onde vivia. Como isso não aconteceu e o capitão não regularizou a situação dela na América, Charlie pode requerer a filha de volta no momento em que desejar.
Respirei fundo e sorri largamente.
Renée já me garantira que a partir do momento que Bella retornasse para suas mãos, ela jamais teria a chance de voltar a ser esposa de Edward e aí, seria minha vez de rechaça-lo e humilhá-lo, mostrando o quanto ele perdeu por ter rompido nosso noivado.
Edward pagaria por cada lágrima que me fez derramar e por cada humilhação que eu passei por ser rejeitada por ele.
Os Cullen podiam ser poderosos, mas minha família também tinha bastante influência e poderia, sem sombra de dúvida, induzir o juiz a aceitar a anulação desse casamento.
Meu pai se sentia extremamente ofendido com as atitudes de Edward e de toda a sua família com relação a mim, e já me garantira que não descansaria enquanto não vingasse minha honra e não mandasse aquela morta de fome para o lugar de onde ela nunca deveria ter saído.
Isabella Cullen, em breve, voltaria para a sarjeta e eu assistiria de camarote sua derrocada, aplaudindo de pé o espetáculo que me aguardava.
_ Mas, o fato de ela estar grávida do marido, não pode influenciar a decisão do juiz a favor deles?_ Perguntei, de repente preocupada com essa possibilidade e Renée ficou em silêncio por alguns minutos.
_ Pode ser que sim. Mas, de qualquer forma, sempre existem alternativas. Caso não consigamos terminar com esse casamento pelas vias legais, podemos fazer isso de outro jeito. Essa criança não me interessa e a família Cullen pode fazer o que quiser com ela. Mas, o que eu jamais irei permitir é que àquela bastarda maldita seja feliz depois de ter destruído minha vida. Isabella jamais deveria ter cruzado o meu caminho. Mas, como isso aconteceu, ela terá que sofrer as consequências.
Eu sorri mais uma vez, imaginando quais poderiam ser as alternativas para afastá-la de Edward e todas, principalmente as mais cruéis, me agradavam imensamente.
Mal podia esperar para vê-los separados e sofrendo, pois, quando isso acontecesse, eu me permitiria ser feliz outra vez.
*****
Pov. Bella
Essa dor não podia ser normal.
Gemi baixinho e levei minha mão até o pé da minha barriga, aonde uma dor estranha, que vinha das costas e se alojava ali, me incomodava há algumas horas.
Levantei-me da cama incomodada, tomando cuidado para não perturbar Edward e fui para o banheiro.
Eu já estava com um pouco mais de oito meses de gestação e minha barriga era um continente próprio.
Segundo o médico, que também acreditava que eu estava grávida de gêmeos, meus bebês cresciam fortes e saudáveis.
Ele me alertara que meu parto podia ser prematuro, mas eu esperava que eu pudesse completar os nove meses, pois sabia que se fosse diferente, Edward entraria em pânico.
Desde que admitira para mim e para ele que me amava, Edward tentava não demonstrar sua preocupação com minha gravidez, pois temia que isso pudesse parecer uma rejeição ao nosso bebê.
Mas, eu sabia que ele se preocupava, pois todas as vezes que eu me sentia incomodada com alguma coisa, ele assumia uma expressão de apreensão e agonia intensa.
Enquanto a hora do parto não chegasse e nós não tivéssemos nossos filhos nos braços, Edward não conseguiria ficar tranquilo.
Respirei fundo algumas vezes, fazendo uma careta para a dor que não parava e depois de fazer xixi e lavar o rosto, voltei para a cama.
Tentei não me mexer muito para não despertar meu capitão, mas dentro de poucos segundos, senti os braços de Edward rodeando meu corpo e sua respiração quente em meu pescoço.
_ Está tudo bem, amor?_ Ele perguntou com a voz rouca e eu senti meu coração derreter ao ouvi-lo me chamando de amor.
Eu adorava quando ele fazia isso.
Esse era o apelido que eu mais gostava, depois de minha menina, pois ouvi-lo me chamando de amor me dava certeza absoluta acerca de seus sentimentos.
_ Sim. Estava apenas com vontade de ir ao banheiro._ Respondi a sua pergunta e ele me apertou um pouco mais em seus braços.
_ Podia ter me chamado..._ Edward falou e eu ri.
_ Edward, eu queria fazer xixi... Por que eu deveria tê-lo chamado? Que eu saiba, essa é uma tarefa que eu faço perfeitamente sozinha._ Falei com a voz suave e senti seu suspiro na pele do meu pescoço.
_ Eu apenas quero ajudá-la... Cuidar de você... Sempre._ Ele respondeu e eu sorri largamente, tocada por suas palavras.
_ Eu sei. Obrigada por isso, meu amor. Mas, fique tranquilo, pois se eu precisar de ajuda, não hesitarei em pedir._ Falei, virando meu rosto em sua direção e beijando sua bochecha.
Ele sorriu e beijou minha testa, me segurando firmemente em seus braços.
Aconcheguei-me em seu corpo, mais uma vez e dentro de poucos minutos me entreguei ao sono, ignorando a dor chata que não me abandonava.
Esse desconforto devia ser normal, já que eu estava na reta final da gravidez e eu não queria deixar meu capitão preocupado, pois não sabia o que estava acontecendo de fato.
O melhor era dormir e torcer para que no dia seguinte eu acordasse bem.
Caso contrário, chamaríamos o médico e tudo estaria bem quando eu tivesse meus bebês em meus braços.
*****
_ Olha esse, Bella? Não é lindo?_ Alice me perguntou, segurando um pagãozinho de lã azul nas mãos e eu sorri, concordando com um gesto de cabeça.
