THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 35

Outro capítulo quentinho...
espero que gostem.
Beijos!


The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama





Capítulo 35
Pov. Bella
Morto.
James estava morto.
Olhei para o jornal a minha frente, não acreditando que aquela notícia pudesse ser verdade.
Ele se matara e dissera que seu suicídio fora um presente para Edward.
E isso era muito insano, até para um sujeito como ele.
E embora eu me sinta aliviada ao saber que aquele homem já não poderia nos fazer mal, eu tinha pena de Sophie, pois tinha certeza que ela sofreria com este fato.
E também tinha medo que Edward se culpasse pelo acontecido.
Na verdade, eu gostaria que Renée tivesse morrido.
Talvez fosse pecado desejar isso para alguém, mas sua morte me traria a paz necessária para que minha felicidade fosse completa.
Enquanto ela tivesse apenas presa, a incerteza da real segurança sempre rondaria meus dias.
Suspirei pesadamente, lamentando que a primeira notícia que eu lera na vida fora essa e depositei o jornal sobre a mesa de centro, olhando atentamente para Sophie que se divertia com os irmãos e com a prima no tapete da sala.
Minha pequena estava diferente desde que fora visitar aquele soldado na prisão e, eu não queria que ela sofresse mais ao saber da morte de um pai que acabara de conhecer.
Minha pequena já passara por tantas coisas em seus poucos anos de vida que eu tinha pena de envolvê-la em mais esse acontecimento sórdido.
Sophie estava sensível e calada, e mesmo que não perecesse perturbada, eu temia por sua integridade.
Ela havia amadurecido um pouco durante esses dias, mas, aparentemente, ainda era uma criança normal, saudável e feliz, e eu agradecia a Deus por isso...
E ainda bem que ela tinha a Edward e a mim, pois agora, seus pais biológicos estavam mortos e não existia mais ninguém para protegê-la como uma criança devia ser protegida.
A morte de James nos fora anunciada ontem, mas Edward e eu ainda não contamos a Sophie sobre o acontecido e nem lhe entregamos a carta que o pai deixara.
Ele despedira-se da filha, dizendo que ela não o veria mais e, por enquanto, era o que Sophie precisava saber.
Quando minha pequena fosse um pouquinho mais velha, contaríamos a ela que o pai morrera e que lhe deixara uma carta de despedida.
Sophie sabia que James a amara, mesmo que de uma forma estranha, e isso era o suficiente para que ela tivesse uma boa lembrança do pai e não precisasse ser envolvida na horrível história de sua morte.
_ Vocês não vou contar nada a ela, não é?_ Rosalie perguntou, e eu me virei para ela, que estava sentada em uma poltrona ao meu lado.
_ Por enquanto não... Edward e eu decidimos que esse não é o melhor momento, pois ela é muito pequena e apesar de ter conhecido James há pouco tempo, tenho certeza que ela vai sofrer muito com a notícia de sua morte.
_ Com certeza... Ela ficou bem sensível depois da visita que fez ao soldado. Coitadinha... Sophie é tão pequena e já passou por tantas coisas..._ Rosalie comentou, olhando para minha filha com carinho e eu sorri, pois acabara de pensar na mesma coisa.
_ Mas, a partir de agora, nada de ruim vai lhe acontecer. Edward e eu vamos protegê-la sempre, de todo e qualquer mal._ Eu falei decidida, mas sabendo que, infelizmente, não poderia impedir o destino de agir.
E esse, ultimamente, parecia estar contra nossa felicidade.
_ Ela tem sorte de ter encontrado vocês... Se Sophie tivesse nascido em qualquer outra família, não teria sido amparada, já que é fruto de uma traição. Edward foi um verdadeiro herói em tê-la assumido e lhe dado uma mãe tão maravilhosa como você..._ Rosalie falou e eu sorri mais uma vez, emocionada com suas palavras.
Ela e eu havíamos nos tornado grandes amigas e eu adorava sua companhia e as conversas que tínhamos.
