THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 27

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 27
Pov. Edward
Alguns meses depois
Respirei fundo e depositei o último documento assinado sobre a enorme pilha à minha frente, me sentindo extremamente cansado depois de um exaustivo dia de trabalho.
Já fazia algum tempo que nós, militares, estávamos trabalhando a todo vapor, ainda envolvidos com o desfecho final da grande guerra.
Eu, como capitão, era responsável por encaminhar os soldados que retornavam da Europa para seus lares e garantir que, se alguma emergência viesse a acontecer, eles estivessem prontos para servir o país imediatamente.
Confesso que era uma tarefa difícil, pois muitos homens não queriam mais saber de conflitos e exigiam seu afastamento permanente do exército, me obrigando a recrutar novos militares, que eram encaminhados para as bases de treinamento a fim de serem preparados para defenderem o país.
Jasper insistira para que eu fosse para o Caribe a fim de participar do treinamento dos novos soldados, mas eu conseguira evitar essa viagem, pois não queria, de forma alguma, me separar de Bella e dos meus filhos.
Mas, apesar de tudo, a parte mais difícil do meu trabalho era enviar medalhas e cartas de honras às famílias que perderam seus parentes nos conflitos armados.
A cada carta redigida e assinada, eu sentia meu coração apertado, pois sabia que as palavras escritas ali, causariam uma dor e agonia intensa para aqueles que as lessem.
A maioria dos homens que morreram na guerra tiveram seus corpos jogados em valetas ou covas comunitárias e as famílias jamais teriam a oportunidade de velá-los ou oferecer a eles um último tributo.
E isso tudo era muito triste e me fazia odiar a escolha da minha carreira.
Ser um soldado ou trabalhar em qualquer cargo do exército exigia um preparo físico e emocional que quase ninguém possuía.
Embora não gostasse de participar de algumas solenidades, como capitão, eu era obrigado a comparecer em eventos e a tristeza desoladora que eu via em mães, pais, esposas e filhos quando percebiam que seus homens jamais voltariam da guerra era muito perturbadora.
Mas, apesar de tudo, cenas como essas eram muito educativas, pois nos ensinavam a dar valor em tudo àquilo que conquistamos e possuímos.
Ainda que eu sempre tenha amado minha família, constituída por meus pais e irmãos, minha vida só se tornara perfeita quando minha menina entrara nela.
Bella aparecera de uma forma inesperada, transformando tudo à minha volta e me dando motivos para sorrir todos os dias.
Tivemos que enfrentar muitos problemas para permanecermos juntos, mas hoje, éramos tão felizes que era difícil acreditar que o medo, a infelicidade e a tristeza existiram um dia e eu dava valor a cada momento passado ao seu lado, me sentindo grato a Deus por não ter sido obrigado a deixá-la.
Depois que meu pai conseguira o documento que anulava a liminar de Renée, eu tratei de legalizar a situação de Bella dos Estados Unidos e hoje ela era tão americana quanto eu.
Para garantir, nos casamos outra vez, assinando todos os papéis necessários em frente a um juiz genuinamente americano, registrando nossos filhos em seguida e conseguindo todos os documentos que provam que Bella é minha e que ninguém, jamais, poderá tirá-la do meu lado.
Não fizemos uma festa de casamento.
Alice quase tivera um infarto quando anunciamos que tudo o que queríamos era um jantar simples, mas por fim acabou concordando, pois sabia que Bella ainda estava fraca devido ao parto e perturbada com os últimos acontecimentos envolvendo seu pai e madrasta.
Sem contar que minha menina não parecia animada em ser o centro das atenções, vestida de noiva diante de toda minha família.
Segundo ela, não ficaria bem uma festa de casamento para nós, uma vez que já tínhamos três filhos e já estávamos juntos há mais de um ano.
E, como não queria contrariá-la em nada, eu acabei concordando e o dia do nosso segundo casamento se passou normalmente, sendo marcado apenas por um jantar ao lado dos nossos familiares e por muito alívio em saber que ela jamais seria obrigada a me deixar.
E assim, nossa vida seguia.
A família Swan não nos procurara novamente e até mesmo os Denali pareciam ter desistido de sua ridícula vingança contra mim.
Inclusive, ouvi boatos de que Tânya já havia arranjado outro noivo, o que era ótimo, pois apesar de tudo, eu lhe desejava felicidades e que ela encontrasse em um homem tudo aquilo que buscara em mim e que eu jamais pudera oferecer, ao não ser para minha menina.
