THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 26

Lindas leitoras do meu coração...
Outro capítulo pra vcs...
Espero que gostem.
Boa leitura!

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama





Capítulo 26
Pov. Bella
Abri os olhos lentamente e olhei para os lados, constatando que estava sozinha na cama.
Não devia ser muito tarde e eu me perguntei onde Edward estaria.
Meu capitão deveria estar dormindo, pois teve uma noite muito agitada e merecia algumas horas a mais de descanso.
Mas, é claro que ele não faria isso.
Edward tinha uma necessidade quase absurda de ter tudo sob seu controle e se, por acaso, ele dedicasse algumas de suas horas ao sono, esse controle poderia ser reduzido.
Eu adorava quando meu marido acordava ao meu lado, me enchendo de mimos, beijos e carinhos. Mas, infelizmente, esses momentos eram raros, já que Edward estava sempre ocupado.
Respirei fundo, tentando não me irritar com esses fatos e me levantei lentamente, sentindo todos os músculos do meu corpo protestando.
Pelo jeito, meu organismo ainda levaria algum tempo para se recuperar de tantas horas de esforço para trazer meus filhos ao mundo.
Fui até o banheiro e após minha higiene matinal, troquei de roupa e segui para o quarto dos meus bebês.
Eu precisava vê-los outra vez e ter a certeza de que tudo continuava bem.
Quando cheguei ao aposento, Alice estava sentada na poltrona perto da janela e admirava meus filhos pelas grades do berço, olhando-os com um sorriso bobo estampado na face.
_ Bom dia..._ Eu falei cordialmente e ela levantou o olhar, me recebendo com um sorriso ainda maior.
_ Bom dia, Bella. Vejo que já está bem recuperada do parto._ Minha cunhada comentou e eu fiz uma careta, indo para o lado dela e observando meus bebês.
_ Meu corpo está todo dolorido me dando a impressão que eu levei uma surra. Sem contar que tenho a sensação de que meus órgãos estão todos soltos dentro do corpo. Ah... E eu estive bem perto da morte ontem. Mas, tirando isso, estou ótima._ Falei ironicamente e ela riu.
Levando-se em consideração tudo o que eu passara há poucas horas, eu podia considerar que estava realmente bem, mas ainda demoraria um pouco para voltar ao normal.
_ Meus sobrinhos são lindos, Bella. As crianças mais lindas que eu já vi._ Alice falou e eu sorri largamente, acariciando o rostinho de Kimberlly.
_ Eu também acho, Alice. Embora minha opinião não conte muito, uma vez que eu sou a mãe deles e para qualquer mãe que se preze, os filhos são as crianças mais lindas do mundo.
Alice continuou sorrindo, mas levantou-se, me oferecendo a poltrona para que eu me sentasse.
_ Já tomou café?_ Ela perguntou e eu neguei com um gesto de cabeça, recebendo um olhar de advertência._ Bella, você preciosa se alimentar. Agora, fique aí quietinha que eu vou providenciar sua refeição._ Ela falou e eu assenti, me recostando na poltrona e fechando os olhos.
Só agora, à menção do café da manhã, eu me dava conta que estava realmente com muita fome.
Esperei pacientemente, aproveitando a ausência de Alice para observar meus bebês, que dormiam tranquilos em seu berço.
Sorri largamente ao contemplar a beleza perfeita das minhas crianças e agradeci aos céus mais uma vez por tê-los ali comigo.
Demorou apenas alguns minutos para que minha cunhada voltasse com uma bandeja repleta de frutas, pães, sucos, leite, geleias, bolos e bolachas, me fazendo arregalar os olhos, surpresa com a quantidade de comida que ela trazia.
_ Nossa, Alice... Eu não vou conseguir comer nem um terço disso tudo._ Falei quando a bandeja foi posta a minha frente e ela deu de ombros.
_ Eu quis lhe oferecer variedade. Como o quanto quiser e o quanto conseguir, afinal, você precisa amamentar duas crianças e tem que se alimentar muito bem._ Ela explicou e eu sorri, me servindo de suco de laranja.
Comi bastante, enquanto Alice tirava Joshua do berço e o encarava com adoração.
_ Ele é a cara do Edward, não é mesmo?_ Alice falou e eu sorri orgulhosa.
_ Sim. Do jeitinho que eu queria que fosse. Embora seja um pouco injusto eu carregá-lo por nove meses e tê-lo parecido apenas com o pai._ Comentei e ela sorriu._ A propósito: você sabe onde seu irmão foi?_ Perguntei, encarando-a atentamente e ela balançou a cabeça.
_ Não. Ele levantou, se arrumou e saiu. Sem dizer nada a ninguém._ Alice respondeu, enquanto embalava Joshua distraidamente e eu estranhei o fato do meu capitão ter saído sem avisar.
Isso não era típico dele.
Suspirei pesadamente e continuei comendo, achando tudo ali realmente delicioso.
_ Doeu muito, Bella?_ Alice perguntou de repente e eu a encarei, tentando entender sua dúvida.
_ O que?_ Perguntei e ela revirou os olhos, vindo se sentar na poltrona a minha frente.
_ O parto, Bella. Doeu?
A encarei por um minuto, me perguntando por que Alice era tão curiosa.
Como dizer a ela tudo o que eu passei, sabendo que logo ela se casaria e provavelmente passaria pela mesma situação?
