THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO

Oie, meninas...
Um capítulo novo, direto de Recife para vcs...
Boa leitura!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 25
Pov. Edward
Isso seria mais difícil do que eu imaginava.
Ajudar Bella a trazer nossos filhos ao mundo não seria uma tarefa fácil, mas eu teria que desempenha-la com perfeição, pois disso dependia a continuação da minha vida.
Se minha menina morresse, eu faria qualquer coisa para segui-la para onde quer que fosse, pois minha própria existência perderia todo o sentido.
Bella era tudo o que importava nesse momento e não havia como continuar existindo sem tê-la ao meu lado.
_ Eu preciso que fique calma, amor e se concentre na força que irá fazer. Vai dar tudo certo. Logo estaremos com nosso filho nos braços._ Falei, tentando transmitir-lhe a tranquilidade que eu não sentia e ela sorriu, entregando-se completamente em minhas mãos.
No entanto, minha menina estava confiando muito mais que sua vida em minhas mãos e eu não poderia decepcioná-la.
Respirei fundo e pedindo ajuda aos céus, comecei a auxiliá-la no parto.
Depois disso, tudo se passou como um borrão.
Eu não me lembro de muita coisa, apenas dos gemidos de dor e da determinação de minha esposa em se entregar a cada contração, fazendo a força necessária para trazer nosso filho ao mundo.
Ela estava exausta e eu sabia disso, mas não podia deixá-la desistir.
Apesar da minha quase nula experiência, eu sabia que o bebê nasceria logo e tudo o que minha menina precisava era de um mínimo incentivo para manter sua determinação intacta.
_ Só mais um pouquinho, Bella._ Falei alto, sabendo que em poucos segundos, teríamos nosso filho nos braços.
E eu não me enganara.
Mais uma contração e eu precisei ser rápido para segurar a coisinha pequena que saiu de dentro dela.
Segurei o pequeno bebê e o olhei atentamente, com lágrimas nos olhos.
Meu filho.
Meu e de Bella.
Nosso.
E naquele momento, eu senti meu mundo parar.
Ali, em meus braços, estava o fruto do amor único e bonito que eu vivera.
Ele era lindo, mesmo todo sujo de sangue e sua perfeição advinha do fato dele ser um pedacinho da mulher maravilhosa que um dia eu conhecera e que mudara minha vida.
Eu não podia ver com que ele se parecia, mas só o fato de ser filho da minha Bella tornava-o a criança mais linda do mundo.
_ É um menino, Bella. Um lindo menino._ Minha mãe falou emocionada e eu pude escutar um soluço engasgado de minha menina, que erguia o corpo para poder ver melhor o filho.
Cortei o cordão que o unia ao corpo de minha mulher e quando já estava pronto para levá-lo até ela, as palavras da minha mãe me fizeram paralisar por um momento.
_ Mas, o que... Meu Deus! Filho são dois bebês. Rápido._ Ela falou, pegando meu filho no colo e, por um momento, eu não soube como agir._ Bella, continue empurrando, querida. Vai.
Mas, meu momento de hesitação durou pouco, quando vi, mais uma vez, Bella contorcendo-se de dor.
Posicionei-me outra vez à sua frente e em poucos minutos eu tinha mais uma criança em meus braços.
Mas, desta vez, tratava-se de uma menina.
Uma linda menina.
Ela chorava baixinho, não parecendo estar nada contente em ter saído do aconchego da barriga da mãe e olhar para sua expressão zangada, me fez sorrir e chorar ao mesmo tempo, chegando à óbvia conclusão que não havia como minha vida tornar-se mais bela.
Eu tinha Bella, meus filhos e minha família que me dava todo o apoio que eu precisava.
Eles e, principalmente minha menina, me resgataram do tormento que eu vivera por muito tempo, fazendo com que eu me tonasse um homem muito melhor... Muito mais feliz.
Apressei-me em embrulhar minha filha e olhei atentamente para minha menina, querendo me certificar que estava tudo bem, como deveria ser.
Bella estava caída sobre os travesseiros e Rosalie anunciava que ela tinha dado a luz uma menina perfeita e linda.
Minha esposa sorriu de leve, mas não abriu mais os olhos.
Fiquei um pouco apreensivo com sua exaustão, pois não conhecia os limites do seu corpo e sabia que depois de tanto esforço físico e emocional, poderiam existir consequências graves.
Limpei bem os bebês, verificando se não havia nada errado com eles e após embrulhá-los bem, peguei-os no colo e me dirigi até minha menina, que parecia realmente adormecida.
Sentei-me com cuidado ao seu lado e ela abriu os olhos lentamente, olhando atentamente para as crianças em meus braços.
Seus olhos ficaram marejados e eu senti um nó na garganta, tamanha era a emoção de mostrar para Bella os frutos perfeitos do nosso amor.
_ São tão lindos..._ Ela falou baixinho e eu sorri, querendo fazer muito mais do que apenas me sentar ao seu lado.
Eu queria poder abraçá-la, beijá-la e agradecer a ela pela imensa felicidade que eu sentia nesse momento e que eu sempre vivera, desde que ela entrara em meu mundo.
