FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 51

poxa, senti que o último capitulo nao fez muito sucesso... mas ok né...
eu dei uma boa passagem de tempo nesse cap, ok?
let's gooo


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez




– Mãe, qual a diferença de champanhe pra bege? – perguntei a Esme a diferença entre as cores.
Bem, pra mim não havia diferença alguma, mas no catálogo do buffet tinha essas duas opções.
– Edward, quem te convidou pra você organizar seu casamento mesmo? – ela disse revirando os olhos e vindo em minha direção.
– Bem, se é o meu casamento, acho que eu posso participar do comitê de organização, certo? – debochei.
– Homens não servem pra isso. E champanhe é bem mais bonito que bege. – ela disse apontando para o catálogo que eu segurava. – Champanhe será a cor. – decidiu.
– Incrível, o casamento é meu e eu não posso decidir nada. – resmunguei.
– Mas como esse meu noivo está resmungão. – disse minha Bella entrando na sala devorando uma taça de sorvete.
– Você sabe, Bella. A tendência deles é só piorar. – minha mãe piscou de forma cúmplice pra ela.
Nosso casamento seria em três semanas. No dia de São Valentim, 14 de fevereiro, dia dos namorados em nosso país. A escolha da data foi minha.
Bella já ostentava uma barriga de 25 semanas. 6 meses e 1 semana. Estava cada vez mais linda e mais faminta.
– E Bella, já falou com seus pais? – minha mãe tocou no assunto delicado.
Os pais de Bella nunca souberam da nossa separação. E pra eles não faria sentido virem ao casamento da filha menos de 1 ano depois do seu primeiro casamento. Não poderíamos nem dizer que era algo comemorativo ao aniversário de casamento.
Teríamos que dizer a verdade.
Bella estava tranquila em relação a isso. Eu já não estava tão tranquilo. Eu já havia superado tudo que passamos, todos os meus erros, fui perdoado. Mas eu ainda tinha vergonha por tudo que fiz. E encarar Charlie e Renée após ter feito a filha deles sofrer, seria algo muito difícil. Porém, não poderíamos casar novamente sem a presença dos pais da noiva.
Claro, não seria um casamento comum. Seria apenas uma cerimônia religiosa. Minha mãe já havia conversado com o padre Steve, e após lhe explicar toda nossa história, ele se prontificou a nos conceder sua bênção novamente.
Dessa vez não seria uma cerimônia grandiosa, como foi na catedral. Seria no jardim da casa dos meus pais, apenas para 50 pessoas.
– Esme, eu liguei pra minha mãe ontem, conversei tudo com ela. Bem, Renée não é do tipo de criar caso. Ela perguntou se eu estou feliz, e eu disse que sim. E isso bastou pra ela. Claro, omiti alguns detalhes que eu julguei não ser necessário serem lembrados. Ela ficou de conversar com meu pai, e hoje a noite vou ligar pra saber como ele recebeu toda a história, mas acredito que não irá criar muito caso também. – Bella comentou sem dar muita importância.
Ela caminhou até mim e se abaixou um pouco para bicar meus lábios.
– Conseguindo opinar em muita coisa? – perguntou rindo. Bufei.
– Amor, minha mãe não deixa eu opinar em nada. – elas sorriram. – Vocês mulheres são muito mandonas.
– Vai se acostumando garotão, em breve vai chegar outra mulher em sua vida que vai mandar em você sem fazer esforço algum. – sorri e acariciei sua barriga.
– Minha Hope não vai fazer isso com o papai não, não é bebê? – elas gargalharam.
– Vai se iludindo. – minha mãe comentou.
Três semanas depois...
– Mãe, como eu estou? Eu peguei bem pesado com a malhação esse último mês, mas eu acho que meu braço ainda tá muito fino. – comentei com minha mãe. Estávamos no altar montado no jardim da casa dos meus pais.
– Filho, um mês e meio de musculação não vai te fazer recuperar os músculos que você tinha antes. Você tem que ter paciência e se dedicar bastante. – ela acariciou meus cabelos. – Mas você está lindo como sempre. Meu bebê de quase 29 anos.
Fiz uma careta.
– A senhora gosta de me lembrar o quanto estou velho. – resmunguei e ela sorriu.
– Você não está velho. Está na melhor idade para um homem. – ela piscou pra mim.
– É, mas minha esposa tem 23. Às vezes me sinto um pouco velho pra ela. – comentei.
