FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 44

Gostaria de agradecer às recomendações de Thaís Adriana e Jussara Swan Cullen. Não sei se agradeci no cap. anterior, mas agradecer nunca é demais...
então, vamos lá...
Bem, eu estou tentando suavizar mais as coisas, tirar o peso do drama, agora que o Edward está amadurecendo de verdade.


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



Dois dias após a consulta de Bella, e a nossa reaproximação “amigável”, eu havia resolvido ir conversar com minha mãe.
Eu mantive contato com Bella durante esses dois dias. Bem, pra falar a verdade, eu acho que liguei pra ela umas 30 vezes em apenas 48 horas. Mas Eric estava de prova, ela disse que eu poderia ligar.
Ela foi muito amável comigo, como sempre. Estava entusiasmada com a gravidez. Me contava cada detalhe do que estava acontecendo com ela. Algumas dores nas costas, inchaço nos pés. Nos pés? Isso era algo que eu não entendia. A fome e sono excessivo. E era tão bom saber que ela estava feliz em compartilhar isso tudo comigo.
Conversamos muito pelo telefone nesses dois dias, mas em nenhum momento o assunto foi para o nosso beijo dentro do carro.
Eu sabia que Bella ainda estava magoada, e com toda razão. Eu não queria forçar. Mas eu não poderia prometer que conseguiria me comportar quando estivesse ao seu lado. Sou homem e a amo com todo meu coração, fica difícil me controlar.
Fui tirado dos meus pensamentos, quando Eric entrou na propriedade dos meus pais.
Ele estacionou na garagem, e logo abriu a porta pra mim, já com a minha cadeira em mãos.
– Obrigado, Eric. – agradeci quando ele me ajudou a sentar na cadeira.
Ele assentiu, e eu segui para a entrada da varanda, empurrando minha cadeira.
Eu não estava chegando de surpresa. Quer dizer, eu liguei para meu pai ontem a noite.
– Alô. – sua voz grossa e diplomata, ecoou.
– Pai, sou eu. – ficamos em um silêncio incômodo. – Como você está? – perguntei.
– Seu irmão disse que você perdeu peso. Você não está comendo? – ele ignorou minha pergunta. Suspirei. Emmett era um grande fofoqueiro.
– Realmente, eu perdi peso. Mas agora eu estou me alimentando direito. – hesitei por um momento. – Pai, amanhã vou almoçar com vocês. Posso? – perguntei, sem ter certeza se eles teriam tempo livre amanhã.
– A casa é sua. – ele disse apenas. Mas eu pude sentir a emoção em sua voz.
– Tá. – eu confirmei.
– Tá. – ele falou também.
Ficamos em um silêncio desconfortável, novamente.
– Então, até amanhã. – quebrei o silêncio.
– Até amanhã. – ele disse meio hesitante. Como se não tivesse certeza se eu realmente apareceria.
A enorme porta que ligava a varanda à sala estava aberta.
Entrei observando cada detalhe. Nada mudou. Quer dizer, não passou muito tempo desde a última vez que eu estive aqui, foram duas semanas antes do aniversário de Bella.
Mas de lá pra cá pareceu acontecer tanta coisa, e ao mesmo tempo, o tempo se arrastou no período que eu estive isolado.
Varri esses pensamentos da minha cabeça e continuei empurrando minha cadeira.
Não havia ninguém na sala. Mas o cheiro que invadia o cômodo era tentador.
– Hummm, molho madeira. – suspirei deliciado pelo cheiro. Eu simplesmente amava qualquer coisa ao molho madeira.
Avencei até a sala de jantar e avistei minha mãe arrumando os talheres na grande mesa retangular que ficava no centro do cômodo.
– Mãe... – chamei em uma mistura de sussurro e rouquidão.
Ela não me olhou, mas ao reconhecer minha voz, os talheres que estavam em suas mãos fizeram um barulho irritante ao se colidirem com o vidro da mesa.
