THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 40

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama






Capítulo 40
Pov. Edward
Algum tempo depois...
“Para a felicidade não existem limites, ao não ser aqueles que você mesmo impõe...”
Acordei sentindo o corpo quente de minha menina colado ao meu e sorri feliz por ter o privilégio de amanhecer ao seu lado todos os dias.
Bella era a pessoa mais importante do meu mundo e não havia formas de eu ser feliz se não fosse ao seu lado.
Só o pensamento de perdê-la era apavorante e eu me afastava de tudo que pudesse fazer com que ela me deixasse, ou pelo menos cogitasse essa possibilidade.
Quando eu trouxera seus pais para viverem em nossa casa, jamais imaginei que ela fosse reagir de forma tão negativa a esse fato.
Eu tinha plena consciência do quanto Charlie e Beatrice a magoaram, mas devido ao seu coração tão bom e sua docilidade infinita, eu nunca pensei que Bella me odiaria por trazê-los para perto dela e dos nossos filhos.
No entanto, eu vira em seus olhos o quanto ela ficara chateada com minhas decisões e o fato de tê-la separada de mim, me olhando com rancor durante todo aquele dia, estava me matando aos poucos a cada segundo que passava.
Eu estivera tão perto de perdê-la depois que Renée a atacara e a única coisa que eu queria naquele momento era ficar grudado nela, cuidando para que mais nada de mal lhe acontecesse.
Mas, minha atitude impensada fizera com que ela se afastasse de mim, para o meu grande desespero.
Beatrice, vendo a minha agonia, chegara a se oferecer para ir embora com Charlie, mas eu sabia que era só questão de tempo até que Bella os aceitassem e insisti que eles continuassem conosco.
Além do mais, eu aprendera a gostar deles e não queria vê-los sofrer por não conseguir o perdão de minha menina, uma vez que eu sabia o quanto era bom ter o seu amor, sua atenção e seu carinho.
Eu suportara seu afastamento calado, torcendo para que seu bom coração entendesse minhas atitudes e a trouxesse novamente para mim.
Eu via a tentativa dos meus familiares em fazer com que ela entendesse minhas atitudes e os agradeci mentalmente, preferindo, no entanto, me manter afastado para dar a Bella o tempo que ela precisava para perceber que tudo que eu fizera fora devido ao fato de amá-la como um louco.
E graças a Deus, ao fim daquele dia, eu a tive em meus braços, com a certeza de que minha menina me perdoara e entendera os meus motivos para trazer seus pais para junto de nós.
E hoje, depois de mais de um ano de convivência, eu tinha certeza que fizera a coisa certa.
Charlie e Beatrice não moravam mais conosco, mas estavam por perto todos os dias.
Minha sogra ainda ajudava Emma na cozinha e, sempre que preciso, auxiliava Bella com as crianças, enquanto Charlie cuidava do armazém que abrira no centro da cidade e se encarregava de vir brincar com os netos todas as tardes.
Minha menina se dava muito bem com os pais e com o tempo, aprendera a confiar neles e amá-los, como deveria ter sido desde sua infância.
Eles também se mostraram ótimos pais e avós e todos estavam muito satisfeitos com sua presença.
Inclusive eu.
No entanto, Kimberlly era o maior motivo para Bella aceitar os pais em sua vida, já que nossa pequena era completamente apaixonada pelos avós e se negava a ficar longe deles.
Joshua também gostava bastante de Charlie e Beatrice, mas nada superava a adoração que ele tinha pela mãe.
Enquanto minha pequena era independente, meu filho fazia questão de ficar o dia todo perto da mãe e não aceitava de bom grado que outras pessoas cuidassem dele.
Acho que este comportamento estava ligado ao período em que ele ficou longe de Bella, depois que ela foi ferida por Renée e demoraria bastante tempo para mudar.
Sophie também era bastante apegada à mãe, mas, conforme crescia tornava-se mais independente, o que era ótimo, já que eu não queria, de forma alguma, que minha menina ficasse sobrecarregada.
Ainda mais agora, que depois de tudo o que acontecera, a harmonia reinava entre nós como deveria ter sido desde que nos encontramos naquele campo de batalha, há mais de três anos atrás.
Respirei fundo, afastando meus pensamentos e me concentrando no momento presente.
Senti o cheiro delicioso de minha menina invadir minhas narinas e me aproximei ainda mais do seu corpo, enterrando meu rosto em seu pescoço e beijando-a delicadamente.
A cada dia que passava ela ficava mais linda e irresistível e se eu pudesse, certamente a manteria reclusa no quarto o dia todo.
_ Humm..._ Ela gemeu, quando eu a beijei mais uma vez e meu corpo reagiu imediatamente ao som, o que a fez abrir os olhos e me encarar com um sorriso tímido._ Bom dia, capitão Cullen..._ Ela falou com a voz rouca e eu sorri, me inclinando em sua direção e beijando seus lábios macios.
_ Bom dia, minha princesa...
_ Que horas são?
_ Hora de acordar e fazer amor com o seu marido..._ Eu respondi com a voz baixa, passando a mão por seu corpo ainda nu e ela suspirou, me olhando em advertência.
_ Edward, nós fizemos isso quase a noite toda. Além do mais, você sabe que logo teremos três crianças invadindo esse quarto e eu não acho que esteja na hora de eles saberem o que acontece entre nós enquanto estamos sozinhos._ Ela declarou e eu sorri, me deitando em cima do seu corpo e beijando sua boca.
_ Bella, em primeiro lugar, mesmo que tenhamos feito amor a noite toda, eu jamais me canso de você. Fazer amor é uma delícia e qualquer hora, é hora. Em segundo lugar, eu me lembrei de trancar a porta, pois não quero, realmente, ser flagrado por meus filhos enquanto estou nu com a minha esposa na cama. E em terceiro, não se negue para mim, pois não adianta. No final, eu sempre consigo o que quero.
_ Você é muito convencido, sabia?_ Ela perguntou com um sorriso travesso nos lábios, enquanto acariciava os cabelos que estavam caídos na minha testa e o meu sorriso se alargou, sabendo que eu já conseguira convencê-la.
_ E você me ama..._ Eu falei, beijando-a e ela suspirou, correspondendo a minha carícia.
_ Amo..._ Bella respondeu contra os meus lábios, entregando-se aos meus braços e eu me senti ainda mais satisfeito por tê-la daquela forma e por poder fazê-la minha todos os dias.
Comecei a acariciá-la da forma que eu sabia que ela gostava e em poucos minutos, estávamos, mais uma vez, rolando apaixonados pelos lençóis amassados.
Eu adorava tocá-la e amá-la.
Seu corpo, seu cheiro, sua pele e tudo que a faziam ser ela, minha menina, me atraíam como nada mais conseguia.