Rosalie era muito sábia e sempre tinha um conselho ou uma palavra de conforto para me oferecer nos momentos mais difíceis.
_ Eu também tenho sorte por tê-la como filha. Sophie é doce e meiga e eu vou agradecer a Deus todos os dias por tê-la posto em meu caminho._ Eu falei e Rosalie sorriu, concentrando-se mais uma vez em seu bordado.
Eu peguei o livro que estava lendo antes de me aventurar pelas notícias e tentei me concentrar novamente na história. Eu já tinha avançado bastante, embora ainda não entendesse muitas das palavras que eu lia.
Mas, era preciso treinar, se não eu jamais superaria minha dificuldade com as palavras.
Minutos depois, ouvi o choro baixo de Joshua e me levantei, indo até onde as crianças estavam e pegando-o no colo.
_ O que foi, meu amor?_ Perguntei baixinho e ele fez um bico adorável, enfiando o rostinho no meu pescoço.
_ Acho que ele está perturbado por estar cercado de tantas mulheres... Até eu, que sou adulto, estaria..._ Emmett falou, entrando na sala de re pente e eu revirei os olhos, indo me sentar com meu filho na poltrona.
_ Não seja bobo, Emmett._ Rosalie falou, dando-lhe um tapa na cabeça e ele fez uma careta, massageando o local.
_ Não estou sendo bobo, ursinha... É a verdade. Joshua é o único menino dessa casa. Acho que já está na hora de nós dois providenciarmos um irmão para Claire e um primo para Joshua... Os homens nunca podem ser a minoria.
Rosalie revirou os olhos e não disse mais nada.
Raramente tinha algum sentido discutir com Emmett.
Ele era mais criança do que os bebês presentes na sala.
Olhei atentamente para Joshua, que ainda resmungava no meu colo e fiquei preocupada quando notei que ele estava mais quente que o normal.
_ Acho que ele está com febre..._ Falei e Rosalie deixou o bordado de lado e se aproximou de mim, tocando o rostinho de Joshua e franzindo o cenho.
_ Realmente... Mas, acho que devem ser os dentes. Claire ficava com febre todas as vezes que um dentinho apontava. De qualquer forma, vou pedir para Emmett ir até a botica e comprar um remédio para baixar a temperatura.
_ Eu?!? Mas, acabei de chegar e estou muito cansado..._ Emmett reclamou e Rosalie foi até ele, dando-lhe outro tapa na cabeça.
_ Vá logo e deixe de ser preguiçoso... Seu sobrinho está febril e você é o único que pode ir até lá. Como quer ter outro filho se morre de preguiça?_ Ela falou brava e ele se levantou, soltando um suspiro e se dirigindo para a porta.
Eu ri da cena e continuei embalando meu filho, que agora, estava quase dormindo.
_ Você é muito dura com ele..._ Comentei e minha cunhada riu.
_ Tenho que ser, Bella... Emmett é mais irresponsável e infantil do que todas nossas crianças juntas. Além de esposa, eu preciso ser mãe dele, às vezes... Ou você pensa que todos são maduros como o seu capitão?_ Ela falou e eu suspirei, sabendo que ela tinha razão.
Emmett seria uma eterna criança e penso que nunca ficaria como Edward, que era a seriedade em pessoa.
Pelo menos, era assim que a maioria das pessoas o via, já que apenas eu, conhecia seu lado extremamente amoroso, atencioso, divertido e brincalhão.
Senti um puxão na barra do meu vestido e olhei para baixo, vendo Kimberlly se equilibrar em minhas pernas, ficando em pé e encarando o irmão com os olhinhos castanhos atentos.
_ O que foi, minha princesa? Está preocupada com o seu irmão?_ Falei, passando a mão por seus cachos escuros e ela me encarou, balbuciando.
Eu sorri emocionada com a forte ligação que eu sabia que meus filhos tinham.
Só esperava que esse amor e essa união não terminassem nunca.
_ Eles, apesar de não serem idênticos, são tão unidos, não é?_ Rosalie comentou e eu assenti, olhando para meus filhos, que eram o que de mais precioso eu tinha no mundo.
