THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 31

Gente, me desculpem a demora...
Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 31
Pov. Edward
Era muito difícil ver minha menina sofrer assim.
Suas lágrimas me causavam uma agonia intensa e só Deus sabia o que eu seria capaz de fazer para não vê-la chorar.
Mas, infelizmente, nesse momento não havia nada que eu pudesse fazer.
Apenas o retorno de nossa filha traria a paz e a alegria para Bella outra vez.
Respirei fundo e me levantei, tomando-a nos braços com cuidado e levando-a até a nossa cama.
Já fazia horas que estávamos deitados no chão do quarto dos gêmeos, pois Bella recusava-se a sair dali, dizendo que aquele lugar fazia com que ela se sentisse perto da filha.
Minha menina estava frágil e chorara até adormecer nos meus braços.
Eu não tinha coragem de lhe negar nada, nesse momento, pois parte do seu sofrimento era minha culpa.
Tinha certeza que ela não conseguiria dormir a noite inteira e, portanto, precisava oferecer-lhe o mínimo de conforto agora.
Tirei seu vestido, tentando não acordá-la e depois de muitos malabarismos, consegui, finalmente, vestir-lhe a camisola e deixá-la confortável para dormir.
Seu corpo pálido e cheiroso ainda me causava intensos espasmos de desejo, mas não era a hora de fazermos amor.
Nossa filha estava em perigo e só depois de tê-la novamente conosco, que eu me permitiria o prazer de estar nos braços de Bella.
Suspirei pesadamente imaginando quando eu teria uma vida normal e depois de cobrir minha menina, segui para o banheiro, onde tomei banho, fiz a barba e escovei os dentes.
Voltei para o quarto e me deitei ao lado de Bella, segurando-a em meus braços e tentando me entregar ao sono.
Eu precisava descansar, pois sabia que só assim, seria capaz de pensar com clareza em uma solução para trazer minha filha de volta.
E essa solução tinha que aparecer, caso contrário, nossa felicidade conseguida a tão duras penas, estaria mais uma vez ameaçada.
*****
Horas depois...
Abri os olhos de repente, assustado com um sonho confuso e perturbador e respirei aliviado ao me dar conta que ainda estava deitado em minha cama, no silêncio do meu quarto.
Não sabia por quantas horas eu havia dormido, mas percebi que o que me acordara de um sono intranquilo, além do pesadelo, fora o barulho das gostas de chuva contra a janela.
Eu não me lembrava do que exatamente se tratava o sonho, mas Kim estava nele e chorava desesperada a falta da mãe.
Suspirei tristemente ao pensar em minha garotinha e limpei as lágrimas silenciosas que escorreram pelo meu rosto, me perguntando quando aquele tormento teria fim.
Quando eu poderia ter minha pequenina nos meus braços, me presenteando com um lindo sorriso e com seus balbuciares animados, toda a vez que me via?
Quando eu poderia chegar do trabalho e encontrar minha menina esparramada em nossa cama, rodeada dos filhos e sorrindo, como se nada mais fosse necessário para fazer-lhe feliz?
Quando eu poderia dormir em paz, sabendo que meus filhos e minha família estavam seguros, guardados pelos altos muros da mansão e protegidos de qualquer perigo?
Suspirei mais uma vez e me virei devagar, na intenção de puxar Bella para os meus braços e tentar dormir novamente, pois precisaria de toda energia que pudesse acumular para encontrar minha filha.
Somente a presença da minha menina me dava a paz necessária para que eu pudesse, pelo menos por curto período de tempo, esquecer os problemas e me entregar ao cansaço.
No entanto, assim que me virei completamente, estaquei assustado, notando que Bella não estava na cama.
Quando foi que ela se levantara sei que eu percebesse?
Eu geralmente não conseguia dormir sem Bella ao meu lado e bastava alguns minutos sem sua presença para que eu despertasse.
Por esse motivo, acreditei que fazia pouco tempo que ela havia saído da cama.
Talvez estivesse no banheiro ou no quarto de alguma das crianças.
Passei as mãos por seu lado da cama e notei que os lençóis já estavam frios, o que me fez levantar-me em um pulo e começar uma busca desenfreada por minha menina.
Fui até o banheiro e quando vi sua camisola pendurada atrás da porta, um alerta soou em minha mente.
Corri para o quarto dos gêmeos e constatei que Joshua dormia tranquilamente. Sozinho.
Fui até Sophie e nem sinal de Bella.
O medo e a raiva me tomaram e eu tratei de voltar para o meu quarto e me vestir rapidamente, pois eu precisava ir atrás de uma jovem senhora, teimosa e inconsequente, na casa de seu pai e de sua madrasta, uma vez que estava claro para mim que era para lá que Bella havia ido.
Bufei irritado ao imaginar todos os perigos que ela estaria correndo nesse momento.
Será que, pelo menos uma vez na vida, ela não poderia ter acatado um pedido meu e ficado em casa?
Por que aquela criatura tinha que ser tão teimosa e inconsequente?
E por que eu tinha que amá-la tanto, mesmo correndo o risco de perdê-la a todo o tempo, devido seu quase nulo instinto de autopreservação?
A resposta para a última questão era simples: não existiam meios de não amá-la, pois apesar de ser uma cabeça dura, ela era especial e perfeita para mim e me fazia feliz de uma forma que ninguém, jamais, conseguira.
