THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 28

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama


Capítulo 28
Pov. Bella
Meses depois.
Quando os problemas acabam, a vida de qualquer pessoa torna-se quase perfeita e quem reclama da rotina não sabe dar valor às coisas simples e realmente boas da vida.
Depois de tanto sofrimento, tudo o que eu podia fazer era agradecer a Deus e ao destino por ter encontrado Edward e poder formar uma família maravilhosa ao seu lado.
Nossos bebês cresciam lindos e saudáveis e não existia no mundo melhores momentos do que aqueles passados ao lado do meu marido e dos nossos filhos.
Muitas vezes, eu desacreditara da possibilidade de vir a ter uma família de verdade, mas a vida me provara que quando menos se espera, seus sonhos mais ocultos podem virar realidade.
Não devemos jamais subestimar o poder dos contos de fadas, pois eles existem de fato.
Basta acreditar.
E ainda que muitas bruxas e feiticeiros do mal atravessem seu caminho, tentando destruir sua felicidade, como nos livros, tudo acaba dando certo no final, pois se há amor, não existem barreiras para alcançar a felicidade.
E eu amo meus filhos e sou completamente apaixonada por meu capitão, que mesmo contra todas as possibilidades, fez de mim uma mulher especial, dona do seu coração e do seu destino.
Edward se saíra um grande marido e pai, afinal, e todos os medos que um dia ele me revelara, mostraram-se infundados.
Eu não morrera no parto. Renée, Charlie e a família Denali não conseguiram nos separar e hoje, tudo se resumia em nossa união e felicidade.
Eu era tão feliz, que ás vezes era difícil lembrar-me da minha vida passada.
Hoje, não existia nem fome, nem pobreza, nem dor, nem frio, nem abandono e nem solidão.
Minha vida se passava em meio a uma sucessão de dias maravilhosos, dos quais eu não me cansava de agradecer.
Não é como se nunca mais tivéssemos tido nenhum problema.
Até porque, eu era casada com um homem teimoso, ciumento e cabeça dura, o que tornava normal uma discussão e desentendimento de vez em quando.
Mas, nós tínhamos amor o suficiente para enfrentar as lutas diárias sem ofensas e mágoas e, dessa forma harmônica, nossa vida seguia.
Edward era um pai presente, participativo e adorava os filhos de uma maneira que eu jamais pensei que fosse possível.
Meu capitão era, sem dúvidas, um modelo de pai a ser seguido e eu me orgulhava de ser a mãe dos seus filhos.
Todos na casa adoravam meus bebês, inclusive Sophie, que se mostrara uma irmã cuidadosa e dedicada desde a chegada dos gêmeos.
Minha pequena estava sempre atenta aos irmãos e se eles chorassem por algum motivo, ela procurava imediatamente algum adulto para socorrê-los, caso ninguém estivesse por perto.
Ela ainda tinha um pouco de ciúmes, mas imagino que este sentimento logo fosse se acabando.
Pelo menos, era o que eu esperava.
Até porque, eu fazia de tudo para que ela percebesse que sempre teria meu amor de mãe, não importando quantos filhos seu pai e eu tivéssemos.
Sophie seria sempre minha primeira princesinha.
Edward beijou a barriguinha de Joshua mais uma vez, levando nosso bebê a gargalhar contente e o som chamou minha atenção, me fazendo deixar de lado os devaneios e encará-los com um sorriso bobo nos lábios, enquanto amamentava Kimberlly.
Era assim todas as manhãs, desde que os bebês nasceram há oito meses.
Enquanto eu alimentava um deles, Edward trocava a frauda e as roupinhas do outro, me ajudando a tomar conta dos nossos filhos como jamais eu vira algum homem fazer.
Emmett vivia zombando dele, dizendo que seus cuidados excessivos com os bebês eram coisas de maricas, mas Edward não ligava.
Segundo ele, eu não fizera nossos filhos sozinha e, portanto, ele tinha a obrigação de me ajudar.
Eu gostava de sua contribuição, pois isso o deixava mais próximo dos filhos e de mim e eu duvidava muito que ele fosse virar maricas apenas por trocar algumas fraudas.
Pelo contrário.
A cada dia que passava eu estava mais apaixonada e admirada pela coragem, força e determinação do meu capitão em aprender coisas tão simples e rotineiras como prender o alfinete de uma frauda, embalar os filhos até que dormissem, alimentá-los, banhá-los...
