THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 37

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 37
Pov. Bella
Algumas semanas depois
Olhei maravilhada para a paisagem que me rodeava e soltei um longo suspiro.
Apesar da saudade torturante que eu sentia dos meus filhos, essa viagem estava sendo perfeita.
Estávamos agora em Londres, aproveitando a linda paisagem que o Hyde Park nos oferecia, sentados juntinhos em uma toalha xadrez e desfrutando do delicioso café da manhã que o hotel onde estávamos hospedados nos proporcionara em forma de uma cesta de piquenique.
Aconcheguei-me mais nos braços do meu capitão, recebendo um beijo suave nos cabelos, e respirei o ar fresco, impregnado pelo cheiro das árvores, flores e do grande lago a nossa frente.
Já fazia uma semana que saímos de Washington sem destino certo.
Aliás, eu não conhecia qual seria o nosso destino, pois Edward sabia perfeitamente para onde estávamos indo.
Mas, como eu confiava cegamente nele, me deixei levar e estava adorando cada momento.
Foi muito difícil deixar meus bebês e Sophie sob os cuidados de Ângela, Rosalie e Esme, mas meu capitão e eu precisávamos de um tempo para fortalecer nosso amor e os laços que nos uniam e, por isso, mesmo que meu coração estivesse apertado, eu não me recusei a viajar com meu marido.
Além do mais, eu sabia que elas iriam cuidar bem dos meus filhos e, portanto, me permiti aproveitar dessa viagem, já que em toda minha vida ao lado da família do meu pai eu não pude desfrutar dessas regalias.
Londres era uma cidade incrível.
Na verdade, a Inglaterra toda era um encanto.
Eu não me lembrava do nome das cidades pelas quais passamos, mas a imagem das ruas repletas de árvores e flores e das graciosas construções não saia da minha mente.
Apesar de ter nascido em Londres, eu nunca pudera conhecê-la de fato.
As poucas vezes que saía da casa do meu pai era para ir até a feira do subúrbio, o que não me dera, de forma alguma, uma idéia de como Londres era bela.
Mas, desde que eu chegara a Inglaterra com Edward, eu não me cansava de admirar cada detalhe, guardando em minha memória os cheiros, as cores, as texturas e as paisagens.
Amanhã, seguiríamos para a França e depois de alguns dias, finalizaríamos nossa viagem na Alemanha, onde eu tinha certeza que havia uma surpresa me esperando, já que meu capitão ficava todo misterioso quando eu perguntava o que faríamos naquele país.
_ Por que está tão calada?_ Edward perguntou de repente e eu sorri, me virando em seus braços e beijando seus lábios de leve.
_ Por nada... Estou apenas relembrando os melhores momentos de nossa viagem.
_ Eu também gosto de me lembrar dos momentos que passamos juntos... Principalmente das noites..._ Edward falou de forma maliciosa e eu o belisquei de leve, escondendo em seu pescoço o meu constrangimento por ele dizer algo assim em plena luz do dia e em um parque repleto de gente.
_ Não diga essas coisas..._ Falei baixinho e ele riu.
_ Por que não? É a verdade, oras..._ Ele falou, beijando meu rosto e eu bufei, sabendo que não adiantava discutir sobre assuntos íntimos com Edward.
Mas, dessa vez, ele tinha razão.
Nossos passeios eram perfeitos, mas nada se comparava as noites que passávamos entregues a intensidade do nosso amor e do nosso desejo.
Eu me sentia amada, desejada e especial em seus braços e a cada dia que passava, eu me via mais apaixonada por ele.
A timidez que eu sempre sentira por estar nua a sua frente sumira, dando lugar a uma segurança e uma sensualidade que eu jamais imaginei que existisse em mim.
Eu gostava de senti-lo junto ao meu corpo, impregnando-me com seu cheiro e com seu suor.
Adorava sentir seus beijos, mordidas e lambidas sobre todas as partes do meu corpo e se isso fosse pecado, que Deus nos ajudasse, pois jamais iríamos parar.
Fazer amor com Edward era a melhor parte do meu dia e eu jamais deixaria de aproveitar esse privilégio, mesmo que isso me condenasse ao inferno.
Embora, o inferno jamais fosse existir desde que Edward sempre estivesse ao meu lado.
Suspirei e me inclinei sobre a toalha, pegando um suculento morango e levando até minha boca.
_ Você está vermelha, Sra. Cullen, e por mais que tente negar eu sei que está pensando em nossas noites de amor..._ Edward falou e eu ri.
_ Sabe... Os pensamentos são secretos por alguns motivos e eu deles é que as esposas não precisam revelar cada um deles aos seus maridos... Portanto, você não pode saber no que eu penso...
_ Mas, eu sei... Lhe conheço tão bem que é como se eu pudesse ler cada pensamento que se passa em sua mente... E essa carinha não me engana._ Ele falou, me apertando em seus braços e eu suspirei.
Odiava admitir, mas ele estava certo.
_ Mas, eu tenho que admitir que é difícil não pensar em mim... Eu sou lindo, charmoso e muito sexy... O sonho de qualquer mulher._ Ele falou presunçoso e eu gargalhei.