Bella era linda e era completamente minha... Para sempre.
Quando saíamos nas ruas, eu percebia que muitos homens a olhavam desejosos.
Bella era uma mulher jovem e muito bonita e eu sabia que era invejado por tê-la, principalmente agora que ela era fina e elegante, se portando como qualquer outra mulher da alta sociedade, mas sem deixar de lado seu encanto e seu jeito de menina.
Entretanto, apesar de sentir ciúmes de tantos olhares cobiçosos, eu não me importava de fato, pois sabia que só eu tinha o direito de beijá-la, tocá-la e fazer amor com ela de forma plena e deliciosa.
Bella era minha e sentia-se assim.
Ela ainda era tão inocente, que muitas vezes só percebia que alguém a olhava quando me via zangado e a segurando com mais força que o necessário.
E nesses momentos, ela sorria de forma carinhosa e me dizia que jamais existiria outro homem em seu coração e que ela jamais seria de outro alguém.
Suas palavras sempre me deixavam satisfeito e inflamavam meu ego, que não se cansava de agradecer por tê-la em minha vida.
O tempo de guerra onde eu a conhecera parecia tão distante agora, mas sempre faria parte da minha memória.
Era incrível como ela conseguira transformar algo tão ruim em doces lembranças.
A primeira grande guerra seria sempre lembrada por toda humanidade como uma batalha cruel e sangrenta, mas para mim, que encontrara lá o motivo da minha felicidade, seria lembrada como um meio de chegar ao meu único e verdadeiro amor.
Beijei-a com mais intensidade, enquanto a penetrava, e escutei seu gemido doce, que sempre estava ali quando eu a preenchia com meu membro ereto.
Investi contra seu corpo com vontade, levando minha mão livre ao seu clitóris e estimulando-a a chegar ao clímax ainda mais depressa.
Bella arquejava, gemia e suspirava, balbuciando meu nome nos momentos em que chegava bem a beira do abismo, fazendo com que meu corpo respondesse intensamente a cada um desses sons.
_ Eu te amo minha eterna menina... Você é linda, gostosa e completamente minha..._ Eu sussurrei em seu ouvido, enquanto a beijava bem ali e ela arrepiou-se, puxando meus cabelos com força.
_ Sua... Só sua, meu capitão..._ Ela respondeu e eu sorri satisfeito, beijando-a mais uma vez.
Ela rodeou minha cintura com suas pernas, aumentando ainda mais a intensidade das minhas investidas e em poucos segundos nós chegamos juntos ao auge do prazer e tudo ao nosso redor transformou-se em sensações.
Eu aconcheguei meu corpo suado ao seu e ficamos ali por longos segundos, apenas curtindo a calmaria que vinha depois dos nossos momentos ardentes de amor.
_ Fico muito feliz que você não tenha mais nenhuma objeção em fazer amor durante o dia..._ Eu comentei e ela riu.
_ Eu desisti de colocá-lo na linha, Edward Cullen... Não consigo fazer com que você siga as regras. Não entendo como você foi para o exército, amor... Sinceramente. Você nunca segue normas.
_ Ei... Você está sendo injusta. Eu sigo regras. Mas, só aquelas que considero necessárias._ Eu falei emburrado e ela riu, revirando os olhos e beijando o canto dos meus lábios de leve.
_ Eu sei... Aprendi isso nesses últimos anos. De qualquer forma, fazer amor com você nunca é um grande sacrifício, então está tudo bem. Mas, agora, vamos nos vestir por que tenho a impressão que nossos pequenos já acordaram e logo vão querer invadir esse quarto. Então, se não quiser dar explicações complicadas antes da hora, leve esse seu traseiro para o banheiro e saia de cima de mim..._ Bella falou me empurrando e eu gargalhei, rolando pro lado e deixando-a ir.
Minha menina já não era tão tímida como antes, mas eu adorava essa sua nova personalidade, pois mostrava a intensidade da intimidade que desenvolvemos ao longo desses anos de relação.
Levantei-me a contra gosto e me dirigi para o banheiro, onde tomei um banho rápido e escovei os dentes.
Bella já estava pronta quando voltei ao quarto e foi só ela abrir a porta para nossos filhos invadirem o aposento como uma explosão de canhão.
_ Vocês demoraram muito para acordar hoje..._ Sophie reclamou, rodeando a cintura da mãe com seus braços e Bella sorriu, beijando o topo de sua cabeça.
_ Estávamos cansados, amor... Mas, agora estamos disponíveis para mimá-los.
_ Isso mesmo. E como hoje é domingo, vamos aproveitar esse dia fazendo um piquenique no parque... O que acham?_ Eu falei, pegando Kimberlly nos braços e Sophie sorriu largamente, começando a dar pulinhos.
_ Eu quero... Vamos, mamãe?_ Ela perguntou e Bella sorriu, aprovando a ideia.
_ Claro, meu anjo..._ Minha menina falou, pegando Joshua no colo que se esticava todo para ter a atenção da mãe._ Desça e peça para Emma nos preparar uma cesta bem farta. Depois, vá para o seu quarto e coloque um vestido leve e não se esqueça do chapéu, para protegê-la do sol. Enquanto isso, vou trocar Kim e Joshua com a ajuda do papai.
_ Sim... Já estou indo..._ Sophie falou e saiu correndo, gritando por Emma ao longo de todo corredor que levava as escadas.
_ Bóia..._ Joshua falou para Bella e eu sorri, me aproximando e acariciando seus cabelos claros.
_ Nós vamos jogar muita bola hoje, amigão. Pode se preparar._ Eu falei e ele sorriu largamente.
Joshua adorava jogar bola e sempre que íamos ao parque ou passávamos um tempo em nosso próprio jardim, eu jogava com ele.
Meu filho adorava nossa brincadeira e sempre que possível, queria repeti-la.
Eu já não era nenhum mocinho e sempre terminava o dia acabado, mas nenhuma canseira me impedia de dividir momentos assim com meus filhos.
Eles cresciam tão rápido e, por isso, era importante aproveitar cada instante de suas passagens pela infância.
_ Certo... Me ajude a trocá-los para irmos logo e aproveitarmos sua ideia enquanto o sol ainda não está muito quente._ Bella falou, já se dirigindo para o corredor e eu a segui.
_ Sim, senhora..._ Eu falei, indo para o quarto das crianças e a ajudando com os preparativos para o nosso passeio.
Logo, estávamos todos prontos e seguíamos juntos para o parque mais freqüentado de Washington.
Passeios ao ar livre eram práticas comuns entre as famílias americanas e eu procurava cultivar esse costume com Bella e nossos filhos, uma vez que eu sentia que esse tipo de atividade nos aproximava e aumentava ainda mais o nossos laços de amor e de harmonia.