Essas atitudes tornavam-no ainda mais atraente aos meus olhos e alimentavam intensamente o desejo que eu sentia por ele.
_ Quem é o príncipe do papai? Quem é?_ Edward perguntou para Joshua, que se arreganhou ainda mais para o pai, soltando pequenos gritinhos e chamando a atenção da irmã, que largou meu seio e encarou atentamente os dois.
Edward havia trocado-a e ela já tinha ganhado toda essa atenção do pai, mas parecia nunca se cansar de estar em seu colo e receber seus mimos.
Ele era apaixonado por ela e era totalmente correspondido, já que Kim, como nós a chamávamos, não podia ouvir a voz do pai para que se derretesse toda por ele.
Eu me sentia excluída às vezes, já que meus bebês pareciam preferir o pai, mas eu sabia que isso era bobagem, pois eu era importante para meus filhos, assim como Edward.
_ Já está satisfeita, meu amor?_ Perguntei baixinho, passando o dedo por sua cabecinha e minha pequena sorriu para mim, fazendo com que meu coração derretesse até a última gota.
Kimberlly era tão calma e tão parecida comigo, que às vezes eu ficava impressionada.
Segundo Edward, até o seu sorriso lembrava o meu e ele se deliciava, afirmando que não havia nada mais perfeito do que ter uma filha que era uma miniatura minha.
_ Ela vai ser a menina mais linda do mundo..._ Era sempre o que ele dizia, me fazendo corar envergonhada e agradecer ao elogio indireto com um murmuro sem graça.
Suas palavras me faziam acreditar que ele me considerava bonita e era muito bom ser elogiada por , por meu marido, pois eu tinha a necessidade de me sentir amada e desejada.
Nossa vida íntima ia muito bem, mas era sempre bom sentir-se bonita e confiante diante dele.
Às vezes, minha velha insegurança batia e, nesses momentos, apenas as palavras carinhosas e o desejo que eu sabia despertar em Edward, eram capazes de curá-la.
Suspirei levemente e encarei os dois homens da minha vida que se divertiam um com o outro.
_ Eu acho lindo vê-los juntos..._ Comentei, e Edward me encarou, sorrindo.
_ Quero aproveitar meus filhos... Eles crescem tão rápido. Não quero jamais negligenciá-los como fiz com Sophie..._ Ele falou e eu estreitei meus olhos para ele.
_ Você não a negligenciou, Edward. Apenas, passou por um momento difícil, preferindo deixá-la longe a fazê-la sofrer._ Falei pela milésima vez e ele suspirou tristemente, segurando Joshua com um pouco mais de força.
Eu sabia que meu capitão ainda sentia-se culpado por ter deixado Sophie tanto tempo no internado, mas nossa filha já superara essa fase e hoje era uma criança feliz, já não se lembrando da época que ficara interna e não guardando nenhum ressentimento em relação ao pai.
E Edward precisava superar essa fase também e se dar conta do quanto ele era maravilhoso com ela e com nossos caçulas.
_ Você já recuperou o tempo perdido com Sophie, amor. Pare de se martirizar com isso. Ela nem se lembra da época em que ficava no colégio._ Eu falei suavemente, desejando abraçá-lo e ele me encarou tristemente.
_ Mas, eu ainda me lembro e me sinto péssimo por isso. É como se eu a tivesse rejeitado por desconfiar que ela não era minha filha. Eu fui um canalha, pois apesar de tudo, Sophie era apenas um bebê indefeso e precisava de amor._ Ele falou atormentado e eu continuei encarando-o, tentando encontrar uma forma eficiente de atenuar sua culpa.
Nós nunca mais havíamos tocado no assunto da paternidade de Sophie, pois tratava-se de um assunto delicado.
Eu sabia de detalhes desconhecidos a Edward, e sabia também, que segredos não eram saudáveis em um casamento, mas eu tinha medo da reação dele ao saber quem era o verdadeiro pai de sua filha.
Eu só esperava que depois de tomar conhecimento da verdade, Edward não a tratasse de forma diferente, pois isso, certamente, abalaria as estruturas de nossa vida a dois.
_ Edward, você não faz ideia de quem seja, na verdade, o pai de Sophie?_ Perguntei baixinho e ele sacudiu a cabeça levemente.
Eu não queria tocar nesse assunto, pois eu temia trazer-lhe lembranças desagradáveis a respeito da falecida esposa.