Eu não poderia assustá-la, mas também não deveria esconder-lhe a realidade, pois se um dia ela descobrisse o quanto isso doía, certamente iria me amaldiçoar.
_ Bem... Dói um pouco, Alice. Você sente como se estivesse sendo rasgada de dentro para fora. Mas, quando vê o rostinho lindo do seu filho, percebe que tudo valeu a pena._ Eu falei e ela fez uma careta engraçada.
_ Acho que não quero mais ser mãe. Eu ouvi seus gritos e gemidos de dor. Não parecia estar doendo só um pouco..._ Ela falou e eu ri._ Você não teve medo de morrer?
Respirei fundo e afastei a bandeja, olhando para meus filhos atentamente.
Lembrar-me de todas as inseguranças e todos os medos que eu sentira na hora do parto não era uma coisa fácil, mas, talvez desabafar com Alice fosse o caminho para enfrentar as lembranças desse momento que, inevitavelmente, ficariam para sempre gravadas em minha memória.
_ Sim. Eu tive muito medo de morrer. Achei que não fosse ter a oportunidade de conhecer meus bebês e cuidar deles como sempre foi meu sonho. Pensei que eu seria obrigada a deixar Edward sozinho e que ele não seria capaz de cuidar dos nossos filhos sem mim. Pensei em Sophie e em como ela ficaria arrasada se, mais uma vez, perdesse a mãe... Mas, seu irmão estava lá por mim e me ajudou, salvando a mim e aos nossos filhos. Quando ele assumiu a situação, o medo foi embora. Eu sabia que ele faria qualquer coisa para me salvar. Mais uma vez, como ele sempre fez desde que nos conhecemos._ Eu falei, sentindo meus olhos cheios d’água e tentando reprimir a emoção que tomava conta de mim sempre que eu me lembrava da coragem e determinação do meu capitão em salvar minha vida.
_ Meu irmão ficou louco quando descobriu que o médico viajou. Eu não esperaria nada menos vindo dele. Edward lhe ama de uma forma que eu jamais imaginei vê-lo amando alguém e tenha a certeza que ele sempre lhe protegerá de qualquer perigo._ Alice falou e eu sorri, sabendo que o que ela dizia era a mais absoluta verdade.
_ Eu sei, Alice. Também amo seu irmão e faria qualquer coisa para permanecer ao seu lado, desfrutando da felicidade de cuidar e amar a família que construímos juntos. Edward é muito importante em minha vida e não existe outro lugar no mundo para mim do que ao seu lado._ Eu falei, me levantando para pegar Joshua dos seus braços e me sentando outra vez, para amamentá-lo.
Desabotoei os pequenos botões do meu vestido e, livrando meu seio da combinação, o ofereci para Joshua, que o abocanhou imediatamente, causando uma fisgada de dor em meu peito e me fazendo fechar os olhos e reprimir um gemido.
Alice foi até o berço e pegou Kimberlly nos braços, me observando em silêncio enquanto eu alimentava meu pequeno.
Conforme ele mamava, a dor foi diminuindo e logo eu não sentia nada, apenas um enorme contentamento por ser capaz de alimentar meus bebês e manter esse laço maravilhoso com eles.
Terminei de amamentar meu filho, coloquei-o para arrotar e o depositei no berço em seguida, me preparando para alimentar Kimberlly.
Minha pequena estava com fome e sua pouca sutileza na hora de abocanhar meu seio me fez sentir dor novamente, o que eu ignorei.
Se esse era o preço a ser pago para alimentá-la, eu pagaria com o maior prazer.
_ Amamentar também dói?_ Alice me perguntou e eu assenti, olhando-a com uma expressão divertida, enquanto ela me encarava assustada._ Ser mãe, realmente não compensa. Diga-me uma coisa: que parte do seu corpo não está doendo nesse momento?
Eu sorri com suas palavras e arrumei minha pequena em meus braços, que continuou concentrada em seu café da manhã.
Pensei por um momento na resposta que daria a Alice e cheguei à conclusão que apesar do meu cansaço físico e de todas as dores que eu sentia, eu faria tudo de novo se fosse para ter meus filhos comigo.
_ Meu coração, Alice. Meu coração não dói mais. Agora ele está completo. Agora eu tenho muitos amores para deixar meus dias felizes. Eu tenho um marido que me ama e a quem eu amo com loucura. Tenho filhos maravilhosos e uma família que apesar de tudo, me acolhe e me protege. Por isso, mesmo com todas as dores que eu sinto nesse momento, eu faria tudo de novo. Quantas vezes fosse preciso._ Eu falei e Alice sorriu, fungando e limpando uma lágrima que escorria por seu rosto.
_ Você é ótima, Bella. Merece toda a felicidade do mundo. Eu sou um pouco medrosa e odeio a ameaça de dores, mas tenho certeza que quando chegar a hora, eu serei mãe e vou adorar cada minuto. Ainda mais depois dessas palavras lindas que você me disse._ Alice falou e eu sorri aliviada. Não queria que meus traumas a impedissem de viver esse momento maravilhoso um dia. _ Vou ver se minha mãe já está acordada. Temos que sair para fazermos umas compras. Você vai ficar bem sozinha?_ Alice me perguntou e eu assenti, enquanto acariciava o cabelinho escuro da minha princesinha._ Então, até mais tarde._ Ela falou e se abaixou para beijar a testa de Kimberlly._ Ah... E sua filha saiu inteiramente a você. Então eu acho que a injustiça de ter Joshua parecido com Edward está equilibrada._ Ela falou quando já estava na porta e me lançou uma piscadela, me fazendo rir abertamente.