Eu pedia a Deus que Joshua não estivesse doente, pois eu morreria se visse meus filhos sofrendo de alguma forma.
Ângela se aproximou para pegar Kim, e eu pedi a ela que preparasse um banho para eles, pois eu sabia que isso poderia ajudar a baixar a temperatura de Joshua, até que Emmett não voltasse com os remédios.
Sophie se ofereceu para ajudar e, juntas, separamos as roupas dos gêmeos e trocamos os lençóis do berço.
Logo Emmett chegou com o remédio, acompanhado por um Edward preocupado, que correu em direção ao berço para observar o filho, e eu odiei meu cunhado por ser um fofoqueiro.
Ele provavelmente havia ido até a base, contando para meu capitão que nosso filho estava com febre, deixando-o preocupado a toa, já que provavelmente não era nada além de dentes ou de um resfriado leve.
_ O que ele tem?_ Edward perguntou e eu suspirei, me aproximando e acariciando seus cabelos de leve.
_ Acho que é o dentinho... De qualquer forma, a febre já baixou. Vou dar-lhe o remédio apenas para garantir.
_ Tem certeza? Não quer que eu chame o médico?_ Edward perguntou me encarando e eu sorri, erguendo-me na ponta dos pés e depositando um beijo suave em seus lábios.
_ Tenho... Se por acaso a febre voltar, nós chamamos o médico. Pode ser?_ Eu falei e ele assentiu, mesmo estando visivelmente contrariado.
Dei o remédio como o indicado e, com muito custo, tirei Edward dos pés do berço, já que ele se recusava a deixar o filho sozinho sem ter garantias de que ele estava bem.
Algumas horas depois, eu voltei para verificar a temperatura de Joshua, notando aliviada que a febre cedera.
Meu bebê acordou alegrinho de sua soneca a até deu algumas gargalhadas para as palhaçadas do pai.
Edward fez questão de alimentá-los e trocá-los no fim da tarde, enquanto eu ajudava Sophie com o dever de casa.
Depois de tudo pronto, colocamos os gêmeos na cama e descemos para o jantar.
Hoje, era um dia especial, pois seria o último jantar de Alice como uma mulher solteira.
No dia seguinte, faríamos um chá para que as mulheres convidadas para o casamento lhe entregassem seu enxoval, enquanto os homens iriam para uma despedida de solteiro organizada por Emmett.
Essa idéia não me agradava nem um pouco, mas eu não seria infantil a ponto de impedir que Edward se divertisse com o irmão e com os amigos.
De qualquer forma, Carlisle estaria com eles e isso era uma garantia de que não fariam nenhuma besteira, como por exemplo, se envolver com alguma mulher de vida fácil.
Edward tinha tudo o que precisava ao meu lado e eu jamais admitiria que outra mulher entrasse em sua vida, mesmo que fosse por algumas horas ou apenas uma noite.
E, vendo a forma como Rosalie tratava Emmett, penso que ela também não admitiria.
Ainda mais, levando em conta o seu passado.
Suspirei, tentando afastar os pensamentos perturbadores e me concentrei no jantar, que estava uma delícia por sinal, preparado especialmente por Esme.
Minha sogra estava bastante emocionada por saber que a filha caçula ia se casar e Carlisle, ultimamente, nem tocava no assunto.
Hoje eu era mãe e sabia que quando chegasse à hora de entregar meus filhos ao casamento sofreria bastante, pois seria muito difícil me acostumar com a idéia de não tê-los ao meu lado todos os dias.
Portanto, eu entendia o que Esme e Carlisle sentiam.
Já Alice estava radiante.
Minha cunhada não via à hora de se casar e eu, sinceramente, estava feliz por ela, pois sabia que Jasper a faria feliz
Ele era um homem apaixonado... Só precisava baixar a guarda de vez em quando e deixar seus sentimentos aflorarem.
Sophie também estava radiante com o casamento da tia.
