FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 02

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

E aí, estão gostando da fic que tá só no comecinho? Continuo com ela? Então, esses primeiros caps passarão devagar pra vcs conhecerem melhor os personagens, mas depois vai ganhando mais rítmo a fic, ok?


Ao chegarem na casa em que viveu os últimos anos com a família, Edward sentiu como se tivesse feito uma longa viagem e enfim tivesse retornado ao lar.
Daniel e Anthony foram correndo para o banho, a mando da mãe, para tirar o cheiro de hospital.
– Edward, eu vou até o quarto de Renesmee ajuda-la com o banho, vou aproveitar e tomar uma ducha também, nunca gostei de cheiro de hospital. – ela deu de ombros. – Fique à vontade enquanto isso. – Ela se virou enquanto via a filha terminando de subir as escadas e sumir de suas vistas, mas logo ficou de frente pra Edward novamente. – Ér... Se quiser tomar um banho... Tem toalha no banheiro social e... Hum... Nosso... Digo, meu quarto, tem algumas bermudas e camisetas suas que você deixou. – ela disse constrangida e ele se pegou sorrindo pelo simples fato de ainda ter roupas naquela casa.
– Acho que vou aceitar. – ele parou ao lado dela. – Posso ir ao quarto?
Ela mordeu o lábio inferior com força e disparou escada acima.
– Sim, pode ir. Vou tomar banho no banheiro do quarto de Renesmee mesmo. – rapidamente, ela sumiu de suas vistas e Edward sorriu.
Ela ainda ficava nervosa perto dele. Assim como ele ainda sentia aquele frio na barriga sempre que estava ao lado dela.
Caminhou até o quarto, pegou uma muda de roupas e foi até o banheiro social da casa.
Debaixo da água quente do chuveiro, ele se deixou levar pelas lembranças.
Flashback
Edward estava com quinze anos e não conseguia mais esconder de ninguém sua paixão por Bella.
Ele continuava fissurado em suas placas eletrônicas e já recebia o apoio da família, desde quando montou o sensor de presença e provou a todos que tinha futuro naquilo.
Ele queria muito poder trabalhar na pequena loja de conserto de eletroeletrônicos que havia no fim da rua, mas seu pai não aceitava de jeito nenhum. O horário não permitiria ele estudar durante o dia, e Carlisle o achava muito novo para estudar a noite.
Então Edward continuava entregando jornais e ganhando seus míseros dólares que mal dava pra comprar todas as pecinhas eletrônicas que ele desejava.
Por outro lado, a vida estava boa.
Desde aquele dia em que ele viu Bella pela primeira vez, ele passou a vê-la todos os dias quando ele ia pra escola e quando voltava.
Seus pais eram colegas de trabalho, e logo Charlie passou a frequentar sua casa. Era um homem recém-separado e estava passando um tempo difícil tentando criar a filha sozinho, já que a esposa havia o abandonado e dito que não queria levar a filha consigo.
Só restou a Charlie se mudar para a cidade que sua irmã vivia, para assim poder, pelo menos, ter alguém da família para auxiliá-lo na criação de Isabella.
Quando Edward conversou a primeira vez com a menina, ele se viu encantado pela voz doce e calma dela. Ela era inteligente e não falava besteiras que ele julgava que as meninas costumavam falar.
A conversa fluía fácil entre eles. Edward tentava explicar pra ela algumas coisas sobre eletrônica, e ela se via fascinada pela mente brilhante do rapazinho. Mas não era a praia dela. Isabella gostava de ler, escrever, cozinhar e cuidar de jardins.
Logo, quando tinha onze anos, já se destacava com textos que escrevia na escola e sempre ganhava prêmios por isso.
Edward ficava todo bobo cada vez que ela lia pra ele as poesias que gostava de escrever.
Era uma amizade sólida e bonita. Bella o olhava com encantada inocência, mas Edward já era um rapaz de 15 anos, estava na puberdade, e por muitas vezes, se achava um crápula por se masturbar pensando na menina que muito mal tinha seios.
Mas ele era louco por ela e não conseguia evitar.
