FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 46

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



Depois de sair do meu quarto, Bella ficou um tempo com minha mãe na sala. Saí do quarto depois de um tempo, e logo ela se despediu de nós quando seu táxi chegou. Ela insistiu que iria de táxi, apesar de eu quase força-la a deixar-me levar ela a casa de Alice. Quer dizer, apenas tecnicamente eu levaria, já que Eric é quem dirige o carro.
Fiquei até após o jantar na casa dos meus pais, e um pouco antes de eu ir embora, minha mãe puxou assunto.
– E então, você acha que ainda vão ficar muito tempo separados? – ela perguntou tentando parecer casual.
– Não posso dizer com certeza. Ela me ama e não esconde isso, mas está magoada, e eu não tiro sua razão. Acho que vai ser aos poucos que eu a reconquistarei. – falei confiante.
Minha mãe olhou-me por alguns segundos e sorriu.
– Você está diferente. Está realmente mais maduro. Se fosse há um tempinho atrás, você estaria chorando e desistindo de viver se Bella não voltasse para casa. Mas não, você está tocando a vida, tentando corrigir os erros, lutando pra reconquistar sua mulher. Estou muito orgulhosa de você, meu bebê. – ela acariciou minha bochecha.
– Mãe, por favor, não me chame de bebê. – nós rimos. – Mãe, eu estou um pouco preocupado com uma coisa. Não gosto do fato de Bella trabalhar. Quer dizer, ela está grávida, não é prejudicial? Eu já falei com ela, mas não adiantou muito. – troquei de assunto.
– Não é prejudicial. Gravidez não é doença. Eu converso muito com ela, e trabalhar é uma forma dela manter a mente ocupada, e não ficar sedentária, apenas dentro de uma casa sem fazer nada. – ela deu dois tapinhas no meu ombro. – Trabalhar faz bem pra ela.
– Ela não precisa disso. O dinheiro que eu mando é suficiente pra ela viver muito bem. Mas parece que ela não gasta com si mesma. – me queixei.
– Filho, a Bella gasta sim, mas com coisas referentes ao bebê. E ela andou comprando umas roupas de grávida pra ela. – ela sorriu. – Posso te contar um segredo? – assenti rapidamente. – Ela ainda não comprou um berço. Aliás, nada de móveis para um quarto de bebê. E ela não tem procurado com tanta frequência por um apartamento pra ela. – franzi o cenho. Por que isso era segredo? E o que isso tinha haver?
– Ér... eu comprei um berço. – comentei por não ter o que falar. Minha mãe sacudia a cabeça em negativa.
– Não vê? Inconscientemente, Bella não planeja morar sozinha com esse bebê e nem na casa de Alice, já que ainda não comprou nada. Talvez lá no fundo, Bella tenha esperança de estar com você antes de o bebê nascer. – ela comentou animada.
– Mas mãe, ela está magoada, como ela pode ter esperanças de voltar pra mim, se essa decisão só cabe a ela? Na hora que ela quiser, ela vai me encontrar de braços abertos a esperando. – suspirei frustrado.
Minha mãe tirou uma mecha de cabelo que caía na minha testa.
– Filho, Bella está passando por uma luta interna. Ela quer desesperadamente voltar pra você, ter esse bebê com você ao lado dela e viver o conto de fadas que toda garota sonha. Mas ao mesmo tempo, ela está magoada e tem medo de passar por isso de novo. É uma luta entre a razão e a emoção. Entre o amor que ela tem por você e o que ela tem por ela mesma. – ela explicou.
Após nossa conversa, Eric me levou pra casa e eu apenas cheguei, tomei um banho e fui exausto para a cama.
No domingo liguei para Bella, como eu vinha fazendo todos os dias. Ela me contava animada como teve vontade de comer pão com leite condensado nessa madrugada. Eu ria deliciado por ela estar dividindo esse momento comigo, mesmo que seja apenas por telefone.
Na segunda, Bella me ligou cedo avisando que viajaria para Forks. Ela bateu o pé, afirmando que já havia comprado as passagens, mas não teve jeito. Nem que raios caíssem em minha cabeça eu deixaria minha mulher grávida de quase 6 meses viajar 3 horas de ônibus de Seattle para Forks. Eu liguei para uma cooperativa de taxi, e enviei um para levá-la até a porta da casa de seus pais.
