THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 41

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama







Capítulo Final
Pov. Bella
Alguns anos depois...
“Bom dia, minha menina...
Você estava tão linda dormindo que eu não tive coragem de acordá-la.
Fui trabalhar e não tenho hora para voltar.
Te amo, hoje e sempre”.
Ass: Seu Edward Cullen
Olhei mais uma vez para o bilhete que Edward me deixara hoje pela manhã e fiz uma careta, guardando-o dentro da gaveta de meu criado mudo e me sentando pesadamente sobre a cama ainda desfeita, me sentindo triste.
Triste e extremamente irritada.
Triste, irritada e traída...
A grande verdade era que eu não sabia definir o que eu realmente sentia no momento.
Mas, de uma coisa eu tinha certeza: Edward iria me pagar por ter se esquecido.
Hoje era um dia muito especial para nós, pois se tratava do nosso aniversário de 10 anos de casamento.
Mas, meu capitão, que nunca havia se esquecido de uma data que envolvesse qualquer um dos nossos momentos juntos, simplesmente não se lembrara e esse esquecimento estava me deixando mais triste do que eu gostaria de admitir.
Durante esses dez anos em que estivemos juntos, nosso amor só fez aumentar e, apesar de alguns desentendimentos, que eram normais entre os casais, nós sempre fomos imensamente felizes.
Edward sempre fizera questão de me mimar de todas as formas e acho que eu estava mal acostumada, já que bastara um esquecimento seu para eu me sentir abandonada.
Ele deveria, como em todos os anos, ter me acordado com beijos e abraços deliciosos e, só depois que tivéssemos feito amor de todas as formas que conhecíamos, ele se levantaria e prepararia meu café, trazendo-o na cama e me mimando ainda mais.
Em seguida, tomaríamos um banho demorado, desfrutando ainda mais da companhia um do outro e aproveitaríamos o resto do dia com nossos filhos e familiares, reafirmando mais uma vez todo amor e apreço que tínhamos um pelo outro e que só fazia aumentar conforme o tempo passava.
No entanto, nada disso acontecera e eu estava me sentindo muito decepcionada com o meu não mais romântico capitão.
Respirei fundo, engolindo o nó que se formara em minha garganta e me encaminhei para a cozinha, a fim de preparar o café dos meus filhos que logo estariam de pé, reclamando de fome.
Eles não tinham culpa da falta de consideração de Edward para comigo e eu precisava cuidar deles como sempre fizera.
_ Bom dia, Bella..._ Emma falou, assim que me viu e eu sorri, indo até onde ela estava e dando-lhe um beijo carinhoso na face.
A boa senhora trabalhava comigo desde que eu e Edward nos mudamos para nossa própria casa e, durante todos esses anos, desenvolvemos uma bonita amizade, que me permitia beijá-la e abraçá-la quando eu tivesse vontade.
_ Bom dia, Emma..._ Eu falei, esperando por suas felicitações, já que ela sabia que dia era hoje, mas minha fiel amiga permaneceu quieta, me fazendo ficar ainda mais incomodada com a atitude das pessoas a minha volta.
O que deu em todo mundo hoje?
Fiquei em silêncio, ajudando-a a arrumar a mesa para meus pequenos até que senti um puxão em minha saia, o que me fez abaixar-me para pegar o meu caçula lindo, que esperava por meu colo com os braços erguidos.
Matthew tinha apenas dois anos de idade e, no momento, era nosso maior encanto, já que era a imagem e semelhança do pai.
Até os trejeitos eram idênticos aos de Edward e isso o tornava ainda mais bonito e encantador, tanto aos meus olhos quanto aos olhos doa avós, que sempre se emocionavam quando o viam, lembrando-se de Edward quando tinha a mesma idade.
_ Oi, meu amor..._ Eu falei, beijando seu rostinho rosado e ele recostou-se em meu ombro, esfregando os olhos e mostrando que ainda estava com sono, já que provavelmente havia sido acordado contra sua vontade.
_ Esse menino, a cada dia que passa, fica mais parecido com Edward..._ Emma comentou e eu sorri, dando um biscoito para que meu pequeno se distraísse enquanto eu preparava seu mingau.
_ Pois é... Eu acho isso um pouco injusto, já que fui eu que o carreguei durante noves meses e senti todas as dores do parto... Mas, como meu marido é o homem mais lindo desse mundo, eu não me importo que nossos filhos se pareçam com ele..._ Eu declarei e Emma riu, terminando de coar o café.
_ Você realmente deve achá-lo muito bonito, já que produziu cinco filhos com ele, além de Sophie..._ Ela comentou, e eu senti meu rosto esquentar de vergonha ao entender a insinuação por trás de suas palavras.
_ Emma..._ Eu protestei e ela riu da minha timidez, que ainda existia, mesmo depois de tantos anos.
O fato era que eu jamais estaria à vontade para falar de assuntos relacionados à minha vida íntima.
_ Querida, você precisa deixar de ser tão tímida... Depois de tantos anos juntos e tendo esse tipo de relação com Edward, já devia estar acostumada a esses comentários... Principalmente sendo cunhada de Alice._ Ela falou e eu revirei os olhos ao pensar em minha cunhada.
Eu sempre imaginei que os anos e o casamento fariam com que ela amadurecesse e deixasse de ser tão inconveniente.
Mas, isso não aconteceu e mesmo depois de ser mãe de duas lindas crianças, ela continuava sendo indiscreta com assuntos relacionados à nossa vida íntima.
_ Eu nunca me sentirei a vontade em falar sobre esses assuntos com outras pessoas além do meu capitão. E Alice não devia ser tão indiscreta, já que é mãe e precisa dar um bom exemplo aos seus filhos._ Eu falei emburrada e Emma riu mais uma vez, colocando o bule de café sobre a mesa e começando a fatiar o pão.
_ Aquelas crianças já tem sorte por terem sobrevivido, Bella... Alice é maluca e se não fosse por Jasper e por Esme, Megan e Thomas não estariam mais entre nós..._ Ela comentou e eu sorri, concordando silenciosamente com suas palavras.
Os filhos de Alice e Jasper eram lindos, mas tão eletrizantes quanto à mãe e o fato de Alice não ser muito certa das idéias sempre fazia com que meus pequenos sobrinhos se metessem em situações inusitadas.
Megan era fruto de sua primeira gravidez e hoje estava com quase seis anos. Ela era uma graça e fisicamente, era a miniatura de sua mãe.
Sua personalidade era um pouco mais calma que a de Alice, embora ainda aprontasse das suas e causasse algumas dores de cabeça em seu pai e avós.
Thomas nascera três anos após a irmã e, segundo Alice, fora um pequeno acidente, já que depois do escândalo que ela fizera durante o parto de Megan, jurou jamais ter outros filhos.
O menino era um pouco mais agitado que a irmã e fisicamente era uma mistura perfeita de Jasper e Alice, o que o tornava uma criança bastante bonita.
Sua beleza sempre fazia com que ele se livrasse dos muitos castigos, decorrentes de todas as vezes que ele brigava com a irmã e com os primos, já que bastava ele sorrir para que seus pais se derretessem e desistissem de castigá-lo.
Eu achava que isso só fazia com que ele ficasse ainda mais levado, mas não iria me intrometer na educação dos filhos de outras pessoas, já que eu tinha seis criaturinhas para dar conta.
