FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 43

Boa noite, gente...
segue mais um capitulo... espero que vocês gostem, e principalmente, entendam.
A Bella, sempre foi uma mulher forte e equilibrada, porém apaixonada, tem horas que ela não resiste ao marido gostosão rs Mas ela não pode voltar tao facil pra ele. Ela não está fazendo doce, ela só nao quer viver um relacionamento em que ela viverá com receio do que Edward estará pensando. Com receio dele estar guardando algo para si, que poderia ser resolvido facilmente com um dialogo. E tem a mágoa do que ele fez, nao é mesmo?
Um marido fazer isso, dói demais. Ainda mais ele, que sempre foi tao apaixonado e devoto por ela. Foi um golpe inesperado.
bem, let's gooo


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez


Bella saiu de trás do biombo, onde ela trocou sua roupa, e se deitou na maca.
Ajeitou, cuidadosamente, o roupão que a doutora lhe deu, para não expor muito seu corpo.
Me senti mal.
Ela fez isso por mim. Ela não queria expor seu corpo, ao homem que conhece cada milímetro dele.
A doutora abriu o roupão apenas na parte da barriga de Bella. Sua linda barriguinha ficou exposta, e eu resisti bravamente ao impulso de tocá-la.
Doutora Susan espalhou um gel na barriga de Bella e logo começou a passar o aparelho do ultrassom.
– E então, algum palpite? – doutora Susan perguntou sorrindo. Ela ainda não havia percebido o clima entre eu e Bella. – Geralmente o pai sempre acerta.
Sorri um pouco desconcertado.
– Eu acho que é uma menina. – eu disse baixo, meio inseguro. Bella me olhou. – Aliás, eu tenho certeza que é uma menina. – disse mais convicto, olhando em seus profundos olhos castanhos.
Ficamos alguns instantes nos encarando. Tantos sentimentos presos ali. Tanta saudade...
Aos poucos, Bella desviou seus olhos dos meus, e sorriu para a doutora.
– Eu não tenho preferência. Sendo saudável, está ótimo. Eu já amo muito esse bebê, sendo menino ou menina. – ela olhou para sua barriga e sorriu.
Lentamente, segurei a mão direita de Bella. Ela se assustou com o toque.
Eu trouxe sua mão até meus lábios, e depositei um beijo em sua palma.
– Eu vou amar muito nosso bebê, sendo menino ou menina. – olhei para seu rosto, mas ela não me olhava. Estava de olhos fechados.
Pude vê-la respirar fundo, e depois abrir os olhos. Estavam marejados.
– Bem, então vamos matar a curiosidade desses pais logo. – a alegre doutora Susan falou.
Os segundos seguintes foram algo como um borrão.
Quer dizer, literalmente um borrão. Eu olhava pra tela, mas só via uma mistura de preto e cinza, mas nada que lembrasse a forma de um bebê.
Eu ainda segurava a mão de Bella firmemente à minha.
Eu estava trazendo novamente sua mão aos meus lábios, para beijá-la, quando um barulho diferente chamou nossas atenções.
Eu olhei para o rosto de Bella, e como se fosse atraída por um imã, Bella olhou para mim.
Nossos olhares ficaram presos.
Tum-Tum Tum-Tum Tum-Tum
Minha respiração engatou. Uma lágrima deslizou pelo rosto da mulher da minha vida.
Tum-Tum Tum-Tum Tum-Tum
Não pude conter minhas próprias lágrimas.
Tum-Tum Tum-Tum Tum-Tum
– Esse é o coraçãozinho do bebê. Está batendo perfeitamente. – pude escutar doutora Susan falar em voz baixa, como se não quisesse estragar o momento.
Com certeza, nada estragaria esse momento.
Eu estava escutando o coração do meu bebê. Meu e de Bella.
Amaldiçoei-me por quase perder esse momento.
Sentir essa emoção não tem como explicar. É mágico, é surreal.
– Obrigado. – disse baixo. Agradecendo Bella por ter me deixado entrar com ela. Por me deixar participar sem ter que dar explicações.
Ela era muito melhor que eu.
