FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 09

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Bella ajeitava as batatas no refratário que ela colocaria no forno.
Edward havia chegado cedo para o domingo, e logo suas cunhadas com seus maridos, Esme e Carlisle e o pequeno Elliot, filho de Rosálie e Emmett.
Charlie não pode ir por ter um compromisso com sua nova namorada, Sue, e viajou para a casa dos familiares dela. O importante era que ele estava feliz e não estava mais sozinho.
Bella colocou o refratário no forno e deixou a cozinha.
– Mããããe... – escutou a voz estridente do pequeno Daniel chamando-a desesperadamente enquanto esse invadia a casa.
– Ei o que houve? – ele correu para o colo dela. Deu apenas tempo de ela se abaixar e pegá-lo. O pequeno chorava.
– A Nessie bigou comigo. – ele fez bico enquanto tentava controlar as lágrimas.
Renesmee invadiu a casa logo em seguida, tendo o pai em seus calcanhares.
– Mãe, ele rasgou minha revista que tinha o Glee na capa. – Renesmee acusou com horror. – Mãe, ele fez isso de propósito.
– Nessie, esse cara, esse tal de Glee deve ter um monte de outras revistas, e você pode voltar na banca amanhã e comprar a mesma revista. Não precisava ter gritado com seu irmãozinho. – Edward falou com voz firme.
– Pai, Glee não é um cara. – ela revirou os olhos. – E isso não apagada o que o Daniel fez. Ele rasgou de propósito. – ela se virou para a mãe. – Mãe, por favor.
– Eu não fez popósito. Eu quelia aplender o que a Nessie gosta pa eu poder bincar com ela. A Nessie é minha rimã e eu quelo saber tudo que ela sabe. – Daniel se defendeu com seu jeitinho verdadeiro.
– Mas você rasgou minha revista. – Nessie acusou sem se deixar levar pelo jeito fofo do irmão mais novo.
– Agalou, mamãe. Agalou na mesinha quando eu fez assim. – Daniel imitou o gesto de levantar, e Bella entendeu que deve ter agarrado no pezinho da mesa, já que ele adorava ficar olhando revistar quando estava deitado no chão, e por isso rasgou. – Dicupa, Nessie. – o pequenininho voltou a chorar.
– Depois que rasga a minha revista é fácil pedir desculpa. – ela continuou acusando o irmão.
Bella colocou Daniel sentado no sofá e ficou de frente para a filha.
– Chega, Renesmee. Seu irmão já disse que foi sem querer. Você pode muito bem comprar outra revista dessa amanhã. – Bella ralhou. Renesmee fez careta.
– Por que ninguém me entende nessa casa? – a pré-adolescente fez drama.
– Bella talvez você esteja pegando um pouco pesado. – Edward tentou ponderar, o que só fez aumentar a raiva de Bella. Porém, ela não se desviou para ele.
– Renesmee, eu disse “chega”! Estamos entendidas? – Bella elevou o tom.
– A senhora tá brigando comigo só porque o meu pai tá aqui. Só pra mostrar que você manda na gente sem precisar dele. – Renesmee gritou. – A senhora tá descontando seus problemas em mim, e eu não tenho culpa. Parece que você só ama o Daniel. O único que me amava foi embora dessa casa. – Bella teve que se refrear para não apelar para as palmadas. Renesmee já era grande e bater não resolvia, entretanto, seu sangue ferveu ao escutar todas as sandices características de pré-adolescentes.
– Sobe agora pro seu quarto porque nós vamos ter uma conversa. – Bella disse entredentes.
– Você vai brigar mais comigo e me deixar de castigo. Tudo por causa desse menino que fica chorando. – Bella explodiu.
– Esse menino é seu irmão, e agora sobe logo pro quarto. Anda, eu tô mandando! – Bella gritou a plenos pulmões e Renesmee subiu correndo para seu quarto, chorando, já sabendo que passou dos limites com a mãe. Mas a verdade é que não aguentava mais ver Daniel e Anthony sendo tratados como crianças e ela não tinha mais esse tratamento. Em sua cabecinha pré-adolescente, o mundo conspirava contra ela.
– O que deu nela? – Edward perguntou assustado, pois nunca viu a filha, que sempre foi doce e gentil, agir dessa forma.
– Pré-aborrescência. – Bella respondeu suspirando. – Já tivemos algumas discussões nos últimos tempos, mas nessa ela passou dos limites.
