THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 30

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Notas iniciais do capítulo

Outro capítulo prontinho...
Espero que gostem.
Boa leitura!



Capítulo 30
Pov. Edward
Eu nunca soube o que era desespero.
Nunca, nem mesmo em tempos de guerra, eu desejei dizimar uma cidade inteira em busca de algo que me era caro e único como agora.
Antes, eu não tinha por quem lutar.
Antes, eu era solitário e vazio.
Mas, alguém me apresentara o amor, me fazendo perceber o quanto era bom ter uma família, com esposa e filhos.
E eu amava meus filhos... Muito.
E perder um deles era a pior experiência de todas.
Minha princesinha fora levada e eu, um estimado capitão do exército americano, não pudera fazer nada para impedir essa atrocidade.
Respirei fundo e tentei conter um grito de desespero, pois meu estado só pioraria a condição frágil da minha menina e isso, eu não podia permitir.
Estávamos reunidos na sala da mansão e Bella, desde que soubera do sequestro de Kimberlly, não dissera nem uma palavra.
Ela simplesmente pegou Joshua nos braços e ficou embalando-o, como se sua vida dependesse disso.
Quando chegamos em casa, eu tentei fazê-la colocá-lo no berço, mas ela simplesmente negou com um gesto de cabeça e continuou segurando-o nos braços, olhando para o nada e perdida em pensamentos dolorosos.
Ela estava sofrendo e isto era óbvio.
Talvez, seu sofrimento fosse muito maior do que o meu, já que ela era a mãe e não existia, no mundo, amor maior do que o de uma mãe por seus filhos.
E eu me sentia o pior dos homens por saber que parte desse sofrimento era culpa minha, já que eu não fora capaz de cuidar da minha filha como devia.
Deus, onde minha bebezinha estava?
Se isso era um castigo por todas as pessoas que eu ajudara a matar na guerra, estava sendo cruel demais e já estava na hora de terminar.
_ Onde está esse xerife que não chega?_ Perguntei nervoso e meu pai me olhou em advertência.
Ele sabia que minha esposa estava nervosa e que meu estado explosivo pioraria isso, mas eu não estava conseguindo me conter.
_ Ele já foi chamado, Edward. Vamos esperar. Vai dar tudo certo..._ Meu pai falou com a voz calma e Bella, pela primeira vez, me encarou com os olhos temerosos e cheios de lágrimas.
_ Ela está com a Renée..._ Bella murmurou e eu senti um aperto no peito, pois eu sabia que era bem provável que ela estivesse certa.
Se existia alguém nessa cidade que poderia sequestrar nossa filha, esse alguém era a madrasta de Bella.
Aquela mulher não sossegaria enquanto não nos fizesse mal e como não pudera levar minha menina com ela, agora resolvera nos atingir através de nossos filhos.
Eu só esperava que ela não fosse louca a ponto de fazer algum mal à minha filha, pois se ela tocasse em algum fio de cabelo de Kimberlly, eu, com certeza, acabaria com a raça dela e sua morte seria lenta e extremamente dolorosa.
Respirei fundo e me aproximei de Bella, abraçando seu corpo pequeno e dando um beijo suave em seus cabelos, tentando fazê-la deixar de lado estes pensamentos.
_ Nós vamos encontrá-la, meu amor... Logo teremos nossa filha conosco, Bella... Logo._ Eu falei contra seus cabelos e pela primeira vez, minha menina deu vazão aos seus sentimentos.
Mergulhou o rosto em meu peito e chorou, deixando as lágrimas traduzirem todo o desespero que ela sentia.
Eu a abracei delicadamente, tomando cuidado para não machucar Joshua, que ainda estava em seus braços e nós ficamos ali, unidos pela nossa dor, à espera que um milagre nos devolvesse nossa princesinha.
Fora um minuto de descuido e minha vida perfeita, até então, tornara-se um verdadeiro pesadelo.
Por que, diabos, eu não prestara atenção em minha filha?
Por que deixei que a levassem de mim?
Tudo estava tão bem.
Nós havíamos ido assistir a apresentação de Sophie como uma família americana típica e tudo estava normal, até que Bella foi aos bastidores buscar Sophie e deixara os gêmeos sob meus cuidados.
Depois disso, um homem chegara para conversar comigo, me cumprimentando por meu ótimo desempenho na guerra e se passara apenas alguns minutos até que eu me desse conta que o carrinho onde estava Kimberlly havia sumido.
Senti o ar me faltar e olhei em volta, na esperança de que minha pequenina estivesse com a mãe, mas Bella não estava por perto.
Sai empurrando o carrinho de Joshua desesperado, até encontrar um policial e implorar, transtornado, para que ele me ajudasse a encontrar minha filha.