_ Sim. São perfeitos. Obrigado, amor. Obrigado por ter sido forte e permanecido ao meu lado. Obrigado por me dar esses presentes lindos. Obrigado por ser minha. Obrigado..._ Falei emocionado e dei um beijo suave em sua testa, tentando demonstrar a ela pelo menos um pouco do imenso amor que eu sentia e que crescia a cada segundo que eu passava ao seu lado.
_ Vocês precisam dar nomes a eles..._ Minha mãe falou e Bella sorriu, enquanto passava o dedo pelo pequeno nariz de nossa princesa.
Nós já havíamos discutido isso e qualquer que fosse o nome que ela escolhesse, eu aceitaria de bom grado.
Muitas foram as possibilidades, mas eu sabia que minha menina tinha preferência por alguns e eu deixaria que ela os escolhesse, afinal, fora ela quem carregara nossos filhos por longos meses.
Nada mais justo.
_ Kimberlly e Joshua..._ Ela falou baixinho e eu assenti, sorrindo e aprovando a escolha dos nomes.
Combinavam com eles, afinal.
Eram lindos e fortes, assim como as criaturinhas que eu tinha nos braços.
_ Mamãe... Rosalie... Quero que conheçam meus filhos, Joshua Cullen e Kimberlly Cullen._ Falei orgulhoso e elas sorriram, em aprovação.
_ São nomes lindos, para crianças perfeitas e guerreiras. Obrigada, Bella, por me dar a alegria de ser avó mais uma vez._ Minha mãe falou, emocionada e Bella sorriu fracamente._ Bem, vou avisar os outros sobre o nascimento dos bebês, pois estão todos aflitos. Rosalie, ajude Edward com os bebês e com os procedimentos finais, por favor.
_ Claro._ Rosalie falou, pegando meus filhos e os levando para longe.
Olhei para minha menina e sorri, acariciando seus cabelos bagunçados e dando um beijo doce em seus lábios.
Bella estava bem e ficaria comigo por muito tempo.
E ter essa certeza me fazia tão feliz, que eu tinha uma vontade insana de gritar.
_ Eu te amo, minha linda. Amo demais e vou repetir isso todos os dias, para compensar todo o tempo em que essas palavras ficaram guardadas dentro de mim._ Eu falei baixinho, para que só ela ouvisse, mas, quando levantei meu rosto de seu ouvido, notei que ela dormia profundamente.
Suspirei e me apressei em terminar os procedimentos pós-parto.
Depois de tudo devidamente pronto, troquei os lençóis sujos de sangue, com a ajuda de Rosalie, e acomodei melhor minha menina, que perdida em seu sono, nem se mexeu.
Levei os bebês para o quarto destinado a eles e, em pouco tempo, eles estavam limpos e trocados, dormindo tranquilamente no berço.
Todos vieram conhecer meus filhos e não se cansavam de me dizer o quanto eles eram lindos e perfeitos.
Alice se emocionara ao ver os sobrinhos e eu sabia que suas lágrimas tinham haver com o fato de Bella ter se tornado sua melhor amiga.
Ela amava meus filhos, isso era fato, mas eles eram ainda mais especiais por terem nascido da mulher que se tornou, talvez, sua única e melhor amiga.
Sophie também veio conhecer os irmãos e ficou encantada com o tamanho diminuto dos bebês e com o fato de serem dois ao invés de apenas um.
_ Mas, papai, a barriga da mamãe não era tão grande para caber um montão de bebês lá dentro..._ Ela falou impressionada e eu ri de suas palavras.
_ Não é um montão, Sophie. São apenas dois e havia espaço suficiente para eles lá. Tanto que eles nasceram saudáveis, apesar de serem pequenos._ Expliquei e ela me olhou por alguns minutos em silêncio.
_ Vocês gostam mais deles do que de mim?_ Ela perguntou baixinho e eu senti meu coração apertar-se diante de suas palavras.
Minha filha estava insegura com a chegada dos irmãos e cabia a mim e a Bella fazê-la sentir-se amada e ter a certeza que nada jamais mudaria, mesmo que eu e sua mãe tivéssemos outros filhos.
_ Claro que não, Sophie. A mamãe e eu amamos vocês três da mesma forma. Jamais duvide disso, certo?_ Falei, pegando-a no colo e apertando-a contra meu peito.
_ Mas, eu não vim da barriga da mamãe como meus irmãos..._ Ela falou baixinho e eu beijei seus cabelos.
_ Eu sei que não. Você veio da barriga da mamãe Elizabeth. Mas, você nasceu do coração da Bella, meu anjo, e é isso que importa. Ela lhe ama muito e mesmo que tenha um montão de bebês, jamais vai deixar de amá-la. Você sempre será a sua primeira princesinha._ Falei com a voz suave e ela suspirou, relaxando em meus braços.
Deixei que ela dormisse ali por longas horas, e me permitir dar a ela mais do carinho que eu havia lhe negado por tanto tempo.
Sophie era uma criança maravilhosa e eu sentia um imenso orgulho em tê-la como filha, mesmo que ela não fosse de fato.
Amar meus filhos seria uma missão importante de hoje em diante e isso jamais iria mudar.
Eu não me permitiria falhar com essas crianças, pois apenas a felicidade deles garantiria a minha própria felicidade.