– Você veio... – ela falou baixo, e ainda sem me olhar, ela sorriu.
Me chutei mentalmente por ter sido um idiota e tê-la expulsado da minha casa, e depois não ter mantido qualquer contato.
– Eu disse que viria. – aproximei minha cadeira da mesa.
– É, você disse. – ela sorriu e dessa vez me olhou. Em seus olhos cor de mel pude ver mágoa, carinho e saudade.
– Me desculpa, mãe. – seu meio sorriso sumiu de seu rosto. Ela me olhou de forma séria. – Eu queria poder te dar um monte de desculpas e razões pelo que eu fiz, mas foi apenas imaturidade da minha parte. Independente de toda a minha confusão com a minha esposa, eu não poderia nunca te isolar da minha vida. Não você, aliás, você e eu pai, que sempre me apoiaram em tudo, sempre estiveram ao meu lado, sempre fizeram de tudo por mim. Eu amo muito vocês, e eu só posso pedir que vocês me desculpem pela minha atitude infantil.
Olhei para minha mãe depois de despejar tudo que eu queria falar. Ela limpava algumas lágrimas que escapavam de seus olhos, mas sorria verdadeiramente.
Virei o rosto quando escutei passos se aproximarem de nós.
Era meu pai.
Seus olhos estavam marejados, mas conhecendo o Sr. Cullen, como eu conhecia, ele não choraria na nossa frente.
Ele se aproximou de mim, abaixou-se e depositou um beijo no topo da minha cabeça.
Eu sorri com sua demonstração de carinho. Eu sabia que o havia desapontado quando abandonei a empresa, mas eu estava perdoado.
– Um dia você ainda me deixa de cabelos brancos. – ele brincou. Minha mãe se aproximou de nós sorrindo.
– Querido, você já tem alguns fios brancos. – nós gargalhamos, e meu pai tentou fazer uma careta, mas foi vencido pelo riso.
– Oh, que lindo, um perfeito retrato de família. – Emm chegou falando alto, como sempre, e me deu um tapinha na cabeça. – Ei, que blusa de bicha é essa? Ela devia ficar melhor quando você tinha músculos. – olhei para a minha blusa polo vermelha. Realmente ficava melhor quando eu tinha 10 quilos de músculos a mais.
– Comporte-se Emmett Carlton Masen Cullen. – nossa mãe o repreendeu. Eu bati uma mão na outra. Uma aberta e outra fechada, em claro gesto de “ se fodeu”.
– Mãe, não me chame pelo nome todo. Eu não gosto. – ele fez cara feia. Eu ri mais ainda.
– E você, Edward Anthony Masen Cullen, não faça sinais obscenos dentro de casa. – minha risada morreu no mesmo instante.
– Tem coisas que não mudam. – meu gargalhou enquanto ia até o bar se servir de uma dose de uísque.
Uma moça, provavelmente uma empregada nova, entrou na sala de jantar com o telefone.
– Sra. Cullen, sua nora. – minha mãe pegou o telefone, e sorriu em agradecimento para a moça.
Provavelmente era Rosalie.
– Sim. – minha mãe concordou com algo que Rosalie disse. – Claro que sim. Vai ser um prazer. – ela escutou por um momento. – Claro, claro. Você tem toda razão. – ela alisou uma ruguinha inexistente na toalha de mesa. – Sim, estamos todos aqui. Tudo bem então, espero você aqui em meia hora. Beijos. – ela desligou e foi para a cozinha sorrindo.
– Pinky, você e Rosalie estão passando por algum tipo de problema? – Emm negou, meio sem entender minha pergunta. – Então por que ela ligou pra mamãe e nem pediu pra falar com você? E por que a mamãe teve que chama-la pra almoçar e não você?
– Cérebro, a Rose está em Los Angeles pra participar de um evento de moda. Acho que semana de moda de alguma coisa. Algo haver com a marca que a loja dela revende. – ele deu de ombros, ainda sem entender nada.
Foi então que minha ficha caiu. A nora não era Rose, e sim Bella.
Bella viria almoçar conosco.
