THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama



Capítulo 32
Pov. Bella
Olhei contente para Kim que estava adormecida entre as cobertas e sorri aliviada ao me dar conta que o pesadelo realmente acabara.
Minha pequenina estava novamente sob meus cuidados, protegida de qualquer mau e a melhor parte de tudo isso, era saber que James e Renée estavam presos e impossibilitados de fazer mal a alguém.
As lembranças da noite anterior sempre me acompanhariam, mas apesar do tormento vivido, muitos daqueles momentos serviram para me libertar de alguns medos.
Eu ainda não conseguia acreditar que tivera coragem de agredir minha madrasta.
Desde pequena, eu sempre aguentara suas agressões e humilhações em silêncio, não tendo a audácia necessária para enfrentá-la, já que eu tinha muito medo de suas maldades e ameaças.
Apesar de todo o tormento que eu era obrigada aguentar, aquela era a única casa que eu tinha e como criança, eu não poderia ser deixada na rua.
Mas, esse sofrimento finalmente acabara.
Renée estava liquidada e se Deus quisesse, essa seria uma condição permanente.
Suspirei pesadamente, tentando afastar de vez as más lembranças e agradecendo mais uma vez por meu capitão ter cruzado meu caminho, me trazendo amor, felicidade, coragem e proteção.
Nunca mais eu teria que enfrentar aquela maldita.
De hoje em diante, minha vida seria apenas felicidade.
_ Ainda bem que vocês conseguiram resgatá-la. Eu não imagino nossa família sem essa princesinha linda._ Alice comentou e eu sorri, apertando Joshua em meus braços.
Meu filho estava muito agitado hoje e eu me perguntava se ele tinha algum tipo de sensibilidade, já que sempre que eu ficava nervosa, seu humor e seu comportamento ficavam diferentes.
Eu estava me sentindo um pouco culpada, pois devido a toda confusão acerca do sequestro de Kim, eu deixara meu filho de lado.
Mas, de agora em diante, eu teria tempo, ânimo e disposição para cuidar dos meus filhos com todo amor que eles mereciam.
_ Nem me fale, Alice... Eu ainda não consigo acreditar que esse pesadelo tenha acabado e que eu estou novamente com minha filha._ Falei em resposta ao comentário de Alice e ela sorriu, vindo senta-se ao meu lado na cama.
_ Minha mãe me disse que foi Jasper que ajudou no resgate. É verdade?_ Minha cunhada perguntou com os olhos brilhantes e eu suspirei, assentindo com um gesto de cabeça.
Eu ainda não acreditava que o capitão Jasper, que sempre fora contra meu envolvimento com Edward, tenha ajudado no resgate de nossa filha.
Ainda mais depois de tudo que eu lhe disse...
Depois daquilo, eu imaginei que ele fosse vir até a mansão e avisar todos da minha fuga, atrapalhando meu plano de resgate.
Mas, ao invés disso, ele me acompanhara até a casa de Renée e ajudara a trazer minha filha de volta para os meus braços, me surpreendendo de uma forma que poucas pessoas conseguiram.
Suspirei, chegando a conclusão que jamais entenderia os homens...
_ Meu noivo é tão corajoso... Ainda não acredito na sorte de tê-lo..._ Alice comentou de forma melosa e eu revirei os olhos.
_ Se não fosse por ele, imagino que eu não teria conseguido resgatar minha filha. Eu serei sempre grata ao seu noivo pela ajuda._ Falei baixinho e Alice sorriu outra vez.
Ás vezes, eu me perguntava como os músculos do seu rosto não doíam de tanto que ela sorria.
Sua alegria constante era admirável, já que nenhum problema, por mais serio que fosse, conseguia abalá-la.
_ Quando é o casamento de vocês?
Alice me olhou zangada e cruzou os braços sobre o peito.
_ Que espécie de cunhada é você?
Olhei-a confusa e ela bufou irritada.
O que foi que eu perdera?
_ Bella, meu casamento é daqui um mês e você deveria saber disso muito bem. Me ofende constatar que você não se importa muito com isso e que nem sabe a data certa... Poxa! Você é minha melhor amiga._ Ela reclamou e eu sorri ao ouvir suas últimas palavras, mesmo sabendo que ela devia estar realmente chateada.
Eu, Isabella Cullen, era a melhor amiga de alguém.
Desde minha infância, esse sempre fora meu sonho.
Eu via as meninas brincando umas com as outras, trocando confidências e dividindo conquistas e problemas e eu nunca pude viver isso.
A mim, nunca foi permitido desfrutar de uma amizade, pois eu, uma bastarda, não era digna disso.
Nem mesmo minhas meias irmãs gostavam de mim ou permitia que eu me aproximasse.
Mas, a entrada de Edward em minha vida me proporcionara tudo o que eu nunca tivera.
Amor, felicidade, família e amizade...
Tudo o que eu nunca tive estava incluído em um pacote maravilhoso, que eu amava mais a cada dia.
_ Você também é minha melhor amiga, Alice... A primeira que eu já tive. Desculpe-me se eu esqueci a data do seu casamento, mas é que eu quase não ajudei nos preparativos e depois de tudo o que aconteceu, eu acabei ficando meio dispersa._ Falei suavemente e ela suspirou, encostando a cabeça em meu ombro.
_ Tudo bem... Eu lhe perdoo._ Ela falou emburrada e eu ri._ Vou sentir sua falta quando me mudar daqui. Na verdade, eu queria não ter que ir para a casa de Jasper, mas como as esposas têm que acompanhar os maridos, eu temo não ter muita escolha.
_ Vocês não vão morar aqui?_ Perguntei curiosa e ela negou com um gesto de cabeça.
