FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 48

Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez



Chegamos ao Fromaggio’s, e logo o maître nos encaminhou a uma mesa reservada, retirando gentilmente uma das cadeiras para que eu pudesse me acomodar.
Ele nos entregou o cardápio e se retirou, nos dando tempo para escolher.
Olhei para Bella, e ela tinha um olhar distante, como se estivesse se lembrando de algo, e em seus lábios, exibia um lindo sorriso.
– Pensamentos bons? – indaguei. Ela me olhou ainda sorrindo e corou um pouco.
– Só lembrando do dia em que nos conhecemos. Tem o que, uns dois anos, não é mesmo? – assenti. – Foi tão intenso aquele dia.
– Sério? – perguntei muito interessado no assunto.
– Sim. Eu meio que já era apaixonada por você, sem ao menos te conhecer pessoalmente. – ela suspirou. – Você me tratou tão bem. Estava todo preocupado se eu estava gostando da comida, do vinho, fez questão de me levar na porta de casa. – ela sorriu. – Eu me senti uma princesa. Quer dizer, você deve estar pensando que eu sou boba, já que se comportar daquela forma era normal pra você, mas pra mim não era. – me fitou intensamente. – Nunca me senti tão bem tratada, tão cuidada... tão amada. – eu sorri enquanto pegava sua mão por cima da mesa.
– Naquele dia, eu fui pra casa e fiquei o tempo todo pensando naquele beijo na bochecha que você me deu. – ela arqueou uma sobrancelha e sorriu. – É sério. Aquilo pra mim foi o céu. Você é tão linda, e eu achava que você não iria querer nada comigo. Por conta da... minha... condição. – ela fez uma careta. – Mas eu vi que você era diferente, Bella. – trouxe sua mão até meus lábios. – Com você eu conheci o amor, o prazer, o companheirismo e a superação. Só me senti um homem de verdade quando tive você em meus braços.
Ela sorriu carinhosamente.
– Pra mim foi a mesma coisa.
Fizemos nosso pedido assim que um garçom veio nos atender.
O jantar correu bem, conversávamos sobre a gravidez, nosso assunto preferido. Parecíamos dois bobões imaginando como Mary Hope seria quando nascesse. Com quem ela iria parecer. Qual seria a cor dos seus cabelos, a cor dos olhos, como seria seu temperamento, se ela iria gostar de esportes ou não. Hei! Minha filha tinha que gostar de futebol. Claro que ela gostaria, já que Bella sempre dava uma desculpa, e nunca assistia aos jogos do campeonato italiano e espanhol comigo na época em que morávamos juntos. Hope seria minha companhia.
Terminamos nosso jantar e ainda era oito e meia da noite.
Assim que chegamos ao estacionamento, Eric estava encostado ao carro folheando um livro. Antes de entrarmos, segurei a mão de Bella, chamando sua atenção.
– Nosso encontro ainda não acabou, posso te levar em um lugar especial? – ela franziu o cenho, mas assentiu.
Bella entrou no carro e Eric veio me ajudar a passar da minha cadeira para o banco traseiro, ao lado dela.
Eu não sentia mais vergonha em precisar da ajuda de Eric na frente de Bella. Ela sabia minhas limitações e mesmo assim sempre me amou sem restrições. Demorou, mas a ficha caiu. Bella me amava não pela minha aparência, apesar de viver dizendo o quanto eu era bonito. Bella me amava além das minhas limitações. Ela me amava por quem eu era, por como eu a fazia se sentir, pelo amor desenfreado que eu sentia por ela e demonstrava, pela forma carinhosa e atenciosa que eu a tratava.
Ela me amava porque eu era o homem certo pra ela!
Eric já sabia onde nos levar. O plano já estava traçado em minha cabeça, digamos que, desde antes de eu a convidar para um encontro.
Assim que paramos no portão da nossa casa, Bella arregalou os olhos.
– Edward... – coloquei um dedo por cima de seus lábios a silenciando.
– Shhhiii... Calma. Eu te trouxe só pra ver uma coisa que eu acho que você vai gostar, e eu espero que aprove. – ela relaxou. – Mas se você quiser alguma coisa a mais. – ergui sugestivamente as sobrancelhas, e Bella riu, me dando um tapa no braço logo em seguida.