Eu e ela estávamos guardando as últimas roupinhas dos bebês e terminando de ajeitar os detalhes da decoração do quarto, que precisava estar impecável para o grande dia.
Em breve eu teria meus filhos nos braços e tudo destinado a eles e ao seu bem estar, deveria estar sob a mais perfeita ordem.
_ Tudo é lindo, Alice. Obrigada. Se não fosse por você, Esme, Emma e Rosalie, o quarto e o enxoval jamais teriam ficado prontos._ Agradeci sinceramente e Alice sorriu.
_ Ah... De nada. Você sabe que nós fazemos tudo por esse bebê, pois ele é a prova da felicidade do meu irmão._ Alice falou e eu sorri, passando as mãos delicadamente sobre o berço.
_ Eu só acho que esse berço vai ser pequeno._ Comentei com a voz casual e minha cunhada me olhou, curiosa.
_ Ora... Não vejo por que. Bebês são criaturas tão pequenas._ Ela falou e eu a encarei seriamente.
_ Sim. Mas, esse berço será pequeno para dois bebês._ Expliquei e foi a vez dela me encarar pasma.
_ O que?_ Alice perguntou em um fio de voz e eu me sentei na poltrona de veludo que ficava próxima à janela, passando as mãos pelo meu ventre dilatado.
_ Alice, eu tenho quase certeza que estou grávida de gêmeos. Eu trarei ao mundo um menino e uma menina._ Falei calmamente e ela veio até mim, sentando-se em um puff a minha frente.
_ Isso é sério?_ Ela perguntou e eu assenti, sorrindo._ Mas, como sabe disso?
_ Há algum tempo atrás, logo no começo da gravidez, eu tive um sonho, onde havia uma menina e um menino. Eles eram lindos eu os amava demais, sentindo-me na obrigação de protegê-los de todo mal. Por isso, e também porque minha barriga está bem grande, eu tenho certeza que eu espero duas crianças. O médico também compartilha das minhas suspeitas._ Falei e Alice acariciou minha barriga, recebendo um chute em resposta.
_ Isso será fantástico. Meus pais e Edward ficarão no céu com o nascimento dessas crianças. Mas, porque você não falou disso com meu irmão?_ Ela perguntou curiosa e eu soltei um longo suspiro.
_ Edward se preocupa demais. Se ele soubesse desse fato, certamente entraria em pânico com a possibilidade de que pudesse haver alguma complicação no parto. Sem contar que, apesar do sonho e da desconfiança do doutor, eu não posso ter certeza. Então, o jeito é esperar, sem deixar que seu irmão entre em completo desespero por algo que pode nem acontecer._ Expliquei e ela assentiu com um largo sorriso.
_ É... Você tem razão. Meu irmão é um completo exagerado quando se trata de você e de sua segurança. Mas, isso é porque ele te ama demais._ Alice falou e eu suspirei, sorrindo igual a uma boba.
_ Eu sei e também sou completamente apaixonada por ele. E por amá-lo dessa forma é que não quero vê-lo preocupado. Por isso, acho melhor guardar minha desconfiança apenas para mim. Bem... E agora, com você também._ Falei e ela assentiu, sorrindo.
_ Não vejo a hora de me casar e ter filhos. Jasper e eu ainda não conversamos sobre isso, mas tenho certeza que ele gostaria de ser pai. Ele é tão carinhoso e atencioso, e por isso eu sei que vai cuidar muito bem dos nossos filhos._ Alice falou e eu tentei disfarçar meu desconforto ao ouvi-la dizendo maravilhas do noivo, que eu sabia ser um homem bastante cruel.
Jasper nunca me fizera nada diretamente, mas eu sabia que ele nunca aprovara meu envolvimento com Edward e sempre fizera de tudo para tentar nos manter afastados.
Enquanto eles estavam na guerra, eu até podia entender isso, pois era seu dever preocupar-se com o andamento dos conflitos e uma órfã, morta de fome, poderia atrapalhar. Mas, depois que já havíamos chegado à América, eu sabia que ele tentara interferir novamente em nossa relação e isso não fazia sentido nenhum.
Pelo menos não para mim.
Por que Jasper tinha interesse em evitar que eu vivesse em paz ao lado do meu capitão?
Respirei fundo, tentando afastar esses pensamentos ruins e sorri para Alice, que me olhava de forma sonhadora, certamente pensando no noivo.
Eu não tinha coragem de lhe dizer as coisas horríveis que Jasper fizera e dissera, pois não queria que ela me odiasse ou sofresse.
Tudo o que eu esperava era que ela pudesse ser feliz ao lado dele, pois Alice merecia o melhor.
Ela era minha melhor amiga e eu desejava que ela fosse afortunada ao lado de Jasper, da mesma forma que eu era feliz ao lado do meu capitão.
Embora, ser feliz igual eu era, fosse um pouco impossível.
Mas, se Alice chegasse perto disso, ela já estaria no céu.
*****
_ Eu senti de novo, mamãe._ Sophie falou alegre, agarrada à minha barriga e eu sorri.
Meus bebês sempre respondiam aos estímulos externos, sejam eles de quem fosse, embora que com Edward e Sophie as respostas fossem imediatas.
Era como se eles soubessem quem os estava tocando e quisessem retribuir o contato.
Eu achava isso incrivelmente fofo, mas o fato era que eu estava com dor e os bebês estavam muito agitados.
Hoje, eles não estavam respondendo aos estímulos externos e sim as ondas de dores que me atingiam.
Sempre quando meu ventre se contraía, eles se mexiam loucamente e esse fato já estava me causando um tremendo desconforto.