Suspirei pesadamente e vesti uma roupa quente, uma capa de chuva grossa e desci apressadamente até a garagem, de onde tirei o carro e segui pelas ruas molhadas.
Quando cheguei em frente a casa de Renée, respirei aliviado ao perceber que, aparentemente, tudo estava normal.
Talvez, Bella tivesse percebido a besteira que ia fazer e desistiu de suas ideias, voltando para a segurança de nossa casa.
Mas, conhecendo minha menina como eu conhecia, era pouco provável que isso tivesse acontecido e, portanto, o melhor que eu tinha a fazer era entrar no quintal dos Swan e procurar minha esposa.
A chuva ainda caia com vontade, atrapalhando minha visão, mas eu não podia desistir de encontrar minha menina, pois tinha certeza que ela precisava de mim.
E quando eu a encontrasse iria arrastá-la de volta para casa, de modo a fazê-la aprender a não fugir de mim na calada da noite.
Andei lentamente, tomando cuidado para não fazer ruídos e bufei irritado quando o galho de uma roseira feriu meu braço.
Mas a cena que eu presenciei, quando cheguei à parte de trás da casa, gelou meu corpo dos pés a cabeça, me fazendo esquecer a dor de qualquer ferimento.
Bella estava desmaiada, com a cabeça recostada no colo de Jacob, que tentava reanimá-la a todo custo.
Corri até eles, caindo de joelhos ao lado do corpo inerte de minha menina, pedindo a Deus que nada de grave tivesse acontecido a ela e me arrependendo, mais uma vez, por ser tão descuidado.
Se eu tivesse prestado atenção em minha esposa, ao invés de dormir, agora ela estaria segura em nossa casa e não desacordada debaixo de uma tempestade.
_ O que houve?_ Perguntei preocupado e Jacob arregalou os olhos ao meu reconhecer.
_ Capitão?_ Ele falou espantado e eu revirei os olhos, exasperado com sua lerdeza, tomando Bella de seus braços e sacudindo-a de leve.
_ É claro que sou eu, Jacob. Percebi que minha esposa sumiu e vim atrás dela. O que houve?_ Gritei contra o barulho da chuva, tentando ficar calmo enquanto reanimava minha menina.
Bella estava molhada, gelada e não reagia, me fazendo desesperar-me a cada segundo que passava, pensando no que podia ter acontecido a ela para deixá-la nesse estado.
_ Ela desmaiou._ Jacob respondeu e eu o olhei, irritado.
_ Isso eu estou vendo, Jacob. Mas, porque ela desmaiou?
Ele me olhou hesitante e eu suspirei, sabendo, pela sua expressão, que eu não iria querer saber o que ele tinha pra me dizer.
_ Encontramos sua filha, Edward._ Ouvi a voz de Jasper e me virei em sua direção, assustado com sua presença.
_ O que está fazendo aqui?_ Perguntei e ele se ajoelhou ao meu lado, olhando preocupado para Bella.
_ É uma longa história. O fato importante agora é que a filha de vocês está naquela cabana, na companhia do soldado James e precisa ser resgatada._ Jasper falou e mais uma vez naquela noite eu fiquei sem reação.
_ Como?_ Balbuciei.
_ É isso mesmo. Eu preciso que vocês tirem Bella daqui, pois seu estado frágil só vai complicar a situação. Como capitão, tenho autonomia para invadir aquela cabana e exigir que ele devolva a criança, mas preciso garantir a segurança total da menina._ Jasper falou e eu me levantei, segurando Bella nos braços.
Minha mente girava, mas eu tentava me manter firme, pois duas pessoas importantes pra mim precisavam da minha ajuda e determinação e eu não poderia esmorecer.
_ Minha filha está lá? Com James? _ Perguntei, apontando com a cabeça em direção a cabana e Jasper assentiu, fazendo meu corpo ser tomado por medo e ódio.
Medo de que aquele lunático pudesse fazer algo de ruim com minha filha e ódio por saber que, mais uma vez, ele entrara em minha vida para me fazer mal.
Olhei para o rosto de Bella e senti um aperto no peito ao imaginar o desespero que ela sentira ao saber que a filha estava nas mãos daquele monstro.
O choque fora o suficiente para fazê-la perder os sentidos e seria o suficiente para me dar a força necessária para invadir aquela cabana, resgatar minha filha e acabar com a vida daquele maldito.
Jacob estava de pé ao meu lado e eu lhe entreguei minha menina, sabendo que ele seria perfeitamente capaz de cuidar dela enquanto Jasper e eu salvássemos minha filha.
_ Leve-a para casa. O carro está estacionado na esquina. Quando chegar lá, peça para que minha mãe tome conta dela e, pelo amor de Deus, não a deixe sair por nada nesse mundo. Já chega de riscos, por hoje._ Eu falei para Jacob e ele assentiu, virando-se e seguindo com Bella para frente da casa.
Respirei fundo e encarei Jasper, que me olhava de forma divertida.
_ Agora eu sei por que quis se casar com essa moça. Não tem como ter uma vida monótona ao seu lado._ Ele comentou e eu soltei um riso curto.