Quando chegamos ao parque, já repleto de gente àquela hora, procurei a sombra de uma árvore para forrar a toalha e em pouco tempo já estávamos instalados e desfrutando de um delicioso piquenique preparado por Emma.
_ Eu adoro esse lugar..._ Bella falou, enquanto cortava um pedaço de bolo para Sophie e eu suspirei satisfeito, me encostando ao tronco da árvore e trazendo Joshua para meu colo.
_ Eu também... Minha mãe sempre nos trazia aqui quando éramos crianças. Lembro-me como se fosse hoje de eu e Emmett correndo por esse gramado, enquanto Alice tentava nos alcançar com seus passinhos pequenos. Minha mãe ficava morrendo de medo de ela cair e se machucar, mas era simplesmente impossível fazer minha irmã ficar quieta e se comportar como uma pequena dama._ Eu falei distraidamente, olhando ao redor, enquanto as lembranças da minha infância iam tomando conta da minha mente.
Eu fora uma criança feliz e saudável e, como qualquer outra, adorava brincar ao ar livre.
Meus fins de semana passados no parque eram sempre os mais divertidos.
A única coisa que eu lamentava era o fato de que, na maioria das vezes, meu pai não estava com a gente.
Soltei um longo suspiro e notei que Bella me observava com atenção, certamente adivinhando o rumo dos meus pensamentos.
_ Seu pai não vinha com vocês?_ Ela perguntou baixinho e eu sorri de maneira triste, me lembrando de todos os momentos em que meu pai não estava com sua família devido ao seu trabalho no exército americano.
_ Sempre que podia, ele vinha. Mas, Carlisle era um homem ocupado, com um cargo importante no exército e infelizmente não pôde aproveitar nossa infância como ele gostaria._ Eu expliquei e minha menina ainda ficou me olhando por longos segundos, entes de se aproximar e tocar minha mão de leve.
_ Sinto muito, amor... Mas, tenho certeza que Carlisle foi um ótimo pai, mesmo tendo ficado distante dos filhos. Você e seus irmãos são ótimas pessoas e isso só pode ser resultado de uma boa criação..._ Ela afirmou e eu sorri ao ouvir seu elogio, ainda que de maneira indireta. Mas, o que mais me deixava chateado era o fato de eu ter seguido a mesma carreira que meu pai e correr o risco de me afastar dos meus filhos, mesmo não querendo isso. _ E se o seu medo é se comportar da mesma forma com relação aos nossos filhos, saiba que isso não vai acontecer. Mesmo sendo capitão do exército americano, você nunca deixa de dar a atenção devida aos nossos pequenos e tem a noção do quanto eles precisam de você. Tire esses pensamentos bobos da sua cabeça, pois você é um ótimo pai. _ Ela falou e a olhei espantando, me perguntando como diabos ela sabia o que eu estava pensando.
_ Você me conhece tão bem que até me assusta... Eu realmente tenho medo de, em algum momento, ter que me afastar de vocês... As relações entre nações são como fios muitos sensíveis e a qualquer momento uma nova guerra poderia estourar e seria meu dever como capitão defender meu país nesse evento._ Eu falei e Bella estremeceu de leve, apertando minha mão com um pouco mais de força.
_ Eu sei, amor... Deus sabe o quanto me dói a ideia de imaginar você indo para uma guerra. Mas, se esse dia chegar, tenho certeza que você tomará a decisão certa e saberá o que fazer para ficar ao lado de sua família, pois você é o melhor pai e marido do mundo..._ Bella falou, beijando meus lábios de leve e eu sorri emocionado.
_ Obrigado por ser essa pessoa tão especial e por me permitir viver ao seu lado e ter uma família com você... Eu te amo.
_ Eu te amo mais..._ Ela declarou sorrindo e eu me perguntei se existia no mundo alguém mais perfeito do que minha menina.
Provavelmente não.
_ Papá, bóia..._ Joshua falou, ganhando minha atenção e eu sorri, levantando-me e girando-o no ar.
_ Vamos jogar bola, garotão... Vamos mostrar nosso talento para as mulheres mais lindas desse mundo e deixar essas conversas sérias para depois._ Eu falei e ele riu, se esticando para descer dos meus braços e ir para o chão.
Beijei Bella nos lábios e me afastei com Joshua, a fim de não acertar nenhuma bolada em nossas lindas damas.
Eu chutava a bola em sua direção e ele a devolvia, chutando-a com uma força impressionante para o seu pequeno tamanho e comemorando com gritinhos quando eu não conseguia segurá-la.
Logo, Sophie se juntou a nós, enquanto Kimberlly ficava em companhia da mãe, arrancando o cabelo de mais uma boneca enquanto tentava penteá-lo.
Kimberlly não gostava de correr e era bem mais calma que o irmão, embora não levasse o menor jeito para brincar com bonecas, já que as deixavam todas carecas.
Sempre que vínhamos ao parque, ela trazia suas “filhas” e passava horas entretida com elas.
De vez em quando ela se levantava e ia atrás de algumas flores, que sempre entregava para a mãe, deixando minha esposa emocionada com seu gesto singelo.
Ás vezes, Bella também se juntava ao nosso jogo de bola, mas, devido ao seu jeito estabanado de ser, preferia ficar sentada à sombra, apenas observando sua família se divertir e cuidando para que ninguém passasse fome ou se machucasse.
Bella era uma mãe incrível e parecia satisfazer-se apenas com nossa companhia.
Ela era feliz e eu me sentia bem em poder cuidar dela do meu jeito, mostrando-lhe toda a extensão do amor que eu nutria por ela.
Eu jamais me cansaria de fazê-la feliz, pois essa era minha missão na terra e eu a realizaria de bom grado pelo resto dos nossos dias.
*****
Pov. Bella
Era incrível como minha vida tinha se transformado tanto em tão pouco tempo.
Hoje, eu tinha filhos lindos, que eu amava mais do que qualquer coisa, o carinho dos meus pais, o amor e devoção do homem mais perfeito que poderia existir nesse mundo e não havia mais nada que eu precisasse ou quisesse pedir.
Para alcançar esse nível de felicidade eu tivera que percorrer um caminho muito longo, cheio de dor, lágrimas e decepções.
Mas, hoje eu percebia que tudo valera a pena.
Ser abandonada em meio a uma guerra fora a melhor coisa que me acontecera, pois este fato me trouxera Edward e todo o resto fora me acrescentado depois de sua chegada em minha vida.
_ Mamã, ó o nenê..._ Kimberlly falou, tirando-me dos meus devaneios e eu a olhei apenas para constatar que ela havia arrancado os cabelos de mais uma boneca.
