FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 01

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Só pra esclarecer: nunca haverá traição entre beward nas minhas fics... agora confusão, desentendimento e brigas... pode crer que sim rsrsrs




Edward brincava com o gelo em seu copo de uísque. Seus pensamentos estavam longe. Há três meses ele simplesmente não funcionava. Vivia por viver. Sua alegria só vinha nos fins de semana, e mesmo assim não era completa... Ela não estava junto.
Suspirou e assentiu quando Tânya comentou sobre mais uma feira tecnológica que seria interessante os dois visitarem. E novamente a loira disparou a falar e ele viajou em seus pensamentos.
Há três meses seu casamento havia acabado.
Uma vida toda juntos. Sim, literalmente uma vida toda.
Ele lembrou com saudade do dia em que viu sua amada pela primeira vez.
Flashback
Uma linda garotinha brincava no balanço do parquinho. Ela tinha os cabelos um pouco vermelhos e o rosto cheio de sardas. Deveria ter 7 ou 8 anos, já que era bem pequena. Seu vestido rosa esvoaçava à medida em que ela se impulsionava mais e sorria de forma livre.
Edward estava jogando futebol com os meninos, mas já ia pra casa. Estava louco pra voltar a mexer na plaquinha eletrônica que ele encontrou na sucata de um rádio jogado ao lado de um terreno baldio.
Quando ele passou em frente ao balanço, algo lhe chamou a atenção. Ele não saberia dizer se foi a menina que ria alto e se divertia ou se era apenas seus cabelos que esvoaçavam de um jeito bonito.
Edward tinha doze anos, mas ainda não havia se interessado por garotas. Não estava mais na fase de “Meninas? Eca!”, mas ele simplesmente tinha a cabeça ocupada com sua paixão por peças eletrônicas e nunca reparava nas figuras femininas que não fossem sua mãe ou suas irmãs Rosálie e Alice.
Ele ficou parado ao lado do balanço em que a menina se divertia e nem reparou que estava sendo observado pelo adulto de bigodes pretos ao lado dele.
– Algum problema, garoto? – O homem perguntou com sua voz grossa.
– Nã-não, senhor. Só fiquei aqui... Ér... Hum.. Olhando. – Edward respondeu sem graça. – Nunca vi vocês aqui... São novos? – resolveu puxar assunto, já que percebeu que o homem estava com a menininha do balanço.
– Sim, eu e minha filha Isabella acabamos de nos mudar pra cá. – o homem respondeu mais relaxado. – Você é filho de quem?
– Sou filho de Esme e Carlisle Cullen, senhor. – ele respondeu orgulhoso pelos pais.
– Sim... Carlisle... Eu o conheço. Trabalha na fábrica, não é mesmo? – o menino assentiu. – Sim, eu também estou trabalhando lá, no mesmo setor que ele. – o homem ajeitou o bigode. – Mande lembranças de Charlie Swan a ele. – relutante, Edward saiu de perto deles já que o homem parecia claramente estar dispensando-o.
Ele foi pra casa tentar aproveitar o resto da tarde de sábado com sua paixão pela eletrônica.
Assim que entrou em casa, a mãe o repreendeu por não limpar os pés antes de pisar no tapete e ele deu um beijo carinhoso em no rosto dela, ganhando-a de vez e correu para o banho.
Ele queria mexer logo nas novas placas que o pai trouxe da fábrica. Carlisle era operador de guindaste na fábrica de eletroeletrônicos, e sempre conseguia levar uma peça ou outra, que seria descartada, para o filho. O salário não era bom, eles viviam uma vida bem humilde, mas com a ajuda de Esme que era inspetora de alunos em uma escola local, eles conseguiam levar a vida dignamente, sem luxos, mas com muito amor e carinho naquela humilde casa.
Edward entrou no quarto correndo, após um banho que talvez não tenha durado dois minutos, e pegou as novas placas para trabalhar.
Os pais achavam bonita a paixão dele pela eletrônica, mas achavam que era apenas coisa de criança. Entretanto, para Edward, aquilo seria a sua vida.
Ele seria o melhor em eletrônica. Desenvolveria sistemas novos e ficaria rico com isso. Ele queria dar uma vida digna à família e jurou a si mesmo, quando uma vez no mercado a mãe não pode comprar um biscoito pra ele devido ao fato do dinheiro estar contadinho, que ele seria rico e nunca mais precisaria economizar em nada e nem seus pais.