Bella fora a única capaz de tocar meu coração e não havia outra forma de felicidade se não ao seu lado.
Entretanto, apesar do afastamento dessas famílias, eu não acreditava que essa paz durasse para sempre.
Mas, quando eles viessem, eu estaria preparado para enfrentá-los e garantir a segurança de minha esposa, que jamais sairia do meu lado.
Sorri ao pensar em minha menina e me dei conta que já fazia muitas horas que eu não via seu rosto lindo, sentia seu cheiro, beijava seus lábios ou tocava sua pele e essa privação diária me fazia mal constantemente.
Se eu pudesse, ficaria colado nela dia e noite.
Todavia, como isso era impossível, o jeito era correr para casa todo o final de tarde, sabendo que ela estaria me esperando com um adorável sorriso de boas vindas, pronta para curar a saudade que eu sentia dela durante todas as horas do meu dia.
Suspirei pesadamente e guardei alguns os papéis no cofre, separando em uma pasta os que deveriam ser entregues ao correio e enviados aos seus destinos com urgência.
Por fim, fechei minha sala e segui meu costumeiro caminho para casa, contando os minutos para estar novamente com minha esposa e com meus filhos.
Passei pela confeitaria e comprei alguns doces, como fazia todas as sextas feiras.
Eu adorava a felicidade quase infantil de minha menina ao receber o saquinho colorido e se deliciar com suas guloseimas preferidas.
Cheguei à mansão pouco tempo depois e já na porta de entrada pude ouvir os gritinhos entusiasmados dos meus filhos que, certamente, se divertiam com Sophie.
Minha pequena adorava os irmãos e brincava com eles todos os dias, arrancando-lhes gargalhadas e gritinhos animados com seus gestos, palavras e caretas exageradas.
Tirei meu casaco e chapéu, pendurando-os no grande cabide da entrada e segui diretamente para a sala de brinquedos, que minha mãe decorara a fim de proporcionar diversão e alegria aos netos.
Sophie adorara a ideia e passava grande parte de suas horas vagas entretida com os brinquedos do lugar. Até Claire, que ainda era pequena, parecera gostar do lugar, o que sempre fazia que ao final da tarde, todas as crianças e mulheres da casa se reunissem na sala colorida.
Entrei de mansinho e encontrei minha menina amamentando Kimberlly, enquanto observava Joshua movimentar os bracinhos e sorrir abobalhado para Sophie, que mostrava um chocalho colorido para o irmão.
Claire, sentada sobre o tapete macio, mexia despreocupadamente no cabelo de uma boneca de pano e Rosalie lia um livro, acomodada em uma das muitas poltronas dispostas pelo cômodo, enquanto Alice tricotava alguma coisa para seu enxoval e minha mãe folheava um caderno de receitas, certamente escolhendo o cardápio de amanhã.
Limpei a garganta discretamente, ganhando a atenção de todos os presentes e, como eu esperava, um lindo sorriso de boas vindas da minha menina.
Senti meu coração disparar como era de costume sempre que ela estava por perto.
Retribuí seu sorriso lindo, mas antes que eu pudesse me mover, Sophie se levantou de um pulo e correu em minha direção.
_ Papai..._ Ela gritou, e eu me abaixei, abrindo os braços para recebê-la.
Peguei-a no colo e a apertei contra mim, beijando seus cabelos e fazendo cócegas em sua barriga, ouvindo-a gargalhar.
_ Olá, princesa..._ Eu falei, colocando-a no chão em seguida e ela me encarou atentamente.
_ Hoje é sexta... Você trouxe doce?_ Ela perguntou esperançosa e eu sorri, entregando-lhe uma das embalagens coloridas que eu trouxera e rindo abertamente de seus pulinhos animados._ Oba!
_ Você está acostumando muito mal essa menina, Edward. Semana passada ela teve dor de barriga de tanto comer chocolate._ Minha mãe falou, encarando-nos zangada e eu olhei seriamente para Sophie, que me observava com os olhinhos tristes e arrependidos.
_ Ela não vai exagerar dessa vez, mamãe. Vai comer só alguns doces depois do jantar e deixar o resto para os outros dias, caso contrário, só trarei chocolates para ela uma vez por ano._ Eu falei e Sophie assentiu solenemente, escondendo o saquinho atrás do corpo e indo para perto de Bella.