_ Ai, meu bem... O que você tem contra os cabelos das suas bonecas?_ Perguntei e ela riu, enquanto me entregava sua “nenê”._ Sabe o que eu acho, Kim? Que você será tão delicada quanto sua tia Alice..._ Eu falei e ela olhou ao redor atenta, procurando pela tia.
_ Titi?_ Ela perguntou, me olhando com seus grandes olhos cor de chocolate e eu sorri, me inclinando e beijando seu rosto.
_ Sim, a tia Alice. Acho que ela lhe influenciou mais do que eu acho aceitável. Só espero que você não seja tão curiosa quanto ela e não me encha de tantas perguntas indiscretas.
_ Está falando de mim, querida cunhada?_ Ouvi a voz de Alice e me virei para olhá-la.
Ela vinha em minha direção, acompanhada por Jasper e quando chegou à sobra onde eu estava sentada, acomodou-se sobre a toalha e pegou Kim no colo.
Jasper me cumprimentou e foi se juntar a Edward, Joshua e Sophie que ainda se divertiam com o jogo de bola.
_ Oi, Alice... Estava comentando que minha filha parece ter herdado seus traços nada delicados para lidar com bonecas..._ Eu falei e minha cunhada fez uma careta, rindo ao ver o estrago que minha pequenina fez nos cabelos da boneca.
_ Eu realmente odiava bonecas. Queria brincar das mesmas brincadeiras de Edward e Emmett, mas os meus pais não deixavam, pois, segundo eles, eu deveria me comportar como uma dama, aprendendo a ser uma verdadeira esposa para meu futuro marido. Eu achava isso muito injusto e destruía minhas bonecas e jogos de chá, na tentativa de fazê-los entender que eu nascera para ser uma dama... O problema é que eles nunca entenderam e continuaram seu intento de me domar...
_ E, por fim, eles conseguiram... Hoje você é uma dama e está casada._ Eu pontuei e ela riu.
_ Eles não conseguiram me domar, Bella. Eu me casei porque era apaixonada por Jasper e tinha muita vontade de fazer amor...
_ Alice!_ Eu falei indignada, ficando vermelha ao ouvir suas palavras e ela riu, dando de ombros como se não tivesse falado nada demais em um lugar cheio de gente.
_ Essa é a verdade, oras. Eu sempre tive vontade de saber o que realmente se passava entre um casal, mas eu sabia que só poderia descobrir se me casasse, já que qualquer mulher mais experiente se recusava a conversar comigo sobre o assunto. E, dessa forma, o jeito foi casar e descobrir na prática. E tenho que confessar que eu adorei cada descoberta que eu fiz..._ Ela falou e eu revirei os olhos, pegando um pouco de iogurte da cesta e entregando para Kimberlly na mamadeira.
_ É... Acho que seus pais realmente não conseguiram domá-la. Uma dama não fala sobre suas intimidades em um local público e repleto de gente.
_ Eu duvido que essas mulheres, que na maioria das vezes, fingem uma classe que não tem, não conversam sobre essas coisas. Isso é natural e você já devia estar acostumada, afinal está casada com um homem super lindo e gostoso._ Ela falou e eu corei, mas antes que pudesse responder alguma coisa, Sophie chegou.
_ Gostoso? Por que o papai é gostoso? Ele é de comer, mamãe?_ Minha filha perguntou e Alice gargalhou, me fazendo fuzilá-la com o olhar enquanto tentava imaginar uma forma de fugir da pergunta estranha de Sophie.
_ É claro que ele não é de comer, docinho... Pelo menos não do jeito convencional..._ Minha cunhada explicou e eu belisquei seu braço, olhando-a em advertência.
_ Não ligue para sua tia maluca, amor... Ela não sabe o que fala. Seu pai não é de comer, minha linda... Ele é um ser humano e não comemos seres humanos. Gostoso foi apenas uma qualidade que sua tia usou para se referir à beleza do seu pai.
_ Ahh... Entendi. Então quer dizer que o Paul é gostoso._ Minha filha falou e eu a olhei espantada.
_ Quem é Paul?
_ Nosso vizinho. Ele estuda na minha escola é muito bonito. O menino mais bonito de lá._ Ela concluiu e eu suspirei, imaginando os problemas que eu teria quando Edward soubesse sobre esse tal Paul.
_ Não fale sobre isso com o seu pai, meu amor... Acho que ele teria um ataque se ouvisse você se referindo a um menino dessa forma..._ Eu falei e ela assentiu, indo até a cesta e servindo-se de limonada._ E você, Senhora Alice, não diga essas coisas perto dos meus filhos. Eles são apenas inocentes que não têm culpa de terem uma tia louca que não mede as palavras que diz.
_ Ah Bella, não faça drama. Eu não disse nada demais. Além do mais, você realmente acha meu irmão gostoso. Apenas não admite isso em voz alta.
_ É claro que eu não digo isso em voz alta, Alice. Eu tenho crianças ao meu redor. Quero só ver quando você tiver seus filhos se vai continuar falando sem pensar..._ Eu falei e ela me olhou séria. _ O que foi?
_ Como a gente sabe se está grávida?
_ Ah... Bem, o primeiro sintoma é a falta das regras. Depois, eu me lembro de muitos enjôos e tonturas, uma fome desumana, sono e muita vontade de ir ao banheiro. Ah... E tem as roupas também que começam a ficar apertadas na cintura._ Eu falei e ela respirou fundo, encarando suas mãos que estavam pousadas na barriga.
_ Então eu acho que vou ter um bebê..._ Ela falou e eu sorri largamente.
_ Mas, isso é ótimo Alice. Um filho é a maior benção que um casal pode receber.
_ Eu sei... Mas, eu não faço a menor ideia de como cuidar de uma criança. Não sei nem cuidar de mim direito._ Ela falou emburrada e eu sorri, me aproximando e pousando minha mão sobre as suas, que ainda estavam sobre o seu ventre.
_ Isso não é algo que a gente nasce sabendo, Alice. Eu também não sabia cuidar de crianças e acho que me saí bem com Sophie e com os gêmeos. O amor nos ensina e é isso que basta. Esse bebê em seu ventre é fruto do seu amor com Jasper e será muito amado. Com tempo, em meio a erros e acertos, você saberá como cuidar dele. Eu tenho certeza... Você será uma mãe excelente._ Eu disse ela sorriu entre lágrimas, virando suas mãos e apertando as minhas em agradecimento.
_ Obrigada por suas palavras, Bella... Eu sabia que só você conseguiria me acalmar e por isso resolvi vir procurá-la. Fui até sua casa e Emma me disse que vocês haviam vindo para o parque. Aí, eu convenci Jasper a me trazer e aqui estou eu.
_ Ele não sabe de nada?