Ela sorriu verdadeiramente, entendendo o motivo por eu estar lhe agradecendo.
Eu trouxe sua mão aos meus lábios, e distribuí vários beijos.
Eu estava explodindo nesse momento.
– Bem, acho que hoje esse bebê ficou animado com a presença do pai, e resolveu nos mostrar se é menino ou menina. Alguma aposta, Isabella? – assim que escutamos doutora Susan falar, desviamos nossos olhares e prestamos atenção nela.
– Na-não. Eu na verdade não tenho nenhum palpite. – Bella disse numa mistura de felicidade e nervosismo.
– É uma menina! – eu afirmei.
Bella olhou brevemente pra mim, olhou nossas mãos que ainda estavam unidas, e por fim, olhou para a tela.
– Bem, me parece que Isabella vai ter que lutar pela preferência. Pois a menininha do papai se animou com a presença dele. – é uma menina! É a minha menina.
O choro foi inevitável.
Nunca senti uma emoção como essa. Era a minha menininha. A menina dos meus sonhos. Mary Hope.
Céus, ela sempre esteve ali, falando pra mim que ela era a minha filha.
Como eu pude ser tão idiota de duvidar?
Olhei para o rosto de Bella, e era uma mistura de choro e sorrisos. Ela estava tão linda.
Se eu pudesse levantar da minha cadeira de rodas, eu a pegaria no colo e a rodopiaria de tanta felicidade que eu estava sentindo nesse momento.
Estiquei meu braço e puxei seu rosto para mim. Minha cadeira estava praticamente colada à maca.
Ela parecia assustada com minha atitude. Não me intimidei. Puxei seu rosto ao meu e tomei seus lábios.
Céu! Eu definitivamente estava no céu.
Saudade de sentir a macies daqueles lábios, o gosto de Isabella.
Ela não respondeu ao beijo, mas também não se afastou.
Lentamente, afastei nossos rostos, porém, ainda olhando fixamente em seus olhos.
– Obrigado por ser responsável por tudo de bom que acontece em minha vida. – meu tom foi sério e intenso.
Ela assentiu, meio desconcertada, e desviou seus olhos dos meus.
– Parabéns aos futuros papais. – a médica nos parabenizou.
Logo Isabella se trocou novamente, e nos sentamos com a doutora.
Ela receitou algumas vitaminas a mais para Bella, e lhe recomendou que fizesse ioga. Ela disse que isso poderia ajudar muito a passar tranquilamente o período da gravidez.
Alguns minutos mais de recomendações, e logo nos despedimos da alegre doutora Susan.
Ao sairmos do consultório, encontramos Eric parado no corredor, a nossa espera.
– Eric, como vai? – Bella o cumprimentou educadamente.
– Vou bem, Sra. Cullen. Espero que esteja tudo bem com o bebê. – Eric tentou ser simpático. Mas chama-la de Sra. Cullen a fez retorcer o nariz. E o meu coração afundar.
– Ok, então vamos, não é mesmo? – chamei a atenção deles. – Temos que passar na farmácia para comprar as vitaminas e depois procurar uma academia que ofereça ioga. – Olhei para Bella. – Ou você prefere que eu contrate uma professora particular? – ela me encarava sem dizer nada. – Acho que professora particular é o mais viável, e mais confortável também, de qualquer forma. – falei comigo mesmo.
– Ok, vamos então. – Eric caminhou para a direção do elevador.
Eu esperei Isabella começar a caminhar para eu poder empurrar minha cadeira, mas ela não se mexeu.
– Isabella, você está sentindo alguma coisa? – perguntei preocupado.
– O que você está fazendo? – sua pergunta saiu em um sussurro.
Respirei fundo.
Eu a estava confundindo. Eu sabia que teria que me explicar pra ela, lutar pelo seu perdão e pelo seu amor novamente. Mas eu não queria fazer isso num corredor de uma clínica.
– Nós podemos ir providenciar as vitaminas, e depois conversamos, pode ser? – olhei em seus olhos. Ela hesitou por um instante. Naquele instante eu pude ver uma infinidade de sentimentos se conflitarem. Por fim, ela assentiu e caminhou rumo ao elevador.