Mas ao pegar em suas novas placas eletrônicas , ele lembrou daquele rostinho angelical. A menina de sardas no nariz e nas bochechas, cabelos avermelhados e sorriso encantador.
Balançou a cabeça rapidamente e sorriu. Desde quando pensava em garotas? Ainda mais garotas tão novinhas como ela... Uma criancinha. Ele expulsou esses pensamentos de sua cabeça e voltou a mexer nas placas. Aquilo ali seria sua vida. Ele podia não ter condições de fazer cursos agora, mas era inteligente, aplicado e curioso, e a primeira coisa que faria pra provar a todos que seu sonho não era ilusão, seria montar um sistema de sensor de movimento sozinho. Ele instalaria um alarme na frente da casa e o sensor que ele comprou no bazar do bairro ao lado, e provaria a todos que poderia sim ser alguém no mundo da eletrônica. E quem sabe assim, o pai poderia investir algum dinheirinho nele, já que as peças eletrônicas, apesar de baratas, dependiam de dinheiro pra comprar, e o dinheiro que ele ganhava com a entrega de jornais pela manhã, não dava pra comprar tudo que queria.
Naquela noite ele dormiu pensando num futuro em que ele seria rico, teria vários carros, uma casa enorme e moderna e uma bela esposa. Imediatamente o rosto daquela menininha apareceu em sua mente e ele se assustou.
O que estaria acontecendo com ele?
Tempo Atual
Agora ele sabia o que estava acontecendo com ele naquela época. Um sorriso torto apareceu em seus lábios.
– Vejo que gostou da ideia. – Tânya comentou, chamando sua atenção para a presença dela que Edward havia até mesmo esquecido.
– Perdão. Que ideia, Tânya? – ele perguntou e ela bufou.
– Ai como você está distraído ultimamente. – ela reclamou, mas logo sorriu sedutora. – A ideia de esticarmos a noite. – ela pegou sua mão por cima da mesa. – Já que partilhamos de um excelente jantar e já conversamos todos os pontos que precisávamos discutir sobre a empresa, nós poderíamos quem sabe ir para o jardim, tomar alguns drinques ao ar livre. – ela sorriu insinuante e Edward respirou fundo.
– Lamento, mas estou com um pouco de sono. – ele se desculpou e a loira fez bico. – Amanhã é sábado, e por isso quero acordar cedo pra ir buscar meus filhos para passarem o fim de semana comigo. – ele se explicou.
– Você nunca pode. Sempre inventa desculpas. – ela tentou fazer um bico manhoso. – Nem parece que você é um homem livre agora. – Edward suspirou ao se sentir mal em ser chamado de homem livre.
– Talvez eu não me sinta como se fosse... – murmurou, mas Tânya escutou.
– Edward, você e Isabella se separaram. – ela pontuou e ele fez uma careta ao escutar o fato verdadeiro, mas que o matava por dentro. – Ela não conseguiu acompanhar seu crescimento, não sabia se portar como esposa de um empresário bem sucedido como você. Vocês tiveram uma história e filhos lindos, eu admito, mas acabou. Você tem que seguir em frente. E poderia tentar comigo. – ela sussurrou a última parte.
– Eu não estou conseguindo. – ele disse frustrado. – Talvez eu não queira conseguir. – falou mais pra si mesmo do que pra Tânya.
– Edward, vocês já não vinham se dando bem há muito tempo. E pensa bem, se você quisesse mesmo manter esse casamento, você não teria falado em divórcio tantas vezes, não teria ido a eventos e reuniões sociais tantas vezes sem ela e não teria saído daquela casa quando ela sugeriu a separação. – ele fechou os olhos com força, pois sabia que tudo que ela falava era verdade. Tânya trabalhava em uma empresa terceirizada à dele e desde que se conheceram, se tornaram muito amigos pela afinidade no mundo eletrônico. Se ele tivesse que recomeçar com alguém, provavelmente ela seria a melhor opção... Mas quem disse que ele conseguia recomeçar?
– Eu errei muito... Nós erramos. – ele falou pausadamente. – Mas eu ainda a amo muito e não consigo iniciar nada com alguém nesse momento. Não seria apenas uma parte de mim faltando... Seria eu por completo. – ele disse por fim, pegando a mão de Tânya por cima da mesa e depositando um beijo casto ali. – Você tem sido uma excelente amiga e é uma mulher maravilhosa. Eu desejo o melhor pra você. E nesse momento, eu não sou o melhor. Talvez nunca seja. – ele a dispensou, mais uma vez, de forma educada.
Ela se levantou a contragosto e lhe deu um beijo no rosto.