Bella aparecera, trazendo Sophie pela mão e quando se deu conta do que tinha acontecido, caiu em um estado catatônico, me fazendo sentir-me ainda mais culpado pelo meu descuido.
Eu não deveria permitir que ela sofresse, afinal, era meu dever fazê-la feliz.
Eu a amava demais e odiava vê-la chorando...
E eu me odiava ainda mais por não ter sido capaz de proteger minha família.
Minha mãe, ao saber do desaparecimento da neta, me culpara, dizendo que eu jamais deveria ter ficado responsável por cuidar de um bebê.
Segundo ela, homens não nasceram para isso.
Mas, eu gostava de me dedicar aos meus filhos, de brincar e cuidar deles, e tinha me saído muito bem até agora.
Eu os amava demais para permitir que algo de mal lhes acontecesse, mas meu amor não fora o suficiente para protegê-los.
Sophie também estava assustada e só parara de chorar quando Rosalie, finalmente, conseguira colocá-la na cama, com a desculpa que se ela dormisse, sua irmãzinha estaria em casa quando ela acordasse.
Alice estava com Jasper e ambos, juntamente com Emmett, ainda estavam na festa tentando encontrar pistas que nos levassem até Kimberlly.
Suspirei pesadamente, torcendo para que esse inferno passasse logo e fiquei abraçado a Bella, até que a porta se abriu e o xerife finalmente apareceu.
_ Boa noite, a todos._ Ele nos cumprimentou e eu me levantei rapidamente, depois de dar um beijo suave na testa de minha menina.
_ Xerife... Que bom que chegou. Quero acreditar que o senhor já tem notícias da minha filha._ Eu falei, estendendo-lhe a mão em um cumprimento e ele suspirou.
_ Sinto muito, capitão. Meus homens vasculharam toda a feira, mas nem sinal da menina. Os senhores tem certeza que a levaram para a comemoração de 4 de julho?_ O xerife perguntou e eu o olhei incrédulo e irritado.
_ É claro que temos certeza, xerife. Que espécie de pergunta é essa? Por acaso o senhor está nos chamando de loucos?_ Perguntei irritado e meu pai colocou a mão sobre meu ombro, tentando me fazer manter a calma.
_ Não, capitão... É claro que não. Me desculpem... Bem, mas o fato é que a menina sumiu e eu não tenho nem ideia de onde começar a procurar.
_ Renée..._ Bella falou baixinho e todos nós a encaramos atentamente.
_ O que disse moça?_ O xerife perguntou e eu me aproximei novamente da minha menina.
_ Essa é minha esposa, xerife, e mãe da menina que está desaparecida. Ela tem uma desconfiança de quem, na verdade, possa estar com nossa filha._ Eu falei e o xerife estreitou os olhos com interesse, aproximando-se de Bella.
_ Quem é Renée, jovem?_ O xerife perguntou e Bella lhe encarou com os olhos atormentados.
_ Um monstro..._ Ela respondeu e o xerife suspirou, me encarando, enquanto coçava a cabeça em um gesto que demonstrava confusão.
_ É a madrasta dela... Renée Swan. Ela chegou à cidade há alguns meses e tentou reaver a enteada. Contratou Antony Denali como seu advogado e entrou com um pedido de anulação do meu casamento. Bella já sofreu muito em suas mãos e acredita que seja ela a responsável pelo sumiço de nossa bebê._ Eu expliquei e o xerife mexeu no bigode, me encarando desconfiado.
_ Eu conheço essa família. Já enquadrei o Sr. Swan algumas vezes por estar bêbado e fazendo arruaça na rua. Mas, não me parece que aquela elegante senhora seja uma criminosa._ Ele falou e eu revirei os olhos.
_ As aparências enganam, xerife._ Eu falei e ele suspirou mais uma vez.
_ De qualquer forma, eu não posso chegar a casa deles e exigir que devolvam uma criança que nem sabemos se está mesmo lá. Eu sei que é difícil ouvir isso, mas terão que esperar.
Minha vontade de gritar aumentou e eu fiquei me perguntando quando os problemas da minha vida teriam fim, realmente.
_ Nós não podemos esperar. Minha filha tem apenas onze meses e pode estar nas mãos de uma louca._ Bella gritou, assustando Joshua em seus braços, que começou a chorar desesperadoramente.
_ Acalme-se, moça... A polícia fará o possível para trazer sua filha de volta, mas entenda que não podemos invadir a casa de ninguém sem um mandato judicial. Trata-se de uma situação delicada e teremos que ser cuidadosos._ O delegado falou e eu suspirei, indo até minha menina e pegando nosso filho de seus braços trêmulos.