Sorri levemente ao pensar em como a família Cullen crescera nos últimos tempos, graças à animada contribuição dos irmãos Cullen e de seus respectivos cônjuges.
Emmett e Rosalie tinham duas meninas lindas e afirmavam que não queriam mais nenhum bebê.
Segundo Rosalie, se dependesse de seu marido, eles continuariam tentando um menino, mas como ela tinha sérios problemas durante suas gravidezes, eles decidiram que Claire e Alyssa estavam de bom tamanho.
Apenas eu e Edward continuamos a nos procriar como coelhos.
Sorri mais uma vez ao me lembrar que Emmett sempre se referia a nós dois dessa forma, fazendo toda a família rir de suas piadas.
Todas as vezes que eu ficara grávida depois de dar a luz a Kimberlly e Joshua, foram comemoradas com alegria, embora depois da segunda vez, eu tenha ficado envergonhada com os constantes comentários de Emmett.
Após a perda do meu bebê, quando Renée me ferira, eu demorara para conseguir ficar grávida outra vez, mas depois, não parara mais.
Dois anos após esse triste acontecimento, meu quarto filho, contando com Sophie, nascera.
Connor fora muito esperado por toda a família e Edward ficara radiante ao segurá-lo nos braços pela primeira vez e verificar que, mesmo depois de tudo o que passamos com as maldades de Renée, nós ainda éramos capazes de produzir filhos lindos e saudáveis.
Minha gravidez havia sido bastante complicada, já que eu vivia tendo quedas de pressão e dores de cabeça, mas o fim dera tudo certo.
Edward se mostrara bastante temeroso com o meu parto, devido ao susto que passamos no dia do nascimento dos gêmeos, mas com Connor fora tudo mais tranqüilo, uma vez que o médico pudera me assistir durante todo o tempo.
E assim, meu bebê nascera lindo e saudável, completando o quadro de família feliz, composta por Edward, eu, Sophie, Kimberlly, Joshua e Connor.
No entanto, pouco mais de dois meses depois eu me descobri grávida outra vez e quase morri de vergonha quando Emmett me dera oficialmente o apelido de coelha da família.
Edward estava radiante e acho que sua felicidade tinha haver com o fato de ele não ter que sentir as terríveis dores do parto, já que se fosse o contrário, tenho certeza que ele não se animaria para ter mais filhos.
O fato era que alguns meses depois eu dera a luz a Mellody e prometera a mim mesma que minha fábrica de bebês havia sido fechada.
Edward parecera não concordar com a ideia e, poucos dias depois do nascimento de minha princesinha, recebi uma encomenda da Europa e quase morri do coração ao me dar conta que ele mandara fabricar uma mesa com doze cadeiras.
_ Edward Cullen, para que esse exagero?_ Eu perguntara, enquanto alguns homens montavam a mesa e ele me olhara culpado, coçando a cabeça, enquanto embalava Connor nos braços.
_ Ah... Nossa família é grande, amor... Já temos cinco filhos e você sabe que outros virão..._ Ele falou e eu o olhei incrédula.
_ Outros? Edward, cinco filhos é mais do que suficiente. E, além do mais, essa mesa tem doze cadeiras. Nem em sonho teremos essa quantidade de filhos..._ Eu declarei e ele me olhou como se eu fosse uma vilã que acabara de lhe tirar um doce.
_ Nós não precisaríamos ter doze filhos, amor... Dez estariam de bom tamanho..._ Ele declarou e eu revirei os olhos, mostrando que eu não era adepta aos seus planos.
Mas, meu marido era insistente e, apesar de eu ter aprendido alguns truques para evitar mais filhos, fui passada para trás, já que pouco tempo depois eu engravidara de Matthew.
Mas, depois que meu caçula nascera, eu decidira que não teria mais filhos e nem mesmo os bicos adoráveis do meu capitão, me convenceriam do contrário.
Seis era um número bastante satisfatório e eu não daria mais nenhum motivo para meu cunhado caçoar da minha cara.
Além do mais, nenhum filho poderia ser produzido, já que depois do descaso de Edward com uma data tão importante como hoje, eu estaria em greve por tempo indeterminado.
Escutei passinhos vindos da sala de jantar e me virei sorrindo, esperando por minha cavalaria infantil que não demorou a chegar.
Sophie, que já estava prestes a completar quinze anos, foi a primeira a aparecer, seguida por seus pequenos irmãos, já devidamente vestidos e penteados.
Ela fazia questão de ajudar a babá a cuidar deles todas as manhãs e os irmãos simplesmente a adoravam.
O fato era que sua constante devoção e atenção fizeram com que ela se tornasse um ídolo para os irmãos menores e eu achava muito bonito o amor, o companheirismo e o carinho que os envolvia, não me cansando de agradecer a Deus a família perfeita que ele me concedera.
_ Bom dia..._ Sophie falou, me dando um beijo no rosto e eu sorri ao contemplar a beleza incrível da minha filha.
Minha princesa ficava mais bela a cada ano que passava e, segundo Edward, ela era tão graciosa quanto sua mãe, embora seus longos cabelos loiros e seus incríveis olhos azuis fossem herdados de seu pai.
Há alguns anos ela descobrira que James morrera e ficara bastante triste.
Mesmo tendo o visto apenas duas vezes em sua vida, ela desenvolvera um carinho especial por ele e ficara decepcionada ao saber que não poderia estar perto do pai outra vez.
Mas, nossa filha sabia o quanto a amávamos e mesmo não tendo seus verdadeiros pais a sua volta, o amor da nossa família jamais iria faltar-lhe.
Não era os laços de sangue que nos mantinha unidos, e sim um amor forte e inabalável, que nada seria capaz de destruir.
_ Mamãe, nós temos que fazer outro velório hoje..._ Joshua, que estava com pouco mais de oito anos anunciou enquanto sentava-se a mesa e eu o olhei com curiosidade, enquanto Kimberlly revirava os olhos e sentava-se ao lado do irmão para tomar seu café.
_ E quem vamos velar dessa vez?_ Eu perguntei, ajudando Connor sentar-se a mesa, enquanto impedia Mellody de cutucar o pão com seu dedinho imperativo.
_ Kim assassinou mais uma boneca e precisamos enterrá-la dignamente, para compensar todo o sofrimento que ela passou nas mãos de sua dona cruel..._ Meu filho declarou e eu mordi os lábios para conter o riso diante da expressão zangada de minha pequena.
Todas as vezes que algum brinquedo era destruído, Joshua organizava um velório e juntos, enterrávamos os restos no fundo do quintal, para a irritação de Kim, que odiava ver o irmão caçoando dela.
_ Bonecas não são seres vivos, Joshua. E eu não posso fazer nada se o papai só me dá brinquedos de má qualidade._ Ela falou e eu fiquei encarando-a por longos segundos, imaginando todo o trabalho que eu teria com minha filha já que sua personalidade era bem parecida com a de sua tia Alice.
Ela ainda não perdera o costume de mutilar suas bonecas e, quando, há algum tempo atrás, eu lhe perguntara o motivo dessa prática, ela me dissera que era por que, no futuro, seria médica e estava aprendendo nos brinquedos como fazer cirurgias.
Eu só esperava que Kim fosse mais talentosa com os pacientes do que era com os brinquedos, caso contrário, ela teria sérios problemas quando resolvesse, por acaso, arrancar algum membro, sem necessidade, de alguma pessoa.