Como eu adorava Alice.
Tudo ficava mais divertido ao seu lado.
Fiquei sozinha com meus bebês e aproveitei esse tempo para cuidar deles.
Emma apareceu, se oferecendo para me ajudar com o banho e em pouco tempo eles estavam limpos e cheirosos, dormindo tranquilos.
A velha senhora me ensinou a trocar as fraudas, me explicando como posicioná-las no corpinho dos bebês e como dar o nó e prendê-lo com o alfinete de forma a não machucá-los.
Eu fiquei aliviada por conseguir realizar essa tarefa sem grandes dificuldades e depois de ter a certeza que estava tudo bem com meus filhos, eu fui até o quarto de Sophie.
Desde ontem eu não via minha princesinha e estava morrendo de saudades dela.
Sophie estava sentada sobre o tapete felpudo, rodeada por inúmeras bonecas e quando me viu, abriu um largo sorriso, levantando-se e correndo em minha direção.
Eu dei um passo para trás quando ela se aproximou, temendo que ela pudesse me machucar com seu abraço efusivo.
Mas, ela interpretou minha reação de forma errada, parando abruptamente e me encarando com os olhos tristes.
_ Você não gosta mais de mim? Não quer que eu lhe abrace?_ Ela perguntou tristemente e eu sorri, me ajoelhando a sua frente.
_ Não, Sophie. Eu não gosto de você... Eu te amo. Muito. Cada dia mais. E eu sempre vou querer que você me abrace. Mas, vai devagar por que a mamãe está um pouco dolorida._ Eu falei e minha princesa sorriu, colocando os braços ao redor do meu pescoço e me abraçando com cuidado.
Beijei seus cabelos dourados e me senti bem por tê-la tão próxima a mim.
_ Mamãe, eu vi meus irmãos. Eles são pequenos, vermelhos e enrugados, mas são lindos._ Sophie falou e eu ri de suas palavras, soltando-a e me levantando com cuidado.
_ Eles são lindos mesmo, meu amor. E logo eles já não serão pequenos, vermelhos e enrugados._ Eu falei e ela sorriu, indo sentar-se na cama e me levando junto com ela.
Sentei-me ao seu lado e a fiz deitar-se sobre minhas pernas, e comecei a acariciar seus cabelos.
_ Eu orei muito ontem pra você não morrer, mamãe. Eu vi que todos estavam preocupados e o papai chorou. Eu sabia que tinha uma coisa errada e pedi para o papai do céu não tirar você de mim.
Eu senti um nó na garganta e me abaixei, beijando sua testa.
_ Eu já lhe disse que não ia embora, Sophie. Nós somos uma família e vamos ficar juntos para sempre._ Eu falei e minha pequena segurou meu pescoço e beijou meu rosto.
Ficamos ali por longos momentos e eu me senti imensamente feliz por saber que eu poderia ver Sophie crescer e se tornar uma linda mulher, cumprindo a promessa que eu fiz a ela. Que eu poderia cuidar dos meus filhos como eu sempre sonhara e amaria Edward por um tempo indeterminado, como era minha vontade.
Eu não acreditava que minha vida seria perfeita, até porque eu tinha muitos problemas para enfrentar, mas eu faria de tudo para ser feliz.
Minha vida havia sido um tormento até pouco tempo atrás e depois de receber tantas bênçãos, o mínimo que eu podia fazer era me sentir grata e valorizar minha família, pois não haveria felicidade maior do que estar com meu marido, meus filhos, cunhados e sogros.
Ouvi passos no corredor e levantei meus olhos para porta, vendo Edward aparecer de repente e me olhar de forma desesperada.
_ O que houve?_ Perguntei preocupada e ele veio ajoelhar-se a minha frente.
Sophie dormia tranquila no meu colo e não percebeu a aproximação do pai.
_ Eu fiz de tudo... Eu juro que eu tentei livrá-la daqueles malditos, mas não tem outro jeito. Nós vamos embora. Agora._ Edward falou com a voz aflita e eu fiquei encarando-o, tentando entender o que ele me dizia.
_ Embora? Pra onde?_ Perguntei e ele me encarou atormentado.
_ Não sei. Mas, vamos decidir no caminho. Sua madrasta está aí na porta, acompanhada pela polícia e eu sei que ela vai levá-la embora. E eu não posso permitir que isso aconteça. Jamais. Se você se for eu morro._ Ele falou e eu peguei suas mãos frias, levando-as até meus lábios e beijando-as.
Edward precisava se acalmar, pois não conseguiríamos resolver nada se estivéssemos motivadas pelo desespero.
Levantei-me com cuidado e acomodei Sophie sobre os travesseiros, dando um beijo suave em sua testa.
Minha pequena não merecia ser envolvida nesses problemas.
Ela já havia sofrido muito, imaginando que seria rejeitada por nós depois que os irmãos nascessem.
Já estava na hora de todos nessa família terem paz.
Segurei meu capitão pelas mãos e o levei até o corredor.
_ Bella, nós temos que ser rápidos. Minha mãe e Jacob não vão conseguir contê-los por muito tempo._ Edward falou e eu o encarei seriamente.
_ Nós não vamos a lugar nenhum._ Eu falei calmamente e ele me encarou abismado.