_ Você esqueceu o convencido também, amor.
_ Não sou convencido... Sou realista. E todas as minhas qualidades me fizeram ganhar o melhor presente de todos: você..._ Ele falou e eu senti as lágrimas se formarem em meus olhos.
Edward era tão perfeito que, às vezes, eu me perguntava se ele era real.
Eu chegava a duvidar da sorte de ter me tornado sua esposa e me pegava com medo de acordar de repente e descobrir que tudo não passara de um sonho bom.
No entanto, seus braços, seus beijos, seu sorriso, sua proteção e sua presença não me deixavam duvidar da minha realidade e tudo o que eu podia fazer era agradecer a Deus e ao destino por tê-lo colocado em meu caminho.
_ Ei... Não disse isso para que chorasse..._ Ele falou, secando minhas lágrimas e eu sorri, escondendo meu rosto em seu pescoço.
_ Você me emociona...
_ Não disse? Eu sou demais..._ Ele falou de novo e eu ri.
Edward era incorrigível e eu adorava conviver com essa faceta leve e divertida.
Nesse momento, ele não lembrava em nada o capitão amargo e solitário que eu conhecera e saber que nosso amor fora o grande responsável por curar suas dores me enchia de alegria.
_ Bobo..._ Falei brincando e ele riu.
_ Linda..._ Ele respondeu, me beijando em seguida e eu me deixei levar pelo toque delicioso dos seus lábios nos meus, esquecendo das pessoas a nossa volta e de que, talvez, não fosse muito correto beijá-lo em público.
Pelo menos, era isso o que as regras de etiqueta ditavam.
No entanto, eu estava ao lado do homem mais perfeito do mundo e, como ele mesmo ressaltara, irresistível e tudo o que eu podia fazer era desfrutar da minha sorte.
Danem-se a regras!
Aqui, os problemas não podiam nos alcançar e eu aproveitaria cada segundo dessa viagem, mostrando pra ele o quanto eu o amava e o quanto ele me fazia feliz.
*****
Londres passou como um sonho.
Em Paris eu vivi um verdadeiro conto de fadas.
Embora a Europa ainda se recuperasse da guerra, não tinha como negar que tudo ali era perfeito.
As pessoas eram calmas e gentis, as paisagens eram magníficas e o clima era convidativo para os passeios, os jantares e os bailes dos quais eu e Edward participamos.
Ele estava decidido a me ensinar a dançar e fazia questão de me levar aos mais diferentes bailes e restaurantes, me instruindo e me ensinado cada detalhe da valsa e de outras danças clássicas das quais eu não me lembrava o nome.
Edward parecia orgulhoso de estar ao meu lado e isso me enchia de alegria, pois agora eu sabia que meu lugar era com ele e contrariando a tudo, eu realmente pertencia ao seu mundo.
Hoje, graças as dicas de Rosalie, Alice e Esme, eu sabia me vestir, me pentear e me comportar a mesa como uma verdadeira dama.
Eu aprendera a ler e a escrever com a ajuda de Edward e Sophie e embora ainda cometesse alguns erros nesse quesito, eu já não precisava da ajuda de ninguém para ler meus livros preferidos e apresentar o mundo da literatura aos meus filhos.
Quando ainda estávamos em Washington, eu acompanhara meu capitão a alguns jantares destinados aos membros do exército e não o envergonhara em nenhum momento.
Ele me apresentava a todos como sua esposa e ninguém parecia questionar o fato com olhares estranhos e sorrisos debochados, como acontecia quando eu chegara a América.
Agora, eu era um membro da alta sociedade americana e ninguém parecia duvidar do fato.
Nem mesmo eu duvidava.
O fato era que eu já me acostumara a vida que Edward me oferecia e meu passado sofrido parecia estar a milhas de distância.
O que era ótimo, já que eu não gostava nem um pouco de me lembrar do meu pai e da minha madrasta.
De qualquer forma, Renée estava presa e não voltaria a nos importunar.
Nunca mais.
Suspirei, tentando afastar meus pensamentos daquela mulher horrível e Edward me olhou com curiosidade.
Estávamos desembarcando na Alemanha, depois de uma longa viagem de trem e tudo o que eu queria no momento era tomar um banho e me deitar, mesmo que ainda estivesse morta de curiosidade para saber o que Edward preparara para nossa estadia ali.
Tentando ignorar o olhar de meu capitão sobre mim eu olhei ao redor e fiquei apreensiva com a cena que vi.
Diferente dos outros países pelos quais passamos, a Alemanha estava bem diferente.
Aquele país ainda aparentava a miséria deixada pela guerra e isso mexia muito comigo.
Eu vivi aquela realidade.
Eu estava ali quando a grande guerra estourou e sabia com detalhes o que cada uma daquelas pessoas sofrera.
Quando estávamos a caminho de Berlim, eu pedi para que Edward me explicasse quais foram as conseqüências da guerra para a Alemanha e eu sabia que a situação no país era difícil.
Segundo meu capitão, os alemães assinaram um tratado com outros países da Europa e, além de perderem parte do seu território, tiveram que pagar uma indenização milionária aos países vencedores e lidarem sozinhos com todos os prejuízos causados pelos conflitos armados.
