FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 07

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo




Isabella despertou com o barulho da porta dos fundos batendo.
Sentou-se rapidamente, assustada, e olhou para o corpo tão conhecido adormecido ao seu lado, naquele confortável tapete.
– Merda. – praguejou e começou a sacudir Edward.
A empregada estava chegando e os pegaria nus na sala.
– Edward, acorda. – ela o sacudiu mais forte.
– Hummm amor, tô com sono. – ele resmungou e virou-se de costas pra ela. Isabella o sacudiu mais forte e ele se virou novamente pra ela, com a cara de sono mais linda que Bella já poderia ter visto e um sorriso zombeteiro nos lábios. – Hum, já sei o que você quer. – ele enfiou a mão entre as coxas dela, e sem pudor algum a arrastou lentamente pelo interior da coxa até o sexo de Isabella. – Tá querendo amorzinho matinal, né. Vem cá que eu vou saciar sua vontade, senhora Cullen. – ele a puxou para seus braços e Bella o empurrou imediatamente.
– Tá louco? Não é isso. É que eu escutei barulho na porta dos fundos. A empregada deve ter chegado, temos que sair daqui pra que ela não nos pegue nessa situação. – Edward arregalou os olhos se dando conta do que ela estava falando, e em silêncio, cataram suas roupas e subiram para o quarto que dividiam antes da separação.
– Desde quando a empregada tem a chave da casa? – ele perguntou assim que trancou a porta.
– Desde quando esse horário é o que eu deveria estar levando as crianças na escola e indo pro meu curso de paisagismo. – Bella jogou o vestido, calcinha e scarpin num canto do quarto com certa força. – E ela só tem a chave da porta dos fundos. – deu de ombros e se virou para encará-lo. – Dá pra você colocar uma roupa? – perguntou nervosa ao vê-lo totalmente nu.
– Querida, você também tá peladinha. Do jeito que eu gosto. – ele piscou safado e ela bufou.
– Pare de agir como se tivéssemos intimidades para certas brincadeiras. – ela ralhou indo até o closet e pegando um robe.
– Mas nós temos intimidade para qualquer tipo de brincadeira que eu queira fazer. – ele caminhou até ela, pouco se importando com sua nudez.
– Desde o momento em que você saiu por aquela porta, nossa intimidade acabou. – ela disse rancorosa, evitando olhar em sua direção. Procurava freneticamente um conjunto de roupas no closet.
– Não seja por isso, eu entrei de novo por aquela porta, então nossa intimidade totalmente voltou. – ele caminhou até ela e puxou, fazendo-a se virar de frente pra ele.
– Não voltou. – ele pontuou séria. – Não pense que só porque fizemos amor as coisas voltaram ao que eram antes. – ele ia falar e ela o interrompeu. – Já foi a época em que o sexo curava tudo, Edward. Antigamente, quando brigávamos, nós gritávamos, as vezes nos excedíamos no palavreado, mas bastava um sexo gostoso e nós estávamos bem novamente. Só que agora o problema é muito maior. Nós estamos separados. E não importa o quão gostosa tenha sido nossa noite, a mágoa ainda está aqui dentro de mim, como eu sei que você deve ter algo dentro de você também. – ela o deixou sozinho no closet e foi até o banheiro do quarto, entrando rapidamente debaixo do chuveiro e chorando intensamente.
Edward ficou parado no meio do closet, sentindo o ar faltar em seu corpo.
Seu coração se retorcia de dor, pois ele realmente acreditava que após a noite tórrida de amor, tudo estava resolvido.
Puxou forte os cabelos e se xingou. É lógico que não estava resolvido. Bella tinha mágoas e com razão, e não era com sexo que ele a reconquistaria.
Vasculhou o closet e achou o seu antigo roupão cuidadosamente pendurado no cabide, na parte que sempre lhe coube naquele cômodo do closet.
Certas coisas o intuíam que Bella, de forma inconsciente ou não, ainda esperava por sua volta para aquela casa.
Vestiu o roupão e caminhou até a cama.
Pensou em tudo que Bella lhe falou na noite anterior. As mágoas que ela vinha guardando dentro dela.