Mas, eu sabia que ter Bella ao meu lado na criação dos nossos filhos seria meu grande trunfo. Ela não me deixaria errar e me apoiaria em tudo, me ajudando a ser um pai melhor.
Depois de algum tempo contemplando o sono tranquilo de Sophie em meu colo, resolvi colocá-la na cama, pois tinha a certeza que lá, ela estaria bem mais confortável.
Em seguida, fui até meu quarto e como Bella ainda dormia tranquilamente, voltei para onde estavam nossos bebês e fique ali, velando seu sono.
Já estava quase amanhecendo e apesar da minha exaustão, eu não conseguia dormir.
Tudo isso porque eu não queria sair de perto dos meus filhos.
Olhei mais uma vez para o rostinho lindo dos bebês adormecidos a minha frente e não pude conter um sorriso de alegria, satisfação e orgulho.
Eles estavam bem.
Minha menina estava realmente bem e eu ainda não conseguia acreditar que isso, era em parte, minha responsabilidade.
Agora, embalado pelo silêncio da madrugada, eu me permiti lembrar das horas de medo e tensão que eu passara desde que percebi que minha mulher daria a luz ainda naquela noite.
Quando meu pai sugerira que eu fizesse o parto, um medo enorme me tomara, pois se algo acontecesse com Bella, eu me sentiria duplamente culpado.
Mas, o fato era que não havia alternativa.
O médico dela viajara e não encontramos nem uma enfermeira ou uma parteira disponível para ajudá-la a trazer meus filhos ao mundo.
No exército, nós recebíamos treinamentos para esse tipo de emergência e, de fato, eu me saíra muito bem durante esse preparo.
Mas, jamais imaginei que fosse precisar fazer o parto da minha própria esposa.
Nunca pensei que o amor que eu sentia por Bella fosse me tornar forte para enfrentar todos os meus medos quando eu precisasse evitar que algo de ruim acontecesse a ela.
No entanto, ao vê-la tão fraca e cansada, eu precisara fazer qualquer coisa para garantir que Bella permanecesse ao meu lado, viva e saudável, para que eu continuasse amando-a.
Para que ela continuasse completando minha vida da forma que só ela sabia fazer.
Bella precisava estar ao meu lado, pois não havia maneira de ser feliz se não com ela e com a família que tínhamos construídos juntos.
Kimberlly se mexeu em seu sono, abrindo a boquinha vermelha e colocando a língua para fora várias vezes, chamando minha atenção e me fazendo sorrir igual a um bobo.
Naquele momento, admirando meus filhos, eu não era um capitão do exército.
Eu era um pai extremamente orgulhoso e babão, que não conseguia deixar de ver perfeição nas crianças que nasceram da mulher mais especial que eu conhecera.
Mesmo que esses bebês não fossem meus filhos, eu os amaria, pois eles eram o pedacinho mais lindo da única mulher que eu amara.
Hoje, analisando a intensidade dos sentimentos que eu nutria por Bella, eu sabia que não tinha amado Elizabeth.
Eu gostara dela, sentira um carinho imenso por ela, mas não a amara.
Amor eu só sentira por minha menina.
Desejar desesperadamente estar ao lado de alguém era algo inusitado, que só fora vivido quando Bella entrara em meu mundo.
Passei a mão pelo cabelo escuro de Kimberlly e fiquei me perguntando com quem ela se pareceria.
Estava muito cedo ainda para definir suas feições, mas eu torcia para que ela ficasse igualzinha à minha Bella.
Eu não queria nenhuma interferência das minhas características, pois precisava de uma miniatura da minha menina correndo e brincando pela casa.
Bella era perfeita demais para que existisse apenas uma no mundo.
É claro que minha menina e Kimberlly seriam pessoas diferentes, mas pelo menos no aspecto físico, eu queria que elas fossem parecidas.
Nossa filha precisava herdar tudo dela, para que eu pudesse ver outro milagre acontecendo, conforme Kimberlly tornava-se uma mulher encantadora, assim como sua mãe.
Olhei para Joshua e sorri ao ver sua tranquilidade.
Desde que eu o colocara no berço, ele estava na mesma posição, diferente da irmã, que não parava quieta.
Acho que eu teria uma filha bem parecida com minha esposa, afinal.
Pelo menos na personalidade.
_ Eles são lindos, não são?_ Minha mãe falou, aproximando-se do berço onde meus filhos estavam e eu sorri mais uma vez, assentindo vagamente com a cabeça.
_ São perfeitos, mãe._ Respondi e ela veio sentar-se ao meu lado.
_ Bella foi muito corajosa. Em nenhum momento ela reclamou ou quis desistir. Nunca conheci ninguém com sua força e determinação. Acho que vou sempre agradeça-la por ter entrado em nossas vidas, ter lhe dado felicidade e trazido ao mundo crianças tão lindas e especiais com Kimberlly e Joshua._ Minha mãe falou, emocionada e eu sorri, abraçando-a de lado e beijando seu rosto.
_ Foi essa força, coragem e determinação que fizeram com que eu me apaixonasse por ela._ Falei, acariciando os cabelos claros de Joshua e pensando que fora exatamente isso que me fizera ser louco por ela.