– Daniel, vai lá fora brincar com o Anthony e o Elliot, vai filhão. Diz pra todo mundo que daqui a pouco papai e mamãe já vão. Nós vamos ver se o almoço já está pronto. – Edward deu o comando.
– Tá bom, papai. – o menino desceu do sofá e correu para fora de casa.
Bella sentou no sofá e Edward sentou-se ao seu lado.
– Você ficou chateada com o que ela disse? – ele segurou em sua mão que tremia levemente. Bella levantou os olhos pra ele e eles estavam marejados.
– Que mãe não ficaria? – uma lágrima desceu por sua bochecha. – Como ela pode insinuar que eu não a amo? Tudo que fiz em toda minha vida foi me devotar à minha família. – Edward a puxou para si e a abraçou.
– Eu sei Bella, ela também sabe disso. Ela quis te ferir, pois se sentiu mal por ter levado uma bronca quando pensou que estava certa. – Edward a consolou com o coração na mão. Bella era uma mãe espetacular, e sabia que qualquer malcriação dos filhos lhe partia o coração.
– Eu sei que isso ainda vai acontecer muito. Essa idade é fogo. – ela sacudiu a cabeça. – Sei que ainda vou chorar muito por escutar palavras cruéis dos meus filhos, da boca pra fora, mas que machucam o coração de uma mãe. – Bella se lamentou.
– Eu me senti mal também por tudo que ela disse. É óbvio que ela quis usar nossa separação pra te atingir, e eu me senti um merda por isso. – ele beijou a bochecha dela. – Mas não se cobre demais, você foi perfeita aqui. Teve pulso firme e soube ser justa. Lá na frente, ela vai ver que tudo que você faz é para o bem dela, o bem de todos.
– Se todos os filhos soubessem o quanto suas malcriações e palavras cruéis machucam os pais, nunca ousariam dizer nada da boca pra fora como costumam fazer. Mas eles só aprendem isso depois que se tornam pais. É o ciclo da vida, né. – ela sorriu e limpou as lágrimas.
– E mesmo assim, somos bobos e os amamos mais que às nossas próprias vidas. – Edward concordou sorrindo.
– É a nossa função. – Bella limpou o rosto mais uma vez e se levantou. – Bem, deixa eu me preparar porque vou subir para a jaula e enfrentar uma ferinha que tenho certeza que já está arrependida.
– Eu olho na cozinha e vejo se o almoço está pronto. – ele se levantou e lhe deu um beijo na bochecha, porém muito perto da boca.
Por instantes, ambos ficaram sem reação, apenas se olhando espantados. Os práticos beijos selinhos eram tão comuns entre eles. Ao longo dos anos era um ato tão comum que por muitas vezes passava despercebido que haviam acabado de tocar um o lábio do outro. Era um ato de cumplicidade que já estava no automático entre eles, ainda mais quando entravam no modo equipe papai e mamãe de três crianças.
– Ér... Acho que não posso pedir desculpas por isso. – Edward disse com um leve sorriso torto.
– Não imaginei que você pediria. – Bella sorriu também. – Vou subir.
Ela subiu as escadas e Edward ficou admirando sua pequena de 30 anos de idade, mãe de três filhos e que ainda tinha o poder de deixa-lo bobo com um quase beijo na boca.
Bella entrou no quarto de Renesmee e logo sentiu um corpo médio se lançando sobre ela e a abraçando com toda força.
– Mamãe, me perdoe. Eu fui má com a senhora. – Renesmee chorava abraçada a mãe.
A verdade era que percebeu que disse coisas que na verdade ela não pensava. Essa coisa toda de estar deixando de ser tratada como criança para ser tratada como uma mocinha a estava deixando confusa. Era jovem demais pra algumas coisas e grande demais para outras. E às vezes se sentia injustiçada. Mas era apenas se acalmar e pensar bem em tudo, que logo o arrependimento vinha. Sabia que sua mãe e seu pai faziam de tudo por ela e pelos irmãos.
– Eu perdoo, querida. – Bella circulou a filha com seus braços e beijou o topo de sua cabeça. – Eu sei que você falou aquelas coisas da boca pra fora, mas não posso negar que aquilo me machucou. Você sabe que eu te amo muito, não sabe? – Bella segurou seu rostinho molhado e a fez encará-la.