Meu coração martelou meu peito.
Minha mãe voltou sorrindo para a sala de jantar.
– Mãe, a Bella vem almoçar aqui? – perguntei animado demais. Meu pai, que estava no canto, tomando seu uísque perto do bar, quase engasgou com a bebida quando riu do meu entusiasmo.
– Ér... sim? – ela sorriu arteira.
– Mãe, a senhora disse a Bella que eu estou aqui? – perguntei desconfiado.
De repente minha mãe ficou muito interessada em sua unha do dedo mindinho da mão direita.
– Bem, eu posso ter dado algo a entender, não respondendo completamente, mas de uma forma que se ela prestasse atenção, poderia, por ventura, saber que talvez você estivesse em nossa companhia. – ela tentou me enrolar com as palavras.
– Mãe.... – eu bufei.
– Tá bom, tá bom. Ela perguntou se todos estavam aqui, e eu disse que sim. Agora, quem me garante que nesse “todos” – ela fez aspas com os dedos. – ela também não estava se referindo a você? – ela me olhou como se tivesse descoberto a fórmula da imortalidade.
– Mãe, a Bella sabe muito bem que eu fiquei esse tempo todo sem ver vocês, sem aparecer por aqui. E ela não sabia que eu viria almoçar com vocês hoje. – levei uma mão ao meu rosto. – Mãe, e se ela não quiser almoçar comigo? Eu não posso força-la com minha presença. Nós estamos nos relacionando amigavelmente, mas eu sei que ela ainda está muito magoada comigo. E que mulher não estaria? – sorri sem humor. – Eu não quero causar nenhum desconforto a ela. Eu sei que ela tem mantido um laço bem estreito com todos vocês, e fico feliz que vocês tenham dado apoio à sua gravidez quando eu não fiz nada. E eu amo minha esposa, e quero reconquistá-la. E é por isso, que não posso usar desse laço de amizade que vocês têm com ela, para me beneficiar.
Minha mãe pareceu entender meu ponto.
Ela pensou por um momento, me olhando de uma forma estranha.
Todos no ambiente permaneceram em silêncio.
– O fato de você ter tomado a atitude de nos procurar, e ter tido a humildade de assumir seu erro, já nos provou o quanto você amadureceu. – ela se aproximou de mim, ficando parada em pé ao lado da minha cadeira. Segurou meu rosto. – Isso que você disse agora, só reforça o que eu percebi. Você agora, finalmente, está pronto pra assumir todos os seus compromissos, suas responsabilidades. E eu sei que a Bella vai ver isso. – eu sorri. – E se eu puder dar um empurrãozinho, eu vou dar. – ela piscou sorridente.
– Mãe, por favor, não tente bancar o cupido. – eu pedi dramaticamente. Ela balançou os cílios, em falso sinal de inocência.
– Esse almoço vai ser divertido. – Emmett disse de forma conspiratória.
Eu consegui o perdão da minha família.
Ainda havia muitas questões a serem conversadas. Com meu pai, por exemplo, a respeito da empresa. Mas isso seria pra outro momento.
Agora eu tinha poucos minutos pra me preparar para o almoço.
Eu só esperava que a minha presença não incomodasse Bella.

Lá no fundo, eu sabia que ela gostaria de me ver. Apesar de tudo, Bella ainda me amava. Eu só precisava lhe mostrar que ela poderia confiar toda sua vida a mim novamente.


E então, gostaram? Será que esse almoço promete? E a Esme heim, dando uma de cupido... Esme é daquele tipo de sogra que no enquanto nao conhece totalmente, nao confia... mas quando conhece, vira a melhor amiga da nora...
entao, até domingo, no tal almoço... rsrs quero botar uns momentos comédia, o que vcs acham?
E pra quem pergunta sobre os pais de Bella, se eles sabem e ta, a resposta vai vir nos capitulos, ok?



PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

No comments :

Post a Comment