_ Isso mesmo, meu anjo. Guarde seus doces, pois você só irá comê-los depois do jantar. Não quero ver minha princesinha doente outra vez._ Bella falou suavemente e Sophie sorriu tranquila, não discordando em nenhum momento das ordens dadas a ela.
Minha filha realmente exagerara semana passada, mas eu não tinha coragem de não dar-lhe os doces, já que ela gostava tanto.
O jeito era impor horários para que ela os comesse sem cometer excessos.
Aproximei-me lentamente de Bella e me inclinei sobre seu corpo, dando-lhe um beijo suave nos lábios e sentindo seu cheiro delicioso e único que me fazia tão bem.
_ Olá..._ Falei baixinho e ela sorriu mais uma vez, acariciando meu rosto com a mão livre.
_ Olá, capitão... Como foi seu dia?_ Ela perguntou e eu sorri cansado, pegando Kimberlly de seus braços, que há essas horas já havia terminado de mamar e me olhava atentamente.
_ Cansativo... Não via a hora de voltar para casa e encontrar meus tesouros..._ Falei, contemplando a beleza impressionante do bebê em meus braços e me sentindo imensamente feliz por estar em casa.
Kimberlly me presenteou com um imenso sorriso banguela e eu senti meu coração derreter até o último grama.
Minha filha era uma miniatura perfeita da mãe.
Desde os olhos castanhos chocolates, até a cor da pele e cabelos e eu não conseguia imaginar uma menina mais linda do que ela, já que Kim nascera da forma como eu tantas vezes desejara.
Ela estava usando um vestido rosa de babados e tinha uma fita lilás ao redor da cabeça, completando um conjunto adorável e me deixando ainda mais apaixonado por sua beleza.
Minha mãe e Alice adoravam brincar de boneca com ela e, portanto, minha filha nunca repetia uma roupa e parecia estar sempre de acordo com a última moda.
Não que eu entendesse muito disso, mas o fato era que Kimberlly estava sempre muito elegante, apesar de sua pouca idade e tamanho diminuto.
Beijei seu pequeno rostinho e a entreguei novamente para Bella, indo até Joshua que estava deitado dentro do cesto e não parava de mexer os bracinhos.
Quando me viu, meu filho soltou um gritinho animado e sorriu abertamente.
Parecia estar implorando para que eu o tirasse dali e foi o que fiz.
Peguei-o no colo e o apartei contra meu peito, tirando sua boina e beijando seus cabelinhos ralos e claros, me deliciando com seu cheiro suave.
Coloquei-o de frente para mim e contemplei seus olhinhos verdes, que estavam sempre muito vivos e brilhantes.
Joshua se parecia bastante comigo o que, segundo Bella, o tornava-o ainda mais bonito.
Eu achava suas palavras um exagero, mas não podia negar que meu filho era mesmo lindo, independentemente de com quem se parecesse.
Ele também estava sempre bem vestido e, às vezes, a perfeição de suas roupas me impressionava.
Hoje, ele vestia um macacão xadrez, com pequenos suspensórios que passavam por uma camisa branca e estava de boina, feita com o mesmo tecido do macacão, deixando o conjunto ainda mais sério e ao mesmo tempo adorável.
Meu filho parecia um pequeno lorde vestido assim.
Ri com meu pensamento e Bella me encarou, curiosa.
_ Acho que minha mãe e Alice estão transformando nossos filhos em adultos em miniaturas..._ Falei divertido e Bella sorriu, concordando com um gesto de cabeça.
_ Mas, eles não estão lindos?_ Ela perguntou orgulhosa e eu assenti.
_ Sim. Mas, acho tudo isso um exagero._ Reclamei de bom humor e Alice, que escutava a conversa, mostrou a língua para mim.
_ Eles apenas têm mais senso de moda do que você, Edward. Essas roupas deixam seus filhos elegantes e adoráveis e vieram diretamente de Paris. Não ouse reclamar, pois enquanto eu viver, meus sobrinhos serão vestidos com requinte e bom gosto. Tenho certeza que um dia, eles irão me agradecer por isso._ Alice falou emburrada e eu ri, ajeitando Joshua no meu colo e me sentando na poltrona ao lado da que Bella estava sentada.