Ela me entregou Joshua e saiu correndo, subindo as escadas rapidamente e me deixando extremamente preocupado com seu estado emocional.
Bella era completamente apaixonada pelos filhos e não suportaria ficar longe de nossa princesinha por muito tempo mais.
E nem eu suportaria.
_ Tente acalmá-la, capitão. Eu sei que é uma situação difícil, mas, desesperar-se não vai adiantar. Continuaremos com as buscas pela cidade e qualquer suspeito será interrogado. No entanto, para que seja considerado um sequestro e possamos listar esses possíveis suspeitos, teremos que aguardar quarenta e oito horas e peço que até lá, mantenham-se calmos, pois a polícia estará fazendo seu papel e qualquer interferência de vocês pode colocar nosso trabalho a perder._ O velho senhor pediu e eu apertei o corpinho pequeno de Joshua contra meu corpo, conseguindo acalmá-lo e sentindo o vazio no meu peito aumentar ainda mais.
Quarenta e oito horas?
O que seria de minha princesinha até lá?
_ Obrigado, xerife. Ficaremos aqui esperando notícias._ Meu pai falou, quando eu continuei calado e guiou o xerife até a porta.
Eu segui em direção as escadas, pois precisava saber como minha menina estava, mas a voz do meu pai me deteve.
_ Edward, leve Joshua para o quarto e vá acalmar sua esposa. Bella precisa manter-se calma, pelo amor de Deus... Algo assim pode desestruturar para sempre uma mãe e não podemos permitir que isso aconteça, pois ela é uma mulher jovem e precisa viver muito para desfrutar do amor dos filhos e do marido._ Meu pai falou e eu assenti, subindo as escadas e seguindo em direção ao quarto dos gêmeos.
Quando entrei lá, a primeira coisa que vi foi minha menina agarrada a um vestido rosa de Kimberlly, sentada no chão e chorando silenciosamente.
Com um nó na garganta, coloquei Joshua no berço e fui me sentar ao seu lado, puxando-a para meus braços.
_ Schii... Fique calma, por favor._ Eu pedi contra seus cabelos, embalando-a em meus braços como se ela fosse uma criança e Bella chorou ainda mais.
_ Eu sabia que ela não nos deixaria em paz. Renée tem muita maldade no coração para permitir que as pessoas que ela odeia sejam felizes._ Bella falou baixinho, depois de uns minutos em meus braços e eu beijei seu cabelo.
_ Não sabemos se foi ela...
Ela se afastou um pouco de mim e me encarou seriamente, me olhando como se eu tivesse algum problema mental.
_ Pois eu não tenho a menor dúvida. Nós não temos muitos inimigos. Tânya está casada e não teria interesse em sequestra nossa filha. James está longe e, portanto, só nos resta minha madrasta. Sem contar que, apenas sua mente doentia, pensaria em algo tão cruel._ Ela falou e eu suspirei, tendo que concordar com suas conjecturas.
_ Pois, se Kim estiver com ela, nós a encontraremos. E, depois, eu farei questão de matar Renée de uma forma bem lenta e dolorosa._ Eu falei e senti Bella estremecer em meus braços, me fazendo sentir-me culpado por assustá-la.
Ela estava frágil e debilitada e eu não devia ficar dizendo essas sandices, ameaçando matar uma mulher, enquanto ela estava em meus braços.
_ Você não vai matá-la... Quem fará isso sou eu..._ Ela falou e foi minha vez de estremecer com a dureza e frieza que detectei em suas palavras.
_ Bella..._ Comecei um protesto, mas ela virou-se em meus braços, calando-me com um beijo suave.
_ Não, Edward... Não diga nada. Foi a mim que Renée destruiu. Fui eu que sofri atrocidades em suas mãos... Foi a mim que ela feriu de todas as formas possíveis e, portanto, sou eu que vou acertar contas com ela. Durante muito tempo, eu aguentei tudo em silêncio. Eu não tinha pelo que e por quem lutar. Na verdade, eu queria que ela acabasse comigo, pois assim, meu sofrimento teria fim. Mas, depois que você entrou em minha vida e eu conheci o amor e a felicidade, me recuso a ficar em silêncio, enquanto ela tenta, mais uma vez, destruir minha vida. Ela pegou Sophie, e só Deus sabe o que ela fará com nossa filha. Mas, depois que Kim estiver em segurança, eu farei questão de encontrar Renée, nem que eu tenha que caçá-la no inferno... E depois que eu a tiver em minhas mãos, será a minha vez de cobrar todo o sofrimento que eu passei ao seu lado... Todas as lágrimas de dor, humilhação, fome e frio serão cobradas... Uma a uma. Renée vai ter que acertar as contas comigo, pois só depois disso a justiça terá sido feita._ Minha menina falou e eu pude detectar o brilho de determinação em seus olhos.