_ Não. Eu vou morar na casa dos pais de Jasper. É sempre assim... Isso é uma tradição aqui na América... Bem, pelo menos entre as famílias mais tradicionais de Washington. Quando se casam, o casal sempre vai morar na casa dos pais do noivo, até que tenham independência. Algumas famílias, como a minha, preferem ficar juntas. Portanto, creio que você sempre irá morar aqui, pois minha mãe não vai permitir que Edward saia de casa._ Alice falou e eu suspirei.
A grande verdade era que eu queria ter minha própria casa e viver com meus filhos e meu marido longe dali.
Não é que eu não gostava de viver com os Cullen, mas acho que todo mundo que casa e constitui uma família que ter seu próprio canto, viver sua própria rotina e levar a vida como acha que deve.
No entanto, minha sogra já deixara claro que isso não seria possível e que seus filhos morariam com ela para sempre.
E como eu não queria criar caso, só restava conformar-me.
Minha pequena se mexeu entre as cobertas e depois de alguns minutos abriu os olhos cor de chocolate, me encarando por algum tempo e abrindo um lindo sorriso em minha direção.
_ Oi, minha linda..._ Falei baixinho e ela sorriu mais ainda.
_ Mama..._ Kim falou, apontando para mim com o dedinho gordinho e eu senti meus olhos marejados de emoção ao ouvir sua voz suave chamando por mim.
_ Ai que coisa fofa... Ontem ela chamou pelo Edward e hoje, por você. Minha sobrinha é muito inteligente... Uma fofura!_ Alice falou, batendo palmas e eu ri, ajeitando Joshua em meu colo, para que pudesse pegar Kimberlly também.
Quando os dois estavam confortavelmente sentados nos meus joelhos, eu os abracei forte, sentindo-me completa por tê-los comigo.
Meus filhos eram as coisas mais preciosas que eu tinha e saber que eles estavam bem, me trazia uma imensa felicidade.
De repente, Sophie entrou correndo no quarto e veio em minha direção.
Quando ela viu Kim, sorriu lindamente e ajoelhou-se na frente da irmã.
_ Você voltou, irmãzinha._ Ela falou e eu sorri, abobalhada com todo o amor que detectei em sua voz.
Se antes Sophie sentia ciúmes pelos irmãos, agora ela aprendera a amá-los, entendo suas necessidades de atenção e não ficando chateada por sempre estarmos rodeando-os.
Kim sorriu para a irmã e a cena era tão linda que eu me segurei para não me debulhar em lágrimas.
_ O tio Emmett falou que foi você e a teimosia que buscaram a Kim, mamãe... Quem é a teimosia?_ Sophie perguntou, fazendo Alice gargalhar e eu revirar os olhos.
Emmett e sua boca grande!
_ Não liga para o seu tio, meu amor. Ele é um bobo._ Eu falei e Sophie colocou a mão na boca para abafar o próprio riso.
Meu cunhado sempre estava enchendo a cabeça de minha pequena de comentários estranhos e eu já não sabia o que fazer para Pará-lo, embora desconfiasse que isso não fosse possível, uma vez que Edward seria sempre uma criança grande.
O jeito era tentar contornar as situações que ele criava, fazendo delas piadas engraçadas, caso contrário, eu acabaria enlouquecendo tentando impedi-lo.
“Pobre Rosalie!” _ Pensei divertida, vendo Sophie se aproximar mais dos irmãos.
Ela começou a fazer graças e caretas, fazendo com que os irmãos gargalhassem divertidos e o som daquelas risadas nunca me pareceu tão bom.
Ter meus filhos ao meu lado era minha maior dádiva.
Edward chegou algum tempo depois de Alice sair do quarto e se juntou a nós, completando o quadro da família perfeita que construímos juntos.
Ele parecia preocupado, mas eu não queria conversar sobre nossos problemas na frente das crianças.
Mesmo sabendo que algo grave podia ter acontecido, já que ele acabara de voltar da delegacia.
Agora, era hora de alegrias.
Era preciso aproveitar a alegria de estarmos juntos, pois não existia, no mundo, algo melhor do que isso.
*****
Pov. Edward
Depois de deixar Bella em casa, descansando ao lado de nossos filhos, eu fui para a delegacia.
Eu precisava saber o que fazer para manter aqueles dois na cadeia, pois de forma alguma eu permitiria que ele nos fizesse algum mal.
Minha menina já tinha sofrido muito durante sua curta vida e eu não podia permitir que seu sofrimento perdurasse.
Era meu dever cuidar do seu bem estar e eu faria isso com todas as forças que me restavam.
Eu viera acompanhado do meu irmão e do meu pai, e esperava por qualquer coisa, menos que Charlie Swan permitisse que Renée continuasse presa.
Desde que eu o conhecera, me pareceu que ele nunca ia contra a esposa.
Mas, de repente, ele chega à delegacia e pede para que deixem a mulher presa.
Eu achei estranho, mas gostei de sua atitude, pois me dava tempo para pensar em como agir para manter aqueles dois presos pra sempre.
Suspirei pesadamente e passei as mãos pelos cabelos.
Tudo o que eu queria era ir para casa e ficar com minha menina e nossos filhos, mas enquanto eu não tivesse certeza que aqueles malditos permaneceriam presos, eu não sairia dali.
_ Acho melhor irmos pra casa. Não temos muita coisa para fazer aqui, agora. O jeito é descansar e torcer para que esses dois permaneçam presos._ Jasper falou, sentando-se no banco de madeira ao meu lado e eu o olhei atentamente.
Ainda queria entender porque ele nos ajudara, já que sempre fora contra meu envolvimento com Bella.