Sem contar que, nas últimas horas, eu havia ido ao banheiro mais vezes do que durante toda minha gravidez.
Ouvi os passos de alguém se aproximando e ergui meu rosto assim que Edward sentou-se ao nosso lado.
Ele estava ficando bastante em casa nos últimos tempos, o que eu achava ótimo, pois adorava sua companhia.
Hoje, desde cedo, ele estivera entretido em uma pilha de papéis e eu procurara não atormentá-lo, pois sabia que meu capitão tinha muito trabalho a fazer.
Mas, mesmo ocupado, ele não se cansava de me perguntar como eu estava me sentindo e, sempre que podia, vinha até mim para me mimar um pouco.
Acho que até o fim dessa gravidez, eu seria uma pessoa extremamente mal acostumada.
Ele me deu um beijo na testa e sorriu para mim, me fazendo esquecer momentaneamente do desconforto que eu estava sentindo.
_ O que acha de deitar um pouco?_ Ele perguntou de forma carinhosa, passando um dedo por minha sobrancelha e eu suspirei, assentindo de leve com a cabeça e achando a ideia incrivelmente convidativa.
Eu gostava de ficar com Sophie, mas hoje eu estava me sentindo muito cansada e sonolenta e acho que um cochilo me faria muito bem.
_ Acho uma ótima ideia. Minhas costas estão doendo bastante._ Eu respondi, fazendo uma careta e ele sorriu, ajudando-me a levantar.
Ele deu ordens para que Sophie fosse fazer o dever e subimos juntos, em direção ao nosso quarto.
Depois de ir ao banheiro mais uma vez e tomar um copo de água, eu me deitei com sua ajuda e tenho certeza que ele ficou ao meu lado até eu pegar no sono, pois era esse seu comportamento diário.
Mesmo antes do fim da gravidez, ele fazia questão de me ninar, mexendo no meu cabelo e, às vezes, até sussurrando alguma canção para que eu dormisse mais depressa.
Como eu jamais tive esse tipo de atenção, adorava esses momentos e a cada pequeno gesto como esse, eu me sentia mais apaixonada por ele, se é que isso era possível.
Sempre quando íamos dormir, ele me dava um beijo carinhoso nos lábios e depois, beijava e afagava minha barriga, desejando uma boa noite para nossos filhos.
Edward era muito carinhoso e romântico e estar ao seu lado era simplesmente maravilhoso.
Confesso que cheguei a ter medo de ser rejeitada quando meu corpo já estivesse totalmente transformado pela gravidez, mas isso jamais acontecera.
Pelo contrário.
Seu desejo por mim parecia aumentar na mesma proporção que minha barriga e esse fato, fazia com que eu me sentisse segura da minha feminilidade e do poder que eu exercia sobre ele.
Agora, na reta final, já fazia bastante tempo que não vivíamos nossas noites de amor, e eu temia que esse fato acabasse nos separando.
Mas, eu tinha certeza que Edward era um homem maduro e jamais deixaria que nosso amor fosse perturbado por fatos bobos como esse.
Ficar sem nos amar era um sacrifício que valeria a pena quando tivéssemos nossos filhos nos braços.
Teríamos tempo para recuperar o tempo perdido depois.
Eu tinha certeza que Edward seria um excelente pai, pois eu via a forma como ele tratava Sophie e sabia que ele amava a criaturinha, ou criaturinhas, que cresciam em meu ventre.
Era o fruto do nosso amor que estava ali, e não nos restava alternativa ao não ser amá-los e protegê-los.
Suspirei e me aconcheguei melhor nos travesseiros macios, me deixando levar pelo cansaço.
Edward estava ali e isso me bastava.
Sempre bastaria.
*****
Eu sentia algo rasgar minhas entranhas e isso não poderia ser um bom sinal.
Gemi baixinho, abrindo os olhos de repente e me sentei na cama lentamente, levando minha mão até o abajur e acendendo-o.
Depois de vomitar tudo o que eu havia comido durante o dia, Edward me ajudara com o banho e me trouxera uma sopa leve.
Eu comi um pouco e logo estava tão sonolenta, que não conseguira manter os olhos abertos.
Dormir era tudo o que eu queria fazer hoje.
O desconforto que eu sentira durante todo o dia parecia ter passado e eu esperava que minha noite fosse tranquila.
Mas, ela não estava sendo.
Mordi os lábios com força e contive um gemido quando mais uma dor me atingiu, deixando-me sem fôlego por um momento.
O que estava acontecendo, afinal?
Não era hora dos meus bebês nascerem e eu nunca havia sentido aquilo antes.
Passei a mão pelo lençol úmido, imaginando que eu tivesse molhado a cama outra vez, e dei um grito, assustada quando vi que estava toda suja de sangue.
Meu Deus, o que estava havendo?
Chorei silenciosamente, esperando que alguém tivesse ouvido meu grito agoniado e viesse ajudar os meus bebês e a mim.
Eu estava assustada e precisava da certeza que tudo ficaria bem.
Edward abriu a porta de repente e veio correndo em minha direção, passando as mãos pelo meu rosto e me encarando com os olhos atormentados.
_ Amor, o que foi?_ Ele perguntou e eu o encarei, apavorada.
_ Está doendo. Muito._ Eu falei baixinho e nesse momento, Esme apareceu olhando para nós dois de forma preocupada.
_ Bella, como é a dor?_ Ela indagou e eu dei de ombros, tentando encontrar uma maneira de me acalmar e de explicar a ela como era a dor que me consumia no momento.
_ Ela vem das costas e se espalha para a barriga... E é muito forte._ Expliquei e Esme se empertigou, encarando Edward, decidida.