Bella mudara minha vida com seu jeito único e sua personalidade forte me marcou de uma forma tão intensa, que eu não conseguia imaginar minha vida sem ela.
E mesmo que minha mãe tenha rejeitado-a como nora e membro da família a princípio, não havia como não cair de amores por Bella, pois minha menina era muito especial para causar qualquer reação diferente nas pessoas que se permitiam conhecê-la a fundo.
Bella tinha uma áurea de coisas boas ao seu redor e isso era contagiante, fazendo com que todos que convivessem com ela se sentissem bem e extremamente felizes.
_ Por que não vai descansar um pouco, Edward? A noite foi muito agitada para todos, mas principalmente pra você._ Minha mãe falou e eu suspirei, pensando em seguir seu conselho, pois estava realmente muito cansado.
Mas, eu teria que dormir em outro lugar e só a ideia de ficar sem minha menina por algumas horas me causava uma angústia intensa.
E eu ainda não queria me separar dos meus filhos.
_ Eu vou esperar Bella acordar, mãe. Quero estar presente quando ela olhar para nossos filhos outra vez._ Falei e minha mãe sorriu, levantando-se e beijando minha testa.
_ Você é quem sabe. Eu vou dormir um pouco, pois estou exausta. Afinal, logo teremos dois bebês famintos e acordados e dormir será uma tarefa bastante difícil._ Ela falou e eu ri, fazendo uma careta ao me dar conta que ela tinha razão.
Com o nascimento de Kimberlly e Joshua, minhas horas de sono diminuiriam drasticamente.
Não que eu me importasse de fato, mas seria um tanto difícil adaptar-se a nova rotina.
Minha mãe saiu do quarto, me deixando mais uma vez sozinho com meus filhos e eu fiquei ali, cuidando de uma das coisas mais importantes da minha vida.
Não me importava com mais nada, pois tudo que me era essencial estava perto de mim.
Todo o meu sopro de vida estava debaixo daquele teto e enquanto fosse assim, eu não precisaria de mais nada.
*****
Pov. Bella
Minha boca estava seca e meu corpo doía muito.
Abri meus olhos lentamente, temendo a claridade, mas quando já estava completamente acordada, notei que o quarto estava confortavelmente escuro.
Respirei fundo e olhei ao redor, tentando imaginar por quanto tempo eu dormira.
Levei minhas mãos até minha barriga e percebi que ela havia diminuído drasticamente.
Senti meu coração gelar e só depois de algum tempo, comecei a me lembrar do parto conturbado que eu tivera.
Edward me ajudara a trazer nossos filhos ao mundo e estivera comigo durante todo o tempo.
Nós tivemos gêmeos como minha intuição alertara, e nesse momento, ao me dar conta que eu estava viva e veria meus filhos crescerem, como sempre fora meu desejo, eu me felicitava por ser uma mulher tão sortuda.
Eu nunca imaginei que eu teria tudo o que eu sempre sonhara e mais as coisas que eu nunca, sequer, imaginara pedir em um tão curto espaço de tempo.
Desde criança, eu sempre acreditara que a felicidade não era algo para mim e poder desfrutá-la nesse momento, era algo simplesmente maravilhoso.
E tudo isso eu devia ao meu capitão, que tivera a coragem de um guerreiro para me salvar mais uma vez.
Ouvi um barulho vindo da porta e virei à cabeça, me deparando com Edward, que tinha uma expressão extremamente cansada.
Será que ele ainda não havia descansado?
Quando ele viu que eu estava acordada, me lançou um sorriso enorme e veio lentamente em minha direção.
_ Olá..._ Eu falei baixinho e ele suspirou, pegando minha mãe e beijando-a.
_ Oi, meu anjo._ Ele falou, e em seguida, começou a acariciar meus cabelos._ Esse é o melhor cumprimento que eu recebi na vida... Você está bem, Bella?
Eu respirei fundo e assenti com a cabeça, adorando receber seus carinhos e tê-lo tão próximo a mim.
_ Estou bem sim... Só um pouco dolorida e cansada. Parece que meus órgãos estão soltos no corpo._ Eu falei, fazendo uma careta e ele sorriu tristemente.
_ É assim mesmo, eu imagino, embora não tenha parido nenhuma vez. Mas, logo você estará recuperada.
Eu esperava realmente que sim, pois precisava gozar de uma saúde perfeita para poder curtir meus filhos.
_ Onde eles estão, Edward? Quero ver nossos filhos._ Falei um pouco ansiosa e ele sorriu, beijando minha testa.
_ Eles estão dormindo. Não se preocupe. Mas, antes de eu trazê-los aqui, você precisa de um banho e de uma refeição leve, pois já está muito tempo sem comer._ Ele falou e eu fiz uma careta ao me imaginar levantando da cama.
_ Será que eu já posso me levantar?_ Perguntei e ele sorriu, assentindo com um gesto de cabeça.
_ Claro. Eu vou lhe ajudar._ Edward falou e ficou em pé ao lado da cama, me oferecendo todo o apoio que eu precisava.
Meu corpo estava muito estranho.