_ Por que fez isso?_ Perguntei e ele me olhou curioso.
_ Fez o que?
_ Nos ajudou a resgatar Kimberlly. Eu nunca imaginei que você fizesse isso, já que nunca aprovou meu envolvimento com Bella._ Falei, resolvendo ser sincero e ele suspirou, baixando a cabeça e olhando para o chão.
_ O amor nos torna fracos, Edward. Quando você a conheceu, estávamos em meio a uma guerra e seu envolvimento amoroso com uma mulher poderia prejudicar nossas estratégias e fazer com que perdêssemos a guerra. Sem contar, que mantê-la com você era arriscado pra ela. Muitos soldados lhe odiavam e poderiam facilmente machucá-la para atingi-lo. Mas, eu não sou um monstro. Eu tenho sentimentos, embora às vezes, não pareça. É notável sua felicidade ao lado dela e isso me alegra, pois apesar de tudo eu o considero um amigo. Sei que agi igual a um canalha, às vezes, mas, no fundo, eu sentia inveja de vocês... Sentia inveja do amor e da relação que vocês construíram..._ Ele falou e eu o encarei perplexo.
Como assim inveja?
_ Inveja? Por quê? Você não gosta da minha irmã o suficiente para construir uma vida feliz ao seu lado?_ Perguntei e ele me olhou sério.
_ Eu amo sua irmã. Muito. Mas, eu sou diferente de você. Fui criado por um pai severo, que nunca me deu mais do que pancadas. Minha mãe nunca se opôs a nada que viesse dele, me deixando completamente a mercê de suas loucuras. Eu tenho muito ódio dentro de mim e, por isso, acho que jamais serei capaz de me entregar completamente ao amor. E isso me mata. Alice é tão doce e carinhosa. Eu me esforçarei para fazê-la feliz, mas tenho medo de não conseguir. Minha vida sempre foi o exército, pois lá, eu me sentia bom em alguma coisa. Eu queria que meu pai se orgulhasse de minha carreira e, pelo menos uma vez na vida, me elogiasse e gostasse de me ter como filho. Então, quando eu vejo que algo pode atrapalhar minha carreira e meu trabalho, meu instinto é tirar do meu caminho. E era isso que eu queria fazer com sua esposa. Tirá-la do nosso caminho, para que nada atrapalhasse nossa vitória. Mas, desde sempre, seu amor e carinho por ela me impediram e só me restou observá-los, sabendo que nada seria capaz de afastá-los um do outro._ Ele falou e eu continuei encarando-o, em silêncio, sem saber o que dizer.
Jasper havia sofrido na infância por não ter uma família carinhosa e esse fato fizera dele uma criatura fria, que só se preocupava com o exército.
Agora, muita coisa fazia sentido.
_ O que lhe fez mudar de ideia?_ Perguntei e ele sorriu.
Acho que era a primeira vez que eu o via sorrir.
_ Sua esposa. Quando eu tentei impedi-la de ir até a casa dos Swan, ela me disse umas verdades que me fizeram refletir e, naquele momento, eu me dei conta que precisava ajudá-la no resgate, pois só assim eu conseguiria me redimir por todas as coisas horríveis que eu fiz e disse ao seu respeito. Sem contar que, desde o desaparecimento de sua filha, Alice estava triste e eu precisava vê-la sorrir outra vez... E isso me motivou ainda mais. Fazer sua irmã feliz é meu plano de vida e eu tentarei cumpri-lo até o fim dos meus dias na terra._ Ele falou e eu suspirei, pensando no que ele disse.
O que será que minha menina dissera a ela para fazê-lo refletir sobre sua forma de agir?
A simples ideia de suas palavras me fazia ter vontade de rir, pois eu sabia que quando ela queria, sua língua tornava-se a mais ferina de todas.
_ Sua esposa é muito sincera e me fez ver que eu realmente sou um homem vazio e infeliz, incapaz de corresponder inteiramente os sentimentos bons e puros que sua irmã nutre por mim. Minha carreira militar não é nada comparada a felicidade que Alice pode me proporcionar e Bella, se é que posso chamá-la assim, me mostrou isso._ Ele falou e eu sorri satisfeito.
Minha menina chegara para mudar a vida de todos e saber que ela fizera o cabeçudo do meu futuro cunhado repensar suas prioridades me deixava muito orgulhoso, pois ela realizara uma missão quase impossível.
Respirei fundo e o olhei, agradecido.
_ Eu sei o quanto minha mulher pode ser impactante e fico feliz que ela tenha conseguido fazer com que você repense suas prioridades. Confesso que depois de conhecer o seu lado de capitão implacável, fiquei com medo de entregar-lhe Alice. Minha irmã é realmente doce e não merece nenhum tipo de sofrimento. Muitas vezes você foi cruel ao se referir a minha Bella e isso me deixava com muito ódio. Eu a amo e não podia permitir que alguém sujasse sua imagem. Eu sempre vou lhe agradecer pelo que fez essa noite. Muito obrigado. Você nem imagina o quanto eu lhe sou grato por ter nos ajudado a resgatar Kim. E sua transformação só serviu para provar que você é o homem certo para minha irmã. A partir de hoje, estarei torcendo por vocês. Sempre._ Eu falei e, mais uma vez, Jasper sorriu, fazendo com que eu sentisse uma alegria genuína.
Como ele raramente sorria, quando ele o fazia, era como seu ele controlasse o humor ao seu redor.
Estranho!
Suspirei e me levantei, assim que vi o xerife se aproximando.
_ Podem ir pra casa, meus caros rapazes. Vocês não têm mais nada a fazer aqui..._ O velho senhor falou e eu me vi tentado a aceitar sua sugestão.