Ela seria a daminha e eu imaginava o quão linda ela ficaria quando estivesse pronta.
Eu ainda não tinha visto o vestido da minha pequena, pois Alice insistira em dizer que Sophie seria uma surpresa assim como ela, então a mim, só me restava à imaginação.
Mas, como Sophie já era linda vestida com simplicidade, tinha certeza que como daminha ela ficaria igual há uma princesa.
Fui tirada dos meus pensamentos quando Carlisle se levantou e chamou atenção de todos os presentes para dizer algumas palavras.
_ Hoje é um dia muito especial para mim e para minha esposa, Esme. É o último jantar de nossa filha caçula como uma moça solteira. Dentro de algumas horas ela deixa de ser Alice Cullen para se tornar Alice Whitlock. E eu não poderia estar mais feliz com esse fato, já que meu genro provou ser um homem de caráter e perfeitamente capaz de cuidar de minha filha e fazê-la feliz. Graças a Deus, meus filhos souberam escolher seus companheiros e eu não poderia estar mais feliz com a família que formamos. Eu amo minhas noras, meus netos e tenho certeza que Jasper entrará com honras para esta lista de pessoas amadas._ Carlisle falou e eu não pude conter as lágrimas que desceram por meu rosto.
Ser aceita por eles era muito bom, pois, contrariando a todos os medos que eu sentira um dia, eu era, sim, a mulher ideal para meu capitão.
Olhei para Edward e ele sorriu, enxugando minhas lágrimas e beijando meu rosto.
_ Mas, ele não ama você mais do que eu..._ Ele sussurrou e eu sorri timidamente, apertando sua mão que segurava a minha por debaixo da mesa.
_ Eu também quero dizer algumas palavras..._ Esme falou, levantando-se e todas as atenções se voltaram pra ela._ Alice é e sempre será a minha princesa. Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira vez em que a segurei nos braços e eu jamais fui capaz de me esquecer daquela cena. Sinto que vou sofrer com sua ausência, pois ainda vejo Alice como minha menininha sapeca... Mas, sei que ela será feliz e isso já é o bastante. E eu também quero receber Jasper em minha família como fiz com minhas noras. Sei que o nosso começo foi difícil, mas hoje, eu as amo como minhas filhas... E será assim com meu genro também.
Esme era, de fato, uma verdadeira mãe para mim.
Nosso começo realmente fora difícil, mas eu não saberia dizer o que seria de minha vida sem sua ajuda incondicional e sua infinita gentileza e bondade.
Era ela quem sempre me ajudava com os gêmeos e nas raras vezes em que eu e Edward nos desentendíamos, ela sempre ficava do meu lado.
Tenho certeza que ela seria uma ótima sogra para Jasper, também.
Bastava que ele cuidasse bem de Alice e seria muito amado por toda a família.
Depois das palavras de Esme e Carlisle o jantar transcorreu tranquilamente, envolto por um sentimento de euforia que precedia o grande dia.
Após o jantar, as mulheres da casa foram para a sala tomar chá e os homens se reuniram no escritório para combinarem os últimos detalhes sobre a tal despedida de solteiro.
Eu estava me coçando de curiosidade para saber o que eles iam fazer, mas, como tinha que me comportar como uma dama, não podia ir escutar atrás da porta.
_ Fique calma, querida... Eles não vão fazer nada demais..._ Esme falou, tocando minha mãe de leve e eu suspirei.
Minha sogra sabia que eu não estava gostando nada desta história de festa masculina.
_ Emmett não se atreveria aprontar alguma coisa, pois teria que dormir no sofá eternamente... _ Rosalie falou e nós rimos.
_ Mas, mesmo confiando em Edward, eu não gosto desta história... Será uma noite normal, como todas as outras. Por que eles não podem simplesmente ficar em casa e dormir?_ Eu perguntei e todas nós suspiramos.
_ Se Jasper fizer alguma coisa, eu não caso. Pode se preparar, mamãe..._ Alice falou e Esme revirou os olhos.