Ah, como eu sentia falta de levar tapas da Bella!
Ok, isso pareceu meio masoquista, mas não é. Os tapinhas sempre foram uma forma carinhosa que brincávamos quando eu falava alguma besteira.
O segurança abriu o portão para podermos passar com o carro.
Ao chegarmos na garagem, Eric me ajudou a descer, e percebi Bella descer meio hesitante do carro. Ficando parada, sem tomar atitude de entrar ou qualquer outra coisa.
Respirei fundo.
– Bella? – chamei. Ela veio pra perto de mim. – Você sabe que essa casa é sua e de nossa filha, certo? – ela mordeu o lábio inferior e desviou os olhos. Segurei em sua mão e a fiz me olhar novamente. – Você sabe disso, certo?
– Sei... – disse um pouco reticente. Mas eu não quis forçar as coisas.
Eric caminhou para a guarita, para conversar com o segurança que ficava responsável pela minha propriedade, e eu e Bella entramos na casa.
Senti que ela estava nervosa, hesitante por entrar novamente em nossa casa.
Segurei em sua mão enquanto estávamos na sala. Ela me olhou, e eu pude ver várias emoções passar em seus olhos.
Saudade, insegurança, amor e esperança. Sorri internamente por não enxergar mágoa em seus olhos. Ela realmente queria recomeçar.
– Lembra do quarto de hóspedes ao lado do nosso? – ela mordeu o lábio quando me referi ao quarto como nosso, mas assentiu. – Venha ver como ele está.
Empurrei minha cadeira até lá e Bella me seguiu. Parei em frente a porta fazendo uns segundos de suspense e então a abri.
Fiz um gesto com a mão para Bella entrar primeiro.
Pude escutar seu suspiro de surpresa.
Eu entrei assim que ela passou pela porta e me surpreendi ao vê-la com as duas mãos tapando seu rosto. Seus ombros tremiam pelo choro.
Será que ela não gostou?
– Bella? Bella, olhe pra mim, por favor. – ela continuava chorando. Apoiei uma mão em suas costas. – Bella, por que você está chorando? Me diz se eu fiz algo errado, por favor.
Ela tirou as mãos do rosto e me olhou. Sua face banhada por lágrimas. Por um instante fiquei apavorado que tivesse feito algo errado. Mas logo vi seu sorriso, e meu coração voltou a bater normalmente.
– Edward... – ela respirou fundo. – Meu Deus... – ela sorria e chorava ao mesmo tempo. – Olha pra isso tudo... – ela foi até a poltrona rosa que estava ao lado do berço e se sentou. Tocou cada brinquedinho que ficava na grade do berço. Brinquedinhos coloridos para chamar a atenção do bebê. – É tudo tão lindo. – tentou secar algumas lágrimas com as costas da mão.
Empurrei minha cadeira pra perto dela. Ela olhava o quarto rosa totalmente encantada.
Os adesivos no teto, a pintura de um arco-íris na parede oposta ao berço, todos os bichinhos de pelúcia espalhados pelo quarto, a casinha da barbie, um chiqueirinho rosa, os tapetinhos branco e rosa e o bercinho cheio de bichinhos coloridos e que faziam um barulho engraçado quando tocados.
Cheguei perto dela e segurei suas mãos.
– Você gostou do quarto da nossa filha? – ela abriu um largo sorriso, que ainda era banhado por suas lágrimas.
– Edward... – respirou fundo. – Céus, eu não consigo falar. – sorrimos um para o outro. Ela tocou sua barriga. – Tá vendo, bebê? Você tá vendo o que o papai fez pra você? Ele é um príncipe, não é mesmo? – ela falava com nossa filha, e meu coração se enchia mais ainda de amor pelas mulheres da minha vida.
Toquei sua barriga também.
– Oi minha princesinha. Acho que a mamãe aprovou seu quarto. Eu não sou um grande decorador, mas fiz tudo pensando no quarto perfeito pra você. – acariciei sua barriga enquanto falava e depois olhei para Bella. Ela me encarava com tanto amor nos olhos, que foi impossível resistir. – Eu quero te beijar. – disse fitando-a intensamente.
Bella se levantou da poltrona e sentou-se em meu colo, com um pouco de dificuldade devido a sua barriga de quase seis meses.
Circulei sua cintura com meus braços e ficamos abraçados e nos olhando nos olhos.