– Sim, mãe. Eu sei. E eu te amo muito também. – Bella limpou as lágrimas do rosto da filha.
– Ok, estamos bem de novo? – Nessie assentiu. – Então tá, mas você ainda está de castigo por causa da malcriação. Uma semana sem internet. – Renesmee fez uma careta, mas Bella foi irredutível.
Nessie entregou o tablete e o notebook para a mãe.
– Não tente dar uma de espertinha, me dê o celular também. Eu sei que você tem acesso ao facebook e ao twitter por ele. – Renesmee suspirou frustrada e entregou o celular para a mãe. – Pronto, agora você vai pensar mil vezes antes de ser malcriada. Agora vai lá pra fora curtir o dia lindo que está fazendo. – Bella lhe deu um tapinha de brincadeira no bumbum e Nessie saiu correndo e sorrindo.
[...]
Estavam todos desfrutando de uma conversa na grande mesa perto da piscina, enquanto as crianças corriam brincando de bola, e Renesmee lia suas revistas preciosas.
– Elliot está enorme. – Bella falou para Rosálie.
– Sim, menina. E dá um trabalho. Acorda no meio da madrugada, vai pro nosso quarto e se enfia na nossa cama. – Rosálie contou com um sorriso e Emmett bufou.
– Esses dias quase que ele acaba com minha festinha particular.
– Ew Emm, eu não preciso saber de suas intimidades com minha irmã. – Edward fez uma dramática cara de nojo.
– Nem eu desejo saber. Obrigado. – Carlisle acrescentou com um sorriso.
– E você Alice, quando pretende ter o seu? – Bella indagou.
– Bem, ainda não está nos nossos planos termos um bebê. Estou fazendo especialização e Jasper está com planos de fundar seu próprio escritório de advocacia. – a cunhada respondeu.
– Mas se acontecer, não ficarei triste. – Jasper acrescentou e beijou o rosto de Alice.
– Filhos dão muito trabalho, mas é a melhor coisa do mundo. Por mim, eu teria mais uns quatro. – Edward declarou com um sorriso.
– Quero ver se ele falaria isso se fosse ele a sofrer as dores do parto, não é mesmo Bella? – Rosálie brincou e arrancou gargalhadas de todos.
– Fraco pra dor como esse aqui é, não iria aguentar ter nem o primeiro. – Edward fez bico quando Bella entregou sua fraqueza por dores. – Teve um dia que ele ficou com dor de ouvido, acho que eu ainda estava grávida de Daniel. Mas ele me encheu a paciência dizendo que estava morrendo, que não aguentava mais sentir tanta dor, que era a pior dor do mundo, e passou a noite toda resmungando que eu não consegui dormir, e no outro dia fui igual a uma múmia levar a Renesmee pra escola. E pra completar, Anthony que ainda não estudava, ficou o dia todo reclamando que queria brincar com pai, já que ele estava em casa. E ficava Edward resmungando no meu ouvido de um lado e Anthony resmungando do outro. Imagine eu presa dentro de casa com dois homens resmungões. – Bella arrancou gargalhadas de todos e Edward apenas ria.
– Não sei porque ainda participo de reuniões de família... Vocês sempre arranjam um jeito de sacanear. Pior, minha própria mulher me sacaneia. – Edward resmungou brincalhão e só depois percebeu o que havia dito.
Bella abaixou a cabeça sem graça. Rosálie, Alice e Esme que ainda tinham certeza que eles nunca seriam um ex-casal apenas davam risinhos. Emmett, Jasper e Carlisle apenas deram de ombros, era nítido que aqueles dois se amavam, só precisavam acertar os ponteiros e reiniciar a história deles.
O celular de Edward tocou, quebrando o silêncio instantâneo que havia se instalado.
– Bella, por favor, pode pegá-lo pra mim? – Bella esticou a mão até a espreguiçadeira atrás dela, onde estavam todos os celulares, e pegou o de Edward.
Bella, sem querer talvez querendo um pouco, olhou no visor e viu o nome de Tânya, e congelou no momento.
Ela fechou os olhos e quando os abriu, eles estavam duros.
– É Tânya. – Bella disse em falso tom educado. Não era obrigada a sorrir quando a mulher que deseja o homem que ela ama o fica cercando.
Edward estendeu a mão ainda nervoso pelo fato.