Edward, apesar de tudo o que acontecera em seu primeiro casamento, parecia respeitar a memória de Elizabeth e eu temia que isso desaparecesse quando ele descobrisse que, James, uma pessoa que ele desprezava, esteve intimamente envolvido com ela e Ra o pai da menina que nós criávamos como filha.
Contudo, conversar sobre isso poderia servir para exorcizar, de uma vez, a culpa que Edward sentia por ter deixado Sophie no internato.
_ Não. Eu nunca soube quem era o amante de Elizabeth. Eu desconfio que meus pais saibam, mas eles nunca me disseram e nem meus sogros. Os pais da minha esposa tinham muita vergonha de tudo o que havia acontecido na vida da filha e preferiram esquecer._ Ele respondeu minha pergunta depois de uns minutos e eu voltei a encará-lo.
_ Eles não quiseram Sophie?_ Perguntei, já um pouco revoltada e Edward sorriu com ironia.
_ Não. Segundo eles, era a vontade de Elizabeth que Sophie ficasse comigo. Mas, a verdade é que meus sogros não quiseram ficar com a prova da infidelidade da filha. Eles tinham medo do que toda a sociedade americana iria dizer sobre o comportamento inadequado de Elizabeth, tanto que após a morte da minha esposa eles mudaram-se para a Europa e nunca mais vieram visitar a neta. Acho que eles nunca a conheceram._ Edward falou e eu senti muita raiva desses avós tão desnaturados.
Eu nunca os havia visto, mas sentia um desprezo enorme por eles, já que ignoraram uma criança apenas para se livrarem do preconceito de uma sociedade moralista e cruel.
Sophie seria abandonada a própria sorte, caso Edward não quisesse assumir a responsabilidade por ela e isso era muito injusto.
Minha pequena poderia estar em um abrigo ou orfanato e não teria o brilho especial e inocente que toda criança deveria ter.
_ Eles não deviam tê-la abandonado. Tenho certeza que ela apreciaria ter algum contato com a família da mãe._ Eu falei e Edward suspirou, exasperado.
Acho que esse não era o assunto preferido dele.
_ Você é a mãe dela, Bella. Não quero que meus ex-sogros se aproximem de Sophie e a tratem como Elizabeth era tratada. Minha filha é bem mais do que uma bonequinha de luxo, criada sob os padrões da sociedade para ser entregue a um bom casamento no futuro. Eu quero que Sophie faça suas próprias escolhas e seja livre para se apaixonar, pois hoje eu sei o valor que um grande amor possui._ Ele falou me encarando atentamente, com aquele sorriso de lado que eu tanto amava e eu senti meu coração disparado diante de suas belas palavras.
Edward era sempre tão romântico que, às vezes, eu me perguntava se ele era real e se eu merecia seu amor.
_ Eu também quero que Sophie se apaixone, pois não existe nada melhor nesse mundo do que a sensação de amar e ser amada por alguém..._ Eu falei sorrindo para ele e recebendo um olhar de gratidão e ternura em troca.
Ficamos em silêncio por alguns minutos até que Edward falou, e eu senti meu coração gelar.
_ Alice sabe quem é o pai de Sophie._ Ele declarou, de repente e eu o encarei, assustada.
Ai meu Deus!
_ Por que diz isso?_ Perguntei suavemente, tentando não deixar transparecer o nervosismo por tê-lo tão perto da verdade.
_ Eu sei que minha irmã acompanhava Elizabeth em seus passeios e, provavelmente, viu esse homem em algum momento. Mas, ela nunca vai me dizer. Imagino que Alice pense que eu vá rejeitar Sophie, caso eu saiba.
Esse era meu medo também.
Eu temia que quando Edward soubesse que James era o verdadeiro pai de Sophie, ele não gostasse dela da mesma forma.
_ Mas, você jamais a rejeitaria, não é?_ Perguntei e ele sorriu, levantando-se, e se aproximando de mim.
_ Jamais. Ela poderia ser filha do meu pior inimigo... Eu nunca seria capaz de rejeitá-la, meu anjo, pois eu a amo._ Ele falou suavemente e beijou meus lábios.
Eu me sentia aliviada por ter certeza dos seus sentimentos por Sophie, mas eu ainda não tinha coragem de contar-lhe que eu sabia quem era o verdadeiro pai da nossa princesinha, pois eu tinha certeza que Edward iria se revoltar com o fato.
James estava ligado não só a Sophie, mas também a nossa história e eu sabia que Edward desprezava aquele homem de muitas maneiras.