_ Ainda bem que elas não são vivas, se não o papai já teria que ter te levado para a cadeia devido à quantidade de bonecas e ursinhos que você despedaçou..._ Joshua zombou e a irmã lhe encarou indignada.
_ O papai nunca iria me prender..._ Kimberlly falou altiva, e eu sorri, sabendo que minha pequena tinha razão.
Meu capitão moveria céus e terra, mas jamais prejudicaria seus filhos, mesmo que eles fossem os errados e precisassem da punição.
Edward era um temível capitão do exército, mas quando se tratava dos filhos, tornava-se uma manteiga derretida.
Às vezes, eu discutia sobre isso com meu marido, já que ele não gostava de castigar as crianças e eu precisava insistir muito para que ele o fizesse.
Doía em mim ter que repreendê-los e castigá-los, mas eu sabia que isso era necessário para meus filhos se tornassem homens e mulheres de bem.
Mas, era difícil colocar isso na cabeça dura do meu marido, que insistia em protegê-los, mesmo quando eles mereciam broncas e castigos.
Acho que isso era uma característica de família, já que Alice e Emmett agiam da mesma forma com seus filhos.
Entretanto, apesar desse detalhe, Edward era um pai excelente e nossos filhos eram completamente apaixonados por ele.
Assim como eu.
Suspirei ao me lembrar de tudo o que enfrentamos para construir e manter nossa família unida e me senti satisfeita pelos rumos que nossas vidas tomaram.
Há dez anos, ele me encontrara em plena guerra e transformara completamente minha vida, me fazendo amá-lo mais a cada segundo que passava.
Ele me dera filhos lindos e uma família perfeita e tudo o que eu mais queria era ter mais muitas décadas ao seu lado, mesmo que ele se esquecesse do nosso aniversário de casamento daqui em diante.
_ Que horas vamos para a festa?_ Connor perguntou de repente e levou um cutucão de Kimberlly, que o olhou de cara feia.
Meu pequeno, que estava com cinco anos, colocou a mão nos lábios, assustado e se concentrou em seu mingau, fazendo com que eu me perguntasse de que festa ele estava falando.
_ Festa?_ Eu perguntei me virando em direção a Sophie e ela sorriu sem graça, cortando sua panqueca com gestos nervosos e evitando me encarar.
_ Não sei do que ele está falando, mãe..._ Ela declarou e eu estreitei o olhar em sua direção, não acreditando em sua afirmação.
Sophie podia até não ter nascido de mim, mas nesse quesito éramos muito parecidas... Nós, não sabíamos mentir e, portanto, nesse momento, eu tinha a certeza que ela sabia exatamente que festa era aquela a qual Connor se referira.
_ Sophie Cullen, você não sabe mentir e seu irmão de apenas cinco anos não inventaria uma festa do além... Portanto, pode começar a falar._ Eu exigi e ela apertou os lábios, olhando contrariada para o irmão menor.
_ Eu não posso dizer..._ Ela declarou decidida e eu a olhei magoada, não acreditando que ela iria esconder algo de mim.
Sophie e eu éramos confidentes e jamais escondíamos qualquer coisa uma da outra.
O fato de ela não querer me contar que festa era essa a qual Connor se referira, me magoava profundamente.
_ Ótimo..._ Eu resmunguei, me sentando entre Matthew e Mellody e me concentrando em alimentá-los, já que meus pequenos sempre acabavam fazendo uma grande bagunça na hora das refeições.
_ Mamãe, não fique zangada... Eu não posso dizer por que eu prometi a alguém que não faria isso. Mas, em breve você saberá do que o linguarudo do Connor estava falando._ Sophie falou e Connor a encarou indignado, quase me fazendo rir de sua expressão zangada.
_ Ei... Eu não sou linguarudo. Apenas não sou bom com segredos._ Ele declarou e eu e Emma rimos, fazendo com que a pequena tensão que se instalara na mesa após a recusa de Sophie em falar sobre a tal festa fosse dissipada.
_ O que é um segledo, mamãe?_ Mellody perguntou e eu sorri, acariciando seus cabelos loiros, enquanto a ajudava terminar seu mingau.
_ Segredo é algo que não se pode contar a ninguém..._ Eu falei e ela assentiu, como se realmente tivesse entendido.
Mellody, que acabara de completar quatro anos, era uma criança bastante calma e eu sempre agradeci a Deus por isso, já que quando ela nasceu, Connor ainda era um bebê.
Minha filha possuía os cabelos loiros, muito lisos e os olhos verdes como os do pai, sendo que de mim, não havia herdado nenhuma característica física.
Ela era bastante curiosa e aprendia as coisas rapidamente, nos enchendo de orgulho e, às vezes, nos deixando sem graça com suas constantes perguntas, que eram por vezes indiscretas.
_ Isso, Mel... Segredo é algo que não se pode dizer a ninguém, mas que Connor não sabe guardar..._ Joshua alfinetou o irmão, que lhe mostrou a língua, me fazendo repreendê-lo.
_ Isso é muito feio Connor Cullen... Desculpe-se agora mesmo com seu irmão..._ Eu falei zangada e ele bufou, antes de se virar para o irmão e fazer o que eu pedi.
_ Desculpa... Mas, pare de zombar de mim. Eu não fiz por mal..._ Ele murmurou e eu olhei séria para Joshua, que suspirou e também pediu desculpas ao irmão mais novo.
_ Desculpa por zombar de você..._ Ele falou e Connor sorriu e eu tive a certeza de que tudo ficaria bem.
Depois do café, Kimberlly, Joshua e Connor foram brincar no jardim, sob a supervisão atenta de Sophie e Ângela, que mesmo depois de tantos anos ainda continuava como babá dos meus filhos, e eu fiquei com os menores, entretendo-os com jogos de quebra cabeça e bloquinhos.
Os dois ainda eram pequenos e sempre acabavam se machucando quando iam brincar com os irmãos sem a minha supervisão.
Mellody e Matthew se davam muito bem e gostavam de brincar juntos e sempre que eu podia, mantinha-os comigo, para que os mais velhos se divertissem mais livremente.
Eu gostava de acompanhá-los até o jardim, mas como precisava terminar de corrigir as atividades dos meus alunos, preferi ficar na biblioteca e aproveitar a tranqüilidade momentânea, deixada pela ausência de alguns dos meus filhos.
Sorri ao me lembrar dos meus pequenos alunos e de uma das maiores dádivas que eu recebera na vida que foi o fato de poder me tornar professora em uma escola primária de Washington.
Por muito tempo eu acreditara que jamais poderia ler ou escrever, já que jamais freqüentara uma escola e ninguém que me rodeava tinha qualquer interesse em me ensinar.
Mas, bastou Edward entrar em minha vida para que essa realidade, assim como tantas outras, mudasse e eu pudesse não apenas ler, mas também me tornar uma professora.
Já fazia três anos que eu trabalhava nessa escola e me sentia bastante realizada por ter uma profissão.
Quando Edward viera com essa ideia, eu recusara de cara, pois fazia pouco tempo que eu aprendera a ler e escrever e, nenhuma escola daria emprego a uma simples dona de casa, que era analfabeta até pouco tempo atrás.
No entanto, aproveitando-se de sua grande influência como capitão, Edward conseguira que eu fizesse uma prova avaliando minha leitura e escrita e, depois disso, fora questão de meses para que eu fosse chamada para lecionar na escola que ficava a dois quarteirões de nossa casa.