_ O que?
_ Nós não vamos sair daqui. Essa aqui é nossa casa. A casa dos nossos filhos... Da nossa família. Não tem porque abandonarmos tudo. Isso não vai acontecer._ Eu falei decidida e ele me encarou, desesperado.
_ Bella, sua madrasta tem em mãos um documento poderoso. Ela pode levá-la com ela e não há nada que possamos fazer para impedi-la, ao não ser fugirmos. Só assim teremos paz. Eu sempre pensei que o fato de ser um membro importante do exército me tornaria influente, mas isso é só uma ilusão. A maldade e o desejo de vingança são mais influentes do que qualquer coisa. Não importa o quanto eu tenha servido o país, o que importa é o dinheiro e as vantagens que um desgraçado pode oferecer para o juiz da cidade para que ele me tire minha esposa._ Ele falou atormentado e eu sorri tristemente.
_ Fugir não é uma solução, Edward. Sempre viveríamos assombrados com a possibilidade de eles nos encontrarem e não é justo separar nossos filhos da convivência com seus pais e irmãos. Aqui é o nosso lar e vai continuar sendo. Já está na hora de eu enfrentar Renée. Só assim ela nos deixará em paz._ Eu falei e Edward me abraçou com força, esquecendo-se completamente que eu deveria estar dolorida depois do parto.
Mas, eu não me importei de fato.
Acho que ele precisava desse contato para se acalmar e eu faria qualquer coisa para deixá-lo tranquilo e seguro outra vez.
_ Se ela levar você embora eu morro... Eu não suportaria vê-la indo embora. Eu te amo demais. Eu preciso de você... Nossos filhos precisam de você. Eu preciso..._ Edward falou chorando e eu me assustei com sua reação.
Meu capitão era sempre tão forte que vê-lo chorando era muito impressionante para mim.
Senti meus próprios olhos marejados, mas respirei fundo, tentando ser forte por nós dois e por nossos filhos.
Eu não iria mais fugir do meu passado.
Renée, Charlie e todos que queriam nos separar precisavam entender de uma vez por todas que essa não era uma possibilidade.
Eu jamais deixaria Edward, não importava o que acontecesse e também não iria fugir.
Não éramos criminosos.
Edward era um capitão renomado e eu não permitiria que sua carreira fosse manchada pelas maldades da minha família.
Nossos filhos mereciam crescer rodeados pelos tios e avós, e era assim que seria.
_ Ei... Fique calmo. Eu não vou a lugar nenhum. Jamais vou deixá-lo. No dia em que você fez de mim sua esposa, nosso compromisso foi selado para sempre. E o nosso para sempre é de verdade... Eterno. E isso jamais vai mudar. Agora, vamos descer e enfrentar minha madrasta. Vamos acabar com esse tormento de uma vez por todas._ Eu falei decidida, limpando as lágrimas do meu capitão com os dedos trêmulos e dando-lhe um beijo apaixonado.
Ficamos ali por longos minutos, perdidos um no outro, até que finalmente seguimos em direção ao andar debaixo.
Meu coração estava disparado e minhas pernas estavam trêmulas, mas eu seria forte o bastante para enfrentar Renée.
Eu faria qualquer coisa para garantir a felicidade e tranquilidade da minha família e hoje ela descobriria que eu não era mais a menina boba que ela maltratara um dia.
O amor de Edward fizera de mim uma pessoa forte e confiante e eu estava pronta para enfrentá-la, como nunca estivera antes.
Quando chegamos à sala, Esme nos olhou com um desespero mudo e eu encarei-a, tentando transmitir-lhe calma.
Jacob estava parado á frente da comitiva do mal que me aguardava e mantinha as mãos em punho, certamente se controlando para não agredi-los.
O jovem soldado tinha tornado-se meu melhor amigo e eu sabia que ele faria qualquer coisa para me defender de quem quer que fosse.
Renée que estava em frente á porta, acompanhada por dois policiais, me olhou de forma debochada, fazendo meu sangue gelar.
Edward se postou ao meu lado, envolvendo minha cintura de forma possessiva e encarando Renée de forma assassina.
Eu tinha certeza que ele seria capaz de atacá-la caso ela resolvesse continuar com isso e eu tinha que evitar que meu capitão se metesse em problemas, manchando suas mãos com alguém tão baixo quanto minha madrasta.
Apertei sua mão que segurava a minha e esperei que Renée se pronunciasse, o que não demorou muito.
_ Olha só quem resolveu aparecer... Como podem ver policiais, a Sra. Cullen mentiu. Isabella está em casa sim._ Renée falou e Esme fez uma careta em sua direção, certamente indignada por ser afrontada em sua própria casa. Minha sogra respirou fundo, tentando manter-se calma e eu pedi a Deus para que ela conseguisse. Esme era uma dama e eu tinha certeza que ela não faria nenhum escândalo na frente de Jacob e dos policias, mas eu sabia do que ela era capaz de fazer para proteger sua família e se eu fosse Renée, pararia de provocá-la._ Que feio, Esme Cullen. Não sabia que mentir para a polícia é crime?
Esme empertigou-se e a encarou com desprezo.
_ Eu sabia, Sra. Swan. Mas, penso que você não saiba, já que usou de mentiras para conseguir esse documento que tem nas mãos._ Esme falou rispidamente e Renée a olhou com ódio.