– Eu já vou indo, então. – ele a acompanhou ate a porta da frente da mansão.
– Foi um ótimo jantar. E sua ideia sobre investir em automação de plataformas é muito boa. Vou analisar o mercado e verificar com alguns contatos em que pé eu começaria, se eu resolvesse investir nisso, e te dou um retorno. – ela olhou com uma cara desanimada pra ele, que tentou sorrir. – Fique bem, Tânya. Você é uma amiga que eu prezo muito.
Dizendo isso, ele fechou a porta após ela se virar e encaminhar-se para seu carro luxuoso.
Ele se jogou no sofá e conferiu as horas.
Já se passavam das dez da noite. O que ela estaria fazendo?
Se fosse no tempo em que eram casados, ele estaria na sala com as crianças, vendo algum desenho ou filme de cachorros e ela fazendo pipoca e arrumando um grande amontoado de colchões e almofadas no chão da sala. Ali, a família toda se deitava e curtia a noite vendo filmes, até as crianças pegarem no sono e eles poderem dar uma escapada para o quarto e se amarem do jeito que mais gostavam. Se entregando apaixonadamente um para o outro, gritando o amor que sentiam ao atingirem o ápice do prazer. E depois tomavam um banho rápido, com Bella dando tapinhas na mão boba de Edward quando ele tentava passar outra coisa ao invés do sabonete no corpo dela, e logo desciam pra dormirem no grande amontoado de colchões, ao lado dos queridos filhos.
Edward suspirou ao lembrar da doce rotina da família nas noites de sexta-feira. Mas logo fez um careta ao recordar que o hábito foi ficando cada vez mais raro nos últimos tempos.
Sempre havia um jantar de negócios, ou uma reunião social com empresários importantes para seus negócios, e ele tinha que comparecer. Porém, Bella nunca ia. Ela não gostava de quebrar a tradição que tinha com as crianças de sempre estar ao lado deles na hora de dormir. Uma vez ou outra, ela saía da rotina, como qualquer pessoa normal, mas não fazia disso um hábito, e isso irritava demais Edward, já que não tinha quase nunca a companhia da esposa ao seu lado nos eventos.
Por muitas vezes, quer dizer, na maioria das vezes, ele foi acompanhado por Tânya, que além de boa amiga, era uma empresária importante para sua empresa, já que a parceria entre a empresa de Tânya que prestava serviços para a de Edward, havia gerado um bom lucro nos últimos dois anos.
E quanto mais Tânya era vista ao lado de Edward, piores as coisas ficavam em sua casa. Isabella nunca pensou que ele a trairia, mas não gostava de saber que o marido ficava desfilando com outra por aí.
Ela começou a ir mais vezes a eventos, deixando os filhos na casa dos pais de Edward, das tias, ou muitas vezes à cargo de babás. Ela odiava isso. Seu mais novo tinha apenas 3 anos e acordava muito durante a noite por conta de pesadelos.
Mas ela fez um esforço e começou a aparecer cada vez mais ao lado de Edward. Porém, ela se sentia um peixe fora d’água naqueles lugares. Mulheres muito elegantes e poderosas em cima dos seus saltos 15 cm e ela mal conseguia andar num saltinho médio. Odiava sandálias de salto que apertavam seus dedinhos do pé, essa era a verdade.
Ela não conseguia conversar com ninguém. Não por não saber dialogar ou manter um bom papo. A verdade era que suas ideias não se encaixavam com as daquelas pessoas. As mulheres só falavam de moda, viagens e homens que não eram seus maridos, e uma ou outra falava sobre negócio, que nunca foi a praia dela. E os homens só falavam sobre dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. Não que não gostasse de dinheiro, mas a vida toda sobreviveu com pouco, e quando sua vida e de Edward melhorou, ela apreciou a vida confortável que passou a levar, contudo em sua essência, continuava sendo uma mulher simples.
Edward subiu as escadas com corrimão cromado de sua nova casa e foi até o quarto, que tinha um sensor de presença na entrada e a porta se abria automaticamente. Tudo elaborado por ele pra essa casa que seria a casa que ele sempre sonhou desde a infância.
Se jogou na cama e fechou os olhos. Por que então essa casa o deixava tão infeliz?
Bella nunca quis se mudar para essa casa que ele havia adquirido há três anos.