Eu achava tudo isso muito injusto, já que segundo minha concepção, cada país deveria arcar sozinho com seu prejuízo, já que todos foram responsáveis por aquela guerra horrível.
Mas, como Edward me dissera, nada era como deveria ser, principalmente quando o assunto era poder e dinheiro.
E embora eu quisesse estar ali, tinha um pouco de receio, já que estava acompanhada por um capitão americano que, de certa forma, contribuiu grandemente para a ruína daquele povo.
Respirei fundo e deixei meus pensamentos de lado quando Edward segurou minha mão, me levando pela estação de trem, enquanto um homem vestido com roupas sujas e maltrapilhas carregava nossa bagagem.
_ Para onde vamos?
_ Hoje, vamos ficar em um hotel. Sei que está cansada e por isso fiz a reserva de um quarto aqui na cidade. Mas, amanhã quero levá-la a outro lugar.
_ Onde?
_ Amanhã você saberá..._ Ele falou sorrindo e eu bufei irritada.
Odiava tanto mistério.
Por que ele simplesmente não me dizia o que estava planejando?
_ Não adianta fazer essa cara, amor. Amanhã você vai saber._ Edward falou e eu revirei os olhos, seguindo-o resignada, sabendo que não adiantaria tentar arrancar nada dele hoje.
Ele simplesmente não me diria o que estava planejando para nossa estadia em terras germânicas.
Chegamos a um hotel simples e logo estávamos instalados em uma suíte confortável, embora fosse bem menos luxuosa do que as dos hotéis onde nos hospedamos na primeira etapa de nossa viagem.
Edward me preparou um banho e depois de uma farta refeição, eu me deitei em seus braços e me entreguei ao cansaço de tantas horas de viagem.
Depois da Alemanha, voltaríamos para os Estados Unidos e, portanto, eu precisava aproveitar tudo o que Edward preparara para nós, mesmo não fazendo a menor ideia do que se tratava.
E hoje eu iria recuperar minhas forças para estar bem disposta para o dia seguinte.
Algo me dizia que daqui a algumas horas eu viveria fortes emoções e queria estar totalmente preparada.
*****
Pov. Edward
Eu não queria estar ali.
A Alemanha me trazia muitas lembranças que eu preferia esquecer.
Mas, eu sabia que os momentos que estávamos prestes a viver fortaleceriam nosso amor e dissiparia qualquer dúvida que minha menina tivesse em relação a nós.
Bella estava ansiosa para saber o que eu havia preparado para nossa estadia em terras germânicas e confesso que eu também estava nervoso, mas consegui manter o segredo necessário para surpreendê-la.
Ao fim da guerra, praticamente todo o território alemão ficara destruído e devido as inúmeras exigências dos países vencedores, a Alemanha não estava conseguindo se reerguer.
Eu sabia que isso não poderia terminar bem, já que eu conhecia os alemães e tinha certeza absoluta que eles fariam alguma coisa para vingar a grande humilhação pela qual ainda estavam passando.
Era fácil imaginar que dentro de alguns anos outra guerra seria declarada, mas eu procurava não pensar muito sobre isso.
Agora, mesmo sendo capitão, eu não estaria disposto a defender meu país em nome da honra, pois eu tinha uma esposa perfeita e filhos maravilhosos que dependiam totalmente de mim e jamais os deixaria sozinhos para me infiltrar em campos de batalha.
Respirei fundo, tentando afastar esses pensamentos e me concentrar na estrada.
Eu alugara um carro para levar minha menina até a surpresa que eu preparara para ela e esperava não me perder, já que mesmo com poucos recursos, a paisagem pós-guerra havia se modificado bastante.
Era possível ver as plantações e campos se recuperando das marcas deixadas pelas guerras, feitas muitas vezes por bombas e fogo.
Os moradores tentavam a todo custo reconstruir suas casas e recuperar suas rotinas, tão brutalmente destruídas pelas batalhas das quais eles nem conheciam a razão.
Reconheci o pequeno vale, que durante muitas noites fora meu refúgio e diminuí a marcha, seguindo lentamente pelo caminho de terra que nos levaria ao nosso destino final.
Bella olhava para todos os lados com curiosidade, mas eu sabia que ela não estava reconhecendo o lugar, já que durante a guerra ela quase não saíra da cabana.
Rodeei as árvores, torcendo para que ela não visse a pequena construção que fazia parte da segunda parte da minha surpresa e segui em direção a clareira onde nós havíamos nos conhecido.
As imagens daquele dia nunca saíram da minha mente.
Eu me lembrava perfeitamente de sua expressão assustada e de seu pedido mudo de ajuda quando estava presa nos braços asquerosos de James.
Eu me lembrava com precisão do cheiro de sua pele, que desde o início mexera com meus sentidos, e de como eu a achara bonita, mesmo estando suja, machucada e maltrapilha.
Nunca seria capaz de esquecer-me de como ela me salvara e me alegrara naquele período difícil, quando estávamos cercados por tantas tristezas e pelo perigo iminente da morte e da separação.