Eu adorava os finais de tarde, pois era o momento onde eu podia aproveitar a companhia dos meus filhos e da minha esposa sem reservas, matando a saudade desesperadora que eu sentira o dia todo.
_ Você parece muito mais que cansado..._ Bella comentou e eu a olhei divertido.
_ Estou muito acabado?_ Perguntei rindo e ela fez uma careta adorável, se inclinando e beijando meu rosto.
_ Não, amor. Você nunca está acabado... Pelo contrário, está sempre muito lindo._ Ela falou de um jeito fofo e eu gargalhei, fazendo-a corar.
Minha mãe, Alice e Rosalie me olharam como se eu fosse um maluco, mas eu ignorei, me concentrando em Bella que passava as mãos timidamente pelos cabelos de Kim.
_ Você também está sempre linda, minha menina. Mas, tem razão. Eu estou mais do que cansado. Essa semana foi bastante difícil..._ Eu falei, soltando um suspiro e ela me encarou atentamente.
_ Já terminou de enviar as notificações às famílias dos soldados mortos?_ Ela perguntou e eu respirei fundo, segurando sua mão.
Eu havia contado a ela meu desgosto em realizar esse trabalho e Bella tentara me tranquilizar, dizendo que apesar de tudo, era bom que as famílias recebessem uma resposta ao invés de ficarem eternamente esperando por pessoas que não iriam voltar.
Eu concordava com seu ponto de vista, mas isso não tornava esse trabalho mais agradável.
_ Já. Terminei as últimas cartas hoje. Mas, tudo é muito triste. Fico imaginando a tristeza da minha família caso isso houvesse acontecido comigo..._ Respondi e Bella me encarou lívida.
_ Não repita isso. Jamais. Você está vivo e vai permanecer assim, pois jamais permitirei que volte para uma guerra. E se fizer isso, tenha a certeza que eu irei com você._ Ela falou decidida e eu sorri tristemente.
_ Sim, senhora. Desculpe-me por isso, mas é que eu realmente fiquei perturbado com tudo isso. E fique tranquila, pois não irei para guerra nenhuma. E nem você._ Falei baixinho e ela suspirou, deitando a cabeça em meu ombro.
Eu tinha esperanças que jamais entrássemos em guerra outra vez, mas, infelizmente era algo que eu não podia garantir.
Os Estados Unidos prosperava cada vez mais e estava se tornando uma potência econômica, mas eu não acreditava que isso era garantia para mantê-lo de fora de futuros conflitos armados e esse era um dos meus piores receios.
Eu sabia que se houvesse outra guerra, eu seria convocado e a possibilidade de deixar minha menina sozinha e desamparada me causava uma dor intensa.
Bella não poderia ir comigo como afirmou, pois eu jamais colocaria sua vida em risco, mas eu tinha certeza que morreria de tanta saudade e desespero se fosse obrigado a ficar sem ela.
Contudo, deixaria para pensar nisso quando e se outra guerra acontecesse.
Por enquanto, eu me concentraria em aproveitar cada minuto de sua doce companhia.
Beijei seu cabelo e ajeitei Joshua em meu colo, que dormia tranquilamente.
Era sempre assim.
Meus filhos me esperavam todos os dias e adormeciam no meu colo.
Eu sempre os embalava por um longo tempo, brincando e fazendo caretas para vê-los respondendo a mim com seus trejeitos fofos e engraçadinhos, e por fim, eles sempre dormiam exaustos nos meus braços e nos braços da mãe.
Kimberlly também já estava adormecida no colo da mãe, indicando que era hora de colocá-los no berço.
O jantar logo seria servido e nossos pequenos precisavam estar dormindo tranquilos para não atrapalharem nossa refeição.
Minha esposa se levantou com cuidado e eu a imitei, seguindo-a até o quarto dos bebês.
Sophie foi tomar banho a mando de Bella e minha mãe, Alice e Rosalie foram se preparar para o jantar.
Minha menina trocou a roupa de Kimberlly, enquanto eu fazia o mesmo com Joshua e em pouco tempo, nossos filhos estavam acomodados confortavelmente no berço, dormindo como anjos.
_ Ainda bem que eles são calmos, caso contrário eu estaria em sérios apuros..._ Bella comentou, olhando para os bebês adormecidos e eu sorri, abraçando-a por trás e descansando meu queixo em seu ombro.
_ Eles são perfeitos, amor. Em todos os sentidos._ Eu falei e ela se virou, rodeando meu pescoço com os braços e aproximando nossos rostos.