Era uma sensação muito esquisita saber que meus bebês não estavam mais ligados a mim, sem contar que as horas de tensão e esforço intenso para trazê-los ao mundo me deixaram bastante cansada e dolorida, mas eu tinha certeza que depois de um bom banho, tudo ficaria bem.
Edward ajudou a me despir e eu fiquei um pouco constrangida de ficar nua em sua frente, sabendo que meu corpo já não era o mesmo de antes.
Será que, se por um acaso, eu não voltasse a ter o mesmo corpo, Edward continuaria me desejando?
_ Sim..._ Ouvi a voz do meu capitão e o olhei confusa._ Eu sei bem o que está pensando, pois eu lhe conheço como a palma da minha mão. Você está linda, mesmo que seu corpo não seja o mesmo de antes. Essas mudanças são naturais, pois você abrigou em seu corpo duas crianças por quase nove meses... E eu vou continuar lhe amando, mesmo que você fique assim, gordinha, para sempre._ Ele falou e eu senti lágrimas em meus olhos, ao me dar conta, mais uma vez, de quanto meu capitão era maravilhoso.
_ Eu te amo..._ Falei baixinho e ele segurou meu rosto, beijando meus lábios suavemente.
_ Eu também te amo, minha menina. Não quero vê-la chorando, mesmo que seja de felicidade. Seus olhos são lindos demais para serem ofuscados por marcas de lágrimas. Agora, vamos nos apressar com esse banho, pois existem duas crianças lindas que devem estar loucas para estar no colo da mãe._ Edward falou, secando minhas lágrimas com beijos e me ajudando a entrar na banheira.
Como ele sugeriu, o banho ajudou a aliviar as dores e o cansaço.
Depois de limpa, ele penteou meus cabelos, trançando-os e eu escovei os dentes, voltando para o quarto, onde uma deliciosa sopa me esperava.
Quando já estava devidamente alimentada, uma sonolência me tomou mais uma vez, mas eu estava decidida a esperar que Edward trouxesse meus bebês.
Eu não dormiria sem vê-los outra vez.
Esperei por bastante tempo, e já estava um pouco irritada com a demora quando Edward entrou com duas trouxinhas de roupas e eu senti meu coração se acelerar, ao me dar conta de que aquelas minúsculas criaturas eram nossos filhos.
_ Olha quem veio visitar a mamãe..._ Edward falou, me entregando um dos bebês, que eu reconheci como sendo minha filha, Kimberlly.
Ela era a coisinha mais linda em pequena que eu já vira na vida.
Seu rostinho era perfeito, composto por uma boquinha incrivelmente pequena, vermelha e bem desenhada. Seu cabelinho era fino e escuro e ela mantinha os olhinhos apertados, como se a claridade do quarto estivesse incomodando-a.
Peguei suas mãos delicadamente e contei cinco dedinhos em cada uma e fiz a mesma coisa com os minúsculos pezinhos, constatando mais uma vez, que minha pequenina era perfeita.
Passei a mão delicadamente por sua testa e me abaixei para beijá-la, ouvindo-a resmungar.
_ Acho que ela quer ser deixada em paz..._ Falei baixinho e Edward riu.
_ Eu penso que você trouxe ao mundo uma menininha muito enfezada, Sra. Cullen._ Ele comentou e eu sorri, respirando fundo e sentindo o cheiro suave de minha filha.
Ela realmente tinha uma expressão bastante séria, se é que dava para perceber isso em um bebê com apenas algumas horas de vida.
Acho que Kimberlly seria uma pessoa com a personalidade bastante forte.
Apertei-a suavemente contra meu peito e como se estivesse apenas esperando por isso, minha filha abriu a boquinha e começou a esfregá-la pelo tecido da minha camisola, como se estivesse procurando por alguma coisa.
Encarei Edward, confusa e ele sorriu, sentando-se ao meu lado e desabotoando minha roupa.
_ Ela quer mamar, amor. Coloque-a virada para seu seio e ajude-a a abocanhar o mamilo._ Edward instruiu e eu senti meu rosto esquentando, ao me dar conta do quanto eu era inexperiente.
Fiz o que ele mandou meio atrapalhada, pois minha pequena teve bastante dificuldade em segurar meu mamilo.
E, quando ela finalmente conseguiu, uma dor intensa tomou meu seio, me fazendo gemer e fechar os olhos.
“Ai meu deus, vai ser sempre assim?” _ Pensei desesperada, sentindo o suor tomar conta do meu rosto.
_ Tente relaxar, meu anjo. As primeiras mamadas são doloridas, mas logo isso passa. Minha mãe falou que seu leite pode demorar a descer, mas nossos filhos precisam sugar para que isso aconteça e também porque esse primeiro líquido que sai é bastante nutritivo para eles._ Edward falou suavemente e depois de alguns minutos, eu abri os olhos e o encarei, impressionada com sua sabedoria.
_ Está muito sabido, capitão..._ Comentei e ele sorriu, presunçoso.
_ Eu andei conversando com minha mãe. Como sei que você nunca teve uma mulher com quem trocar esse tipo de informação, eu precisava estar preparado para ajudá-la._ Ele explicou e eu me senti extremamente agradecida por seus cuidados.
Kimberlly diminuiu a intensidade de suas mamadas depois de alguns minutos e eu pude apreciar um pouco o fato de tê-la ligada a mim outra vez.