Como pôde ter sido tão estúpido? Tão burro?
Se deixou levar pela ostentação do mundo do dinheiro e esqueceu suas raízes. Bella, sua tão simples Bella, que lhe apoiou nos momentos difíceis, que dava aulas particulares para crianças vizinhas para ajudá-lo a bancar a compra do mês, que lhe recebia cheia de amor mesmo quando os armários estavam praticamente vazios.
Bella sempre fez o esforço de ir aos compromissos sociais que realmente estavam ligados a sua empresa, entretanto, será foi necessário ele ir a todas as festas e coquetéis com Tãnya, já que esses nada tinham a ver com seus negócios?
A nuvem da vaidade e ostentação o nublou e o cegou na gana de querer aparecer sempre mais em eventos, sempre fazer contatos e sair em colunas sociais, que se irritava quando Bella lhe dizia que aquele evento não era necessário eles irem e que seria melhor ficarem em casa com as crianças, ou saírem ao cinema com elas, ou a qualquer lugar, contanto que a família estivesse toda junta.
Cobriu o rosto com as duas mãos e chorou ao se dar conta de quão idiota foi.
Não apenas feriu Bella, como pode ter ferido as crianças também, pois apesar de dar atenção a elas, os programas noturnos entre família foram ficando cada vez mais raros.
Bella saiu do banheiro, minutos depois, com o corpo enrolado em uma toalha, cabelos molhados e penteados para trás. Seus olhos estavam inchados pelo choro já controlado.
Ficou paralisada ao ver aquele homem grande e confiante, sentado na cama que um dia dividiram e chorando como um menininho, com as mãos cobrindo o rosto. Não sabia se deveria se aproximar ou dar espaço a ele.
– Será que um dia você vai me perdoar? – ele perguntou com a voz ainda atrapalhada pelo choro.
– Não há o que perdoar. – Bella olhou pra baixo, incomodada demais com a visão de Edward em lágrimas. Seu coração doía em ver o homem que amava com tanto ímpeto, sofrendo.
– Como não há, Bella? – ele se levantou e caminhou até ela, ajeitando o roupão para não lhe causar embaraço.
– Você não cometeu um erro. – ela respirou fundo e o olhou nos olhos. – Você apenas agiu como você queria agir, como a pessoa que você se transformou. Não vou negar que eu me magoei com a pessoa que você se tornou, com suas prioridades, mas no fundo, eu não posso te culpar. – ele segurou nas mãos dela. – Você apenas agiu de acordo com o que você estava sentindo, com o que você queria.
– Mas eu me arrependo, Bella. Eu agi errado, eu me deixei levar pela ilusão de ter status, de sair em colunas sociais, te machuquei posando ao lado de Tânya. – Bella fez uma careta ao lembrar de cada vez que o via sair de casa para ir a algum evento com Tãnya, a amiga e parceira de negócios. – Não era certo o que eu fazia, e hoje eu vejo. Eu era tão idiota na época, que não via o quanto isso te magoava ou o quanto soava maldoso para as outras pessoas que me viam ao lado dela. Sempre a considerei uma amiga porque você também a conhecia, ela sempre vinha em nossa casa nas festas de aniversários das crianças. Enfim, eu fui um burro, estúpido, idiota, não te traí fisicamente e nem emocionalmente, porque Deus do céu, Bella, eu te amo mais que tudo, mas de alguma forma, eu traí nossa história, deixando outra mulher entrar entre nós e te intimidar, enquanto eu era um cego que só queria aparecer na sociedade.