Eu trabalhava meio período e tinha bastante tempo para me dedicar aos meus filhos e ao meu marido, o que era ótimo, já que eu não queria que nada atrapalhasse nossa rotina.
Connor era meu aluno e eu adorava participar dos seus momentos de aprendizagem, auxiliando-o, não só como mãe, mas também como educadora, a se tornar uma pessoa melhor.
Ele era um aluno bastante aplicado, embora assim como Joshua, tivesse preguiça na hora fazer os deveres de casa e eu tinha que ficar no seu pé para que as tarefas ficassem em dia.
Joshua era uma criança agitada e acho que esse era o maior motivo de ele não gostar de fazer as tarefas, já que permanecer sentado por algumas horas parecia seu uma missão impossível pra ele.
Fisicamente, meu filho era a cara do pai, mas sua personalidade era bastante parecida com a minha, já que ele era bastante tímido e contido, embora, na presença apenas da família, ele se soltasse bastante e aprontasse das suas.
Edward me ajudava na supervisão das tarefas escolares, já que no momento tínhamos quatro filhos na escola e eu, trabalhando, não dava conta de tantas responsabilidades.
Meu capitão andava bastante atarefado na base militar e, embora ele não me dissesse, eu sabia que havia boatos de outros conflitos armados, que poderiam tornar-se uma guerra em breve.
Isso me preocupava além da razão, mas eu procurava não pensar nessa possibilidade, já que a ideia de Edward seguindo para outra guerra me fazia querer morrer.
Dessa forma, com tanto trabalho, seu tempo para dedicar-se aos filhos andava curto, mas ele fazia questão de participar da criação deles e isso me deixava satisfeita e aliviada, já que mesmo sendo uma manteiga derretida, às vezes, só Edward podia controlá-los.
Kimberlly sempre foi muito doce e comportada e, apesar de destruir todos os seus brinquedos, suas travessuras não iam além disto.
Minha filha, embora tenha a personalidade parecida com a de Alice, nunca me deu nenhum trabalho.
Ela era a única parecida fisicamente comigo, tendo os mesmos olhos, o mesmo cabelo e a mesma cor e textura da pele e Edward não escondia seu fascínio por Kim, justamente por ela se parecer tanto comigo.
Kim gostava de brincar de bola com os irmãos e minha sogra não se cansava de dizer que eu devia proibi-la, pois damas não jogavam bola, mas como minha filha sempre fora comportada, eu não tinha coragem de tirar-lhe algo que ela gostava.
Se Alice, que era Alice, havia se casado e tornado-se uma dama respeitada, não seria diferente com Kimberlly apenas porque ela gostava de jogar bola.
_ Bella?_ Ouvi minha mãe chamando meu nome e me virei para a porta, vendo-a entrando com uma travessa imensa nas mãos.
_ Olá, mãe... O que é isso?
_ Isso é o meu assado. Eu o preparei hoje pela manhã e trouxe para poder mimar o meu genro._ Ela falou, dirigindo-se para a cozinha e eu revirei os olhos, me perguntando por que Beatrice precisava fazer todas as vontades de Edward.
_ Seu genro não está merecendo nenhum mimo hoje..._ Eu falei emburrada, assim que ela voltou para a sala, e Beatrice me lançou um olhar surpreso.
_ Ora, ora... O que houve? Você é sempre a primeira a querer mimá-lo._ Ela falou, enquanto sentava-se ao meu lado e pegava Mellody no colo.
Deixei as atividades que eu corrigia de lado e a encarei emburrada.
_ Eu sei... E ele também me deixou mal acostumada com seus mimos. Tanto que hoje, quando ele simplesmente se esqueceu do nosso aniversário de dez anos de casamento, eu me senti abandonada e decepcionada._ Eu declarei e ela riu, enquanto trançava com delicadeza os cabelos da minha filha.
_ Você acha mesmo que ele ia se esquecer, Bella? Filha, por Deus... Aquele homem é louco por você e jamais se esqueceria de nada que envolvesse o amor e a história de vocês.
_ Mas, ele saiu sem me dizer nada... Essa não é a forma como Edward me trata todos os anos nessa data._ Eu reclamei e ela sorriu.
_ De fato... Essa não é a forma como ele lhe trata nessa data._ Ela comentou com um sorriso estranho nos lábios e eu a encarei por um momento, antes de constatar que minha mãe estava me escondendo algo, assim como Sophie.
_ Pode falar..._ Eu disse, olhando-a acusatoriamente e Beatrice me encarou de maneira inocente.
_ Falar o que?
_ O que você e Sophie estão escondendo de mim. Hoje, na hora do café da manhã, Connor mencionou uma festa e quando eu perguntei a ela do que meu pequeno estava falando, ela desconversou e me disse que não poderia me contar... Agora, você chega toda misteriosa, me dizendo que Edward não me trata dessa maneira na data do nosso aniversário de casamento e eu quero saber o que diabos vocês estão escondendo de mim..._ Eu falei alto e minha mãe me encarou assustada, devido a minha explosão momentânea.
_ Mamãe, não pode falar paavão. É feio..._ Mellody me disse, estreitando os olhos em minha direção e eu tive que rir de sua atitude.
_ Eu sei, meu amor... Me desculpe. Mas, a mamãe fica nervosa quando as pessoas a sua volta tentam lhe esconder alguma verdade._ Eu expliquei, olhando seriamente para minha mãe, que deu de ombros e sorriu sinicamente.
_ Assim como Sophie, eu não posso lhe dizer essa verdade que quer ouvir... Sinto muito, minha filha, mas terá que esperar para saber o que seu marido está lhe preparando. Mas, eu lhe garanto que ele não se esqueceu do aniversário de vocês. Ele te ama demais para simplesmente ignorar uma data importante como essa._ Ela declarou e eu suspirei, sentindo a vontade de matar meu querido marido aumentar ainda mais.
Por que ele tinha que esconder as coisas de mim?
Essa “surpresa” que Edward estava me preparando tinha que ser muito boa, caso contrário a greve de amor estaria de pé por tempo indeterminado.
*****
Algumas horas depois...
Coloquei Matthew no berço, para sua soneca diária e segui para o meu quarto, a fim de descansar um pouco.
Meus pais decidiram levar as crianças no parque central e só o meu caçula ficou comigo, já que ele se recusava a ir a qualquer lugar sem que eu estivesse junto.
E como ele sempre dormia à tarde, eu resolvi aproveitar esse tempo a sós para cuidar de mim e tentar esquecer o fato de Edward não ter dado notícia até agora.
Enchi a banheira e fiquei submersa por bastante tempo na água perfumada, até sentir meus pés e mãos enrugados.
Me embrulhei na toalha e segui para o quarto, em busca de uma roupa limpa, mas paralisei na porta quando vi, estendido em cima da cama, um vestido branco maravilhoso e uma pequena coroa de pedras, compondo um conjunto fascinante.
Aproximei-me da cama e sorri emocionada ao ler o bilhete deixado em cima do vestido.
Minha menina, eu sei que você deve estar me odiando nesse momento por achar que eu me esqueci do nosso dia.
Você não imagina o quanto foi difícil ignorá-la hoje pela manhã e não poder matar a vontade que eu tenho de amá-la todos os dias.