.
[...]
.
Depois de comprarmos as vitaminas, pedi a Eric para nos levar até um café que ficava no centro da cidade mesmo. Era um ambiente charmoso e discreto.
Isabella e eu entramos, e nos acomodamos em uma mesa no canto.
A garçonete, gentilmente, retirou uma cadeira, para eu poder encostar com a minha.
– Eric não vai entrar? Quer dizer, ele vai ficar lá fora esperando? – Bella parecia nervosa.
– Bella. – segurei sua mão por cima da mesa, mas discretamente, ela se esquivou do meu toque. Respirei fundo. Eu fiz por merecer isso. Eu a magoei. Eu destruí a confiança que ela depositou em mim. – Não se preocupe com Eric, ele deve estar jogando algum jogo no PSP dentro do carro. – disse de forma natural.
– E então, já estão prontos para pedir? – a simpática garçonete nos perguntou.
– Um cappuccino e petit gateau de chocolate, por favor. – eu pedi. Ela anotou e olhou para Bella. Antes de ela ter a chance de falar, eu continuei. – E pra minha esposa, suco natural de maracujá e torradas com geleia de damasco e queijo brie. – eu sorri e entreguei o cardápio à garçonete.
Ela pareceu meio desconcertada e logo girou em seus calcanhares e saiu.
– Agora nem capaz de pedir o que eu quero, eu não sou mais? – Bella suspirou cansada. – E maracujá? Jura?
– É que você sempre me deixava pedir pra você quando saíamos para comer algo. – dei de ombros. – Você sempre dizia que se você fosse escolher, sempre seria a mesma coisa. Você gostava quando eu decidia por você. – a última frase saiu em um sussurro.
– Tudo bem, eu acho que posso entender isso. Geleia de damasco deve ser bom. – sorrimos um pouco sem graça. Alguns segundos de silêncio. Eu não sabia por onde começar. Bella foi a primeira a quebrar o silêncio. – Então, a garçonete pareceu decepcionada quando você mencionou a palavra “esposa”. – ela fez aspas com os dedos e tentou parecer casual, mas eu podia ver o ciúme brilhando no fundo de seus olhos. Nem tudo está perdido, nem tudo está perdido. Minha mente gritou.
Sorri.
– Pra falar a verdade, não reparei na reação dela. Não tenho olhos pra nenhuma outra mulher além de você. – busquei sua mão por cima da mesa, e dessa vez ela não se esquivou.
Nossos olhos se conectaram.
Eu poderia passar o resto da vida apenas olhando para aqueles profundos olhos castanhos, dizendo em apenas um olhar o quanto eu a amava.
Um pouco desconcertada, Bella afastou sua mão da minha e começou a estalar os dedos.
Ela estava nervosa.
– E então, Edward, você não vai me falar o que foi aquilo tudo na consulta? Aliás, o que tem sido isso tudo até agora? – ela continuava estalando os dedos.
Respirei fundo. Eu estava adiando esse momento.
– Bella... Primeiro de tudo, eu gostaria de pedir seu perdão. – ela ofegou. – Eu sei que o que eu fiz é imperdoável, mas eu preciso pelo menos passar o resto da minha vida lutando pelo seu perdão. – tentei reorganizar meus pensamentos. – Eu fiz uma confusão na minha cabeça. Eu não tive atitude de um homem quando eu deveria ter tido. Quando eu vi aquela mensagem, eu deveria ter falado com você, pedido por explicações, mas eu me acovardei, por medo de te perder. – Bella olhou pra mim, espantada.
– Me perder?
– Eu sempre soube o quão honesta você era, e se eu te perguntasse, você me contaria a verdade, e não me pediria pra perdoar. Você me deixaria. E pra mim, essa dor seria pior do que a dor de saber que você havia me traído. – confessei. – Eu fiquei com uma ideia fixa na minha cabeça de que eu tinha que provar que eu era melhor que Riley, que eu fiquei neurótico.
– Aquele período que você ficou estranho... – Bella começou.