Bella cuidara de mim e me amara de uma forma que nenhuma outra pessoa o fez e nossa vinda até ali serviria para que ela entendesse que não existia, no mundo, outra pessoa mais importante para minha felicidade do que ela.
Parei o carro quando alcancei a clareira e ela me olhou curiosa, tentando entender porque eu a trouxera para o meio do nada.
Rodeei o carro e fui até ela, abrindo a porta e ajudando-a descer.
_ Onde estamos?_ Ela perguntou e eu sorri, levando-a até o centro da clareira.
_ Você não se lembra desse lugar?_ Perguntei baixinho e ela olhou ao redor com atenção e depois voltou a me encarar.
_ Não._ Ela respondeu e eu sorri, me aproximando mais de seu corpo e tocando seu rosto de leve, enquanto a olhava profundamente.
_ Foi aqui que nos conhecemos, Bella... Foi nessa clareira que eu lhe salvei das mãos de James e me apaixonei de forma irremediável por você..._ Eu falei e ela continuou me encarando, muda e estática.
Foi só quando eu vi uma lágrima solitária escorrendo por sua face que eu tive certeza que ela ouvira minhas palavras.
_ Eu precisava trazê-la aqui para lhe provar que não existe no planeta alguém mais especial do que você e que eu te amo com uma intensidade que eu não sei explicar, mas que eu sinto em cada centímetro do meu corpo._ Eu falei e ela sorriu entre lágrimas, jogando-se em meus braços e enterrando o rosto em meu pescoço.
_ Edward... Não precisava me trazer aqui para me provar seu amor... Eu sei que me ama, pois eu também lhe amo de forma intensa.
_ Sim... Eu precisava. É como se estando aqui nós fechássemos um ciclo. Foi nesse lugar que eu conheci a mulher mais linda que mudou minha vida e que me trouxe a felicidade que eu jamais sonhei em sentir. Foi aqui que eu a salvei de um monstro e foi bem aqui que você começou a me salvar da ruína iminente.
_ Ah, meu capitão... Se eu soubesse que ser capturada por um soldado me traria você, eu teria entrado em um campo de batalha por livre e espontânea vontade._ Ela falou sorrindo lindamente e eu ri feliz, me inclinado sobre seu corpo pequeno e beijando-a.
Depois de alguns minutos perdidos no sabor maravilhoso dos lábios um do outro, eu a afastei do meu corpo e peguei a caixinha que eu escondera no meu casaco desde manhã, oferecendo-a a ela, que me olhou espantada.
Depois de alguns segundos sem reação, ela pegou o objeto das minhas mãos e a abriu com os dedos trêmulos, sorrindo entre lágrimas ao ver o que se encontrava dentro da caixinha.
_ Foi nesse lugar que você ganhou meu coração... E desde aquele dia ele é seu. Acho que ele lhe pertencia antes de eu conhecê-la de fato... Mas, agora eu estou lhe dando essa jóia para simbolizar a entrega completa da minha alma, do meu amor e da minha dedicação a você... Eu sou seu e serei para sempre. Quero lhe agradecer por ter aceitado Sophie, quando eu mesmo não o fiz. Quero lhe agradecer pelos filhos maravilhosos que você me deu... Quero lhe amar por cada sorriso que eu dei depois de conhecê-la. Quero amá-la por me aceitar e por me amar... E quero lhe agradecer ainda mais por ter me dado o seu coração. Saiba que eu cuidarei dele com minha vida, pois não há nada que eu ame mais nesse mundo do que você._ Eu falei e ela me olhou atentamente, tirando a correntinha da caixinha e a olhando com carinho.
Depois, ela estendeu a delicada jóia em minha direção e eu entendi que era para eu colocá-la em seu pescoço.
E foi o que eu fiz.
Quando o pequeno coração cravejado de diamantes descansava no vale dos seus seios, ela me olhou e sorriu em meio as lágrimas de uma forma tão linda que eu senti meu coração falhar uma batida.
_ Obrigada, Edward... Eu não tenho um coração simbólico para lhe dar, mais saiba que eu te amo de uma forma que ninguém jamais vai amá-lo... Obrigada por me dar o seu coração. Obrigada por dividir sua vida comigo e me fazer a mulher mais feliz do mundo. Eu o amo por tudo. Pela minha felicidade, pelos nossos filhos, pela nossa vida... Por você. E saiba que eu vou cuidar do seu coração com todo o amor que eu tenho por você... E olha que não é pouco..._ Ela falou sorrindo timidamente e eu me aproximei de seu corpo, beijando-a carinhosamente na testa e abraçando-a com todo amor que eu sentia.
Ficamos ali por um tempo, perdidos um no outro e deixando o ambiente ser impregnado pelas lembranças do dia em que nos conhecemos e de como nossas vidas se transformaram.
Eu queria muito fazer amor com ela naquela clareira, mas como corríamos o risco de sermos flagrados por qualquer morador dos arredores, contive meu desejo e esperei para colocá-lo em prática na segunda parte da minha surpresa.
Voltamos para o carro e seguimos em silêncio para a cabana.