Eu queria que Renée pagasse por tudo que fez minha esposa passar, mas eu não podia permitir que fosse Bella a cobrar aquela conta, pois sua madrasta era uma mulher perigosa e podia lhe fazer muito mal ainda.
Apartei-a em meus braços, tentando transmitir-lhe apoio e traçando planos para mantê-la afastada daquela lunática.
Por nada nesse mundo, eu deixaria aquela mulher se aproximar de Bella outra vez.
_ Quem é você e o que fez com minha doce e inocente menina?_ Eu falei, tentando brincar e Bella sorriu tristemente, beijando meu rosto e voltando a recostar-se no meu peito, enquanto agarrava o vestido de nossa filha.
_ Aquela doce e inocente menina foi transformada... O amor de certo capitão a fez forte e determinada, capaz de qualquer coisa para proteger aqueles a quem ela ama._ Bella respondeu e eu senti meu peito se expandir de tanto orgulho.
Estava claro que nossa relação contribuíra para o seu amadurecimento, tornando-a uma mulher forte e determinada, mas eu temia que essas qualidades a deixassem cega para o perigo que ela correria caso resolvesse levar sua vingança adiante.
_ Só não deixe que essa força e determinação a coloquem em perigo, pois o capitão e três lindas crianças precisam muito dela..._ Eu falei e, mais uma vez, Bella esboçou um sorriso triste.
_ Às vezes, é preciso dar a vida por aqueles que você ama. E essa me parece ser uma boa forma de morrer._ Bella falou e eu calafrio de medo passou por meu corpo.
_ Nunca repita isso. Você não dará a vida por ninguém. Isso não será necessário... E eu jamais saberia sobreviver sem você, meu amor... Jamais. Nossos filhos também precisam de você... Viva e saudável. Não faça nenhuma bobagem, pois eu jamais a perdoaria se você colocasse sua vida em risco. Sem conta que, o xerife pediu para que nos mantivéssemos afastados, pois qualquer ato impensado pode comprometer o trabalho da polícia. Eu sei que é difícil, mas vamos tentar agir com a cabeça e não com as emoções, pois a segurança de nossa filha também depende de nós. _ Eu falei, soando desesperado e Bella me abraçou com firmeza.
_ Eu não vou permitir que nada de mal aconteça comigo, Edward. Pelo menos até que Kim esteja em casa, segura e feliz. Eu prometo._ Minha menina falou com a voz suave e eu suspirei, apertando-a contra mim.
Franzi o cenho ao me dar conta que sua promessa não estava relacionada com sua completa segurança. Bella prometera não fazer nenhuma bobagem enquanto nossa filha corresse algum risco.
No entanto, eu faria qualquer coisa para mantê-la segura e não permitiria jamais que algo de ruim acontecesse a ela.
Minha sanidade, felicidade e paz dependiam do seu bem estar e este fato jamais seria mudado.
Minha menina precisava estar viva e bem para que eu estivesse da mesma forma.
Essa era minha regra de sobrevivência.
Ficamos em silêncio por muito tempo, até escutei Bella fungar, indicando que ela chorava de novo.
_ Meus braços parecem estar tão vazios sem ela aqui... _ Bella falou e, mais uma vez, um nó tomou conta de minha garganta.
_ Logo ela estará em seus braços outra vez, amor... Eu prometo._ Falei, com toda a certeza que minha fé me dava.
Kimberlly voltaria para nós, e juntos, seríamos felizes outra vez, como tinha que ser, pois já sofremos muito para continuar sendo atormentados pelos atropelos da vida.
Bella e eu merecíamos a felicidade, já que ela demorou tanto para fazer parte de nossas vidas.
*****
Pov. Bella
Era, simplesmente, impossível dormir.
Eu não podia fechar os olhos, tranquila, sem saber onde estava minha filha.
Kimberlly estava em perigo e eu precisava fazer alguma coisa para resgatá-la.
Já fazia horas que eu estava deitada nos braços de Edward, tentando dormir um pouco e esquecer o tormento que tomara conta da minha vida nas últimas horas, mas eu simplesmente não conseguia.
Eu precisava fazer alguma coisa para resgatar minha filha e recuperar a paz e a felicidade que foram conseguidas a tão duras penas
Me virei com cuidado e quando estava de frente para o meu capitão, toquei seus lábios com os meus e acariciei seu rosto suavemente, memorizando seus traços bonitos e dedicando-lhe um pouco do amor que eu sempre guardaria no peito.
Era esse amor que me dava forças para o que eu faria em breve e que me motivaria a lutar para estar com meu marido mais uma vez.
Levantei-me com cuidado, tentando não acordar Edward e fui até o banheiro.