Após o almoço, resolvi ir pessoalmente à clínica de fisioterapia. Queria conversar com Tânya, que acima de tudo, era mais que uma médica, era uma amiga. Só esperava que ela estivesse trabalhando. 23 de dezembro, geralmente as pessoas costumam emendar o feriado do Natal.
– Oi, boa tarde, a Doutora Denalli está? – perguntei à recepcionista.
– Ela está sim, mas não atenderá mais ninguém. O último paciente marcado acabou de sair. – ela me informou de forma simpática.
– Na verdade eu não sou paciente. – ela deu uma boa olhada em mim e minha cadeira de rodas. – Ok, eu sou paciente, mas hoje eu não estou aqui como paciente. Estou apenas como amigo. Queria vê-la antes do natal. – a recepcionista assentiu, e me liberou para entrar no consultório de Tânya.
Dei duas batidas na porta e a abri. Tânya estava de costas, arrumando sua bolsa.
– Rachel, você viu onde eu deixei meu batom rosa? – ela perguntou, imaginando que quem estava entrando em seu consultório era sua recepcionista.
– Eu acredito que você fique linda até mesmo sem um batom rosa. – ela tomou um susto ao reconhecer a voz. Se virou lentamente, os olhos arregalados. – Como médica, você vai ter que me engolir, porque eu vou voltar pra fisioterapia. Mas como amiga... Você me perdoa por sumir e não atender suas ligações? – ela sorriu emocionada e veio rapidamente me pra perto de mim. Se abaixou e me abraçou apertado.
– Seu idiota. – ela disse entre risos, ainda me abraçando.
– Aprecio seu jeito carinhoso. – gracejei.
– E é por isso que você gosta de mim. – ela disse convencida enquanto me dava um beijo na bochecha. – Eu senti saudades, seu bobo.
– Eu também. Bastante. – ela se sentou a minha frente, e ficamos conversando ali.
Contei para minha amiga tudo que houve comigo nesses últimos quase 4 meses. Contei toda a confusão que fiz, o meu período de sofrimento e isolamento, e o momento em que decidi lutar por mim e por minha felicidade.
– Você a ama muito, não é mesmo? – ela perguntou enquanto me analisava minuciosamente.
– Amo demais, Tânya. – confessei sorrindo bobamente.
Ela me olhou por uns minutos, e em seguida seu rosto ficou um pouco vermelho de rubor.
– Sabe Edward, eu conheci um cara bacana, nós começamos a sair e conversar, e decidimos tentar. Estamos namorando há dois meses. Você saberia se não tivesse sumido. – me cutucou. – Mas o ponto é que por um tempo, eu te olhei com outros olhos. – fiquei um pouco surpreso. Quer dizer, um dia eu desconfiei, mas depois tirei isso de minha cabeça. – Eu sempre te achei muito bonito, engraçado e gentil. Que garota não se interessaria? Confesso que em algumas ocasiões, eu deixei a entender que estava realmente interessada em você, na presença da sua esposa. E peço desculpas. Não foi nada legal eu ter feito isso. Hoje eu encontrei uma pessoa muito legal, e não gostaria que outra mulher se interessasse por ele. Então, eu imagino que Isabella deve ter se incomodado muito com algumas pequenas atitudes minhas.
– Não, tudo bem Tânya. A Bella realmente tinha ciúmes de você, mas você nunca faltou com o respeito. Sempre manteve tudo no campo da amizade. Fico lisonjeado que uma mulher tão linda como você, tenha se interessado por mim. Isso é um sopro no ego de um cara. – segurei em sua mão. – E espero que esse cara seja legal mesmo, senão ele terá que se ver comigo.
Nós rimos e continuamos a conversar e matar a saudade.
Uma hora depois, Tânya desceu comigo até o andar do estacionamento, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo. Bem, o meu foi entrar no carro com Eric e ir pra minha casa vazia.
Ao chegar em casa, telefonei para a casa dos pais de Isabella.
Charlie foi muito educado e simpático comigo. Ele ficou alguns minutos perguntando por que eu não tinha ido com Bella, perguntando se eu estava animado com a gravidez, e logo nos despedimos e ele chamou Isabella.
Ficamos duas horas pendurados no telefone.