Eu estava sendo uma covarde e isso poderia me trazer problemas futuros, mas por enquanto eu ia me manter calada.
De qualquer forma, aquele soldado asqueroso estava longe de nós e não poderia nos fazer mal.
_ Não fique pensando bobagens, Bella. Eu amo todos vocês e não importe por quantos problemas nós passarmos... Esse amor jamais irá mudar ou diminuir._ Edward falou suavemente, beijando minha testa e eu sorri, aliviada e feliz por ter a certeza do seu amor.
Depois de tudo o que vivemos, eu acho que merecíamos um pouco de paz, sem sermos assombrados com lembranças dolorosas do passado.
James e todos os outros problemas seriam deixados para depois.
Nesse momento, eu só queria curtir meu marido, meus filhos e esse trecho perfeito do meu próprio conto de fadas.
_ Bem... Eu tenho que trabalhar agora._ Edward falou desanimado depois de algum tempo e depositou nosso bebê sobre a cama._ Tchau, campeão._ Ele falou, beijando a testa do filho e recebendo gritinhos animados em resposta.
Eu sorri com a cena, sentindo todo o amor que eu sentia por eles transbordando.
Depois, ele veio até mim e abaixou-se para beijar o rostinho de Kimberlly.
_ Tchau, minha linda._ Ele falou e em seguida, subiu o rosto, beijando meus lábios suavemente e fazendo meu corpo todo arrepiar-se._ Até mais tarde, amor._ Ele sussurrou, em uma promessa e meu corpo foi tomado por arrepios deliciosos, me fazendo sorrir, envergonhada.
Eu adorava o cair da noite, pois era nos momentos passados nos braços de Edward, quando estávamos sozinhos no nosso quarto, que eu me sentia realmente viva.
_ Até..._ Respondi fracamente e ele sorriu de lado, sabendo que eu tinha entendido perfeitamente a promessa de mais uma noite perfeita em suas simples palavras.
Minha vontade era prendê-lo naquele quarto e não deixá-lo sair nunca mais.
Era incrível como Edward havia conseguido despertar em mim toda a sensualidade e desejos adormecidos, tornando-me completamente dependente dos seus beijos, abraços e carícias.
Eu ainda tinha receio quanto aos pecados, pois fora criada a vida toda pensando que isso era algo errado. Mas, se me fazia tão bem, como podia não ser certo?
Então, depois de me auto condenar por muito tempo, eu decidira que não importava mais.
Edward me desejava, me amava e me respeitava e como todos os seus sentimentos eram prontamente correspondidos por mim, tudo o que eu podia fazer era me entregar ao prazer de estar com ele da forma mais íntima e deliciosa que eu conhecia.
Eu me entenderia com Deus mais tarde.
Suspirei pesadamente, deixando de lado meus pecados, e tratei de colocar meus pimpolhos para dormir.
Eles acordavam muito cedo e se não dormissem o suficiente, ficavam enjoados.
Mais tarde, eu viria para dar banho neles com a ajuda da babá e alimentá-los e só depois de disso, que eu os colocaria no chão para que brincassem.
Edward mandara recobrir o assoalho do quarto com um carpete fofo e meus bebês adoravam ficar sobre ele, divertindo-se com seus brinquedos coloridos, com as próprias mãos ou com os pezinhos.
Eles já se sentavam sozinhos e começavam a dar os primeiros sinais que iriam engatinhar em breve e eu achava muito fofo seus trejeitos desajeitados.
Mas, mesmo sabendo que eles já estavam firmes e que uma queda não os machucaria, devido ao revestimento do chão, eu os cercava com muitas almofadas e travesseiros e não deixava de observá-los nem um minuto sequer.
Ângela, a babá que me ajudava com os gêmeos, também estava sempre atenta para evitar que meus filhos corressem qualquer perigo.
Confesso que fora contra sua contratação, pois me sentia plenamente capaz de cuidar dos meus filhos, sozinha, mas Edward e Esme me convenceram que uma ajuda com os bebês seria de grande valia, pois apesar de eles serem calmos, duas crianças davam bastante trabalho.
Ela me ajudava durante os passeios, evitando que desconhecidos se aproximassem de Joshua e Kimberlly e me ajudando a controlá-los.
Meus pequenos se encantavam facilmente com a quantidade de cores e pessoas nas ruas e sempre ficavam mais agitados quando saíamos de casa.