– Vai começar a arranjar motivos para insegurança? – me perguntou arqueando uma sobrancelha.
Olhei bem em seus olhos.
– Não, mãe. Inseguranças nunca mais. – sorrimos um para o outro e de repente meu coração começou a bater acelerado.
A música suave se iniciou.
Olhei pelo caminho de flores entre as duas fileiras de bancos.
A dez metros de mim estava minha Bella, com sua barriga de 7 meses, em um vestido branco com detalhes de renda e pérolas.
Ela caminhava ao lado de Charlie, que pra minha surpresa, aceitou bem toda a história que passamos.
Minha mãe apertou meu ombro, e eu olhei para ela.
– Segure sua felicidade e nunca mais deixe escapar. – ela sussurrou.
– Nunca mais. – sorri e olhei para minha Bella que cada vez chegava mais perto de mim.
Charlie entregou-me Bella quando chegaram ao altar e todos os convidados se sentaram.
Virei minha cadeira de frente para o padre e Bella permaneceu ao meu lado.
Não era um quadro típico.
Uma grávida e um cadeirante ao altar. Mas aos meus olhos, era a cena mais linda do mundo.
Foi uma cerimônia mais calma, descontraída e linda.
Após trocarmos as alianças, o padre permitiu nos beijarmos e todos aplaudiram.
Recebemos os cumprimentos de todos os convidados, e quando pensei que iria poder me acomodar em uma mesa e comer algo, Tânya apareceu em minha frente.
–Olá, Edward. Parabéns pelo belo casamento. – ela sorriu e abaixou-se um pouco para beijar-me na bochecha.
Isabella imediatamente apareceu ao meu lado. Ai minha baixinha ciumenta, como eu amo isso.
– Tânya, eu não tinha te visto. – sorri verdadeiramente pra ela. Tânya era uma amiga muito querida.
– Eu, como sempre, cheguei atrasada. A cerimônia já havia começado, e você estava de costas para os convidados. – ela olhou para Bella e sorriu. – Isabella, você está tão linda. Meus parabéns tanto pelo casamento como pela chegada da princesinha. E por favor, casem-se uma terceira vez, quem sabe aí eu não chegue atrasada. – nós rimos e quando eu ia virar minha cadeira, Tânya me chamou novamente.
– Edward, gostaria que você conhecesse meu namorado. Aquele que eu te falei. – estendeu a mão para alguém que vinha por trás dela. – Edward, esse é Riley. Ele disse que conhece Bella, mas não tinha certeza se você se lembraria dele.
Senti meu corpo gelar quando olhei para aquele cara. Ele sorria de forma verdadeira quando enlaçou Tânya pela cintura.
– Como vai, Edward? Fico muito feliz em vir novamente ao casamento de vocês. – apertei a mão que ele me estendia.
– Estou bem, Riley. Fico feliz que você tenha encontrado alguém tão especial como Tânya. Cuide bem dela, é uma mulher rara. – ele assentiu e olhou para Bella.
– Parabéns pelo casamento e pelo bebê. Desejo sinceramente tudo de bom pra vocês. – Bella assentiu um pouco sem graça, e logo Tânya e Riley saíram em direção a uma mesa.
– Está tudo bem com você? – Bella perguntou um pouco insegura. – Edward, eu juro, eu nunca mais havia visto Riley, desde quando pedi pra Alice falar pra ele que eu não queria mais sua amizade. – eu sorri.
– Calma, amor. Está tudo bem. Fiquei surpreso pelo namorado de Tânya ser Riley. Não sei o motivo, mas eu nunca havia perguntado a ela o nome do rapaz que havia roubado seu coração. De qualquer forma, quando eu a convidei para o casamentou, eu lhe disse que poderia trazer o novo namorado. – ela sorriu timidamente. – Eu não tenho nada contra esse cara. Não tenho mais. – segurei sua mão e trouxe aos meus lábios. – O que importa é só nossa felicidade. Esqueça o resto, esqueça o passado, esqueça tudo que não seja nós dois.
– Já esqueci. – sorrimos um para o outro e finalmente fomos até nossa mesa e pudemos comer algo.
– Você está linda. – a elogiei pela milésima vez naquela tarde.
– Obrigada. Nunca pensei que conseguiria ficar bem em um vestido de noiva com uma barriga de 7 meses. – ela disse tímida.
– A barriga te deixa mais linda ainda. – tomei um pouco do champanhe que havia em minha taça.