_ Chega de conversa fiada. Eu vim até aqui para levar Isabella e preciso fazer isso logo. Vamos, Bella. Pegue suas coisas e vamos para casa._ Renée ordenou, perdendo um pouco da compostura e eu sorri friamente.
Suas palavras já não me causavam medo.
Ela que fosse para o inferno com suas ordens, pois em mim ela não mandaria outra vez.
_ Eu lhe disse para nunca mais por os pés nessa casa, Renée. Saia daqui e não volte ou eu vou me esquecer que você é uma mulher e farei isso a força._ Edward falou rispidamente e minha madrasta sorriu com escárnio.
_ Edward, querido, eu só quero levar o que me pertence. Só isso. Lhe garanto que depois disso, jamais pisarei em sua casa outra vez._ Renée falou e me encarou novamente._ Vamos Bella... Vamos logo!_ Ela ordenou mais uma vez e eu ergui o queixo, encarando-a de forma desafiadora.
_ Não. Eu não vou com você a lugar nenhum, Renée e não existe ninguém nesse planeta que possa me obrigar. Pode trazer a polícia, o exército ou quer que seja... Eu não vou sair daqui. Meu lugar é com meu marido e meus filhos._ Eu falei decidida e ela me encarou com os olhos flamejantes.
_ Isso não é você que decide, Bella. O seu casamento não foi válido, pois você é menor de idade e casou-se sem a permissão dos seus pais. A única coisa que quero é tornar sua situação legal aqui na América e tudo o que você tem que fazer é vir comigo. Assim que tudo estiver acertado, você volta para o seu marido._ Renée falou inocentemente e eu respirei fundo, me soltando do abraço de Edward e indo ficar bem a sua frente.
_ Você por acaso acha que eu sou idiota, Renée? Você acha que eu me esqueci de tudo o que sofri em suas mãos? Acha que eu não sei que se eu lhe seguir, jamais verei meu marido ou os meus filhos outra vez? _ Eu sorri debochada e me aproximei mais ainda do seu rosto._ Mas, eu quero lhe avisar uma coisa: eu não sou mais aquela menina boba a quem você maltratava. Jamais vou deixar você me fazer mal outra vez. Jamais. Eu não saio dessa casa e se for para ir a algum lugar, que seja para a cadeia. Qualquer coisa é melhor do que lhe aturar._ Eu falei rispidamente e ela me encarou assustada e com ódio.
Olhei para suas mãos, onde ela segurava o que devia ser a maldita liminar e, antes que eu pudesse mudar de ideia, peguei o papel e o rasguei em pedacinhos, sob os olhares chocados de todos os presentes.
_ O que você fez, sua desgraçada?_ Ela gritou raivosa e eu a encarei, sentindo todo o rancor que eu guardava por ela tomando conta do meu ser.
_ Eu estou acabando com essa farsa. A única coisa que você quer de mim é me levar para sua casa e me maltratar como fez a vida toda. Você quer me bater, me humilhar, me obrigar a passar fome, frio e cede. Quer que eu coma os restos de comida, que você joga no chão para que eu me alimente como um animal, mas isso não vai acontecer. Não vai. Suma daqui e desista de me fazer mal. Para o seu azar eu encontrei um homem que me ama e que me deu a força necessária para lhe enfrentar. Eu sou feliz ao lado dele e não vou permitir que um verme como você estrague minha vida. Você matou minha mãe, mas não vai fazer o mesmo comigo. Não vai, porque eu jamais vou permitir._ Eu gritei e em um ímpeto, desferi um tapa violento em seu rosto, deixando todos os presentes paralisados e chocados.
Eu mesma estava chocada com minha coragem, mas jamais me arrependeria do que fiz.
Renée mereceu esse tapa a vida toda e eu me sentia leve depois de tê-lo feito.
Ela respirava pesadamente e me encarava assustada, esfregando o rosto vermelho com uma das mãos.
Os policiais deram um passo à frente, certamente na intenção de me conter, mas foram impedidos por Jacob.
_ Acha que isso vai me impedir, Isabella? Acha que o fato de ter destruído a liminar pode me manter afastada? Pois está enganada. Basta que eu vá até o juiz e peça uma cópia desse documento. Você não tem saída. Seu lugar é ao meu lado, pois depois de ter destruído minha felicidade, o mínimo que você pode fazer é me servir para sempre. E comer como um animal é pouco perto do que você merece... É pouco perto do que eu a farei passar. Eu nunca vou esquecer esse tapa, sua maldita e você vai pagar muito caro por ele. Escreva o que eu estou lhe dizendo._ Ela falou com a voz baixa, mas o ódio existente em cada palavra era mais do que evidente.
Eu me perguntava por que os policiais, ouvindo suas ameaças contra mim, não a prendiam.
Levando-se em consideração o fato dela ter conseguido esse documento, era de se imaginar que assim como o juiz, ela deveria ter comprado eles também.
Eu só me perguntava com que dinheiro, já que conhecia perfeitamente bem a condição financeira precária que eles tinham.
Ela não iria desistir e eu sabia disso.
Mas, não me entregaria à suas maldades outra vez.