Edward nem sempre podia me acompanhar e, portanto, eu já me acostumara com a presença de Ângela e podia dizer até que nos tornamos ótimas amigas.
Esme, Alice e Rosalie sempre estavam comigo, mas, como agora estavam envolvidas nos preparativos do casamento de Alice e Jasper, o tempo delas era limitado e os cuidados com os gêmeos acabavam ficando comigo e com Ângela.
Jacob continuava afastado do exército e junto com Paul, outro soldado contratado por Edward, fazia minha segurança e dos meus filhos.
Eu não tinha a permissão para sair sozinha, sem estar acompanhada por um deles, pois Edward ainda temia que Renée quisesse me fazer mal.
Ela continuava na cidade e apesar de nunca mais ter dado notícias, eu sabia que ela não desistiria do seu intento tão facilmente.
Mais cedo ou mais tarde ela daria o ar da graça e, segundo Edward, nós precisávamos estar preparados e protegidos.
Depois de acomodar meus bebês no berço, voltei para meu quarto, me vesti e desci para tomar meu café, pois estava faminta.
Toda essa atividade matinal, relacionada aos bebês e essa conversa séria, mexeram com meu apetite mais do que deveria.
Há essas horas, meu corpo já havia voltado bastante ao normal, mas se eu continuasse comendo desse jeito, acabaria virando uma bolinha.
_ Bom dia, querida._ Esme me cumprimentou quando me viu e eu sorri.
_ Bom dia, Esme._ Falei, me sentando e me servindo de panquecas e suco de laranja.
_ Onde estão meus netos?
_ Dormindo._ Respondi e ela sentou-se ao meu lado, servindo-se de suco também.
_ Nessa idade, bebês costumam dormir bastante mesmo. São durante as horas de sono que eles crescem._ Esme comentou e eu sorri mais uma vez.
_ E eles estão crescendo bastante. Ficando, a cada dia, mais lindos._ Eu falei e Esme sorriu largamente.
_ Isso é verdade. Joshua, a cada dia que passa, fica mais parecido com Edward e como não podia deixar de ser, ele é lindo... Perfeito._ Ela falou orgulhosa e eu sorri mais uma vez, representando bem meu papel de mãe coruja. Joshua realmente era a cara do pai, o que o tornava ainda mais bonito aos meus olhos._ Já Kim, é toda sua cara e é igualmente linda.
_ Se isso é um elogio, obrigada._ Gracejei e ela riu.
_ De nada, Bella. Eu estou apenas sendo sincera._ Ela falou e eu sorri mais uma vez, me sentindo imensamente feliz por saber que agora, nossa relação era de cumplicidade e amizade.
A conversa que eu tivera com Edward não me saia da cabeça e eu me perguntava se Esme realmente sabia que James era o verdadeiro pai de Sophie.
Olhei discretamente para minha sogra, que estava concentrada em um livro de receitas e suspirei.
Eu não tinha certeza se os Cullen sentiam-se a vontade em tocar nesse assunto, e por isso, sentia-me tímida em começar uma conversa com Esme a esse respeito.
Talvez, ela tivesse gostado muito de Elizabeth e não apreciasse ver a memória da nora manchada com lembranças e fatos ruins.
O melhor era deixar esse assunto prá lá, pois o amor de todos por Sophie jamais mudaria, independentemente do sangue que corresse em suas veias.
_ Vocês vão sair hoje?_ Perguntei e Esme suspirou.
_ Sim. Vamos escolher as flores do casamento. Quando meus filhos se casaram, eu não tive que planejar festa nenhuma. Os pais de Elizabeth se encarregaram de tudo e Rosalie e Emmett optaram por algo discreto. Você e Edward também não tiveram festa, o que me torna bastante inexperiente nesses assuntos. Se eu soubesse que casar uma filha dava tanto trabalho, eu teria enviado Alice para um convento._ Esme falou e eu gargalhei, não imaginando minha pequena cunhada em um retiro religioso.
Ela certamente enlouqueceria todas as freiras e noviças.
_ Não imagino Alice sendo freira._ Eu falei e foi a vez de Esme rir.
_ Nem eu. Apesar de sempre termos reprimido nossa filha, tentando adaptá-la aos padrões que a sociedade exige para uma mulher, Carlisle e eu nunca conseguimos, de fato, controlá-la. Alice é uma força irrepreensível da natureza e sua personalidade única não permite que ela seja padronizada. Pra falar a verdade, eu tenho até pena de Jasper. Apesar do seu jeito durão, ele vai passar poucas e boas com a futura esposa._ Esme falou divertida e eu sorri, me sentindo satisfeita por saber que ela tinha razão quanto ao futuro genro.