_ Edward, chame o médico. Sua esposa vai dar à luz nessa noite._ Ela falou e eu senti um baque surdo no peito.
Meus filhos iriam nascer antes do tempo e tudo o que eu podia fazer nesse momento era torcer para que nada desse errado.
_ Bella? Você está grávida?_ Ouvi a voz do meu pai e olhei para a porta, espantada.
O que diabos ele estava fazendo ali?
Lágrimas de desespero desceram por meu rosto ao me dar conta de que Charlie só podia estar ali por um motivo: para me levar embora.
Eles jamais iam desistir de me atormentar e agora, sabendo da minha gravidez, até meus bebês corriam riscos.
_ Vai embora... Deixe-nos em paz..._ Sussurrei, sem saber ao certo se ele podia me ouvir e Edward olhou para meu pai com ódio.
_ Saia daqui. Você não é bem vindo nessa casa. Entenda que Bella é minha esposa e jamais sairá do meu lado. Não me importa o que a merda de um juiz determinou. Ela é minha e ficará comigo._ Ele gritou e Charlie, como se não temesse a raiva borbulhante de Edward, adentrou o quarto e veio até mim.
Pude sentir o cheiro de álcool em seu hálito e soube, então, de onde vinha sua coragem.
_ Você é minha filha Bella e me deve muito. Por sua causa, meu casamento foi destruído, mas mesmo assim eu a mantive sob meus cuidados. Você não deveria ter se casado com esse capitão sem minha permissão e muito menos engravidado dele, pois a levarei comigo, mas não tenho condições de sustentar mais uma boca._ Charlie falou e Edward desferiu um soco em seu rosto, fazendo-o cambalear e cair no chão do quarto.
Eu gritei assustada, assim como Esme e logo Carlisle apareceu para ajudar meu pai.
_ Tire esse homem daqui, antes que eu o mate. Peça para que Jacob fique novamente na porta, pois não quero que esses desgraçados se aproximem de Bella._ Edward falou com raiva e logo meu pai foi levado, aos gritos, para fora do quarto.
Outra onda de dor veio com força total e eu me desequilibrei, caindo sobre os travesseiros e gemendo.
Edward passou as mãos por meus cabelos e me olhou com desespero.
_ Me perdoe, amor. Fique tranquila, pois tudo vai dar certo. Eu não queria agredi-lo, mas não posso permitir que ele lhe diga esses absurdos._ Ele falou e eu fechei os olhos, respirando fundo enquanto sentia a dor indo embora aos poucos._ Eu vou buscar o médico e logo tudo isso terá passado, certo?_ Ele perguntou aflito e eu assenti, vendo-o se levantar e ir até Esme que observava a cena em silêncio.
_ Mãe, não a deixe sozinha. Eu volto logo._ Ele falou e Esme assentiu.
Edward voltou-se para mim, mais uma vez, como se não quisesse me deixar e depois de beijar meus lábios de leve, me encarou atentamente.
_ Eu te amo. Muito. E eu preciso de você. Portanto, fique firme e não me deixe, pelo amor de Deus. Eu vou, mas volto e quando o médico chegar, tudo ficará bem._ Ele me garantiu e eu sorri de leve, aproveitando a trégua da dor para acamá-lo.
_ Eu também te amo. Fique calmo, acabará tudo bem._ Eu falei e ele suspirou, saindo correndo pela porta, em seguida.
Outra dor aguda me atingiu e eu gemi, sabendo que, provavelmente, essa seria uma das noites mais longas da minha vida.
*****
Pov. Charlie Swan
Algumas horas antes.
Olhei para o papel em minhas mãos e suspirei pesadamente.
Então era isso... Eu tinha todo o direito de reclamar minha filha, pois o juiz havia assim decidido.
_ Eu lhe disse que jamais perderia uma causa e aí está. Podem buscar Isabella Cullen... Ou melhor, Isabella Swan no momento em que desejarem._ Antony Denali falou e Renée sorriu largamente, tirando o papel de minhas mãos.
_ Como conseguiu isso, Sr. Denali? Pelo que sei, o juiz é amigo de Edward e já havia decidido manter Bella casada e ao lado do marido._ Minha esposa falou e Antony sorriu, presunçoso.
_ Digamos que ele me devia alguns favores. E eu o fiz ver como seria vantajoso essa separação e o quanto era importante eu lavar a honra de minha filha. Como vê, ele não discordou e aí está. Mas, isso ainda não está totalmente resolvido. O que vocês têm em mãos, é uma liminar para mantê-la ao lado de vocês até que a sentença seja dita de fato. Mas, duvido que o juiz vá deixá-la com os Cullen. Em breve, eles estarão definitivamente separados. Eu cumpri minha parte no acordo e espero que vocês cumpram a sua. Quero essa mulher longe daqui.
_ Fique tranquilo. Assim que tivermos Bella conosco, outra vez, voltaremos para a Inglaterra e a levaremos junto._ Renée falou e eu a encarei, ainda em silêncio.
Não sei se era uma boa ideia ter Bella conosco outra vez.
Embora jamais tivesse visto minha esposa maltratando-a de fato, eu sabia que Renée não gostava da minha filha e a culpava pelo fracasso de nosso casamento.
Desde a morte de Beatrice, mãe de Bella, eu me entregara ao mundo das bebidas e não sabia o que estava acontecendo a minha volta, de fato.
Eu negligenciara minha filha ao máximo e hoje me arrependia de tê-la deixado nas mãos de minha esposa.
René sempre quisera vingança por minha traição e eu sabia que o melhor era manter Isabella longe dela.
Minha filha já sofrera bastante ao nosso lado e agora que estava feliz, devia ser deixada em paz.
