FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 41

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez












PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!


Capítulo 41
Contos de fada terminam

Meus pés estão doendo.
Não, espere. Preciso reformular a frase. Meus pés, minhas costas e meus seios estão doendo.
A barriga de uma grávida inchar, tudo bem. Agora o pé? Por que raios o pé tem que inchar?
Tem coisas no corpo humano que eu não sou capaz de entender.
– Bella, hoje você não tem consulta? – Alice apareceu ao meu lado no balcão, perguntando. Assenti desanimada. – Então por que você ainda está aqui?
– A consulta é só de tarde, Alice. Posso muito bem trabalhar no período da manhã. – ela revirou os olhos.
– Você sabe que não apoiei sua decisão de largar a faculdade e voltar a trabalhar em período integral. – ela fez um bico. – Você não precisava ter feito isso.
– É claro que precisava, Alice. Eu estou grávida e separada, tenho gastos, e com salário de meio período, simplesmente não dá. – ela ia falar algo, o que eu com certeza já sabia o que era, mas eu a cortei antes mesmo de começar. – Eu sei. Edward me envia uma quantia absurda todo mês. E eu uso. Mas apenas para assuntos relativos ao bebê.
– Esme e Carlisle estão sempre querendo ajudar. – ela jogou.
– Eu sei e fico muito feliz que os avós do meu filho estejam tão empolgados. – Suspirei. – Todos os presentes que eles dão estão sendo bem aceitos. Mas dinheiro eu não pego deles. Edward tem a responsabilidade com a criança, e pelo menos financeiramente ele está cumprindo. – senti uma pontada de dor no peito. Essa situação ainda me machucava e muito.
– Ele fez o exame? – ela perguntou.
– Não. – respondi em um sussurro. – Eu não consigo entender toda essa cisma dele com Riley, quer dizer, eu não vejo esse cara há um tempão. Ele alega ser só pela mensagem e o fato de eu ter omitido a presença dele naquele dia, mas o que eu realmente acho, é que Edward sofre tanto com a insegurança, que tudo na vida, ele pensa logo o pior. Sempre pensa que nada de bom vai acontecer com ele. – suspirei. – Lá no fundo, bem lá no fundo, ele sabe que esse bebê é dele. – acariciei minha barriga.
Era nisso que eu me agarrava para viver cada dia.
– Você não tem raiva dele? – pensei um pouco antes de responder.
– Não. Raiva não. – hesitei. – Quer dizer, no dia do meu aniversário eu fiquei cega de raiva. Afinal, eu havia acabado de receber a notícia, eu estava eufórica, imaginando uma cena onde ele se emocionaria e ficaria feliz como nunca vi em minha vida, e quando ele disse aquilo, eu desmoronei. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Então a raiva me dominou. Após escutar os motivos pelos quais ele alegava que eu o havia traído, a decepção foi o sentimento predominante. E depois, quando eu saí de casa, a tristeza me atingiu, e de certa forma, até hoje não foi embora. – despejei tudo de uma vez.
– Ele te ligou o resto do mês de setembro inteiro, e você não quis atende-lo. – havia um certo tom acusatório ali.
– Não finja que você não sabe o que aconteceu naquele dia que eu fui procura-lo. – eu disse amarga. – Foi um erro. Eu tinha que me afastar, botar a cabeça no lugar. Falar com ele não me ajudaria em nada. Ele não perguntaria como estava minha gravidez, não perguntaria se eu estava sentindo dores ou enjoos, ele não perguntaria quando seria minha próxima consulta, ele apenas me diria o quanto me ama e me pediria pra voltar pra ele. – um nó já se formava em minha garganta.
– Isso é verdade... – Alice concordou.
– Nesse momento, eu preciso mais do que um homem que me ame. Eu preciso de um homem que ame o meu filho. – respirei fundo. – Eu preciso que Edward reconheça e ame nosso filho.
– E se ele bater em sua porta dizendo que fez uma confusão, e que agora ele acredita que esse bebê é dele? – franzi o cenho. O que eu faria?
Dei um longo suspiro.
– Eu ficaria muito feliz e deixaria ele participar totalmente da vida do nosso filho. – respondi com firmeza.
– Você não voltaria pra casa? – eu voltaria?
– Por que essa conversa agora, Alice? – tentei desconversar.
– Por nada, só curiosidade. – ela deu de ombros. Eu peguei um espanador e fui tirar pó das prateleiras do lado direito da loja. – E então, não vai responder? – ela queria mesmo insistir nisso.
Passei o espanador com mais força do que devia na prateleira com óleos de massagem.
– Não. – respondi seca.
– Mas no caso, ele teria entendido que você nunca o traiu. – ela argumentou.
Olhei de canto de olho para Alice.
– Ele nunca deveria ter desconfiado. – voltei a espanar, encerrando assim a conversa.
[...]
– Sim Esme, em alguns minutos será a minha vez. – respondi minha sogra, ou ex-sogra. Na verdade, nem eu sei.
Estávamos no telefone.
Eu estava na clínica, para fazer mais uma ultrassom, e esperando dessa vez que eu pudesse ver o sexo do bebê.