Mas, saiba que eu não seria capaz de não me lembrar do dia em que a mulher mais linda desse planeta aceitou ser minha esposa em uma terra estranha, em meio a uma guerra, mudando a minha vida para sempre...
Eu te amo demais e tudo que envolve você está guardado em um lugar especial em minha mente e em meu coração.
Preparei algo muito especial comemorar a melhor década da minha vida.
Vista essa roupa que mandei fazer especialmente para você e prepare-se, pois daqui à uma hora, um carro irá buscá-la.
Até mais.
Ah, e antes que eu me esqueça: Te amo...
Ass: Seu Edward Cullen
As lágrimas de emoção desceram por meu rosto e eu me senti uma boba por imaginar que ele iria se esquecer do nosso aniversário de casamento.
Meu capitão era atencioso demais para deixar uma data como essa passar.
Ele era perfeito em todos os sentidos e, se nessa manhã, ele não agiu como em todos os anos, era porque ele tinha algo muito melhor preparado para mim.
Passei a mão pelo delicado bordado do vestido e fiquei admirando-o por longos minutos antes de me afastar da cama e começar a me arrumar, para poder vesti-lo.
Como esposa de uma figura importante da sociedade Americana, eu era constantemente convocada para eventos sociais e precisava estar à altura de um homem bonito como Edward.
Assim sendo, adquiri habilidades com pentes, escovas e maquiagem e sempre era muito elogiada quando acabava de me produzir para festas e bailes que eu costumava freqüentar.
Nesse aspecto, em nada eu lembrava a camponesa pobre e maltrapilha que se casara com Edward Cullen há dez anos.
Como meu capitão gostava dos meus cabelos soltos, eu apenas os prendi de lado e encaixei a pequena coroa, de modo a deixá-los emoldurando meu rosto, que já estava devidamente maquiado.
Coloquei a roupa de baixo, devidamente escolhida para ocasião e agradeci aos céus por ter ido à casa de beleza no dia anterior, a fim de deixar minha depilação em dia, já que hoje à noite, depois de descobrir o que Edward preparara para mim, eu me entregaria a ele de uma forma como nunca havia feito antes.
Coloquei o vestido e após calçar a sandália deixada ao lado da cama, me olhei no espelho, gostando do resultado.
O vestido branco aderira completamente ao meu corpo e eu fiquei com a sensação de já tê-lo vestido alguma vez.
O bordado era novo, mas o tecido e o modelo eram conhecidos por mim e eu me perguntei onde eu já o havia usado.
Balancei a cabeça de leve, tentando afastar qualquer pensamento de minha mente e me dirigi ao quarto de Matthew, a fim de arrumá-lo para poder levá-lo comigo, mas quando cheguei lá encontrei Ângela guardando as roupas do meu pequeno, que não estava mais no berço.
_ Cadê meu filho?_ Perguntei e ela se virou em minha direção, sorrindo largamente ao me ver arrumada.
_ Seu marido o levou. Quando chegar ao seu destino, encontrará toda sua família te esperando.
_ Você sabe do que se trata essa surpresa?
_ Sim, mas não posso lhe dizer. Só sei que você vai adorar o que ele lhe preparou._ Ela falou e eu sorri sonhadora.
_ Você não vai?
_ Vou sim. Fiquei encarregada de trancar a casa. Assim que a senhora sair, eu irei me arrumar e encontro todos no lugar da festa._ Ela explicou e eu sorri, me lembrando da festa a qual Connor se referira.
Então, meu pequeno tinha razão.
_ Acho que o carro já chegou, Sra. Cullen..._ Ângela anunciou, olhando pela janela e eu suspirei, me dirigindo para o corredor e desistindo de pedir para que minha amiga e babá me chamasse de Bella.
O carro me esperava na porta de entrada e eu quase morri de rir, quando ao entrar, percebi que Emmett era o motorista, devidamente vestido para a missão.
_ Boa tarde, Sra. Cullen... Sou Emmett e fui designado a levá-la até a porta do paraíso..._ Ele gracejou e eu ri mais ainda.
_ Ora, obrigada Sr. Emmett. Sinto-me honrada por tê-lo me servindo. Tenho que dizer que você está muito bonito vestido assim.
_ A honra é toda minha por poder conduzir uma dama tão graciosa até o seu príncipe... E obrigado pelo elogia, Sra. Cullen._ Ele disse, dando partida no carro e eu senti meu coração palpitar em expectativa.
Edward estava me esperando em algum lugar e um dia que começara tão ruim, pelo jeito terminaria perfeitamente bem.
O caminho foi longo e eu fiquei admirando a paisagem, até que o carro parou em frente a um jardim magnífico, que durante esses dez anos morando em Washington, eu não tinha tomado conhecimento de sua existência.
_ Que lugar é esse?
_ Bem vinda ao Parque Isabella, Sra. Cullen..._ Ele falou e eu o olhei assustada ao ouvir o nome do local.
_ O que você disse?_ Perguntei em um fio de voz e ele sorriu, descendo do carro e abrindo a porta para que eu fizesse o mesmo.
_ Eu disse que você acabou de chegar ao Parque Isabella..._ Ele repetiu e quando eu continuei encarando-o sem nada entender, ele sorriu largamente e começou a falar, me conduzindo lentamente para a entrada do local. _ Um homem apaixonado, que teve sua vida transformada quando conheceu uma jovem em meio a uma guerra resolveu homenageá-la e há dois anos, comprou esse terreno e começou a cultivar um lindo jardim. Ele deu o nome da mulher para esse lugar e hoje a espera para que, junto aos seus filhos, possam comemorar dez anos de uma união perfeita..._ Emmett explicou, limpando uma lágrima solitária que desceu por meu rosto ao ouvir tudo o que ele dissera._ Não precisa chorar, coelhinha... Você sabe o quanto Edward te ama e o quanto ele é meloso. Além do mais, você merece. A forma como a vida do meu irmão se transformou, precisa ser comemorada com classe e você merece tudo de melhor, pois uma das maiores responsáveis por essa mudança.
_ Obrigada, Emmett..._ Eu sussurrei e ele sorriu, se colocando ao meu lado e oferecendo o braço para me guiar até Edward.
_ De nada, coelhinha...
_ Pare de me chamar assim..._ Eu resmunguei e ele riu.
_ Ora... Mas, é o que você é, Bella... Você pariu cinco crianças em um intervalo de oito anos. Só coelhos se reproduzem tanto...
_ Vá a merda, Emmett Cullen..._ Eu falei e ele gargalhou.
_ Damas não falam palavrão, querida cunhada..._ Ele declarou e eu bufei, mas antes que pudesse respondê-lo, chegamos à entrada do jardim e eu avistei meu capitão me esperando ao final de uma passarela repleta de flores.
Ele estava lindo, vestido em um smoking perfeito e tudo o que eu pude fazer foi admirá-lo e me felicitar pela sorte que tive em conhecê-lo e tê-lo em minha vida, me amando e cuidando de mim de uma forma que ninguém mais conseguiria fazer.
Minha visão periférica foi capaz de distinguir entre todos ao meu redor os membros da minha família, mas minha atenção estava apenas em Edward.
_ Vá em frente, coelhinha... Vá até o seu capitão._ Emmett falou e eu respirei fundo, iniciando minha caminhada pela passarela de flores que me levaria até Edward, mas antes que eu desse um segundo passo, senti uma mão em meu ombro e me virei, deparando-me com Charlie, que me encarava em expectativa.