Estava com saudades da minha menina e queria ficar perto dos nossos filhos, mas antes, eu precisava fazer uma coisa.
_ Eu quero ver a senhora Renée Swan._ Falei e tanto o xerife quanto Jasper arregalaram os olhos.
_ Pra que?_ Jasper perguntou.
_ Quero ter a certeza que ela está mesmo presa e dizer-lhe umas verdades. Nada de mais._ Falei de forma casual e Jasper revirou os olhos, enquanto o xerife ficou me analisando por longos segundos.
Por fim, ele soltou um longo suspiro e me indicou o caminho até as celas, para minha plena satisfação.
Eu conseguiria ver de perto a ruína daquela mulher maldita e isso me enchia de alegria, pois depois de tudo o que ela fizera para minha menina, o mínimo que ela merecia era o inferno de uma prisão.
*****
Confesso que ver uma mulher naquela situação não era agradável, mas quando se tratava de Renée Swan era perfeito.
Ela estava suja e descabelada e toda a pose que ela sempre sustentara havia caído por terra.
Minha “sogra” estava deitada no catre imundo e assim que me viu, levantou-se, me encarando de maneira assassina e tirando de mim um sorriso debochado.
_ Veio ver de perto minha destruição, capitão?_ Ela perguntou e eu sorri, me aproximando ainda mais das grades da cela onde ela estava.
_ Confesso que é uma bela cena._ Falei e ela me fulminou com o olhar.
_ Se pensa que eu serei condenada a viver trancafiada em uma cela imunda, esqueça! Eu vou sair daqui, de um jeito ou de outro, e quando isso acontecer, vocês vão se arrepender de terem cruzado meu caminho. _ Ela falou e foi minha vez de olhá-la com ódio.
_ Isso é uma ameaça?_ Perguntei com a voz baixa e ela sorriu.
_ É um aviso. Vocês precisam entender que alguém como eu nunca perde. Trata-se de algo inerente a minha existência. Eu fui feita para vencer é não são vermes insignificantes como vocês que vão me manter presa aqui. Jamais serei privada do conforto e das regalias que eu mereço._ Ela falou com a voz cheia de veneno e eu respirei fundo, controlando-me para não agredi-la.
_ Você vai apodrecer nessa prisão e vai pagar todo o mal que fez a minha menina. E eu vou garantir que isso aconteça.
Renée ficou me encarando por longos segundos e depois riu de forma afetada, fazendo meu ódio por ela aumentar.
_ E você acha mesmo que eu ficarei aqui? Não seja idiota, capitão. Meu marido pode não ter feito nada para me tirar desta prisão, mas eu tenho contatos. E eu não vou pagar por nada, uma vez que não devo a ninguém. Sua esposa é uma bastarda imunda, que nasceu para atrapalhar minha vida e mereceu cada momento sofrido de sua existência miserável. Uma pena que você a tenha salvado, pois agora, era para ela estar morta, sendo devorada por vermes e despoluindo o ar do planeta._ Renée falou e, ao ouvi-la se referir da minha menina a vontade de agredi-la aumentou ainda mais.
_ Lave sua boca antes de referir-se a minha menina. Você é um monstro da pior espécie, que se sente feliz em magoar e ferir alguém que não pode defender-se de suas maldades. Salvá-la foi o melhor feito de minha vida e eu nunca vou me arrepender deste fato. E talvez, esse seja o seu pior castigo, pois Bella e eu somos felizes juntos... Muito felizes. Eu a resgatei da dor e do sofrimento e agora, enquanto você está aqui presa, pagando parcialmente por tudo o que fez, minha menina está abrigada pelas paredes de uma bela mansão, protegida e amada por uma família... Bella tem filhos, tem um marido que a ama e perspectiva de futuro e você não tem nada... Absolutamente nada. Suas filhas não se importaram com sua prisão e nem tão pouco seu marido, provando o quanto você é insignificante._ Eu falei com desprezo e vi seu rosto avermelhar-se de raiva, para minha completa satisfação.
_ Tudo tem um fim, meu caro capitão. A felicidade não passa de uma mera ilusão. Eu também já fui feliz, amada, vivi no luxo. Mas, tudo acabou quando uma vagabunda qualquer apareceu na vida do meu marido, destruindo meu casamento, morrendo e me deixando uma maldição. Depois do nascimento da sua “menina” minha vida transformou-se num inferno... Por isso eu lhe digo: basta que algo entre no caminho de vocês e toda essa felicidade chegará ao fim. Isabella não vai ser jovem e bonita para sempre, capitão. E quando ela estiver velha, com o corpo danificado depois de parir seus filhos, uma jovem mulher irá surgir e toda essa fantasia vai chegar ao fim. Portanto, mais cedo ou mais tarde ela vai pagar pelo que me fez. Quando você a trocar por outra mulher, minha vingança estará concluída. Pode ter a certeza disso..._ Renée falou com ódio e desprezo, mas eu pude notar uma grande tristeza e amargura em suas palavras e seu sofrimento, mesmo que fosse merecido, fazia aflorar em mim um estranho sentimento de pesar... De pena.
Renée sofrera com a traição do marido e talvez, se isso não houvesse acontecido, hoje, ela seria uma mulher diferente.
Talvez, se Charlie não tivesse se envolvido com a mãe de Bella, essa mulher destruída que estava em frente a mim não estaria tentando destruir a felicidade de outra pessoa e se afundando cada vez mais em um desejo de vingança descabido.
A traição poderia acontecer com qualquer um, mas, eu jamais faria isso com minha menina.
Bella era minha vida e eu nunca a trocaria por outra mulher.