Era um silêncio confortável, cheio de amor, carinho e significados, que só foi quebrado quando ela se deu conta onde estávamos.
Bella arfou e me olhou maravilhada, descendo do carro rapidamente e correndo para a pequena varanda.
_ Gostou?_ Perguntei, andando até onde ela estava e minha menina correu e me abraçou feliz.
_ É a nossa cabana, Edward... Eu sempre quis voltar aqui... Foi nesse lugar que eu vivi os melhores momentos da minha vida... Foi aqui que eu me apaixonei perdidamente por você._ Ela falou contra o meu pescoço e eu sorri satisfeito com minha ideia.
Conseguir essa cabana me dera muito trabalho.
Os alemães ainda odiavam os americanos e qualquer concessão por parte deles era quase impossível.
Eu queria, na verdade, comprar as terras, mas tudo o que eu consegui foi alugá-la por alguns dias.
No entanto, levando minhas previsões de um conflito entre a Alemanha e outras nações, era até bom que eu não tivesse terras no território germânico, mesmo que eu soubesse que Bella adoraria ser dona daquela cabana onde fomos tão felizes.
Peguei a chave que estava guardada em minha bota e abri a porta, sentindo uma grande emoção ao olhar para aquele lugar.
Tudo parecia intocado.
Era como se o tempo não houvesse passado.
O lugar estava limpo, mas ainda eram os mesmos móveis, a mesma cama e a mesma tina onde tomávamos banho e as lembranças me invadiram como avalanches.
Naquele lugar eu vivera uma angústia intensa, rodeado por guerra, tristeza e dores, mas também fora imensamente feliz na companhia doce da minha linda menina.
Bella andava lentamente pela cabana, passando as mãos sobre os móveis e contemplando tudo com inegável emoção.
_ Esse lugar é tão especial para mim... Apesar da tristeza que ele representa, por ter abrigado um capitão em tempos de guerra, foi aqui que descobrimos nosso amor e nosso desejo, começando nossa história que eu tenho certeza que nem a morte será capaz de por fim..._ Bella falou emocionada e eu suspirei, me aproximando e tomando-a nos braços como eu sonhara em fazer durante todo o dia.
Carreguei-a até a cama e comecei a tirar suas roupas, contemplando cada pedacinho da pele pálida e macia que ia se revelando.
Ela me encarava com emoção e um pouco de timidez e eu sorri ao pensar que seu recato era uma das partes mais marcantes de sua personalidade doce e que por mais que ela estivesse a vontade em minha presença, ela jamais deixaria de sentir-se um pouco sem jeito quando fazíamos amor.
Quando minha menina estava completamente nua, ela se ajoelhou na cama e começou a tirar minhas roupas, me contemplando de uma forma selvagem e carinhosa.
Quando eu estava nu, ela me puxou em sua direção e atacou meus lábios com intensidade, fazendo com que eu gemesse de desejo.
Apertei-a contra mim e a deitei na cama, me dedicando a beijar cada pedacinho do seu corpo.
Bella gemia e se contorcia na cama, se entregando completamente aos carinhos que eu lhe fazia com as mãos, lábios, dentes e língua.
Cheguei ao centro de sua feminilidade e sorri satisfeito ao percebê-la úmida.
Nossos corpos eram como peças que se encaixavam perfeitamente e estavam sempre prontos para se unirem da forma mais primitiva e sublime.
Dei um beijo suave em seu botão pulsante, ouvindo-a arfar e me inclinei sobre seu corpo, afastando suas pernas e a penetrando lentamente.
Conforme nossos corpos se encaixavam e eu sentia sua umidade e seu calor eu pude vislumbrar mais uma vez o paraíso.
Bella era deliciosa e era totalmente minha.
_ Edward..._ Ela gemeu quando eu comecei a me movimentar dentro do seu corpo e o som da sua voz rouca de desejo dizendo o meu nome, fez com que um calor incandescente descesse pela minha espinha, fazendo-me penetrá-la com mais intensidade.
_ Bella... Que delícia..._ Eu falei ofegante e ela rodeou minha cintura com as pernas, unindo ainda mais nossos corpos.
Eu já não pensava mais em nada, ao não ser no prazer que eu sentia em tê-la em meus braços, tão entregue e apaixonada.
Nossos corpos estavam suados e nossa respiração ofegante.
Eu sentia que nossos corações estavam em sincronia e não poderia haver no mundo um momento mais sublime que aquele.
Depois de algum tempo, chegamos ao clímax juntos e tudo o que eu fiz foi abraçá-la com carinho, esperando que nossas respirações voltassem ao normal.
Depois de um tempo, quando eu voltei a ter percepção do mundo que me rodeava, notei que Bella estava relaxada e eu comecei a acariciar seus cabelos, querendo que ela descansasse do dia cheio de emoções que eu sabia ter lhe proporcionado.
Eu queria tornar nossa viagem inesquecível e sabia ter conseguido.
Bella gostara dos momentos que passamos em Londres e em Paris, mas eu sabia que os hotéis de luxo, as festas e os restaurantes glamorosos não a impressionaram, de fato.