Respirei fundo e tentei relaxar, o que foi fácil, já que o desconforto no seio havia diminuído bastante.
_ Por que Kimberlly, Bella?_ Edward perguntou suavemente e eu sorri, olhando-o atentamente.
_ Eu sempre gostei desse nome. Desde que eu era criança. A única amiga que eu tive, chamava-se Kimberlly._ Eu falei e ele sorriu, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
_ Pensei que fosse o nome da sua mãe...
_ Não. Minha mãe chamava-se Beatrice. E eu não colocaria seu nome em minha filha, pois tenho medo que ela herde todo o sofrimento pelo qual minha mãe passou. Kimberlly era o nome que eu dei a minha amiga imaginária. A única que alguém me permitiu ter. Quando eu era criança, Renée me mantinha trancada em um quarto e eu quase nunca podia sair para brincar no jardim... Meus dias eram muito solitários, pois nem minha mãe podia ficar comigo muito tempo. Então, eu criei uma amiga para me fazer companhia e ela se chamava Kimberlly. Achei justo homenageá-la, depois de tantas horas de diversão._ Eu falei e Edward ficou me encarando por longos segundos.
_ Eu queria ter o poder de lhe fazer esquecer de todo o sofrimento pelo qual você passou. Queria fazer com que você apagasse de sua mente aquela maldita de sua madrasta, o covarde do seu pai e todas as dores pelas quais você foi obrigada a passar. Mas, isso faz parte de quem você é. Imagino que você não teria se tornado alguém tão maravilhosa se não fosse por sua história... Eu te amo demais, minha menina e mesmo não tendo o poder de fazer com que você esqueça seu passado, eu quero ajuda-la a construir um presente maravilhoso e um futuro promissor... E tudo isso porque eu te amo e porque você faz de mim o homem mais feliz o mundo... Todos os dias._ Edward falou e inclinou-se para enxugar minhas lágrimas, que há essas horas já escorriam abundantes pelo meu rosto.
_ Você já me faz feliz apenas por existir, Edward. Eu te amo. Muito. E acredite: você já mudou o meu presente e o meu futuro promissor estará garantido, desde que você permaneça ao meu lado._ Eu falei emocionada e ele sorriu, beijando meus lábios de leve.
Depois disso, ele ficou me observando em silêncio, enquanto eu amamentava nossa filha.
Quando minha pequenina já sentia-se satisfeita, ela soltou meu seio e ficou me encarando séria, com seus olhos acinzentados, como se tentasse adivinhar quem era eu e porque eu encarava-a com tanto amor.
_ Você é muito linda, meu anjinho._ Eu falei, passando a mão por seu rostinho e ela bocejou, abrindo a boca em um pequeno O redondo e fazendo meu coração derreter-se diante de tanta fofura.
Depois disso, ela fechou os olhinhos e dentro de poucos minutos estava dormindo, ignorando completamente meu olhar de admiração e orgulho em sua direção.
_ Agora é a vez do garotão aqui. Coloque-a sobre o colchão e o segure._ Edward falou e eu fiz o que ele pediu. Logo, ele me entregava meu filho, me fazendo sentir-me emocionada por segurá-lo pela primeira vez.
Joshua era diferente de Kimberlly.
Seus cabelos eram mais claros e seu rosto tinha um formato bem parecido com o do pai.
Suas sobrancelhas eram grossas e sua boquinha bastante vermelha.
Meu pequeno tinha uma expressão bastante tranquila e não parecia tão mal humorado quanto à irmã.
_ Acho que ele vai se parecer com você._ Comentei, enquanto posicionava meu bebê em meu outro seio.
Ele demorou um pouco para acordar e abocanhar meu seio, mas quando o fez, eu senti a mesma dor que Kimberlly causara ao mamar pela primeira vez.
Respirei fundo e tentei me concentrar apenas no rostinho bonito da criança em meus braços para esquecer a dor.
_ Desde que Kimberlly fique igual a você, tudo certo._ Edward falou, enquanto desembrulhava nossa filha para verificar suas fraudas.
Eu sorri e comecei a acariciar os cabelos claros de Joshua, ganhando seu olhar de completa atenção.
Seus olhinhos também eram acinzentados, mas tinham um tom mais claro do que os da irmã. Suas bochechas eram rosadas e suas mãos eram um pouco maiores do que as de Kimberlly.
Meu filho era lindo, mas sendo parte de Edward era difícil não ser assim.
Abaixei-me e beijei sua testa, adorando sentir seu cheiro suave.
_ E porque Joshua? Tem haver com algum amigo ou namorado? Por que se tiver, teremos que repensar esse nome._ Edward falou, enquanto embalava nossa filha e eu sorri, encarando-o atentamente.
_ Joshua é o nome de um personagem do primeiro livro que eu consegui ler para Sophie. Eu achei esse nome bonito e resolvi usá-lo. Fique tranquilo. Você foi meu primeiro e único namorado..._ Eu falei e depois franzi o cenho, encarando-o de forma divertida._ Aliás, Capitão Cullen, eu nunca tive um namorado, pois passamos de amigos para marido e mulher em um curto espaço de tempo. Você foi um homem bastante apressado, não me concedendo a honra de namorá-lo.