– Já passou, Edward. – Bella respirou fundo. – A mágoa ainda está aqui, mas com o tempo, irá passar. O importante é que você enxergou o ponto em que eu sempre bati. Eu sei que por você ser empresário, você tinha compromissos sociais e jantares de negócios pra freqüentar, e sempre fui com você nesses eventos. Porém, as festas em que sua presença não era necessária, eu não fazia questão de ir. Edward, nós temos três filhos pra criar, e não importa o quanto de dinheiro você tenha, a nossa presença é a coisa mais importante. Não se pode simplesmente fazer filhos e viver como se fosse um casal que não tivesse responsabilidades. Você acha justo eles ficarem com babás, na casa dos avós ou tias só porque nós vamos sair? Lógico, uma vez ou outra não tem problema, pois as crianças até gostam de ir pra casa de Esme e Carlisle, mas nós não podíamos fazer disso uma rotina, e era esse o maior motivo por eu não freqüentar todas aquelas festas com você. Eu ia somente nas que tinham relação com seu trabalho pois eu sabia que eram importantes. Eu só esperava você enxergar que entre as outras festas e coquetéis, havia uma coisa mais importante esperando por você dentro dessa casa. A sua família.
Ele chorou mais ao fim das palavras dela.
– Então ontem a noite... – ela negou.
– Eu amo você há duas décadas, Edward. Eu desejo você, sinto falta dos seus toques. Ontem foi maravilhoso, como todas as vezes nesses anos todos, mas... – ela respirou fundo e uma lágrima solitária desceu por seu rosto. - ...Você sabe que não mudará nossa situação.
Doeu muito mais nela do que nele aquele momento.
Ela o amava demais, e queria como louca sua vida de casada novamente. Entretanto, não podia simplesmente fechar os olhos e ignorar as mágoas que um dia o comportamento dele deixou. Ela talvez tenha errado em não expor claramente a situação na época, mas de certa forma, do que iria adiantar? Ele estava tão cego de vaidade que achava que ela não ia a todos os eventos com ele só porque não sentia fazer parte daquele meio.
Obviamente ela não se sentia bem entre todas aquelas granfinas e homens que só sabiam falar de dinheiro, mas ela sempre fez o esforço nos eventos necessários. Se sentia inferior a Edward pelos comentários maldosos de Tânya, mas sempre cumpriu seu papel de esposa ao lado dele, porém, não podia deixar de cumprir o papel de mãe também. Tinha que equilibrar viver uma vida de um casal relativamente jovem com Edward, e a vida de uma mulher com três filhos que dependiam totalmente dos pais.
Após aquela conversa, Edward entrou no banho levando suas roupas que ele vestia na noite anterior. Seu celular tocou várias vezes, era sua secretária estranhando a demora dele no escritório. Ele rapidamente disse pra ela cancelar os compromissos da parte da manhã e garantiu que de tarde estaria lá.
Saiu do banheiro já arrumado e se despediu rapidamente de Bella. Ele foi embora e sua cabeça fervilhava por todas as verdades que ouviu dela nessa manhã.
Sentiu vontade de girar o volante do carro e voltar para a casa da amada, mas se controlou. Ele tinha que botar a cabeça no lugar primeiro.
Entendia os pontos onde errou e sofria por saber que ele mesmo causou o fim do casamento. Fim uma merda! Ele ainda era casado com Bella e seria pra sempre!
Estacionou em casa e logo vestiu seu terno.
Almoçou num restaurante próximo à empresa e foi direto para seu escritório.
Após assinar alguns contratos, ele girava em sua cadeira e olhava para o teto.
Queria, aliás, necessitava ter Bella de volta, só não sabia direito como fazer isso.
Ela não o odiava ou tinha raiva, era mágoa, o que era ainda pior, pois a mágoa é uma coisa lenta de se desfazer, isso quando se desfaz, e retorna a qualquer momento. Qualquer coisa que lembre a situação passada, a mágoa retorna ao coração da pessoa e você tem que começar tudo de novo. É como construir um castelo de areia, e quando você está finalizando a última torre, vem uma onda e o destrói, e aí, você tem que construí-lo todo de novo, e torcer para que não venha outra onda e o destrua.
Mas ele amava demais aquela mulher e lutaria até o fim da vida pra ter ela de novo ao seu lado.
Mostraria pra ela que não tinha mais aquela visão iludida de status e mostraria a cada dia que ele ainda era aquele moleque magrelão que trabalhou arduamente durante uma semana inteirinha só para conseguir o dinheiro para ela comprar um vestido para dançar na escola.
A história de amor deles não acabaria assim!

No comments :

Post a Comment