Tudo o que Bella precisava era de uma casinha simples e das lembranças de um amor sincero, que nascera do improvável, se tornando mais forte que a própria morte.
Senti o pingente de sua correntinha pressionando meu peito e sorri satisfeito.
Minha menina me tinha de corpo, alma e coração, mas eu queria que sempre que ela olhasse para aquela jóia ela se lembrasse de tudo o que vivemos e da intensidade do nosso sentimento, para que assim, ela jamais se sentisse insegura outra vez.
_ Obrigada pela surpresa, amor... Eu jamais vou me esquecer desse dia..._ Ela falou sonolenta, me tirando dos meus devaneios e eu sorri, beijando seus cabelos.
_ De nada, minha bela menina... E eu jamais vou deixar que você esqueça o que vivemos aqui... Eu te amo. _ Respondi e ela suspirou satisfeita, sorrindo de leve e se entregando ao cansaço e à proteção dos meus braços que estariam eternamente ao seu redor, lhe amando e lhe protegendo de todo o mal.
*****
Alguns dias depois...
Os dias que passamos na cabana foram como momentos roubados da eternidade.
Bella parecia tão feliz e satisfeita por estar ali que eu me senti imensamente satisfeito pela minha iniciativa de trazê-la até a cabana.
Ela fazia questão de cozinhar para nós, cuidar das minhas roupas e a noite se entregava a mim de uma forma única e completa.
Todas as noites fazíamos amor apaixonadamente e dormíamos abraçados na cama estreita, como se o mundo lá fora simplesmente não existisse.
Eu sentia muita saudade dos nossos filhos e sabia que ela também, mas enquanto estávamos ali era preciso aproveitar todos os momentos, desfrutando o nosso amor.
Nós conversávamos sobre tudo, compartilhando lembranças da nossa infância e juventude e rindo das travessuras que havíamos aprontado.
Bella chorara ao falar do sofrimento que passara nas mãos da madrasta e, mais uma vez, eu senti um ódio mortal por aquela maldita mulher que tanto a fizera sofrer.
Eu esperava sinceramente que ela apodrecesse na prisão e jamais voltasse a cruzar o nosso caminho, pois eu seria capaz de matá-la se ela fizesse mal a minha menina ou aos nossos filhos.
Certa noite, eu toquei no nome de Beatrice e Bella fechou a cara, se retraindo e se negando a conversar sobre a mãe.
Sua mágoa era grande e eu não via uma forma eficiente de aproximá-las e cumprir a promessa que eu fizera a minha sogra.
_ Bella... Amor, eu tenho certeza que você se sentiria melhor se permitisse a aproximação de sua mãe.
_ Eu não acho... Não consigo perdoá-la por ter se fingido de morta, mesmo sabendo que eu precisava de sua proteção. Eu jamais faria isso com meus filhos...
_ Você já pensou que a fuga dela foi uma forma de proteger vocês duas? Pelo que você me fala, Renée odiava sua mãe e fazia de tudo para maltratá-la. Tenho certeza que você sofreria bem mais se visse sua mãe morrendo aos poucos, vítima da crueldade de sua madrasta.
_ Talvez... Mas, eu precisava da minha mãe, Edward... Era preferível morrer ao seu lado a me sentir abandonada dessa forma. Não quero aquela mulher perto de mim e dos meus filhos. Sophie, Kimberlly e Joshua podem vir a amá-la e se ela sumisse, fazendo um dos meus amores sofrer, eu a odiaria ainda mais. Portanto, quero distância daquela mulher.
Eu suspirei e não toquei mais no assunto, pois não queria deixá-la irritada.
Teria que achar uma forma de aproximá-las, mas eu contaria com a ajuda do tempo e do bom coração da minha menina.
Tinha certeza que mais cedo ou mais tarde ela perdoaria a mãe.
Bella tinha um grande coração e não era capaz de guardar mágoas e isso certamente era um ponto a favor de Beatrice.
Bella dividiu comigo a angústia que sentiu quando teve que cuidar de mim durante o período em que fui acometido pela gripe e eu fiquei angustiado ao saber o quanto ela sofrera naqueles dias.
Ela confessou que me beijara enquanto eu estava desacordado e eu ri de sua timidez ao me contar isso.
Afinal, éramos casados e hoje, dividíamos bem mais que beijos.
Mas, na época ainda não tínhamos nada e era compreensível sua vergonha.
Eu me lembrava desses beijos e tinha certeza que foram eles que me despertaram para a vida outra vez.
Mas, vê-la admitindo sua ousadia, mesmo quando ela era tão tímida e insegura, me fazia muito feliz.
Mostrava que ela confiava realmente em mim.
Estar na cabana me trazia lembranças de nossa primeira noite como marido e mulher e eram elas que sempre alimentavam nosso desejo, fazendo com que ficássemos acordados por boa parte da noite, nos amando como se o amanhã não fosse existir.
E como naquela época, ela se mostrava perfeita para mim.
E foi nessa harmonia e cumplicidade que os dias passaram e, cedo demais, chegou o dia de irmos para casa.
Bella estava triste com esse fato e confesso que eu também.