_ Não, embora eu ache que ele desconfie. É muito difícil esconder alguma coisa do temido capitão Hale._ Ela falou e nós rimos.
_ Eu sei bem o que é ser casada com um capitão. Nada se passa despercebido aos olhos nos nossos homens do exército.
_ Pois é... Só espero que ele fique feliz com a notícia
_ Claro que ele vai ficar. Olha só como ele se diverte com as crianças..._ Eu falei, observando Edward e meu cunhado jogando bola com meus filhos.
Os dois distribuíam sorrisos e se divertiam com o jeitinho estabanado dos gêmeos e de Sophie.
_ Ele gosta bastante dos meus sobrinhos... Tanto dos seus filhos, como das filhas de Emmett. A propósito, você viu como Alyssa está linda?_ Alice perguntou, referindo-se a filha mais nova de Rose e Emmett e eu sorri, concordando.
_ Ela é realmente uma bonequinha. Claire também está mais linda a cada dia que passa.
_ Realmente. Mas, não é de se admirar. As crianças da minha família são as mais lindas de todas.
_ Eu sou suspeita, já que sou mãe de três delas, mas realmente tenho que concordar com sua afirmativa.
_ Essas crianças vão me matar antes da hora..._ Edward falou, sentando-se ao meu lado de repente e eu o olhei espantada, já que não tinha visto ele se aproximar._ O que?_ Ele falou me olhando de lado, enquanto servia-se de um copo de limonada.
_ Não vi você se aproximar..._ Eu respondi e ele me olhou desconfiado.
_ Por acaso estavam falando algo que eu não poderia escutar?
_ Claro que não, Edward... Não seja bobo._ Eu o repreendi, batendo de leve em seu braço e ele deu de ombros.
_ Certo... Bem, sua mãe nos convidou para o almoço e como eu não posso, de forma alguma, dispensar aquele assado maravilhoso, o que acha de levantarmos acampamento e seguirmos para lá?_ Edward perguntou e eu sorri ao ouvi-lo, mais uma vez, falar sobre o assado de Beatrice.
_ Por mim tudo bem._ Eu respondi e ele me olhou satisfeito, sabendo que eu já não guardava quase nenhuma mágoa dos meus pais.
Eles erraram muito em relação a mim, mas mereciam o perdão, pois me amavam e se arrependeram de coração de seu comportamento.
Além do mais, meus filhos adoravam os avós e mereciam conviver com eles, recebendo um amor que me foi negado praticamente a vida toda e do qual agora eu podia desfrutar em toda sua plenitude.
_ E nós vamos para a casa da mamãe._ Alice declarou, levantando-se e segurando a mão do marido._ Bella, na terça passo na sua casa para nossa sessão de compras. Até logo crianças..._ Ela falou despedindo-se de todos e seguindo com Jasper para o carro, que estava estacionado em frente ao parque.
_ Compras?_ Edward perguntou com as sobrancelhas levantadas e eu dei de ombros, guardando as sobras de comida dentro da cesta.
Eu não era adepta de compras, mas na terça uma encomenda especial estava chegando de Paris e segundo minha cunhada eu não podia ficar de fora dessa moda, já que Edward iria adorar.
E, apesar dos meus pudores, eu gostava de cultivar meu casamento para que Edward jamais tivesse motivos de procurar por outra mulher.
_ Sim. Vai chegar um carregamento de Paris e eu, Alice e Rosalie vamos escolher umas peças._ Eu expliquei e ele me olhou com um sorriso malicioso nos lábios.
_ Paris? E essa encomenda seria de lingeries?_ Edward perguntou esperançoso e eu o olhei séria, já que Sophie estava por perto e parecia bastante atenta em nossa conversa.
_ Não seja depravado, Edward Cullen. Não fale de lingeries quando os seus filhos estiverem presentes._ Eu falei baixo e seriamente e ele me olhou decepcionado.
_ É que eu gosto da ideia de você comprando lingerie..._ Ele falou emburrado e eu quase ri de sua expressão magoada.
Meu marido, às vezes, parecia uma criança grande.
_ Eu sei que você gosta... E eu também gosto de comprá-las e vesti-las pra você. Mas, aqui, na presença dos seus filhos, não é hora de falar sobre elas._ Eu falei, olhando-o como uma mãe olha para um filho travesso e beijando-o nos lábios em seguida.
_ Eca..._ Ouvi essa expressão e me virei para ver Joshua nos olhando com expressão de nojo.
Edward e eu rimos e eu o segurei, beijando-o e apertando-o em meus braços.
_ Um dia, bem distante, você não vai mais pensar assim sobre o beijo, garotão. Principalmente se você encontrar uma mulher tão linda como sua mãe..._ Edward falou, bagunçando o cabelo do nosso pequeno e ele riu, esquecendo-se de seu momento de rejeição ao nosso beijo.
_ Quando eu vou poder beijar, mamãe?_ Sophie perguntou de repente e Edward olhou-a com o cenho franzido.
_ Nunca se depender de mim._ Edward falou emburrado e eu ri, beliscando-o de leve no braço.
_ Claro que ela vai beijar, amor... Mas, só quando for uma mocinha e estiver prestes a se casar..._ Eu falei e Sophie sorriu satisfeita. No entanto, suas próximas palavras fizeram meu marido quase ter um ataque fulminante.
_ Eu vou me casar com o Paul e beijá-lo muito, muito, muito..._ Ela falou sonhadora e Edward me olhou em choque, fazendo com que tivesse que me segurar para não cair na gargalhada.
_ Paul? Quem é Paul?... Sophie, esqueça... Você não vai beijar, não vai casar, não vai nada... Você vai seguir a carreira religiosa. Você e Kimberlly e isto está fora de discussão..._ Ele falou sério e eu ri, enquanto Sophie e Kim o encaravam espantadas.
Minha caçula não sabia o que estava acontecendo, mas ao dizer o seu nome, seu pai ganhara toda sua atenção.
_ Não seja ridículo, Edward..._ Eu falei, terminando de dobrar a toalha para colocá-la na cesta e ele me olhou indignado.
_ O que? Não estou sendo ridículo. Jamais vou permitir que um homem coloque as mãos em minhas filhas.
_ Você pode colocar suas mãos nas filhas de outras pessoas?_ Perguntei de forma irônica e ele bufou, me encarando indignado.
_ Eu cuido muito bem de você e cuidei de minha primeira esposa. Quem me garante que outros homens farão isso com minhas filhas?
_ Ninguém pode garantir, Edward. Tudo o que podemos fazer é orientá-las para que nossas filhas tomem as melhores decisões e façam as melhores escolhas. Podemos também pedir a Deus para que elas encontrem um amor como o nosso: sólido, maravilhoso e eterno._ Eu falei, tocando o seu rosto e ele suspirou, pegando a cesta do chão e segurando Joshua pela mão, a fim de guiá-lo para o carro.