– Este suco de maçã está horrível. – ela fez careta. – Não posso beber champanhe, não posso beber refrigerante. Seria melhor se eles me servissem água. – eu ri e Bella me deu um tapinha. – Não ria, este suco de maçã realmente é ruim.
– Vou anotar sua reclamação para nosso próximo casamento. – comentei brincalhão.
[...]
Chegamos em nossa casa um pouco antes da meia-noite.
– E então, bem vinda de volta ao lar. – eu sorri ao dar passagem pra ela entrar primeiro.
– De volta ao nosso lar. – ela sorriu e caminhou até o sofá. – Pena não podermos ter uma lua-de-mel. – ela fez uma careta.
– Ei não fique assim, nós teremos assim que Mary Hope nascer. – empurrei minha cadeira até ela. Levantei seu rostinho e a fiz olhar em meus olhos. – Eu sei que não podemos abusar, pois sua gravidez já está bem avançada, mas podemos brincar de coisinhas. – ergui as sobrancelhas sugestivamente e consegui arrancar um sorriso de seus lábios.
– É, podemos brincar. – ela bicou meus lábios e se levantou. – Estou suada, preciso de um banho. Será que o senhor Cullen não gostaria de iniciar essas brincadeirinhas lá na banheira? – gemi.
– Hummm, que saudades da minha esposa fogosa.
8 Semanas depois...
– Edward? – escutei Bella me gritando ao longe.
Eu estava na biblioteca de nossa casa, que eu havia transformado em um escritório também.
Estava trabalhando no meu projeto. Eu já não aguentava mais ficar em casa a toa. Eu tinha que fazer algo que me desse satisfação e causasse orgulho em minha família.
Resolvi usar o que melhor eu tenho.
Minha inteligência para projetos de arquitetura e a influência da minha família com o poder público. Eu estava elaborando um projeto com baixo custo, mas que seria de utilidade pública.
Eu estava desenvolvendo projetos para acessibilidade para casa de pessoas mais humildes.
Eu tive muita sorte de ser de uma família rica, mas após muita pesquisa, descobri que só na cidade de Seattle, existem 14 mil pessoas com algum tipo de deficiência física, e 90% dessas pessoas são de famílias humildes.
Eu enviei meu projeto para a prefeitura, e com um certo apoio do meu pai, que trabalha em parceria com o poder público há alguns anos, eu consegui que o projeto fosse aprovado. Agora eu estava apenas aperfeiçoando.
– Edward? – Bella gritou novamente.
– Aqui na biblioteca, amor. – respondi.
Meu projeto, além de ser para residências, era também para comércio, hotéis, parques, cinemas, shoppings e ruas.
Seria obrigatório qualquer estabelecimento comercial ter rampas de acesso, banheiro para cadeirantes, barras de apoio em lugares específicos e portas de acesso mais largas.
Isso já deveria ser obrigatório, mas apenas os estabelecimentos mais sofisticados eram equipados para isso.
Mas agora isso iria mudar.
Eu estava realizado em poder fazer um trabalho com essa importância.
Eu não ganharia nenhum dinheiro com isso. Mas a realização pessoal já me bastava. Agradeci muito ao meu pai que conversou pessoalmente com o prefeito sobre minha ideia, e o mesmo me chamou para uma reunião três dias depois.
Meu maior objetivo agora era a acessibilidade para todos. Não só para ricos, mas para as pessoas mais humildes também.
Só quando você está do lado que sofre, que você sabe o que é necessário.
– Edward, pelo amor de Deus. – Bella gritou mais histérica.
Larguei tudo que estava fazendo e empurrei minha cadeira até a sala, de onde vinham os gritos.
– Ei, onde é o incêndio? – perguntei rindo quando entrei na sala.
– A bolsa, Edward. A bolsa. – ela arfava e gesticulava desesperada.
– Que bolsa, meu amor? – olhei preocupado pra ela.
– Mas que porra, Edward. A bolsa estourou. Sua filha quer nascer aqui nesse sofá. – meu mundo parou. Arregalei os olhos. Mas já?
– Mas já? – vocalizei meu pensamento.
– Já? Você diz já? Eu estou com nove meses, Edward. Sua filha quer nascer e você está olhando pra mim como um bobo e não esta fazendo nada. – ela gritou furiosa e se contorcendo em dores.
– Ai meu Deus. – entrei em desespero.
Empurrei minha cadeira rapidamente até a mesa que ficava perto da janela. Peguei o telefone e disquei o 9, que cairia na guarita da entrada de nossa casa.
Pedi para os seguranças mandarem Eric vir imediatamente até a casa.