_ Essa senhora está ameaçando minha esposa e vocês não vão fazer nada? Que espécies de policiais são vocês? Qual é a justiça pra qual trabalham? Isso chega ser ridículo. Os Estados Unidos da América está sendo corrompido por profissionais comprados, que não trabalham mais a favor do bem estar do povo e sim dos próprios interesses._ Edward falou com desprezo e os policiais baixaram o olhar, mostrando-se, pela primeira vez, um pouco envergonhados e culpados por suas atitudes absurdas._ Eu não vou admitir que você a ameace, Renée. Jamais deixarei que faça mal a minha menina, outra vez. Eu a livrei das suas mãos imundas e ela jamais vai voltar a viver com você e com seu marido. Aceite isso. Você pode ter conseguido aliados poderosos na tentativa de nos separar, mas minha família também é influente... Nós também temos poder e, caso você não queira ficar a mercê de nossa fúria, eu sugiro que vá embora de Washington e esqueça que um dia conheceu Isabella. Vocês podem ter comprado a polícia e o juiz, mas existem outras autoridades para as quais podemos recorrer. Vá embora, antes que se arrependa amargamente de ter nos conhecido e ter atentado contra nossa paz._ Edward falou com rispidez e Renée estreitou os olhos em sua direção.
Edward era um renomado capitão e mesmo estando diante de autoridades civis, ele não se deixava intimidar, esfregando na cara deles qual deveria ser o seu papel diante de cidadãos como nós.
Aparentemente, Renée comprara o juiz e agora fizera o mesmo com os policiais, deixando bem claro que não desistiria de seu intento, já que estava recrutando um verdadeiro exército para me tirar do seio da família Cullen.
Mas, Edward tinha razão.
Se Renée tinha aliados poderosos, os próprios Cullen também tinham muito poder e não permitiriam que ela me levasse embora.
Eu temia que eles se metessem em problemas por minha causa, mas pelo visto isso seria inevitável.
Renée e a família Denali estavam determinadas a terminar com meu casamento e eu não achava que eles fossem desistir tão facilmente.
Mas, eu lutaria até o fim para impedi-los de colocar as mãos em mim.
Eu faria qualquer coisa para mantê-los afastada.
E como último recurso, eu fugiria.
Acataria a sugestão de Edward e iria embora ao seu lado, levando nossos filhos conosco.
Isso continuava ser injusto, mas se essa louca não nos deixasse em paz, realmente não existiria outra saída.
Eu respirei fundo e dei um passo para trás, sendo acolhida pelos braços de Edward.
Eu queria evitar que, tendo as mãos livres, meu capitão a agredisse.
_ Vá embora Renée... Vá viver sua vida e nos deixe em paz. Eu nunca fui culpada das coisas que você me acusava. Eu não tenho culpa se você nunca foi capaz de oferecer amor ao meu pai e ele teve que procurá-lo nos braços de outra mulher. Eu não pedi para nascer. Jamais quis atrapalhar sua vida. Gostaria que você entendesse isso de uma vez por todas. Eu já sofri demais e tenho certeza que já paguei o suficiente, mesmo sem ter culpa de nada. Você não tem mais que me aturar. Esqueça que eu existo e me deixe em paz, pelo amor de Deus._ Eu falei, me sentindo cansada e ela me olhou com desprezo.
_ Seu discurso é lindo mais não me comove. Você quis se livrar de mim, mas fez tudo errado. Seu capitão inútil devia ter legalizado sua situação como cidadã americana, pois assim, eu não teria como tirá-la do lado dele. Mas, ele não fez isso. Foi um burro, deixando brechas para que alguém pudesse separá-los. Vai ver era isso que ele queria, já que deve ser horrível ter que aturá-la como esposa... Você não tem berço, não tem classe, não tem educação... É UMA MALDITA MORTA DE FOME!... Você devia ter morrido na guerra, Bella... Foi essa minha intenção quando eu obriguei seu pai a abandoná-la lá. Mas, sua sorte sempre foi grande demais e você acabou se casando com um homem rico e veio viver na América. Uma pena que eu tenha lhe encontrado, não é mesmo? Uma pena que seu marido trocou uma mulher de verdade por alguém como você, deixando uma família poderosa revoltada e disposta a fazer qualquer coisa por vingança. Nós não vamos deixá-los em paz, queridos. Só depois da minha morte isso vai acontecer e como eu não pretendo morrer tão cedo..._ Ela deu um sorriso debochado, me fazendo estremecer._ Eu vim até aqui disposta a levá-la comigo, mas eu não vou fazer isso hoje... Quero deixá-los mais atormentados, não sabendo nem o dia e nem a hora da minha volta... Assim, será bem mais divertido. Mas, não se esqueça Isabella Marie Swan: nem mesmo o poder, a influência e o dinheiro da família Cullen poderá livrá-la de mim. E eu não vou embora de Washington, como sugeriu, capitão. Só farei isso se estiver acompanhada da minha querida enteada._ Ela falou, dirigindo-se à porta._ Até mais ver._ Renée falou com uma falsa cordialidade enquanto se afastava, sendo seguida de perto pelos policiais e eu desabei nos braços de Edward.
Eu não aguentaria isso por muito tempo mais.
Já estava no meu limite e não suportava mais as ameaças de Renée.
Enterrei meu rosto no peito de Edward e chorei silenciosamente, tentando aliviar toda a tensão por qual eu passara nesses momentos de confronto com minha madrasta.
Ele beijou meu cabelo e manteve-se em silêncio, apenas me apoiando.
Depois de algum tempo, ele me levou até o sofá e sentou-se, me pegando no colo e me embalando como se eu fosse uma criança.
Esme apareceu com uma xícara de chá, que eu aceitei prontamente, pois sabia que precisava me acalmar.