Edward me encarou divertido e se aproximou do meu corpo, encostando-se na cabeceira e ficando na mesma posição que eu.
_ Bem... Eu temo que você esteja certa, Sra. Cullen. Mas, você tem que compreender que era uma tentação grande demais para meus instintos masculinos. Se nós não nos casássemos logo, eu lhe roubaria a pureza e a tornaria minha antes de dar-lhe meu sobrenome._ Ele falou e eu corei, encostando meu rosto em seu ombro.
_ Não importa, de qualquer forma. Eu sei que nosso casamento foi apressado pelo fato de você precisar me trazer para a América e você me deu proteção, carinho e amor suficientes para compensar a falta de namoro. Minha vida é perfeita, Edward. Jamais duvide disso. Você me faz muito feliz._ Eu falei e ele beijou meus cabelos.
_ Você também me faz muito feliz, Sra. Cullen. Obrigado por me aceitar em sua vida. Obrigado por me fazer sentir-me vivo. Por aceitar Sophie... Por me dar filhos. Obrigado. Muitas vezes, eu cheguei odiar a guerra. Odiava os malditos interesses que faziam com que homens fossem enviados a um campo de batalha para matar e morrer. Mas, depois de ter encontrado certa menina, machucada e necessitada de cuidados, eu consegui ver beleza na guerra. E hoje, agradeço aos céus por ter me tornado capitão e ter ido para aquele campo de batalha, pois se eu não tivesse lhe encontrado, jamais conheceria o amor e a felicidade._ Edward falou e eu suspirei, tentando conter as lágrimas que insistiam em descer por meu rosto.
Meu capitão era tão perfeito, que às vezes era difícil acreditar que ele fosse real.
_ Não chore. Já disse que não quero ver suas lágrimas, mesmo que forem de felicidade._ Edward falou suavemente, virando meu rosto em sua direção e beijando meus olhos, como se quisesse secar minhas lágrimas.
Eu me recostei outra vez em seu ombro e ficamos em silêncio, esperando até que nosso filho terminasse sua refeição.
_ Você sabia que teria gêmeos, Bella?_ Edward perguntou e eu sorri.
_ Sabia. Eu tive um sonho há algum tempo atrás e o médico também falou que desconfiava sobre a possibilidade de eu estar esperando mais de um bebê. Não lhe disse nada, pois não queria deixa-lo mais preocupado._ Eu expliquei e ele suspirou.
_ Não gosto que esconda as coisas de mim, mas agradeço dessa vez. Se eu soubesse que você estava grávida de gêmeos, tenho certeza que entraria em pânico._ Ele falou e eu ri.
_ Pois então... Eu lhe conheço bem, meu caro marido._ Eu disse e ele sorriu, beijando meu rosto.
_ Melhor do que ninguém, meu amor..._ Ele falou e voltamos a ficar em silêncio.
Joshua soltou o meu seio depois de algum tempo e Edward o pegou do meu colo, para verificar sua fralda.
Depois de alimentados e trocados, era a hora de leva-los ao berço, pois tanto Edward quanto eu precisava de descanso.
Mas, era difícil me separar deles.
Muito difícil.
_ Não tem como trazer o berço pra cá?_ Perguntei e Edward riu.
_ Até tem... Mas, amanhã. A senhora está cansada e eu também. Precisamos dormir e se eles chorarem, nós vamos ouvir. Fique tranquila. Sem contar que tem um exército de gente nessa casa que vai estar atento a qualquer necessidade dos nossos filhos. Não se preocupe._ Edward falou e eu suspirei resignada, erguendo-me um pouco para beijar meus filhos.
_ Boa noite, meus amores. Até amanhã._ Eu falei e me recostei contra os travesseiros, sentindo a exaustão tomar conta de mim.
Logo, Edward estava de volta.
Ele se deitou ao meu lado e me puxou para seus braços, tomando cuidado para não pressionar minha barriga, que ainda estava dolorida.
_ Durma, meu amor. Tudo está muito bem e vai continuar assim. Eu garanto._ Ele falou e eu senti uma onda de segurança me envolver.
Eu ainda me lembrava da visita de Charlie e sabia que isso nos traria problemas, mas eu tinha certeza que Edward jamais deixaria que nada de ruim acontecesse comigo ou com nossos filhos.
Não importava quantas pessoas atravessassem nosso caminho, ele sempre daria um jeito de nos proteger.
Edward continuaria me salvando para sempre, pois esse era o seu papel...
Sua missão.
*****
Pov. Renée
_ Você é um inútil, maldito e imprestável, Charlie. Você tinha um papel poderoso nas mãos... Era só arrastar Bella até aqui. Ninguém poderia impedi-lo._ Eu gritei raivosa, mas sabia que meu marido não me ouvia.
Afinal, ele estava completamente bêbado.
Era assim que ele reagia sempre que se sentia pressionado.
Meu marido era um completo idiota.
Respirei fundo e deixei-o desmaiado sobre a cama, indo em direção ao meu armário, a fim de escolher um vestido elegante.
Se ele não sabia fazer o serviço direito, eu faria.