– Calma, amor. Eric já esta vindo. – cheguei perto dela e ela me direcionou um olhar assassino.
– Edward, vá até o quarto e pegue a bolsa que eu deixei preparada. Rápido. – gritou em misto de pressa e gemido de dor.
– Sim, claro amor. – empurrei minha cadeira rapidamente até o quarto, peguei a bolsa, peguei minha carteira contendo meus documentos, e voltei pra sala, no momento em que Eric e um segurança já ajudavam minha esposa a se levantar do sofá.
Droga, era domingo e as empregadas da casa estavam de folga.
Saí da casa logo atrás deles.
Eric me auxiliou a entrar no carro, e logo se acomodou em seu lugar e deu a partida no carro.
Liguei para a clínica, e só quando a recepcionista me perguntou se eu queria que ela enviasse uma ambulância, foi que eu pensei nessa hipótese. Ah, agora já estávamos a caminho. Seria mais rápido.
Liguei para meus pais e para Alice. Depois eles iriam espalhando a notícia. Dizer que minha mãe pirou e começou a gritar histérica no telefone seria eufemismo.
Segurei na mão de Bella e ela me olhou. Seu rosto estava suado, ela mordia os lábios para tentar conter os gemidos de dor.
– Calma, amor. Lembra do que a doutora Susan falou. Respira cachorrinho. – comecei a fazer a respiração ensinada pela obstetra.
– Edward? – olhei para Bella. – Eu tenho que fazer a respiração cachorrinho, não você. – Eric soltou um risinho. Me senti um idiota.
Eu estava tão nervoso. É normal isso?
– Ai... – ela gemeu.
– O que foi, meu amor? Está doendo? – ela me olhou de forma diabólica.
– Lembre-me de nunca mais deixar você chegar com esse seu pênis reprodutor perto de mim. – rosnou me olhando de forma ameaçadora. Eric riu mais alto a nossa frente. – E você não ria, Eric. – ela calou a boca na hora. Bem feito!
Bella continuou gemendo de dor, mas em mais 5 minutos chegamos à clínica.
Uma equipe médica já nos aguardava.
Eric abriu a porta e os enfermeiros tiraram Bella de dentro do carro. Ele veio até o meu lado e me ajudou a descer.
Empurrei minha cadeira logo atrás da maca em que eles levavam Bella.
– O senhor tem que ficar aqui e fazer a ficha dela. – uma enfermeira me barrou quando iam entrar no elevador.
Respirei fundo. Eu sabia que o procedimento era esse, mas merda, eu lá queria saber de procedimento quando minha esposa estava em trabalho de parto?
Contei mentalmente até dez para não mandar a enfermeira a um lugar que ninguém gostaria de ir, e empurrei minha cadeira até o balcão da recepção.
O balcão era alto. Respirei fundo e anotei mentalmente algo a mais que eu colocaria em meu projeto.
– Com licença. – chamei e ninguém me atendeu. – Com licença. – chamei mais alto e a recepcionista ficou de pé e me olhou por cima do balcão. – Eu gostaria de fazer a ficha da minha esposa que deu entrada agora mesmo em trabalho de parto. – seu rosto ficou um pouco vermelho de constrangimento e ela assentiu me pedindo os documentos necessários.
Após fazer a ficha, subi com Eric até o andar que a recepcionista nos indicou que seria a maternidade.
Saímos do elevador e nos acomodamos em uma ampla sala de espera.
Dez minutos depois meus pais, Emmett, Rosálie, Alice e Jasper chegaram.
– Já liguei pra Charlie e Renée. Eles já devem estar pegando estrada para cá. Como ela está? – minha mãe chegou como um furacão.
– Ela chegou sentindo muitas dores, e está lá dentro há uns vinte minutos. – comentei nervoso.
Ela se sentou no banco ao lado de onde eu havia parado minha cadeira.
– Você está bem? – ela me abraçou de lado.
– Estou, mamãe. Estou nervoso, apreensivo e feliz ao mesmo tempo. Eu só não queria que ela sentisse dor. E se der alguma coisa errado? E se... – ela me silenciou.
– Shii... Fique calmo, meu filho. As dores são normais. E nada vai dar errado. Você acompanhou as últimas consultas. A doutora Susan garantiu que estava tudo bem com ela e a criança. Calma, logo logo escutaremos o chorinho que tanto esperamos. – assenti e continuei esperando por notícias.
