FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 38

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez








PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

– O que você disse, Edward? – minha mãe perguntou incrédula.
Abaixei minha cabeça. Eu não conseguiria repetir isso. Eu não conseguia fazer nada. Não sei como eu ainda estava respirando.
– Edward Cullen, olhe pra mim e me diga que palhaçada é essa? – minha mãe gritou.
– Esme, eu quero falar a sós com ele. – Escutei Bella dizer. Seu tom era frio, cortante.
Ela passou ao meu lado, ia em direção à casa.
– Bella, você tem certeza que não quer... – Alice começou, mas foi interrompida.
– Só me deixem ter uma conversa com ele. – Bella foi ríspida. Eu nunca escutei Bella falar nesse tom com ninguém.
Girei minha cadeira, e entrei na casa a seguindo.
Ela caminhou a passos duros até a sala. Parei ao lado do sofá. Ela estava de costas, observando pela enorme janela de vidro que havia no lado oposto.
Abri a boca, mas não consegui elaborar nada pra falar.
Percebi os ombros de Bella subirem e descerem. Ela respirou fundo.
– Por que você disse aquilo? – sua voz era fria. Sem emoção.
– Bella, eu não queria dizer daquela forma... Eu... Eu.. – fui interrompido.
– Eu apenas perguntei por que você disse aquilo. Simplesmente me responda. – Não reconheci minha esposa. Bella não era assim. Ela não falava assim com as pessoas.
Engoli o nó que se formava em minha garganta.
– Eu... Eu... – respirei fundo. – Nós sabemos que eu não sou capaz de ter filhos. – só de falar isso, meu peito doeu. Bella geraria uma criança que não foi fruto do nosso amor.
– Não. Nós não sabemos. Você apenas deduziu isso porque sempre transamos sem camisinha e eu não havia engravidado. – ela foi dura e fria. Sua voz ainda continuava fria.
– Mas meu médico... – fui interrompido novamente.
– Seu médico apenas disse que seus fodidos espermatozoides eram fracos. – ela gritou. Engoli novamente o nó que se formava em minha garganta. – Ele não disse que você era estéril. Apenas que nós poderíamos ter certa dificuldade de ter filhos.
– Eu sei que você ficou com Riley. – soltei sem pensar.
Percebi os ombros de Bella paralisarem. Ela ficou tensa.
Lentamente ela se virou de frente pra mim.
Seus olhos já não eram vazios.
Eu podia ver mágoa, rancor, decepção, indignação e... dor.
– O que você disse? – eu não queria falar sobre isso. Por que ela estava me fazendo falar sobre isso? Se ela quisesse, eu pediria desculpas a todos, e diria que o filho era meu. Nós ainda poderíamos ser felizes juntos. – Estou esperando uma resposta, Edward.
– Bella. – gemi seu nome. Eu não queria falar.
– Ainda estou esperando. – sua voz estava passando um tom de irritação.
– Riley te mandou uma mensagem. Eu a li e apaguei, para que você não percebesse que eu sabia sobre seu... ér... seu caso com ele. – doeu mais do que eu pensei falar isso.
– Caso? – sua voz subiu uma oitava. – Você está dizendo que eu tive um caso com Riley? – uma lágrima escorreu por meu rosto. Foi inevitável. – Você está maluco? Usando drogas? Porque eu juro, eu não entendo de onde você tirou isso. – ela andou de um lado para o outro. Estava nervosa. – O que dizia essa mensagem, para você ter tanta certeza que eu tive um caso com Riley? Ele me chamava de “meu amor”? Ele me agradecia por uma boa foda? Ele combinava outro encontro comigo? Que porra dizia essa merda de mensagem? – ela gritou descontrolada.
Um soluço escapou por minha garganta. Eu tentava controlar meu choro, mas era inevitável.
Eu sabia que deveria ter ficado quieto. Não deveria ter falado nada. Agora eu perderia minha esposa. Eu sabia disso.
– A me-mensagem dizia que-que a noite anterior tinha sido ótima e que ele la-lamentava a pequena discussão de vocês. E-ele perguntou se eu tinha bri-brigado com você por causa da hora que você chegou, e que ele ia passar na loja pra falar com você. – consegui falar, mesmo soluçando.
– Quando ele mandou essa mensagem, Edward? – eu ia responder, mas ela foi mais rápida. – Aposto que foi um dia após a noite de com o pessoal do grupo de estudos, não foi?
– Foi. E quando eu perguntei a você se o Riley tinha ido, vo-você disse que não. – respirei fundo. – Você mentiu pra mim.