_ Certo... Mas, essa conversa ainda não acabou. E eu vou querer saber quem é Paul..._ Ele falou, olhando sério em direção a Sophie e seguiu a passos decididos para o carro, sendo seguido por mim e por minhas filhas.
Sophie me encarou por um momento e revirou os olhos, me fazendo sorrir ao imaginar os problemas que ela teria quando quisesse realmente namorar.
Seguimos de carro até a casa dos meus pais e quando chegamos, Charlie nos esperava sorridente em frente ao portão.
_ Vejam só... As crianças mais lindas do mundo vieram visitar o vovô..._ Charlie falou, enquanto pegava Kimberlly nos braços e a rodava, fazendo-a gargalhar satisfeita.
_ Papai, ela acabou de comer... Daqui a pouco, coloca tudo pra fora..._ Eu reclamei, tirando minha filha dos seus braços e ele me olhou contrariado.
_ Bobagem... Crianças têm o estômago forte._ Ele falou, pegando Joshua e fazendo a mesma coisa que fez com Kim.
Avós... Sempre fazendo de tudo para estragar os netos”..._ Pensei revirando os olhos e seguindo para varanda, onde Beatrice nos esperava.
_ Tire esse menino do colo de Charlie, Edward, antes que o pobrezinho coloque os órgãos para fora..._ Minha mãe falou, olhando brava para o meu pai e eu ri, entregando-lhe Kimberlly que já se esticava querendo ir para o seu colo._ Oi, princesa mais linda da vovó... Como você está?
_ Ela está ótima, mãe... Arrancou o cabelo de mais uma boneca._ Eu falei e minha mãe riu, beijando-a no rosto.
_ Sério? Bem, como eu sei disso, fiz uma boneca de pano, com cabelos de lã. Acho que ela terá certa dificuldade em arrancar esses...
_ Você fez uma boneca pra mim também, vovó?_ Sophie perguntou e minha mãe sorriu, inclinando-se para beijá-la.
_ Claro que sim, querida... Mas, não fiz o vestido, pois quero que você faça com aqueles pontos de tricô que eu lhe ensinei._ Beatrice falou e Sophie sorriu animada. _ Ah, e seu avô tem uma surpresa pra vocês lá no jardim.
_ Surpresa?_ Eu perguntei, enquanto Sophie já corria em direção ao pai e ao avô, e ela sorriu, apontando em direção ao grande carvalho que ficava ao lado da casa.
_ Sim... Ele passou a semana toda construindo um balanço e uma gangorra para as crianças. Acho que deu certo... Mas, já disse que quero vê-lo sentado lá antes que qualquer um dos meus netos o faça. Não quero meus tesouros machucados..._ Minha mãe falou e eu ri, seguindo-a até os tais brinquedos.
Edward e Charlie já estavam lá e Joshua já estava brincando na gangorra.
_ Acho que o teste não vai ser preciso. Parece que os brinquedos de Charlie funcionaram bem._ Eu comentei e meu pai sorriu orgulhoso.
_ Meu próximo passo é uma casa na árvore, mas terei que esperar uma folga na loja para poder começá-la...
_ Ai meu Deus... Você e essas suas idéias. Não quero meus netos brincando a dois metros do chão..._ Minha mãe reclamou e Charlie bufou.
_ São crianças, Bea e precisam se aventurar e descobrir coisas novas... Não seja chata._ Meu pai reclamou e minha mãe o olhou feio, arrancando risos discretos de Edward e Sophie.
Eu sorri largamente e fiquei observando a interação dos meus pais com os meus filhos.
Eles pareciam outras pessoas perto das crianças e nem de longe lembravam aquelas sujeitos que eu tanto odiei.
Longe de Renée, Charlie era outro homem.
Meu pai era carinhoso, engraçado, atencioso, amoroso e movia céus e terras para ver a mim e aos meus filhos felizes.
Era evidente que ele e Beatrice se amavam, mas não havia nada melhor do que presenciar seus constantes atritos.
Os dois eram teimosos e tinham a personalidade forte, sendo que viviam discutindo e implicando um com o outro.
Mas, no fundo, não sabiam viver se não fosse juntos.
_ Feliz?_ Edward perguntou, me abraçando por trás e repousando o queixo em meu ombro e eu sorri, enquanto observava nossos filhos brincando nas construções de Charlie..
_ Muito... Eu tenho a família mais perfeita do mundo, não tem como ser diferente.
_ Eu sabia que você ia perdoá-los e que era apenas uma questão de tempo para vivermos cenas como essas. Tive muito medo de perdê-la quando você ficou chateada por eu tê-los trazido para nossa vida, mas eu sabia que estava tomando a decisão certa. Hoje, eu não me arrependo de nada. Tudo o que eu fiz foi por amá-la e por querer sua felicidade._ Ele falou baixinho, para que só eu ouvisse e eu sorri emocionada, me virando e acariciando o seu rosto.
_ Você é perfeito, capitão e se eu tivesse que enfrentar mil guerras para conhecê-lo, eu faria isso com um sorriso nos lábios...
_ Que engraçado... Sabe que eu penso da mesma forma..._ Ele falou sorrindo e eu me inclinei, beijando-os nos lábios, apenas para escutar meu pai pigarreando e nos olhando de um jeito feio.
_ Sabe, eu sei que você são casados e já tem filhos... Mas, não fica bem se beijar perto dos pais. Afinal, Bella é minha filha e eu não gosto de imaginar o que vocês dois fazem além do beijo..._ Meu pai falou carrancudo e minha mãe lhe deu um tapa no braço.
_ Eles não fazem nada de mais vovô... É do beijo que vem os bebês. Aliás, mamãe, porque a senhora não teve mais bebês? Você e o papai vivem se beijando._ Sophie perguntou e eu corei, me lembrando da explicação que Rosalie lhe dera a respeito da origem dos bebês.
_ Filha, isso não é assunto para um almoço de domingo..._ Eu falei sem graça e todos riram, exceto Edward que olhava desconfiado para Sophie.
_ Primeiro aquela história de Paul... Depois, a origem dos bebês... Eu vou mesmo entrar em contato com o convento..._ Ele resmungou e eu revirei os olhos, sendo seguida por minha mãe e pela própria Sophie.
_ Vamos para dentro, pois o almoço está quase pronto..._ Minha mãe falou, encerrando o assunto de bebês e eu a segui ao longo do jardim, levando minhas filhas comigo.
Charlie e Edward ficaram para trás com Joshua e eu ainda pude ouvir Charlie perguntando indignado:
_ Quem é Paul?
_ Não sei bem, mas pretendo descobrir e mantê-lo bem longe de minha filha.