Todos viam o amor nos olhos dele. Menos ela. Bella o chamava de “melhor amigo do mundo”, e ele sentia seu coração quebrar por isso. Todavia, logo um sorriso dela e um beijo no rosto o deixavam nas nuvens.
Um dia, Bella queria participar de uma apresentação de dança que teria na escola, mas infelizmente Charlie não poderia pagar pelo preço que estavam cobrando na roupa de cada aluno.
Bella ficou triste, correu para a casa de Edward e chorou no ombro do amigo.
– Bella... Não fique triste. Eu vou dar um jeito. – ele disse tocando de forma carinhosa a bochecha vermelhinha dela.
– Um jeito como, Ed? – ela limpou algumas lágrimas e tentou sorrir. – Você também não tá nadando em dinheiro. – ela brincou, mas ele não gostou.
Edward segurou no pequeno rosto dela e a olhou de forma intensa.
– Eu juro, Bella. Um dia eu vou ter muito dinheiro e vou te dar tudo que você quiser. Você vai ter uma vida de princesa. – ele disse de forma tão convicta, que Bella apenas assentiu, sem entender porque ele lhe falava isso. Na verdade, nem Edward sabia porque estava dizendo que daria tudo pra ela. Casaria com ela? Se dependesse dele, sim.
Naquela semana, Edward trabalhou entregando os jornais, como sempre, ia à escola durante a tarde, e quando voltava, não se dedicava à eletrônica. Na verdade, ele ia até o grande mercado na rua principal de seu bairro e se oferecia pra embalar e carregar compras até os carros dos clientes. Ganhou alguns trocados com isso.
A cada caminhão que ele via que chagava para descarregar no mercado, ele se oferecia para ajudar e ganhava mais alguns dólares.
Ficou exausto. Sua mãe se preocupou com ele, mas Carlisle a acalmou, dizendo que jovens quando encontram o primeiro amor, não medem esforços.
Na semana seguinte, ele correu até a casa de Bella e lhe entregou todo o dinheiro.
– Toma. Tá tudo aí. – ele falou rapidamente. – Pede pro seu pai assinar a autorização, porque você vai dançar. – ela sorriu e se jogou nos braços dele, lhe dando um abraço tão gostoso, que fez seu coração querer sair pela boca.
– Ai, Edward, obrigada. – ela se separou dele e enxugou uma lágrima que escapou por seus olhos. – Eu nem sei como agradecer. Você é maravilhoso. – ele sorriu enternecido por suas palavras. – Edward, eu te amo. Obrigada. – ela o abraçou e o beijou no rosto, e nesse momento, ele não conseguia escutar mais nada além de “Edward, eu te amo.”
Ele sabia que ela falava isso como amor de amizade, mas isso já bastava pra ele naquele momento.
Sabia que ela era novinha demais, e por isso ele a esperaria.
Ficaria enjoado de tanto beijar o travesseiro, imaginando ser a boca de Bella, e se masturbar no banho ou na hora de dormir, imaginando que ele e Bella eram adultos e que faziam amor. Entretanto ele a esperaria... Eles eram um do outro e nada mudaria isso, ele sabia.
Tempo Atual
Edward desceu as escadas da casa, após um relaxante banho e se sentou no sofá da sala de estar, ao lado dos filhos mais novos que já tinham os olhos pesados de sono.
Daniel, com 3, anos era parecido com a mãe. Cabelos castanho-avermelhados, algumas sardas no narizinho fino e era pequenininho pra idade. Já Anthony, com seus 7 anos, era do tipo magrelão e alto para a idade, do mesmo jeito que Edward era quando jovem. Tinha os cabelos cor de bronze e olhos verdes.
– E aí, rapazes. Cadê as meninas? – ele perguntou do mesmo modo que sempre fazia quando Bella e Renesmee ficavam em algum canto da casa conversando, alegando ser papo de mulheres, e deixavam os três meninos da casa abandonados.
Ao mesmo tempo em que se sentiu feliz repetindo um ato tão comum da sua vida de casado, ele se sentiu triste por saber que isso já não fazia mais parte da vida dele.