Escovei os dentes, prendi o cabelo em uma trança e silenciosamente fui até o armário, tirando de lá um vestido quente, meias, combinação e um casaco.
Me troquei rapidamente e saí do quarto de fininho, sem ter coragem de olhar mais uma vez para Edward.
Eu temia perder a coragem de fazer o que era preciso, pois eu sabia que, apesar de toda a determinação que eu sentia no momento, corria o risco de não voltar para ele, outra vez.
Respirei fundo e segui para o quarto de Joshua, onde amamentei meu bebê mais uma vez e lhe abracei apartando, prometendo silenciosamente lhe trazer sua irmã de volta, sã e salva.
Coloquei-o no berço e segui para o quarto de Sophie.
Beijei seu rostinho lindo e depois de ajeitar suas cobertas, andei silenciosamente pelo corredor, descendo as escadas e tomando cuidado para não fazer nenhum ruído.
Destranquei a porta e assim que saí me encolhi contra o vento frio da noite.
Eu gostava do frio, mas hoje, particularmente, gostaria que o tempo estivesse melhor.
Ignorando o desconforto que o clima frio estava me causando, segui diretamente para o portão, sem olhar para trás, não me dando tempo para arrepender-me dos meus planos.
A noite estava escura, sem lua e sem estrelas e o vento frio indicava que uma tempestade não demoraria a chegar, o que, definitivamente não era bom.
Assim que cheguei à rua, apressei meus passos, pois precisava chegar o mais depressa possível à casa de Charlie e Renée, antes que os Cullen dessem por minha falta e antes que o céu desabasse em minha cabeça.
Não prestei atenção à minha volta, torcendo para que todos os moradores de Washington estivessem dormindo àquela hora da madrugada e que ninguém fosse testemunha do meu interlúdio noturno.
Já havia andado cerca de um quarteirão, quando senti alguém agarrar meu braço com força.
Senti meu corpo gelar, ao mesmo tempo em que o sangue corria mais depressa por minhas veias e minha respiração tornava-se mais difícil.
Contendo um grito de horror, me virei rapidamente, pronta para atacar quem quer que fosse e quase desmaiei de alívio quando percebi que era Jacob que me segurava, me encarando com uma expressão de poucos amigos.
_ Que susto, Jake..._ Resmunguei, levando a mão ao peito e ele me soltou, me encarando zangado.
_ Que susto digo eu... Imagine o que eu pensei e senti ao lhe ver fugindo na calada da noite, como se fosse uma bandida. Onde pensa que vai, Sra. Cullen?_ Ele perguntou desconfiado e eu suspirei, irritada.
_ Vou atrás da minha filha, Jacob e nem tente me impedir. Kimberlly está correndo perigo e eu irei salvá-la._ Eu falei determinada e ele revirou os olhos, exasperado.
_ Você vai voltar para a mansão, isso sim... Afinal, o que você pretende: bater na porta dos Swan e exigir um bebê que nem sabemos se está mesmo lá?
_ Pois eu tenho certeza que está e é exatamente isso que eu vou fazer._ Falei, me virando e recomeçando minha caminhada, até ser novamente interrompida por Jacob.
_ Eu não posso deixá-la fazer essa loucura, Bella. Já imaginou o que Edward vai sentir quando acordar e descobrir que você sumiu? Já pensou o que vai ser do seu marido e dos seus filhos caso aconteça alguma coisa com você?_ Jacob falou, me sacudindo pelos ombros e eu não pude evitar que lágrimas de desespero descessem pelo meu rosto.
_ E o que quer que eu faça? Que sente e espere a polícia trazer minha filha de volta? Que espere quarenta e oito horas para que o sumiço de Kim seja considerado sequestro? Sinto muito, Jacob, mas eu não tenho esse sangue frio. Meu coração de mãe me diz que minha filha está correndo perigo e eu preciso e vou salvá-la._ Eu falei determinada, soltando-me dele com um safanão e correndo desesperada pela rua deserta.
Ouvi seus passos me seguindo e corri ainda mais depressa, até que me choquei com alguém.
A força da batida seria capaz de me derrubar, se não fosse pelo fato de que dois pares de braços me apararam, impedindo minha queda.
Olhei assustada para a pessoa que me segurava com firmeza, querendo me desculpar pela trombada e me soltar dos seus braços e, quando notei tratar-se de Jasper, me afastei ainda mais depressa do seu corpo.
Jacob chegou até nós, ofegante, e assim que notou a presença do capitão, tratou de endireitar a postura e bater incontinência, em sinal de respeito ao seu superior.
_ Capitão Jasper, senhor..._ Jacob falou com a voz fraca e eu revirei os olhos para essas frescuras formais que eles tinham.