Mas, como ir contra as ideias de Renée?
Antony e Tânya me garantiram que Edward era um homem violento e que Bella jamais seria feliz ao seu lado e só por isso eu concordara com essa ideia maluca de separá-los.
Até porque, um homem que se esquecia da noiva e se casava com uma mulher desconhecida, não poderia ser confiável.
Bella não tivera mãe e eu fora um pai extremamente ausente. Caso ela tivesse uma família feliz agora, seu lugar era ao lado deles.
Mas, como ter certeza disso?
Todos na cidade bem diziam o capitão e não se cansavam de afirmar a sorte que sua nova esposa tinha em estar ao seu lado.
Mas, eu sabia muito bem como a sociedade poderia ser falsa e interesseira.
Como garantir que essas palavras não eram ditas por medo de serem castigados pela poderosa família Cullen?
Vi minha esposa levar o talentoso advogado até a porta e voltar-se para mim com um largo sorriso nos lábios.
_ Pronto. Você já pode ir buscá-la._ Renée falou, me entregando o documento e eu a olhei em dúvida.
_ Não sei se isso é a melhor saída, Renée. Bella deve estar bem lá. Muito melhor do que quando vivia ao nosso lado._ Falei e minha esposa aproximou-se, segurando-me pelo colarinho.
_ Você vai, Charlie. Você vai, agora. Vai trazer aquela garota aqui, para assim recebermos a pequena fortuna que os Denali nos prometeu e podermos voltar para a Inglaterra de cabeça erguida._ Renée falou e eu suspirei.
O acordo com os Denali consistia em uma pequena fortuna destinada a nós e o dinheiro viria a calhar, me ajudando a reerguer-me nos negócios.
Suspirei e afastei Renée de mim.
_ Eu vou, Renée, pois eu sei que precisamos desse dinheiro. Mas, você não vai fazer mal a minha filha. Nunca mais._ Falei decidido e Renée sorriu, com um inegável traço de ironia.
_ Claro que não, Charlie. Eu sempre cuidei muito bem de sua filha. Só a quero por perto para que nossa família esteja completa outra vez._ Ela falou e eu revirei os olhos.
Eu sabia do que Renée era capaz e tentaria proteger Bella de sua mente doentia.
Eu já deixara Beatrice morrer, levada pelas maldades de minha esposa e não permitiria que isso acontecesse com Bella, também.
Se minha filha voltasse para casa, ela seria bem cuidada.
Mas, ao chegar à grande mansão dos Cullen e ser impedido de entrar, uma raiva imensa me tomou.
Que direito eles achavam que tinham de me impedir de chegar perto da minha própria filha, que foi trazida à força para a América?
Antes de ir para lá, eu passara pelo bar e tomara várias doses de uísque, sendo que não estava lúcido e não sabia exatamente o que estava fazendo.
Eu precisava de coragem para tirar minha filha daquela casa e isso, só a bebida seria capaz de me dar.
Briguei com os seguranças e entrei na casa, sob ameaças de trazer a polícia.
Interrompi o jantar da família e minha raiva aumentou graus consideráveis quando aquele maldito capitão rechaçou minha família.
O que ele sabia sobre isso?
Apesar de conhecer muito bem com quem eu me casara, não podia permitir que manchassem a imagem de minha esposa, pois Renée era uma dama e, de certa forma, fora a única mãe que Bella conhecera.
Em meio a tantas acusações e berros, ouvimos um grito agudo vindo do andar de cima e quando todos correram naquela direção, eu os segui, pois, como Bella não estava entre eles, eu imaginava que essa voz agoniada fosse dela.
E qual não foi minha surpresa ao encontrá-la suada, chorando e grávida.
Grávida.
Minha filha estava grávida.
Depois desse encontro, tudo se passara muito rápido e a última coisa da qual me lembrava, era de ser jogado porta a fora pelo irmão grandalhão de meu genro e por um garoto moreno e forte.
Mas, depois do meu acesso de fúria, tudo o que martelava em minha cabeça era a imagem de minha filha grávida.
Deus!
Como eu iria tirá-la do marido, quando ela esperava um filho dele?
Quão miserável e egoísta eu poderia ser para por, mais uma vez, minhas necessidades na frente da felicidade de Bella?
Ergui-me com dificuldade e segui mais uma vez em direção ao bar.
Eu precisava beber.
Precisava esquecer as merdas que eu fizera na vida e a única forma de fazer isso era bebendo.
Eu sabia que quando chegasse em casa, o teto despencaria sobre minha cabeça, mas no momento eu queria que tudo fosse para o inferno.
Eu só torcia para que minha visita não agravasse o estado de minha filha.
Pelo que eu entendera, ela estava prestes a parir e tudo tinha que sair bem, pois, caso contrário, eu me sentiria o mais miserável dos homens.
*****
Pov. Edward
_ Como assim viajou?_ Eu gritei, segurando a secretária do médico pelo braço, e sacudindo-a.
Eu viera desesperado para levar o médico até minha casa, para atender minha esposa que entrara em trabalho de parto antes de completar nove meses e essa incompetente me dizia que ele tinha viajado?
Ele não podia ter viajado.
Minha mulher precisava dele.
_ Edward, se acalme. A pobre moça não tem culpa que o médico tenha precisado viajar._ Meu pai falou, tirando minha mão do braço dela e eu respirei fundo, fechando os olhos.
_ Quando ele volta?_ Perguntei depois de uns minutos e a moça se afastou de mim, me olhando amedrontada.
_ Em dois dias._ Ela respondeu com a voz baixa e eu senti vontade de gritar.