_ Fiquem calmas, meninas... Carlisle vai estar com eles e garantir que a virtude dos homens dessa família seja mantida intacta._ Esme falou confiante e eu suspirei, sabendo que eu não podia fazer nada, ao não ser confiar em Edward e esperar que ele, realmente, não aprontasse nenhuma bobagem.
Embora, meu sexto sentido me dissesse outra coisa...
*****
_ Tem certeza que vai ficar, Ângela? Eu posso perfeitamente cuidar deles à noite..._ Eu falei para minha babá que, desde que Joshua tivera febre a tarde, insistia em dormir na mansão para cuidar dele.
_ Tenho sim, Bella... Vá descansar que eu cuido deles... Qualquer coisa, eu lhe chamo. _ Você tem que descansar e ficar bonita para o casamento de Alice_ Ela falou e eu sorri, me inclinando sobre o berço e beijando meus lindos bebês.
Eles já estavam tão grandes...
Era incrível como o tempo passava depressa.
Logo, seria eu que estaria casando os meus filhos.
Suspirei e fui para meu quarto, já que antes de ir ver os gêmeos, eu já tinha dado um beijo de boa noite em Sophie.
Segui diretamente para o banheiro, ignorando Edward que já estava esparramado na cama.
Escovei meus dentes, trancei meu cabelo, coloquei a camisola e voltei para o quarto, me deitando na cama em silêncio e esperando o sono chegar.
Mas, é claro que Edward não ia me deixar quieta.
_ O que eu fiz?_ Ele perguntou, me abraçando por trás e eu suspirei.
_ Você não fez nada... Ainda._ Eu respondi e escutei seu riso baixo.
_ Nada vai acontecer amanhã, Bella... Só vamos sair para beber. Eu não preciso de outras mulheres, amor... Eu tenho tudo o que preciso bem aqui... Nos meus braços..._ Ele falou, beijando meu pescoço e eu suspirei.
_ Existem mulheres muito bonitas por aí, Edward... Uma verdadeira tentação._ Eu resmunguei e ele me virou de frente pra ele.
_ Quer parar de ser absurda? Eu não vejo a beleza das outras mulheres, amor... Pelo menos, não do jeito que você está pensando. Eu só quero você... Só desejo você... Será que eu não provo isso todas as noites?_ Ele falou de forma sensual e eu senti meu corpo esquentar de uma forma deliciosa.
_ Tudo bem... Mas, eu ainda não gosto dessa tal despedida de solteiro..._ Eu resmunguei e ele riu, beijando meus lábios e segurando a barra da minha camisola.
E eu me deixei levar pelos seus toques, sabendo que jamais seria capaz de me negar a ele, mesmo ainda estando zangada.
Logo, estávamos nus, rolando pela cama apaixonados, em meio a gemidos e suspiros.
_ Eu não gosto que você prenda o cabelo..._ Ele falou, desfazendo minha trança e eu suspirei desanimada, sabendo que teria o maior trabalho para desembaraçar meu cabelo na manhã seguinte.
Eu nem sei por que ainda tinha o trabalho de prendê-lo, sendo que Edward sempre acabava desfazendo minha trança e deixando-o solto novamente.
_ Não adianta reclamar... Eu gosto do seu cabelo livre, solto entre os meus dedos... Gosto dos fios se enroscando em nossos corpos suados..._ Ele sussurrou e eu gemi, beijando-o com paixão.
Depois disso, eu não me lembro de nada com clareza.
Tudo que eu sei é que nos amamos até o raiar do dia, entregues a uma paixão que era só nossa e que sempre nos acompanharia.
*****
Pov. Edward
Olhei ao redor e soltei um longo suspiro, ainda me perguntando como eu viera parar ali.
Eu jurara para minha menina que não iria em uma boate e onde eu estava, agora?
Em uma boate.
Se Bella descobrisse, ela me colocaria para dormir no tapete.
Respirei fundo e olhei ao redor em busca dos homens da minha família.
Emmett, Carlisle e Jasper estavam entretidos em um jogo de pôquer.