Afinal, eu dera à luz a menos de vinte quatro horas e imaginava que não deveria estar passando por tantos problemas nesse momento.
_ Você foi muito corajosa, Bella. Eu me senti muito orgulhoso de você. Mas, temo que não possamos continuar com esse confronto para sempre._ Edward falou baixinho, acariciando meu rosto e eu o olhei tristemente.
_ Eu não quero ir embora, Edward. Não é justo que precisemos fugir como criminosos. Nós não fizemos nada que nos obrigue a abandonar a vida que construímos aqui..._ Eu falei chorosa e ele se inclinou em minha direção, beijando meu rosto.
_ Eu sei, minha linda. Mas, se formos para longe teremos nossa merecida paz. Eu sugiro uma viagem estratégica. Vamos ficar longe por uns tempos e depois, quando tudo estiver acertado, nós voltamos._ Edward falou calmamente e eu suspirei, deitando minha cabeça em seu ombro e pensando em suas palavras.
Talvez, essa fosse realmente à solução, mas eu não queria ir.
Deixar para trás tudo o que eu vivi ali, me causaria uma dor imensa.
Ouvi um barulho e olhei assustada em direção à porta, esperando que a qualquer momento Renée voltasse e tentasse me levar à força.
Mas, quem entrou foi Carlisle e a expressão em seu rosto me fez encará-lo atentamente.
Ele estava radiante e sorria largamente, de uma forma que eu nunca havia visto antes.
Trazia nas mãos um envelope, que entregou a Edward.
_ Tudo resolvido. Ninguém mais tira Bella do nosso lado._ Meu sogro falou e eu o olhei, assustada.
_ O que é isso, papai?_ Edward perguntou e eu me levantei do seu colo, para que ele pudesse abrir o envelope.
_ Consegui que o juiz de uma cidade vizinha legalizasse a estadia de Bella nos Estados Unidos e a legitimasse como sua esposa, mesmo sem a autorização do pai dela. Tudo o que eu precisei fazer foi usar da minha influência como ex- militar e patriarca da família Cullen para que o juiz me desse o tal papel. Esse documento anula a liminar que a família Swan tem nas mãos, uma vez que ela se baseia no fato de que Bella ainda não era uma cidadã americana e, sendo menor de idade, tinha se casado sem o consentimento dos pais. Agora, não há mais nada que eles possam fazer. Você é uma Cullen e jamais sairá dessa casa.
Eu fiquei paralisada, olhando para meu sogro, sem conseguir acreditar que esse tormento terminara.
Quando meu capitão terminou de ler o documento, me abraçou efusivamente e beijou meu rosto, demonstrando todo o alívio e felicidade que sentia.
_ Pronto, meu amor. Pronto. Aquela maldita jamais vai levá-la daqui..._ Ele falou e eu finalmente consegui esboçar alguma reação.
Enterrei meu rosto na curva do seu pescoço e chorei.
Os soluços sacudiam meu corpo e eu deixei que toda tensão acumulada nas últimas horas extravasasse.
_ Calma, meu anjo. Acabou. Acabou._ Edward murmurava contra meu cabelo e eu fui me acalmando com o tempo.
Respirei fundo e enxuguei meu rosto com as costas das mãos, me sentindo muito cansada e estranhamente leve.
Não encarei ninguém que estava na sala, pois não tinha forças para manter uma conversa civilizada com quem quer que fosse.
Eu precisava me afastar.
Eu queria dormir.
Queria me esquecer de que aquele confronto um dia existiu.
Eu gostaria de jamais lembrar que a covardia do meu pai fora o motivo de todo o meu sofrimento e que ela ainda me assombrava, tentando roubar-me a felicidade que eu conquistei com tanto esforço.
Charlie sabia que eu acabara de dar à luz, e mesmo assim não foi capaz de impedir Renée de vir até minha casa, tentar me levar embora.
Talvez, ele ainda acreditasse que todos os castigos que ela infligia a mim eram para o meu bem e para completar minha educação.
Eu jamais chegara a odiar meu pai, mas hoje eu sabia que grande parte de tudo que eu passara fora sua culpa.
Ele jamais tivera forças para ir contra a mulher, mostrando sua tremenda falta de personalidade e me deixando completamente a mercê de suas maldades e de seu rancor descabido.
Mas, isso acabara.
Eu jamais precisaria lidar com seus problemas outra vez.
Graças à busca desenfreada dos Cullen por uma solução que me protegesse e me mantivesse ao lado do meu marido, eu estava segura e não precisaria nunca mais aturar minha família.
Respirei fundo mais uma vez e encarei Edward com os olhos suplicantes, pedindo silenciosamente para que ele me tirasse daqui.
Eu agradeceria Carlisle depois, pois nesse momento tudo o que eu precisava era da solidão e tranquilidade do meu aposento.
Edward levantou-se e me tomou nos braços, me levando para o nosso quarto e me depositando na cama.
Ele sabia como eu me sentia nesse momento, pois me conhecia melhor do que ninguém, e como sempre, cuidaria de mim com perfeição.
_ Durma, meu amor. Descanse para que possa cuidar e curtir nossos filhos. Não se preocupe com mais nada, pois como eu lhe prometi, ninguém vai tirá-la do meu lado._ Edward falou suavemente e eu me entreguei ao sono, pois realmente estava precisando de descanso.