_ Eu não estava presente no dia do seu casamento para entregá-la a Edward, mas agora eu estou aqui e me sentiria honrado em acompanhá-la até aquele altar e ser testemunha da renovação do amor de vocês..._ Ele falou emocionado e eu sorri, aceitando o braço que ele me oferecia e me aproximando para beijar seu rosto.
Durante todos esses anos em que Charlie esteve ao meu redor, depois que se uniu a Beatrice, ele se mostrou um verdadeiro pai, atencioso, carinhoso e preocupado e eu pude, de certa forma, recuperar todo o tempo perdido.
As filhas que ele tivera com Renée nunca mais o procuraram e Charlie parecia aliviado com o fato.
Jéssica e Lauren sempre o ignoraram quando eles viviam juntos e, devido à “morte” de Beatrice, Charlie ficou abalado e nunca foi um pai presente, fazendo com que minhas meias irmãs não desenvolvessem uma relação de amor com ele.
E hoje eu via o quanto elas perderam.
Ele era um bom pai e eu avô excelente, sendo que meus filhos, sem exceção, eram completamente apaixonados por ele e eu ficava feliz em vê-los juntos.
Agora, meu pai estava ali, presente em um dos dias mais importantes da minha vida e eu me sentia realizada por finalmente ter uma vida normal, cercada dos meus pais, filhos e marido.
Olhei ao redor e notei que Esme e Beatrice choravam e eu sorri para elas, mostrando-lhes que minha felicidade era imensa e que eu estava feliz em tê-las ao meu lado nesse momento.
Quando eu cheguei até Edward, ele me recebeu com um imenso sorriso nos lábios e tudo o que eu pude fazer foi admirá-lo ainda mais.
Meu capitão já começava a mostrar os primeiros sinais de idade, mas ele nunca esteve tão bonito.
Eu percebia os olhares cobiçosos das mulheres quando saíamos juntos e às vezes eu até ficava irritada.
Mas, quando me dava conta de que ele era inteiramente meu e completamente apaixonado por mim, eu sentia pena das outras mulheres por cobiçá-lo.
No entanto, de certa forma eu as entendia.
Quem não gostaria de ter um homem lindo, apaixonado e extremamente romântico ao seu lado?
_ Gostou da surpresa?_ Ele murmurou, me olhando nos olhos s eu sorri, me aproximando e beijando seus lábios levemente.
_ Muito... Você nem faz ideia. Mas, eu cheguei a amaldiçoá-lo por achar que você tinha se esquecido do nosso aniversário de casamento... _ Eu declarei e ele sorriu.
_ Eu jamais me esqueceria do dia mais feliz da minha vida. Há dez anos, eu fiz de você a minha menina e tudo ao me redor se transformou. Dessa forma, não existe a menor possibilidade de não me lembrar desse dia. Do dia em que finalmente conheci o amor...
Edward se inclinou em minha direção, mas antes que seus lábios tocassem o meu, Charlie pigarreou ao nosso lado e nós dois nos viramos para ele sorrindo.
_ Eu sei que você vai cuidar da minha filha pelas próximas décadas, então tudo o que eu posso fazer é agradecê-lo por fazê-la tão feliz. Que Deus abençoe a família linda que vocês construíram e que a felicidade jamais falte na vida de você..._ Meu pai falou e depois se afastou, nos deixando na presença do padre da paróquia que freqüentávamos.
Edward segurou firmemente a minha mão e juntos ficamos atentos as palavras do bom senhor.
_ Bem amigos, estamos aqui reunidos para contemplar o amor desse casal exemplar e para inaugurar esse parque, que poderá ser usado por toda a população de Washington..._ O padre falou e eu sorri, imaginando que todos que freqüentassem aquele lugar saberiam que eu o havia ganhado de presente do meu marido eternamente apaixonado._ Eu conheci esses dois pouco tempo depois que eles chegaram a América e posso afirmar que a amor deles é algo que eu nunca presenciei antes. Eles têm paciência um com o outro, companheirismo, amizade, cumplicidade e tudo o que permite que duas almas vivam em harmonia para sempre. Hoje, é comemorado dez anos de união e eu tenho certeza que muitas décadas de felicidade ainda virão, pois o amor deles foi selado nos céus.
De repente, escutei uma música melodiosa e ao olhar para a entrada da esteira de flores, vi meus filhos, vestidos a caráter, vindo em minha direção com uma cesta de flores.
A cena era linda e eu não pude mais conter as lágrimas de emoção que insistiam em escapar dos meus olhos.
Dentro da cesta estava um par de alianças, sendo que uma delas estava cravejada com dez pequenas pedras que eu imaginei serem diamantes.
Olhei para minha mão esquerda e fiquei me perguntando quando Edward havia tirado minha aliança sem que eu percebesse, já que nesses dez anos, eu jamais havia me separado dela.
Matthew me ofereceu a cesta e eu a peguei sorrindo, me inclinando em sua direção e beijando seus cabelos aloirados, tão parecidos com os de seu pai.
Edward pegou as alianças e, sob as bênçãos do padre e de toda nossa família, renovamos nossos votos e ali, eu tive a certeza que nosso amor seria eterno.
_ Eu amo você... _ Edward sussurrou, ao colocar a aliança em meu dedo e eu sorri.
_ Eu também amo você... Amo muito._ Falei, colocando a aliança em seu dedo e me inclinando para beijá-lo.
Depois de alguns segundos envolvida em seus lábios, eu pude ouvir os aplausos das pessoas a minha volta e me separei dele, sentindo-me envergonhada por tê-lo beijado em um local público.
A minha grande vontade era arrastá-lo até um lugar onde pudéssemos ficar a sós para matar toda a saudade que eu sentia dele, mas, infelizmente, teria que me conter, pois, pelo visto, a comemoração do nosso aniversário de casamento ainda demoraria a acabar.
Fomos felicitados por nossos familiares e amigos e Edward nos conduziu a uma tenta imensa montada no centro do parque, a fim de participarmos de um coquetel comemorativo.
No centro da tenda, havia uma faixa imensa com o nome do parque e eu olhei para Edward, que observava atentamente minha reação.
_ Isabella´s Park... De quem foi essa idéia?_ Perguntei, encarando-o e ele sorriu sem graça, coçando a cabeça.
_ Minha... Eu quis recriar aqui um modelo de parque londrino, já que você sempre disse que não existe nada mais belo do que a natureza de Londres. Bem... E como foi pensado em você, nada mais justo do que ter o seu nome, que é lindo, diga-se de passagem..._ Ele falou, me envolvendo pela cintura e eu sorri, beijando-o mais uma vez nos lábios.
_ Bem... Obrigada pela homenagem. Apesar do exagero, eu sou vaidosa o suficiente para achar um máximo o fato de que todos que freqüentarem esse lugar, saberão que eu o ganhei de presente do homem mais perfeito que já existiu nesse mundo.
_ Hum... Obrigado pelo perfeito. Mas, saiba que a perfeita da história é você...
_ Chega de tanta melação... Deixa pra vocês se agarrarem depois, pois agora eu preciso saber o que a coelhinha achou das melhorias do seu vestido de noiva._ Alice falou, aparecendo de repente e interrompendo nosso beijo.
_ Meu vestido de noiva?_ Perguntei confusa e ela riu, assentindo.