Duas horas se passaram e ainda esperávamos por notícias. Os pais de Bella ligavam de 20 em 20 minutos.
– Está demorando, né? – Emmett comentou. Rosalie lhe deu um olhar de reprovação.
Um médico apareceu em nossa frente e em segundos todos, menos eu, estavam de pé para abordá-lo.
– Família de Isabella Cullen? – todos assentimos confirmando. – Bem, ela chegou já em um estágio avançado do trabalho de parto. Tudo correu bem e de forma rápida.
– E a criança? – Alice perguntou aflita.
– Bem, temos uma linda e saudável menina de 2 quilos e 660 gramas. Não escutaram o chorinho? – ele perguntou sorrindo e todos suspiramos aliviados. – Em alguns instantes uma enfermeira virá para permitir a entrada de familiares. Apenas um por vez. – ele se retirou.
Levei a mão ao peito, na altura do coração. Ele batia freneticamente. Eu tinha medo ate de sofrer um enfarte.
Minha menininha nasceu. Minha princesa chegou ao mundo.
Só percebi que estava chorando quando meu pai se abaixou a minha frente e limpou meu rosto. Ele sorria emocionado, porém um pouco mais contido.
– Feliz? – perguntou sorrindo.
– Pai, minha filha nasceu. Ela nasceu, pai. – eu sorria em meio às minhas lágrimas e meu pai me abraçou forte.
– Parabéns, meu filho. – ficamos abraçados, até sentir outros braços em torno de nós.
Minha mãe e Emmett.
Eles viram meus sonhos ruírem aos meus 17 anos. Viram eu voltar a viver dez anos depois. Viram eu me casar com a mulher da minha vida, começar a trabalhar e viver como um cara normal. Viram eu destruir tudo de bom que havia conquistado, por causa da minha insegurança. E viram meu real amadurecimento, e a reconquista da minha esposa, da minha auto-estima e da minha real independência.
Eu podia entender como estava sendo um momento muito especial para eles também.
– Com licença, qual de você é Edward Cullen? – uma enfermeira chegou até nós, nos fazendo soltarmos do abraço coletivo.
– Sou eu. – empurrei minha cadeira pra perto dela.
– Sua esposa gostaria de lhe ver. Por favor, me acompanhe. – todos sorriram me encorajando e eu segui atrás da enfermeira. – Por aqui, entre. A criança foi levada para fazer alguns exames e já está no berçário. Vou busca-la pra vocês. – ela deu passagem, e eu entrei no quarto em que Bella estava acomodada.
– Oi. – olhei pra seu semblante cansado. Cheguei perto da cama e segurei em sua mão. – Como você está, meu amor? – ela sorriu.
– Realizada e cansada. – sorrimos um pro outro. – Onde está nossa filha?
– A enfermeira disse que ela estava no berçário. Ela saiu pra fazer uns exames, e a enfermeira já vai trazê-la pra nós. Estou louco pra conhece-la. – sorri animado.
– Você precisa ver, Edward. Ela é linda. – o sorriso de Bella aumentou. – Foi a maior emoção da minha vida quando o médico colocou ela em minha frente, ainda toda cheia de sangue. Haviam acabado de cortar o cordão umbilical. Céus, Edward. Não existem palavras pra explicar esse momento. – uma lágrima desceu por seu rosto.
–Eu imagino, baby. E eu estou muito ansioso pra conhece-la. Ela deve ser linda como a mãe. – trouxe sua mão até meus lábios e depositei um beijo lá.
– Você me perdoa pelas coisas que eu disse no carro? – eu sorri.
– Esqueça isso, você estava nervosa, sentindo dor. É normal. Quer dizer, espero que você não estivesse falando sério sobre ficar com meu pênis reprodutor longe de você. – ela sorriu mais alto, mas logo gemeu de dor.
– Ai, Edward. Não me faz rir porque ainda estou dolorida. E claro que eu não estava falando sério. Eu quero ele bem perto de mim. – piscou safada.
– Bella, Bella. Não me provoque, vou ter que ficar de molho mais 40 dias ainda. – sorrimos cúmplices.
– Com licença. Tem uma pequenina esfomeada louca pra mamar e conhecer o papai. – escutei a voz da enfermeira e um fraco chorinho atrás de mim.
Minha filha. Eu iria ver minha princesa.
Virei minha cadeira para ficar de frente pra enfermeira e meu coração falhou uma batida ao ver o embrulhinho rosa em seu colo.
– Diga olá ao papai, Mary Hope.



PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

1 comment :