Todos à mesa se sentiram desconfortáveis, entretanto, Edward não se levantou, atendeu ali mesmo.
– Alô. – ele atendeu com voz séria.
Bella fez menção de se levantar, porém Edward a segurou pelo braço, indicando que ela deveria ficar. Todos à mesa apenas observavam a cena já que se passava bem em frente aos seus olhos.
– Edward, querido. Como você está? Sumiu heim. – Tânya o cumprimentou alegre do outro lado da linha.
– Estou perfeitamente bem. Algo em que eu possa ajuda-la? – Tânya estranhou seu tom nada amigável. Ele nunca lhe deu abertura, porém, mantinha um bom nível de amizade com ela.
– Ah, nada demais. Só queria ter notícias suas. Onde você está? – ela perguntou já desconfortável com o tratamento frio de Edward.
– Estou em casa com minha esposa e filhos. Minha família veio passar o domingo conosco. – Bella retesou o corpo ao escutar o que ele informou.
– Ah, hum... Esposa? Ér... Você foi tratar do divórcio, obviamente, então. – Tânya supôs.
– De maneira alguma. O que eu teria a tratar sobre divórcio? Não pretendo me divorciar da mulher que eu amo. Tânya, você foi uma amiga que eu sempre me abri, e você sabe o quanto amo Isabella e que sou devoto da minha família. – Tânya viu vermelho do outro lado da linha. Esme, Rosálie e Alice soltavam risinhos e Bella corava furiosamente. Ela sabia o que ele estava fazendo. Sabia que ele queria provar a ela que nunca teve nada com Tânya e estava lhe dando um fora na frente dela para que ela acreditasse nele. Mas Tânya não era o motivo principal da separação. E talvez, o grande motivo, tenha sido enterrado depois de Edward enxergar seus erros. Talvez, fosse momento de dar uma segunda chance?
– Pensei... Pensei que vocês ainda estavam separados... – Tânya balbuciou totalmente sem graça.
– Pensou errado, cara amiga. – Edward alfinetou. – Então tá, obrigado por ligar e perguntar como eu e minha família estamos. Qualquer coisa ligue pra minha secretária e ela me passará qualquer assunto relacionado ao trabalho. Tenha um bom domingo, Tânya. – ele desligou sem dar qualquer chance para ela retrucar.
Tânya fechou a mão em torno do celular com força. Maldita fosse Isabella, ele realmente a amava e nunca sairia de suas garras. Se ela não conseguiu ter Edward para si enquanto estavam sem se ver, agora que voltaram a se ver e conviver, é que não conseguiria mesmo ter êxito em sua conquista, pensou Tânya. Deveria jogar a toalha e parar de sofrer por um homem que nunca a olhou, nunca a quis.
Maldito, ainda existiam homens assim? Homens que conheciam apenas uma mulher e dedicavam suas vidas à essas mulheres? Homens que eram devotados à esposa e filhos? Homens que poderiam ser apaixonados mesmo após anos de casamento? Aparentemente, ainda havia sim. Edward era um desses.
Tânya se jogou em sua grande cama e fechou os olhos, desejando um dia encontrar um homem assim pra ela. Um homem que a amasse tanto que não enxergaria mais ninguém. Um homem que encheria a boca pra dizer “minha esposa”, um homem que manteria em todos os ambientes possíveis fotos dela, e que lhe enviaria flores mesmo após anos juntos e que diria que a amava mesmo após um dia cansativo de trabalho.
Isabella tinha um homem desses pra ela, Tânya só gostaria de encontrar um também. Um que só fosse dela e que nenhuma outra mulher o desejasse, assim como fez com Edward que era e sempre foi de Isabella.
Edward jogou o celular em cima da espreguiçadeira e encarou Bella que olhava para baixo, ainda pensativa com tudo que o escutou falando.
– Vou dar uma olhada nas crianças. – ele avisou sorrindo, se levantou e foi correndo jogar bola com os meninos que corriam de um lado para o outro no enorme quintal gramado.
– Isso lhe deu algo pra pensar, não é mesmo? – Esme perguntou.
– Ok, já entendi. Hora do clube da Luluzinha. – Carlisle se levantou, deu um beijo na esposa e com a cabeça, fez sinal para Emmett e Jasper também se levantarem. – Venham, vamos ensinar os pequenininhos ali a jogar bola.