Esses encontros noturnos inesperados estavam atrasando minha missão de resgate e ele ainda ficava cheio de cuidados com um capitão, sendo que nem estavam em alguma reserva militar.
_ Onde vocês dois pensam que estão indo?_ Jasper perguntou e eu bufei, exasperada com essa mania que todos tinham de achar que mandavam em mim.
_ Eu não lhe devo satisfações._ Falei de forma ríspida e continuei meu caminho, como se não o tivesse visto.
Mas, se eu achava que seria fácil escapar dele, estava muito enganada.
Logo, sua mão segurou meu braço e eu fui obrigada a encará-lo.
_ Isso é o que você pensa, Isabella Cullen... Eu sei perfeitamente o que pretende fazer e não posso permitir, de forma alguma, que atrapalhe o trabalho da polícia e coloque sua vida em risco. A concentração de Edward em sua carreira militar já foi muito afetada por sua causa e eu não vou permitir que isso continue acontecendo, embora eu não veja sentido na obcessão dele por uma criatura como você._ Ele falou de forma ríspida e eu senti minha raiva acumulada explodir de uma só vez.
_ Vá para o inferno... Você não manda em mim e não pode me impedir de fazer o que quer que seja. Edward encontrou em mim o amor, o companheirismo, a amizade, o calor e a paz que jamais encontraria em sua carreira militar e você não pode me odiar e tão pouco criticá-lo por ele ter mudado suas prioridades. Você não é ninguém... É um pobre homem, vazio e infeliz, que não é capaz de amar nem mesmo a própria noiva, que sempre foi perdidamente apaixonada por você e essa sua falta de sentimentos não lhe permite entender o meu desespero e minha necessidade de resgatar e proteger minha filha. Portanto, mantenha-se longe do meu caminho, ou vai se arrepender._ Gritei, deixando tanto ele, quanto Jacob, atônitos.
Desde que eu chegara à América, eu sempre me comportara como uma verdadeira dama, tentando a todo custo ser aceito pela sociedade.
Mas, agora, eu queria que as boas maneiras fossem para o inferno.
Eu não me importava se uma mulher devia manter-se submissa e jamais levantar a voz para um homem, ainda mais se esse homem fosse o capitão de um exército.
Jasper NÃO era o meu capitão e eu NÃO lhe devia obediência e muito menos respeito, já que desde que nos conhecemos, sua única intenção era me afastar de Edward.
Respirei fundo e me virei mais uma vez, seguindo meu caminho até a casa do meu pai, onde eu tinha certeza que minha filha estava.
Para meu espanto, Jacob e Jasper me seguiram em silêncio e não tentaram, nenhuma vez, deter meus passos e me fazer mudar de ideia quanto aos meus planos de resgate.
Quando finalmente cheguei em frente a casa de Charlie, um pouco da coragem e determinação que eu sentia me abandonaram, mas foi só eu me lembrar do choro e do sorriso de minha filha que elas voltaram com força total, me levando a abrir o pequeno portão de ferro e me preparar para invadir o jardim dos Swan.
_ Você não pode entrar aí..._ Jasper sussurrou e eu me voltei, encarando-o com um sorriso debochado.
_ Não? Então fique olhando..._ Falei, entrando rapidamente e o escutei bufar.
Eles continuaram me seguindo, enquanto eu rodeava a casa, tentando encontrar alguma pista de que minha filha estivesse mesmo ali.
_ Isso é loucura. Como sabe que a menina está mesmo nessa casa?_ Jasper perguntou e eu detive meus passos, encarando-o com raiva.
_ Eu não o estou obrigando a me seguir, portanto, se quiser continuar andando atrás de mim, cale a boca, pois você está me irritando._ Sussurrei, com uma falsa educação, e mesmo com a escuridão da noite, eu pude notar que ele ficava vermelho de raiva.
Respirei fundo e, pulando com dificuldade uma pequena mureta, repleta de plantas trepadeiras, eu consegui acessar a parte de trás da casa, onde existia uma pequena cabana.
Andei silenciosamente até lá, e quando notei uma claridade passando por debaixo da porta, senti meu coração disparar.
Se eu vivesse com meu pai e com minha madrasta, aquela cabana caindo aos pedaços seria, provavelmente, os meus aposentos.
Mas, eu não vivia ali e sabia que os empregados não aceitariam viver sob as condições precárias, oferecidas pela pequena construção.
Provavelmente, Renée também não viveria ali e não a imagino fazendo caridade, deixando que alguma pessoa carente morasse na cabana.
Portanto, se havia alguém naquele lugar, esta pessoa, provavelmente estava prestando um serviço sujo à minha madrasta e algo me dizia que este serviço tinha haver com uma menininha pálida, dos cabelos escuros e olhos castanho chocolates...