_ Pois é. Mas, agora, vamos ao que interessa. Temos que tirar minha filha de lá, sem colocá-la em risco._ Eu falei, tentando fazer com que nosso foco se voltasse para o resgate de Kim.
Mais tarde Jasper teria que me contar o que diabos estava fazendo ali, mas agora, eu precisava salvar minha bebê.
_ Isso mesmo. E eu tenho uma ideia. Você fica escondido na pequena varanda, onde James não possa vê-lo. Eu faço barulho para atraí-lo aqui fora e quando ele sair, você entra e pega a menina, enquanto eu o prendo. Dessa forma, James não terá como reagir e muito menos como fazer mal a sua filha.
Eu respirei fundo e concordei com um gesto de cabeça, indo até a pequena varanda e me escondendo no escuro, onde tinha certeza que James não me veria.
Nesse momento, eu agradecia ao mal tempo, pois isso diminuiria, e muito, sua visibilidade.
Jasper se aproximou com cuidado da porta e a esmurrou com toda a força, fazendo meu coração disparar no peito.
Minutos depois, James abriu a porta e Jasper o pegou de surpresa, golpeando-o na barriga e imobilizando-o com uma chave de pescoço, deixando o caminho livre para que eu entrasse na cabana e pegasse minha filha.
E lá estava ela: deitada em um caixote de madeira e enrolada em panos encardidos.
Kimberlly soltou um gritinho animado quando me viu, fazendo meu coração derreter até a última gota.
_ Papa..._ Ela balbuciou e eu senti um nó na garganta ao me dar conta que era a primeira vez que ela me chamava de pai.
Esse dia ficaria gravado em minha memória por muitos motivos, mas esse, sem dúvida, seria o principal deles.
Segurei-a com cuidado e beijei seu rostinho sujo, marcado por lágrimas e poeira, apertando-a contra mim.
_ Graças a Deus você está bem, meu amor. Vamos para casa. Vamos voltar para a mamãe. _ Falei baixinho, enrolando-a em minha capa de chuva e me apressando em sair da cabana suja e mal cheirosa.
Eu ouvia gritos de raiva vindos do lado de fora, mas tentei não prestar atenção em nada, pois não queria que o ódio que eu sentia por aquele soldado maldito se manifestasse enquanto estivesse com minha filha nos braços.
_ Seu maldito, desgraçado... Onde pensa que vai com essa criança? Ela é minha! Vou criá-la no lugar da filha que você me roubou._ James gritou assim que me viu sair pela porta, enquanto Jasper tentava segurá-lo e eu respirei fundo, imaginando uma forma de diminuir o desejo que eu sentia de matá-lo nesse exato momento.
_ Fique quieto, James, para não complicar sua situação. Aquela menina é filha do capitão Cullen e ele vai levá-la para casa dele e você vai ficar caladinho, antes que eu te prenda em uma cela imunda e jogue a chave fora._ Jasper falou, dando um apertão em James e eu senti um prazer mórbido em vê-lo gemendo de dor.
_ Terei que ir a pé para a mansão, pois Jacob levou o carro. Está chovendo muito e Kim não pode tomar toda essa friagem. Terei que ir correndo. Leve esse imbecil para a base e acione a polícia para que venham até aqui e prendam os Swan, já que eles sabiam do sequestro e deram guarida para esse monstro._ Eu falei, olhando com desprezo para James e ele sorriu com escárnio.
_ Você pode até me prender, capitão, mas jamais terá paz. Sempre existirá alguém querendo lhe fazer mal, pois você é uma das piores espécies de homem. Você se esconde por baixo de uma farda e de um nome de capitão, enquanto comanda guerras, onde soldados matam inocentes em seu nome. Você rouba mulheres, você trapaceia, tira filhas de suas famílias e se casa com elas sem a permissão. VOCÊ CRIA A FILHA DE OUTRO HOMEM COMO SE FOSSE SUA. VOCÊ É UM MALDITO, DESGRAÇADO, E EU O ODEIO!_ Ele gritou e eu senti o ódio que eu sentia por ele atingir níveis inacreditáveis.
Ele era mesmo um miserável.
Depois de tudo o que ele fizera, tinha a audácia de me acusar, mesmo sabendo que o grande culpado por sua desgraça era ele mesmo.
_ Eu criei sua filha porque você a abandonou. Elizabeth era minha esposa e engravidou de você, que não foi homem suficiente para assumi-la e cuidar de sua filha. Sophie estaria sozinha se eu não tivesse tomado conta dela e a assumido como minha. Eu não fazia ideia de quem era o pai dela, mas lamento profundamente saber que ela é filha de alguém tão asqueroso como você. No entanto, o amor que eu sinto por ela jamais irá mudar e ela sempre será minha filha... É a mim que ela chama de pai... É a mim que ela ama e você jamais poderá mudar isso._ Eu falei e, por um momento, pensei que ele fosse soltar-se de Jasper e me agredir, tamanho era o ódio que eu via em seu olhar, mas meu cunhado era forte o suficiente para contê-lo.
_ SEU FILHO DA PUTA. EU VOU LHE CAÇAR NEM QUE SEJA NO INFERNO, SEU MALDITO._ Ele falou e eu estava pronto para respondê-lo, quando a porta dos fundos da casa grande se abriu e Renée Swan apareceu, nos olhando espantada.