_ Sim. Edward me entregou esse trapo velho há algum tempo atrás, me dizendo que ele era muito importante, pois você havia se casado usando-o. Então, eu resolvi fazer umas melhorias e você precisa confessar que ficou ótimo..._ Ela declarou e eu sorri, olhando atentamente o vestido que cobria meu corpo e sentindo uma emoção genuína por vesti-lo mais uma vez.
_ Ficou perfeito, Alice... Obrigada._ Falei sinceramente e ela sorriu, me abraçando.
_ De nada, coelhinha... Fico feliz em ter ajudado para que esse aniversário de casamento fosse perfeito... Vocês merecem.
_ Obrigada, anã... E pare de chamar minha mulher de coelhinha..._ Edward ralhou e Alice revirou os olhos.
_ Seis filhos, Edward Cullen... Seis... Coelhinha é um apelido perfeito para sua menina..._ Ela falou e eu revirei os olhos, sabendo que não adiantava nada me zangar com esse apelido, pois Alice e Emmett não iam para de usá-lo._ Ah... E antes que eu me esqueça: Jacob não pode vir, pois Vanessa não está muito bem. A gravidez está avançada e ele preferiu fazer-lhe companhia, já que o bebê pode nascer a qualquer momento... E a Sra. Forbes também pediu desculpas, mas, disse que não poderia comparecer, pois está trabalhando como enfermeira voluntária em algum lugar da África. Mas, os dois desejaram toda a felicidade do mundo a vocês e disse que assim que possível, farão uma visita._ Alice explicou, afastando-se e eu suspirei, me sentindo um pouco chateada por não ter meus grandes amigos ao meu lado em um momento especial como esse.
Mas, eles tinham sua vida e o melhor era torcer para que em breve pudéssemos nos encontrar outra vez.
Jacob casara-se com Vanessa, prima de Edward e ela estava agora esperando seu segundo filho.
Eu ficara muito feliz quando os dois resolveram se casar, pois Jake era um cara legal e eu tinha certeza que poderia fazê-la muito feliz.
Ele pedira dispensa do exército e os dois viviam em New York há cinco anos e apenas a distância fazia com que não nos víssemos com frequência, já que nos tornamos grandes amigos.
Escutei Edward bufar ao meu lado e, deixando meus pensamentos de lado, segui a direção do seu olhar, para encontrar Sophie e Paul conversando animadamente.
Eu ri e Edward me olhou feio.
_ Eu odeio esse garoto. Se ele continuar rondando nossa filha, serei obrigado a usar a espingarda que eu pai me ofereceu._ Ele declarou e eu revirei os olhos.
_ Não seja bobo, Edward... Sophie cresceu e é natural que ela comece a se interessar por garotos. Logo, será sua vez de conduzi-la até o altar..._ Eu declarei e ele me olhou chocado.
_ Sophie não vai casar...
_ Claro que vai... Sophie, Kimberlly, Mellody... Todas elas serão entregues a um marido algum dia. Conforme-se._ Eu declarei, me afastando em direção aos meus sogros e Edward ficou no mesmo lugar, vigiando a filha como se ela estivesse prestes a ser atacada pelo bicho papão.
_ Ele nunca vai parar de pegar no pé da minha pobre neta?_ Esme perguntou, referindo-se a Sophie e eu ri.
_ Acho que não... Mas, esse é Edward..._ Eu afirmei, dando de ombros e foi a vez de minha sogra rir.
_ Parabéns por esses dez anos, querida. Você e Edward merecem toda essa felicidade..._ Carlisle falou me abraçando e eu sorri emocionada.
_ Obrigada, Carlisle... Obrigada a vocês dois por me aceitarem em sua família e me permitir amar Edward...
_ Você não tem que nos agradecer, Bella... Nosso filho é muito feliz ao seu lado e a família linda que vocês construíram juntos é a prova de que não existe nada mais certo no mundo do que a união de vocês._ Esme falou, confirmando o apreço que ela tinha por mim e eu me senti feliz com a certeza de que ela realmente me aceitara, apesar do nosso começo difícil.
O coquetel transcorreu perfeitamente e muitas pessoas vieram nos cumprimentar pelo aniversário de casamento e pela idéia do parque, elogiando o local que era realmente muito bonito.
Ao fim de tudo eu estava exausta, mas imensamente feliz pelo dia especial que eu tivera.
Olhei ao meu redor e sorri ao ver meus filhos se divertindo com os primos e com os amigos.
Até meus alunos vieram me prestigiar, acompanhados dos pais e eu me senti muito importante e amada.
Minha vida se transformara e o único responsável estava agora conversando com o irmão, enquanto embalava o pequeno Matthew nos braços.
Como eu amava aquele homem...
Eu tinha certeza que nada seria capaz de nos separar, pois o que sentíamos era forte demais para que vivêssemos um sem o outro.
_ Feliz?_ Ouvi a voz de minha mãe e me virei sorrindo em sua direção.
_ Claro que sim... Foi tudo perfeito.
_ Essa era a festa a qual Connor se referiu. Todos nós, inclusive seus filhos, ajudaram nos preparativos. Queríamos que esse dia fosse sempre lembrado com alegria... E acho que conseguimos.
_ Claro que conseguiram... Eu estou me sentindo especial e amada, e essa sensação é muito boa...
_ Pois saiba que você é muito especial, filha... Mesmo tendo sofrido tanto em sua vida, jamais perdeu a esperança e a alegria de viver, e isso fez que, em meio a um campo de batalha, você conseguisse transformar a vida de um homem de tal forma, a ponto de fazê-lo comprar um parque em sua homenagem após dez anos de união... _ Ela falou e nós rimos._ Edward é louco por você e esse amor só é possível porque você é muito especial...
_ Obrigada, mamãe... Obrigada por ter voltado para minha vida e por estar aqui hoje..._ Eu declarei abraçando-a e ficamos ali por longos segundos, desfrutando do amor que nos unia.
_ Ela morreu, querida..._ Beatrice sussurrou de repente e eu me afastei dela, olhando-a com estranheza.
_ Quem morreu?
_ Renée... Ela faleceu há uma semana. Seu pai recebeu um telegrama hoje pela manhã o avisando da morte. Parece que ela foi acometida por uma doença grave e não resistiu._ Minha mãe explicou e eu senti minha cabeça rodar diante da notícia.
Renée estava morta?
Durante esses anos, eu sempre vivi assombrada, com medo de que ela fosse liberta e voltasse a nos fazer mal em busca de vingança.
No entanto, ela nunca voltara, mas o medo sempre estaria presente, enquanto ela vivesse.
Só que agora ela estava morta e só poderia me assombrar nas lembranças que eu me forçava a esquecer.
Senti um imenso alívio e uma paz ainda maior, pois só agora eu tive a certeza de que Edward, eu e nossos filhos estaríamos a salvo de suas maldades.
_ Apesar de tudo, a notícia me deixou triste. Imagino que ela tenha sido uma boa pessoa em algum momento de sua vida e merecia uma nova chance de ser feliz. Só espero que ela tenha se arrependido de suas maldades, para que assim possa receber a misericórdia de Deus._ Minha mãe comentou e eu assenti.
Eu também desejava que Deus tivesse misericórdia da alma de Renée, pois apesar de tudo, desejava que pelo menos em algum momento de sua existência ela encontrasse a paz.
_ Como Charlie reagiu?