Ela me contando que visitou algumas amigas na reserva de La Push, que fica na cidade de Forks mesmo, e me disse também que no dia seguinte, iria até Port Angeles fazer as compras de natal, já que seus pais deixaram tudo pra comprar em cima da hora.
Ao fim do telefonema eu já estava com sono.
Deitei-me em minha enorme cama. Ela parecia tão vazia sem Bella deitada ao meu lado.
Fechei meus olhos e em minhas orações, pedi a Deus que trouxesse minha família pra mim novamente.
[...]
– Mãe, essa estrela não quer encaixar. – eu reclamei. Minha mãe havia me mandado montar a árvore de natal. Mas por que raios esses enfeites nunca se encaixam perfeitamente?
Minha mãe, que estava arrumando a ceia de natal na mesa, bufou e veio pra perto de mim.
– Esse mal humor todo é por que a estrela não se encaixa ou por que você não conseguiu falar com Bella o dia todo? – pôs as mãos na cintura e ficou me encarando.
Abaixei a cabeça.
– Eu queria ela aqui. – disse em voz baixa.
– Eu sei. – minha mãe sussurrou e saiu de perto de mim.
Terminei de montar a árvore, e deixei os presentes que eu comprei embaixo dela.
– Espero que tenha lembrado do meu. – meu irmão brincou ao entrar na sala.
– Nunca me esqueceria do seu presente. Comprei um vibrador tamanho GG, você vai adorar. – pisquei e ele bufou. – Tô brincando, pode tirar esse bico da cara. – eu ri da cara de bravo que meu irmão fez. – Eu comprei presentes para todos.
Rapidamente ele contou e seu testa se franziu.
– Comprou dois a mais. – rapidamente ele se deu conta. – Você comprou pra Bella e a criança? – assenti. Ele chegou perto de mim e sorriu amigavelmente. – Eu não sou muito bom com essas coisas, mas sei lá, lembra quando a gente era criança e a mamãe sempre dizia que no natal aconteciam coisas que não podíamos explicar? Que no natal sempre aconteciam coisas boas? – assenti. – Então, acho que você deveria acreditar nessa baboseira toda. De repente, as coisas realmente aconteçam.
Ele deu um aperto em meu ombro esquerdo e foi em direção à cozinha.
Empurrei minha cadeira para meu antigo quarto, e dentro da mochila que eu havia trazido, tirei uma muda de roupa e fui tomar banho.
[...]
– Mãe, por que não posso comer ainda? – Emmett estava há quase meia hora implorando para poder comer o peru assado da minha mãe.
– Porque não deu meia-noite ainda. – ele disse simplesmente, como se essa fosse a explicação pra tudo.
Continuamos tomando vinho na sala de estar. Estávamos eu, Rosálie, Emmett, minha mãe e meu pai conversando amenidades. Eram dez e meia da noite. Eu conversava, mas minha mente estava em Forks. Liguei o dia todo para Bella, mas seu celular sempre estava fora de área ou desligado. Ligava para a residência de seus pais, e apenas chamava.
A noite foi se passando, eu apenas concordando com “uhum” e “entendo” na conversa. Minha cabeça estava na minha linda de olhos marrons. Minha pequenina que crescia em seu ventre.
Eles provavelmente devem ter ido para a casa de algum amigo da família em Forks, e em um lugar que não tinha sinal de celular. É, era isso. Mas por que eu ainda estava tão incomodado?
Faltando quinze minutos para meia noite, minha mãe deu início à troca dos presentes. Eu ganhei dela um relógio Cartier*, e dei um bracelete de ouro branco. Do meu pai ganhei uma coleção completa com discos e biografia dos Beatles** e dei um conjunto de abotoaduras de ouro.
* Marca francesa de relógios. Está entre as dez mais caras do mundo.
** Banda de rock inglesa formada em 1960 e foi um fenômeno mundial.
Dei para Emmett um Xbox e ele disse que meu presente já estava em minha casa.
– Você está parecendo uma bichinha com os braços finos desse jeito. Já mandei adaptar e instalei aparelhos de musculação na sua casa. Eu sei, não precisa me agradecer. – ele se gabou. Todos rimos.
Rosalie me deu uma camisa social bem bonita, e eu dei a ela um par de brincos de ouro envelhecido.
Eles continuaram a fazer a troca de presentes. Olhei em meu novo relógio. Eram meia noite e quatro minutos. Empurrei minha cadeira até árvore de natal e fiquei olhando, sem realmente prestar atenção nela. Minha cabeça estava longe.