_ Mas, o que está acontecendo aqui?_ Perguntou com cinismo e eu senti uma raiva transbordante por ela, sabendo que aquela maldita provavelmente ajudara no sequestro de minha menininha e tinha a cara de pau de aparecer e exigir saber o que estava acontecendo.
_ Está acontecendo que descobrimos onde minha filha estava e viemos resgatá-la. Espero que você não tente fugir, Renée, pois terá que prestar contas a polícia._ Falei calmamente, tentando ser tão cínico quanto ela e ficando extremamente satisfeito ao receber um olhar espantado.
_ Eu não tenho nada haver com isso, capitão. Nem sei do que você está falando. Foram vocês que invadiram minha propriedade e, portanto, são vocês que merecem ser presos._ Ela falou, aproximando-se de mim, mas antes que ela desse mais que dois passos, foi arremessada ao chão por minha menina, que apareceu de Deus sabe onde e pôs-se a agredi-la, deixando a mim e Jasper completamente sem ação.
_ Sua maldita... Eu odeio você e não quero que ouse tocar em meus filhos outra vez, pois se fizer isso eu mato você... Mato, entendeu?_ Bella gritou, batendo no rosto de sua madrasta com um ódio que eu jamais pensei que ela fosse capaz de sentir.
Bella era uma pessoa boa e magnânima e, geralmente, não era vingativa.
Mas, imagino que seu instinto materno tenha mudado isso completamente, pois ela continuava a agredir a madrasta sem dó e nem piedade.
Depois que o choque passou, eu corri até onde as duas estavam e, depois de entregar Kim para Jacob, que apareceu correndo e esbaforido, eu fui segurar minha menina.
_ Chega, Bella... Para, amor... Por favor. Ela não vale isso._ Pedi, segurando-a em meus braços e apertando-a contra meu corpo, tentando acalmá-la.
Ela se agarrou em minha camisa molhada e chorou desesperada, enquanto Renée tentava se levantar do chão.
_ Você vai me pagar por isso, Bella._ Renée ameaçou e eu tive vontade de pedir que Bella voltasse a agredi-la.
_ Cale a boca, sua miserável._ Eu falei e, nesse momento, para o meu alívio, o xerife apareceu, munido de algemas e acompanhado de mais dois policiais.
_ Vocês, definitivamente, não sabem seguir os pedidos da polícia, não é mesmo?_ O xerife falou, olhando zangado para minha esposa e eu suspirei, tentando não dar-lhe uma resposta atravessada.
_ Minha esposa encontrou nossa filha e é isso que importa, xerife. Prenda esses bandidos e faça seu trabalho, pois a parte difícil já está feita._ Falei, levando Bella até nossa filha, que há essas horas já chorava em pleno os pulmões.
_ Não é assim que funciona, Cullen. Não posso prendê-los por nada. Preciso saber qual o verdadeiro envolvimento deles nesse sequestro para poder puni-los adequadamente. Mas, sua esposa também merece uma reprimenda, já que agrediu essa senhora na propriedade dela._ O xerife falou e Bella virou-se para encará-lo, com os olhos flamejantes.
_ O senhor ainda quer garantias de que eles sequestraram minha filha? De quais provas ainda precisa? Kimberlly estava com ele, escondida na cabana da casa dela. Isso para mim é mais do que suficiente. E eu não vou receber reprimenda nenhuma, Senhor xerife, pois minha interferência me trouxe de volta minha filha e essa maldita merece uma surra há bastante tempo._ Bella falou e juro que vi o xerife se encolher diante de suas palavras raivosas e por mais estranho que o momento fosse, eu tive muita vontade de rir da cara dele.
O velho senhor pigarreou e foi até James, algemando-o e deixando-o sobre os cuidados dos policiais que o estavam acompanhando.
Em seguida, foi até e Renée e também a algemou, para meu alívio.
Bella foi até a madrasta e eu poderia impedi-la, se não fosse por minha curiosidade de ver o que ela faria.
_ Eu quero que você apodreça na prisão, sua maldita. Você vai pagar por tudo o que me fez sofrer e por ter tentado fazer mal a minha filha e caso não fique presa, saiba que eu farei questão de fazê-la pagar... Tenha a certeza disso._ Dito isso, Bella fez algo completamente inesperado.
Ela cuspiu na cara de Renée e todos nós, que assistíamos a cena, ficamos paralisados.
Depois disso, Bella dirigiu-se até Jacob e pegou a filha nos braços, embalando-a com carinho, agindo como se não tivesse feito nada de inusitado.
Eu respirei fundo e me voltei para o xerife, que encarava Bella como se ela fosse um ser de outro mundo.
_ Leve-os, xerife. Vou acompanhar minha esposa até a mansão e dentro de pouco tempo estarei na delegacia._ Eu falei e o xerife assentiu, conduzindo James e Renée para fora.
A madrasta de Bella foi gritando pelo caminho, dizendo que eles estavam cometendo um equivoco, mas em nenhum momento o xerife a soltou.
Eu fui até minha menina e a abracei com força, tentando esquecer por um minuto o pesadelo que estávamos vivendo e desfrutar o fato de estar novamente com Kimberlly entre nós.
_ Ela está outra vez com a gente, Edward._ Bella murmurou, chorando e eu confesso que tive dificuldade em conter minhas próprias emoções.