Esme infelizmente não pode vir, algum compromisso beneficente. Alice precisou ficar na loja, já que atipicamente, tínhamos um grande movimento hoje.
Eu não me importei em vir sozinha.
– Se o bebê nos mostrar se é menino ou menina, você jura que eu vou ser a primeira pessoa a saber? – ela parecia uma menininha quando falava no neto. Meu bebê.
– Vejo que você está animada mesmo, heim? – brinquei. Ela suspirou.
– Ele vai perceber. – não respondi. Eu não queria entrar nesse assunto. – Todos nós confiamos em você, Bella. Eu não ficaria ao seu lado se não conhecesse seu caráter. Eu, aliás, toda nossa família, sabemos que você não fez nada. E eu sei que Edward vai enxergar. – ela se interrompeu, e eu continuei calada. – Ele se acha inferior, Bella. Ela acha que não é capaz. Eu sei que isso não justifica, mas eu o entendo. Não aprovo, mas entendo o raciocínio dele.
– Esme, eu realmente não quero falar sobre isso. Eu já enviei a solicitação do exame e ele até hoje não o fez. Enviei os papéis do divórcio, e ele não deu resposta alguma. – respirei fundo. – Eu realmente não sei o que seu filho quer.
– Ele quer você de volta. Eu sei disso. – ela hesitou. – Bella, ouça-me, Edward não atende minhas ligações e nem de Carlisle. Nós não conseguimos permissão pra entrar em sua residência. Ele quis se isolar do mundo. O único que consegue falar com ele de vez em quando, é Emmett. E ele tem nos contado como ele anda deprimido, e que aos poucos ele tem percebido a burrada que fez. Se ele lhe procurar, o receba de coração aberto, por favor. Estou te pedindo como uma mãe que não suporta ver seu filho se afundando e sem deixar ninguém ajuda-lo.
– Esme, se ele me procurar, eu com certeza vou recebe-lo de coração aberto. Vou ficar muito feliz de tê-lo do meu lado pra criar nosso filho. Vou dar total liberdade para ele participar de tudo. É direito dele, apesar de tudo. – eu disse categoricamente.
– Mas o casamento... – ela jogou.
– Não... – sussurrei. – Quer dizer, eu realmente não sei. – suspirei. – Foi um golpe forte. Imagine se quando você engravidou de Edward, primeiro filho, e quando contou para Carlisle, ele dissesse na frente de todos, sem mais nem menos que o filho não era dele? O que você faria? – me exaltei um pouco. Eu já estava cansada de todos me fazerem essa mesma pergunta, e esperando que eu dissesse que voltaria correndo para os braços dele. E o meu orgulho? E o meu amor próprio? É fácil falar quando não se passa a humilhação que passei. Ser acusada de empurrar um filho de outro no seu marido. Escutar o homem que você ama com loucura lhe acusar disso, não tem sentimento que explique. Eu não desejo a ninguém.
Após alguns segundos calada, Esme respondeu.
– Eu não conseguiria viver em paz em um casamento onde eu poderia ser acusada a qualquer momento. Eu teria a mesma atitude que você teve. – ela respondeu pesarosa.
– Foi o que eu pensei. – disse por entre uma respiração.
– Sra. Cullen. – a enfermeira me chamou.
Fechei os olhos com força. Ainda me doía o coração ser chamada pelo nome de casada. Há alguns meses atrás, esse era o meu maior orgulho. Hoje... Eu só conseguia lembrar como terminou mal meu casamento relâmpago.
Contos de fada não duram para sempre.
Fiz um gesto para ela esperar um minuto.
– Esme, vou ter que desligar, a enfermeira já me chamou. Assim que acabar a consulta, e te ligo. Até mais.
– Ok, me ligue sim. Até mais, Bella. – desliguei o telefone e o joguei dentro da bolsa.
Me levantei do banco confortável em que estava sentada e comecei a caminhar atrás da enfermeira pelo amplo corredor da clínica.
Levei uma mão à base da minha barriga. Os cinco meses e meio já estavam pesando.
Caminhei lentamente, olhando para o chão distraidamente.
Senti algo segurando minha mão antes de eu entrar na sala que eu seria atendida.
Estremeci com o toque.
Lentamente girei minha cabeça para o lado e minha respiração engatou.
– Você aqui?


Notas finais do capítulo

E então? deixem opiniões rsrs
tirando algumas duvidas... gente, a familia do Edward não o abandonou, ele que se isolou... e pra quem ta criticando a Bella... se coloquem nessa situação, o que ela passou não é facil, ainda mais pq foi maltratada pelo pai do seu primeiro filho, que nem chegou a nascer...
Ela confiava cegamente em Edward, no amor dele... acreditava estar fazendo tudo certo... e do nada, no dia que era pra ser o mais feliz da vida dela, tudo desmorona... é dificil...
Muito amadurecimento de ambas as partes para acontecer... Não gosto de fic machista onde o personagem masculino faz a mocinha de gato e sapato e no final ela perdoa ele de cara... não esperem isso de mim, vai ter muito romance ainda, mas o felizes para sempre ainda vai demorar...

1 comment :

  1. Me diz que é o Edward !! Estou amando a fic! Parabens pelo trabalho!

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