Jacob e Billy que também nos acompanhavam, estavam entretidos em uma animada conversa com algumas mulheres, parecendo alheios ao resto do mundo.
E eu, estava sentado em um canto, bebendo uísque e tentando achar um jeito de sair dali sem que nenhum deles me notasse.
Eu me sentia um traidor estando naquele lugar e tudo o que eu queria era voltar para os braços da minha menina e me afundar em seu corpo macio e cheiroso.
Lembrei-me da nossa noite de amor e sorri de leve ao sentir uma excitação conhecida tomar conta do meu corpo.
Era sempre assim...
Bella não precisava estar por perto para me provocar.
Bastava que eu pensasse nela e meu corpo respondia imediatamente.
E eu não ia ficar mais nem um minuto nesse lugar...
Eu queria estar com minha menina e faria isso o mais depressa possível.
Meus companheiros de esbórnia que voltassem para casa, sozinhos.
Segui em direção a porta, louco para sair dali e respirar ar puro, mas algo me impediu.
_ Edward Cullen?_ Ouvi uma voz tímida me chamando e me virei curioso, detendo meus passos.
Quem ali poderia me conhecer?
Já fazia muito tempo que eu não freqüentava lugares como esse.
Mas, no momento em que vi a dona da voz, desejei não ter deixado a curiosidade me vencer.
Beatrice, minha sogra, me encarava com os olhos espantados e curiosos e eu desejei que ela não tivesse me visto.
Suspirei e me aproximei dela.
Suas roupas eram provocantes e indiscretas, mas eu tentei não olhar, pois apesar de desejar apenas minha menina, a mulher a minha frente era minha sogra e merecia meu respeito, mesmo sendo uma prostituta.
_ Olá..._ Falei e ela sorriu.
_ Pensei que não freqüentasse boates. Charlie me disse que você e Bella são felizes..._ Ela comentou e eu respirei fundo, me odiando mais uma vez por estar ali.
Bella não merecia isso.
_ Eu realmente não freqüento esses lugares... Meu casamento é perfeito... Inclusive, estou de saída._ Falei, me virando para sair, mas ela segurou meu braço.
_ Espera... Eu quero lhe pedir uma coisa..._ Ela falou e eu suspirei, me voltando e esperando por suas palavras.
_ O que quer?_ Perguntei quando o silêncio entre nós se prolongou e foi a vez dela suspirar.
Ela estava hesitante e isso me preocupava, pois indicava que o que ela pediria a seguir, não seria algo fácil.
_ Eu sei que errei com minha filha, mas o fato de termos nos encontrado novamente prova que, talvez, eu possa ter uma chance de reconquistá-la. Eu quero me aproximar de Bella e peço que você me ajude... Eu amo minha filha e quero ter a oportunidade de demonstrar isso a ela... Preciso recuperar o tempo perdido. Quero conhecer meus netos... Quero, finalmente, ter uma família._ Ela falou com a voz embargada e eu fiquei encarando-a por longos segundos.
Beatrice parecia sincera e eu sabia que, assim como Bella, ela sofria com essa separação e com todas as peças que o destino pregara lhe pregara.
Talvez ela tivesse razão e uma chance fosse tudo o que elas precisavam para serem felizes.
E além do mais, ela poderia deixar essa vida humilhante e tornar-se uma mulher de bem.
Tenho certeza que isso faria minha menina feliz, embora ela não fosse admitir o fato, já que era teimosa como uma porta.
Mas, ajudar Beatrice significava contar para Bella onde eu tinha ido e isso, com certeza, terminaria em confusão e eu não queria, de forma alguma, brigar com minha esposa e acabar tendo que dormir no tapete.
_ E então: vai me ajudar?_ Beatrice perguntou depois de alguns minutos e eu respirei fundo, pensando freneticamente nas possibilidades.
O que eu faria agora?


E aí, gente: o que ele faz?
Espero que tenham gostado do capítulo, embora eu tenha achado bem ruinzinho... (nem sei se essa palavra existe... kkkkk).
O problema é que, ultimamente, ando sem inspiração...

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