Olhei para meu pai, desesperado, e ele respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos, nervoso.
O que seria de minha menina, agora?
Onde eu encontraria outro médico disposto a realizar o parto dela?
Embora estivéssemos em uma cidade grande e relativamente desenvolvida, esse tipo de serviço era difícil de encontrar de uma hora para outra.
_ O que faremos?_ Perguntei em um fio de voz e meu pai me encarou com um olhar de pena.
_ Podemos chamar uma parteira._ Ele falou e eu neguei com o gesto de cabeça.
_ Não. Elizabeth morreu nas mãos de uma e eu não vou colocar em risco a vida de minha menina._ Falei irritado e meu pai suspirou.
_ Edward, nós não temos alternativa. O médico não está e dificilmente encontraremos outro disposto a ajudar Bella. O mais sensato é irmos atrás de uma parteira. Ou de uma enfermeira, sei lá. Mas, não podemos ficar de mãos atadas. Seu filho não vai esperar até que o médico volte para nascer._ Ele falou, e embora eu soubesse que ele estava certo, relutava em aceitar essa alternativa.
Meu Deus, o pesadelo que eu temia estava acontecendo.
Eu estava perdendo minha menina e eu não podia fazer quase nada para mudar esse fato.
Fui em direção ao carro e pedi para que o motorista nos levasse novamente para casa.
Eu precisava saber se Bella estava bem, antes de tomar uma atitude.
Mas, quando cheguei à porta da mansão, ouvi seu grito agoniado e gelei dos pés a cabeça.
Minha menina estava sofrendo e a culpa era inteiramente minha.
Corri até o quarto e a encontrei ainda na cama, contorcendo-se em uma expressão de intensa agonia.
_ Graças a Deus... As contrações estão cada vez mais fortes. Parece que ela já estava sentindo dor há algum tempo. Temos que ir depressa com isso, pois o bebê vai nascer a qualquer momento._ Minha mãe falou, quando me viu, certamente pensando que eu chegara acompanhado do médico._ Edward, onde está o Dr. Willy?_ Ela perguntou, quando notou que o médico não entrara no quarto.
_ Viajou._ Falei simplesmente, olhando para Bella que me encarava com os olhos que eu tanto amava e que, em breve, poderia deixar de ver.
_ Como assim viajou? E agora?_ Minha mãe perguntou em desespero e tudo que eu fiz foi dar de ombros e me inclinar sobre a cama, para beijar a testa de Bella.
Eu estava muito atormentado para fazer outra coisa, que não ficar ao seu lado e aproveitar sua doce companhia, enquanto eu ainda a tinha.
_ Vai ficar tudo bem. Eu sou forte. Posso aguentar._ Bella falou com a voz fraca, passando a mão suavemente por meu rosto e eu fechei os olhos, para apreciar melhor o seu toque.
_ Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo._ Falei baixinho, dando um beijo em seu rosto a cada declaração e ela sorriu, para logo em seguida gemer de dor, quando mais uma contração a atingiu._ Me perdoa. Me perdoa.
Apertei sua mão e fiquei ali, transmitindo-lhe apoio, pois era a única coisa que eu podia fazer no momento.
Mais contrações vieram e tudo que eu fiz, foi ficar ao seu lado, torcendo para que nada de ruim acontecesse de fato, mas não vendo como evitar uma possível tragédia.
Em um dado momento, percebi que estávamos sozinhos dentro do quarto, o que eu agradeci, pois não queria dividir minha menina com ninguém.
_ Você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida, Edward._ Bella falou com a voz baixa e eu não quis mais evitar as lágrimas que ardiam em meus olhos.
Eu estava perdendo-a.
_ Eu te amo, Bella. Não me deixe._ Pedi desesperado e ela sorriu, demonstrando o quanto estava exausta.
_ Eu te amo, também. Mas, se caso acontecer alguma coisa, prometa que vai cuidar dos nossos filhos. Que vai amá-los e protegê-los e jamais os deixará sozinhos. Promete?_ Ela falou com lágrimas descendo por seu rosto lindo e tudo o que eu fiz foi chorar, pois eu sabia que era um covarde e se algo acontecesse a ela, minha vida terminaria.
Nem mesmo Sophie, ou a criança que ela esperava seriam capazes de me resgatar do abismo que eu cairia caso minha Bella morresse.
Portanto, eu simplesmente, não podia prometer aquilo.
Minha mãe entrou de repente, e nos olhou preocupada, me chamando com um sinal de cabeça para que a seguisse para fora do quarto.
Levantei-me lentamente e dei mais um beijo em Bella, antes de sair e deixá-la sendo tomada por mais uma contração.
_ Não existem médicos, nem enfermeiras e nem parteiras... Parece que foram todos engolidos pela terra._ Minha mãe falou e eu esmurrei a parede, sentindo-me o pior dos homens.
O que eu fizera contra os céus para merecer tantos castigos?
Por que, depois de me fazer conhecer o amor mais puro e sincero, Deus a tirava de mim, dessa forma?
_ Edward, ainda há uma alternativa._ Meu pai falou, aparecendo de não sei onde e eu o encarei atormentado._ Você foi treinado para emergências. Antes de ser um capitão, você foi um soldado. Um bom soldado, passando com êxito por todas as etapas do treinamento. Você sabe como fazer um parto. Faça. Sua mulher precisa de você nesse momento. Ela necessita da sua força e coragem, Edward. Faça. Eu sei que você é capaz.
Eu? Fazer o parto de Bella?
Como?
E se ela morresse pelas minhas mãos?
E se meu filho morresse?
_ Pai, eu... Eu não posso. Se ela morrer..._ Comecei, mas ele me interrompeu.