Quem sabe, ao viver com uma criaturinha intensa como Alice, o capitão Jasper não se tornava mais humano.
Ele ainda era o mesmo homem cruel que eu conhecera em tempos de guerra e eu temia que Alice sofresse em suas mãos.
Mas, depois de conhecê-la bem, acho que quem sofreria, seria seu marido.
Terminei meu café e, quando estava quase me levantando, Alice apareceu, seguida de Rosalie e Claire, que ao me ver, correu em minha direção.
Fazia pouco tempo que ela dera os primeiros passinhos e sempre que me via, pedia por meu colo.
Eu a adorava e não me importava de cuidar dela de vez em quando, já que Claire era muito doce e comportada.
_ Mamãe, vamos, pois estamos atrasadas._ Alice declarou e Esme revirou os olhos, levantando-se e ajeitando o vestido.
_ Você está atrasada, Alice. Eu já me levantei há bastante tempo e estava apenas a sua espera._ Minha sogra declarou e minha cunhada fez uma careta para a mãe.
_ Eu sou a noiva. Preciso dormir bastante para ficar bela. Mas, agora já acordei e nós temos que ir, antes que o floricultor venda minhas flores para outra noiva.
_ Quando o dia desse casamento chegar você estará bela e eu e Rosalie estaremos estressadas, enrugadas e grisalhas..._ Esme falou eu ri, escondendo minha boca no corpinho de Claire.
_ Vocês são muito exageradas._ Alice declarou, revirando os olhos e Esme bufou, indo em direção à porta e desistindo de discutir com a filha.
Alice a seguiu e Rosalie veio em minha direção para se despedir da filha.
_ Tem certeza que não tem problema em ficar com ela, Bella?_ Minha cunhada perguntou e eu sorri, tranquilizando-a.
_ Tenho sim. Claire é muito calminha... Vá tranquila, pois logo a Ângela chega pra me ajudar e se essas flores sumirem, Alice morre._ Eu falei e Rosalie sorriu, abaixando-se e beijando o rosto da filha.
_ Então, até mais tarde... Tchau, minha linda._ Ela falou e foi apressadamente em direção à porta, onde Alice e Esme a esperavam.
_ Pois é, Claire... Agora somos só nós duas. O que acha de brincarmos lá no seu quarto?_ Eu perguntei suavemente e Claire sorriu, saindo do meu colo e indo em direção as escadas.
Eu sorri e a segui, feliz por estar rodeada de tantas crianças lindas e de uma família, que apesar de maluca, eu amava demais.
*****
Pov. Edward
Minhas manhãs eram sempre tão perfeitas que eu odiava cada dia mais vir para o trabalho.
Eu tinha muito que agradecer ao meu posto de capitão, pois foi por ele que eu conhecera minha menina e tivera, desde então, os melhores momentos da minha vida.
Mas, ultimamente, minha carreira estava me incomodando bastante.
O fato de eu participar de eventos tão cruéis como a guerra, estava me fazendo perder o encanto que eu sempre tivera por minha carreira.
Eu queria que meus filhos tivesse orgulho de mim, mas isso não aconteceria quando soubessem o número de pessoas que eu ajudara matar.
E eu também não queria deixar Bella preocupada quando eu fosse convocado para algum conflito armado.
Não queria, muito menos, que minha menina e meus filhos ficassem sozinhos e desamparados caso eu morresse em batalha.
E todos esses motivos estavam me fazendo repensar minha vida.
Eu poderia fazer várias coisas.
Ainda era um homem jovem e nada me impediria de estudar e ingressar em uma nova profissão.
Minha família era rica e depois de tantos anos trabalhando sem ter muitos gastos, eu podia dizer que possuía uma pequena fortuna guardada, o que me permitiria ficar algum tempo sem trabalhar e mesmo assim, continuar oferecendo todo o conforto para minha esposa e meus filhos.
Talvez, meu pai ficasse decepcionado com minha decisão, já que sempre se orgulhou por eu ser um militar e seguir os seus passos no exército, mas, no momento eu precisava pensar nos meus filhos e na minha menina, pois eu tinha prometido protegê-la para sempre e, para isso, eu precisava estar do seu lado.