_ Vamos para casa, amor. Você está molhada e precisa se aquecer. Kim também precisa de um banho e ser alimentada adequadamente. Depois, eu vou para a delegacia, garantir que aqueles dois jamais saiam da prisão._ Falei e Bella assentiu, deixando-se ser guiada até o carro.
Eu acomodei minhas meninas no carro e fui até Jacob e Jasper, que conversavam seriamente em frente ao portão da casa dos Swan.
_ Vou levá-las para casa. Vocês podem seguir para a delegacia e servir como testemunhas, afinal, sabem perfeitamente bem o que aconteceu aqui._ Falei e Jasper assentiu.
_ Vai ser fácil manter James preso, afinal, ele estava com a menina. Mas, não garanto que isso se aplique àquela senhora, uma vez que ela não foi pega em flagrante._ Jasper falou e eu suspirei, sabendo que ele tinha razão.
_ Minha filha estava na propriedade dela, Jasper e isso basta para torná-la culpada. Faça o que puder para mantê-la presa, pois ela já fez muito mal a Bella e não podemos viver em paz tendo-a solta.
_ Bem... Vou ver o que posso fazer, mas prepare-se para uma revolução. Pelo que sei, Renée Swan é muito bem relacionada e é provável que pela manhã, seus amigos estejam na delegacia, exigindo sua soltura. Sem contar que, o marido também irá mover céus e terras para tirá-la de lá. Aparentemente, ele desconhece a maioria das atrocidades que a esposa comete e a defende de tudo e todos.
_ Certo. Mas, isso eu vejo depois. Agora, preciso levar Bella e Kim para casa. Seguirei para a delegacia assim que possível._ Falei e me virei para Jacob._ Soldado Black, acompanhe Jasper e dê seu depoimento. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para deixar aqueles monstros apodrecerem atrás das grades.
_ Sim, capitão._ Ele falou e eu respirei aliviado, seguindo para o carro, onde minha esposa e filha me esperavam.
Segui rapidamente para a mansão, onde a essa altura, todos estavam acordados, esperando por notícias.
Minha mãe correu até Bella assim que entramos e tomou Kim dos braços de minha esposa, abraçando e beijando a neta efusivamente.
_ Meus Deus, eu nem acredito que ela está novamente conosco._ Minha mãe falou chorando e eu fiquei assistindo minha filha passar de braço em braço, sendo apertada por todos, que tentavam matar a saudade e ter a certeza que ela estava mesmo bem.
Eu abraçava Bella, que tremia muito.
Eu só não sabia se era de frio ou se era movida por toda a carga emocional das últimas horas.
Seja o que fosse, já estava na hora de eu cuidar dela.
_ Kim precisa de um banho quente, mãe. Pode providenciar isso, enquanto eu faço o mesmo com Bella?_ Perguntei e minha mãe assentiu, contente por poder cuidar da neta.
_ Claro... Vá tranquilo. Eu cuido dela._ Minha mãe falou e eu conduzi Bella até as escadas.
Ela não queria se separar da filha, mas precisava tirar aquela roupa encharcada, antes que pegasse uma pneumonia.
Levei-a para o nosso quarto e, enquanto ela tirava a roupa, eu lhe preparei um banho quente.
Quando ela já estava instalada na banheira, eu me ajoelhei ao seu lado e comecei a ensaboá-la.
Ficamos em silêncio por muitos minutos, até que ela abriu os olhos e me encarou seriamente.
_ Pode começar._ Ela falou baixinho e eu a encarei, intrigado.
_ Começar o que?
_ Me dar uma bronca por eu ter fugido para ir atrás de Kim._ Ela murmurou, abaixando a cabeça e eu respirei fundo, tocando seu queixo e fazendo-a me encarar.
_ Você sabe que se arriscou, Bella e eu realmente deveria lhe dar uma bronca. Mas, como sua loucura trouxe nossa filha sã e salva para nossos braços, não posso brigar com você. Só, por favor, nunca mais faça nada sem me comunicar, pois se algo acontecer a você, eu não seria capaz de me perdoar ou de continuar a viver._ Eu falei, acariciando seu rosto e ela se aproximou de mim, encostando sua testa a minha.
_ Me desculpe. Mas, eu precisava encontrar nossa filha. Eu tenho certeza que se tivéssemos chegado um pouco mais tarde, ela já não estaria mais lá e eu não poderia continuar sem ela, Edward... Eu não poderia._ Ela falou e eu beijei seus lábios com paixão.
Eu entendia seus motivos, mas, realmente não queria que ela se arriscasse assim outra vez.
Bella era preciosa demais para correr riscos.
Nos beijamos por longos minutos, até que ela se separou de mim e encostou a cabeça em meu peito, encharcando ainda mais minha roupa.
_ Você também está molhado. Por que não entra aqui comigo?_ Ela perguntou e eu sorri, acatando imediatamente sua ideia.
Tirei minha roupa e dentro de poucos segundos, já estava acomodado dentro da banheira, com Bella sentada de costas para mim, me dando uma visão privilegiada das suas costas macias e do seu pescoço cheiroso.
Mordi sua orelha de leve, sorrindo quando ela estremeceu.
Passei a mãos por seus seios e Bella suspirou, inclinando-se contra mim e me dando total acesso ao seu corpo.