Ou seja, Kimberlly.
Olhei para Jasper e Jacob que ainda estavam ao meu lado e fiz um gesto de cabeça, indicando que eu ia espionar a cabana.
Jasper fez um gesto estranho com as mãos e deu um passo a frente.
Logo, senti os braços de Jacob me imobilizando, me impedindo de avançar e, eu fiquei assistindo espantada, Jasper esgueirar-se até a cabana e olhar pelas frestas da porta.
Eu sentia minhas mãos frias e meu coração batia desesperadamente, enquanto esperava por uma reação da parte de Jasper.
Ele endireitou o corpo e me encarou espantando, apenas confirmando o que eu já sabia: minha filha estava ali.
Um trovão soou no céu e eu estremeci, tentando me soltar de Jacob, para que pudesse resgatar minha pequena.
Meu futuro cunhado andou até mim e sua expressão estava repleta de espanto e ódio.
_ Ela está bem? Por que não invadiu a droga da cabana e não a trouxe pra mim?_ Falei, desesperada, tentando não gritar e ele encarou Jacob por longos segundos, fazendo com que meu desespero aumentasse._ Fale logo... O que foi que você viu?
Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos, fechando os olhos com força.
_ Eu nunca reparei em sua filha, mas acho que o bebê que está lá é mesmo sua._ Ele falou com a voz baixa e uma onde de alívio passou pelo meu corpo.
Graças a Deus eu a encontrara.
Mas, se ela era quem estava lá, por que Jasper parecia tão perturbado?
_ Vamos pegá-la... Quero levar minha filha para casa._ Falei e ele me olhou por longos segundos e suas próximas palavras roubaram o chão dos meus pés.
_ O soldado James está com ela... E está armado.
Meu Deus!
Senti o mundo girando ao meu redor e tudo o que eu me lembro é dos braços fortes de Jacob me amparando, antes da escuridão tomar conta de mim.
*****
Pov. Renée
Olhei para a criança adormecida e senti raiva por ela ser tão parecida com aquela miserável.
A filha de Bella era, realmente, idêntica a mãe, e isso só me fazia odiá-la ainda mais e querer lhe fazer mal.
A única coisa que me impedia era o pouco de escrúpulos que ainda me restava e que não permitia que eu machucasse um bebê inocente.
_ Eu fiz o que você sugeriu, Renée. Agora eu quero que me diga o que sabe sobre a criança que diz que eu tive com Elizabeth._ O soldado James falou e eu suspirei.
Homens eram mesmo uns inúteis.
Ele que tivera um filho com a moça não sabia nada a respeito dele.
Como esse imbecil não associou a idade de Sophie com a época de seu relacionamento com Elizabeth?
Como ele não notou sua evidente semelhança com a menina?
Respirei fundo, me contendo para não revirar os olhos diante de sua burrice e me sentei elegantemente na cama da cabana, como se estivesse me sentando em um sofá com estampa marroquina.
_ O que você acha que aconteceu com a criança?
_ Sei lá... Nunca pensei sobre isso. Tudo o que eu sei é que desde que Elizabeth morreu, a única coisa que eu quero é acabar com a vida daquele desgraçado..._ Ele falou, referindo-se a Edward e eu sorri.
Esse, ultimamente, também era meu intento...
Nada me faria mais feliz do que destruir a felicidade de Edward Cullen e de sua querida esposa.
_ Bem... Como Elizabeth era esposa de Edward, ele assumiu a criança, registrando-a e matriculando-a em um colégio interno. Ela visitava a família aos fins de ano, mas o capitão nunca estava em casa durante essas visitas. Hoje, ela vive na mansão e é criada como filha de Edward e de Bella._ Resumi o que eu sabia e fiquei esperando pela reação do soldado.
Fora fácil conseguir essas informações, já que apenas por uma quantia insignificante de dinheiro, a madre do colégio onde Sophie era interna, me contara tudo com detalhes.
Aparentemente, toda a cidade soubera da traição de Elizabeth e esses detalhes eram conhecidos por todos que estivessem parcialmente próximos ou ligados à família Cullen.
_ Eu conheci a menina... No natal... Eu fui ceiar com eles e a vi. Ela é tão linda... Quando a conheci, notei que seus trejeitos me lembravam de alguém, mas jamais poderia associá-la a Elizabeth e a mim. A meu ver, ela era apenas mais uma Cullen desprezível, que nasceu para achar que era mais uma dona do mundo.
_ Bem, mas agora você sabe que ela é sua e eu o aconselho a se aproximar da menina e a tomá-la para si, já que o capitão Edward e aquela miserável de sua esposa não tem nenhum laço real com ela e jamais poderão ter.