E no momento em que nossos corpos entraram em contato, o desejo por ela tomou conta de mim.
_ Claro que eles são perfeitos, pois são nossos... Frutos de um amor que parecia impossível, mas que se tornou forte, lindo e indestrutível._ Ela disse e eu beijei seus lábios macios, introduzindo minha língua em sua boca e me deliciando com seu sabor único.
Ficamos perdidos um no outro por vários minutos, até que eu separei nossos lábios e a encarei sorridente e esperançoso.
_ O que acha de um banho antes do jantar?_ Perguntei suavemente, esfregando meu rosto em seus cabelos e Bella se afastou de repente, indo até a janela.
Eu odiava quando ela fazia isso.
Desde que os bebês nasceram, ela não permitia que eu me aproximasse dela.
Minha menina ainda continuava sendo carinhosa, mas jamais permitia que eu a tocasse intimamente e isso já estava me deixando extremamente frustrado.
Eu conversara com meu pai a respeito e ele me pedira para respeitar seu espaço, pois Bella precisava se adaptar aos bebês e deixar de lado sua insegurança, devida a tantas mudanças que aconteceram no seu corpo e em sua vida.
Segundo ele, era difícil para minha esposa acreditar que eu ainda a desejava como antes, pois agora ela era mais que minha mulher, amiga e amante... Ela era mãe dos meus filhos e sentia-se temerosa em retomar uma relação íntima comigo.
Eu não a abordara diretamente ainda, mas ela sabia que eu queria muito fazer amor com ela outra vez.
Eu fiz de tudo para respeitar seu espaço, mas essa situação já estava me deixando irritado.
Extremamente puto, para dizer a verdade.
Eu temia perder a paciência e tomá-la a força.
Já fazia três meses que os bebês haviam nascido e sua quarentena terminara há séculos, me deixando ansioso e a ponto de explodir.
Não que eu fosse um tarado, mas eu tinha minhas necessidades, ora... E Bella estava me deixando louco.
Suspirei pesadamente e me dirigi para porta.
“Mulheres eram os seres mais complicados que existiam no mundo.” Pensei exasperado.
_ Encontro você no jantar._ Falei, tentando não soar irritado e fui para o meu quarto, antes que eu sacudisse minha menina pelos ombros, obrigando-a a deixar de ser tão absurda.
*****
Pov. Bella
Olhei frustrada para a porta por onde meu marido saíra e soltei um longo suspiro.
Eu sabia que Edward estava a ponto de perder a paciência com minhas recusas, mas eu não me sentia muito segura para ficar nua na sua frente e me entregar a ele como antes.
Eu tinha obrigações como esposa, mas o medo da rejeição estava superando qualquer outra necessidade que eu tivesse.
E eu precisava dele.
Muito.
Sentia falta dos nossos momentos de amor e das noites que passávamos horas e horas perdidos um no outro.
Ele demonstrara várias vezes que queria algo mais íntimo comigo, mas não me dissera isso com todas as letras e este fato fazia com que todas as minhas inseguranças aflorassem, me impedindo de me entregar como eu realmente gostaria.
Eu sabia que ele me amava, pois Edward fazia questão de repetir isso todos os dias...
Mas, será que ele ainda me desejava como mulher?
Será que ele me via como algo mais do que mãe dos seus filhos?
Será que ele apenas não se sentia na obrigação de deitar-se comigo?
Deus!
Eu ia ficar louca se desse ouvidos aos meus pensamentos malucos e contraditórios.
Respirei fundo e segui a passos decididos para nosso quarto, resistindo à vontade de me juntar com ele no banho.
Do jeito que ele saíra irritado do quarto, era bem capaz que ele me rejeitasse mesmo e me expulsasse do banheiro.
Fui até o armário e tirei de lá uma caixa que eu ganhara de Rosalie depois do nascimento dos meus bebês.
Abri cuidadosamente a tampa e segurei nas mãos a camisola mais ousada que eu já vira em toda minha vida.
Ela era rendada e transparente e, certamente deixaria muito do meu corpo a mostra, o que era algo que eu queria muito evitar.
Meu corpo estava muito diferente.
Meus seios estavam maiores, minha barriga estava um pouco estranha e eu tinha manchas pelo corpo que estava demorando a desaparecer.