Eu ainda não estava convencido que aquela maluca de sua madrasta a deixaria em paz e eu precisava garantir sua segurança.
Bella era importante demais em minha vida para correr qualquer perigo.
Respirei fundo e pensei na conversa que tivemos sobre Sophie.
Eu queria me redimir de todas as formas com minha filha e tornar sua vida perfeita, para compensar todo o tempo que eu a deixara no internato.
Bella me garantira que Sophie não guardava nenhum ressentimento, mas o fato era que eu não podia ter certeza.
Minha consciência sempre me acusaria por minha negligência.
Eu não sabia quem era o verdadeiro pai de Sophie, mas isso não importava.
Desde o momento em que eu resolvera assumi-la, ela passara a ser minha e seja quem for que tenha engravidado Elizabeth, simplesmente não merece o amor de minha filha, já que a abandonou e jamais procurou saber notícias suas.
E eu queria que esse homem continuasse longe, pois não precisava enfrentar problemas para ficar com uma criança que era minha por direitos adquiridos.
Respirei fundo e fechei os olhos, recostando-me à cadeira do meu gabinete, na base militar e tentando relaxar um pouco.
Ouvi batidas suaves na porta e me levantei para destrancá-la, levando um susto ao encontra a Sra. Forbes me encarando sorridente.
Eu não a via desde o fim da guerra, mas estava feliz por encontrá-la outra vez.
_ Posso entrar, capitão?_ Ela perguntou e eu saí do transe, dando passagem para que entrasse.
_ Claro, Sra. Forbes. Entre._ Falei, deixando-a passar e fechando a porta em seguida, puxando uma cadeira para que ela se sentasse._ O que faz por aqui?
_ Vim saber de você e de sua esposa. Já faz algum tempo que eu quero visitá-los, mas ainda não tinha tido oportunidade._ Ela explicou e eu sorri, me sentando a sua frente.
_ Nós estamos bem. Minha menina deu à luz a duas lindas crianças, que eu faço questão que você conheça. Passamos por alguns problemas, mas agora está tudo bem._ Eu falei e ela sorriu largamente, me fazendo sentir muito bem.
Ela sempre tivera o poder de me acalmar.
_ Esse casamento fez muito bem a você, capitão. E tenho certeza que mesmo tendo que enfrentar alguns problemas, o senhor está muito feliz._ Ela comentou e eu sorri mais uma vez.
_ Não tenha dúvidas disso. Eu amo minha esposa e nunca estive mais feliz.
_ Eu sempre soube que ela seria capaz de acabar com sua amargura e tristeza, capitão. Aquela menina chegou para transformar sua vida e fico muito feliz que ela tenha conseguido. Mas, me diga? Como vai Sophie?_ Ela perguntou e eu sorri mais uma vez.
A velha enfermeira conhecia a história do meu primeiro casamento e sabia sobre Sophie, sempre se mostrando preocupada com o bem estar de minha princesinha.
_ Ela está muito bem. Eu a tirei do internato e agora, ela vive com minha família e comigo. Sophie adora minha Bella e a considerou como mãe desde a primeira vez que a viu.
_ Isso é muito bom, capitão. Imagino que Bella sempre foi muito boa com Sophie, já que jamais faria uma criança sofrer como ela própria sofreu nas mãos de uma madrasta. O que me surpreende é saber que, mesmo aquela menininha não sendo sua filha de fato, o senhor a ama._ Ela falou admirada e eu sorri.
_ Eu não me importo com isso, Sra. Forbes. De um jeito ou de outro, eu gostei muito de Elizabeth e ela foi muito importante para mim. Infelizmente, meus sentimentos não foram correspondidos, mas Sophie não tem culpa de nada. Os avós não a quiseram e o pai dela nunca apareceu. E ela é minha filha, mesmo que não seja meu sangue que corre em suas veias.
A Sra. Forbes sorriu e pareceu satisfeita com minha resposta.
_ Isso é bom. Fico satisfeita que pense assim, principalmente por que Sophie é filha do mesmo soldado que tentou molestar sua menina na guerra. Isso mostra que o senhor tem capacidade de separar as coisas._ Ela respondeu e suas palavras me fizeram paralisar.
O que?
O soldado que tentara molestar Bella na guerra era James e Sophie não podia ser sua filha.
James vivia em New York e Elizabeth nascera em Washington. Não tinha como eles se conhecerem e terem um caso.
Isso era impossível.