_ Ela irá morrer se ninguém ajudá-la. Você pode, Edward. Eu já não me lembro do treinamento, mas eu sei que você se lembra. Vá e faça, meu filho. Salve sua mulher... Salve sua família.
Eu respirei fundo e escutei, mais uma vez, o gemido agoniado de minha menina.
Era meu dever ajudá-la e eu faria isso.
Bella não ia me deixar. Nunca.
Eu colocaria meus medos de lado e ajudaria minha esposa, pois era assim que os maridos e homens de coragem deveriam agir.
_ Tragam água quente, toalhas, tesoura estéril, linha de curativo e agulha. Eu vou fazer o parto._ Falei decidido e, tanto meu pai quanto minha mãe, sorriram aliviados, virando-se rapidamente para fazer o que eu pedira.
Respirei fundo várias vezes e procurei me acalmar.
Bella precisava de mim e eu não ia decepcioná-la.
Meu filho nasceria essa noite e em breve estaria em nossos braços, para que junto com Sophie, completasse nossa felicidade.
Bella me livrara da morte, cuidando de mim quando a praga me atingira e embora, eu tenha procurado retribuir de todas as formas possíveis, eu nunca faria o bastante por ela.
Essa noite seria apenas uma mostra de tudo o que eu faria para mantê-la ao meu lado.
Meu amor por ela me acompanharia em cada momento daquele parto, assim como as forças do céu, me guiando para que nada desse errado.
Eu salvaria minha menina, para que ela continuasse me salvando pelo resto de nossas vidas.
*****
Pov. Bella
Ele não prometera.
Edward não me garantira que cuidaria dos nossos filhos e eu não poderia morrer sem fazê-lo jurar que jamais os abandonaria.
Gemi quando mais uma maldita contração me atingiu e me contorci em cima dos lençóis embolados.
Deus, quando essa agonia ia acabar?
Edward fora buscar o médico, mas não o trouxera e eu sabia que seria difícil encontrar alguém para fazer esse parto.
Eu estava cansada e não tinha mais forças para nada.
Tudo o que eu queria era dormir.
Para sempre, se possível.
Por que as coisas não podiam dar certo para mim?
Por que justo agora que encontrara a felicidade, eu teria que deixá-la, morrendo dessa forma?
Lágrimas quentes desceram por meu rosto e eu funguei, odiando o meu maldito destino por não me permitir ser feliz.
Eu queria tanto conhecer meus bebês.
Eu queria amamentá-los, niná-los, banhá-los... Eu queria cuidar deles com todo o amor que eu tinha para oferecer, sendo uma mãe de verdade, protegendo-os de qualquer mal.
Eu queria vê-los crescer, tornando-se pessoinhas maravilhosas, cheias de vida, inteligência e energia.
Queria ser chamada de mamãe, ser abraçada e beijada por eles.
Ouvir o primeiro choro, vê-los darem os primeiros passos.
Ler livros de história, contando a eles meu esforço para aprender a ler, apenas para proporcionar-lhes aqueles momentos especiais.
Eu queria ver com que eles iam se parecer, queria amá-los ao lado de Edward, mostrando ao meu capitão que cada pedaço de nossa história havia valido a pena.
Mas, isso jamais aconteceria, porque por alguma ironia do destino, eu acabaria morta, como Elizabeth, e deixaria meus filhos sozinhos.
Eu devia ter ficado na Alemanha, aceitando o fato de que a felicidade plena não era para mim.
Pelo menos assim, eu não destruiria a vida de um homem com minha morte e nem deixaria três crianças órfãs no mundo.
Mais uma contração veio com força total e eu mordi os lábios para conter o grito.
Fechei os olhos e fiquei a espera de algo que aplacasse aquela dor.
Depois de algum tempo, ouvi passos no quarto e quando abri os olhos, Edward posicionava uma bacia com água quente no chão, uma pilha de toalhas e outros instrumentos que eu não saberia definir o que era.
Ele veio até mim e me posicionou sobre os travesseiros, de forma que eu ficasse parcialmente sentada, com as penas abertas e ligeiramente dobradas.
Eu estava apenas de camisola, e depois de erguê-la até minha cintura, Edward cobriu meu corpo exposto com um lençol.
Eu o encarava, confusa e curiosa, mas ele parecia muito concentrado em suas atividades para notar minha aflição.
Logo, Esme e Rosalie entraram no quarto, fechando a porta e, então, eu soube o que aquilo significava.
_ Eu vou fazer seu parto, amor. Fique tranquila, pois recebi treinamento para isso._ Edward falou seriamente e eu assenti, sabendo que ele não faria nada que pudesse me machucar ou colocar em risco minha vida.
Rosalie se posicionou atrás do meu corpo, e Esme foi para o lado de Edward, imagino que para auxiliá-lo.
Meu capitão lavou as mãos e depois de passar um líquido estranho nelas, esperou que minha contração fosse embora, para fazer um exame de toque em mim.
O Dr. Willy já havia feito isso uma vez e eu achara a situação muito constrangedora, jurando a mim mesma nunca mais passar por isso.
Mas se, nesse momento, esse procedimento era necessário para fazer essa dor passar, eu aceitaria de bom grado.
_ Bella, a partir de agora, quando a dor vier, empurre para baixo e respire sempre da forma como o doutor lhe ensinou. Segure-se nas mãos de Rosalie, pois ela lhe servirá de apoio quando as contrações vierem._ Esme falou e eu assenti, agarrando as mãos de Rosalie.
_ Eu preciso que fique calma, amor e se concentre na força que irá fazer. Vai dar tudo certo. Logo estaremos com nosso filho nos braços._ Ele falou e eu sorri, sentindo outra contração se aproximando.