Sem contar que eu conhecia a dor da traição e jamais submeteria a mulher que eu amo a uma situação como essa.
A ruga, a velhice e as transformações no corpo faziam parte do amor e estavam inclusas no casamento, e todo homem e toda mulher deviam aceitar e estar preparados para isso.
Não havia como lutar contra as marcas do tempo, mas se o amor existisse de fato, elas seriam meros detalhes.
Olhei novamente para mulher a minha frente e tentei me recompor, respirando fundo e me afastando da grade.
Embora Renée pudesse até merecer, minha pena não mudaria o fato de que ela fez minha esposa sofrer e tentou fazer mal a minha filha.
_ Sinto muito que tenha passado por isso, Sra. Swan. Eu conheço a sensação de ser traído e sei que não é algo agradável. Mas, isso não justifica todas as maldades que a senhora cometeu. Bella não tem culpa de nada. Ela não pediu para nascer. Minha esposa não escolheu os próprios pais. Ela é tão vítima quanto a senhora foi um dia. E minha filha também não tem nada haver com essa história e, portanto, você tem que ser castigada pelo seu sequestro. Kimberlly não devia ter sido envolvida em sua vingança sórdida, pois ela é apenas um bebê inocente. Você abandonou minha menina na Alemanha e devia tê-la deixado em paz. Devia ter fingido que ela realmente morreu e seguido com sua vida. Mas, como sua ganância e maldade falaram mais alto, você vai pagar muito caro por ter tentado lhe fazer mal. Vou cuidar pessoalmente para que a senhora demore muito tempo para ficar livre, pois só assim, teremos paz.
Renée riu e andou novamente até o fundo da cela.
_ E você acha que eu sou sua única inimiga, capitão? O envolvimento do soldado James no sequestro prova que durante sua vida você conquistou muitos opositores e esses virão atrás de você, com toda a certeza e duvido que possa colocá-los todos na cadeia. _ Ela falou, sentando-se no catre e eu respirei fundo, preparando-me para sair.
Minha missão ali já estava cumprida.
Renée estava presa e permaneceria assim.
Nossa conversa não nos levaria a lugar algum e isso era fato.
Aquela mulher jamais se arrependeria das maldades que cometera, e sempre teria algo ruim para me dizer.
O melhor era deixá-la apodrecer naquela prisão, afundando-se ainda mais em sua amargura.
_ Nenhum inimigo será capaz de me separar da Bella. E essa é a única certeza que eu tenho. Espero que aproveite sua estadia na cadeia, Sra. Swan... Use esse tempo para refletir e pense se sua vingança valeu a pena. Eu penso que não._ Falei, seguindo para fora do corredor sem olhar novamente para Renée, tentado esquecer o que conversamos ali.
Se Deus quisesse e a justiça fosse feita a madrasta de Bella ficaria presa por muito tempo e eu não teria que lidar nunca mais com suas maldades.
Minha menina, finalmente, teria paz, pois, pouco a pouco, estávamos tirando todas as pedras do nosso caminho.
E com as mesmas, construiríamos nossa sólida e duradoura felicidade.
Sorri com o pensamento e saí da delegacia, ansioso para encontrar a razão da minha existência.
Em breve eu estaria novamente com minha menina e não deixaria que nada mais atrapalhasse a felicidade da nossa família.
*****
Cheguei em casa algum tempo depois e após conversar e tranquilizar minha mãe, Alice e Rosalie, que estavam preocupadas, esperando por notícias, eu fui até o quarto em busca de minha esposa.
Encontrei-a em nosso quarto, rodeada por nossos filhos e a cena enterneceu meu coração.
Bella parecia tão tranquila e feliz que em nada lembrava a menina triste e sofrida que eu encontrara na guerra.
Nosso amor a fortalecera e agora ela já era capaz de lutar pelos seus sonhos e ideias e isso me deixava muito feliz.
Minha menina havia sofrido muito nas mãos da madrasta e tudo o que ela precisava agora era um pouco de paz e sossego.
Lembrei-me de Renée na prisão e, mesmo tentando evitar, o sentimento de pena e culpa me invadiram novamente, com força total.
Notei que Bella analisava meus movimentos e tentei agir naturalmente, não demonstrando minhas preocupações e sentimentos estranhos.
Tudo que importava agora era a nossa tranquilidade.
Renée procurara por problemas e mesmo sentindo pena por deixá-la presa eu sabia que isso era o melhor a ser feito.
Ajudei minha menina dar banho e alimentar nossos filhos até que no início da tarde, depois de colocar Kimberlly e Joshua no berço e deixar que Sophie fosse passear com Alice e Rosalie, Bella e eu fomos descansar em nosso quarto.
_ Lembre-me de nunca mais ter gêmeos..._ Bella falou, jogando-se na cama e eu ri, indo me deitar ao seu lado.
_ Aqueles pequenos dão muito trabalho mesmo. Sorte nossa que temos ajuda do restante da casa, se não, estaríamos perdidos._ Comentei e ela assentiu, suspirando e aproximando-se do meu corpo.
_ Eles são amados por todos nessa casa e isso é realmente muito bom, pois eu tenho a certeza de que eles vão ser sempre protegidos._ Bella comentou e eu a apertei contra meu corpo.
_ Você está bem, meu amor?_ Perguntei suavemente e ela virou o rosto para me encarar.
_ Estou ótima. Saber que nossos filhos estão bem e seguros faz com que eu me sinta realizada..._ Ela falou e eu sorri, puxando seu corpo para cima do meu e lhe dando um beijo suave._ E você... Está bem?_ Bella perguntou me encarando seriamente e eu suspirei.