_ Eu ordenei a Jacob que lhe trouxesse para a mansão... Como diabos você voltou lá depois?_ Perguntei baixinho, enquanto descia minhas mãos em direção ao seu baixo ventre e a ouvi gemer delicadamente._ Bella?_ Chamei, quando ela continuou em silêncio e ela virou-se para me olhar, me encarando com os olhos embaçados de desejo.
_ Isso não é hora para conversas, Edward..._ Ela resmungou e eu sorri, beijando sua bochecha e colocando uma mecha de seu cabelo molhado atrás da orelha.
_ Eu quero entender o que houve na casa de seu pai há poucas horas. Eu dei uma ordem a Jacob que, aparentemente, foi desobedecida..._ Eu comentei e ela revirou os olhos, bufando, irritada.
_ Ele obedeceu suas ordens, capitão. Mas, quando eu acordei e vi que estava sendo levada para longe de minha filha, armei um escândalo e exigi que ele me levasse de volta para a casa de Charlie. No caminho, ele teve a ideia de passar na polícia e fomos escoltados pelo xerife e seus homens até lá. Quando chegamos, eu não esperei por ninguém e corri imediatamente para os fundos da casa...
_ Resolvendo espancar sua madrasta..._ Completei divertido e ela me olhou culpada.
_ Eu sei que meu comportamento foi inapropriado. Mas, na hora, a única coisa que eu queria era fazê-la pagar por todo o mal que me fez e por ter tentado tirar Kimberlly de mim. Eu nem pensei nas consequências dos meus atos... Eu apenas fiz._ Ela explicou e eu a apertei em meus braços delicadamente.
Bella agira como qualquer mãe preocupada com sua filha e de forma alguma eu consideraria seu comportamento inadequado. Pelo contrário... Gostei de cada tapa que ela dera em Renée.
_ Tudo bem, amor. Confesso que gostei de vê-la batendo naquela mulher desprezível. Achei sexy..._ Brinquei e Bella virou-se de frente pra mim, sorrindo timidamente.
_ Você gosta de violência, capitão?_ Ela perguntou e o tom rouco de sua voz fez com que meu corpo inteiro fosse tomado por um arrepio delicioso.
_ Ás vezes, sim..._ Respondi, apertando seu corpo pequeno e macio contra o meu, deixando claro o quanto ela me excitava.
Ela sorriu e cruzou os braços atrás de minha cabeça, me beijando com paixão.
Eu correspondi sua carícia, adorando senti-la tão próxima e receptiva a mim, uma vez que isso indicava que tudo estava bem outra vez.
A prisão de Renée e James ainda nos traria problemas, mas, por enquanto, a única coisa que interessava era que nossa família estava reunida outra vez.
Nossos filhos estavam bem e seguros, rodeados pela família e pelos pais, que tanto os amavam.
Gemi baixinho quando senti sua mão em meu membro e me entreguei completamente ao momento, me deixando levar pela intensidade das sensações maravilhosas que eu só experimentava ao lado dela.
Bella era tudo o que eu precisava para ser feliz e estar ao seu lado, fazia com que eu me sentisse completo e especial.
Em poucos segundos, nós estávamos encaixados, fazendo amor de um jeito especial e único, que era só nosso.
Bella gemia, suspirava e se contorcia em meus braços e todas as suas reações só serviam para incendiar meu corpo que já queimava de desejo por ela.
Depois de chegarmos ao clímax, juntos, ficamos em completo silêncio, esperando nossa respiração voltar ao normal e desfrutando por mais um momento da companhia um do outro.
_ Eu sou uma mãe horrível..._ Ela falou baixinho e eu ri, sabendo perfeitamente o que se passava por sua cabeça absurda.
_ Bella..._ Falei em um tom de repreensão e ela levantou a cabeça do meu peito, me encarando com aqueles olhos mais lindos do mundo.
_ É sério. Minha filha acabou de ser resgatada de um sequestro e ao invés de estar cuidando dela, eu estou fazendo amor com meu marido... E o pior de tudo: gostando de cada momento e querendo repetir a dose..._ Ela falou, fazendo um biquinho lindo e eu gargalhei, sentindo-me leve por poder rir outra vez.
_ Você é uma mãe maravilhosa, amor. Mas, além disso, também é mulher e é completamente natural que sinta desejos, ainda mais tendo um marido bonitão, como eu._ Falei e foi a vez de ela gargalhar._ Nós passamos por muitas coisas nas últimas horas e fazer amor é a melhor forma de aliviar a tensão. Agora, nós vamos sair dessa banheira, você vai dar toda a atenção que Kim merece e vai parar com essa paranoia. Você é fantástica com as crianças e não deixe que suas limitações morais a convençam do contrário.
Bella sorriu contente e beijou meus lábios, levantando-se em seguida.
Eu a imitei e, em pouco tempo, estávamos vestidos e nos dirigindo de mãos dadas para o quarto dos gêmeos.
Minha mãe estava sentada em frente a janela, com Kim no colo, que assim que nos viu, esticou o braço, apontando seu dedo gordinho em minha direção.
_ Papa..._ Ela balbuciou e eu sorri, indo até ela e tomando-lhe nos braços.