– Eu não queria que você ficasse com mais ciúmes do Riley do que você já tinha. – Bella levou as mãos a cabeça, segurando firme em seus cabelos. – Naquela noite, ele insistiu em me trazer em casa, eu tentei negar, mas ele insistiu. – ela respirou fundo. – Quando chegamos aqui na frente, ele me disse coisas ruins. – ela franziu o cenho. – Coisas como eu ter outras opções. Que eu não precisava ficar casada com você. Que outros caras também me queriam. Caras como ele. – meu peito doeu em escutá-la dizer isso. – Ele disse que eu tinha a opção de ficar com caras normais. – ela riu sem humor. – Sabe o que eu disse? Eu disse que eu não queria um cara normal. Eu queria você. Um homem acima da média. O homem que eu amava, o homem que me amava e me fazia sentir coisas que nenhum outro seria capaz. Depois daquele dia, eu nunca mais falei com Riley. Uma semana depois ele tentou me procurar na loja, e eu pedi para Alice dizer que eu não falaria com ele. No grupo de estudos, eu troquei de tutor. Eu estava com nojo das coisas que ele disse a seu respeito.
Levei minhas mãos ao rosto e chorei.
– E agora, que eu estou grávida, e era pra estar soltando fogos de artifício de felicidade, o homem que eu amo está me dizendo que o filho que eu carrego não é dele. O homem que eu provo meu amor todo santo dia, disse na frente de todos que o meu bebê não é dele. – escutei seu choro. – Você realmente acredita que eu te traí? Mesmo depois de eu te contar o que aconteceu naquela noite, você acredita que eu te traí?
– Bella, você está grávida... Se eu pudesse ser pai, você teria engravidado antes. – olhei pra ela. – Eu sei que seu sonho sempre foi ter um bebê. Ter o bebê que você perdeu. Eu sei que você faria tudo pra ser mãe. Eu não estou te julgando... – Parei de falar quando vi Bella atravessar a sala, com um ódio mortal em seus olhos, e parar bem em minha frente.
A dor do tapa que eu tomei em minha face não poderia ser comparada à dor que eu sentia em meu coração.
– Você é um idiota. – ela chorava. – Um idiota! – ela gritou e foi em direção ao corredor.
Fiquei parado durante um tempo. Ela me deixaria. Ela me deixaria. Minha cabeça gritava.
Girei minha cadeira e a segui. Entrei em nosso quarto e Bella estava retirando roupas do nosso closet e jogando em uma mala aberta em cima da cama.
– O que você está fazendo? – ela não respondeu a minha pergunta. – Pare de fazer isso! Você não vai a lugar algum. – guiei a cadeira até a lateral da cama, e comecei a tirar as roupas que ela jogava dentro da mala. – Para, Bella. Pare, pelo amor de Deus. Não me deixe. – joguei sua mala no chão.
Ela parou o que fazia e me olhou nos olhos.
– Quem é o pai do meu filho? – ela perguntou séria.
– Bella, não vamos começar isso novamente. Vamos apenas esquecer isso tudo. Vamos ter esse bebê e sermos felizes como nós sempre fomos. – pedi.
– Quem.é.o.maldito.pai.do.meu.filho? – ela sibilou. Sua raiva era evidente.
– Bella... – gemi em frustração.
– Depois eu mando Alice pegar minhas roupas. – ela passou por mim, saindo do quarto.
Eu a segui. Ela saiu da casa, indo em direção a churrasqueira, onde provavelmente todos ainda estavam.
– Alice, me tire daqui. – Bella pediu desesperada, sendo amparada por um abraço da amiga.
– Bella, não vai, por favor. – pedi quando parei minha cadeira próxima a ela.
– Edward, o que está acontecendo? – minha mãe perguntou. Olhei pra ela em desespero.
– Mãe, diz pra ela não me deixar. Por favor. – meu coração batia acelerado em meu peito. Eu sentia que eu poderia desmaiar a qualquer momento.
– Bella, você vai sair de casa? O que está acontecendo aqui? – o desespero já atingia minha mãe também.
Bella apenas chorava. Alice tentava acalmá-la.
– Alguém vai me dizer o que está acontecendo aqui? – minha mãe gritou.
– Acalme-se querida. Ficar nervosa não vai fazer as coisas se resolverem. – meu pai se manifestou.
Bella falou algo com Alice. Foi baixo, eu não pude escutar. Alice assentiu, e as duas começaram a caminhar para a garagem, em direção ao carro de Jasper que estava estacionado próximo à saída da propriedade.
O desespero me tomou.
– Bella! – gritei.
Empurrei minha cadeira com força, mas elas andavam rápido.
Jasper me deu um olhar cheio de pena, e abriu a porta do carro pra ela entrar.
Alice entrou no lado do carona.
Não, isso não podia estar acontecendo.
Continuei empurrando minha cadeira até parar ao lado do carro.
Jasper já havia entrado. Estava pronto pra dar a partida.
– Bella, por favor, não vá. Eu estou implorando. – pedi, sem vergonha nenhuma por implorar.
Ela tomou uma respiração profunda.
– Pela última vez, quem é o pai do meu filho? – ela perguntou.
Meu peito se apertou, minhas mãos tremiam, eu já me sentia tonto.
Abri a boca, mas não consegui dizer nada.
– Jasper, me tire daqui, por favor. – ela chorou mais.
Ela estava sofrendo. Eu a fiz chorar.
Fiquei estático em meu lugar, enquanto via o carro de Jasper sair da minha garagem.