– Sim. Eu queria te agradar de todas as formas, eu queria ser bom em tudo, e nem cumprir meus deveres de marido eu não estava conseguindo. – lamentei. – No dia em que conseguimos, digamos, botar nosso casamento no eixo novamente, foi quando eu, na verdade, consegui parar de tentar ser melhor que outro homem. Eu só quis ser o Edward, o cara que mais te amaria em todo esse mundo.
Bella olhou pra baixo, franziu o cenho, e depois me olhou novamente, dando-me claro sinal para prosseguir.
– Quando a notícia da gravidez chegou, eu fiquei desnorteado. Eu juntei as peças em minha cabeça, e eu cheguei à conclusão que você apenas me traiu pra conseguir engravidar, já que eu não era capaz de lhe dar isso. – ela olhou intensamente pra mim.
– E o que mudou? – quando eu ia responder, a garçonete retornou com nossos pedidos.
Deixou as bandejas sobre a mesa, e se retirou, desejando-nos o automático “bom apetite”.
– Coma Bella. Você deve estar com fome. Eu li que as grávidas comem mais que o normal. – ela deu um tímido sorriso.
– Realmente, a gravidez me deixou com mais fome. – ela pegou uma torrada, passou a geleia e cortou uma pequena fatia do queijo brie e comeu. – Humm, uma delícia. – sorri. Eu sabia que ela iria gostar. – Você também devia comer. Você está bem magro. – sorri amargo.
– Não tem porque fingir pra você. Eu realmente emagreci bastante. – levei uma mão ao meu cabelo, bagunçando-o completamente. – Sem você ficou muito difícil, Bella. Sem você, simplesmente não dá. Nem vontade de comer eu tenho. Mas agora eu estou tentando, eu juro, teve uma fase pior.
Ela pareceu perturbada por um instante, mas logo voltou a comer.
– E então, Edward, o que mudou? – ela perguntou novamente.
– Na verdade, não mudou nada. – ela franziu o cenho em visível confusão. – Bella, eu sempre soube do seu caráter. Você é uma mulher honesta, companheira, amorosa e fiel. O erro estava em mim. Eu sempre me acostumei a assumir o posto de vítima. Quando essa confusão toda da noite com o pessoal do grupo de estudos e a mensagem aconteceu, eu fiz o que eu sempre assumi que era seguro fazer. Me colocar no lugar de vítima e lembrar-me a todo momento que sou um homem deficiente, e que qualquer coisa que eu tivesse, já seria lucro. E foi isso que eu fiz, eu disse a mim mesmo que já estava muito bom estar casado com a mulher que amava com loucura, e que uma traição não teria importância. Já que eu era um cara deficiente, eu não poderia cobrar muita coisa da minha companheira. – olhei para Bella, e ela parecia concentrada em casa palavra que eu dizia. – Mas a notícia da gravidez mexeu demais comigo, eu não me controlei e falei aquela besteira na frente de todos. Porém, mesmo eu pensando que esse bebê não era meu, eu queria continuar com você. – tomei um pouco do meu cappuccino.
– Como você chegou a conclusão que você é o pai da minha filha? – ela fitava um ponto inexistente na mesa.
– Eu comecei a ter sonhos com a nossa menininha. – Bella olhou-me espantada. – Uma longa história, mas de forma resumida, ela sempre apareceu pra mim. Todas as noites, uma semana após você deixar nossa casa. E também, eu parei pra pensar com clareza. Acho que me isolar e sofrer sozinho me deu tempo para refletir. – tomei mais um pouco do cappuccino. – Essa confusão louca que eu criei em minha cabeça não faz sentido. Nunca fez. Você sempre me provou, diariamente, o quanto me amava e respeitava. Você sempre enxergou em mim, mais do que eu mesmo era capaz de enxergar. – suspirei. – Por isso, te peço mais uma vez, me perdoe por tê-la feito passar por essa situação ruim. Eu prometi ser o melhor pra você, e no fim, acho que me comportei pior do que seu ex-namorado idiota. – uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Bella.
– Ele nunca duvidou que a criança era dele. – ela disse de forma ressentida.
Senti como se uma faca tivesse sido enfiada em meu peito. Eu fui pior. Bella foi rejeitada pelo pai do seu filho na sua primeira gravidez. E eu não fiz diferente.