_ Ora... Como assim? Ela devia falar mamãe, primeiro..._ Bella reclamou, parecendo zangada, mas quando olhei para seu rosto, notei aliviado que ela sorria.
_ O que eu posso fazer se sou o preferido?_ Falei, brincando e ela mostrou a língua para mim.
_ Não fique com ciúmes, querida. Tenho certeza que Joshua dirá mamãe, primeiro._ Minha mãe falou e Bella suspirou, indo até o berço e beijando o rosto do filho com carinho.
_ Tomara, Esme, pois isso é claramente injusto. Afinal, foi que os carreguei por meses, pari e amamentei. O mínimo que eu espero é que um deles chame a mim, primeiro..._ Ela falou, encarando Kim seriamente, como se quisesse dar uma bronca na filha.
Nossa pequena soltou um gritinho agudo e se esticou toda para ir para o colo da mãe, que a pegou prontamente, enchendo-a de beijos e sentando-se com ela na poltrona.
_ Bem, eu vou dormir... Essa noite está sendo muito longa para o meu gosto e amanhã teremos ainda, uma infinidade de problemas para resolver. Boa noite._ Minha mãe falou, beijando os netos e saindo do quarto em seguida.
Eu me sentei no braço da poltrona onde Bella estava e fiquei observando enquanto ela amamentava a filha.
Já estava na hora, segundo o médico, de minha menina cortar esse laço que mantinha com os filhos, mas era tão bom vê-los juntos que eu não via como Bella podia parar de amamentar.
Passei a mão delicadamente sobre a cabecinha de Kim, ganhando sua completa atenção, enquanto ela mamava com vontade.
_ Ele ia levá-la, não é mesmo? Criar como se fosse filha dele..._ Bella falou baixinho e eu senti um medo gelado por dentro, sabendo que James faria exatamente isso e que talvez nós jamais víssemos nossa filha outra vez.
_ Sim, Bella. Ele ia fazer exatamente isso... Mais uma vez, James estava a procura de vingança. Dessa vez, ele queria se vingar por eu ter criado Sophie. O que eu não entendo, já que ele nunca quis a menina... Nunca, nesses anos todos, ele procurou pela filha.
_ James é um homem perturbado, amor. Ele colocou em você a culpa por sua vida mal sucedida, querendo puni-lo por algo que era completamente da responsabilidade dele. Imagino que algum dia ele deve ter sido um homem bom, mas a perda de Elizabeth mexeu demais com seus sentimentos, transformando-o nesse homem frio e amargurado.
_ Eu gosto de acreditar que ele era uma pessoa melhor, pois não posso aceitar que minha primeira esposa tenha me traído com um homem tão desprezível. Eu ofereci o mundo a Elizabeth e isso não foi o bastante para mantê-la fiel aos nossos votos de casamento. Eu era jovem e acreditava estar apaixonado por ela... Bem, na verdade acho que eu até me apaixonei de verdade. Me encantei com sua alegria, vivacidade e beleza... Mas, ela jamais me amou. Quando descobri sua traição, meu mundo caiu. Me senti o pior dos homens. E saber que eu fui trocado por alguém igual ao James, me causa náuseas. Certa vez, sua mãe me contara que antes de se casar comigo, ela ara apaixonada por outro homem. Imagino que ela estava falando de James. Só espero que ele tenha tratado-a bem, pois apesar de tudo, Elizabeth não merecia sofrer. Se ela fez o que fez, foi por amor, pois não era uma pessoa leviana._ Eu desabafei e Bella sorriu docemente, acariciando minha mão.
_ Eu admiro o carinho e respeito que você tem por ela. E isso é muito bom, já que você precisa cuidar de Sophie. Eu tenho certeza que James a tratava bem, Edward. Só um homem que foi muito apaixonado agiria da forma como ele vem agindo com você. Mas, vamos esquecer aquele monstro... Ele está preso, agora e se Deus é justo, nunca mais ele sairá da cadeia e virá atormentar nossa vida. Nem ele e nem aquela maldita da Renée._ Bella falou e eu suspirei, me inclinando em sua direção e beijando seus lábios.
Não era a hora de falarmos daqueles imbecis.
Ela amamentou nossa filha por mais algum tempo, até que Kimberlly dormiu.
_ Bem... Já que nossa princesinha adormeceu, é hora de você colocá-la na cama e ir dormir, Bella... O dia foi difícil e você precisa descansar._ Falei suavemente, acariciando seu rosto bonito e ela me encarou.
_ Você não vai dormir?
Eu respirei fundo e fiz uma careta.
_ Não. Eu tenho que ir pra delegacia, pois Jasper e Jacob estão me esperando. Mas, a senhora vai para a cama e, dessa vez, eu quero ser obedecido._ Falei, empregando seriedade na voz e Bella sorriu.
_ Sim, senhor capitão. Dessa vez eu não vou desobedecê-lo, pois estou realmente muito cansada. Mas, como você vai me deixar sozinha, vou levar meus filhos para dormirem comigo._ Ela falou, levantando-se com a filha nos braços e eu sorri, indo até o berço e pegando Joshua.
Minha menina se acomodou entre as cobertas e eu deitei nossos filhos ao seu lado.
Em poucos minutos, ela pegou no sono e a imagem dos três dormindo juntos, era, sem dúvida, a mais linda que eu já vira em muito tempo.