Fiquei olhando para os enfeites de anjo, estrelas, presentes, meias e bolinhas coloridas.
– Se existe mesmo essa coisa toda de magia do natal. Por favor, traga pra mim o que mais tenho de importante. – pedi em voz baixa ao mesmo tempo em que olhava a grande janela de vidro.
A noite estava fria. Finalmente havia feito frio nesse inverno. Mas não nevava. Pelo contrário, era uma noite estrelada.
O interfone tocou. Minha mãe atendeu, franziu o cenho, mas logo sorriu. Olhou para meu pai e deu sinal para ele ir até o escritório e destravar o portão de entrada, já que hoje era a noite da véspera de natal, eles haviam dispensado todos os funcionários, inclusive os dois seguranças que trabalhavam no portão de entrada da propriedade.
Ela desligou o interfone, me olhou sorrindo, e terminou de entregar os presentes de Emmett e Rosalie.
Escutamos um carro sendo estacionado, e um minuto depois alguém bater a porta. Eu ainda não havia me aproximado deles. Quem será que apareceria nesse horário na casa de alguém? Alguma amiga da minha mãe?
Minha mãe foi sorrindo atender à porta, e minha boca se abriu ao ver Charlie e Renée entrando na casa. E por fim, meu coração falhou uma batida ao ver minha Bella, grávida e linda, entrando e sorrindo timidamente para todos.
– Entrem, sentem-se. É uma surpresa maravilhosa ter todos vocês aqui. – minha mãe sorriu para meus sogros. – Desde o casamento deles não nos encontramos. Deviam vir mais à Seattle.
– Bem Esme, nos desculpe vir assim de surpresa. A princípio, faríamos a ceia na casa de Billy, um amigo nosso lá de Forks, mas eu não aguentava mais ver a minha filha triste e cabisbaixa. Algo me fez pensar que ela estava com saudades do marido, então resolvemos pegar a estrada e nos reunirmos com vocês. Espero não estarmos incomodando. – Bella, a essa altura, estava vermelha, e meu sorriso mais largo que tudo. Ela estava com saudades de mim.
– Absolutamente, vocês nunca incomodam. É um prazer imenso ter vocês aqui. – minha mãe sorriu, e meu pai voltou à sala cumprimentando todos.
– Oi. – Bella me cumprimentou de forma tímida. – Pra você. – Ela me estendeu uma pequena caixa. – Não é nada muito caro e sofisticado, mas foi comprado com meu salário, e não com dinheiro que você manda. Então, é realmente um presente. – peguei animado e logo abri.
Era um chaveiro simples. Mas que fez meu coração se derreter. Era uma bonequinha dando as mãos para dois bonecos adultos. Um homem e uma mulher. Uma pequena família. Era prateado, pequeno, mas o que significou pra mim não tem como explicar.
Meus olhos se encheram d’água.
– Muito obrigado. Esse presente significa muito pra mim. – peguei sua mão e depositei um beijo ali. Sorrimos um para o outro. – Eu também comprei pra você. – estiquei minha mão e peguei os dois presentes que haviam ainda embaixo da árvore. – Pra vocês.
– Você trouxe pra cá os presentes? – ela perguntou espantada. Talvez, de alguma forma, meu coração sabia que ela viria. – E dois? O que será? – abriu rapidamente a embalagem, como uma criança faz. A alegria estampada em seus olhos.
Olhei em volta, e todos nos olhavam à distância.
Seus olhos se iluminaram ao ver o primeiro presente. Era da nossa filhinha. Um pequenino macacão rosa, escrito na frente “Garotinha do papai”. Seus olhos transbordaram. Eram lágrimas de alegria, eu sabia.
– É lindo, Edward. Essa vai ser a roupinha que ela vai usar quando sairmos da maternidade. – sorri como um bobo.
– Agora abre o seu. – ela deixou em meu colo o macacão e abriu a sua caixa.
– São lindos. Muito obrigada. – ela sorriu ao olhar seu par de brincos de ouro.
– Olá, Edward. – Charlie veio ao meu encontro e apertou minha mão. – Alguém estava muito triste lá em casa. Tem horas que um pai tem que tomar atitudes. Me parece que esse arranjo de vocês de passar o natal cada um com seus pais não deu muito certo. – ele sorriu de forma simpática.