– Me perdoe. – segurei sua mão por cima da mesa.
– Eu vou te perdoar, Edward. Não agora, aqui, nesse café, mas eu vou te perdoar. – ela tentou dar um sorrido forçado. – Nós temos uma filha pra criar, temos que ter um bom relacionamento, e tudo se começa com o perdão.
– E o nosso casamento? – eu sabia que esse assunto seria mais delicado.
Ela retirou rapidamente sua mão de perto da minha.
– Edward... – eu a interrompi.
– Eu sei, eu sei. Me desculpe. Eu sei que o que eu fiz não é fácil se esquecer, não será fácil você confiar no meu amor novamente.... – dessa vez, foi ela quem me interrompeu.
– Eu sei que você me ama, Edward. – ela me deu um olhar torturado. – Me ama, mas não confia. Eu não posso voltar pra um casamento que eu vou viver temendo o dia que acontecer alguma outra confusão como essa, e você logo vai deduzir as coisas do seu jeito, não vai me chamar pra conversar e resolver as coisas como adultos. Eu não posso viver pisando em ovos, por mais que eu te ame.
– Você ainda me ama, Bella? – olhei fixamente em seus olhos marejados.
– É claro que eu te amo, Edward. Eu não brinquei quando disse que te amaria pra sempre. Mas só amor não sustenta um casamento. Tem que ter confiança, diálogo e cumplicidade. – ela apontou.
– Você está certíssima. E eu vou provar pra você que eu mudei. Hoje, eu sei que não devo mais me colocar no lugar de vítima. Que devo enfrentar meus problemas de frente, pra não ter que passar por isso que estou passando agora. Estou sem a mulher que eu amo e minha filha ao meu lado.
– Você terá total liberdade pra estar presente na vida da nossa filha. Eu nunca te privaria disso. – ela argumentou.
– Eu sei. Mas eu quero as duas, na minha casa, vivendo sob meus cuidados. – segurei sua mão novamente. – Vocês duas são minha família, e eu vou lutar pra ter vocês comigo.
– Edward... – Bella gemeu em frustração.
– Eu sei, Bella, eu sei que não mereço que você volte correndo para os meus braços. Mas te perder, foi o maior baque que já sofri na vida, e isso me ensinou muita coisa. – suspirei. – Pode demorar o tempo que for, mas eu vou recuperar tudo. Eu não me coloco mais na posição de vítima. Hoje, eu sei que sou um homem muito afortunado, porque a mulher que eu amo com loucura, está carregando nossa filha em seu ventre. As duas pessoas mais importantes da minha vida estão comigo nesse momento. E eu prometo que vou cuidar de vocês pra sempre. – beijei sua mão, selando minha promessa.
Bella assentiu, e voltou a comer suas torradas.
Conversamos mais um pouco sobre a sua gravidez. A medida que ela me contava coisas do início da gravidez, eu me sentia um crápula por perder tudo isso, por deixa-la passar por certos momentos sozinha.
Isso só reforçava o pensamento que eu teria que ir com muita calma para reconquistar minha esposa.
Dentro do carro, quando estávamos indo levá-la para a casa de Alice, eu já sabia que Bella havia me perdoado, como pai de sua filha, pelo que eu fiz. Ela já me contava com mais empolgação sobre os desejos estranhos que ela teve no início, cólicas, as roupinhas de bebê que minha mãe, Alice e Rosalie compravam. Todas as roupinhas brancas, amarelas e verdes, já que elas não sabiam o sexo.
Minha mãe... Outra pessoa com quem eu tenho que me redimir também.
Ao chegarmos em frente ao apartamento de Alice, Bella me olhou hesitante.
– Ér, você quer... Entrar? – ela disse desconcertada.
– Não Bella, obrigado. Se bem me lembro, já ouvi Alice se queixar que esse prédio não tem elevador, e eu sei que ela mora no segundo andar, então... – ela entendeu, e logo seu rosto tomou aquele lindo tom de vermelho por seu rubor.
– Me desculpe, eu não quis... Eu na verdade me desacostumei... Eu... – encostei dois dedos em seus lábios, a silenciando.