Mas, segundo minha cunhada, essa peça seria infalível para que eu seduzisse meu marido e o trouxesse novamente para meus braços, independentemente de qualquer imperfeição do meu corpo.
E levando em consideração a reação de Edward às minhas recusas, ele não precisaria ser seduzido.
De qualquer forma, eu usaria a camisola, pois talvez ousadia fosse o que eu precisava para me sentir mais segura e me entregar outra vez para Edward.
*****
Edward estava zangado comigo.
Quase não me dirigira à palavra durante o jantar e não me ajudara a cuidar dos bebês, como fazia todas as noites.
Eu tivera que trocá-los e alimentá-los sozinha, pois Edward se recusara a sair do escritório.
Eu entendia sua irritação, mas seu afastamento só me deixava ainda mais insegura.
Depois de verificar se estava tudo certo com meus bebês, fui até o quarto de Sophie lhe desejar boa noite.
Minha pequena já dormia e, portanto, tudo que eu fiz foi dar-lhe um beijo carinhoso e cobri-la, de forma que seu sono agitado não permitisse que ela passasse frio à noite.
Na verdade, eu estava adiando minha ida até meu quarto, sem conseguir entender porque eu estava com tanto medo.
Era Edward, afinal... O homem que eu mais amava na vida e que nunca me faria mal.
Suspirei, tomando coragem e segui apressadamente para meu quarto.
Vesti a camisola, depois de passar creme de morango pelo meu corpo todo, pois sabia que Edward gostava daquele cheiro em mim. Soltei meus cabelos, que caíram fartos até minha cintura e encarei minha imagem no espelho, me sentindo extremamente nervosa, como uma virgem inocente.
Sorri com o pensamento.
É claro que eu não era mais virgem, pois Edward cuidara, e muito bem, desse aspecto.
Senti meu rosto esquentar e me perguntei se um dia eu teria o perdão de Deus, já que eu estava me provando uma depravada de primeira.
Mas, como Edward dissera várias vezes, o que acontecia em nosso quarto não dizia respeito a ninguém.
Respirei fundo e fui esperá-lo debaixo das cobertas.
E nesse momento, eu só queria que ele não demorasse.
Depois de algum tempo, quando meu nervosismo já estava alcançando níveis exorbitantes, Edward entrou, dirigindo-se diretamente para o banheiro e me ignorando completamente.
Tentei não ligar para a dor que isso me causou e levantei-me de um pulo, desligando todas as luzes do quarto e abrindo a cortina para que a claridade da lua entrasse.
Me coloquei de costas para a janela, respirei fundo e esperei.
Ele saiu do banheiro e foi direto para cama.
Mas, quando viu que eu não estava lá, ele olhou em volta a minha procura, e ficou completamente paralisado quando me encontrou.
_ Bella..._ Ele sussurrou, me olhando de cima a baixo com os olhos cheios de desejo e eu respirei fundo, tentando não perder a coragem.
_ Eu sei que você deseja fazer amor comigo outra vez e como sua esposa, eu não posso me negar a fazê-lo... Mas, eu tenho inseguranças... Eu sou boba e sei disso. Não tenho certeza se você ainda me acha bonita, se..._ Eu comecei a gaguejar, me perdendo nos pensamentos e ele se aproximou, abraçando meu corpo com força e me impedindo de continuar.
_ Você é linda e eu te amo. Isso jamais vai mudar, Bella... Eu sempre vou desejar você. Sempre. Você realmente é uma boba se pensa que o que eu sentia por você mudou de alguma forma, pois não mudou. Ele apenas cresceu. Você sempre será minha menina linda, minha amiga, amante, mulher e mãe dos meus filhos e meu desejo por você nunca vai desaparecer... Eu te amo._ Ele falou e me beijou.
E eu me deixei levar, sabendo que ele tinha razão e que os sentimentos que nutríamos um pelo outro jamais iriam mudar.
Eu não podia curar minhas inseguranças, mas me esforçaria para ser o que ele esperava e sempre confiaria em meu capitão.
Edward me salvara da dor e do sofrimento e de uma forma muito bonita, mudara minha vida.
E eu seria sua para sempre.
Logo ele me levou para a cama e retirou minha roupa lentamente, acariciando todo o meu corpo com toques e beijos.
Ele parecia gostar do que via e eu me senti satisfeita por ter me produzido para agradá-lo.