Vi quando o carro parou em frente ao portão, e ele se abriu.
Merda, quando Bella pegou o controle do portão que eu não vi?
Assisti o carro sumir das minhas vistas, e o amor da minha vida ir embora da nossa casa.
Chorei.
Chorei como eu nunca havia chorado em toda minha vida.
Eu nunca senti uma dor como essa. Nem quando eu descobri que estava paraplégico.
O mundo estava perdendo a cor. As coisas começaram a ficar em câmera lenta.
Não saberia explicar o que aconteceu. Senti ficar tonto. Tudo girava. O ar me faltava.
E de repente, eu estava no chão.
Minhas costas doíam, minha cabeça doía. Por que eu estava no chão?
Olhei para minha cadeira. Ela estava tombada.
Eu não podia andar, eu não poderia correr atrás da minha esposa, por que eu quis sair da cadeira?
Pra provar a mim mesmo o quanto eu sou um inútil? Um homem limitado?
Bella.
Eu perdi o amor da minha vida.
Eu perdi a minha vida.
Uma nova onda de choro me atingiu.
A dor se intensificou.
– Bella! – gritei com toda força do meu ser.
– Edward, cara por que você fez isso? – escutei a voz do meu irmão, e senti seus braços me levantando.
– Meu filho, por que você tentou levantar da cadeira? Olha esse machucado, você está sangrando. – era a voz do meu pai. Ele estava segurando a cadeira, enquanto Emmett me ajudava a sentar.
Eu estava sangrando? Ótimo, quem sabe todo o sangue do meu corpo seria drenado, e eu morreria.
Morrer com certeza seria mais fácil do que conviver com essa dor que eu mesmo causei.
Por que eu fui dizer que o filho não era meu?
Eu não precisava falar que eu sabia disso.
Eu poderia ter ficado quieto, e tudo continuaria perfeito entre nós.
Meu pai empurrou minha cadeira, enquanto Emmett segurava minha cabeça.
– Edward, meu filho. – minha mãe correu em nossa direção e me abraçou. – O que aconteceu? Por que Bella foi embora? Eu não estou entendendo. – ela chorava.
Por que todos estavam chorando? Quem perdeu a esposa fui eu.
Todos estariam felizes ao fim do dia. Meu pai e minha mãe teriam um ao outro. Rosalie e Emmett ainda seriam namorados e apaixonados ao fim do dia.
Eu não seria mais um homem feliz ao fim do dia.
Eu nem sei se queria estar vivo ao fim do dia.
– Meu filho, fala comigo. – ela me sacudiu levemente. – Óh meu Deus, você está sangrando. Rosalie, vá ao banheiro do quarto deles, deve ter alguma caixinha de primeiros socorros lá. – ela gritou.
Num borrão que eu não fiz questão de prestar atenção, eles me levaram para a sala da minha casa. Eu estava ao lado do sofá, minha mãe passava um líquido em minha nuca. Alguns chumaços de algodão, sujos de sangue, estavam no chão.
– Pronto, meu filho. – minha mãe colou algo como um esparadrapo em minha nuca. – Você quer que eu faça alguma coisa pra você comer? Você quer conversar? – ela esperou uma resposta minha. Resposta que não veio. – Edward, por favor meu filho, me diz o que aconteceu. Por que você falou que o bebê não era seu? Por que Bella foi embora?
Uma nova onda de choro me invadiu.
Bella foi embora.
Eu não queria ninguém perto de mim, só Bella.
Mas ela não estava aqui.
Olhei ao redor da sala. Todos me olhavam. Mas eu não queria que eles me olhassem. Eu queria Bella. Só ela.
Eles estavam me olhando com pena. Eu não queria a pena de ninguém. Eu quero Bella. Só Bella me serviria.
Eu não quero ninguém em minha casa. Só Bella.
– Vão embora. – minha voz saiu em um sussurro.
– O que? Não, meu filho. Nós vamos ficar com você. – minha mãe segurou em minha mão.
Ela não entendia. Eu queria todos fora daqui. Eu não queria ninguém. Só Bella.
– Vão todos embora! – Eu gritei. – Agora!
Pude ver os olhos da minha mãe se encherem de lágrimas. Meu pai a abraçou e a puxou até a saída.
Rosalie puxou Emmett.
Ele ainda me olhou nos olhos.
Seu olhar me dizendo que ele estaria comigo quando eu precisasse.
Mas eu não queria ele, eu queria Bella. Só Bella. Será que ninguém entendia isso?
Abaixei a cabeça. Nem mesmo você poderá me ajudar, Pinky. Pensei.
Eu perdi Bella.
Eu perdi o amor da minha vida.
Eu perdi a minha vida.
Eu perdi tudo.
Eu queria morrer.

Notas finais do capítulo

Bom, gostar eu sei que ninguém gostou muito, mas e aí, choros? raiva?
Então, as coisas nao vao ficar por isso não. Bellinha vai entrar no modo mãe, e bem, ela é louca pelo nosso Edward idiota Cullen... então... já sabem o que aguardar né...
Esse casal se ama muito, mas a insegurança do Edward está acabando com tudo... muitas conversar ainda virão... muita raiva, mágoa, amor, beijos... heim, eu disse beijo? Esqueça, eu nao disse isso heim rsrsrs

4 comments :