_ Ele ficou pensativo e calado por alguns dias. Sabe, Bella... Eu sei que seu pai a amou de alguma forma e eu fico triste por saber que ela teve um fim tão ruim, principalmente porque foi o meu envolvimento com Charlie que fez de Renée uma mulher tão amargurada. Mas, eu era só uma menina apaixonada e penso que ela deveria ter agido de outra forma quando percebeu que seu marido estava apaixonado por outra mulher.
_ O medo que eu tenho de perder meu capitão me faz entendê-la, de alguma forma. Claro que nada justifica todas as maldades que ela cometeu, mas só Deus pode prever as reações de uma mulher traída...
_ Eu também já pensei nisso... Mas, o melhor seria era ter nos libertado, para que pudéssemos viver nossa vida em paz, sem interferir em seu casamento. No entanto, ela preferiu nos torturar, a ponto de me fazer fugir para poder lhe dar a chance de permanecer viva.
_ Vamos esquecer isso, mamãe... Já passou. Renée está morta e nunca mais irá nos fazer mal. Sinto muito que o seu fim tenha sido esse, mas ela apenas colheu o que plantou. Agora, eu vou me concentrar na felicidade da minha família, pois só isso me interessa no momento..._ Eu falei e Beatrice sorriu.
_ Você tem razão... Concentre-se em seu marido maravilhoso, que lhe preparou essa festa linda e em seus filhos, que ficam cada dia mais lindos..._ Ela disse, contemplando os netos que corriam de um lado para o outro.
_ Bem, eu sou suspeita, mas tenho que concordar que meus filhos são as crianças mais lindas desse mundo.
_ Claro que eles são. O que você esperava? São meus netos..._ Ela falou convencida e eu ri.
Era uma dádiva poder conhecer esse lado bem humorado de Beatrice.
Ela em nada lembrava a mãe que eu conhecera em minha infância e eu, definitivamente, adorava sua nova faceta.
_ Vamos, amor?_ Edward apareceu, carregando Matthew já adormecido e eu sorri ao ver Mellody, agarrada ao paletó do pai, quase dormindo em pé.
Peguei-a no colo, fazendo com que sua cabeça repousasse em meu ombro e segui Edward até a saída.
_ Vamos, garotada?_ Edward chamou as crianças e Connor e Joshua vieram reclamando, pois queriam brincar mais.
_ Está cedo ainda..._ Joshua protestou e o irmão concordou, mas Edward não quis saber de conversa e os encaminhou para o carro.
_ Bella, você deixa Kimberlly ir dormir lá em casa hoje?_ Rosalie me perguntou, levando as filhas até o seu próprio carro e eu olhei para Edward, esperando por sua decisão.
Claire e Kimberlly adoravam brincar juntas e frequentemente iam dormir uma na casa da outra.
Edward nunca disse não, mas como hoje era uma data especial, resolvi pedir sua opinião.
_ Ela pode ir sim... Mas, comporte-se, mocinha... Nada de mutilar os brinquedos de Claire e Alyssa. _ Edward advertiu e Kim revirou os olhos sorrindo, subindo no carro da tia.
Quando todos já estavam acomodados, seguimos para casa e dentro de poucas horas, todas as crianças já dormiam como anjos.
Segui para meu quarto e quando comecei a desabotoar o vestido, as mãos de Edward me seguraram, detendo meus movimentos.
_ Nem pense em tirar esse vestido... Eu quero fazer isso..._ Ele falou em meu ouvido e eu senti meu corpo todo se arrepiar.
_ Se é assim, sou toda sua..._ Falei, me virando de frente pra ele e beijando seus lábios.
Ele me guiou até a cama e se pôs a abrir os botões, gemendo quando me viu apenas com a roupa de baixo.
_ Você é a coisa mais linda que eu já vi na vida e os anos só a deixam ainda melhor..._ Ele sussurrou, passando as mãos pelo meu corpo e eu suspirei, me entregando as suas carícias.
Quando já estávamos deitados, ele passou a beijar meu corpo, retirando meu espartilho e meu calção, deixando-me completamente nua.
As sensações que ele causava em meu corpo eram indescritíveis e eu jamais poderia me negar a ele, já que morreria para ter o prazer que só ele podia me proporcionar.
_ Eu amo você, minha menina gostosa... Amo tocá-la, beijá-la, amá-la, fazê-la gemer, suspirar e gritar... Eu amo cada parte que lhe faz ser você e amo mais ainda o fato de você me pertencer... Eu adoro sua timidez, sua pele, seus olhos, seus cabelos... Eu amo as broncas que eu ganho quando sou atrevido ou quando faço referência a nossa intimidade. Eu amo os filhos que fizemos juntos... Eu te amo... Amo, amo, amo... _ Ele sussurrou, enquanto me acariciava e eu senti as lágrimas de emoção invadirem meus olhos.
Toquei seu corpo sem restrição e em pouco tempo, quando não podíamos mais nos conter, meu capitão me penetrou, causando em mim um prazer sem tamanho.
Abracei seu corpo com as pernas e a cada investida eu me aproximava mais do clímax.
Quando tudo explodiu a minha volta, eu o abracei e gemi alto, abafando o som da minha voz conta sua pele e me deixando cair exausta sobre seu corpo suado.
_ Feliz dez anos de casamento, minha menina... Espero que tenha gostado da surpresa que lhe preparei, uma vez que eu apenas quis mostrar a você o quanto eu te amo e o quanto você é importante pra mim._ Ele sussurrou contra meus cabelos e eu sorri, beijando seu peito de leve.
_ Feliz aniversário de casamento, meu capitão... E saiba que eu gostei de cada detalhe dessa surpresa. Espero que eu viva o suficiente para estar ao seu lado em muitos aniversários de casamento, pois tudo o que eu quero é ficar ao seu lado para sempre._ Eu respondi e ele me abraçou forte, enquanto eu sentia o sono e o cansaço do dia tomarem conta do meu corpo.
Deixei me levar feliz, embalada pelo sono e sabendo que no outro dia e enquanto eu vivesse, Edward estaria ali, ao meu lado, por que como o padre dissera hoje mais cedo, nosso amor fora selado no céu e duraria enquanto nós vivêssemos... Ou até depois.
*****
E o tempo passou... Os problemas vieram, a Segunda Guerra Mundial estourou, uns morreram, outros nasceram... Mas, aquele amor que brotou em meio a um campo de batalha continuou firme e forte, encantando a todos que presenciavam a felicidade daquele casal e de sua família...
Esse amor fez de uma camponesa pobre e infeliz uma mulher forte e amada e de um capitão triste e solitário um homem alegre, romântico e extremamente carinhoso...
Esse amor salvou e gerou vidas...
Edward Cullen salvou Bella Swan uma vez e ela continuou salvando-o por toda a vida, apoiada em um amor puro e sincero, capaz de vencer qualquer guerra...
Até mesmo a guerra dos corações.

FIM


E aí, o que acharam?
Gostaram ou não do final?
Vocês fariam diferente?
Aprovaram minhas decisões?
Quero agradecer a todos que me acompanharam nessa fic, a todos os comentários e recomendações, a paciência pela demora nas postagens, as críticas, os elogios, as amizades que eu conquistei... Enfim... Tudo o que fizeram dessa história um sucesso.
Sempre quis escrever uma história de época e isso só foi possível graças a vocês.
Obrigada, meninas...

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