Ela gostava da outra em que viviam, que era luxuosa também, mas tinha uma cara de lar de verdade, e não de um castelo de vidro e inox. Mas o que mais a prendia na casa em que viveram os últimos tempos e que ela ainda vivia com os filhos, era que lá havia um enorme jardim, onde ela podia cuidar das suas plantinhas, as meninas de seus olhos e os filhos podiam brincar à vontade. Corriam pela grama, se sujavam, jogavam bola, brincavam na piscina... Os filhos podiam ter uma infância de verdade naquela casa, Edward reconheceu.
Estava cada vez mais difícil viver sem ela. O grande e único amor de sua vida.
A primeira garota que ele olhou, a primeira que ele deu um presente, a primeira que ele levou para um encontro, a primeira que ele deu uma cantada, a primeira que ele levou um fora. Sorriu ao lembrar disso. A primeira garota que ele beijou, a primeira que namorou, a primeira que fez amor... A primeira esposa, primeira mulher que lhe deu filhos. A primeira em tudo e... Única.
Era até engraçado ver um homem feito, empresário de sucesso e saber que ele só beijou a boca de uma mulher a vida toda.
E ele não conseguia nem imaginar tendo uma segunda mulher em sua vida... Doía pensar isso.
Evidentemente, achava outras mulheres bonitas, não era hipócrita. Ainda mais quando, na época de casado, seus cunhados Emmett e Jasper iam com suas irmãs para sua casa e os homens se reuniam pra falarem das atrizes ou modelos mais quentes do momento. Era homem afinal, entretanto era tudo muito superficial. Falava, mas ao final sempre sorria e dizia como um bobo apaixonado que nenhuma mulher chegaria aos pés de sua eterna namorada. Bella Cullen.
Ele fechou os olhos e deixou a dor do momento de solidão invadir seu corpo.
Tinha tudo agora... Tudo menos o amor da sua vida.
Quando estava quase cochilando, seu telefone celular vibrou no bolso da calça social.
Ele olhou meio sonolento no visor, mas logo despertou do sono quando viu o nome que ali aparecia.
– Alô. – tentou controlar a ansiedade em falar com ela. Afinal não era nenhum garotinho. Era um homem de 34 anos.
– Edward... – ele fechou os olhos ao escutar seu nome sendo pronunciado por aquela voz que ele amava tanto. – Desculpa se eu estou te incomodando ou atrapalhando alguma coisa, mas aconteceu algo que você precisa saber. – ele ficou alarmado com seu tom de voz urgente. –Renesmee estava andando de bicicleta na parte da frente da casa e perdeu o equilíbrio. Sorte que ela estava devagar, mas parece que ela machucou o braço. Eu ainda não tenho resposta definitiva, vão bater um raio x ainda, mas não se desespere, porque ela está bem. Já tomou um remédio pra parar a dor e está muito bem... – Bella sorriu. – Bem até demais, está fazendo caretas pra mim. – Edward conseguiu sorri ao lembrar da brincadeira de mãe e filha de uma fazer careta pra outra. – Estamos no hospital San Lorenzo. Se você puder vir. – ela deixou a frase subentendida.
– É claro que eu posso ir. – Edward disse exasperado. – Eu iria até aí mesmo se eu estivesse em Dubai. – resmungou no telefone enquanto se levantava da cama e já enfiava os pés dentro do sapato social e pegava o terno jogado na cama. – Em 20 minutos estarei aí. – ele ficou em silêncio, percebendo que já não havia mais nada pra falar. – Bella?... E Daniel e Anthony? Com quem eles ficaram? – perguntou sobre os dois filhos mais novos.
– Não tive com quem deixar. Não esperaria o tempo de uma babá chegar enquanto minha filha sentisse dor. Seus pais estão viajando, por isso nem liguei pra eles. E Rosálie e Alice moram um pouco longe para chegarem rápido aqui. Por isso apenas chamei uma ambulância e trouxe os mais novos junto comigo. – ela respirou fundo. – Estão fazendo uma verdadeira bagunça aqui. – ela riu e ele se pegou sorrindo também ao lembrar dos filhos arteiros.
Instalou-se um silêncio incômodo naquela ligação.
Edward já acionava o alarme da mansão e entrava em seu SUV.
– Ok, Bella. Eu vou dirigir agora. Vinte minutos no máximo estarei aí. – ele hesitou. – Ér... Hum... Tchau. – encerrou a ligação e deu a partida.
Não era a primeira vez que se falavam ao telefone depois da separação, mas dessa vez foi a maior conversa que tiveram e sem o tom frio na voz dela.
Sentiu vontade de mandar beijo e dizer que a amava, como sempre fazia nos tempos de casados, mas seria ridículo fazer isso à essa altura do campeonato.