_ Eu tenho uma espingarda no caso de você precisar..._ Meu pai falou e eu ri, olhando para minha mãe que revirava os olhos mais uma vez ao ouvir as palavras do meu pai.
_ Homens..._ Ela murmurou exasperada e eu assenti com um gesto de cabeça, sabendo exatamente ao que ela se referia.
Mas, por mais bobões que eles fossem às vezes, eu simplesmente não conseguia viver sem o meu.
Isso era impossível.
*****
O almoço estava uma delícia e a tarde foi extremamente agradável.
Ficamos na varanda conversando, enquanto as crianças brincavam no jardim, desfrutando dos novos brinquedos que Charlie construíra.
Edward e Charlie ainda falavam de espingardas e da potência das armas usadas na guerra, enquanto eu e Beatrice apenas observávamos as crianças, fazendo um comentário ou outro a respeito dos meus pequenos, enquanto tomávamos chá gelado.
Por mais que eu houvesse perdoado-a, era estranho para mim estar tão perto de minha mãe, pois nós duas não tínhamos tanta afinidade e assuntos para conversar.
Foram muitos anos separadas e ainda levaria algum tempo apara recuperarmos tudo o que foi perdido.
_ Kimberlly é muito parecida com você nessa idade... Olhá-la é como voltar no tempo._ Ela falou observando minha filha correr atrás de Sophie e eu suspirei, olhando-a por um momento.
_ Você se lembra de mim?_ Perguntei e ela me olhou seriamente.
_ Claro que sim... Lembro-me de cada detalhe. Até mesmo o som da sua voz me chamando de mãe pela primeira vez está guardado no meu coração.
_ Você não parecia muito ligada a mim..._ Comentei, tentando não transparecer a mágoa que eu ainda tinha guardada em meu peito e Beatrice sorriu de maneira triste.
_ Eu já lhe expliquei meus motivos, Bella... A cada vez que eu lhe afastava de mim, era como se uma parte do meu corpo fosse arrancada. Eu te amava demais, mas precisava me afastar para protegê-la. No entanto, me arrependo das minhas escolhas. Você deveria ter ficado comigo. Mas, imagine o que teria sido da sua vida se você tivesse sido criada no prostíbulo onde eu fui obrigada a viver? Eu sei que você sofreu, mas no fim, foi melhor assim. A vida sorriu pra você, meu amor, e lhe deu uma família linda. Eu sei que nada justifica o meu abandono, mas lhe vendo tão feliz, eu penso ter feito a coisa certa._ Ela falou me olhando atentamente, e eu desviei o olhar quando o senti meus olhos cheios de lágrimas.
_ Desculpe-me por tocar nesse assunto... Eu já perdoei você e Charlie, mas eu não consigo esquecer tudo o que eu passei nas mãos de Renée... Ainda dói.
_ Eu sei, meu amor e, eu sinto muito. Mas, aquela bruxa está presa e nunca mais vai sair de lá. Nesse momento, ela está tendo o castigo que merece. Eu e Charlie amamos você e nunca duvide disso. Tudo o que eu sofri foi para garantir que você sobreviveria e eu passaria por tudo outra vez se fosse para protegê-la._ Ela falou emocionada e eu sorri, me inclinando e abraçando-a carinhosamente.
_ Eu também amo vocês e não quero que saiam da minha vida nunca mais..._ Eu murmurei e ela me apertou ainda mais.
_ Nunca iremos abandoná-la, Bella... Nunca._ Ela garantiu e, naquele momento, eu finalmente consegui me sentir em paz com o fato de aceitá-los em minha vida.
Senti que mais alguém me abraçava e não precisei olhar para saber que era Charlie.
De seu jeito silencioso, ele estava concordando com Beatrice e me garantindo que jamais iria me abandonar.
E isso me fazia muito bem.
A partir de hoje, eu tinha uma certeza ainda maior de que tudo ficaria bem.
Tudo estaria perfeito enquanto eu os tivesse ao meu lado e ao lado da família linda que construíra com Edward
*****
Alguns dias depois...
_ Eu jamais vou usar isso, Alice... Esqueça._ Eu falei, olhando indignada para a peça transparente que eu tinha nas mãos e minha cunhada revirou os olhos, pegando a camisola e a examinando atentamente.
_ Não tem nada de errado com essa camisola. Ela é transparente nos lugares certos..._ Ela declarou e eu corei ao imaginar quais lugares ela se referia.
_ Não adianta... Eu não vou comprar uma coisa dessas... Isso é até um sacrilégio.
_ Você não vai comprar?_ Alice perguntou séria e eu neguei com um gesto de cabeça, me recusando a me deixar levar por suas idéias malucas._ Pois muito bem. Eu compro e dou de presente para Edward._ Ela declarou e eu olhei-a indignada, fazendo com que Esme e Rosalie caíssem na gargalhada.
_ E o que diabos meu marido faria com essa camisola? Eu não acho que a cor combine com seus olhos..._ Falei de maneira irônica e foi a vez de Alice me fuzilar com o olhar.
_ Ele vai dar para uma mulher disposta a usar para ele..._ Ela respondeu e pela primeira vez eu tive vontade de esganá-la.
_ Vai uma ova... Eu sou a mulher dele e não vou usá-la e se você se atrever a entregar esse pedaço de pano do diabo para Edward, eu juro que lhe mato e a enterro vestida com ela..._ Eu falei brava e antes que Alice pudesse responder, Esme interveio em nossa discussão.
_ Já chega, meninas... Bella, escolha algo que lhe agrade e Alice, deixe de ser intrometida._ Esme falou e Alice bufou, jogando a camisola de volta na grande sacola e me olhando contrariada.
Eu dei graças a Deus por Esme ser sensata, caso contrário, eu me veria realmente obrigada a vestir aquele trapo transparente que alguém colocou o nome de camisola, já que nem em mil anos, outra mulher faria isso em meu lugar.
Estávamos a horas olhando lingeries e eu não via a hora de poder ir para casa e me livrar da insistência de Alice para que eu comprasse peças mais ousadas.
Eu jamais teria coragem de vestir algo transparente e me apresentar para o meu capitão.
Eu sei que ele me via nua todos os dias, mas eu simplesmente não conseguia me imaginar usando um troço daqueles.
Nem pensar.
_ Bem, já que não vai levar a camisola, então pelo menos me acompanhe até a casa de beleza para fazermos a higiene íntima..._ Alice falou e eu a olhei atentamente, tentando imaginar no que consistia essa tal higiene que ela insistia tanto para que eu fizesse.
_ Bella vai odiá-la se você a levar lá..._ Rosalie comentou e eu fiquei ainda mais preocupada em ir até essa tal casa de beleza.