Finalmente, desde que Renée voltara para minha vida, eu poderia dormir em paz, sem o perigo iminente de ela aparecer e me levar embora.
Ela não conseguiria me fazer mal.
Nunca mais.
Lembrei-me do sonho que eu tivera quando ainda estava grávida e do desespero de vê-la se aproximando dos meus bebês e levando-os embora.
Estremeci de medo no momento que essas imagens voltaram a minha mente e pedi a Deus que isso jamais acontecesse.
Eu queria paz.
Eu merecia a tranquilidade de ser feliz ao lado das pessoas que eu amava, pois eu tivera que enfrentar muitas coisas para chegar até ali.
Muitas lágrimas foram derramadas até que eu conhecesse o amor. Eu tivera que enfrentar a fúrias dos campos de batalha para encontrar minha felicidade. Eu precisara fazer uma dolorosa viagem ao passado, para conseguir valorizar meu presente e agora, eu necessitava viver minha vida e aproveitar cada presente recebido.
Assim como nos contos de fadas que eu lia junto com Sophie, eu queria o meu feliz para sempre.
Era só o que eu desejava.
Era tudo o que eu precisava para aproveitar minha vida plenamente, ao lado do meu capitão e dos meus filhos.
*****
Pov. Renée
Fechei a porta com força assim que Antony Denali saiu e esmurrei a parede com ódio, ignorando a onda de dor que subiu pelo meu braço.
Então aqueles malditos conseguiram legalizar a situação de Bella na América?
Ótimo.
Eles tinham vencido mais uma batalha, mas essa guerra ainda estava longe de terminar.
Bella não seria feliz, pois eu jamais permitiria que a vida da filha da mulher que destruiu minha existência fosse perfeita.
Eu causara a morte de Beatrice e já que não pudera fazer o mesmo com sua querida filha, eu atormentaria sua vida até que ela enlouquecesse ou se matasse, deixando o mundo livre de sua presença asquerosa.
Só assim eu me livraria dessa obcessão.
Só depois disso eu conseguiria retomar minha vida normalmente e ser a mesma mulher de antes.
A mesma que sorria, cantava, dançava...
A mesma menina doce e apaixonada, que se entregara ao marido de uma forma única e que fora muito feliz até descobrir sua traição.
Charlie se apaixonara pela serviçal e destruíra nossa relação.
Se naquela época, a separação fosse uma opção, talvez eu não tivesse me tornado essa mulher tão amarga.
Mas, eu tivera que continuar ao seu lado, sabendo que ele vinha para minha cama depois de deitar-se com outra mulher.
Eu fizera Beatrice sofrer e a torturei até o dia de sua morte, mas isso ainda era pouco.
Seu sofrimento não apagava todas as lágrimas que eu derramara e todas as noites que eu esperara meu marido voltar dos seus braços, sabendo que ele preferia estar com ela, do que ao meu lado. Sua morte não levara de mim todas as inseguranças e incertezas que rondavam minha mente sempre que Charlie nos comparava.
E todos os anos que eu maltratara sua filha não abrandaram a dor da traição que eu sofri.
Bella teria que continuar pagando por ser filha daquela mulher e eu me empenharia até o fim para garantir que ela jamais tivesse paz.
A partir de agora, eu atingiria a todos que ela amava.
Seu marido, seus sogros, cunhados e finalmente seus filhos.
Bella teria sua família destruída, assim como destruiu a minha, e quando ela estivesse acabada, eu voltaria a ter paz.


E aí: O que acharam?
Eu recebi algumas críticas falando sobre a influência dos Cullen e porque eles não a usavam, e então resolvi mudar de planos e deixar nossos pombinhos na cidade.
Bella precisava enfrentar Renée e eu resolvi que essa seria uma forma legal dela mostrar sua força e coragem.
Bem, meninas, eu andei procurando algumas leis da época, mas não encontrei muita coisa.
Muito do que eu escrevo, são coisas que eu imagino ou até mesmo invento e não me sinto na obrigação de estar sempre condizente com a realidade, pois as fics são ficções.
É claro que eu faço uma pesquisa antes de começar um texto, porque ele não pode ser viajado, mas o que acontece com meus personagens são coisas que na minha cabeça, são necessárias para a continuação da história.
Eu adoro um drama, como vcs já perceberam e acho que posso abusar disso em uma fic de época, pois os romances em tempos remotos eram mesmo difíceis.
Tiro isso pelas histórias que ouço das minhas avós e tias.
Desculpe se nem todas concordam com a forma como levo as coisas, mas é assim que eu gosto de escrever.
Sempre deixo um assunto polêmico para o próximo capítulo, pois assim, instigo-as a lê-lo.
Não quero de forma alguma que minha história se torne cansativa, mas como o nome da fic sugere, uma guerra é longa e tem altos e baixos, e quando se trata do coração, tudo são incertezas.
Renée quer se vingar da Bella, pois em sua cabeça, ela é a grande culpada pelo seu sofrimento.
E ninguém desiste de uma vingança tão facilmente, principalmente alguém tão desequilibrado quanto ela.
Procuro sempre acatar as sugestões de vcs, mas quero deixar claro que tudo o que eu escrevo é necessário para dar sentido a história.
Quero ler muitos comentários para ter a certeza que estou no caminho certo.
Obrigada pela nova recomendação e pelos lindos comentários.
Vejo vcs nos próximos capítulos.
Beijos e me desculpem pelo desabafo...
=D

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