_ Sim. Embora confesso que tenha ficado com um pouco de pena de sua madrasta. Apesar de ser o monstro que ela sempre foi, não é uma cena agradável ver uma mulher trancafiada em uma prisão._ Eu falei e Bella fez uma careta, recostando o rosto em meu peito.
_ Renée procurou pela prisão, Edward. Eu preferia que ela tivesse me deixado em paz e seguido com sua vida, mas ela não quis assim e olha só no que deu? Tenho certeza que se ela ficar livre outra vez, nossa paz terá fim. Aquela mulher me odeia e jamais irá me deixar em paz.
_ Ela sofreu muito com o caso que seu pai teve com sua mãe, não é?_ Perguntei suavemente e Bella assentiu.
_ Acho que sim. Certa vez, uma das empregadas que trabalhavam na mansão do meu pai me disse que Renée havia sido uma jovem adorável. Antes de eu nascer, todos na casa gostavam dela e a admiravam. Minha mãe era uma emigrante Italiana que foi viver na Inglaterra para fugir dos maus-tratos dos avós. Ela era bem jovem quando conheceu meu pai e ele acabou apaixonando-se por ela, já que minha mãe era uma moça muito bonita e encantadora. Acho que meu pai, na verdade, nunca foi apaixonado pela mulher e quando minha mãe apareceu, foi inevitável envolver-se.
_ Uma traição assim pode acabar com a felicidade de uma pessoa. Eu sei que não justifica todas as maldades que ela cometeu com você, mas pelo menos eu acho tudo isso mais compreensível.
_ Eu a entendo, Edward... De verdade. Depois de conhecer o amor ao seu lado eu imagino o quando deve ser doloroso ver o homem que você ama apaixonado e envolvido com outra mulher. Mas, eu era uma criança. Ela devia ter me dado para a adoção me mandado embora e não me torturado durante toda a minha vida. Quando ela descobriu que eu estava em Washington ela devia ter me deixado em paz, já que eu não estava mais intergerindo em sua vida. Mas, ao invés disso, ela continuou me atormentando... Cobrando uma dívida que não é minha... Me culpando por um fato do qual eu sou tão vítima quanto ela._ Bella falou baixinho e foi só quando eu a ouvi fungar que eu percebi que ela chorava.
Apertei-a mais uma vez contra meu corpo, fazendo com que ela escondesse seu rosto em meu pescoço e me permitindo abraçá-la como se minha vida dependesse daquele ato.
_ Eu sei de tudo isso, meu amor... Concordo plenamente com você. Mas, é que eu sempre fui um bobo com relação a mulheres. Não suporto vê-las sendo maltratadas e acho que a cena de sua madrasta presa mexeu comigo. Entretanto, eu sei perfeitamente bem que ela merece esse castigo. Fique calma e não chore... Não sofra mais, pois Renée não merece suas lágrimas e sua tristeza.
_ Se ela tivesse feito mal a mim, eu não teria me importado. Eu me lembro de cada agressão, cada surra, cada puxão de orelha ou cabelo... Jamais serei capaz de esquecer os dias de fome e frio... Mas, apesar de tudo isso, eu ainda seria capaz de perdoá-la e deixá-la em paz... O problema é que ela mexeu com a minha filha e isso eu jamais vou permitir. Ninguém toca nos meus filhos... Ninguém se atreve a fazer mal a eles, pois eu sou capaz de matar quem tentar e, portanto, não me sinto culpada pela prisão de Renée. Ela tocou no meu bem mais precioso e vai ter que pagar o preço._ Bella falou com a voz abafada contra minha pele e sua revolta me fez sorrir.
Minha menina faria qualquer coisa para defender os filhos, não importando quem ela tivesse que atingir e sua força e determinação me enchia de orgulho.
Bella sempre seria minha menina, mas era fato que depois de conhecer Sophie e trazer ao mundo Kimberlly e Joshua a mulher que vivia nela estava aflorando e sempre se manifestaria quando precisasse defender seus filhos.
_ Tenho pena das pessoas que vão cruzar o caminho dos nossos filhos..._ Comentei e Bella me encarou, curiosa.
_ Por quê?
_ Por que terão que enfrentar a fúria da minha menina, que está mais do que pronta para defender os filhos de qualquer um._ Falei e ela riu, inclinando-se sobre mim e beijando meus lábios.
_ Eu só quero ver quando os pretendentes de Sophie e Kimberlly aparecerem... Aí vamos saber se o dono da fúria será você ou eu..._ Ela comentou e eu fiz uma careta, imaginando como torturar cada maldito pretendente que um dia, inevitavelmente, apareceria.
Bufei irritado só de imaginar essa possibilidade e Bella riu, beijando meu rosto em vários lugares e me fazendo rir também.
Era impossível ficar sério ou zangado ao seu lado.
_ Meu capitão vai ser sempre ciumento..._ Ela falou e eu segurei sua cintura com força, virando-a na cama e ficando por cima dela.
_ Sim... Eu serei sempre ciumento, pois tenho ao meu lado as mulheres mais lindas desse mundo... Principalmente uma baixinha, de olhos cor de chocolate, cabelo castanho avermelhado e pele pálida, que é a mulher mais linda desse mundo... Dela, eu tenho muito ciúme, pois ela é apenas minha e de mais ninguém e eu não admito que outro homem se aproxime._ Eu falei e Bella ficou corada, fechando os olhos e virando o rosto de lado.
_ Edward..._ Ela falou em protesto e eu enterrei o rosto em seu pescoço, beijando de leve a pele exposta e sentindo seu cheiro maravilhoso.