_ Rosalie Cullen, o que vão fazer comigo lá?_ Perguntei temerosa e minha cunhada riu, olhando para as próprias mãos.
_ Bem... Eles vão cuidar dos seus cabelos, da sua pele, das suas unhas e dos seus pêlos._ Ela explicou e eu a olhei intrigada.
_ Pêlos?
_ Sim... Dos pêlos das pernas, axilas e... Bem, dos pêlos de lá..._ Ela falou, apontando discretamente para o local entre minhas pernas e eu senti meu rosto esquentar até quase derreter ao imaginar o tipo de cena que se desenrolava em minha mente nesse momento.
_ Nem pensar... Eu jamais vou a um lugar desses..._ Falei indignada e Esme e Rosalie riram mais uma vez.
_ Por que não? São mulheres que trabalham lá... Mulheres que vieram diretamente de Paris e que sabem tudo sobre beleza e moda. Eu lhe garanto que Edward vai adorar a mudança..._ Ela falou e mais uma vez eu senti meu sangue esquentar ao ponto de querer esganá-la.
Olhei para minha sogra desesperada e ela apenas deu de ombros.
_ Bella, querida, relaxe. Todas nós já fomos lá e realmente gostamos do serviço. Minha filha é louca e só Deus sabe por que ela é assim, mas dessa vez ela tem razão. Acho que meu filho vai apreciar a mudança..._ Esme falou calmamente e eu senti o rubor tomar conta do meu rosto ao ter esse tipo de conversa com minha sogra.
Onde esse mundo iria parar, meu Deus?
Tentei não pensar muito no meu próximo desafio da tarde e me concentrei nas benditas lingeries, escolhendo as que eu achava mais aceitáveis.
Por fim, paguei por tudo o que escolhi e fui praticamente arrastada para a tal casa de beleza, depois que lanchamos na confeitaria.
Meus filhos estavam com minha mãe para que eu pudesse ter minha tarde de beleza ao lado das outras mulheres da família.
Até que, tirando as loucuras da Alice, que andava ainda mais desequilibrada depois de descobrir a gravidez, a tarde estava sendo divertida.
As mulheres que trabalhavam no local cuidaram muito bem de mim e realmente mexeram em cada parte do meu corpo.
Eu já tinha o costume de raspar as pernas e as axilas, de modo que ali elas não tiveram muito trabalho.
Mas, quando chegou a hora de me depilar intimamente, eu amaldiçoei cem vezes minha pequena cunhada por me fazer passar por isso.
Segundo as atendentes, essa era uma prática comum na França e os homens ficavam satisfeitos com o resultado, assim como as mulheres.
Respirei fundo e me deixei levar por essa ideia maluca, saindo do local, algumas horas depois, totalmente lisa.
Jantamos na casa de minha sogra e Edward não se cansou de elogiar meus cabelos e minha pele e eu ficava imaginado o que ele diria quando descobrisse a mudança nas minhas partes baixas.
Ele sabia que eu tinha ido comprar lingeries e, portanto, parecia bastante ansioso para que fôssemos embora e ficássemos a sós.
Quando chegamos em casa, ele me ajudou com as crianças e logo eu estava no banheiro, vestida em minha mais nova aquisição e tomando coragem para voltar para o quarto.
Respirei fundo várias vezes e depois de me amaldiçoar por ser uma covarde, eu fui para o quarto, sendo recebida por um sorriso de admiração e animação do meu capitão.
_ Gostou?_ Perguntei insegura, tentando puxar a camisola branca de cetim um pouco mais para perto do joelho e ele sorriu, se aproximando e estendendo a mão em minha direção, para que eu a segurasse.
_ Você não faz ideia do quanto eu gostei. Você está uma verdadeira delícia nessa camisola._ Ele declarou e eu corei como uma virgem idiota, me amaldiçoando por ser tão tímida._ Vem aqui, minha linda, pois eu adorei a camisola, mas gosto ainda mais do conteúdo interno..._ Ele falou, me derrubando sobra a cama e eu ri, antes de receber seu beijo deliciosamente molhado.
Era sempre assim entre nós... Bastava um beijo para entrarmos em combustão instantânea e nos integrar inteiramente ao nosso amor e desejo.
Em poucos segundos nós rolávamos apaixonados pela cama, nos beijando e nos acariciando com loucura, como se fosse a última vez que faríamos amor.
Quando Edward tirou minha camisola eu retesei o corpo, imaginando qual seria sua reação ao me tocar intimamente e perceber que não havia mais nenhum pêlo no local.
Ele continuou me acariciando, concentrado em meu corpo totalmente nu e, quando finalmente me tocou lá, parou o que estava fazendo e me olhou com um sorriso estampado nos lábios.
_ O que aconteceu aqui?_ Ele falou e eu corei pela milésima vez naquele dia.
_ Eu, eu... Eu depilei..._ Falei baixinho e ele sorriu mais ainda, movimentando sua mão ao longo de todo meu sexo sensível e fazendo com que meu corpo fosse tomado por uma sensação intensa e deliciosa.
Eu prendi a respiração e fiquei esperando por sua próxima reação.
Ele tirou a mão de lá, e sentou-se na cama, encarando minha intimidade por longos segundos, antes de sorrir mais uma vez.
_ Você gostou?_ Perguntei incerta e ele sorriu, inclinando-se e me dando um beijo em meu botãozinho pulsante, fazendo com que eu pulasse assustada com a sensação que me tomou.
_ Eu adorei... Isso parece ter aumentado sua sensibilidade e eu adoro ter você respondendo aos meus estímulos, Bella... Além do mais, agora eu posso realmente apreciar a parte mais linda do seu corpo._ Ele respondeu e eu respirei aliviada por saber que a ideia estranha de Alice fora aprovada por meu capitão.
Ela não era tão louca assim, afinal.
Depois disso, nos entregamos a nossa paixão habitual, nos mando pelo resto da noite com uma intensidade fora do normal.
Como ele dissera, minha sensibilidade fora aumentada e por mais que eu ainda me envergonhasse por ser tão íntima do meu marido, adorei cada momento de nossa noite maravilhosa.
A vida era tão perfeita ao seu lado, que eu era capaz de superar qualquer coisa, até mesmo a timidez que fazia parte da minha personalidade.
Trocamos juras de amor e eu sorri ao saber que, diferente do que acontecia entre muitos casais, nossas palavras não eram falsas e nem mentirosas.
Tudo era verdadeiro entre nós...
Nosso amor nascera do improvável e jamais teria fim.
Nem a morte seria capaz de nos separar, pois eu tinha certeza que sempre daríamos um jeito de ficarmos juntos outra vez.
Pois um amor nascido durante a guerra era capaz de tudo...
Capaz até de viver eternamente.

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