Era muito bom saber que tudo estava bem e que nossa família estava unida outra vez.
Só faltava Sophie para completar o quadro, mas eu não iria acordá-la a essas horas da madrugada... Amanhã ela teria tempo de desfrutar do amor da mãe e da companhia dos irmãos.
Olhei mais uma vez para minhas preciosidades e percebi que Kimberlly estava agarrada ao braço de Bella, que a abraçava fortemente.
Depois de vê-las juntas outra vez, dormindo como dois anjos, eu não tinha como brigar com minha menina pela loucura que ela havia feito em ir atrás de Kimberlly, sozinha e desprotegida.
Bella era a mãe daquela criança e jamais deixaria que algo de ruim lhe acontecesse.
Mas, agora, tudo ficaria bem.
Nossa família estava completa outra vez e permaneceria assim...
Por um bom tempo.
Para sempre, se possível.
Pov. Charlie
Às vezes, eu odiava ser eu.
Odiava minha vida, odiava ter uma esposa complicada como a minha e odiava mais ainda ter que tirá-la de enrascadas que ela se metia por puro capricho.
Dessa vez, Renée estava presa.
O porquê, só Deus sabia, pois quando isso acontecera, eu estava dormindo o sono dos justos, depois de mais uma noite de bebedeiras.
Eu não tinha o porquê me manter são, uma vez que minha vida era uma tragédia.
A bebida, pelo menos, me ajudava a esquecer meus problemas e dissabores, me dando a oportunidade de não lembrar o porque de eu não querer continuar vivendo.
Suspirei pesadamente e entrei na delegacia, levando um susto quando notei todos os Cullen reunidos ali, incluindo meu genro, que estava com cara de poucos amigos.
Eu queria acreditar que a presença deles ali não tinha nada haver com a prisão de Renée, mas conhecendo minha esposa como eu conhecia, minhas esperanças eram infundadas.
Tentei ignorá-los e segui diretamente para a mesa do xerife, que parecia estar bastante zangado.
_ Bom dia... Vim tratar da soltura de minha esposa. O nome dela é Renée Swan._ Falei baixinho, mas, como as atenções estavam voltadas para mim desde que eu entrara, todos os presentes ouviram meu pedido.
_ Soltura? Aquela mulher ajudou no sequestro de sua neta, Sr. Charlie Swan e tem que ser mantida na cadeia._ O capitão Cullen falou raivoso e eu o olhei curioso.
Sequestro?
Do que, diabos, ele estava falando?
_ Vejo que o senhor não sabe de nada... Pois bem... Sua mulher ajudou um homem a sequestrar minha filha na noite de quatro de julho, abrigando-os em uma cabana nos fundos de sua casa. Como sempre, ela queria prejudicar sua filha, já que a odeia de uma forma doentia. Portanto, para o bem de Bella e de toda a sociedade, eu sugiro que não mova uma palha par que sua esposa fique livre, pois tenho a certeza que quando sair da cadeia, a primeira coisa que fará é se vingar de nós... Inclusive de sua filha, que já sofreu tanto em suas mãos._ Edward falou e eu fiquei encarando-o em silêncio por vários minutos.
Eu me lembrava de um homem loiro que fora várias vezes até nossa casa, mas minha esposa me dissera tratar-se de um jardineiro. Eu não dera importância ao fato, mesmo notando que as visitas dele tornavam-se frequentes, assim como o caos instalado no jardim, que ele deveria cuidar, só aumentava.
Eu sabia que Renée não gostava de Bella, afinal, minha filha era fruto da minha infidelidade.
Mas, apesar disso, minha esposa sempre me ajudara na criação de minha filha e eu nunca a vira maltratando Bella, de fato.
Mas, se Renée realmente ajudara no sequestro dessa criança, o que eu não duvidava, ela merecia ficar presa.
Apenas um tratamento mental não iria curar essa obseção que ela tinha por minha filha.
Eu nunca dera amor de pai para Bella e talvez, estivesse na hora de eu fazer algo de bom por ela.
Nem que fosse em memória de Beatrice, a mulher a quem eu tanto amara.
Respirei fundo e me voltei novamente para o xerife, que me encarava curioso.
_ Quais as chances de Renée ficar livre?_ Perguntei e ele coçou a cabeça.
_ Depende. Com um bom advogado, ela pode responder esse crime em liberdade. Caso contrário, ela ficará presa até o fim das investigações e se for condenada, permanecerá encarcerada por muitos anos._ Ele falou e eu suspirei.
Muitos anos?
Me parecia um tempo interessante.
_ Ótimo... Então a mantenha presa. Eu não possuo dinheiro para bancar um advogado e minha mulher precisa pensar no que fez._ Falei e me virei, saindo da delegacia de cabeça erguida e deixando todos os presentes abismados.
E pela primeira vez, em muito tempo, eu sorri, sabendo que fizera a coisa certa por minha filha.
Bella teria paz...
Pelo menos enquanto Renée estivesse presa, o que eu esperava ser por muito tempo...

Quem sabe para sempre.



E aí... O que acharam?
Espero ter feito um bom trabalho e que vocês tenham gostado da condução dos acontecimentos.
Adianto que esse não é o fim definitivo de Renée.
Ela terá um castigo a altura de suas maldades.

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