Tentou controlar a ansiedade de pensar que a filha estava machucada e seguiu na velocidade máxima permitida pela pista em direção ao hospital.
Bella havia garantido que a filha estava bem e havia sido medicada para não sentir dor, então ele estava mais tranquilo.
Só de pensar em Bella, ele imaginou como seria esse primeiro encontro cara-a-cara depois que saiu de casa há malditos três meses.
Ele sempre ia buscar as crianças nas manhãs de sábado e os devolvia nas tardes de domingo, mas ela não saía de dentro da casa e ele também não entrava. Parava o carro na entrada e esperava as crianças. Mal ele sabia que Bella ficava da janela do seu quarto, chorando sempre que via o pai de seus filhos, o único homem que amou e amará o resto da vida, levando seus filhos para um fim de semana longe dela. Fins de semana que nunca mais seriam em família.
Edward estacionou e entrou no hospital rapidamente. Se informou em que quarto sua filha estava e se dirigiu rapidamente até lá.
Ao chegar em frente à porta do quarto, ele estacou ao ouvir a voz de sua ex-esposa.
– Viu, filha? Nem quebrou nenhum osso. Você é resistente... Puxou seu pai. Dura na queda. – Bella disse com voz brincalhona enquanto bagunçava o cabelo da filha, sem ao menos ver quem estava parado na porta. – E daqui a pouco ele vai chegar e vai te encher de mimos, do jeito que eu sei que a senhorita gosta. – Renesmee fez cara manhosa e no momento em que levantou a cabeça, ela viu o pai.
– Pai! – ela exclamou alegre e na mesma hora duas cabecinhas pequenas se viraram também e correram para Edward.
– Pai! Pai! – Daniel e Anthony o abraçaram e ele se abaixou para beijar o topo da cabeça de cada um. Bella ainda não havia o olhado.
– Bella, como vai? – ele cumprimentou assim que parou atrás dela, do lado do leito.
Ela sentiu seus pelos se eriçarem ao ouvir a voz rouca que por anos gemia seu nome no momento mais intenso do prazer.
– E-eu vou bem, Edward. E você? – enfim ela se virou pra olhá-lo e ele se viu perdido naquela imensidão de chocolate derretido que eram seus olhos.
– Bem também. – ele disse e rapidamente desviou os olhos pra filha. – Ei boneca, andou aprontando heim? – ele beijou a cabeça dela e abraçou. – Tenho a impressão que vocês têm um plano de me deixar de cabelos brancos antes dos 40 anos. – ele brincou e as crianças sorriram, inclusive Bella.
– Ah pai, o senhor é bonitão de qualquer jeito. – Renesmee bajulou. – Não é, mãe? – ela, por costume, perguntou a mãe, pois sempre gostava de ver a mãe se rasgar em elogios à beleza do pai. Logo ela se lembrou da mancada que deu e mordeu o lábio inferior, mania herdada de Bella. – Desculpe. – pediu amuada.
– Não, tudo bem, filha. Seu pai é bem bonitão sim. – Bella tentou descontrair. – Afinal, eu fui casada com ele. Tenho bom gosto. – ela sorriu nervosa e viu a filha relaxar.
Edward respirou fundo e tentou expulsar da sua mente o momento em que ela disse que “foi” casada com ele. Simplesmente não conseguia aceitar que o casamento acabou, apesar de ter sido ele quem saiu de casa.
– Afinal, o que houve com o braço dela? – ele perguntou por fim, querendo mudar de assunto.
– Apenas torceu. Vão enfaixar e já já estaremos liberados. – Bella respondeu de imediato.
– Excelente. Vou acertar então as contas do hospital e volto pra buscar vocês. – ele avisou e ia saindo da sala, mas Bella logo o alcançou.
– Edward, não precisa. A gente pega um táxi. E além do mais, eu trouxe o cartão da conta que você deposita nossa pensão. Eu quis vir prevenida, não precisa pagar. – ele fechou o semblante na mesma hora.
– Esse dinheiro é pra vocês gastarem com o que quiserem, e não com coisas que eu, como pai de família, devo arcar. – ele disse sério. – E em hipótese alguma você voltaria de táxi, e nem de carro se tivesse vindo no seu. Eu vou levar minha família pra casa. – ele anunciou e deixou o ambiente.
Bella suspirou.
Apesar de tudo, ele era um bom chefe de família. Um pai zeloso, que fazia questão de cuidar muito bem de todos.
Pena que como marido as coisas se complicaram...

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