Ela não queria deixar a cabana, mas, infelizmente morar na Alemanha não era uma opção.
_ Um dia, podemos voltar minha linda... Quem sabe até trazer os nossos filhos..._ Eu falei e ela sorriu tristemente, olhando ao redor antes de fechar a porta.
E é claro que eu faria de tudo para trazê-la de volta, já que eu sabia que estar aqui lhe fazia muito feliz.
Seguimos em direção a Berlim e logo embarcávamos de volta para América.
Abracei minha menina com carinho quando já estávamos no avião e beijei seus cabelos, guardando na memória cada momento sublime de nossa viagem e desejando que ela fizesse o mesmo.
*****
Pov. Bella
Um mês depois...
Acordei, escutando o barulho da chuva contra a janela e fiz uma careta ao sentir meu corpo dolorido.
Mas, sorri em seguida, pois todas as minhas dores foram conseguidas de uma forma muito prazerosa.
Corei ao lembrar-me de tudo o que Edward e eu fizemos na noite passada.
Desde que nos mudamos para nossa própria casa, nossa vida íntima estava bem intensa.
Se não fossem pelas crianças e pela presença dos empregados, penso que meu capitão e eu faríamos amor o dia todo e em todos os lugares.
Sorri ao imaginar as damas de Washington tomando conhecimento das minhas peripécias sexuais.
Acho que eu nunca mais seria aceita para tomar chá à tarde.
E eu não poderia me importar menos.
Tudo o que eu queria era aproveitar todos os momentos ao lado do meu capitão, desfrutando de forma prazerosa dos seus carinhos e de todo o amor que ele sentia por mim.
Olhei para o seu lado vazio da cama e me senti triste por não poder acordá-lo com um beijo, como fazia todos os dias.
Hoje, ele tinha uma reunião importante na base e tivera que sair mais cedo e como eu estava muito cansada, não o vira se levantar, o que me deixava chateada.
Meu dia não era o mesmo quando eu não podia desfrutar da companhia de Edward pela manhã.
Apertei o coração de ouro e diamantes que estava descansava sobre meu peito e sorri.
Edward podia não está perto, mas eu sabia que seu coração e sua mente estavam comigo o tempo todo e era isso que bastava.
Respirei fundo, deixando minhas conjecturas e lamentações de lado, e me levantei, seguindo em direção ao banheiro.
Logo, meus pequenos estariam acordados e eu precisava estar pronta e disposta para assumir meu papel de mãe.
Tomei um banho demorado e desci para cozinha, onde Emma já me esperava com a mesa pronta para o café.
Era bom tê-la por perto, pois assim, eu não sentia tantas saudades da minha rotina na mansão Cullen.
_ Bom dia, Emma._ Falei, me sentando e ela sorriu, colocando uma panqueca quentinha em meu prato.
_ Bom dia, querida... Coma logo, pois daqui a pouco a candidata a cozinheira estará aqui._ Ela falou e eu suspirei.
Eu não queria mais empregados, mas Edward insistia que era necessário e só me restava aceitar.
Emma seria uma espécie de governanta, me ajudando na organização da casa e, portanto, precisaria de ajuda na cozinha.
Só esperava que a próxima cozinheira fosse tão boa quanto ela.
_ Você a conhece?_ Perguntei, tomando um golo de suco e ela deu de ombros.
_ Não muito. Mas, me pareceu uma boa mulher e foi bem recomendada, já que trabalhou em um restaurante na cidade.
_ Espero que ela cozinhe tão bem quanto você..._ Falei sorrindo para Emma que corou com o meu elogio.
Gostava da amizade que tínhamos desenvolvido e me sentia muito bem ao seu lado.
Eu agradecia todos os dias ao fato de ela e Ângela terem aceitado vir trabalhar aqui em casa, pois assim, eu não me sentia tão sozinha e nem saudosa da vida que eu levava na mansão.
Terminei meu café e logo ouvi um gritinho lindo, que arrancou um sorriso do meu rosto.
Meus bebês acordaram e agora eu iria cuidar deles, como todos os dias.
E eu amava minha rotina, mesmo que às vezes fosse bem cansativa.
Acho que, levando-se em conta minha felicidade atual, eu nascera para ser mãe e esposa.
*****
Mais tarde, quando finalmente consegui fazer com que os gêmeos dormissem, depois da cansativa maratona do almoço, desci as escadas para fazer um pudim com Sophie, que estava ansiosa para por em prática a receita que ganhara da avó e que era uma de suas preferidas.
Mas, ao passar pela sala quase morri de susto ao ver quem estava confortavelmente sentada no grande sofá.
Renée me encarava com um sorriso nos lábios e por um momento eu fiquei paralisada, sem saber como agir.
Ela não deveria estar presa?
O que essa maldita fazia na minha casa, perto dos meus filhos?
_ Boa tarde, Isabella... Não me oferece um café?_ Ela perguntou e sua voz fez com que calafrios percorressem meu corpo.
Tudo o que eu queria era que Sophie não aparecesse na sala agora, pois se Renée tentasse machucá-la, eu seria capaz de matá-la.
_ O gato comeu sua língua, queria enteada?