_ O cheiro dessa mulher é o melhor de todo universo e o corpo dela é capaz de me fazer delirar..._ Falei suavemente e a ouvi gemer baixinho.
_ Edward... Alguém pode nos ouvir. Estamos no meio da tarde..._ Ela falou baixinho, não protestando de fato e eu ri, me levantando da cama e indo trancar a porta.
Depois, me virei em sua direção e andei lentamente até a cama.
_ Nós seremos discretos... Não vamos fazer barulho, mas eu farei amor com você... Agora! E nada vai me impedir._ Falei e ela arfou.
Depois, com um sorriso tímido ela estendeu as mãos em minha direção em um convite mudo e eu me deixei afundar em seus braços, me entregando a sensação maravilhosa de estar com ela.
Em poucos segundos nós já estávamos nus, rolando pela cama, entregues a uma paixão que só existia quando estávamos juntos, conectados da forma mais antiga e plena que existia.
Eu adorava amá-la e sabia que jamais me cansaria de fazê-la minha, pois não existia no mundo melhor sensação de estar ao seu lado.
Quando chegamos ao clímax, eu vi estrelas.
Não importava que a noite ainda não tivesse caído...
Bella tinha o poder estranho de me fazer ver e alcançar o impossível.
As estrelas, o sol, a lua e o infinito tornavam-se alcançáveis quando ela estava comigo.
Qualquer problema era esquecido quando eu estava com ela e por isso, eu jamais a deixaria ir.
Bella era a criatura mais importante do meu mundo e eu lutaria por nossa felicidade enquanto as forças não me abandonassem...
*****
Dormimos o resto da tarde e quando a noite chegou nos reunimos para jantar com nossa família.
Jasper e Jacob haviam sido convidados a fim de comemorarmos o retorno de Kimberlly e a prisão daqueles que nos queriam fazer mal.
Meu futuro cunhado parecia feliz e em nenhum momento foi hostil com minha menina, como ele costumava a ser antes do sequestro.
Eu ainda não conversara com Bella a respeito disso, mas estava curioso para saber o que foi que ela dissera que fez com que ele mudasse tanto.
Jasper parecia verdadeiramente feliz em estar ali, ao lado de Alice e partilhando com todos nós a união da nossa família e isso era ótimo, pois eu podia notar a satisfação em seu rosto e a alegria no olhar de minha irmã ao ver o noivo confraternizando com sua família.
Jacob também parecia à vontade... Era como se ele fizesse parte daquele lugar.
Ele conversava o tempo com Bella e eu fiquei grato por minha menina ter sido firme e não se afastado de Jacob.
Ele parecia gostar muito de minha esposa e se um dia nutrira por ela outro sentimento que não a amizade, isso não existia mais.
Agora, o jovem soldado estava interessado em minha prima Vanessa e acredito que em breve eles se casariam e formariam sua própria família.
Minha mãe também parecia feliz ao lado da família e eu acho que ela finalmente aceitara as noras.
Talvez, Rosalie e Bella não fossem as mulheres que ela sonhara para os filhos, mas dona Esme parecia ter aceitado que as duas eram o nosso futuro e nossa felicidade e que jamais abriríamos mão do privilégio de estar ao lado delas e da família que construímos juntos.
Respirei fundo e Bella me encarou, fazendo com que eu sorrisse e me inclinasse sobre ela, beijando seus lábios delicadamente.
Ela corou e baixou a cabeça para o próprio prato, certamente se lembrando de nosso interlúdio delicioso durante a tarde e que eu pretendia repetir muitas vezes durante a noite.
Eu jamais me cansaria de tê-la e amá-la... Nunca seria o bastante.
Terminamos a refeição em meio a conversas e risos e quando já era tarde, Bella e eu subimos para colocar as crianças na cama.
Sophie já estava a muito tempo adormecida nas almofadas perto da lareira e tudo o que eu precisei foi colocá-la entre as cobertas e cobri-la, de modo que ela não passasse frio a noite por se mexer demais.
Beijei seu rostinho lindo e quando estava saindo do quarto, ouvi sua voz suave me chamando.
_ O que foi, princesa?_ Perguntei e ela me encarou com seus grandes olhos azuis.
_ É verdade que você não é meu papai?_ Ela perguntou e eu senti um baque surdo ao ouvir suas palavras.
_ Claro que eu sou seu pai, meu anjo... Quem lhe disse o contrário?_ Perguntei baixinho, me sentando na beira de sua cama e vi uma lágrima descendo por seu rostinho.
_ Foi uma moça lá na sorveteria... Ela discutiu com a tia Alice e disse coisas feias... Entre elas, que eu não era sua filha e sim do homem mal que roubou a Kim da mamãe..._ Ela falou e eu senti meu peito oprimido ao notar sua tristeza.
Eu até podia imaginar quem era a tal moça.
Tânya Denali.
Quando é que ela ia nos deixar em paz?
Porque aquela loira azeda não cuidava da vida e do marido dela e nos deixava em paz?
Conversaria com Alice sobre isso mais tarde.
Não queria aquela louca perto de Sophie e se fosse preciso proibir que minha pequena saísse de casa , era isso que eu faria e nem mesmo Alice seria capaz de tirá-la da minha guarda.
_ Esquece isso, amor. Claro que você é minha... Sua mamãe Elizabeth era minha esposa e nós tivemos você antes que ela morresse. Depois, o papai ficou muito triste porque sua mãe foi embora e acabou deixando você naquele internato. Mas, eu sempre amei você. Você é e sempre será minha filha... Minha garotinha e minha princesinha... Certo?_ Perguntei e ela ficou me olhando, sem dizer nada e suas próprias palavras me deixaram sem ação.