Como Esme me instruiu, assim que a dor veio eu empurrei para baixo.
Eu estava exausta e sabia que essa tortura poderia durar horas.
Mas, eu queria tanto ver meus filhos.
Aquilo poderia acabar extremamente mal, pois eu sabia que Edward não tinha experiência nenhuma no que estava fazendo, mas eu me sentia estranhamente confiante.
Minha vida e a dos nossos filhos estavam em suas mãos e eu sabia que, de uma forma ou de outra, tudo acabaria bem.
Fiz força durante as contrações e, quando já estava exausta, Edward me olhou sorrindo, transmitindo toda a força que me faltava.
_ Só mais um pouquinho, Bella._ Ele pediu e mais uma vez, acompanhei a dor com todas a forças que eu tinha, sentindo algo escorregar de dentro de mim.
Logo em seguida eu ouvi um choro fraco e não pude conter as lágrimas.
Meu filho nascera.
_ É um menino, Bella. Um lindo menino._ Esme falou e eu solucei, abrindo os olhos para poder ver o meu filho.
Edward estava com uma tesoura nas mãos e cortava algo, desligando o bebê completamente do meu corpo.
Mas, antes que eu pudesse me esticar para tentar ver meu bebê, outra dor me atingiu, fazendo-me gemer.
_ Mas, o que... Meu Deus! Filho são dois bebês. Rápido._ Ouvi Esme falar e outra dor me alcançou._ Bella, continue empurrando, querida. Vai.
Eu fiz força outra vez, me apoiando em minha cunhada, até que, minutos depois, o outro bebê nasceu.
Ouvi seu choro fraco e caí exausta sobre Rosalie, que saiu delicadamente de trás de mim e me posicionou sobre os travesseiros macios.
_ É uma menina, Bella. Uma menina linda._ Rosalie falou e eu fechei os olhos, sentindo-me exausta, mas extremamente feliz.
Eu estivera certa, afinal.
Eu estava grávida de gêmeos e agora, tinha dois bebês para cuidar e amar.
Depois de algum tempo, não sei precisar o quanto, senti o colchão afundar ao meu lado e abri os olhos lentamente, vendo Edward sentado na beirada da cama, segurando dois pequenos embrulhos, onde estavam nossos filhos.
Minha visão ficou marejada de lágrimas ao contemplar as três criaturas que eu mais amava no mundo, juntas.
_ São tão lindos..._ Falei baixinho e Edward sorriu.
_ Sim. São perfeitos. Obrigado, amor. Obrigado por ter sido forte e permanecido ao meu lado. Obrigado por me dar esses presentes lindos. Obrigado por ser minha. Obrigado..._ Ele falou, beijando minha testa e eu funguei, encarando nossos filhos.
Eles eram mesmos perfeitos, embora minha mente exausta não conseguisse se concentrar na imagem deles como eu gostaria.
Meus filhos estavam avermelhados e um pouco inchados, mas era notável sua beleza.
_ Vocês precisam dar nomes a eles._ Ouvi a voz de Esme e sorri, passando o dedo pelo narizinho de minha pequenina.
_ Kimberlly e Joshua... _ Falei baixinho e Edward assentiu, sorrindo largamente.
_ Mamãe... Rosalie... Quero que conheçam meus filhos, Joshua Cullen e Kimberlly Cullen._ Edward falou, aceitando definitivamente minha sugestão para nomes e Rosalie e Esme sorriram em aprovação.
_ São nomes lindos, para crianças perfeitas e guerreiras. Obrigada, Bella, por me dar a alegria de ser avó mais uma vez._ Esme falou emocionada e eu sorri fracamente._ Bem, vou avisar os outros sobre o nascimento dos bebês, pois estão todos aflitos. Rosalie ajude Edward com os bebês e com os procedimentos finais, por favor.
_ Claro._ Rosalie falou, pegando meus filhos e os levando para longe.
Eu não queria que ela os levasse, mas eu estava com tanto sono, que não conseguia nem sequer articular uma palavra.
Edward beijou meus lábios e a última coisa da qual eu me lembro é de vê-lo sorrir e dizer que me amava.
Depois disso, eu me entreguei ao sono, torcendo para que ele levasse embora toda minha exaustão, para que ao despertar, eu pudesse aproveitar a dádiva de estar viva e ter meus filhos vivos e saudáveis ao meu lado.


Primeiramente quaro agradecer a avalanche de comentários que eu recebi no capítulo anterior e me desculpar com quem achou ele confuso.
Como vcs foram leitoras legas, comentando bastante, eu escrevi rapidinho esse capítulo para alegrar o FDS de vcs.
Mas, agora, eu quero saber... O que acharam desse capítulo?
O que acharam dos Povs. de Charlie e Tânya?
O que acharam do parto e do nome dos bebês?
Pessoal, eu PRECISO da opinião de vcs, por favor.
Eu faço o que acho melhor, mas tenho consciência que não agrado a todos e, portanto, precisam que me apontem as falhas, para que eu possa corrigi-las.
Vamos lá, comentar bastante para inspirar a autora.
Beijos e até o próximo!

2 comments :

  1. Olha eu acho que seria mais legal se nao tivesse o ponto de visao de niguem mais que Edward e Bella pq dai, a historia fica mais emocionante; assim ninguem sabe oq o Charlie e a Tania vao aprontar entendeu? Ameeeiii esse capitulo!!

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  2. Ah e eu acho que o Charlie nao deveria ser assim com a Bella e ficar fazendo tudo oq a Renne manda, ele devia mandar a Renne calar a boca e fazer oq ele acha melhor hahaha

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