_ Saia daqui..._ Eu falei, tentando soar ameaçadora, mas eu sabia que o tremor em minha voz não permitia.
_ Ora, ora... Eu abriguei você em minha casa... Por que não pode me oferecer um café e o mínimo de hospitalidade?
_ Saia daqui, Renée... Ou eu irei chamar a polícia._ Eu falei e ela gargalhou, levantando-se e vindo em minha direção.
_ Você não vai fazer nada, sua estúpida, pois eu vou matá-la primeiro. Você me queria presa, mas eu quero que saiba que ninguém, jamais, irá me derrotar. Eu vim até aqui para fazer o que ninguém conseguiu. Chega de querer que você sofra. Por mais que eu faça, você sempre sai vencedora. Agora, eu vou matá-la e acabar de uma vez por todas com essa palhaçada. Quero que seu capitão sofra a agonia de vê-la sem vida... Desejo que seus filhos cresçam tão órfãos quanto você... Que tenham uma madrasta assim como eu. E mesmo que você não veja, essa será minha ma vingança, sua bastarda maldita..._ Ela falou e avançou em minha direção com um canivete.
Eu gritei e segurei sua mão, tentando afastá-la de mim, mas ela estava movida por um ódio muito grande e conseguiu me ferir no braço.
Eu gemi de dor e caí, batendo a cabeça na escada e escutando a voz assustada de Sophie gritando por mim.
Senti uma dor alucinante e tentei gritar para que Sophie corresse, no entanto as forças me faltaram.
Vi quando mais uma vez Renée veio em minha direção e fechei os olhos, suplicando para que Deus tivesse piedade de mim e me livrasse da loucura dessa mulher, não deixando-a me matar e nem machucar os meus filhos.
Mas, parece que Deus havia me esquecido nesse momento, já que ela conseguiu enfiar o canivete em minha barriga.
Senti lágrimas escorrerem ao pensar que seus planos seriam concretizados e eu deixaria meus filhos e meu capitão sem meu amor e meus cuidados.
Renée sorriu ao perceber que eu estava fraca e mais uma vez se preparou para me machucar.
_ Você não imagina o prazer que eu sinto em machucá-la... Ah, Isabella... Você destruiu minha vida. Seu pai trocou nosso casamento pela sua mãe... Charlie preferia você às filhas que tivemos juntos... Você sempre foi a prova do meu fracasso... Da minha derrota como esposa e eu tenho que fazê-la pagar por cada lágrima que eu derramei. Você tem que pagar por eu ter me tornado essa pessoa tão fria. Eu tenho que me vingar em você por ter ficado presa. Eu a odeio e como nós duas não podemos respirar o mesmo ar, você vai morrer, pois eu sou invencível... Renée Swan nunca perde..._ Ela falou e lançou-se mais uma vez, fazendo com que eu fechasse os olhos derrotada e esperasse pelo próximo golpe.
Mas, antes que ela fizesse isso, alguém a puxou com violência, a tirando de perto de mim e jogando-a no chão.
Eu pensei que fosse Edward e me assustei ao ver Beatrice sobre o corpo de Renée, segurando suas mãos e obrigando-a a largar o canivete.
_ Sua maldita... Nunca mais ouse tocar na minha filha..._ Beatrice falou e desferiu um tapa contra o rosto de Renée, rançando sangue de seus lábios._ Você não vai mais machucá-la, pois eu voltei e não sou mais aquela garota idiota que tremia de medo da patroa má... Eu sou forte, Renée e estou pronta para defender minha filha e impedir que você cometa mais barbaridades.
Renée a olhava como se Beatrice fosse um fantasma, o que, de fato, ela era considerando-se a forma inusitada que ela voltara para nossa vida.
E pela primeira vez eu pude sentir o amor daquela mulher por mim.
Pela primeira vez, ela lutava para me defender, colocando-se em rico para evitar que eu morresse.
_ Você está morta, Beatrice... Eu mesma a matei..._ Renée sussurrou e era notável o quanto ela estava assustada.
_ Pois é, Renée... E eu voltei do inferno para lhe buscar..._ Beatrice falou com a voz baixa e eu pude detectar a raiva contida em suas palavras.
Ela tirou o canivete das mãos de Renée e o posicionou contra seu pescoço, fazendo meu sangue gelar.
Será que Beatrice iria matar Renée?
Senti uma coisa quente em minha barriga e com dificuldade levei meu braço machucado até minha barriga, notando que minha roupa estava suja de sangue.
Minha cabeça rodava, meu estômago se revirava e eu suava frio.
Notei que Sophie estava ajoelhada ao meu lado e chorava, chamando por mim e tudo o que eu queria era pedir que ela fosse para o andar de cima, mas as palavras não saiam.
Eu queria ver o que estava acontecendo entre Beatrice e Renée, mas meu cérebro e meus sentidos já não obedeciam ao meu comando.
Eu precisava de Edward ao meu lado, mas não tinha condições de chamá-lo.
Só esperava que minha mãe tivesse sucesso em seu intento de me salvar, pois eu não podia deixar minha família sozinha.
Eu não podia...

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