– Apesar de tudo que aconteceu... Das coisas que nos feriram... Você ainda é meu príncipe. – capturei seus lábios nos meus sem resistir mais a essa mulher que faz meu coração bater como um louco.
Nosso beijo foi lento e intenso. Carregado de amor, ternura e saudade.
Eu a queria de novo em nossa casa. Ela queria recomeçar também.
Nosso beijo terminou e Bella deitou sua cabeça na curva do meu pescoço.
Ficamos durante vários minutos assim: Abraçados, apenas sentindo amor um pelo outro.
– Bella? – a chamei quebrando o silêncio. Ela levantou a cabeça e me olhou sorrindo. – Você quer namorar comigo? – seu sorriso se ampliou.
– É claro que eu quero. – nos beijamos novamente.
Seria uma situação esquisita. Namorar sua esposa. Mas nossa situação era especial, nosso amor era especial, e se tínhamos que recomeçar, então que fosse tudo da maneira natural.
Tudo estava voltando ao normal. Meu coração batia loucamente em meu peito.
Um tempo depois, saímos do quarto da nossa princesinha, e eu empurrei minha cadeira para nosso quarto. Bella me seguiu.
Tirei meus sapatos, e passei meu corpo da minha cadeira para nossa cama.
Bella se deitou ao meu lado, após tirar seu casaco.
Ficamos deitados de frente um pro outro, nos olhando.
– Por favor, diz que vai passar a noite aqui. – pedi enquanto tirava uma mecha de seu cabelo que caía em seu rosto. Ela sorriu de forma tão doce, que me fez sorrir em resposta.
– Eu vou passar a noite aqui. – beijei seus lábios.
– E vai ficar o dia todinho comigo amanhã? – ela riu com vontade.
– Aí não vai dar. – fiz beicinho como uma criança. – É sério, Edward, não me olha com essa carinha. – acariciou meu rosto. – Eu marquei com Alice de termos uma noite das garotas amanhã.
– Tudo bem. Mas você só vai embora quando anoitecer. É noite de garotas, certo? Então você só vai a noite. – ela gargalhou.
– Ai Edward, você não muda. – a puxei mais em meus braços. O máximo que sua barriga permitia.
– Eu mudo sim. Eu mudei pra melhor. – biquei seus lábios e a olhei sério. – Eu vou respeitar seus limites. Não quero ser um canalha com você. Quero que você durma comigo, mas não vou tentar nada, apesar de estar necessitando como um louco. – ela riu. – Eu te pedi em namoro, porque eu sei que ainda é difícil pra você, mas você não será minha namorada por muito tempo. Você não continuará na casa de Alice por muito tempo. Você é minha esposa ainda, e logo nós vamos viver aqui, pra receber nossa princesinha, como uma família feliz e que se ama muito que sempre fomos. – eu disse.
– Eu sei, Edward. Eu sei isso tudo. E eu também não quero se sua namorada por muito tempo. Acredite em mim, eu quero voltar pra essa casa e assumir o posto de sua mulher. Eu só preciso de um tempo pra ajustar tudo na minha cabeça. – ela sorriu. – Nesses últimos dias, eu tenho olhado pra mim mesma, pensado na gente, e eu não consigo mais sentir a mágoa que eu sentia antes. E era apenas essa mágoa que me impedia de voltar pra cá. – segurei seu rosto e rocei meus lábios nos seus.
– Essa mágoa não existe mais? – indaguei.
– É apenas isso que falta eu descobrir. – me beijou. – Aí seremos eu, você e nossa filhinha, pra sempre.
– Pra sempre, minha princesa. – lhe abracei e assim ficamos durante um tempo. Abraçados e nos olhando.
Após muito tempo de silêncio, olhei para o rosto de Bella, e ela dormia com um leve sorriso em seus lábios.
Ela estava feliz.
Nossa felicidade estava retornando para nós, e dessa vez eu não deixaria escapar. Eu faria tudo certo.
Ela se remexeu um pouco e o decote do seu vestido deixou a mostra uma boa parte do seu seio esquerdo.
Céus! Eu quero fazer as coisas certas, mas sinto que essa noite vai ser difícil.





PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

1 comment :

  1. UOU AMEI AMEI AMEI! Finalmente eles se acertaram!! Estava com saudades da fanfic!!! Parabens pelo trabalho!! Ta maravilhosa!

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