Assim que os três saíram e restaram apenas as mulheres à mesa, Bella respirou fundo.
– Eu ainda o amo muito, Esme. Isso eu não seria hipócrita de negar. E ele sabe disso. – Bella afirmou.
– O que a impede de dar uma segunda chance? – Esme nem deixou Bella responder. – Nota-se que ele mudou já. Se fosse há algum tempo atrás, ele teria falado sobre negócios e massagearia seu próprio ego comentando sobre os lucros recentes da empresa. Emmett e Jasper, eu tenho certeza, nunca gostaram disso. – Rose e Alice assentiram. – Mas agora ele está diferente, acho que ele entendeu o ponto onde errou. A ostentação ao qual ele se deixou levar tirou a mulher que ele ama de seus braços, e isso doeu profundamente nele. Eu conheço meu filho, Bella. Aquele garoto de 34 anos sempre foi apaixonado por você, desde quando ele tinha doze anos de idade. Ele entendeu onde errou e tá fazendo de tudo pra te mostrar que aprendeu e não cometerá os mesmos erros.
– Sim, ele entendeu onde se perdeu nesse caminho da riqueza. – Bella concordou. – Talvez devêssemos ir com um pouco de calma e quem sabe... – ela deu de ombros.
– Sim Bella, dê uma chance a vocês dois. E se ele ficar chatinho com essas coisas de jantares de negócios e gente rica, me fala que meu velho chinelo ainda está lá em casa, morrendo de saudades do bumbum levado dele. – todas riram e continuaram conversando sobre os relacionamentos de cada uma.
[...]
Ao fim da tarde, quando todos já haviam ido, Bella colocou as crianças para o banho e foi para a cozinha já começar a fazer algo pro jantar.
– Eu acho que já vou indo, Bella. – Edward informou.
– Já? Não quer jantar com a gente? Tem alguém trabalhando na sua casa hoje? – ela perguntou preocupada.
– Não, eu comi bem no almoço, não estou com fome. – ele piscou. – Eu realmente estou cansado e precisando dormir. As crianças me deram uma verdadeira canseira hoje. Acho que estou ficando velho.
– Nós dois estamos então. – ela deixou o pote que havia pego dentro do armário e o acompanhou até o lado de fora da casa.
Pararam ao lado do carro dele, como na noite anterior e ambos riram com a lembrança.
– Ok, vou fazer um grande esforço pra não roubar um beijo seu essa noite. – Edward disse sorrindo.
– Talvez eu não queira que você faça tamanho esforço. – Bella declarou tímida. Edward sorriu e a puxou pela cintura.
– É o que eu estou entendendo? – ele perguntou cheio de esperanças.
– Acho que podemos, sei lá, deixar as coisas acontecerem... Quer dizer, eu sinto sua falta... – Bella estalou os dedos, nervosa. – Eu quero tentar de novo, Edward. Só vamos com calma pra eu conseguir vencer esse medo que eu tenho dentro de mim.
Edward sorriu e a puxou para abraça-la apertado.
– Eu te magoei, minha pequena. Nada mais justo que você queira ir com calma, até pra ver se realmente nosso casamento ainda pode dar certo, e é óbvio que ainda pode. Mas eu entendo seu lado, e tem as crianças também. Seria muito pra cabecinha deles eu voltar pra casa e sair depois novamente, apesar de eu afirmar que isso não acontecerá. – ele beijou a testa dela. – Eu te amo, minha pequena.
– Eu também te amo, Edward. – ela respondeu.
– Então, será que posso te dar um beijo na boca? – ela sorriu diante da pergunta dele.
– É claro que pode.
Edward tomou os lábios dela de forma lenta e amorosa. Sua língua invadiu a doce boca de Isabella e encontrou a língua quente da amada. Isabella se agarrou a Edward com paixão e ele a segurou firme.
As línguas se acariciavam com amor e devoção. Um beijo cheio de significados e que ecoava apenas uma palavra: recomeço.


Adolescentes, isso é bem normal, não tenham raiva da Renesmee, todo mundo já passou por isso um dia. Coisas da vida. E esse fora do Edwardna Tânya heim? Ele está disposto a provar a Bella de todas as formas que ele enxergou seus erros... E esse beijo de recomeço, onde será que nos levará? Beijos girls, até mais e obrigada pelas reviews...


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