_ Como sabe disso, Sra. Forbes?_ Eu perguntei, tentando manter a calma e ela me olhou séria.
_ Bem... Eu... Quando o senhor o agrediu, depois de ter salvado sua menina, o soldado James foi encaminhado para o posto médico. Como ele estava muito nervoso, eu precisei aplicar-lhe um sossega leão. Conforme o efeito do medicamento foi passando, ele começou a delirar e dizer o nome de sua falecida esposa. Eu... Bem... Eu fiquei curiosa e comecei a questioná-lo. E ele falou de um bebê e... Eu... Eu acho que essa criança é Sophie, afinal, sua filha é a única criança que Elizabeth teve._ A Sra. Forbes falou e eu senti minha respiração ser suspensa por longos segundos.
Meu Deus!
Será que isso era realmente possível?
Eu nunca entendi o ódio que o soldado James sentia por mim, afinal, sem nem mesmo me conhecer ele desenvolvera uma antipatia e sempre que podia, dificultava meu trabalho e minha vida.
E, agora, pensando sobre isso, era óbvio que Sophie se parecia com ele.
O mesmo tom de pele, a mesma cor dos olhos e dos cabelos.
Minha princesinha se parecia mesmo com James.
E isso era totalmente inesperado.
Eu só precisava descobrir qual fora o envolvimento de minha primeira esposa com esse soldado.
Pensar nisso, só me fazia sentir um pouco de nojo da minha primeira esposa.
Como ela tivera coragem de se envolver com alguém como ele?
Como ela pudera deixar de lado todo a amor e carinho que eu oferecera a ela para se entregar a uma criatura cruel como James?
Respirei fundo e fechei os olhos com força, tentando tirar de minha mente imagens dos dois juntos.
Isso era simplesmente abominável.
Será que minha vida nunca seria normal?
Será que eu seria condenado a viver sempre a mercê de descobertas bombásticas e problemas sem fim?
Lembrei-me mais uma vez da conversa que tivera com essa manhã e me perguntei se Bella sabia de alguma coisa.
Ela tivera uma reação muito estranha quando James se aproximara de Sophie no natal e pensei que talvez minha esposa pudesse desconfiar de alguma coisa.
Bella nunca me escondera nada e se por acaso ela soubesse disso e não me contara, eu me sentiria extremamente contrariado.
Mas, ela não faria isso.
Minha menina era uma pessoa sincera e jamais me esconderia algo tão sério.
_ Vejo pela sua relação e seu silêncio que o senhor não sabia de nada, não é?
Eu suspirei e balancei a cabeça lentamente.
_ Bem... Eu sinto muito por isso, mas uma hora o senhor acabaria sabendo. Só espero não ter lhe causado nenhum problema e que seus sentimentos em relação a Sophie não mudem._ A senhora Forbes falou preocupada e eu sorri, tentando tranquilizá-la.
_ Não. Tudo bem. É só que... Bem, essa revelação foi inesperada. Mas, fique tranquila. Como eu disse, Sophie vai ser sempre minha filha._ Eu falei e me levantei, indo até a porta e pegando meu casaco._ Vamos para minha casa. A senhora pode rever minha esposa e conhecer nossos filhos._ Eu falei e ela me encarou por alguns segundos, imagino que testando meu humor.
Quando percebeu que não tinha nada o que temer, e que eu não teria um ataque, levantou-se e me seguiu.
Eu respirei, aliviado e a conduzi pelas ruas de Washington, não me importando em deixar meu trabalho para trás, mesmo estando no meio do expediente.
Eu estava bem calmo por fora e até consegui manter um diálogo amigável com a velha enfermeira enquanto andávamos lentamente pelas ruas.
Mas, por dentro eu estava fervendo e morrendo de vontade de esclarecer alguns pontos com minha esposa e minha irmã.
Hoje, quando nos encontrássemos, teríamos muito que conversar.
Muito mesmo.
Eu só esperava que minha menina não tivesse me escondido nada, pois eu não gostava que houvesse segredos entre nós.
Eu confiava plenamente nela, mas isso precisava ser cultivado com sinceridade e transparência, se não, nosso casamento não funcionaria.
E ele precisava funcionar para o bem de nós dois...
Para o meu bem e para a saúde do meu coração.

1 comment :

  1. Ai meu deus. Ele nao pode ficar bravo com ela! Ela so estava com medo da sua reação! Por favor eles nao podem brigar! :(

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