– Ainda não desceram, papai. – Anthony respondeu e bocejou. – Acho que eu vou dormir. A mamãe ia preparar um lanche, mas eu  com mais sono do que fome. – ele deu um beijo na bochecha do pai e subiu para seu quarto.
Edward puxou um Daniel adormecido para seu colo e ficou alisando o cabelo do menino.
Bella e Renesmee apareceram na sala alguns minutos depois.
– Anthony foi dormir. – Edward avisou de forma natural.
– Eles todos têm costume de dormir cedo. – ela sorriu e indicou Daniel, adormecido nos braços do pai, com a cabeça. – Filha, você quer que eu prepare algo pra você comer? – ela perguntou carinhosa à filha que já estava com seu pijama.
– Ah, mãe, eu  com fome... Mas eu tô com mais sono. – ela fez manha e Bella riu do jeitinho da filha. Era a cópia do pai, pelo menos na personalidade.
– Ok, mocinha. Vá pro seu quarto então. Amanhã você toma um café da manhã reforçado. – Renesmee sorriu e foi dar um beijo na mãe. – Te amo, boa noite. – Bella respondeu com as mesmas palavras. Ela caminhou até o pai que estava sentado no sofá e ela beijou-o no rosto. – Boa noite, pai. Te amo. – ela caminhou até a escada, mas logo parou e olhou para os pais. – Ér... Você vai estar aqui amanhã pra nos buscar, né pai?
Edward respirou fundo e consultou o relógio que já marcava mais de meia-noite.
Pra falar a verdade, Edward nem pensava em ir embora. Só agora que a filha levantou a questão é que ele percebeu que já fazia planos de colocar Daniel na cama e ir para o quarto... O quarto que ele dividiu por anos com Bella.
– Ele vai estar sim, filha. Pode dormir sossegada. – Bella garantiu com um sorriso e Edward respirou aliviado. Não queria ter que ir embora e dormir naquela mansão fria e vazia.
Renesmee foi rapidamente para seu quarto e Bella caminhou até Edward, fazendo menção de pegar Daniel do seu colo.
– Não, pode deixar que eu levo. Você está cansada. – Edward levantou com o menino no colo e subiu as escadas em direção ao quarto do filho mais novo.
Bella sentou-se no sofá e deixou o nervosismo consumi-la.
Em três meses de separação, era a primeira vez que estava cara-a-cara com Edward, e ele já iria dormir em sua casa novamente.
Como resistir a tentação de ter o homem que ama sob o mesmo teto? O único homem que ela beijou, o único que tocou seu corpo...
Três meses sem relações sexuais a estava matando. Ela que sempre foi fogosa e gostava demais de transar com o marido, agora enfrentava esse período com dificuldade. O que amenizava a falta de relações sexuais era a tristeza, o sofrimento pelo fim do casamento, que a consumia vinte e quatro horas por dia.
Todas as noites, rolava na cama, abraçava o travesseiro, mas nada aplacava a saudade que sentia do seu único homem. O homem que a amava todas as noites, estando brigados ou não, tudo se resolvia ali, na cama, onde o amor era expressado de forma pura e primitiva.
Aprenderam, um com o outro, toda a arte do sexo. Fizeram todas as descobertas juntos e por isso tinha um sabor especial. Saber que a cada dia melhoravam para satisfazer um ao outro.
Não tinham pudores entre quatro paredes, pois confiavam demais um no outro. Se entregavam de corpo, alma e coração ao ato de amor entre os lençóis. E era bom... Muito bom...
Edward apareceu na sala novamente e ela se fez expulsar esses pensamentos perigosos.
– Noite agitada. – ele comentou sem graça. Não sabia o que fazer agora que estavam a sós.
– É... Nem me fale. Agora já passou a agitação e tudo se acalmou novamente. – ela limpou o suor da palma da mão no shortinho que usava. – Você quer um... Café? – ela o olhou e ficou perdida naqueles orbes verdes que a fitavam com intensidade.
– Sim, eu aceito um café, Bella. – ele disse rouco. – Café e companhia.


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