Eu gemia baixinho, completamente entregue às sensações que ele me causava e me dando conta do quanto Edward me fazia falta.
Era muito bom estar novamente com ele.
E de repente, tomada pela certeza que meu capitão me desejava, eu me virei em seu colo e assumi o controle.
Tirei suas roupas e o toquei da forma como eu tinha vontade, deixando de lado qualquer medo e qualquer insegurança boba.
Edward era meu, me amava e me desejava e isso jamais iria mudar.
_ Você é linda..._ Ele sussurrou, passando as mãos pelos meus seios e por minha barriga e eu me inclinei para beijá-lo, roçando meu corpo nu nos pelos de seu peito e sentindo todo meu corpo se arrepiar e ser tomado por espasmos deliciosos.
Peguei seu membro entre as mãos e o acariciei da forma como eu sabia que ele gostava e Edward gemeu, apertando meu corpo e inclinando a cabeça para trás.
Certa vez, ele me beijara intimamente, me causando sensações incríveis e eu queria retribuir esse gesto, fazendo-o alcançar o céu, da mesma forma que ele fizera comigo.
Respirei fundo e levei seu membro até minha boca, chupando-o com cuidado.
Edward arregalou os olhos por um momento e segurou meus cabelos com força, me estimulando a continuar.
Logo, ele gemia e suspirava tanto, que eu pensei que estivesse prestes a ter um ataque, mas quando senti um líquido quente escorrendo por minha garganta, eu percebi que seus gemidos eram de puro prazer.
Engoli tudo e subi por seu corpo, dando beijos suaves por toda a extensão do seu torso e chegando até a sua boca, que estava decorada com um lindo sorriso satisfeito.
_ Você vai me matar... Primeiro essa camisola... E agora isso._ Ele falou ofegante e eu sorri, beijando seu rosto.
_ Não vou matá-lo, amor... Só quero satisfazê-lo... Sempre._ Eu falei e o beijei, envolvendo-o em meus braços e deixando claro o quanto eu o desejava.
Ele beijou todo meu corpo e quando já estávamos quase explodindo de desejo, ele me penetrou, fazendo com que eu gemesse de prazer e de dor.
_ Eu lhe machuquei?_ Ele perguntou ofegante e eu sorri, beijando seus lábios.
_ Não. Só ardeu um pouquinho... Acho que é porque eu tive bebês há pouco tempo._ Eu respondi e ele sorriu, começando a se movimentar novamente e logo a dor havia sido completamente esquecida.
Eu gemia a cada investida, tentando controlar o som para que ninguém nos ouvisse, pois eu ainda tinha vergonha que as pessoas soubessem o que Edward e eu fazíamos a noite.
Ele abafava os gemidos nos meus cabelos, me apertando com força e tentando não ser escandaloso, pois ele conhecia minhas neuras.
Quando eu cheguei ao clímax, Edward aumentou o ritmo das investidas e saiu de mim, gozando em minha barriga e gemendo auto.
Eu era só pulsação e sensações.
Fiquei deitada sobre os lençóis embolados, com um sorriso satisfeito nos lábios, enquanto Edward saia da cama e ia atrás de um pano úmido para me limpar.
Depois, ele se deitou e me puxou para seus braços, me fazendo descansar a cabeça em seu peito.
_ Senti tanto sua falta, minha menina linda..._ Ele falou, beijando meus cabelos e eu suspirei, me sentindo culpada por ter privado a nós dois do prazer de estarmos juntos dessa forma.
_ Me perdoe, Edward. Meu corpo, depois da gravidez, ficou muito estranho... Eu temia que você não desejasse da mesma forma...
_ Tudo bem, Bella... Mas, jamais pense isso outra vez. Eu lhe amo e vou amá-la sempre, você estando gorda, magra, careca ou banguela... Nosso amor vai além de qualquer característica física._ Ele falou e eu sorri, me sentindo sonolenta.
_ Obrigada por me amar, capitão... Obrigada._ Eu sussurrei e ele beijou meu cabelo mais uma vez, me embalando enquanto eu me entregava ao sono.
Só esperava que nada atrapalhasse nossa felicidade outra vez, pois não havia a menor possibilidade de eu viver sem meu capitão.
E, embora eu soubesse que nem tudo seria perfeito para sempre, eu aproveitaria o agora, pois no momento, só o presente importava.


Bem... É isso.
Até o próximo.
Beijos!

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