James suspirou e se levantou, olhando atentamente para a menina que dormia dentro do caixote de madeira e que só dera sossego depois que ficara exausta de tanto chorar.
_ Eles não são os verdadeiros pais, mas Sophie os considera assim. Eu não sou tolo para achar que agora, depois de mais de seis anos, eu possa aparecer e reivindicá-la para mim. Por isso, eu vou fazer melhor... Edward Cullen não criou minha filha como sua? Pois eu farei o mesmo com a filha dele. Essa menina que eu roubei hoje jamais verá os pais outra vez. Ela será educada por mim e nunca saberá quem é sua verdadeira família. Farei isso por Elizabeth. Eu sei que era de sua vontade que eu cuidasse de nossa filha e mais uma vez, aquele maldito capitão, me tirou esse direito. Pois bem... Eu vou lhe tirar o direito de ver essa menina crescer... A partir de hoje, ela é minha filha... Minha e de Elizabeth._ James falou determinado e eu sorri satisfeita.
Meus planos eram acabar com a felicidade de Bella e minha missão estava cumprida.
Definitivamente, eu não tinha mais idade para criar um bebê e, portanto, eu não tinha nenhum interesse em ficar com a menina.
Saber que James queria ficar com ela era um alívio.
Bella jamais veria a filha outra vez e isso era maravilhoso.
Ela iria se torturar para sempre, sofrendo em uma agonia sem fim por não ter sido capaz de proteger a filha.
_ Bem, você pode ficar aqui essa noite. Mas, amanhã de manhã, desapareça com essa criança. Não quero, de forma alguma, ser envolvida no sequestro desse bebê. Tente se manter em silêncio e não deixe que a menina chore. Meu marido e minhas filhas não devem saber que nos conhecemos e que esse sequestro foi ideia minha. Até porque, se os Cullen descobrirem nosso envolvimento e desconfiarem que a criança está com você, vão caçá-lo até no inferno.
_ Eu estarei os esperando, abraçado com o capeta e pronto para destruí-los._ James falou, com um ódio mortal injetado em suas palavras e eu ri, me levantando e me dirigindo até a porta.
_ Boa sorte com a menina, James. Espero que você faça um bom trabalho e seja um bom pai._ Eu falei ironicamente e ele sorriu.
_ Pode deixar. Transformarei essa menina em uma linda princesinha..._ Ele respondeu e eu gargalhei, feliz por saber que minha vingança estava concluída.
No início, eu planejara uma barganha.
Eu queria que Bella voltasse a estar sobre meu domínio e sofrer todas as humilhações que eu preparara especialmente para ela.
Mas, quando conheci James e soube do seu antigo envolvimento com os Cullen, mudei meus planos.
Homens são manipuláveis e eu me aproveitei do ódio que James sentia por Edward para influenciá-lo a me auxiliar nos meus planos.
Quando soube que ele tivera uma filha com a falecida esposa de Edward, comecei minhas investigações e tramei meus passos, baseados na história sensacional que eu tomei conhecimento.
Disse a James que se ele me ajudasse, eu contaria tudo o que descobrira sobre sua filha e o ajudaria a concluir sua vingança contra Edward, e como era de se esperar, ele aceitara o acordo.
O paspalho não fazia ideia que a criança que nascera de Elizabeth era sua e não de Edward e a possibilidade de ter um fruto com a mulher que um dia amara fora sua motivação para me ajudar na conclusão dos meus planos.
Planejamos isso por meses, até que finalmente, na comemoração de 4 de julho, James sequestrara a menina e agora se encarregaria de desaparecer com ela, deixando seus pobres pais desesperados e desamparados e eu em uma felicidade sem fim.
Eu não pudera destruir o casamento de Bella, mas sua vida estaria acabada a partir de hoje, pois se eu conhecia bem aquela idiota, ela amava com loucura seus filhos e jamais seria feliz sem ter um deles ao seu lado.
E isso era perfeito.
A partir de hoje, eu dormiria em paz, sabendo que meu plano de vida estava concluído.
Eu conseguira, finalmente, destruir a vida de Bella, assim como seu nascimento destruíra a minha.
Isso era maravilhoso... Tão bom que eu sentia vontade de cantar.
Quando os Cullen chegassem até mim, a menina estaria longe, para minha satisfação e felicidade e Bella, nunca mais seria capaz de sorrir outra vez, assim como eu também não era.


Notas finais do capítulo

E então?
Gostaram?
Espero que sim, pois escrevi esse capítulo com muito carinho, tentado encaixar todos os pormenores para dar sequência e sentido a história.
Próximo capítulo, Edward enlouquece quando descobrir que Bella sumiu e...
Bem, o resto vcs terão que ler para saber...

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