– Não precisa se desculpar. Você não pensa mais por nós, pensa por você e nossa filhinha agora. Eu entendo, dói, mas eu entendo. O culpado disso fui eu mesmo. – cheguei meu rosto mais próximo ao seu. – Mas eu vou lutar com todas as minhas forças pra você logo voltar a pensar por nós dois. – levei uma mão à sua barriga. – Aliás, nós três.
– Edward, combinamos de ficar num relacionamento amigável, pelo bem da nossa filha. – cheguei mais perto. Ela estava nervosa, sua respiração estava acelerada.
– Eu vou te reconquistar aos poucos, Bella. Eu concordei com um relacionamento amigável, mas você é minha esposa ainda, e sempre será. – segurei em sua nuca, trazendo seu rosto pra mais perto do meu. Estávamos com as pontas dos narizes colados.
– Edward... – eu não sei se ela estava me repreendendo, mas isso saiu mais como um gemido.
Foda-se! Isso mexeu com meu animal interior. Eu queria Bella gemendo meu nome em meus braços novamente. Eu queria a sensação de abraça-la e tomar seu corpo. Eu queria tudo dela novamente.
Não resisti. Tomei seus lábios nos meus.
Não fui suave. Minha língua invadiu sua boca, a procura de sua língua.
Minha respiração engatou, meus batimentos cardíacos aumentaram. Mordi o lábio inferior de Bella, e ela soltou um gemido.
Eu queria tocá-la. Eu precisava tocá-la. Subi a mão que descansava em sua barriga, em direção aos seus seios. Eles estavam tão lindos. Aliás, mais do que já era, se isso é possível. Maiores, mais redondos, cheios.
Sem pudor algum, apertei um seio do jeito que eu sei que Bella gostava. Puxei seu mamilo em meus dedos, através do tecido fino da blusa.
– Oh... – Bella gemeu.
Voltei a beijá-la com paixão, apertando seu seio, quando escuto um clarear de garganta.
– U-huh. – Merda, eu esqueci que Eric estava no carro.
Tem coisas que não mudam.
Bella se ajeitou um pouco sem graça. Discretamente, limpou os cantos da boca. Ela ainda não me olhava.
Merda, eu tinha uma fodida ereção em minhas calças.
Bella agarrou sua bolsa e abriu a porta do carro.
Segurei em seu braço antes que ela saísse.
– Bella? – ela me olhou um pouco envergonhada. – Tenha uma boa noite. Amanhã eu vou te ligar. – ela mordeu o lábio inferior. – Pra saber como você estará se sentindo. Detalhes da gravidez, agora que a gente já sabe que será uma menina.
Ela pareceu relaxar um pouco. Quando eu entrava no modo pai-de-sua-filha, ela ficava mais tranquila, mais a vontade, mas quando eu estrava no modo marido-arrependido-e-apaixonado, ela recuava. Bem, aquele beijo não foi exatamente um recuo, mas em geral, ela passou a tarde recuando.
– Tudo bem, nos falamos amanhã então. – ela falou em voz baixa. – Boa noite, Edward. – ela saiu e fechou a porta do carro.
Fiquei olhando ela entrar no prédio e sumir do meu campo de visão.
Dei uma longa respiração.
Eu a magoei muito.
Mas ainda havia amor por mim dentro do seu coração, como ela mesma confessou. E eu lutaria pra tê-la de volta. Não seria hoje, nem amanhã e nem depois. Eu teria que provar aos poucos, ela tinha que confiar plenamente no meu amor novamente.
– Pelo visto, você teve um bom começo. – Eric puxou assunto, enquanto dava a partida no carro.
– Sim Eric. Foi um bom começo, mas ainda tenho um caminho longo a percorrer. – puxei meu celular do meu bolso, e olhei nossa foto nas Ilhas Maurício em meu protetor de tela.
Bella sorria com o rosto colado ao meu. O sorriso mais lindo do mundo.
Eu vou te reconquistar, baby!



E então, gostaram?
Espero que sim...
E o Eric heim, sempre atrapalhando kkkk




PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

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