– Parece que não conseguimos mais ficar longe um do outro, não é mesmo meu amor? – trouxe a mão de Bella aos meus lábios e beijei. Olhei pra ela e pisquei. Ela teria que fingir que estávamos bem na frente de seus pais. Talvez isso me ajude e muito.
– É verdade. – ela disse tímida.
Fomos todos para a mesa e comemos as delícias que minha mãe havia preparado. Em um ponto da noite, minha mãe começou a falar da netinha que nasceria em breve.
– E então, o nome da minha neta já foi decidido? – ela perguntou olhando pra Bella e eu.
– Na verdade ainda não falamos abertamente sobre isso. – Bella deu de ombros.
– Mary Hope. – eu disse apenas. Todos olharam pra mim, inclusive Bella. – Eu quero que minha filha se chame Mary Hope. Eu tive um sonho, e nesse sonho, ela conversava comigo e me dizia seu nome. Pode parecer besteira, mas eu sei que ela quer se chamar assim. E se você aprovar, Bella, eu gostaria que ela se chamasse Mary Hope. – olhei pra minha amada.
– É... É lindo esse nome. – ela disse emocionada. Passou a mão na barriga e sorriu. – Olá Mary Hope.
– Gosto desse nome. – disse Charlie. Todos continuaram a conversar.
Ao fim da ceia, minha mãe informou a Charlie e Renée que o quarto de hóspedes estava disponível para eles.
– Acho que vou ter que dormir no seu quarto. – Bella falou baixo, perto de mim.
– Nos meus braços. – eu brinquei.
– Edward. – me deu um tapinha de brincadeira.
Mais tarde, todos se recolheram, e eu e Bella fomos para meu quarto.
O aquecedor estava ligado, então tirei minha roupa, ficando apenas com a boxer e me deitei na cama.
Bella tirou seu casaco e vestido, ficando apenas com a calcinha e o sutiã. Arfei ao ver seu corpo mais avantajado.
Ela se deitou ao meu lado meio hesitante.
– Posso te abraçar. – eu perguntei. Ela assentiu e fechou os olhos. – Obrigado por ter vindo. – ela permaneceu quieta. – Eu pedi você como presente de natal, e você veio. Você veio pra mim.
– Edward... – eu a interrompi.
– Eu sei que o fato de estarmos dormindo juntos, não nos faz voltar. Eu sei que é porque seus pais estão aqui, e não sabem da nossa atual situação. – respirei fundo. – Eu estou morrendo de vontade de te beijar e fazer amor com você, e eu sei que basta um toque meu pro seu corpo se acender. – sua respiração engatou. – Mas eu não vou fazer isso. Eu vou te respeitar. Mas não está sendo fácil me segurar. – ela sorriu. – Bella, você quer sair comigo?
Ela abriu os olhos e me olhou por uns instantes.
– Tipo um encontro? – eu assenti. – Quando?
– Sábado. Eu te busco na casa da Alice. Quero te levar pra jantar, depois a gente pode pegar um cinema, ou fazer alguma coisa do tipo. – disse animado.
– Tá bom. Eu quero. – ela sorriu, e eu não resisti e beijei seus lábios.
Minha língua a pegou de guarda baixa e adentrou sua boca. Ela respondeu de boa vontade, e ficamos nos beijando por vários minutos. Era um beijo calmo, gostoso e molhado. Sem apelo sexual, apesar de eu estar ostentando uma furiosa ereção.
Terminamos o beijo e ficamos nos olhando em silêncio.
– Feliz natal, meu amor. – eu disse e ela sorriu.
– Feliz natal. – ela disse e se aconchegou em meus braços.
Logo ela pegou no sono, e eu fiquei olhando seu belo rosto.
Alguns podem não acreditar e dizer que é loucura da minha cabeça. Mas a magia do natal existe, e ela trouxe o que eu mais queria. Ela trouxe a dona do meu coração. E a trouxe disposta a me perdoar e tentar novamente. Nosso encontro no sábado seria o primeiro passo.

Meu coração apaixonado batia freneticamente em meu peito, e ansiava que sábado chegasse logo.




PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

1 comment :

  1. Tomara que Bella pare de pensar assim, e eles voltem a ser o casal lindo que eram como antes!!

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