Bella voltaria para minhas mãos ainda hoje e se dependesse de mim, não sairia nunca mais.
Aquela maldita continuaria pagando por, um dia, ter destruído minha vida ou eu não me chamaria Renée Swan.
*****
Pov. Edward
Olhei impaciente para a maldita secretária do juiz e soltei um longo suspiro.
Odiava que me fizessem perder tempo.
Eu estava ali já havia horas e nada do meritíssimo juiz de Washington me atender.
Nesse momento, eu deveria estar ao lado da minha mulher e dos meus filhos, mimando-os e cuidando para que nada de ruim lhe acontecesse.
Mas, ao invés disso, eu estava ali, esperando para saber por que ele dera uma liminar para que alguém tirasse minha esposa do meu lado.
_ O senhor pode entrar agora, capitão._ A secretária falou e eu respirei fundo, me dirigindo rapidamente até a sala do juiz.
Assim que eu entrei, ele ficou de pé e me cumprimentou com um aperto de mão.
_ Bom dia, Capitão Cullen. Em que posso atendê-lo?
_ Bom dia, Alex. Vim até aqui para saber que liminar é aquela que concedeu à família de minha esposa, dando-lhes o direito de tirá-la do meu lado._ Eu falei sem rodeios, resolvendo ser direto para evitar qualquer tipo de problemas ou mal entendido.
Alex me olhou espantado e depois engoliu em seco, visivelmente sem graça.
_ Bem... Eu... A família Swan foi muito bem representada e me mostrou motivos convincentes para terem a jovem Isabella ao seu lado._ O juiz falou e eu senti meu sangue ferver.
_ Bella é minha esposa, mãe dos meus filhos e não existe nenhum motivo mais forte que esse para tirá-la do meu lado. Saiba que eu impedirei todos que tentarem e, a menos que queira me ver preso, anule esse documento ridículo, pois minha esposa não sairá do meu lado. Nunca._ Falei rispidamente e o juiz me olhou, surpreso.
_ O senhor está diante de uma autoridade, capitão. Peço que se contenha ao me dirigir a palavra._ Alex falou e eu sorri de forma irônica.
_ Ah... O senhor quer respeito, Alex? Então, se dê ao respeito e não se venda a ninguém, dando minha esposa na barganha. Eu sei muito bem que os Denalli estão metidos nisso e que seu interesse em uma das filhas desse pesou em sua mente, fazendo com que lhes concedesse aquele documento. Mas, esqueça isso. Esqueça, pois eu jamais deixarei que ninguém leve Bella da mansão. Você me prometeu que isso não ia acontecer. Onde está sua palavra agora, senhor juiz? Onde está?
Ele me encarou visivelmente nervoso, mas não disse nada, me dando a chance de continuar lhe dizendo algumas verdades.
_ Minha esposa acabou de dar a luz meus filhos e o senhor acha justo que ela volte para o seio de uma família que a abandonou em meio a uma guerra? Que sempre a maltratou por ela ser filha bastarda, fruto de um caso extraconjugal de seu pai com a serviçal? Que espécie de justiça é essa pela qual o senhor trabalha?
_ Fuja, Edward. Pegue sua família e saia dos Estados Unidos sem deixar endereço. É a única forma de se livrar da família Swan. Mesmo que eu anule aquele documento eles não lhes deixarão em paz... Fuja._ O juiz falou de repente, me assustando e eu o encarei pasmo.
Fugir?
Mas, para onde?
_ Eu realmente errei em entregar aquela liminar ao senhor Denalli, mas não tem como voltar atrás. Esqueça Washington e vá para longe com sua esposa e com seus filhos. É o único conselho que eu posso lhe dar._ Alex falou e eu fique encarando-a, ainda perturbado com suas palavras.
Mas, elas tinham um grande fundo de verdade.
A única forma de me livrar daqueles malditos era indo para longe deles.
_ Vou pensar no que me disse, Alex. Só espero que você não se arrependa por ter manchado nossa amizade em nome de um interesse que você sabe não valer a pena._ Falei e sai da sala, sem me despedir.
Queria que ele fosse para o inferno na companhia dos malditos Denalli e dos Swan.
Apressei-me no caminho de volta para casa, pois eu precisava voltar logo e ter a certeza que minha menina estava segura, assim como meus filhos.
Mas, quando consegui chegar aos portões da mansão, senti meu coração gelar.
Renée estava parada à porta, na companhia de dois policiais e Jacob e minha mãe os encarava desesperados, tentando lhes impedir a entrada.
Eu parei por um minuto, tentando pensar no que fazer e depois de alguns minutos, corri para os fundos da casa, decidido a levar minha menina e meus filhos embora.
Eu iria fugir e que se danasse minha carreira no exército.
No momento, a única coisa que importava era a segurança e felicidade da minha família.
Aqueles malditos não colocariam as mãos em Bella jamais e eu daria minha vida para garantir isso.


Oie, gente linda... E aí: O que acharam?
Espero que tenham gostado, pois eu me esforcei bastante para concluir esse capítulo.

1 comment :

  1. Foi lindo! Amei como vc fez quando ela conheceu os gêmeos. A historia ta linda! Parabens pela fic, essa é uma das melhores historias que eu ja li :)

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