_ Mas, eu nem me pareço com você. Não é como o Joshua e a Kim... Eles se parecem com a mamãe e com você... Todos dizem isso. Mas, eu não... Eu sou loirinha, tenho os olhos azuis... Não me pareço com ninguém aqui..._ Ela falou com a voz trêmula e eu respirei fundo, puxando-a para meu peito.
_ Isso não importa, minha florzinha... Você é linda e é minha... Tão minha filha quanto o Joshua e a Kim... Não pense mais nisso, Sophie. Eu te amo e isso nunca vai mudar. Mesmo que isso fosse verdade é só um detalhe... O que importa é o que sentimos aqui, certo?_ Perguntei, colocando meu dedo sobre o coração dela e ela assentiu, puxando meu rosto e beijando-o suavemente.
_ Eu te amo, papai e não quero ter outro papai nunca... Mesmo que ele se pareça comigo. É você que eu escolhi... Sempre..._ Ela falou baixinho e eu tive que me segurar para não chorar igual a um bebê.
_ Eu também te amo, Sophie. Para sempre e nunca vou querer outra filha no seu lugar..._ Falei, beijando seus cabelos e colocando-a na cama outra vez.
Esperei até que ela dormisse e saí silenciosamente, seguindo para o quarto dos gêmeos, onde Bella acabava de amamentar Joshua.
Eu achava lindos esses momentos que ela passava com os filhos.
Seria um pecado se minha menina nunca fosse mãe, pois ela nascera para isso.
_ Missão cumprida... _ Faleie ela sorriu, levantando-se da poltrona e colocando nosso filho no berço.
_ Por aqui também está tudo certo. Fraudas, alimentação e cobertores..._ Ela falou, inclinando-se sobre o berço e beijando cada um de nossos bebês.
Eu fiz o mesmo e logo seguíamos pelo corredor, rumo ao nosso quarto.
De repente, ela parou e me olhou sorrindo e eu a olhei intrigado.
_ O que?_ Perguntei e ela se aproximou, me abraçando pelo pescoço e beijando meu queixo.
_ O que acha de irmos para a sala de música? Faz tempo que eu não toco piano._ Ela falou baixinho e eu sorri animado com a ideia.
Lembrei-me da última vez que estivemos lá e senti meu corpo arrepiado de desejo.
A sala de música era uma boa ideia, sem dúvida nenhuma.
Eu queria conversar com ela sobre Sophie, mas isso ficaria para o outro dia.
No momento, eu só queria me enterrar nela e encontrar todo o prazer e a felicidade que só existia nos seus braços.
Segurei sua mão e nos guiei até o piano, não me esquecendo de trancar a porta.
Logo, um som melodioso invadiu o ambiente e eu fiquei observando-a por um longo tempo, até que ela parou e virou-se pra mim.
_ Eu te amo... Muito. E quero que você me ame... Bem aqui nessa sala. Quero que mais uma vez você me faça esquecer-me dos problemas, das tristezas e das dores. Tudo é perfeito e maravilhoso quando eu estou com você e eu quero ser sua para sempre. _ Ela sussurrou e eu sorri, me aproximando dela e começando a tirar sua roupa.
Logo, estávamos mais uma vez entregues ao amor, como se nada mais existisse.
E talvez não existisse mesmo, já que meu mundo se resumia a ela e sempre seria assim.
*****
Pov. Bella
Acordei com a luz do sol invadindo a grande janela da sala de música e eu sorri, me lembrando das loucuras que Edward e eu fizemos durante boa parte da noite.
Meu corpo estava dolorido e eu sentia uma ardência na região entre minhas pernas, mas nada apagava os momentos maravilhosos que eu vivera nos braços do meu capitão.
Nem o medo do pecado me impedia de viver as delicias que só ele me proporcionava.
Olhei para o lado e notei que ele ainda dormia.
Edward devia estar exausto e merecia descansar...
Então, eu resolvi preparar-lhe uma surpresa e deixá-lo dormir mais um pouco.
Me vesti rapidamente e segui para nosso quarto, onde tomei um banho rápido e troquei de roupa.
Depois, passei pelo quarto dos gêmeos que estavam sendo cuidados pela babá, dando um beijo em cada um e segui em direção à cozinha, pedindo a Emma que preparasse uma bandeja com café da manhã para dois.
Já estava relativamente tarde e Sophie já havia saído para ir para a escola, o que era uma pena, pois eu gostava de dar-lhe um gostoso beijo todas as manhãs e desejar-lhe uma boa aula.
A casa parecia bastante vazia silenciosa, o que era bom, pois eu não queria que ninguém desconfiasse que eu e Edward dormimos na sala de música.
Embora, se tratando dos Cullen, eu tinha certeza que todos eles sabia da nossa travessura.
Corei com o pensamento e suspirei, comendo uma maçã enquanto esperava pela bandeja.
Quando o café estava pronto, eu agradeci a Emma e segui para a sala de música, mas, ao passar pelo hall de entrada, estaquei no mesmo lugar, desistindo de fazer surpresa ao meu capitão.
Na minha frente estava meu pai...
Sujo, descabelado e machucado, segurando a mão de uma mulher que me olhava com espanto.
Ela tinha os olhos claros e os cabelos castanhos como os meus e estava vestida de maneira escandalosa.
E ao reconhecê-la a bandeja que eu segurava escorregou das minhas mãos, fazendo um barulho enorme e assustando a casa toda, inclusive Edward, que apareceu na porta apenas de calça.
Mas isso, eu notei apenas com minha visão periférica, pois na minha frente estava Beatrice...
Minha mãe.


Notas finais do capítulo

E aí?
O que acharam?

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